domingo, 27 de setembro de 2020

{clube-do-e-livro} LANÇAMENTO DA REVISTA CONFISSÕES ÍNTIMAS Nº22 /1980 NOS FORMATOS : EPUB. PDF E TXT

��NDICE: 4 - Inicia����o e timidez sexual/

6 - Masturba����o / 7- Variantes do

impulso sexual /10- Sexualidade

feminina / 18 ��� Homossexualidade

masculina / 22 - Emocional /27-Sa��de/

29 - Depoimento / 32 - Ponto de

encontro / 33 - Opini��o





Inicia����o

e timidez sexual

"COMO LEVAR MINHA GAROTA AO ORGASMO?"

'T��MIDO, ANDO FUGINDO DAS PESSOAS"...

19 anos e minha primeira

fico afobado, nervoso e ejaculo antes

experi��ncia sexual foi justamente com

que ela consiga. Da��, ent��o, ela desani-

minha namorada Para ela tamb��m foi

ma embora n��o fique chateada comigo.

a primeira vez. J�� tivemos tr��s rela-

Assim mesmo, meu sonho �� fazer com

����es, mas at�� agora ela n��o chegou a

que ela tamb��m sinta o prazer"...

a f �� g r o orgasmo Na hora eu sempre

(A.C. O.J.-S��o Paulo/SP)

4 confiss��es





A pressa, nesse caso, �� inimiga da

perfei����o. 0 ideal mesmo seria conse-

guir um local adequado e uma oportu-

nidade em que n��o houvesse pressa. 0

fator tempo �� muito importante para

se conseguir um resultado satisfat��rio

no relacionamento sexual.

Inicialmente, procure ficar bem des-

contra��do e fazer o mesmo com sua

parceira, conseguindo um clima sem

nenhuma tens��o nem preconceito. Em

segundo lugar, n��o tenha essa preocu-

pa����o obsessiva pelo orgasmo: nas pr��-

prias car��cias ��ntimas pode estar um

prazer t��o importante quanto o

orgasmo.

A explora����o corporal m��tua, o acari-

ciamento ��ntimo, constitui o prel��dio

e o fator mais importante para o suces-

so do desempenho. A car��cia atrav��s

dos beijos e tamb��m com o uso das

m��os. na boca. nos l��bulos da ore-

lha, ao pesco��o, nos seios e ate mesmo

N��o h�� nada de anormal no seu caso;

na regi��o genital, quando praticado

�� uma simples quest��o de disciplina,

por ambas as partes, �� caminho certo

tempo e experi��ncia. Como se trata

para plena exala����o Ao mesmo tem-

de suas primeiras experi��ncias, �� natu-

po, as m��os ir��o percorrendo as v��-

ral que o seu grau de excita����o seja de

rias regi��es do corpo, chegando at��

uma voltagem t��o alta, ocorrendo a

�� genital. Ro��ar de leve o clit��ris com

ejacula����o logo ap��s a penetra����o.

a palma das m��os e os dedos, ao mes-

N��o se pode dizer que voc�� seja por-

mo tempo em que voc�� conduz a

tador de uma ejacula����o precoce: to-

m��o da parceira at�� o p��nis: a mastur-

do jovem nestas condi����es tem rea����o

ba����o simult��nea prepara o ponto m��-

id��ntica.

ximo da excita����o. Esse ponto do es-

�� medida que o ato sexual seja pra-

t �� g i o da excita����o na mulher �� revela-

ticado com maior freq����ncia, ir��

ndo pela umidade da vagina: �� a secre-

desaparecendo esse quadro. �� impor-

����o do l��quido encarregado de lubrifi-

tante que voc�� observe se sua parceira

c��-la, preparando-a para a penetra����o

est�� alerta quanto ao m��todo anticon-

do p��nis.

cepcional que deve usar. A esse respei-

Tente disciplinar a ejacula����o num

to, o cap��tulo "Sexualidade Feminina",

tempo suficiente para que a parceira

nesta mesma revista, tem trazido sem-

tamb��m obtenha o orgasmo. Para isso

pre informa����es seguras.

�� aconselh��vel que algumas horas antes

do encontro voc�� pratique a mastur-

ba����o. Isso evitar�� tamb��m que duran-

te o prel��dio, enquanto excita a par-

ceira, voc�� chegue �� ejacula����o, uma

ocorr��ncia bastante comum.

confiss��es 5





Masturbac��o

"MASTURBA����O PROVOCA QUEDA DE CABELO'"

OS 27 anos, estou perdendo to-

do o cabelo da nuca, ficando comple-

tamente careca. N��o sei o que fazer.

Sou um rapaz pobre e n��o tenho con-

di����es de consultar um m��dico par-

ticular.

Gostaria que voc�� me indicasse um

produto que pudesse resolver meu

problema. J�� fiz muitas experi��ncias

com f��rmulas, mas n��o consegui evi-

tar a queda. A ��nica coisa que fa��o

constante �� me masturbar. Poder�� ser

esta a causa da queda do cabelo?

Ajude-me, por favor, tenho medo de

ficar careca". (P.C.F. - Recife/PE)

A masturba����o n��o causa a queda

dos cabelos; portanto, n��o tem rela����o

alguma com o seu problema est��tico.

Devemos nos preocupar com a apar��n-

cia, mas n��o dar a ela uma import��n-

cia fundamental. Ela �� apenas um

complemento est��tico, n��o um valor

decisivo para o ser humano. 0 car��ter,

a personalidade, a forma����o cultural, o

aprimoramento profissional e o rela-

cionamento afetivo, estes sim, devem

ser a nossa pedra-de-toque. Entendo

que a queda dos cabelos, a chamada

calv��cie, seja desagrad��vel para alguns,

6 confiss��es





Variantes do

impulso sexual

E ERRADO UM RAPAZ DE 19 SE APAIXONAR POR MULHERES

DE 40 ANOS?" "QUANDO TOMO CRIAN��AS NOS BRA��OS

FICO SEXUALMENTE EXCITADO"...

um jovem de 19 anos,

h�� nada de anormal, confor-

simp��tico e atraente, mas tenho uma

me focalizamos em problema apresen-

grande d��vida. H�� algo de errado em

tado a seguir, na resposta �� pr��xima

um rapaz de 19 anos se apaixonar por

carta. �� normal, natural, aceit��vel,

uma mulher de 40 anos? Como se

vi��vel e o t��tulo de mais que se queira

deve agir para conquistar seu amor?"...

dar em peso positivo, em for��a de oti-

(O.F.R. - S��o Jos�� do Rio Preto/SP)

mismo a um amor que vence a barrei-

confiss��es 7





ra da idade. O que existe �� um precon-

ceito muito grande, separando as pes-

soas em compartimentos estanques,

como se fossem animais prontos para

a engorda ou para o abate. Na verdade

n��o h�� barreiras entre um rapaz de 19

anos e uma mulher de 40 anos, depen-

dendo do grau de amadurecimento do

primeiro e a flexibilidade da segunda.

N��o que ela deve "tentar ser um bro-

tinho", mas dever�� saber ser mulher,

amante, amiga e companheira e n��o a

" m �� e " desse jovem que est�� saindo da

adolesc��ncia. Se o amor �� plenamente

correspondido, tudo bem. A melhor

coisa do mundo �� o di��logo franco e

sincero. Sabe-se que uma uni��o entre

duas pessoas, mesmo que estejam em

faixa et��ria igual, nem sempre �� muito

f��cil. H�� um longo per��odo de ajusta-

mento at�� que se decida pelo casa-

mento. A forma de agir com uma mu-

lher de 40 anos n��o difere muito da

"t��cnica" que seria utilizada com uma

de 20. H�� o mesmo sonho, a mesma

poesia e �� preciso que se coloque os

p��s na terra, enfrentando a realidade.

Sabe-se que uma mulher de 40 anos

talvez j�� n��o possa lhe dar um filho:

antes de tudo �� bom uma visita ao

m��dico ginecologista. H�� este deta-

lhe e muitos outros que voc��s dever��o

discutir, um plano de amizade e com-

preens��o, com uma vis��o realista das

coisas. Se o amor for bastante forte,

o sonho e a poesia ser��o complemen-

tos essenciais, mas n��o a ��nica e fr��-

gil base de uma uni��o.

QUANDO TOMO CRIAN��AS NOS

BRA��OS FICO SEXUALMENTE

EXCITADO

uma mulher de 33. Temos um casal de

filhos. Eu e minha mulher nos adapt��-

8 confiss��es





da para o ato sexual. O fato de praticar

seu problema. N��o h�� no seu peito ou

este ato. em relacionamentos ocasio-

bra��os uma ��rea er��tica que ao levan-

nais, seis vezes por noite, registra ape-

tar uma crian��a venha a excit��-lo?

nas um acumulo ao qual voc�� vem se

De qualquer forma h�� em voc�� um

confinando. �� sabido que uma vida

problema de natureza ps��quica que

sexual equilibrada e constante dentro

deve ser analisado por um profissio-

do casamento �� a ideal mas tamb��m a

nal competente. Procure um psicana-

mais dif��cil, porque a rotina, o ambien-

lista em sua cidade, conte-lhe seu sofri-

te familiar, o trabalho exaustivo, con-

mento com todos os detalhes que sua

dicionam a um certo desleixo. Nas

carta n��o nos forneceu. S�� ele poder��

aventuras tais cartas n��o se verificam.

ajud��-lo eficazmente trazendo-lhe de

Nada leva a crer na primeira parte de

volta a felicidade que hoje lhe parece

sua carta que seja sua esposa a respon-

t��o distante

s��vel por seus sofrimentos. Ela vem

sendo como voc��, uma v��tima. J�� o

problema da excita����o que o contato

con) crian��as, at�� mesmo seus filhos

lhe causa, esclarece um pouco mais o

confiss��es 9





Sexualidade feminina

"MEU MARIDO �� SEXUALMENTE FUJO"

"FUI VIOLENTADA POR UM MONSTRO*"

S�� EXPERIMENTEI ORGASMO NAS PRIMEIRXS RELA����E

gostaria de ter sua aten����o

para os meus problemas. Tenho trin-

ta e quatro anos, sou mulata, magra,

alta. J�� fui manequim e fiz programas

com homens ricos, mas um dia encon-

trei meu verdadeiro amor. Ele �� bran-

co e dez anos mais velho que eu.

Amamo-nos muito, deixei de sair com

outros, vivi para ele apenas. Nasceu mi-

nha filha e passei a dedicar-me de cor-

po e alma para o meu homem, �� mi-

nha filha e �� minha casa. Mas n��o con-

sigo di��logo com ele. Apesar de ser

bastante comunicativa e educada, com

ele n��o posso conversar. Ele s�� grita,

xinga, bate a porta e sai de casa e

quando volta n��o quer falar comigo.

Sua agressividade, embora nunca me

10 confiss��es





Quando tomo a iniciativa ele diz

"dorme". Freq��entemente eu choro,

saio da cama, fumo, tomo caf��, curto

m��sica baixinho, meu ventre d��i s�� de

encostar uma perna na outra, tenho

ondas de gozo, e quando percebo que

ele j�� dormiu, volto a deitar. Sempre

que tento falar com ele sobre o assun-

to, ele me ofende, mandando-me

olhar ao redor e ver que nada me fal-

ta. Este problema j�� dura h�� anos, sei

que ele �� homem, mas �� frio, sexual-

mente. Preciso de sexo duas a tr��s

vezes por noite, fa��o uma vez, fico

querendo mais. Gosto das brincadei-

ras preliminares entre n��s, da parte

er��tica, talvez seja tarada, n��o sei.

Pensei que. com o tempo, eu esfriaria,

amigas me toca, por brincadeira, eu

mas isto n��o aconteceu. Por��m, algo

disfa��o, mas fico excitada. N��o penso

em transar com amiga. Quero algu��m

que eu n��o conhe��a ainda. J�� pensei

O SER HUMANO �� FEITO PARA

que meu caso seja porque, no fundo,

RELACIONAR-SE, DIALOGAR,

mulher �� oposto dele, outro sexo. Se-

E CONVIVER.

ria algo rom��ntico, com compreens��o

maior. Conclu�� que esta hip��tese ��

falha porque, mesmo quando fa��o

est�� me preocupando ultimamente em-

amor com meu marido, ��s vezes ima-

bora eu goste da id��ia. De poucos anos

gino que estou com outra mulher. Is-

para c�� tenho pensado em sexo com

to me excita muito e sinto que preciso

outra mulher. N��o que eu n��o seja

disto como se precisa de ��gua. Com

feminina (sou at�� bastante) mas n��o

meu companheiro as coisas v��o de mal

posso imaginar um amante masculino.

a pior. J�� cansei de procur��-lo para o

Fico muito s��, na verdade s�� saio

sexo. Quando ele gritava antes, eu ro-

com minha filha, de carro e durante o

gava que n��o o fizesse. Agora, fico

dia. Se amasse outra mulher, tivesse

calada n��o consigo abrir a boca. No

uma amiga intima especial, teria com

dia seguinte vem a ins��nia, as dores

quem falar e trocar id��ias. Por outro

musculares e o nervoso. Gostaria de

lado. n��o sei se gostaria de uma ho-

separar-me dele, mas n��o sendo casa-

mossexual, tipo machona, mandona.

da, tenho medo de n��o poder susten-

Desejaria uma mulher tamb��m carente

tar minha filha dentro do padr��o que

de compreens��o, para que n��s duas

ele nos d��. Minha filha �� muito caren-

nos curt��ssemos, f��ssemos ao cinema,

te e por nada a deixaria passar neces-

��s compras, sem aquilo de chamar

sidades. Ela �� muito bonita. Ele nunca

aten����o para a transa que tiv��ssemos.

falou em separa����o (eu j��, v��rias

Seria lindo, divino, s�� nosso. Gosto de

vezes) diz sempre que gosta de mim,

seios, em meus pensamentos er��ticos

passa os fins de semana em casa, na-

n��o consigo pensar em homens, s��

da me nega, �� bom pai, adora a filha,

em mulheres. Quando uma das minhas

n��o me falta nada, a n��o ser sexo.

confiss��es 11





N��o sei quem est�� errado. Sou sadia,

quando fazemos amor procuro esgo-

t��-lo, am��-lo demais, me entrego para

valer, ele diz que sou maravilhosa,

gostosa. Como explicar este desejo que

tenho por mulher? Gostaria de levar

adiante, talvez eu me realize emocio-

nal e sexualmente. J�� pensei que o fato

do meu marido ter um irm��o impo-

tente h�� anos e tomar rem��dios para

press��o alta, pudesse estar influindo.

Nina, d��-me uma ajuda e que Deus a

proteja". (Tranquei a vida - S��o

Paulo/SP)

mbora sejam muitos os sintomas

por voc�� apresentados, a causa deles

�� uma s��: a solid��o. 0 ser humano foi

criado para o di��logo, para o relaciona-

mento. Pois o pr��prio Deus, ao criar

o sol, a lua, as estrelas, a natureza, os

animais, sentiu a necessidade de al-

gu��m com quem ele pudesse dialogar.

Ent��o criou o Homem. Atrav��s da co-

munica����o de consci��ncias, em pensa-

mento ou ora����o, ele passou a ter com

quem dialogar, e assim construir o

mundo perfeito que Ele havia imagina-

do. N��s, seres humanos, precisamos ter

companhia, conviver. Da�� a import��n-

cia da fam��lia, dos amigos, do namora-

do, noivo, marido ou amante. Cada

um, na sua esp��cie de amor, contribui

para o equil��brio. Quando h�� falta de

di��logo, de companhia, h�� como que

um desequil��brio que angustia, causa

dor. Esta dor pode levar-nos a atitudes

il��gicas, irracionais. O impulso pode

nos dominar e somos empurrados para

outro erro, sem corrigir o primeiro.

Sem ter com quem dialogar, voc��

procurou-me. Uma pessoa n��o tenden-

ciosa, neutra, realmente tem condi����es

de analisar o problema. Uma atitude

l��gica a sua, amadurecida. Como tam-

12 confiss��es



sua carta afirma) procurando-a quando

est�� em casa, desfrutando e dando-lhe

prazer, tamb��m a quer. Apenas n��o

percebeu que a dose de contato sexual

que lhe d�� �� insuficiente. E erra quan-

do n��o concorda com o di��logo que

voc�� prop��e, erra ao pensar que,

olhando ao redor, (vendo m��veis,

roupas, bens materiais), veja o bastante

para satisfaz��-la. A nossa atual socie-

dade, t��o distante da ideal, �� consu-

mista, coloca a mat��ria, a compra de-

senfreada de bens materiais, como va-

lor absoluto. �� preciso estar atento,

remar contra a mar�� e valorizar o que

realmente �� puro, salutar ao homem:

o sentimento. Seu companheiro �� uma

das muit��ssimas v��timas desta socieda-

de de consumo. Vive para trabalhar e

conseguir dinheiro para proporcionar a

voc�� e �� filha de ambos, um padr��o

financeiro alto. Com isto sacrifica a

fam��lia e a si pr��prio, inverte a verda-

deira fun����o do trabalho, que �� o meio

de obter dinheiro para viver. Ele est��

vivendo para o trabalho, quando devia

estar trabalhando para viver. E o signi-

ficado deste viver �� amar sua compa-

nheira e filha, conviver com amigos,

passear, viajar. Como resultado desta

invers��o, est�� correndo o risco de per-

der a ��nica coisa pela qual vale viver:

a fam��lia, um lar de amor sincero. ��

preciso alert��-lo o quanto antes.

"Abrir o jogo" como afirma a sabedo-

ria popular. Fale c��mele abertamente,

francamente, sem omitir nada, mesmo

o que lhe parecer o mais insignifican-

te detalhe. Converse com ele, a s��s,

numa noite prop��cia, como prepara����o

para o ato sexual completo. Diga-lhe

de sua solid��o, de seus problemas

quando rejeitada, de como se excita

com seu pr��prio corpo, dos pensamen-

tos que surgem durante o ato, da sua

id��ia em procurar suprir sua ansiedade

com outra mulher. Seja sincera, cal-

ma e bastante precisa. Explique-lhe

confiss��es 13





liga����o afetiva com o sexo masculino,

irm�� est�� certa quando lhe pede que

pois, estaria "perdoando" o monstro.

busque amizades com rapazes, procu-

Buscou o seu pr��prio sexo, com ele

rando descobrir suas qualidades de ca-

identificou-se; as mulheres, injusti��a-

r��ter, suas capacidades afetivas. Eles

das e agredidas por uma sociedade de

merecem esta chance e voc�� tem a for-

leis tendendiosas que lhes negam a

��a e a sabedoria necess��rias para en-

igualdade de direitos em rela����o aos

contrar um jovem de bem, com ele se

homens, apoiaram-na, oferecendo-lhe

relacionar profundamente, constituir

acolhida e oportunidade de demons-

fam��lia, enfim, engajar no caminho da

trar, dar, doar e receber afeto. 0 ser

realiza����o humana. N��o tranque a por-

humano precisa de afeto para sobre-

ta para o pr��ximo, ao contr��rio, sir-

viver. Da�� seu homossexualismo. �� pre-

va-se do seu sofrimento para dar-lhe

ciso, por��m que pense ��� agora que

ajuda.

est�� amadurecida - que comete uma

injusti��a - igual ��quela que voc�� so-

freu, em termos de sofrimento huma-

"O QUE FA��O PARA

no ��� toda vez que generaliza sua re-

EXPERIMENTAR O PRAZER?"

pulsa a todos os homens do mundo.

H�� os que n��o praticam a viol��ncia,

que n��o est��o coniventes com ela,

que a abominam mesmo, e que, na

'�� senti prazeres nas primeiras

maioria das vezes, inc��gnitos, est��o

rela����es ��� Agora n��o sinto mais nada...

combatendo-a, expondo suas pr��prias

Tenho dezoito anos e namoro um ra-

vidas para bani-la. A voc�� cabe, com a

paz de dezenove ao qual muito amo e

experi��ncia adquirida, procurar um,

com quem j�� tive algumas rela����es. H��

entre tantos, que corrija esta imagem

um problema, por��m. S�� nas primeiras

negativa que voc�� guardou, dando-lhe

vezes que estive com ele, senti prazer.

afeto e merecendo o seu amor. Sua

Desde ent��o n��o tenho sentido absolu-

tamente nada. Penso que a p��lula an-

ticoncepcional que tomo, esteja influ-

indo nisto. Eu o amo muito e estou

para casar com ele, mas estou muito

preocupada. Desejo saber tamb��m o

que �� masturba����o". (Nilc��ia G.M. -

Ilha do Governador/RJ)

/ma jovem de dezoito anos, nor-

malmente est�� mais apaixonada pelo

amor, sensa����o, pela ��nsia de amar, do

que propriamente por uma pessoa. ��

uma caracter��stica de adolesc��ncia. Pe-

la repress��o que a sociedade imp��e ��

mulher, o ato sexual passa a ser algo

desconhecido, sonhado at��, um s��mbo-

lo de amadurecimento. Ledo engano,

confiss��es 15





ela �� considerada uma etapa natural no

desenvolvimento da crian��a e do ado-

lescente. Ela alivia a tens��o sexual,

que, desta maneira, n��o �� descarrega-

da em outro comportamento agressi-

vo. Antigamente, dela dizia-se que era

pecaminosa, que viciava, diminu��a a

pot��ncia sexual e at�� que causava a es-

terilidade. Mitos, tabus, credice popu-

lar, desinforma����o total. O psiquiatra

e pesquisador, Alfred Kinsey, um dos

papas do assunto, em seu livro "0 Re-

lat��rio Kinsey", p��e por terra toda es-

ta argumenta����o. Afirma ele que ho-

mens e mulheres t��m sofrido um desa-

juste sexual e social, n��o pela pr��tica

da masturba����o, mas sim, pelo conflito

que eles vivem entre pratic��-la e os c��-

digos morais da sociedade. Estudos

m��dicos e cient��ficos revelam que n��o

h�� preju��zo f��sico de qualquer nature-

za na masturba����o, a n��o ser quando

ela �� interrompida, consciente e vo-

luntariamente, de h��bito. Esta atitude

"pode" provocar futuros problemas,

caso seja posta em pr��tica seguidamen-

te. Tais problemas s��o a dificuldade de

ere����o e a ejacula����o precoce. A mas-

turba����o, de uma forma geral, �� prati-

cada para aliviar a tens��o sexual, mas

forma. Uns buscam o outro sexo

h�� casos em que ela serve de mecanis-

(heterossexuais) outras procuram pes-

mo de compensa����o para outros pro-

soas do pr��prio sexo (homossexuais)

blemas emocionais. Voltamos a frisar

e outros ainda recorrem �� masturba-

que �� prejudicial e inconveniente a

����o, isto ��. praticam o sexo neles mes-

atitude de interromp��-la bruscamente,

mos. Manipulam os ��rg��os genitais,

de uma forma cont��nua. Tamb��m a

geralmente de forma privada, at�� che-

predisposi����o de provocar a tens��o

gar ao orgasmo. Geralmente com o

sexual, pr��-fabric��-la conscientemente

al��vio da tens��o sexual, vem um

atrav��s de est��mulos v��rios, criando

destrutivo sentimento de culpa, conde-

ocasi��es para masturba����o, deve ser

n��vel sob todos os aspectos. H�� s��-

evitada, porque leva a um excesso'

culos, a humanidade se preocupa com

for��ado e antinatural.

os mitos e tabus que envolvem a sexua-

lidade, porque s��o destrutivos e im-

pedem a felicidade. A masturba����o

tem ocupado, de maneira muito espe-

cial, o tempo e a mente dos psic��logos

e sex��logos. Hoje em dia, felizmente.





Homossexualidade

masculina

'EU TENHO NOJO DO HOMOSSEXUAL EFEMINADO

|ina, dispenso os elogios de pra-

cesso nos estudos, o que me colocava

xe. Sinto que os recebe com freq����n-

em vantagem em rela����o aos meus ir-

cia. Embora colecione CONFISS��ES

m��os, rejeitou-me tamb��m. Hoje, com

INTIMAS desde o primeiro n��mero,

27 anos. engenheiro bem estabelecido,

n��o vi ainda nada relacionado com

percebo que nunca, por n��o ter cora-

meu caso. N��o h�� outra alternativa se-

gem, usei a palavra "mam��e". Nunca

n��o descr��v��-lo. De antem��o, antecipo

namorei, tive algumas rela����es com

que se trata de um problema de identi-

prostitutas. Embora n��o seja um "nar-

dade. Sei sua proced��ncia: de origem

ciso", sinto, e j�� confirmei, que des-

humilde, por rejei����o, fui entregue, aos

perto o apetite sexual das mulheres.

10 anos de idade, a uma fam��lia que se

Mas n��o h�� como aproximar-me de-

predisp��s criar-me como filho. Minha

las, pois n��o h�� querer. Imagino-me

m��e adotiva t��o logo verificou meu su-

sempre mantendo rela����es homosse-

18 confiss��es





xuais com homens bonitos e carinho-

e nos gestos, andar rebolado. H�� um

sos. Mas, �� s�� imagina����o. Nunca pra-

grande preconceito de sua parte, pois

tiquei este ato, tamb��m por n��o ter co-

diz "sentir nojo" deste tipo de homos-

ragem, haja vista a minha solid��o. Sou

sexual. Voc��, mais do que muitas ou-

efetivamente homossexual, mas n��o h��

tras pessoas, tem a obriga����o de aceitar

solu����o, nunca conseguirei assumir os

e sobretudo compreender o porqu��

trejeitos femininos dos passivos, coisa

desse comportamento. Hoje, pode-se

que n��o suporto, e que me causa nojo.

dizer que a parcela de homossexuais

Antes eu me masturbava constante-

desse estilo, que aparentam de forma

mente, hoje n��o o fa��o mais. Entretan-

flagrante a sua condi����o sexual, cons-

to, sinto-me desesperadamente s�� nes-

tituem uma minoria. Como entre os

sa cidade de dez milh��es de habitantes

heterossexuais, h�� uma infinidade de

e temo que o suic��dio seja a solu����o.

tipos de pessoas e estilos de vida. N��o

Alguns amigos na firma sempre se refe-

se pode menosprezar o efeminado ou o

rem a "fulano" que �� caso de "sicra-

travesti, de forma alguma. E interes-

n o " e assim por diante. Eu baixo a ca-

sante conhec��-los melhor e aprender a

be��a. Sou infeliz. Diga qualquer coi-

sa". (S.P.B. - S��o Paulo/SP).

O QUE �� TIDO COMO

PERFEITAMENTE NORMAL PARA

UM, PODE SER ULTRAJANTE

PARA OUTRO.

inevit��vel a emo����o de sua car-

ta. �� lament��vel, ao mesmo tempo,

que um jovem com 27 anos. cheio de

compreend��-los. Voc�� ir�� descobrir en-

vida e sa��de, possa ser inutilmente

t��o o porqu�� de tudo isso. O efemina-

infeliz!

do ��. via de regra, um ser humano exa-

Quando se aceita a homossexualidade

tamente igual a todos os outros, que

como identidade e condi����o definitiva,

no entanto mant��m essa postura em

s�� resta assumi-la e transformar a exis-

resposta �� repress��o familiar, aos pre-

t��ncia dessa condi����o num instrumen-

conceitos e �� rejei����o que encontra por

to de aprimoramento e tamb��m de fe-

parte da sociedade �� sua livre expres-

licidade e bem-estar. �� uma quest��o de

s��o sexual. Pelas in��meras afli����es que

redetermina����o, de reorienta����o do sis-

passou desde a inf��ncia, ele reage des-

tema de vida. H�� homens e mulheres

sa forma, fazendo uma caricatura do

infelizes, que mesmo junto s��o infeli-

estilo feminino. Em tom de brincadei-

zes. Hetero ou homo, a conquista da

ra, zombaria ou revolta, esses trejeitos

felicidade exige a����o. N��o se pode ex-

acabam por incorporar-se �� sua manei-

perar que tudo caia do c��u. �� indescul-

ra de ser. �� uma forma de rebeli��o ��n-

p��vel a solid��o. Esse alheiamento n��o

tima e, muitas vezes, de uma pr��pria

deixa de ser uma forma disfar��ada de

auto-rejei����o ou autopuni����o. Quanto

ego��smo. Solte-se, quebre a casca,

ao travesti, segundo o antrop��logo

deixe o casulo que o aprisiona ao seu

Denis Altmann, l��der australiano pelo

passado e ��s suas inseguran��as e con-

movimento guei universal, trata-se de

quista seu espa��o no mundo, jovem!

"uma coisa completamente il��gica e

H�� uma distor����o na ��tica sob a qual

absurda, mas perfeitamente explic��-

voc�� enxerga o homossexual: um ho-

vel, uma coisa muito ligada ao machis-

mem efeminado, com trejeitos na voz

mo. E muito brasileira tamb��m ��� os

confiss��esl9





shows de travestis do Brasil s��o famo-

fingimento: eles n��o se acham femini-

sos em todo o mundo. Os travestis es-

nos, embora seu impulso er��tico seja

t��o diminuindo �� medida que os pa-

despertado exclusivamente por outra

peis masculino e feminino se v��o igua-

pessoa do mesmo sexo. Este homosse-

lando. Na Austr��lia n��o existem traves-

xual, que se pode dizer �� tambe'm um

tis. " No entanto, ele afirma que o tra-

ser "ajustado" �� sua imagem masculi-

vesti n��o e' um "doente social": "Acho na prefere saber que num ato sexual

mais doentes os homossexuais que ves-

est�� indo com outro homem igual a

tem palet�� e gravata e fingem que n��o

ele. Sem interpretar o papel de mu-

s��o. Ou ent��o os que freq��entam os

lher, sem quaisquer artif��cios, tome ele

travestis. Voc�� sabia que a maior parte

a posi����o passiva ou ativa durante o

dos que pagam os travestis assumem o

ato sexual. Ali��s, essa defini����o de

papel de passivo no momento da rela-

"passivo" ou "ativo" s�� existe para ����o? O travestismo �� fruto, basicamen-alguns autores ou psiquiatras mal in-

te, da pobreza. N��o �� �� toa que a maio-

formados. Para o homossexual, via de

ria dos travestis que vivem pelas ruas

regra, �� indiferente o tipo de relacio-

dos Estados Unidos �� porto-riquenha.

namento.

E se parecem muito com seus colegas

Finalizando, deve-se dizer que o jovem

brasileiros. Nas classes mais pobres os

da carta precisa com urg��ncia reformu-

padr��es de diferencia����o s��o mais r��-

lar os seus conceitos. Antes de tudo,

gidos, n��o se admite tanto o meio

mudar sua orienta����o e sistema de vi-

termo. Se um homem se sente femi-

da. Procurar os ambientes de pontos

nino, se v�� obrigado a vestir-se e a

de encontro homossexuais (existem

comportar-se como mulher. Assim ele

centenas em S��o Paulo) e conhecer um

se julga, certamente, mais ajustado aos

pouco mais a sua gente Isso n��o quer

seus pr��prios padr��es. Al��m de tudo,

dizer que voc�� v�� mudai sua forma

esses pobres rapazes precisam ganhar

de comportamento pessoal. Absoluta-

a vida. Ent��o v��o fazer shows ou

mente. Qualquer seja a condi����o se-

prostituir-se. N��o se v��em travestis

xual do indiv��duo - seja hetero ou ho-

ricos pelas ruas".

mo ��� a conquista sexual e a procura

de um relacionamento exige, antes de

tudo, uma grande dose de descontrai-

mento e aus��ncia de preconceitos. Isso

A CONQUISTA SEXUAL EXIGE

inclui, �� obvio, os preconceitos contra

UM GRANDE DESCONTRAEM ENTO

si mesmo. Aumente seu c��rculo de

E AUS��NCIA DE PRECONCEITOS.

amizades e assuma sua condi����o. Assu-

mir a condi����o homossexual n��o signi-

fica agredir, "dar bandeira", como se

Como n��o �� brasileiro, Denis Altmann

diz na g��ria. �� ser aut��ntico, voc�� mes-

esqueceu de analisar a influ��ncia do

mo, lutar e compartilhar por esse espa-

Carnaval e sua forma de descomprimir

��o de felicidade que lhe pertence, vi-

os recalques daquele homossexual que

ver com toda liberdade sua verdadeira

se acha feminino. E h�� tamb��m muita

express��o sexual.

arte e beleza no travesti, que n��o s�� a

pobreza citada pelo estudioso.

Por outro lado, h�� homossexuais l��ci-

dos, conscientes e plenamente assumi-

dos em sua condi����o que no entanto

n��o s��o femininos. N��o �� quest��o de

20confiss��es





Emocional

"CASAL PODE FAZER SEXO EM TODOS OS SENTIDOS?"

"MINHA NOIVA N��O �� VIRGEM: ELA PODE USAR V��U E

GRINALDA?" "MEUS PAIS ME CASARAM �� FOR��A: EU

N��O AMO MINHA MULHER" "ELA ACABOU 0 NAMORO E

ESTOU LOUCO; QUERO MORRER

enho 26 anos e sou m��e sol-

respeito do sexo sobre todos os senti-

teira. J�� tive v��rios homens em minha

dos entre um casal. Espero resposta

vida, mas de um tempo pra c��, n��o

breve"-. (M.G.M F - Porto Alegre/RS)

consigo gostar mais "deles". Atual-

mente estou curtindo com um rapaz

muito legal mas ele tem id��ias muito

avan��adas a respeito do sexo: ele quer

ter sexo completo comigo mas eu fico

as formas de express��o s��o

em d��vida, se bem que ��s vezes eu sin-

v��lidas quando o objetivo final �� o

ta tamb��m uma enorme vontade de

amor. O fundamental �� que n��o vio-

faz��-lo. Gostaria de uma opini��o a

lentem nenhuma das partes envolvi-

22 confiss��es





das. No momento em que esta maneira

Cada vez que duas pessoas se encon-

de expressar o sentimento tira a sen-

tram e se amam est��o vivendo uma

sibilidade do parceiro est�� se desvian-

experi��ncia nova que n��o ser�� exata-

do do respeito m��tuo que deve existir

mente repetida por mais ningu��m, nem

na base de qualquer relacionamento

mesmo por elas duas. H�� sempre algo

humano. Desde que haja consenti-

novo e peculiar num ato de amor,

mento e aceita����o dos dois parceiros

algo que nunca fora antes sentido.

n��o h�� censura na arte de amar. N��o

Talvez colocando sua vida sob este

se pode tamb��m catalogar uma ordem,

��ngulo, voc�� possa futuramente evitar

uma seq����ncia obrigat��ria, etapas a

novos dissabores e desilus��es. Talvez,

serem cumpridas. Estar��amos ditando

ent��o, encontre o verdadeiro amor que

regras, enquadrando um sentimento, o

tanto tem procurado".

que �� imposs��vel. Cada pessoa tem

uma forma-de sentir, de reagir e de se

expressar no amor. O que �� perfeita-

RELA����ES SEXUAIS E VESTIDO

mente natural para um, pode ser ul-

DE NOIVA

trajante para o outro e vice-versa. Aos

parceiros cabe a descoberta de um e de

outro, sempre tendo, como pedra-de-

-toque, o respeito ao ser humano que

enho 26 anos e ela 18. Amo

cada um representa. No relacionamen-

minha garota e a namoro h�� dois

to amoroso n��o existem hierarquias.

anos, quando come��amos a manter

Ningu��m �� superior ou inferior ao ou-

rela����es sexuais. Pretendo casar-me

tro, ningu��m �� dono de ningu��m. N��o

com ela de v��u e grinalda, vestida de

h�� leis que um fa��a e que outro seja

noiva como ela sempre sonhou. Po-

obrigado a cumprir. Os direitos s��o os

demos ou n��o? Aconselhe-me, por

mesmos entre os parceiros. A espon-

favor". (L.M. - SG/RJ)

taneidade e a liberdade de aceitar ou

rejeitar devem ser respeitadas. Por-

tanto n��o h�� um c��digo de conduta

que possa ser sugerido ou imposto.

epende da import��ncia que

voc��s d��o ao vestido branco. Se for

apenas pelo valor est��tico, pela beleza

da roupa, n��o h�� inconveni��ncia em

adot��-lo, pois ele ter�� um significado

de complemento. Por��m se o vestido

de noiva para ambos significa a pureza,

a virgindade, como muitos consideram,

estar��o come��ando sua vida em co-

mum sob um disfarce, o que, conve-

nhamos, n��o lhes far�� nenhum bem.

Por que raz��o n��o assumir a realidade

se ela os faz felizes? A roupa, a Igreja,

os adornos e enfeites s��o apenas aces-

s��rios. Num casamento, o importante

�� o afeto que une os dois c��njuges e

este n��o admite farsas. Portanto, o

confiss��es23





Vestido de noiva n��o deve desempe-

grande amor? Voc�� me parece mais re-

nhar um papel acima do que lhe est��

voltado com a manipula����o de que foi





reservado.


alvo, com o fato de ter sido obrigado

a seguir ordens. E revela uma auto

puni����o por ter feito o que os pais e

ELES QUEREM �� FOR��A E

parentes de ambos queriam, sem

EU N��O QUERO...

ter reagido, sem ter lutado por seu di-

reito de escolha. Quem sabe a mo��a

em si lhe agradasse se as circunst��n-





I


cias fossem outras e por isso deixou-se

envolver? S��o perguntas que s�� voc�� e

st��o todos contra mim. Por

ela podem responder. Uma vez que vo-

interesse financeiro da parte deles,

c�� esteja convicto do que realmente

inclusive oferecendo-me uma compen-

quer. tome a atitude que pare��a cor-

sa����o em dinheiro, meus pais me

reta e tome as r��deas de sua vida,

iludiram e fizeram-me casar com uma

independente do que "todo mundo"

mo��a escolhida por eles. Casei s�� na

possa pensar ou falar. Afinal, eles n��o

Igreja e a semana que passei com ela

sentem por voc��. nem sofrem com

s�� me deu desgosto e infelicidade.

voc��. Apenas assistem N��o permita

Tanto meus pais como os dela n��o se

conformam por eu t��-la largado e me

mudado para S��o Paulo. Querem que

eu conviva com ela �� for��a e eu n��o

quero. Que posso fazer para resistir

sozinho?" (C.M.C. - S��o Bernardo

do Campo/SP)

'�� uma coisa �� necess��ria: voc��

ter perfeito conhecimento dos seus

sentimentos para com a mo��a com a

qual casou. Para avaliar com precis��o

estes sentimentos, se realmente a ama

ou n��o, �� preciso que se livre da inter-

fer��ncia de terceiros, de parentes seus

ou dela. Fa��a uma consulta a seu pr��-

prio cora����o, pergunte a si mesmo por

que aceitou-a como esposa, at�� que

ponto agiu por sua pr��pria vontade,

ou se o fez apenas por sua ingenuidade

e passividade. Imagine-a sem seus pa-

rentes, uma mulher que, v��tima como

voc��, foi usada como objeto para in-

teresse de outras pessoas. Haveria

possibilidade de am��-la, longe das vis-

tas destas pessoas? Entre voc��s dois,

seria Doss��vel que se desenvolvesse um

24 confiss��es





mais que interfiram a ponto de decidir

deste amor louco" (DELCIONE - Ja-

sua vida.

ta��/GO)

N��O SEI COMO LIVRAR-ME

DESTE AMOR LOUCO...

verdadeiro amor equilibra o ho-

mem. Quando um relacionamento

amoroso passa a desequilibrar a pessoa

enho 18 anos e j�� pratiquei

que ama, algo est�� errado. No seu caso,

sexo muitas vezes. Das namoradas que

ao inv��s de faz��-lo feliz, est�� fazendo

arranjei nenhuma me fez sentir tanto

com que sofra e se desespere. Para

amor como esta ��ltima. Ela, no en-

agravar a sua situa����o, trata-se de um

tanto, acabou o namoro e me deixou

sentimento n��o correspondido. Como

quase louco. Tenho vontade de tomar

todo jovem, voc�� est�� procurando ser

veneno, jogar-me debaixo de um carro

feliz. Recorrer ao veneno ou a qual-

ou cometer uma loucura. N��o posso

quer outra forma de suic��dio traria a

viver sem ela. Ajude-me fazendo amar-

felicidade a voc��? N��O! Simplesmen-

ra����o, mesmo que tenha que pagar di-

te acabaria com a ��nica forma de

nheiro por ela. N��o sei como livrar-me

se alcan��ar a felicidade, que �� vivendo.

Seria fugir, entregar os pontos na

primeira luta que teve que enfrentar,

um triste ato de covardia. A amarra-

����o que voc�� pede tambe'm n��o resol-

ver�� o seu problema. S�� voc��, usando

a sua capacidade de lutar, seu racioc��-

nio e sua for��a interior poder�� sair des-

ta situa����o em que por imaturidade se

colocou. O que voc�� acha que �� amor?

D�� a volta por cima, volte seus olhos

para tudo que existe de belo ao seu

redor: a natureza, os animais, as pes-

soas que o cercam e passe a estud��-los,

a trocar id��ias sobre eles. Um dia

ent��o talvez quando menos esperar,

estar�� amando novamente e sendo

amado, e se lembrar�� de seus 18 anos e

agradecer�� a Deus por ter lhe dado al-

go t��o belo que �� a vida!

SOU UM CARA MUITO T��MIDO,

VIVO FUGINDO DAS PESSOAS...

ina, tenho 22 anos, sou more-

no-claro, l,80m, do signo de Aries,

confiss��es 25





mas sou um cara muito t��mido. Aqui

res, seus parentes, seus vizinhos. Pro-

no bairro onde moro, n��o consigo ter

picie aos desconhecidos que chegarem

uma conversa ou um la��o de amizade

perto de voc��. provoque conversa com

muito grande com algu��m. Vivo fu-

pessoas do outro sexo, diferentes ida-

gindo das pessoas, mesmo as mais

des e profiss��es. Pergunte-lhes sobre

conhecidas. Muitas pessoas aqui me de-

suas vidas, seus interesses e gostos.

testam, porque eu os conhe��o, mas

Saia de si mesmo.

quando os encontro finjo n��o co-

Busque amizade com jovens de sua ida-

nhec��-los. �� uma for��a interior, tenho

de, freq��ente reuni��es e festinhas.

medo de falar com elas, medo de que

No come��o ser�� mais dif��cil, depois

venham saber quem realmente sou.

tudo lhe parecer�� natural. O ser huma-

J�� tentei me libertar disto que me faz

no foi feito para relacionar-se, dialo-

sofrer muito, por��m, n��o consegui.

gar e conviver. N��o tema a opini��o

Aqueles que quando se aproximaram

alheia, aceite os riscos de ser at�� mes-

de mim foram repelidos, n��o me pro-

mo repudiado. Vera como ser�� surpre-

curaram mais. Tamb��m as garotas que

endentemente positiva a rea����o das

querem me namorar, agem assim. Eu

pessoas. Ao mesmo tempo, quando a

n��o era assim antes: era um cara bem

s��s, volte-se para o seu interior. Pro-

normal at��. Tive duas namoradas mais

cure conhecer seu ego. quem �� real-

ou menos firmes. O primeiro namoro

mente, do que gosta, o que repudia,

durou tr��s meses e eu estava gostando

quais os seus talentos e limita����es.

da mo��a. Mas ela ��s vezes bebia e

Forme seus valores atrav��s dos estu-

namorava outros rapazes. Acabei, por-

dos, da curiosidade de procurar as

que n��o confiava nela. Namorei a

respostas para suas d��vidas. Procure

segunda garota durante dois meses

conhecer a si mesmo o m��ximo que

apenas, ela tinha 13 anos. Eu n��o sen-

for poss��vel. Abra a janela para o mun-

tia nada por ela, embora ela gostasse

do, procure saber o que se passa no ou-

muito de mim, e viesse de fam��lia

tro lado da sua rua. nos cantos da sua

direita. N��o melhorei de meu comple-

cidade, no estudo, no pa��s, no conti-

xo de inferioridade e resolvi terminar

nente em que vivemos e em outros

tudo. Agora ela tem insistido em vol-

continentes. Informe-se sobre o que a

tar para mim. Qual a solu����o que a

ci��ncia j�� apurou sobre outros plane-

senhora tem para meu problema?"

tas. Equipe-se para conversar sem te-

(N.P.S. - Bras��lia/DF)

mer decepcionar os que se acercam

de voc��. Leia bons livros, principal-

mente os que atraem sua aten����o,

depois aqueles que versam sobre assun-

tos que voc�� desconhece. Um mundo

novo ser�� o seu. e. o que �� mais impor-

problema �� de ordem psico-

tante, ver�� que voc�� participa ativa-

l��gica e depende quase que exclusiva-

mente dele. que �� um dos seus constru-

mente de voc�� a solu����o dele. Esta

tores,

constante fuga das pessoas, esta tran-

ca que voc�� vem impondo �� sua pr��-

pria felicidade, dever�� ser retirada por

voc�� mesmo. Adote uma atitude con-

tr��ria a que seu primeiro impulso

dirige. Passe a procurar as pessoas co-

me��ando por seus pr��prios familia-

26 confiss��es





Sa��de

C A C H U M B A QUE DESCE CAUSA ESTERILIDADE?"

"ALCOOL DIMINUI A POT��NCIA SEXUAL?"

-HEMORR��IDAS: QUAL A CAUSA E TRATAMENTO?"

enho vinte e nove anos de idade

e h�� seis anos atr��s tive cachumba que

desceu, infelizmente, fazendo-me so-

frer quinze dias. Os meus test��culos in-

charam e �� custa de v��rias inje����es, sa-

rei. Ouvi falar que, quando isto acon-

tece, causa a esterilidade no homem;

ealmente a orquite ou cachumba

isto �� verdade? Tenho uma boa po-

que desce e atinge os dois test��culos,

t��ncia sexual, meus espermatoz��ides

(chamada bilateral) causa a esterilida-

s��o fortes. H�� produtos aliment��cios

de, isto ��. impede o indiv��duo de gerar

que possam influir na pot��ncia sexual

filhos. Por��m, a unilateral, a que -atinge

masculina? As bebidas alco��licas dimi-

apenas um dos test��culos, n��o esterili-

confiss��es 27





za, porque o outro ��rg��o supre a falta

do atingido. Isto �� tanto v��lido para o

homem, como para mulher, quando os

hemorroida �� uma trombose das

��rg��os afetados s��o os ov��rios. Da�� a

veias do ��nus. E formado um trombo

import��ncia que tem o repouso nesta

na parede da veia que provoca o fecha-

doen��a, ��nica forma de evitar compli-

mento desta veia e impede que o san-

ca����es. Por outro lado, a cachumba

gue circule por ela. Geralmente, a he

n��o deixa o doente impotente, nem

morr��ida se manifesta clinicamente

atrapalha o ato sexual. Ela n��o atinge

por um sangramento rutilante no ato

a pot��ncia e sim a produ����o dos esper-

de evacuar, fato que assusta e preocu-

matoz��ides nos test��culos. O fato de

pa �� primeira vista, uma vez que se tra-

voc�� ter uma boa ejacula����o, n��o sig-

ta de algo violento e traga para o doen-

nifica que tenha o n��mero suficiente

te grande repercuss��o no seu estado ge-

de espermatoz��ides para fazer filhos.

ral. Com freq����ncia, a hemorroida vem

0 n��mero normal �� de duzentos a qui-

acompanhada de fissuras no ��nus que

nhentos milh��es por cent��metro c��bi-

s��o a causa das dores bocais da maioria

co. A for��a que voc�� sente �� o l��quido

dos sangramentos. O tratamento para

esperm��tico e n��o os espermatoz��ides.

cura na ��poca atual, �� o cir��rgico e de-

A forma de acabar com a sua d��vida ��

ve ser feito por um cirurgi��o experien-

fazer, o quanto antes, um espermogra-

te, de prefer��ncia um protologista ou

ma. Quanto aos produtos aliment��cios

cirurgi��o vascular. Existem tratamen-

que influem na pot��ncia, seriam aque-

tos paliativos, c o a rem��dios, os quais

les que cont��m a testostorona, um hor-

curam, mais armam o quadro qu��mi-

m��nio. As bebidas alco��licas ingeri-

co, isto ��. as dores, o sangramento e as

das eventualmente, excitam a pessoa.

dificuldades de evacuar Tais rem��-

Por��m, se ingeridas continuamente,

dios s��o o extrato de castanheiro da

podem causar neurite, e diminuir a po-

��ndia, licor de Hamammelis e outros

t��ncia sexual, podendo tornar as pes-

descongestionantes das veias, com fre-

soas impotentes. Isto tamb��m aconte-

q����ncia, tamb��m indicados, para o

ce com a s��filis.

tratamento de varises. Alimentos ��ci-

Quanto ao n��mero de rela����es sexuais,

dos e condimentados, como pimentas

por noite, que possam prejudicar a sa��-

��lcool, vinagre, e mostarda podem

de, varia de indiv��duo para indiv��duo.

agravar a doen��a, raz��o pela qual deve

Caso as rela����es n��o sejam cansativas,

ser evitados. A hemorroida �� uma

n��o exijam muito esfor��o f��sico, n��o

doen��a comum, trat��vel, n��o transmis-

far��o mal algum. Por��m, se forem for-

s��vel e curavel. Alguns m��dicos defen-

��adas, prejudicar��o o organismo.

dem a tese de que ela seja provocada

pela vida sedent��ria, onde o exerc��cio

"HEMORR��IDAS:

f��sico, �� quase nenhum. Uma pr��tica

QUAL A CAUSA E TRATAMENTO?"

esportiva, e uma dieta adequada, s��o

aconselh��veis para as pessoas atingidas

pela hemorroida.

enho d��vidas quanto ��s hemor-

r��idas. De que se trata e quais s��o as

suas causas? Qual o tratamento e o

que pode fazer para evit��-la? ("P��ssa-

ro Azul" - Iju��/RS)

28 confiss��es





"O QUE OS

HETEROSSEXUAIS

PODEM

APRENDER





COM OS


HOMOSSEXUAIS"

Por Dr. Wardell B. Pomeroy

"Eu espero que este artigo fa��a

com que o complacente e padronizado

mundo heterossexual pare por um mi-

nuto e pense sobre um outro mundo

que pode ter algo positivo para lhes

oferecer".





os heterossexuais podem


aprender com os homossexuais? Em

seu novo'livro HOMOSSEXUALIDA-

DE EM PERSPECTIVA, Masters e

Johnson focalizam um ponto impor-

tante e muito interessante. Eles des-

cobriram que seis casais heterosse-

confiss��es 29





xuais praticavam poucas brincadeiras


objetivo para o processo de orienta����o.

sexuais antes de entrar a s��rio no ato

De uma forma geral as mulheres s��o

em si. Por alguns segundos, os casais

mais afinadas nesse caminho para fa-

se afagaram, acariciaram-se e eri��a-

zer amor do que os homens, e os ho-

ram-se mas em seguida j�� estavam en-

mossexuais bem mais do que os hete-

tretidos nos seios ou na manipula����o

rossexuais. Todavia, estamos nos refe-

genital e logo ap��s j�� faziam o sexo

rindo a um certo grupo de homosse-

propriamente dito. Os grupos homos-

xuais; aqueles que est��o profunda-

sexuais, por outro lado, eri��avam-se e

mente submetiam, socialmente est��-

acariciavam-se muitos minutos antes

veis e em perfeitas condi����es sexual-

de envolver-se com as manipula����es





mente. Como com os heterossexuais


genitais. (Isto valia tanto para os ho-

h�� muitos tipos de variedades de pes-





mossexuais do sexo masculino como


soas que n��o se situam exatamente na

para as l��sbicas). Eles faziam de cada

faixa de homossexuais.





passo do relacionamento sexual algo


para ser pregado para seu pr��prio

A TOLERNCIA COM 0 QUE OS

bem. Para o pr��ximo ato da rela����o,

OUTROS FAZEM SEXUALMENTE ��

os movimentos eram livres e deslizan-

UM SINAL DE MATURIDADE.

tes em vez de en��rgicos e categ��ricos.

O que os homossexuais fizeram ��

conhecido como PROCESSO DE ORI-

ENTA����O pelos sex��logos. Quando a

pessoa se envolve com outra sexual-

mente, ambas podem concentrar a

aten����o no processo de sentir prazer

com os toques, afagos e car��cias que

elas est��o fazendo uma a outra ou visar

somente obter orgasmo. Para usar o

alfabeto como met��fora, algu��m diria

que os seguidores do processo de ori-

enta����o est��o interessados em mover-

se do A para B para C para L para S

e talvez mesmo chegar ao Z. Mas �� a

fornada ao longo desta linha que lhes

d�� prazer sexual. Aqueles que o fa-

zem apenas pelo objetivo final, visam

somente o Z no alfabeto; mo vendo-se

r��pida e inexoravelmente para este

fim e s�� conseguem o prazer ao alcan-

��ar o orgasmo. N��o �� necess��rio dizer

que quando as pessoas seguem o pro-

cesso de orienta����o, elas levam mais

prazer ��s vidas de seus parceiros como

tamb��m ��s suas pr��prias. Ent��o n��o

chega a ser surpreendente que todo o

esfor��o ou ao menos a parte do es-

for��o - dos sex��logos seja ensinar aos

seus clientes como dirigir suas vidas do

30 confiss��es





contrar um homossexual masculino ou





heterossexuais estabelecendo a priori


feminino procurando convencer pes-

quem era o macho e quem era a f��-

soas a se tornar homossexuais tam-

mea no seu relacionamento. Mesmo se

b��m. Talvez a raz��o disto possa ser o

a dupla fosse composta de dois machos

fato de que eles t��m sido submetidos

ou de duas f��meas os pap��is eram os

a tanta press��o por parte dos heteros-

mesmos. A parte "feminina" ficava

sexuais que est��o decididamente empe-

em casa, preparava as refei����es, la-

nhados em deixar que os outros le-

vava a lou��a e faria todo o trabalho da

vem a vida como melhor lhes convier.

casa. A parte "masculina" saia para

H�� muito pouco de for��a f��sica prati-

trabalhar e engajava em todas as

cada pelos homossexuais quando prati-

atividades que se supunha fosse de

cam o sexo, em contraste com os he-

interesse dela. Mas para a maioria dos





terossexuais que empregam muito


casais homossexuais este estere��tipo

dela. A toler��ncia com tudo aquilo

de masculino e feminino n��o deu cer-

que os outros fazem sexualmente ��,

to. Eles logo descobriram que a divi-

sob meu ponto de vista, um sinal de

s��o de trabalho foi melhor desempe-

maturidade e respeito ao pr��ximo.

nhada se qualquer um dos dois assu-

Impor suas pr��prias a outros, compor-

misse a tarefa que melhor lhe parecia,

tamento ou estilo de vida, �� a pr��pria

n��o levando em considera����o a obriga-

ant��tese de maturidade. N��s podemos

����o de faz��-lo. Resultou que tal arran-

aprender algo da maneira que os ho-

jo fosse melhor do que as normas

mossexuais manejam os seus casamen-





prescritas pela sociedade com suas


tos. Em tempos passados muitos ca-

id��ias restritas de pap��is a desempe-

sais do mesmo sexo que viviam juntos

nhar dentro de um casamento.





tentaram imitar seus companheiros


Tamb��m o movimento de liberta����o

feminina teve o efeito de afrouxar as

restri����es da sociedade nesta ��rea. H��

esperan��as agora de que, com a ajuda





tanto da comunidade homossexual


como do movimento feminino, o mun-

do heterossexual venha a p��r um fim

no estere��tipo das tarefas de homem e

mulher. H�� provavelmente muitas ou-

tras li����es que os heterossexuais po-





dem aprender com os homossexuais.


Do momento ser�� suficiente se este

artigo cumpriu uma fun����o: fazer

com que o complacente, estandarti-

zado mundo heterossexual pare, fa��a

uma pausa e pense num outro mundo

que pode bem ter algo de positivo

para oferecer-lhe

confiss��s31



32 confiss��es







De: Bons Amigos lançamentos

O Grupo Bons Amigos e o Grupo Só Livros com Sinopses têm o prazer de lançar hoje mais uma obra digital  no formato txt , pdf e epub para atender aos deficientes visuais.     

 REVISTA CONFISSÕES ÍNTIMAS Nº22/1980
Revista doada por Adeilton e digitalizada por Fernando Santos
Sinopse:
Excelente revista de educação sexual que teve grandioso sucesso entre as décadas de 70 a 90 do século passado. . Editada pela gráfica Grafipar - Gráfica Editora Ltda-Grupo de Curitiba. Tendo como responsáveis Faissal El-Khatib e Faruk El-Khatib . Redatores Nelson Faria e Nina Fock. Infelizmente não temos o nº01 E nº03 Quem tiver nos envie para digitalizar. Pode ser a cópia xerox Recomendamos !
Lançamento    Só Livros com sinopses e Grupo Bons Amigos:

)https://groups.google.com/forum/#!forum/solivroscomsinopses  


-- 

--

--
--
Seja bem vindo ao Clube do e-livro
 
Não esqueça de mandar seus links para lista .
Boas Leituras e obrigado por participar do nosso grupo.
==========================================================
Conheça nosso grupo Cotidiano:
http://groups.google.com.br/group/cotidiano
 
Muitos arquivos e filmes.
==========================================================
 
 
Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "clube do e-livro" em Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para clube-do-e-livro@googlegroups.com
Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para clube-do-e-livro-unsubscribe@googlegroups.com
Para ver mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com.br/group/clube-do-e-
---
Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "clube do e-livro" dos Grupos do Google.
Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para clube-do-e-livro+unsubscribe@googlegroups.com.
Para ver essa discussão na Web, acesse https://groups.google.com/d/msgid/clube-do-e-livro/CAB5YKhmyFsNTbMo30DHUPvNwqYfDR7H-K-3xVV-3XMLbiESarg%40mail.gmail.com.

{clube-do-e-livro} LANÇAMENTO DA REVISTA CONFISSÕES ÍNTIMAS Nº 21 1980 NOS FORMATO:PDF,TXT E EPUB

Boas not��cias h��o se d��o baixinho

Fique de olho na banca de revistas!





INDICE: 4-Inicia����o e timidez sexual/

6-Masturba����o /8-Ejacula����o precoce-

impot��ncia 110- Variantes do impulso

sexual /13-Sexualidade feminina/

19-Homossexualidade masculina/23-

Sa��de/26-Emocional/28-Sexologia-

Depoimento/32-Ponto de Encontro/

33-Opini��o ���





Inicia����o

e timidez sexual

"ME FIZERAM LAVAGEM CEREBRAL COM MORAL

REPRESSIVA"





sobressaltado com minha


ta (...) e acho que eles fizeram lava-

dor de consci��ncia. Pertenci a uma sei-

gem cerebral em mim. A tal ponto que

4 confiss��es





hoje n��o consigo sequer conversar com

uma garota e muito menos conceber a

id��ia de sexo. Sei que preciso mudar,

mas n��o consigo. Quando chega a

hora, o p��nis perde a ere����o e eu n��o

consigo. Por favor, me ajudem"... (D.

Z.M. - S��o Paulo/SP).

'Tenho 19 anos e at�� hoje n��o conse-

gui namorar nenhuma garota. Fui cria-

do sob a doutrina da Igreja. . . (...) e

at�� hoje continuo sob o dom��nio da-

quelas id��ias. J�� tive v��rias oportuni-

dades de namorar, mas n��o consigo"...

(J.T.O. - Rio de Janeiro/RJ).

"Fui criado por uma tia muito "carola"

e s�� agora depois dos 18 anos �� que

estou saindo de casa. N��o vejo o por-

qu�� daquela imagem que ela me pintou

de que o mundo est�� perdido"... ( T J .

J. - Goi��nia GO).

hoje uma saud��vel Uber-

dade sexual ��� n��o obstante relativa.

Esse tipo de Uberdade (e que jamais

pode ser confundido com libertina-

gem) n��o �� uma concess��o de uma en-

tidade qualquer. Deve ser, sobretudo,

uma conquista pessoal. Sendo pessoal,

como �� tudo que diga respeito �� ex-

press��o sexual, as limita����es tamb��m

s��o ���paralelamente ��� individuais.

Uma pessoa limita sua express��o se-

xual por v��rias raz��es. Inicialmente,

�� claro, h�� uma heran��a toda de limi-

ta����es, seja na sociedade ou no grupo

familiar ao qual a pessoa perten��a.

Quase sempre, essas limita����es s��o es-

truturadas numa moral religiosa. Dessa

heran��a secular, herdou-se o conceito

de associar sexo com pecado e vergo-

nha. Essa condena����o n��o impediu que

a humanidade continuasse fazendo

sexo, mas povoou sua mente de com-

plexos e sentimentos de culpa. Costu-

ma-se pensar que todo movimento de

Uberta����o sexual �� sucedido por um

catadismo, a exemplo de Sodoma e





Masturba����o

"DUVIDO QUE A MASTURBA����O N��O CAUSE CANSA��O E

CRESCIMENTO DOS SEIOS NO RAPAZ"

enho lido muito "Peteca" e

.Al��m disso, sinto muito cansa��o e

CONFISS��ES INTIMAS, que colecio-

j�� n��o tenho a mesma resist��ncia de

no desde o primeiro n��mero. Abriu





antigamente nas peladas que fazemos


minha cuca em tudo e sua leitura me

com minha turma"... (C.C.O. - S��o

transformou noutra pessoa. S�� tenho

Paulo/SP).

uma d��vida. Mesmo com 18 anos con-

tinuo me masturbando �� m��dia de tr��s

a quatro vezes por dia e meus seios,

A mat��ria tem sido focalizada em

ao inv��s de regredirem com o tempo

in��meros artigos, onde sempre enfati-

(como foi dito numa mat��ria), est��o

zamos a necessidade de se procurar

crescendo cada vez mais. Sou um cara

o m��dico, quando a ginecomastia

complexado, tenho vergonha de tirar a

(crescimento dos seios no rapaz) n��o

camisa e ir �� praia. Embora eu saiba

regride ao fim da puberdade ou na

que o crescimento dos seios n��o �� da

pr��-adolesc��ncia. At�� os 15 anos,

masturba����o, acho que todo mundo

esse fen��meno tem se tornado comum,

ainda acredita nisso. Pra dizer a verda-

sendo que alguns pesquisadores atri-

de, estou ficando com minhas d��vidas.

buem sua ocorr��ncia ao abuso de me-

6 confiss��es





dicamentos e, provavelmente, a cer-

tas subst��ncias qu��micas no grande n��-

mero de alimentos industrializados. Es-

ses progn��sticos com rela����o �� hiper-

trofia dos seios no rapaz p��bere ou

adolescente ainda constituem objeto

de estudo e pesquisa. Na verdade, o

que surpreende a Medicina �� a sua

ocorr��ncia cada vez mais freq��ente.

A ginecomastia pode ser tratada cli-

nicamente, atrav��s da administra����o de

horm��nios, ou pela cirurgia. Cada ca-

so difere e, portanto, exige uma solu-

����o diferente que s�� o m��dico poder��

determinar.

Quanto �� masturba����o, h�� v��rios anos

vimos repetindo que sua pr��tica n��o

�� respons��vel por nenhum dos males a

ela atribu��dos, tais como "frieza se-

xual", impot��ncia (esta no homem,

a primeira na mulher), cegueira, lou-

cura, esterilidade (incapacidade de ge-

rar filhos l e outros absurdos.

PRODUZ ALTO E BEM-ESTAR,

QUANDO �� PRATICADA PARA

ALIVIAR A TENS��O SEXUAL.

Uma das maiores autoridades mundi-

ais na pesquisa da sexualidade humana,

o psiquiatra americano Alfred Kinsey,

j�� falecido, chegou a alertar pais e edu-

cadores sobre os grandes males que o

sentimento de culpa causado pela

pr��tica da masturba����o pode causar ao

futuro desempenho sexual de um ho-

mem ou da mulher. Levar para a vida

adulta esse sentimento de culpa signi-

ficar�� uma s��rie de empecilhos, muitas

vezes expresso at�� mesmo numa gra-

ve disfun����o sexual. O garoto ou a

menina surpreendidos na pr��tica da

masturba����o e repreendidos severa-

mente em fun����o disso certamente ex-

perimentar��o na sua futura vida adul-

ta uma s��rie de dificuldades.

Muitos rapazes escrevem perguntando

confiss��es 7





Ejacula����o precoce

Impot��ncia

"AP��S A EJACULA����O. MEU P��NIS

PERDE A ERE����O RAPIDAMENTE ...

ou um jovem solteiro, tenho 20





dela eu procurava desabafar toda


anos, adoro cinema, teatro, m��sica e

minha ang��stia em meus coleguinhas

karat��, o esporte que pratico. Mas,

e, assim faz��amos todo tipo de brinca-

com todas estas coisas boas que com-

deiras er��ticas. E mesmo com algumas

plementam meu viver, existem duas

crian��as ainda imp��beres, mant��nha-

que me afligem, relacionamentos com

mos rela����es sexuais, garotos e garotas.

minha vida sexual. Boa parte de minha

Quem era o superpotente de nossa tur-

inf��ncia, vivi em casa de desconheci-

ma era eu, que, com minha energia

dos, juntamente com v��rias outras

toda, n��o dispensava nem os garotos.

crian��as, porque minha m��e n��o tinha

E assim foi toda minha inf��ncia. J��

condi����es para me criar. E na falta

adulto, n��o deixei de sentir atra����o

8 CONFISS��ES





sexual pelas crian��as, mantendo uma

rosa atra����o f��sica pela parceira, o

vez ou outra rela����es com elas. Este

homem poder�� ir al��m, a tr��s ou at��

drama de minha vida terminou, quan-

mais orgasmos, evidentemente aumen-

do comprei uma cole����o de livros re-

tando o espa��o de tempo entre uma e

lacionados a sexo, depois de ler e re-

outra ejacula����o. H�� uma s��rie de fa-

ler cuidadosamente, senti bem no meu

tores a considerar, desde o estado de

��ntimo o grave erro que estava a co-

sa��de favor��vel ao envolvimento emo-

meter em rela����o ��s crian��as e assim

cional dos parceiros. Na mesma

deixei-as de lado.

pessoa, ou no mesmo homem, este

��s vezes, para aliviar minhas tens��es,

orgasmo m��ltiplo poder�� ser raro, at��

eu me masturbo, n��o com freq����ncia,

quando a parceira �� a mesma. Nou-

�� claro. Minha primeira experi��ncia

tros, h�� per��odos de desejo intenso e

sexual foi com uma jovem aluna mi-

correspondente desempenho, seguido

nha, nossa rela����o foi no "tatami"

de fases de tranq��ilidade. N��o se pode

da academia. Foi tudo muito bem para

estabelecer um crit��rio no universo

ela, mas para mim n��o, pois notei que

que �� a sexualidade humana. Tudo va-

logo ap��s a ejacula����o meu p��nis

ria da mesma forma com que as pes-





amoleceu rapidamente no interior da


soas diferem entre si.

vagina dela. No momento n��o dei mui-

�� interessante que voc�� mesmo fa��a

to cr��dito ��quilo, mas com o passar do

uma avalia����o dos seus impulsos se-

tempo, pude notar que em todas as

xuais, antes de recorrer a um bom pro-

minhas rela����es acontecia a mesma

fissional, m��dico ou psicoterapeuta.

coisa. Isto agora est�� me perturbando;

�� importante que voc�� confirme se

eu gostaria de contar com a orienta����o

realmente o cap��tulo anterior, de sua

de voc��s, para saber se devo consultar

inf��ncia e adolesc��ncia, est�� defini-

um m��dico, ou se isto �� normal, algo

tivamente encerrado.

ef��mero. Por favor, me ajudem...

N��o h�� nada de errado em obter um

("Jovem Drag��o" - Bras��lia/DF)

��nico orgasmo e depois disso perder o

interesse por um segundo; mas, se isso

o preocupa, empenhe-se em obt��-lo,

N��O �� ANORMAL O P��NIS

lembrando que �� preciso tempo, pa-

PERDER A ERE����O AP��S

ci��ncia e, sobretudo, estar completa-

EJACULAR

mente descontra��do. E preciso que ha-

ja interesse tamb��m da parceira, caso

contr��rio a penetra����o ser�� desinte-

ressante e at�� dolorosa para ela. Ha-

vendo atra����o, com ou sem envolvi-

�� relatado, nao ha nada de anormal

mento emocional, haver�� excita����o e

em que o p��nis perca a ere����o logo

naturalmente ser�� obtido o orgasmo.

ap��s a ejacula����o. Via de regra, �� isso

Um, dois ou at�� mais. Se falhar �� por-

justamente o que acontece com todos

que n��o havia vontade, um real inte-

os homens. Ocasionalmente, quando

resse. E n��o se deve tentar unicamente

h�� forte excita����o pela parceira, mes-

para demonstrar pot��ncia. Sexo, afi-

mo ap��s a ejacula����o, o p��nis apresen-

nal, n��o �� nenhuma competi����o.

ta um estado de semi-ere����o, estando

em alguns minutos apto a iniciar um

segundo ato sexual, geralmente carac-

terizado por um orgasmo mais demo-

rado. Nesse estado de paix��o ou calo-

confiss��es 9





Variantes do impulso

sexual

"O AMOR INCESTUOSO POR MINHA IRM��

ARRUINOU MINHA VIDA"...

"SOU MULHER, MAS N��O SOU: SOU TRANSEXUAL

venho t o m a d o rem��dios. mas o deses-

esclarecer por qu��. Quando eu era

pero continua. Vivo com a cabe��a

crian��a, pratiquei certos atos que s��

cheia de fantasias, tamb��m um proble-

depois de adulto percebi o quanto

ma que teve sua origem na masturba-

eram errados. Nina, sei que voc�� �� uma

����o em excesso. Ser�� que o eletrocho-

pessoa compreensiva, uma psic��loga e





que pode me curar completamente


capaz de entender todo o problema e

desse mal? Me ajude, pelo amor de

me orientar. Sofro de um tormento

Deus"... ( "Jovem Atormentado" ���

que teve origem na inf��ncia. Quando

Salvador BA)

eu tinha de 3 a 8 anos de idade, mais

ou menos, eu e minha inn�� mais ve-

lha praticamos sexo algumas vezes

(mas nunca tiramos a roupa, �� claro).

SOUBE que voc�� vem sofrendo inu-

E hoje isso para mim �� um problema.

tilmente, pela falta de informa����o e

N��o sei se devo chamar um caso de

orienta����o. �� inconceb��vel que voc��

ang��stia, ou ent��o de paran��ia. Isso

venha sofrendo at�� hoje pelo tipo de

porque sempre imagino que as pessoas

relacionamento que teve em crian��a

saibam de meu problema. Desde 1977

com sua irm��. O epis��dio n��o o qua-

10 confiss��es





lifica, absolutamente, como portador

edi����o) n��o �� respons��vel por nenhum

dessa variante do impulso sexual que e'

dos males erroneamente a ela atribu��-

o incesto ��� a atra����o sexual por pessoa

dos, a n��o ser pelo sentimento de cul-

da fam��lia (entre pais e filhos ou entre

pa adquirido em fun����o do temor de

irm��os). �� importante ressaltar que

pratic��-la.

quase todos os seres atravessam essa

Sua mente est�� povoada de sentimen-

fase no per��odo infantil. �� comum a

tos de culpa e isso ��, na verdade, o que

fantasia sexual da crian��a envolvendo

precisa ser eliminado com urg��ncia.

as pessoas da fam��lia, pelo simples

Voc�� n��o �� anormal e muito menos

fato de que elas s��o as pessoas mais

um "doente mental", para ser subme-

pr��ximas e mais queridas. Mesmo

tido a eletrochoques em cl��nicas

quando essa fantasia se materializa,

psiqui��tricas.

atrav��s de uma experi��ncia real, isso

Abandone esse c��rculo de afli����o que

n��o constitui motivo para se carregar

voc�� construiu em volta de si mesmo,

pelo resto da vida um sentimento de

numa esp��cie de autopuni����o, saia

culpa e de vergonha. As car��cias ��nti-

para o mundo e v�� viver a sua vida.

mas entre irm��os s��o bem mais co-

H�� tanta coisa boa para se viver, es-

muns do que se imagina e n��o podem

pecialmente para um jovem como vo-

ser avaliadas como base para conside-

c��. Elimine de uma vez por todas esses

rar-se os envolvidos como pessoas

"grilos" in��teis que o tornam uma

anormais. Muitas vezes o envolvimento

pessoa derrotada e infeliz. Saia, au-

entre pessoas da mesma fam��lia ��� no-

mente seu c��rculo de amizades, conhe-

tadamente entre irm��os ��� prossegue

��a melhor as garotas e as pessoas

pela fase da puberdade e ate' na adoles-

todas; enfim, renove sua vida!

c��ncia. Sua ocorr��ncia determina uma

incapacidade de se manter relaciona-

"SOU MULHER MAS N��O SOU:

mento com outras pessoas, quando a

SOU UMA TRANSEXUAL"

crian��a, o p��bere ou o adolescente so-

fre de uma grande timidez para enfren-

tar o mundo la' fora e concentra seus

impulsos er��ticos dentro do quadro





familiar.


a respeito das "Variantes do Impulso

Sexual" que resolvi escrever-lhe. Sou

uma garota de 23 anos e sou transe-

xual. Talvez meu caso seja at�� mais

NA INFNCIA, AS CAR��CIAS

complicado do que os mais estudados,

INTIMAS ENTRE IRM��OS

pois sinto-me um homem quase que

S��O MUITO COMUNS

perfeito, n��o podendo admitir ulti-

mamente nem mesmo que me cha-

Elimine os temores e essa fixa����o pela

mem pelo nome feminino de regis-

lembran��a desse epis��dio ultrapassado,

tro, pois me sinto mal. Como redatora

pois isso n��o significa que voc�� seja um

e talvez at�� estudiosa do assunto, a

mo��o anormal. N��o h�� do que se en-

sra. deve imaginar a extens��o do meu

vergonhar, nem mesmo da masturba-

problema, na busca incessante da li-

����o. A pr��tica do ato solit��rio n��o

berdade, que ser�� como "ver" pela pri-

acarreta mal algum, nem mesmo

meira vez. Conhe��o o Dr. Roberto

quando houve "excesso", segundo vo-

Farina e inclusive correspondo-me

c�� confessa. A masturba����o (leia ca-

com ele. Conhecendo as leis, os atos

p��tulo especial sobre o assunto, nesta

das pessoas que fazem as leis, a justi��a

confiss��es 11





que muitas vezes �� mais injusta, pois

�� o indiv��duo com identifica����o psi-

beneficia a maioria, ou prejudica a

cossexual oposta aos seus ��rg��os ge-

minoria para satisfazer a maioria, �� que

nitais externos, com o desejo compul-

posso lhe dizer com toda a certeza: o

sivo de mudan��a dos mesmos". A co-

caso do transexual n��o foi devidamen-

miss��o foi integrada por treze especia-

te estudado pelos juristas e a condena-

listas de v��rias ��reas da Medicina e

����o do Dr. Farina �� injusta e ilegal,

dois juristas.

j�� que n��o diz nada a respeito o C��di-

Segundo Robert Stoller, psiquiatra

go Penal. O transexualismo deveria ser

americano, "o transexual" acredita estudado como um problema social

que �� o resultado de um erro biol��-

(mesmo que n��o abranja t��o grande

gico, e procura, por isso, mudar de

parte da sociedade, hoje, poder�� abran-

sexo mediante cirurgia ou uso de hor-

g��-la futuramente)"... ("Ypisilone" -

m��nios, a fim de que a apar��ncia de

Guarulhos/SP)

seu corpo esteja em conformidade com

o sexo a que acredita pertencer".

Em visita ao Brasil, em dezembro de

O conceituado cirurgi��o pl��stico

1978, o famoso endocrinologista ame-

Roberto Farina, da capital paulista,

ricano Jota Money (do n��o menos

foi absolvido na primeira semana de

famoso Hospital John Hopkins. de Bal-

novembro de 1979. Mesmo porque,

timore. Estados Unidos, onde j�� se

j�� em 1976, uma comiss��o nomeada

procederam centenas de cirurgias de

pela Associa����o Paulista de Medicina ���

"redetermina����o sexual", para mudan-com o objetivo de fixar normas e pro-

��a de sexo dos pacientes) deu este

cedimentos para o diagn��stico e o tra-

parecer:

tamento do transexualismo ��� chegou

"As pessoas comuns pensam no transe-

�� seguinte conclus��o: "O transexual

xual como uma pessoa que pode es-

colher voluntariamente se vai ser isso

ou aquilo: mas ele tem um problema

muito profundo. Ele tem um senti-

mento muito negativo acerca de seu

sexo. que vem do fato de sua mente

e seu corpo estarem em contradi����o.

0 ideal seria que esse problema desapa-

recesse completamente mas, no est��gio

atual do conhecimento m��dico, n��o ��

poss��vel mudar essa convic����o, essa

obsess��o. Seria assim como se querer

curar a epilepsia com psican��lise".

Dentro de duas edi����es, voltaremos ao

assunto. H�� sempre novas pesquisas a

serem divulgadas, favorecendo o cami-

nho nada f��cil que um transexual tem

de trilhar para encontrar a solu����o





Sexualidade feminina





MIL PERGUNTAS DE UMA ADOLESCENTE


Com 13 anos fui para a capital morar

com minha m��e. Certo dia eu estava

lhos. mas resolvi escrever para conse-

lendo um livro de sexo e me deu vonta-

guir algumas explica����es sobre meu

de de fazer tudo que estava escrito l��.

comportamento descrito abaixo. E pe-

Tive vontade que algu��m me alisasse,

��o que a resposta seja dada por carta.

me pegasse em todo o corpo. Senti

Quando crian��a meus pais se separa-

vontade de ter rela����es sexuais, mas na

ram e fiquei morando no interir com

minha fam��lia ainda existe o tabu da

meus av��s. Entre os 8 e 10 anos tive

virgindade. Comecei a namorar e os

muitas brincadeiras sexuais com me-

beijos e carinhos me deixavam a ponto

ninos e meninas da minha idade. Eu

de explodir. Depois que ele ia embora,

gostava mais com os meninos, dava a

eu ficava toda molhada e tinha de ir

entender isso e nunca me recusava.

ao banheiro. Depois dos 16 anos meus

Cheguei a ter um contato bem ��ntimo

desejos ficaram ainda mais fortes. Pare-

com um primo meu. N��s ficamos nus,

ce que at�� em pensamento aumenta

de p�� no banheiro, nos esfregando, e

minha afli����o e depois tudo passa. Ho-

no fim ele soltou um l��quido de cheiro

je me satisfa��o sozinha. Fa��o leituras

forte nas minhas pernas. Isso nunca ti-

que aumentam meu desejo, uso calci-

nha acontecido com os outros garotos.

nhas apertadas, e chego a introduzir

confiss��es 13



coisas no ��nus. Quando estou nessa,

parece que o mundo vai acabar. �� uma

for��a, um gosto, um desejo t��o inten-

so, que aperto fortemente as pernas

at�� que tudo passa. E s�� assim consi-

go dormir. Parece que a vagina vai

rasgar e tenho vontade de tirar logo

essa virgindade, mas penso nas conse-

q����ncias. As vezes vejo um filme exci-

tante e saio molhada do cinema.

Outro dia encontrei uma antiga colega

e come��amos a conversar sobre essas

coisas. Quase tudo que acontece comi-

go acontece tamb��m com ela. Senti

inveja quando ela me falou do relacio-

namento mais ��ntimo, mas n��o total,

que teve com um cara. E me disse tam-

b��m que ela sabe se satisfazer sozinha.

Tive vontade de pedir que ela ficasse

comigo e me ensinasse, mas fiquei com





medo de estragar a amizade.


Eu tinha que escrever e desabafar. Pe-

��o tamb��m o nome de alguns livros

bons que expliquem tudo sobre sexo.

E pe��o que me respondam as seguin-

tes perguntas:

��� Por que eu tinha rela����es com os

garotos e n��o enjoava, dando demons-

tra����es de que eu estava querendo?

��� Por que eu aceitava o contato com

as meninas, na aus��ncia dos garotos?

��� Por que as rela����es na inf��ncia n��o

tiraram minha virgindade?

��� 0 l��quido branco e de odor forte

com que meu primo me molhava �� es-

permatoz��ide?

��� Por que fico molhada quando vejo

livros, revistas e filmes de sexo?

��� Como �� o nome desse l��quido que

umedece minhas calcinhas?

��� Por que sinto esse desejo de introdu-

zir um ��rg��o masculino em minha vagi-

na? E esse desejo s�� passa, quando en-

costo alguma �� coisa na vagina ou no

��nus?

��� Quais as conseq����ncias de colocar

esses objetos?

Por que at�� uma mulher me satisfa-

14 confiss��es





que s��o capazes de responder com in-

cas e incapazes de realizar outras coi-

forma����es verdadeiras sobre "de onde

sas boas e importantes da vida como:

vem os beb��s", muitas vezes n��o

estudar, fazer esportes, conversar com

conseguem aceitar com naturalizade

amigos, etc. Cada vez que ela sente

que seus filhos se masturbem. Ainda ��

um impulso sexual, tenta reprimir,

muito forte em nossa cultura o medo

porque aprendeu que �� feio, pecado,

do impulso sexual. Teme-se que as

etc. N��o consegue vencer o desejo e se

crian��as, a partir dessas experi��ncias

masturba. Mas o al��vio f��sico logo ��

infantis, se tornem "man��acos e per-

seguido por sensa����o de culpa, de ver-

vertidos sexuais". No caso das meninas

gonha. A crian��a ou jovem se sente

�� maior ainda a preocupa����o, devido

permanentemente obsecada por essa

�� import��ncia que se d�� �� virgindade

luta, esse conflito, entre fazer uma coi-

como requisito para o casamento. Para

sa que sente vontade e ter que ag��en-

melhor garantir essa "pureza" das mu-

tar o remorso, o arrependimento,

lheres, �� preciso que a menina n��o ex-

j�� antecipando que logo vai acontecer

perimente sensa����es sexuais, que se

outra vez e que ela vai acabar fazendo

ponha todos os tipos de proibi����es e

a mesma coisa.

vigil��ncias para que o impulso sexual

A leitora que nos escreve teve uma in-

f��ncia um pouco mais solta que a

maioria das meninas. Apesar do medo

MUITOS PAIS N��O CONSEGUEM

e fiscaliza����o dos adultos, ela teve in��-





ACEITAR QUE SEUS FILHOS


meras brincadeiras com outros meni-


SE MASTURBEM


nos e meninas, e gostava disso. As lei-

turas, filmes, e car��cias do namoro vie-

ram dar novos est��mulos para o impul-

n��o seja despertado. E muitas vezes o

so sexual natural. A nosso ver, voc�� ��

"sucesso" �� total: as mulheres se tor-

uma garota totalmente normal e que

nam frias ou ap��ticas para a vida se-

est�� sexualmente madura para uma

xual. Mas, apesar de proibi����es e vigi-

vida sexual a dois.

l��ncias, um n��mero enorme de crian-

Ali��s, isso �� o que acontece com a

��as consegue dar vaz��o �� curiosidade e

maioria dos jovens depois dos 15 ou

aos impulsos naturais. Ainda que com

16 anos. O corpo pede um contato

medo, com sentimento de culpa, elas

mais ��ntimo, e prolongado com outro

fazem brincadeiras sexuais com outras

corpo, rapazes e mo��as imaginam e

crian��as, se masturbam, t��m sonhos e

desejam uma rela����o sexual completa,

fantasias er��ticas. Estudos e pesquisas

mas as regras sociais (j�� um tanto aba-

de m��dicos e psic��logos demonstram

ladas ) insistem em regular a atividade

que tudo isso �� saud��vel e normal, e

sexual dos jovens, afirmando que eles

que o ��nico preju��zo �� causado pelo

t��m que esperar at�� o casamento, at��

sentimento de culpa, pelo conflito de

que tenham maturidade intelectual e

fazer uma coisa gostosa que �� "conde-

independ��ncia econ��mica para consti-

nada" pelos adultos. Isso gera na crian-

tu��rem fam��lia. Mas na pr��tica, cada

��a a id��ia de que sexo �� feio, sujo, pe-

vez mais, os jovens n��o est��o esperan-

rigoso, e de que ela, gostando disso,

do. E �� ilus��o pensar que �� poss��vel

tamb��m fica feia, suja e perigosa. Al-

conter essa necessidade natural e sadia

gumas crian��as ficam t��o ansiosas e an-

de todo ser humano. 0 que podemos

gustiadas com esses sentimentos nega-

e devemos fazer �� dar maiores e melho-

tivos que acabam se tornando neur��ti-

res informa����es sobre sexo. N��o s��

confiss��esl5

orientando sobre aspectos biol��gicos, cruzando as pernas) ou com a coloca-m �� t o d o s anticoncepcionais, doen��as

����o de coisas no ��nus. Essa regi��o �� al-

ven��reas, mas principalmente sobre

tamente sens��vel, mas voc�� deve tomar

a riqueza emocional, sens��vel e afetiva

cuidados para. n��o se machucar. A in-

que se pode conseguir num relaciona-

trodu����o de objetos na vagina merece

mento sexual.

mais cuidados, porque pode romper

Passemos agora ��s perguntas feitas. Vo-

seu h��men e tamb��m causar infec����es,

c�� aceitava e procurava as brincadeiras

se os objetos n��o estiverem limpos.

sexuais com as outras crian��as, porque

Voc�� conta muita coisa dos seus dese-

gostava disso, sentia vontade. E, talvez

jos e formas de satisfaz��-los. mas n��o

por menor fiscaliza����o de seus av��s,

fala uma vez sequer na palavra mastur-

voc�� fosse mais livre que as outras me-

ba����o. Voc�� desconhecia a palavra ou

ninas.

tem vergonha de us��-la? Tamb��m co-

Aos 8 ou 10 anos ainda est�� pouco in-

nhecia como onanismo ou prazer soli-

.culcado o padr��o moral de que a se-

t��rio, a masturba����o �� a forma mais

xualidade tem que ser heterossexual,

geral dos jovens extravasarem o impul-

voltada para indiv��duos de sexo opos-

so sexual. Seu relato mostra que voc��

to. Da�� a maior facilidade de haver en-

aprendeu a conhecer seu corpo e sabe

tre as crian��as rela����es de tipo homos-

como ter orgasmo sozinha. Mas isso

sexual Sua virgindade n��o foi tirada,

apenas n��o est�� totalmente satisfat��-

porque os garotos tinham o p��nis de

rio. E �� perfeitamente normal que vo-tamanho ainda insuficiente para rom-

c�� queira aprofundar o relacionamento

per seu h��men, assim como eles ainda

com outra pessoa. Se o medo de per-

n��o estavam maduros biologicamente

der a virgindade impede que voc�� te-

para terem ejacula����o (que come��a a

nha rela����es completas, utilize no na-

acontecer entre os 1 2 ou 14 anos). Seu

moro tudo que voc�� sabe fazer quando

primo, que era mais velho, j�� tinha as

est�� sozinha, menos a penetra����o vagi-

fun����es de um homem adulto. Ao

nal. Esse vulc��o que voc�� sente �� ��ti-

atingir o orgasmo ele ejaculou, isto ��,

mo. Mas precisa ser "apagado" de vez liberou um l��quido chamado esperma

em quando. Isto ��. voc�� �� uma mulher

que cont��m milh��es de espermatoz��i-

sexualmente madura e seu corpo est��

des (que s��o as c��lulas reprodutoras

exigindo que essa energia, esse impul-

masculinas). O l��quido que umedece a

so, seja liberado. A masturba����o ajuda

sua calcinha �� produzido por algumas

muito, mas �� um tanto incompleta.

gl��ndulas situadas na entrada da vagi-

Falta outra pele, outra boca, outras

na. Ele �� liberado sempre que voc�� fi-

m��os para que os carinhos possam se

ca excitada, seja com livros, filmes ou

multiplicar. Essa forma ampliada e m��-

car��cias. �� um sinal f��sico de que vo-

tua de prazer e dois tamb��m ocorre en-

c�� est�� predisposta a um relaciona-

tre duas pessoas do mesmo sexo. Para

mento sexual, e a fun����o desse l��qui-

a maioria das pessoas ainda �� dif��cil

do �� lubrificar a vagina para facilitar

aceitar o homossexualismo, pois o pa-

a penetra����o do ��rg��o masculino. Sua

dr��o social estabelecido �� de relacio-

necessidade de ser tocada, alisada, pe-

namento entre uma mulher e um ho-

netrada, indica que suas zonas er��ge-

mem. Nesta ��ltima d��cada, por��m,

nas est��o despertas e procurando uma

v��m crescendo os movimentos de ho-

satisfa����o. Voc�� tem resolvido essa ne-

mossexuais que assumem abertamente

cessidade quase sempre sozinha, se

essa op����o diferente do padr��o. E al-

guns estudos e opini��es m��dicas j��

masturbando por atrito (com as cal��as,

16 confiss��es





afirmam que o homossexualismo n��o

mulher pode estar sendo vista por vo-

�� uma anormalidade nem doen��a. Se-

c�� corno uma sa��da mais segura, j�� que

gundo alguns autores, como Kinsey,

n��o haveria riscos de uma penetra����o

a maioria das pessoas j�� teve alguma

vaginal.

atra����o por outra de seu pr��prio sexo.

Sua virgindade s�� ser�� rompida se hou-

Mas, devido ao aprendizado e �� censu-

ver o coito (p��nis na vagina), ou a in-

ra social, a maior parte de n��s sufoca

trodu����o de algum objeto de formato

esse sentimento, que ��s vezes aparece

semelhante, como um p��nis artificial.

em sonhos, fantasias, ou at�� se disfar-

H�� muitas e muitas coisas que duas

��a em sentimentos de amizade e admi-

pessoas podem fazer na cama, al��m da

ra����o. Na opini��o dessa corrente, s��o

penetra����o vaginal. Ali��s, �� ��timo que

poucas as pessoas cem por cento he-

se saia do modelinho tradicional: uma

terossexuais ou cem por cento homos-

das car��cias pra esquentar, a penetra-

sexuais. Mas em nossa sociedade fica

����o do p��nis na vagina e o orgasmo

muito mais f��cil expressar e ter cons-

(quase sempre apenas do homem). ��

ci��ncia das nossas inclina����es heteros-

preciso que aprendamos a usar mais

sexuais. Essas s��o estimuladas e apro-

globalmente nosso corpo e nossa ima-

vadas socialmente, enquanto as poss��-

gina����o. Mas tamb��m �� hipocrisia,

veis tend��ncias homossexuais t��m que

falsidade, uma pessoa se permitir todos

vencer muitos preconceitos para virem

os prazeres e ficar guardando o h��men

�� tona. Voc�� sabe disso, tanto �� que

pra assegurar casamento. Infelizmente

teve medo de perder a amizade de sua

a maioria das mo��as ainda se prendem

amiga e deixou de propor um contato

a isso, ajudando a manter uma est��pi-

mais ��ntimo. E �� bem poss��vel que ela

da exig��ncia machista. E assim vai: as

fugisse de voc�� e a rotulasse de l��sbica.

mo��as querem casar, os maridos que-

rem ser os primeiros (e ��nicos), ent��o

se mant��m as apar��ncias. E isso s�� ser��

superado, quando as mulheres conse-

A MASTURBA����O AJUDA,

guirem ser suficientemente indepen-

MAS, �� INCOMPLETA

dentes do ponto de vista econ��mico e

maduras do ponto de vista emocional.

S�� assim elas ser��o donas de seus cor-

pos, deixando de fazer do h��men a ga-

Com r��tulo ou sem ele, n��o se pode

rantia para ter um homem que as sus-

negar que duas pessoas do mesmo sexo

tente e proteja.

podem se dar um m��tuo prazer sexual,

tanto como o relacionamento entre

Ningu��m pode garantir que voc�� vai fi-

duas de sexo oposto. As dificuldades

car satisfeita sexualmente quando se

surgem devido aos preconceitos sociais

casar. Voc�� n��o �� de modo algum uma

contra os homossexuais, que sofrem

pessoa doente, nem deve evitar esses

muitas discrimina����es no trabalho, na

pensamentos, desejos e fantasias se-

fam��lia, na escola, etc.

xuais. Como dissemos antes, talvez vo-

N��o vamos nos alongar sobre isso, mes-

c�� seja mais solta, mais sensual do que

mo porque voc�� est�� longe de ter uma

a m��dia das mulheres. A for��a �� a fre-

prefer��ncia exclusiva por mulheres. E ��

q����ncia dos impulsos sexuais variam

bom perceber que �� capaz de admirar

muito de pessoa para pessoa. E uma

e desejar um corpo semelhante ao

mesma pessoa pode diminuir sua ne-

seu. Al��m disso, com esse medo de

cessidade sexual conforme a idade, as

perder a virgindade, a rela����o com uma

preocupa����es com trabalho. doen��as,

confiss��es 17





etc. Caber�� a voc�� escolher um par-

do s�� para poder ter sexo, e n��o ag��en-

ceiro que seja tamb��m disposto e ima-

tam as outras responsabilidades da vida

ginativo na cama, algu��m que veja com

a dois.

satisfa����o suas necessidades de prazer.

Na escolha de um curso, da profiss��o,

N��o lhe serve para parceiro, ainda mais

de um emprego, se admite que todo

no casamento, um homem "quadrado"

mundo tenha d��vidas e mude as deci-

que tenha vergonha da nudez, que

s��es anteriores. Por que n��o se permite

ache que a mulher tem que ser passiva

a experimenta����o tamb��m quando se

e que n��o aceite nada al��m do tradi-

trata de escolher um companheiro para

cional. 0 per��odo de namoro deve ser-

um relacionamento mais duradouro?

vir para isso: que duas pessoas se co-

Para finalizar: n��o tenha medo de sua

nhe��am e descubram se t��m pontos em

sexualidade. Pode ser que no in��cio

comum. E para casar (ou viver junto) ��

(com h��men ou sem ele) voc�� queira

preciso que haja atra����o sexual, vonta-

experimentar muito, variar os parcei-

de de dar e receber prazer. �� claro que

ros, fazer sexo constantemente. Al��m

se tem que considerar outros interes-

de evitar uma gravidez, procure evitar

ses comuns, os valores em que os dois

tamb��m aqueles homens que n��o a res-

acreditam, etc. Mas o v��nculo sexual ��

peitam como pessoa. Aos poucos voc��

fundamental para um relacionamento

ir�� sentir, perceber, que a quantidade

duradouro.

e a variedade n��o �� o que mais impor-

E �� claro que justamente com sexo es-

ta. Voc�� vai ficar mais exigente, vai

tamos falando de carinho, de sensibili-

selecionar melhor seu companheiro,

dade, de capacidade de sentir o outro.

vai querer aprofundar um conheci-

Quanto mais se aprofunda isso, maior

mento na cama e fora dela. E. se ele

�� o prazer. O orgasmo deixa de ser ape-

estiver na mesma, o caso pode dar em

nas uma descarga de energia f��sica e

casamento. Mas. nem papel passado,

passa a expressar a forma mais total de

nem b��n����o de padre, podem garan-

contato, de intimidade entre dois se-

tir que voc��s ficar��o junto por toda a

res humanos.

vida.

Sua pergunta parece demonstrar que

voc�� est�� com medo de sua sensualida-

Sugest��es de livros: Sexo e Amor para

de, est�� receando que possa ser uma

os Jovens e Dificuldades do Amor, am-mulher muito "fogosa", incapaz de se

bos de autoria do m��dico Fl��vio Giko-

satisfazer apenas com um homem. Isso

vate, editados pela MG. al��m do livro

s��o fantasias suas, que refletem a re-

de Alberto Ellis. Sexo sem Culpa e sem

press��o sexual que se p��e na cabe��a

Medo. editado pela Papelivros. Foi re-

das mulheres. Aos homens se permite

centemente liberado o j�� famoso livro

e encoraja que experimentem v��rias

baseado numa pesquisa feita com mais

mulheres, mas a elas se exige que se en-

de 3 mil mulheres norte-americanas.

treguem apenas a um homem, e por to-

0 Relat��rio Hite cont��m in��meros de-

da a vida. Ter��amos que ser videntes

poimentos dessas mulheres sobre mas-

para podermos acertar logo na primei-

turba����o, orgasmo, e dificuldades que

ra. �� preciso combater isso e conquis-

encontram na vida sexual, editado pe-

tar o direito de ter v��rias experi��ncias,

e sem que isso signifique ser uma "mu-

lher �� toa". A op����o pelo casamento

deveria ser feita com maior maturidade

emocional. Muitos jovens se casam ce-

18 confiss��es





Homossexualidade

masculina

"H�� UMA FASE NORMAL DE COMPORTAMENTO

HOMOSSEXUAL?"

correspondente em Nova Iorque, So-

Unidos alegraram-me enormemente

nia Nolasco Ferreira, e pouco mais

nestes dias: IP) Uma confirma����o;

tarde pelo "Lampi��o", no seu n��mero

2.��) Uma condena����o.





17. Segundo uma pesquisa realizada


para a PPFA (Planed Parenthood

Primeiro: a primeira foi publicada no

Federation of America) fica solene-

jornal "O Globo", numa cr��nica da

mente confirmada (para njim, pelo

confiss��es 19

menos, �� importante) minha opini��o mente erradas e n��s estamos certos.

a respeito da sexualidade infantil,

Chamar-nos de ped��filos �� como cha-

que tantas vezes emiti em cartas de

mar aos heterossexuais e homossexu-

desabafo (como esta) que enviei a

ais em conjunto de "amantes de adul-

alguns jornais e revistas "especiali-

to". O heterossexual principalmente se

zados". No novo curr��culo de educa-

revoltaria, porque ele n��o ama um

����o sexual, fundamentado naquelas

adulto-homem e sim um adulto-mu-

pesquisas, constam manifesta����es Iher. Ent��o, por que n��o cham��-la como esta: "Faz parte do programa do

de mulher? Eu n��o amo uma crian��a,

ano letivo de 1980 a conversa franca

amo um garoto. E tem outra coisa:

na classe do gin��sio, incluindo o fato

n��o amo uma criancinha (sexual-

(Aten����o: eles dizem fato!) sempre

mente, estou falando): amo um garo-

negado pelos adolescentes, de que mui-

to pelo menos de 12 anos at�� 16,

tos deles passam por uma fase normal

geralmente t��o conhecedor da mec��-

(aten����o: eles dizem normal) de com-

nica sexual como eu mesmo. E muitas

portamento homossexual (eu sublinhei) vezes mais apaixonado. Existe ainda

antes de se firmarem como hete-





uma particularidade inaudita. Homens


rossexuais".

que amam meninos formaram legi��o

Po... que felicidade! Quando eu es-

em todos os tempos. At�� uma civili-

crevia sobre o comportamento sexual

za����o, a grega, caracterizou-se por esta

normal dos garotos de 12 a 16 anos, indina����o. As obras de arte exaltando

express��o lida por mim j�� faz muitos

a beleza dos meninos s��o in��meras.

anos, creio que numa revista m��dica e

Agora, pergunto aos manique��stas, aos

confirmada por centenas de pr��prias estruturalistas, aos dualistas, aos "cer-experi��ncias pessoais, ainda ficava na

tinhos" que pensam que tudo se resu-

minha consci��ncia um pequeno receio.

me em "um passo para l�� outro

Jornais e revistas que, ao meu enten-

passo para c��": onde est��o os ex��rcitos

der, sabem muito da sexualidade em





de mulheres arrebatadas por meninas


seus m��ltiplos aspectos, escondiam

como n��s estamos pelos meninos?

sempre esta verdade. E eu me pergun-

Ou de homens mesmo? Que n��o se po-

tava: ser�� que estou inventando uma

de fazer essa compara����o? Ah, claro

fantasia porque desejo que o mundo

que n��o se pode: os meninos s��o mui-

seja assim? Que tenha pelo menos es-

to mais belos que as meninas. Como

te alivio para minha ang��stia? Digo

final deste par��grafo, vou fazer uma

"pequeno receio" porque em seguida

confid��ncia que exemplifica algumas

o afugentava, como o afugento agora

das id��ias expostas anteriormente: nes-





definitivamente.


te m��s que passou me separei amiga-

velmente de um garoto de 17 anos,

Os garotos s��o homossexuais (tempo-

porque ele "virou" homem pelas leis

r��rios) e se comprazem em fazer o

naturais da biologia. N��s fizemos o

amor conosco, homossexuais adultos

amor 86 vezes, durante mais de 20

"especiais" (especiais porque n��o se-

meses. Ele come��ou a gostar de garo-

jamos melhores nem piores) mas por-

tas e me alegro muito. Com a idade de-

que gostamos exclusivamente deles).

le aumentando, fomos nos repelindo:

Garoto prefere homem a garoto por

ele porque n��o gosta de homens, eu

muitas e muitas raz��es. Essas revistas

porque n��o gosto de homens. Meu

que nos chamam de ped��filos (namo-amigo �� um garoto normal, como ou-

rados de "crian��as", a n��s que nos re-

tros muitos que conheci. Casar��, te-

pugnam as meninas) est��o completa-

20 confiss��es





h�� filhos e nunca mais deitar�� com um

imprest��veis. Em verdade vos digo:

homem. Eu, por��m, seguirei sendo um

homens muito mais bondosos do que

homossexual. J�� estou procurando um

ele j�� levaram tiros na cabe��a. A-

garoto de 13 anos que substitua aque-

m��m!"'... (L.N. - S��o Paulo/SP)

le. Gostarei sempre de garotos. E sem-

pre sentirei n��useas s�� de pensar em

ter um relacionamento sexual com mu-

Temos enfatizado in��meras vezes

lheres, meninas ou homens adultos.

aqui, em nossos artigos tanto em

Essa �� uma verdade comum em certos

CONFISS��ES INTIMAS como em "Pe-

meios que freq��ento e que ofere��o a

teca", que a cita����o de autores v��rios





algumas revistas inexperientes neste


nem sempre significa que acatemos es-





ponto.


sas opini��es. Permitimo-nos uma an��li-

Segundo: a segunda noticia apareceu se e n��o podemos nos al��ar �� preten-em todos os jornais do mundo. O Papa

s��o de mudar certas designa����es tradi-

condena o homossexualismo. Fico sa-

cionais, seculares, institu��dos j�� por

tisfeito, paradoxalmente, porque se

aqueles que ��� mesmo enfrentando as

n��o fosse assim,n��s,homens que ama-

mais s��rias limita����es do tempo em

mos a verdade sobre todas as coisas,

que viveram ��� bastante contribu��ram

��amos pactuar com essa gigantesca

para clarear o universo de nuvens

farsa por comodismo ou por meio.

cinzentas que ainda paira sobre o com-

0 Papa, Khomeini e outros esp��cimes

portamento sexual humano. 0 pr��prio

s��o l��deres de uma civiliza����o imbecil

termo "homossexual", por exemplo, ��

que acredita sermos n��s homossexuais

uma qualifica����o preconceituosa, ��

por maldosa teimosia. As palavras in-

guisa de um r��tulo para uma situa����o

fal��veis do Santo Padre estimular��

considerada "anormal". �� bastante

a crueldade sempre latente dos fan��-

dif��cil que se aceite a id��ia de que

ticos que nos perseguem, nos satiri-

todos os seres humanos passaram por

zam e rios causam tantos sofrimentos.

uma fase homossexual ou de que nin-

Eu. particularmente, acho que a ho-

gu��m nasce com um carinho de "ex-

mossexualidade est�� farta de m��rtires

clusivamente heterossexual", macho

e precisa agora de her��is, como aqueles

ou f��mea. Em verdade, mais dif��cil

de San Francisco, nos Estados Unidos,

ou mais fan��ticos ainda. Uma a����o

NINGU��M NASCE COM UM

terrorista, justa, espetacular, corajosa,

CARIMBO: MACHO OU F��MEA

talvez provocaria o ��dio de muitos,

mas afogaria tamb��m o riso humilhan-

ainda seria explicar que homossexua-

te dos carrascos e transformaria em

lidade n��o existe, o que existe �� o

veneno o cuspo que nos querem jo-

homossexual. A preocupa����o do r��tu-

gar N��o devem surpreender a nin-

lo �� inevit��vel. Cito sempre o caso cri-

gu��m estas palavras de ��dio. Afinal de

minal, onde o homossexual e' a v��ti-

contas, sou s�� um homem de senti-

ma, pol��cia e imprensa se preocupam

mentos normais, dilacerado pelo sofri-

em dar a manchete do dia seguinte:

mento de muitos anos de incompreen-

"Homossexual Assassinado". At�� hoje,

s��o. Surpreendente �� que o chefe m��-

at�� prova em contr��rio, no mundo in-

ximo de uma suposta religi��o de bon-

teiro, nenhum jornal circulou com es-

dade nos repila como feras. 0 Deus po-

ta manchete: "Heterossexual Assassi-

deroso nos fez assim e agora Pedro,

nado". Isso porque, no conceito co-

Cora����o de Pedra, nos joga no lixo por

mum, ser heterossexual �� o normal.

confiss��es 21





Mesmo que a v��tima tenha uma vida

mento psiqui��trico adequado. Este do-

completamente irregular perante sua

ente mental escolhe a crian��a pelo fa-

fam��lia, ele �� um heterossexual, um

to evidente da v��tima n��o oferecer

homem.

resist��ncia e tamb��m por ser mais d��-

Da mesma forma, a designa����o "ped��-

cil e submissa. Isso n��o exclui o fato

filo" �� hist��rica e mesmo com o avan-





de que desequilibrados mentais atacam


��o da moderna ci��ncia da sexologia

tamb��m os adultos de qualquer sexo.

(embora um estudo ainda recente), a

Finalizando as considera����es sobre o

classifica����o persiste.

primeiro item, queremos lembrar que

�� correto o racioc��nio do leitor. No

a not��cia veiculada n��o constitui tam-

entanto, n��o constitui novidade que o

b��m novidade alguma. Embora de for-

ped��filo e' quase sempre um homosse-

ma sutil, dada a delicadeza do assun-

xual. H�� casos raros de heterossexuais

to, j�� abordamos em in��meros artigos

que t��m atra����o sexual por meninas.

a exist��ncia dessa fase normal de com-

E mais raro ainda quando essa atra����o

portamento homossexual no pr��-ado-

se estabelece por crian��as. Num e

lescente. antes deles se firmarem como

noutro caso. o objeto da atra����o ��� se-

heterossexuais. Issso �� fato comprova-

ja menino ou menina - geralmente j��

do pela realidade do dia-a-dia.

ultrapassou a faixa dos 11/12 anos e,

Quanto ao segundo item de sua car-

como j�� dissemos em artigos anterio-

ta, permita-nos um reparo muito im-

res, o p��bere n��o �� mais uma crian��a.

portante: o Papa Jo��o Paulo II n��o

Tanto que nesse sentido, v��rios pa��-

condenou o homossexualismo, mas

ses est��o revendo a quest��o do t��o

sim confirmou o veto j�� existente ��

controvertido "crime de sedu����o"

ordena����o de homossexuais como sa-

de menores de idade. Na Su��cia, por

cerdotes. De qualquer forma, subsis-

exemplo, o limite de 16 anos j�� passa

te o secular preconceito da igreja con-

a incluir plena responsabilidade, espe-





tra os homossexuais.


cialmente no tocante ��s atividades se-

Mas muitas s��o as vozes que se erguem

xuais.

contra essa situa����o, inclusive dentro

da pr��pria igreja. E uma dessas vozes

De qualquer forma, o termo ped��filo

mais autorizadas �� do te��logo e padre

e a classifica����o geral da pedofilia

franc��s Mare Oraison, autor da exce-

(o termo vem do grego paid��s ���

lente obra "A Quest��o Homossexual".

crian��a ��� e philos ��� gostar) �� utili-As limita����es n��o atingem s�� o homos-

zado hoje mais para definir uma situa-

sexual (leia nesta edi����o o cap��tulo

����o. Com o seu uso, ameniza-se a

"Timidez e Inicia����o Sexual"). Mas, a

classifica����o do homossexual. E, veja

realidade do mundo conturbado de ho-

bem: mediante o relato de uma carta,

je mostra que h�� procura de novos

sem o di��logo pessoal, �� verdadeira-

caminhos e eles certamente vir��o.

mente imposs��vel definir qual a real

Coincid��ncia ou n��o, a nova d��cada

identidade psicossexual do indiv��duo.

traz o alento de uma nova era: �� tem-

As pesquisas da atualidade registram

po da verdade. N��o pode haver regres-

casos raros de real pedofilia (atra����o

s��o, pois toda opress��o �� baseada na

por crian��as mesmo) e s��o bem mais

mentira. E �� tempo, repetimos, da

raros os chamados crimes de viol��n-

cia contra as crian��as. Geralmente, os

autores destes crimes n��o s��o portado-

res de uma pedofilia, mas na realidade

um doente mental, que requer trata-





quadro cl��nico apresentado, n��o se po-

metido de estranha doen��a ven��rea,

de dar uma solu����o por carta. A cirur-

sendo levado a uma cirurgia na qual

gia corretiva dos ��rg��os sexuais sem-

lhe extirparam os dois test/culos e par-

pre conseguiu incont��veis sucessos, es-

te do p��nis. Pe��o alguma informa����o,

pecialmente nos casos dos mutilados

porque pretendo dar uma for��a moral

de guerra e tamb��m nos casos de aci-

a ele. Quais as esperan��as para esse ra-

dentes de tr��nsito, sendo o Brasil um

paz? Ele ficou muito deprimido, ema-

recordista mundial neste segundo caso.

greceu bastante. Estamos sendo obri-

T��cnicas aprimoradas dos Estados Uni-

gados a mudar de lugar, pois todo

dos e da Europa s��o hoje rapidamente

mundo quer conhecer o rapaz "cas-

trazidas para o Brasil, nesse sentido. 0

trado, emasculado, eunuco, e t c " . . .

primeiro passo �� conduzir este jovem

(W.F.C. - Santos/SP).

ao Hospital de Cl��nicas de S��o Paulo,

um dos maiores centros hospitalares da

Am��rica. O caso requer pesquisa, exa-

me local e uma programa����o a longo

Mesmo pesquisando junto a m��di-

prazo. O fato desse jovem contar ape-

cos de v��rias especialidades ligadas ao

rtas com 16 anos �� um ponto positivo,





favorecendo um tratamento que pode-

escrotal. S��o de consist��ncia semidura,

ria se tornar mais dif��cil para um adul-

muito sens��veis �� press��o. Um quinto

t o , cujo desenvolvimento j�� foi com-

de seu volume destina-se �� produ����o

pletado.

do horm��nio masculino e os restante

quatro quintos s��o dedicados �� fabrica-

TEST��CULOS DE FORMATO

����o de espermatoz��ides.

DIFERENTE"... ,

Embora isso aconte��a raramente, um

test��culo poder�� ser maior do que o

outro, sem contudo alterar seu funcio-

18 anos e nunca tive rela-

namento. H�� casos de homens que

contam s�� com um test��culo. �� o que

����o sexual com nenhuma garota. Isso

se chama de "mon��rquido". Isso acon-

porque uns tr��s anos atr��s, notei que

tece quando s�� um test��culo desce, po-

meus test��culos n��o s��o do mesmo ta-

dendo se proceder uma cirurgia para

manho; um �� bem menor do que o ou-

fazer com que o outro des��a. Normal-

tro. No in��cio n��o me preocupei

mente, um ��nico test��culo ser�� sufi:

muito, pensei que era normal. Mas, de-

ciente para a produ����o de espermato-

pois de ler muito, vi que eu era dife-

z��ides.

rente. Estou preocupado e quero sa-

ber se o fato de ter esse test��culo me-

Em virtude de caxumba, uma pequena

nor pode me prejudicar no casamento.

les��o traum��tica (uma pancada violen-

Tenho ere����o do p��nis e ejaculo nor-

ta, ou acidente) o test��culo atingido

malmente, quando me masturbo. Que-

poder�� cessar seu crescimento na fase

ria saber tamb��m se a quantidade de

da puberdade, sem que isso altere seu

esperma �� normal. Por favor, respon-

funcionamento.

dam minhas perguntas". . . ("Esperan-

Tudo isso est�� no campo das probabili-

��oso" ��� Santo Andr��/S��o Paulo).

dades. Para se ter certeza de estar con-

tando com um funcionamento testicu-

lar perfeito, �� necess��rio exame medi- 1

complexado, pois tenho o

co. Evidentemente, isso ser�� acompa-

test��culo esquerdo maior que o direi-

nhado de uma s��rie de exames, inclusi-

to". . . (FP.D. - Teresina/Piau��).

ve do espermograma. que �� o balan��o

dos espermatoz��ides no esperma, para

estudo da fertilidade masculina. N��o

tinha 15 anos, levei uma

h�� motivo para grandes preocupa����es,

pancada no test��culo direito, e ele fi-

pois como j�� foi dito, a produ����o de

cou bem menor. N��o sinto dor, mas

um ��nico test��culo �� normalmente o

meus amigos falam que n��o posso ser

suficiente para a gera����o de filhos.

pai. Amo uma menina desde os doze

No entanto, o mais aconselh��vel �� a

anos, fico confuso, porque queria ca-

confirma����o m��dica. A consulta deve

sar". .. (AJS. ��� Araguati/Minas Gerais)

ser iniciada no setor de cl��nica geral

do INPS, passando-se ent��o �� cl��nica

pode levar alguns rapazes a

de endocrinologia.

achar que um test��culo �� maior do que

o outro �� pelo fato de que normalmen-

te o test��culo esquerdo desce mais do

que o direito. Os test��culos s��o as duas

gl��ndulas ovaladas, localizadas cada

uma numa das bolsas do chamado saco

24 confiss��es





Emocional

MEU NAMORADO QUER UMA PROVA DE AMOR

"EU TENHO ACESSOS VIOLENTOS DE CI��ME".





PROVA DE AMOR COM


O /amor �� espont��neo, T��nia, n��o





DATA MARCADA. . .


pude ser for��ado, imposto. Um rela-

cionamento amoroso ideal deve ser bi-

lateral, isto ��, sentido pelas duas pes-

Gostaria que voc��s, meus amigos

soas que se amam. A doa����o deve ser

de Peteca, me ajudassem a sair deste

m��tua, crescente e natural. Seu na-

desespero que est�� me matando dia a

morado, talvez por imaturidade, est��

dia. Namoro um rapaz de 16 anos h��

for��ando uma situa����o que n��o �� de-

dois anos que agora est�� me pedindo

sejada por voc��. Logo, ele a est�� coa-

uma prova de amor at�� os fins de ja-

gindo, impondo para voc�� a vontade

neiro. Se eu n��o der esta prova ele me

dele. N��o est�� respeitando sua vonta-

abandonar��. N��o gosto dele mas �� o

de, n��o est�� levando em conta o seu

��nico que gosta de mim. H�� outro ra-

direito de escolher o que voc�� achar

paz que me procura muito, h�� cinco

melhor. Como se isso n��o bastasse

anos, mas minha m��e n��o gosta dele.

amea��a terminar o namoro, caso voc��

Por favor, ajude-me. Tenho medo de

n��o fa��a suas vontades. �� uma atitu-

ceder meu corpo para o primeiro e

de machista t��pica de quem acha que

depois ser abandonada da mesma for-

o mundo �� dos homens e nega para a

ma. Ajude-me a resolver minha vida".

mulher qualquer direito ou escolha.

( T . K - Pouso Alegre/MG).

N��o s��o boas credenciais para um na-

26 confiss��es





moro feliz. H�� tantas formas para que

��a em si mesmo e projeta sua descon-

ele possa ver se voc�� gosta dele. Por

fian��a sobre algu��m (namorada, irm��,

qu�� raz��o tem que ser s�� esta a prova

pais, amigos) sob a forma de ci��me.

de amor e ainda com data marcada?

Sob este prisma, desconfian��a e ci��me

Felizmente voc�� afirma n��o gostar de-

s��o quase sin��nimos: sua desconfian��a

le. Isto facilita sua decis��o. Sabe que

em si mesmo �� externada sob a forma

n��o o ama, sente-se pressionada, des-

de ci��me de seu pr��ximo. Este desvio

respeitada, ent��o, por que n��o o sur-

de personalidade tem sido a causa de

preende dizendo-lhe que n��o pode dar-

grandes males durante toda a hist��ria

lhe uma prova do que n��o sente?

humana. Talvez o exemplo mais cl��ssi-

Esta atitude parece-me a mais honesta

co seja o de Otelo, um personagem

para com voc�� e com ele. Ver�� como

criado por Shakespeare, renomado au-

seu desespero acaba e voc�� volta a sen-

tor ingl��s, que, prisioneiro eterno do

tir o doce sabor da liberdade.

ci��me, chega a matar sua esposa Des-

d��mona, seu ��nico e mais sublime

TENHO ACESSOS DE CI��MES.

amor. Diz-se que o ci��me enlouquece

porque ele impede que a pessoa use

a raz��o, a l��gica, j�� que o impulso ��

maior. Portanto, o ciumento �� prisio-

neiro de suas pr��prias limita����es, uma

v��tima de si mesmo. Em seu desvario

v�� monstros inexistentes pois �� sempre

sua pr��pria mente quem o fabrica. Co-

mo na maioria das vezes a realidade

n��o corresponde ��quela que ele sente,

desnorteia-se e vive como voc�� mesmo

diz "de cuca quente", em constante

autopuni����o. Fere os que mais ama nu-

ma auto-agress��o. A psican��lise tem

condi����es de ajud��-lo a vencer este

problema. Mas �� preciso frisar que a

solu����o definitiva depender�� em muito

de voc��. O primeiro passo j�� est�� dado:

voc�� assumiu o seu ci��me, atitude que

a maioria dos ciumentos n��o adota.

Geralmente eles reagem furiosamente a

simples men����o da palavra. Partindo

do princ��pio de que �� um homem ciu-

mento, voc�� j�� se autodiagnosticou.

Isto, unido �� vontade de se libertar, fa-

cilitar�� a sua cura. O psicanalista pode-

r�� ser o seu guia para a conquista mais

r��pida da liberdade e conseq��entemen-

te da felicidade.

confiss��es 27





Sexologia

Eis aqui o que acontece quando a

press��o est�� ao aoge

O S H O M E N S

T A M B �� M

S I M U L A M

O R G A S M O S

OS HOMENS TAMB��M





SIMULAM ORGASMOS


O qu��? Os homens simulam orgas-

mos.' Voc�� deve estar brincando! E vo-

c�� ent��o argumenta que nunca tiveram

uma raz��o qualquer para simul��-los.

Bem pessoal, este �� apenas mais um cli-

ch�� sexual que nos tem sido transmiti-

do. Karen Shanor, m��dica, pode ser a

primeira expert a recolher alguns da-

dos s��rios relativos ao assunto. Profes-

28 confiss��es





sora de Psicologia, psicoterapeuta e

sua principal tarefa e ter pelo menos

consultora, Shanor escreveu um livro

um orgasmo explosivo por noite. Se

chamado "A SENSIBILIDADE SE-

n��o o obt��m, ele pensa que falhou.

XUAL DO HOMEM AMERICANO".

Shanor afirma que os homens foram

Ela afirma que por volta de 75 a 80%

ensinados a pensar que ter orgasmos ��

dos 4.062 homens que responderam ao

bastante f��cil. Mas agora, finalmente,

seu question��rio e mais os 70 homens

n��s estamos come��ando a tomar co-

que ela pessoalmente entrevistou con-

nhecimento de alguns dos problemas

fessaram-lhe que simulavam orgasmos.

que todos eles enfrentam. Os homens

n��o s��o, absolutamente, como antes se

ALGUNS HOMENS S��O AT��

pensava, os indestrut��veis baluartes da





PERITOS EM SIMULAR


sociedade.





ORGASMOS


NA REALIDADE, OS HOMENS

S��O FAL��VEIS DENTRO E

hanor deduziu que alguns ho-





FORA DA CAMA


mens s��o peritos neste comportamento

e que esta forma de agjr n��o �� nem de longe t��o dif��cil como muita gente

firma-se que, tanto dentro como

pensa ser. Eles gemem, suspiram e ati-

fora da cama, os homens podem fa-

ram-se ativamente. E quanto maior for

lhar. H�� outras raz��es para que eles si-

a atividade que eles pratiquem, tanto

mulem de acordo com Sharon. Um ho-

mais eles procuram que suas parceiras

mem simula o orgasmo se ele estiver

n��o percebam que eles n��o obtiveram

empenhado em dois ou mais relaciona-

o orgasmo.

mentos ao mesmo tempo. Se estiver

A quest��o ��bvia �� a seguinte: pode ou

mantendo um caso com sua secret��ria

n��o uma mulher afirmar que um ho-

durante o lanche e n��o deseja desapon-

mem est�� simulando'? "Nem sempre", tar sua esposa poucas: horas mais tar-afirma Shanor. "Nem todos os ho-

de, a necessidade de agir sexualmente

mens expelem a mesma quantidade de

pode ser maior do que aquela que ela

s��men, e esta quantidade expelida va-

possa atingir. Ele seguir�� o caminho

ria de orgasmo para orgasmo. E mes-

mais f��cil e simular�� com sua mulher

mo muito dif��cil dizer se um homem

ou com sua secret��ria. O problema e'

est�� sentindo orgasmo quando ele es-

que a maioria dos homens tenta ser

t�� profundamente dentro da vagina,

com enormes dificuldades, verdadeiros

especialmente se ele j�� obteve um or-

atletas sexuais. �� tamb��m bastante di-

gasmo anterior e a ��rea da vagina es-

f��cil desempenhar este papel durante

t�� saturada de s��men."

todo o tempo. Shanor segue afirmando

Sharon diz que para a maioria dos ho-

que todos os homens simulam e ainda

mens a press��o est�� dirigida para que

apura que existe um grau maior de dis-

haja uma a����o sexual apenas.

simula����o entre as idades de 30 e 40

Os relacionamentos seguem um curso

anos porque os homens nesta faixa ge-

natural e inevit��vel: duas pessoas se en-

ralmente est��o num per��odo de traba-

contram, desenvolvem uma camarada-

lho intenso e portanto, carentes. Ainda

gem entre si e o pr��ximo passo �� cul-

por cima suas mulheres provavelmente

minar este relacionamento na cama.

est��o insistindo em satisfazer suas pr��-

A esta altura o homem sente que tudo

prias necessidades.

depender�� dele. Ele precisa apresentar

Terry Ruefli, um professor assistente

confiss��es 29





de sociologia no Col��gio Daemon, em

mo e ele n��o o alcan��a, h�� um senti-Bufalo, descobriu tamb��m que um

mento de algum modo de ter falhado,

grande n��mero de homens finge orgas-

Assim a segunda raz��o adquire um sen-

mos.

tido altru��sta e a terceira raz��o �� que

Depois de analisar cuidadosamente os

h�� uma correla����o entre n��o ter or-

dados compilados de sua tese "As de-

gasmo e ser sexualmente disfuncio-





terminantes sociais no comportamento


nal. Ningu��m deseja se sair mal na

mudo durante o ato sexual" (ou o som cama". Ruefli pensa que a simula����o

que as pessoas emitem durante este

ocorre com maior freq����ncia nas pri-

ato), ele percebeu que cerca de 1/4 dos

meiras etapas de um relacionamento.

homens consultados simulavam orgas-

A maioria dos homens deseja parecer

mos ao mesmo tempo em que pratica-

confiante, durante estas primeiras eta-

vam o ato sexual. 0 estudo envolveu

pas, estes cruciais encontros sexuais,

424 temas na faixa de idade de 16 a

ent��o, uma performance falha pode se

56 anos. Ruefli acentua que usou co-

tornar um golpe profundo no seu ego.

mo material humano em sua tese pes-

."Mas depois de voc�� ter estado com a

soas de diferentes meios econ��micos e

mesma parceira durante alguns anos e

sociais. "Eu n��o me limitei a estudan-

n��o ter conseguido atingir o orgasmo",

tes ainda que houvesse alguns deles en-

acentua Ruefli. "voc�� diz para voc��

tre meus entrevistados", diz ele. "Con-

mesmo: "E ent��o''' Voc�� conseguiu a

sultei pessoas de vida rotineira e de to-

evid��ncia da hist��ria para o seu lado."

da a comunidade. A amostra sofreu

modifica����es nos seguintes termos: se

HOMENS CASADOS TAMB��M

eles eram sexualmente ativos ou n��o;





FINGEM ORGASMO


quantas parceiras eles tiveram; que ida-

de tinham e se eram casados ou n��o.

Ele afirma ainda que tamb��m os

AS RAZ��ES QUE LEVAM UM

homens casados fingem orgasmo: "De-





HOMEM AO ORGASMO


pende de muitos fatores. Eu at�� diria

DISFAR��ADO

que quanto mais longe for um relacio-

namento, menor �� a possibilidade da

simula����o ocorrer. Mas ainda e acima

Ruefli afirma, tamb��m, que os ho-

de tudo os homens s��o pessoas fr��-

mens fingem orgasmos por poucas ra-

geis e admitir que o orgasmo n��o ocor-

z��es: "Uma das raz��es �� a se livrar da

reu n��o �� coisa f��cil para eles. Dos seus

press��o sang����nea", explica ele. "Infe-

estudos Ruefli concluiu que todos os

lizmente, enquanto o sexo prossegue,

homens s��o capazes de simula����o. E is-

os tecidos ficam doloridos e o homem

to �� v��lido para os homens 'liberais' e

cansado. Ent��o, uma boa forma de

tamb��m para os que fazem o tipo 'ma-

completar o ato sexual �� fingir que

ch��o'. "Voc�� n��o tem que ser ningu��m

atingiu o orgasmo."

especial para simular orgasmos", diz

Uma outra raz��o �� desejar n��o desa-

ele. "Qualquer homem pode faz��-lo

pontar a parceira. "N��s vivemos nu-

mas a maioria n��o o faz. Esta maioria

ma sociedade onde as pessoas ainda

n��o o faz porque simplesmente a id��ia

assumem a responsabilidade pela sa-

n��o lhes ocorreu, eles n��o t��m sido ta-

tisfa����o sexual da outra pessoa, ele

lentosos ou desembara��ados o suficien-

diz. "E se um dos parceiros tem que

te para tanto, mas com certeza existe a

trabalhar muito para atingir o orgas-

possibilidade em potencial".

30 confiss��es





Um problema que Ruefli enfrentou na

mas eu n��o posso nem mesmo entre-

tentativa de colher seus dados foi con-

gar-me totalmente durante o ato se-

seguir que os homens discutissem com

xual. Sabendo de antem��o que minhr

ele sobre suas vidas sexuais. Ele frisa

esposa est�� frustrada habitualmente

que a recusa dos homens em comentar

deprimida, eu finjo. Sou capaz de atin-

sobre este assunto foi quase na propor-

gir uma ere����o sem qualquer problema

����o de dois para um se comparada com

mas n��o posso ejacular com a mesma

a atitude das mulheres. "Uma coisa pa-

facilidade. Ao inv��s de tentar obter um

rece bastante clara", diz ele, "as mu-

orgasmo, movimento-me rapidamente,

lheres n��o t��m nada mais a fazer do

solto alguns poucos gemidos e minha

que colher benef��cios de uma pesquisa

mulher nem mesmo por um minuto

sexual, ao passo que os homens n��o

suspeita que eu n��o esteja sentindo o

t��m nada a fazer a n��o ser perd��-los.

orgasmo. E �� f��cil para mim sair-me

Quanto mais informa����o vier �� tona.

bem, porque uso uma camisa-de-

tanto maior �� o risco que os homens

V��nus".

correm e mais amea��adora tamb��m es-

ta informa����o se volta contra eles. ��

0 HOMEM SOLTEIRO TAMB��M

compreens��vel ent��o a relut��ncia da





FAZ USO DA FARSA


parte deles em falar a respeito da ma-

t��ria. Na verdade foram treinados para

n��o falar. H�� um temor de expor-se.

ro homem, um instrutor de gi-

Suas vidas giram em torno da sexuali-

n��stica que �� solteiro e tem 26 anos de

dade. Eles s��o julgados e condenados

idade, o faz por outra raz��o: "Algumas

tendo como base de avalia����o suas

vezes eu simulo, especialmente quando

condutas sexuais. Se eles n��o desempe-

estou tenso quanto ao sucesso de mi-

nham bem sexualmente, ent��o s��o pes-

nha apresenta����o. Estando com uma

soas frustradas. Por��m, se o fazem de

mo��a, desejo particularmente impres-

uma forma normal tudo est�� bom e

sion��-la, quero que ela pense que eu

bem. Depois de dirigir os dados de

sou capaz de praticar o sexo por um

Ruefli e Shanor, eu mesmo empenhei-

longo per��odo de tempo. Uma das for-

me em perguntar a 10 homens que eu

mas de chegar a este objetivo �� simu-

conhecia se eles alguma vez haviam

lar. Na verdade eu obtenho somente

fingido orgasmo e quais as suas raz��es

dois orgasmos, mas ela pensa que eu

por terem agido assim. Dois deles ad-

obtive tr��s. Acho que eu estou relutan-

mitiram que o tinham feito e que con-

te em admitir minhas limita����es."

tinuavam a faz��-lo sempre que sentiam

Shanor e Ruefli est��o abrindo novos

a necessidade de faz��-lo. Um dos ho-

caminhos. Da maneira que as coisas

mens inquiridos, advogado de 34 anos

est��o indo agora, ainda ser��o necess��-

de idade e casado h�� oito, admitiu que

rios muitos esclarecimentos antes que

o faz para livrar-se do problema sexual.

a estereotipada performance dos ho-

"H�� ocasi��es em que eu n��o tenho

mens possa focalizar suas vidas sexuais

vontade de praticar o sexo", ele diz,

objetivamente e sentir que sua masculi-

"mas para n��o ficar mal com minha

nidade s�� estar�� em boa forma quando

mulher, eu finjo. Meu trabalho requer

muito de mim e eu, vez por outra,

atravesso per��odos nos quais n��o con-

sigo lidar com nada mais. Sinto-me

profundamente culpado a este respeito

confiss��es 31



32 confiss��es







De: Bons Amigos lançamentos 





O Grupo Bons Amigos e o Grupo Só Livros com Sinopses têm o prazer de lançar hoje mais uma obra digital  no formato txt , pdf e epub para atender aos deficientes visuais.    

REVISTA CONFISSÕES ÍNTIMAS Nº21 1980

 Revista doada por Adeilton e digitalizada por Fernando Santos
Sinopse:
Excelente revista de educação sexual que teve grandioso sucesso entre as décadas de 70 a 90 do século passado. . Editada pela gráfica Grafipar - Gráfica Editora Ltda-Grupo de Curitiba. Tendo como responsáveis Faissal El-Khatib e Faruk El-Khatib . Redatores Nelson Faria e Nina Fock. Infelizmente não temos o nº01 E nº03 Quem tiver nos envie para digitalizar. Pode ser a cópia xerox Recomendamos !
Lançamento    Só Livros com sinopses e Grupo Bons Amigos:

)https://groups.google.com/forum/#!forum/solivroscomsinopses  



--

--
--
Seja bem vindo ao Clube do e-livro
 
Não esqueça de mandar seus links para lista .
Boas Leituras e obrigado por participar do nosso grupo.
==========================================================
Conheça nosso grupo Cotidiano:
http://groups.google.com.br/group/cotidiano
 
Muitos arquivos e filmes.
==========================================================
 
 
Você recebeu esta mensagem porque está inscrito no Grupo "clube do e-livro" em Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para clube-do-e-livro@googlegroups.com
Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para clube-do-e-livro-unsubscribe@googlegroups.com
Para ver mais opções, visite este grupo em http://groups.google.com.br/group/clube-do-e-
---
Você recebeu essa mensagem porque está inscrito no grupo "clube do e-livro" dos Grupos do Google.
Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para clube-do-e-livro+unsubscribe@googlegroups.com.
Para ver essa discussão na Web, acesse https://groups.google.com/d/msgid/clube-do-e-livro/CAB5YKhneU00-OCN1uCq_3-Q_AZdSF7NMOTBmJ92hBnU4Bdcxvw%40mail.gmail.com.