

EXPLANAÇÂO SOBRE CLARIVIDÊNCIA, MEDIUNIDADE, PROJEÇÃO ASTRAL E CRIAÇÃO MENTAL RITUALÍSTICA (APENAS PARA O MERO ENTENDIMENTO DE QUALQUER PROFANO E/OU PARA A MEDITAÇÃO DOS INICIADOS)
TRECHO:
MEDIUNIDADE
ENTÃO muitas coisas começam a ser questionadas. E uma das
questões preferidas para esse questionamento geral é a da
mediunidade. Para os brasileiros este é um tema muito importante,
porque envolve Chico Xavier, considerado um dos maiores mediuns do
mundo, campeão de vendagem de livros, autor de uma obra social muito
concreta e expressiva, que chegou a viver 92 anos aqui na Terra, tendo
dedicado 70 ou mais à atividade mediúnica. Devo dizer a vocês que mesmo
não sendo medium no sentido mais amplo e conhecido da palavra, nem
espírita, tenho autoridade para falar sobre o assunto, pois não sou um mero
curioso, pesquisador de fim de semana ou leitor que tenha devorado toda a
obra de Alan Kardec e mais o que houvesse a respeito. Como Zelador-de-
Santo de Candomblé, função que exerci durante 12 anos, dentro do ritual
Ketu (embora pelas minhas raízes iniciáticas nesse terreno pudesse bater
também Angola), tive ocasião de lidar quase que diariamente com fenômenos
mediúnicos apresentados por pessoas do povo, por ricaços , por intelectuais e
por autoridades em vários ramos das chamadas ciências exatas. O Candomblé
é um culto animista dos ancestrais divinizados e nada tem a ver com
espiritismo (o culto aos Eguns é totalmente separado e nada tem de sessão
espírita ocidental). O iniciado (raspado, que no ritual da minha Casa ficava
recolhido no roncol durante 45 dias, até a festa de saída do seu Orisa, na qual
este "dava o nome") "vira", isto é, externa o seu Orisa de dentro para fora: é o
seu ancestral místico, latente no seu DNA, que se exterioriza mediante um
ritual mágico, e não um "espírito desencarnado" que "baixe" sobre ele,
possuindo-o. Muitos mediuns provenientes da Umbanda e do Kardecismo me
procuravam, para que jogasse o Opelè de Ifá para eles e lhes revelasse o
significado dos Odus. Não eram poucos os que, durante a consulta,
incorporavam subitamente as entidades que diziam ser seus guias, as quais
sempre respeitei, mas as quais sempre despachei com meu Adjá (2), depois
de ouvir o que tinham e dizer. Atendi em tais condições pessoas que hoje são
membros de ordens e fraternidades esotéricas e ainda me lembro de um
thelemita que veio jogar comigo e "recebeu" Horus.
No related posts.
Nenhum comentário:
Postar um comentário