domingo, 14 de fevereiro de 2010

Baixar livros esotéricos e ocultistas em formato .pdf (e-books) gratuitos

 

  

Baixar livros esotéricos e ocultistas em formato .pdf (e-books) gratuitos


Os templários, de L.P. Baçan

Posted: 13 Feb 2010 10:55 AM PST


TRECHO:
AS PRIMEIRAS CRUZADAS

«Jerusalém fora tomada pelos turcos
seijúcidas em 1078. As violências e os vexames a
que estes povos muçulmanos começaram
sujeitando os peregrinos, que, de toda a Europa,
se dirigiam à Terra Santa, para visitar os lugares
santificados pela paixão e morte de Cristo, produziram nas almas piedosas
daquela época uma profunda emoção, que deu origem às Cruzadas.
Estas expedições, religiosas e militares ao mesmo tempo, nas quais
tomaram parte quase todos os países europeus, sucederam-se, com intervalos
mais ou menos longos, dos fins do séc. XI aos últimos anos do séc. XIII. Umas
fizeram-se por terra; outras por mar.» (Antonio G. Matoso, História de
Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 72).
A história dos Templários mescla-se com a da Europa, iniciando-se no
século XI, época das Cruzadas. Nesse tempo, o que conhecemos agora como
países da Europa não tinham emergido ainda. O continente era uma amálgama
de reinos menores, cada um com seu governo próprio. Muitas das disputas
contínuas entre reinos eram iniciadas por "guerrinhas". Não era um bom lugar
para viver. Especialmente se você fosse um camponês.
Mesmo assim o povo era unido por uma
religião comum: a religião cristã. Todos, dos nobres
nos seus castelos aos camponeses nas suas
rudimentares habitações, conformados à diária,
semanal e anual adoração. O papa, sendo a cabeça
da igreja, era representante de Deus na terra. Tinha suficiente poder para
desafiar reis e imperadores.
A palavra do Papa era lei. E esta podia alcançar a mais insignificante
aldeia na Grã Bretanha rural, através de uma rede vasta de padres. Durante
séculos uma sucessão de papas ousaram ter uma guerra de palavras com as
casas reais de Europa numa tentativa de criar um império cristão unificado.
Em 1095, os ferozes turcos de Seljuk, guerreiros nômades recentemente
convertidos ao Islão, tinham avançado a Leste e tinham estabelecido a sua
própria capital a uma distância de 100 milhas de Byzantium (conhecida como
Constantinopla, hoje Istambul), a capital do império romano oriental cristão.
Instalado o pânico, o Imperador Alexius de Byzantium emitiu uma mensagem
ao papa Urbano II, pedindo-lhe ajuda.
Urbano compartilhava o sonho do predecessor de um reino cristão que se
estenderia da costa atlântica até à ocidental Terra Santa, unificado sob a batuta
papal. O apelo de Alexius para a ajuda serviu perfeitamente as suas
finalidades. Urbano, entretanto, não estava satisfeito com a idéia de
unicamente defender Byzantium. Não, este ambicioso papa queria libertar a
própria Cidade Santa de Jerusalém, que fora ocupada pelos muçulmanos desde
meados do século VII. Aqui estava uma oportunidade de demonstrar o seu
poder aos reinos da Europa. Uma oportunidade única de autopromover o seu
nome.
Numa extraordinária excursão de diplomacia,
Urbano visitou inicialmente o sul e ao oeste da
França, espalhando a notícia de um grande
convênio a ser realizado em Clermont, uma cidade
no centro-sul da França. Assitiram à reunião
centenas de personalidades. No dia final, Urbano levantou-se para fazer um
discurso. Traçando um retrato terrível da crueldade dos turcos, apelou para
que todos os cristãos se esquecessem das suas discussões com o companheiro
cristão, e que respondessem à apaixonada chamada para uma grande Cruzada
para libertar Jerusalém.
O apelo foi rapidamente remetido através da Europa pela rede da igreja.
Desta maneira, o papa contornou os monarcas dos países europeus e apelou
diretamente aos nobres, e aos seus súditos. Àqueles que viam a guerra como
um ato anticristão, Urbano explicou que as palavras da Bíblia tinham sido mal
interpretadas. Embora o sexto mandamento indique claramente, não matarás,
agora era somente um pecado matar cristãos. Matar muçulmanos era
perfeitamente aceitável. Além disso, Urbano prometia que qualquer um que
morresse na batalha estaria perdoado de todos os seus pecados nesta vida e na
seguinte seria garantido um bilhete para o céu. Mas advertiu também que
quem desertasse seria excomungado pela sua covardia.
Dentre os cavaleiros de guerra da Europa, muitos dos quais não estavam
particularmente bem financeiramente, a oportunidade de pilhar as cidades
ricas do leste era irresistível. E com a benção de Deus! De todos os cantos,
cavaleiros e camponeses — freqüentemente com as famílias inteiras a reboque
— marchavam através da Europa com destino a Byzantium. A primeira
Cruzada estava em marcha.
Os livros escolares pintavam um retrato romântico da primeira Cruzada:
cavaleiros nas suas lindas armaduras lutavam contra os árabes infiéis em nome
de Deus. Na realidade, nada podia estar mais longe da realidade.
O mundo árabe era relativamente calmo e civilizado naquela época. A
um cavalheiro árabe esperava-se que fosse um poeta e um filósofo assim como
um guerreiro. Tinham calculado corretamente a distância da terra à lua. E um
árabe tinha sugerido mesmo que se fosse possível dividir o átomo, libertaria
suficiente energia para destruir uma cidade do tamanho de Bagdad. Além
disso, a própria Jerusalém era uma cidade multicultural. Os judeus, os 6
muçulmanos e os cristãos viviam harmoniosamente. Era permitido aos cristãos
em peregrinações a Jerusalém atravessar os lugares santos.
Em contraste, o bando de europeus bárbaros que atingiam o Oriente
Médio eram um monte de selvagens em fúria. Queimava-se, pilhava-se,
violava-se e destruia-se à sua maneira através da Europa e dos Balcãs. Quem
chegou primeiramente em Byzantium, em resposta à chamada de Alexius para
a ajuda, foi um conjunto de 15000 vagabundos, conduzido por um monge
carismático chamado Pedro, o Eremita.
O imperador ficou horrorizado. Esperava talvez uma ou duas centenas de
cavaleiros armados do papa. Certamente não iria deixar entrar Pedro e os seus
desordeiros bárbaros na sua cidade. Foram seguidos por milhares de francos e
de povos germânicos, incluindo cavaleiros e seus seguidores. Alexius enviou-
os a todos desordeiramente através do Bósfarus na Turquia. Estava feliz por
vê-los pelas costas.
Quando os Cruzados chegaram à Turquia do norte, o massacre começou.
A cidade de Lycea foi capturada e loteada. Os relatórios diziam que bebês
tinham sido retalhados. Os idosos eram sujeitos a todos os tipos de tortura.
Infelizmente, a maioria dos habitantes de Lycea eram
realmente Cristãos.
Os distúrbios continuaram para Sul até à Terra Santa.
Após os confrontos com os Turcos os Cruzados
regressavam ao campo de batalha com cabeças de
muçulmanos enfiadas nas lanças. Numa ocasião fizeram
prisioneiros de guerra transportar as cabeças dos seus
próprios colegas. Cinquenta milhas ao sul de Antioch, quando capturaram a
cidade Marrat, os cruzados deram-se inclusive ao canibalismo. Como Radulph
de Caen, observou. "As nossas tropas cozinham pagãos adultos na panela.
Enfiam as crianças no espeto e devoram-nas grelhadas". Estes não foram os
agentes de Deus. Foram tão somente um bando de carniceiros sanguinários.
Finalmente, em junho de 1099, eles chegam a Jerusalém, que foi sitiada e
capturada em julho. Os primeiros a porem os pés nas muralhas da Cidade
Santa foram dois irmãos flamengos. Por essa proeza tornaram-se heróis
legendários. Os Cruzados inflingiram medonha carnificina aos indefesos
habitantes, massacrando judeus e muçulmanos em seus locais de culto. Conta-
se que o sangue cobria as pernas dos cavaleiros. Os Cruzados julgaram ter
alcançado um enorme sucesso. A Cidade Santa tinha sido recapturada aos
infiéis.

Bookmark e Compartilhe

No related posts.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário