POR DANIEL BELVEDERE
ASSOCIAÇÃO MINISTERIAL
DIVISÃO SUL-AMERICANA 1981
PREFÁCIO
O presente trabalho consta de 64 esboços de conferências para serem utilizadas em uma série de nove semanas. O mesmo permite expor as doutrinas básicas e concluir com três cerimônias batismais. O material a seguir é o mesmo que o autor costuma utilizar em suas campanhas. Parte dele foi publicado em três manuais de Evangelismo de Semana Santa, outro pouco no Manual para Evangelismo no dia de Finados.
Algum tema corresponde ao que foi publicado no manual Decisão. Há também algumas coisas que anos atrás foram facilitadas pelo autor ao Pastor J. C. Sicalo, que nesse momento compartilhou com os obreiros em forma de um manual. Assim todos estes temas formam parte de dois volumes com temas de evangelismo publicados para a União Austral. Alguns deles foram corrigidos para a presente edição. Há títulos e idéias tomadas do Pastor Cleveland, do Pastor Salin Japas, do Pastor C. E. Aeschlimann, etc.
Em todos os casos quando o esboço pertence a outro autor, aparece o nome do mesmo. No restante, corresponde ao autor do presente trabalho. Em alguns casos a idéia original pertence a outro obreiro, mas foi re-elaborada pelo autor. Não se incluem comentários, nesse manual, de diapositivos, tendo em conta a disparidade de materiais que os obreiros possuem. Com a esperança de que este modesto material seja uma ferramenta a mais que lhe permita levar muitas almas ao Senhor durante o tempo de graça que nos resta.
Seu irmão em Cristo,
Daniel Belvedere
Secretário Ministerial e Evangelista
Divisão Sul-Americana
ÍNDICE
1. Como ser feliz em um mundo angustiado . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2. O segredo da felicidade conjugal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3. A juventude e o segredo do êxito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
4. Segredos para vencer as preocupações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
5. O horóscopo e as profecias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
6. O que fazer para que o orçamento familiar seja suficiente . . . . . 69
7. A saúde mental e seus complexos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
8. Seis palavras que mudaram a história do mundo . . . . . . . . . . . . 90
9. A educação dos filhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101
10. O grave problema da delinqüência juvenil . . . . . . . . . . . . . . . . . 119
11. Será invadida a terra por seres extraterrenos? . . . . . . . . . . . . . . 127
12. Por que você está doente? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134
13. O homem que escreveu sua própria biografia antes de nascer . . . . . 152
14. Como obter forças para enfrentar os problemas . . . . . . . . . . . . 160
15. Um guia seguro para a vida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 165
16. O noivado e o amor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 172
17. Por que sofrem os inocentes? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 184
18. O grave problema do alcoolismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
19. O que foi que quebrantou o sagrado coração de Jesus? . . . . . . 204
20. Como libertar-nos do sentimento de culpa . . . . . . . . . . . . . . . . 210
21. A luta pelo pão e a nova moral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 216
22. 10 - 1 = 0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 220
23. A preparação para a última noite da terra . . . . . . . . . . . . . . . . . 227
24. Sangue, balas e terremoto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 233
25. As férias do diabo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 238
26. Quando o dinheiro for atirado nas ruas sem que ninguém o
recolha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 243
27. Deus reclama seu direito de Autor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 248
28. O homem a quem Deus quis matar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 254
29. O dia quando Deus fez uma festa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 260
30. O sexo e as moças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 268
31. A pergunta que Deus, o Todo-Poderoso, não pode responder . . . 273
32. O Pai não a fez, o Filho não quis fazê-la, os Apóstolos
não puderam, quem a fez? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 277
33. Os 7 selos do Apocalipse . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 280
34. O sexto selo e o tempo do fim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 285
35. Será destruída a terra por uma guerra atômica? . . . . . . . . . . . . 294
36. O selo de Deus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 303
37. O cigarro e a saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 308
38. O homem a quem Deus esqueceu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 317
39. Quatro coisas que Deus não pode fazer . . . . . . . . . . . . . . . . . . 324
40. Transplantes cardíacos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330
41. O homem que nasceu quatro vezes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 339
42. Setenta semanas de profecias nos rolos do Mar Morto . . . . . . . 345
43. O que acontece quando uma pessoa morre? . . . . . . . . . . . . . . . 352
44. Os adivinhos conhecem o futuro? De onde obtêm sua
informação? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 355
45. O sentimento produtor de paz interior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 362
46. Três formas de postergar seus funerais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 369
47. Pedro, a pedra e a igreja . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 379
48. Cento e oitenta milhões por uma pérola . . . . . . . . . . . . . . . . . . 385
49. Vitaminas para a alma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 393
50. Como identificar a igreja verdadeira . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 399
51. As casas mal-assombradas e os fantasmas . . . . . . . . . . . . . . . . 409
52. O homem que nasceu com cabelos brancos . . . . . . . . . . . . . . . 415
53. A última ceia de aves da Terra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 420
54. A porta santa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 423
55. O cristão "pintainho de pato" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 429
56. Há esperança para nossos mortos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 435
57. Lagartas voadoras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 438
58. A cama pequena e o cobertor curto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 445
59. A ponte quebrada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 454
60. A doçura das amarguras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 458
61. O melhor amigo do diabo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 464
62. Um amor escrito com sangue . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 471
63. Receita para ter uma boa saúde espiritual . . . . . . . . . . . . . . . . . 475
64. Esquema sugestivo para as conferências . . . . . . . . . . . . . . . . . . 480
COMO SER FELIZ EM UM MUNDO ANGUSTIADO
INTRODUÇÃO:
1. A razão de ser do tema: Todos querem ser felizes.
a) Aquele que trabalha honrosamente.
b) Aquele que rouba.
(1) Sem dar-se conta que assim não o conseguirá nunca.
c) Aquele que se casa.
d) Aquele que decide ficar solteiro.
e) O que é generoso.
f) E o avarento.
2. Quando somos sinceros, reconhecemos que poucos o são, e talvez seja porque não distinguem entre os amigos e inimigos da felicidade.
3. Um indício que sugeriria que não temos ido bem nesta época na arte de ser felizes, pudesse ser o fato de que muitos tomam a palavra felicidade como utópica; como demasiado mística. Mas, permitam-me dizer-lhes que tenho várias coisas que lhes farão muito bem e os ajudarão a incrementar a felicidade alcançada, ou mesmo a recuperar a perdida. E comparti-las-ei com vocês hoje.
4. Como desenvolverei o tema:
a) Serei prático.
(1) Mostrarei "retalhos da vida diária";
(2) Fatos reais ocorridos com pessoas tão humanas como cada um de nós.
b) Procurarei mostrar os dois lados da moeda.
(1) Que coisas destroem a felicidade.
(2) Como ser felizes...
I. UM CONCEITO QUE DEVERIA SER CORRIGIDO
1. Muitos, além dos que imaginamos, crêem que felicidade e prazer são sinônimos. Porém, creio não equivocar-me ao sugerir que FELICIDADE # PRAZER (Felicidade não é igual a prazer).
a) É verdade que a felicidade é fonte de prazer, mas nem todos os prazeres produzem felicidade.
b) Pelo contrário: Há prazeres que estropiam a felicidade.
Por exemplo:
(1) O que busca o prazer do álcool e este hábito destrói o lar; o que sob o efeito de um "excesso de prazer" alcoólico sofre um choque automobilístico e fica inválido; ou sob esse mesmo "excesso de prazer" fica agressivo, mata alguém e termina no cárcere.
(2) Outro exemplo: O que busca a felicidade numa relação sexual ilícita e enfrenta problemas de uma enfermidade venérea; inclusive, se não for curada a tempo, vê nascer filhos defeituosos por dois minutos de prazer...
2. Como poderíamos definir a felicidade.
a) Por outro lado, não creia que prazer e felicidade sejam antagônicos. Parece-me que os prazeres sadios, emoldurados nas leis da vida, produzem felicidade.
(1) Daí, a importância de conhecer e estudar as leis que regem as diversas áreas da vida.
(2) Creio que estaremos de acordo em que o ser humano tem, pelo menos, três áreas básicas que constituem algo assim como um triângulo eqüilátero:
(3) De modo que os prazeres de qualquer uma das três áreas básicas, os quais não vulnerem as leis que regem quaisquer uma das outras áreas, bem podem ser fatores de felicidade.
(4) Quando os prazeres quebram a harmonia, mesmo que seja interna de alguma das áreas, como de alguma das outras duas, estaríamos diante de um prazer que não gera felicidade desde o momento em que quebraria a harmonia interna, necessária do indivíduo.
3. Uma definição: A Felicidade é uma atitude do espírito profundamente enraizada na carne. Não depende tanto do material como da atitude que adotamos e a valorização que tenhamos das coisas, dos fatos e das idéias.
II. HÁBITOS PSICOLÓGICOS QUE VULNERAM ALGUMA DAS ÁREAS DO SER, OS QUAIS ROUBAM A FELICIDADE
1. O pessimismo.
a) "A maior parte das pessoas são infelizes por haver contraído, pouco a pouco, o hábito de queixar-se de frivolidades e de ver tudo sombrio." (Orison Sweet Marden, La Dicha de Viver, p. 149.)
b) Jonathan Swift, autor de As Viagens de Gulliver, era o mais devastador dos pessimistas da literatura inglesa. Lamentava tanto por haver nascido que se vestia de luto quando fazia aniversário. Contudo reconhecia que: "Os melhores médicos do mundo são o Dr. Dieta, o Dr. Quietude e a Dra. Alegria" - (D. Carnegie, Como Vencer las Preocupaciones, p. 131).
c) O pessimista vê tudo negro, não porque as coisas sejam realmente assim, mas porque não quer tirar as lentes mentais negras, nem de dia nem de noite.
d) Conta-se que a princípio deste século, quando a locomotiva era algo ainda completamente novo, certo homem que assistia à inauguração de um comboio que ligaria o lugar onde ele vivia com o restante do país, depois de observar atentamente a locomotiva disse em alta voz: "Isto não pode andar, não andará nunca... nunca." Mas, chegou o momento da partida e em meio dos aplausos da multidão, o maquinista deu o sinal e a locomotiva, que se sacudiu até o último parafuso se pôs finalmente em movimento, aumentando pouco a pouco sua velocidade. Então, aquele homem começou a dizer: "Isto não poderá parar, não parará nunca... nunca..."
e) Disse alguém que se pode medir o otimista e o pessimista diante de uma meia garrafa de qualquer bebida. O otimista disse: "Que bom! Ainda fica meia garrafa." Em troca o pessimista comenta tristemente: "Que desgraça! Falta meia garrafa!"
- A santa Bíblia, que sabe muito sobre felicidade, nos ensina. I Tessalonicenses 5:16, 18.
(1) Alguns querem ser felizes, mas não querem mudar esses hábitos pessimistas.
(2) São tão pessimistas que sentem que se deixarem de ser pessimistas deixam de ser eles mesmos.
(3) E então clamam: Felicidade, onde Estás?
a) Um bom remédio para curar o pessimismo é o que o Dr. Crane sugere: "Praticai a felicidade! Pela prática da felicidade quero dizer a educação de nossa mente para que pense como o determina a vontade, o desenvolvimento da capacidade de controlar nossos sentimentos pelo domínio de nossos pensamentos..." (Dr. Crane, citado por Fayard em A Chave da Felicidade e a Saúde Mental)
2. A Inveja
a) Alguém dizia:
Minha jovem cunhada, mãe de quatro rebentos, contava-me de uma vizinha que tem oito filhos.
- Causa-me admiração! A casa está sempre limpa como uma taça de prata. Como cozinheira, é excelente. Costura a sua própria roupa. Suas crianças são corteses e de bom comportamento. Toma parte nas atividades de limpeza pública. Ajuda a cuidar de um grupo de Escoteiros e é diretora de uma seção dos "Boy Scouts". Além disso, é bonita e tem muita personalidade. Não a posso agüentar!
a) O invejoso não é feliz. Não pode sê-lo. Sua vida gira, não em torno do que tem, mas do que têm os demais.
3. A ira, o rancor, o ressentimento
a) "Não aqueças tanto o forno de ódio que queimes a ti mesmo." (Shakespeare)
b) Às vezes, em um arrebatamento de ódio, podemos produzir situações que se prolongarão por toda a vida.
c) Gosto dos versos do poeta mexicano do século passado, E. González Martínez, porque nos levam a uma sadia reflexão:
De minha mão inconsciente caíram
duas ou três minúsculas sementes de ódio.
Germinaram, cresceram ... São árvores
de copas sinistras e agressivos troncos.
Para derribá-los, passarei a vida
o machado na mão e o pranto nos olhos...
E pensar que os grãos caíram
sem saber nem quando, nem como!
(O Semeador, por E. González Martínez).
d) Não está demais meditar nisto, pois todo observador sereno sabe que o ódio, o rancor, os desejos de vingança, são sentimentos ardentes os quais queimam mais a quem odeia, que ao odiado.
III. HÁBITOS FÍSICOS QUE NÃO CONTRIBUEM EM FORMA ESTÁVEL À FELICIDADE.
1. Os vícios.
a) ILUSTRAÇÃO: Um trabalhador dado à bebida
- Contou a sua esposa, certa manhã, um sonho que havia tido.
- Sonhei que quatro ratas me cercaram. A primeira era muito gorda, as outras duas muito magras, e a quarta era cega. A mulher, que era supersticiosa, teve medo e não sabia como interpretar o sonho. Mas o filho, um rapazote que não tinha superstição e sim muito vivo, serviu de Daniel, interpretando o sonho desta maneira:
- A rata gorda é a cantina da esquina, que devora tudo o que o senhor ganha; as duas magras são minha mãe e eu, que não temos o que comer; (e começando a correr para evitar o castigo prosseguiu:) - e a rata cega é o senhor, que não se apercebe da loucura que está cometendo.
2. Alguns perguntam a si mesmos:
a) Que farei para mudar? e concluem que:
(1) "Não se pode!"
(2) "Eu não posso"
Isso é ser pessimista.
3. Eu pergunto honestamente: Pode-se mudar?
a) Segundo William James: A maioria das pessoas só estão 5% vivas.
ILUSTRAÇÃO: Um homem vivia nas imediações de um cemitério. Para chegar do trabalho em casa, devia caminhar umas quantas quadras e dar a volta em quase a metade do muro.
Uma manhã pensou na perspectiva de cruzar diretamente pelo meio do cemitério. Não obstante, a idéia de cruzá-lo, de manhã, e depois quando estava anoitecendo, não lhe era totalmente satisfatória. Um dia decidiu-se. Cruzou em meio das tumbas e canteiros e chegou plenamente descansado e feliz do outro lado. Esse caminho tornou-se para ele uma alegre rotina. Uma tarde as ocupações o retiveram mais que de costume e quando chegou em frente do cemitério já era noite, porém ele conhecia bem o caminho, assim que, assobiando tranqüilamente uma toada, começou a cruzá-lo. Não havia chegado à metade, quando imprevistamente caiu em uma cova aberta, na qual poriam no dia seguinte um caixão. Apressadamente, começou a apalpar as paredes da cova, mas não encontrava forma de trepar e sair. Finalmente resignou-se a esperar com paciência o raiar do dia. Não havia passado muito tempo quando ouviu passos próximo de si, e poucos momentos depois um segundo transeunte caía na mesma armadilha. Produziu-se um silêncio sepulcral. Depois de repor-se da emoção, o segundo cavalheiro começou a apalpar as paredes da cova. Nesse momento sentiu-se tropeçar em alguma coisa e ouviu uma voz que lhe dizia: "Você nunca sairá daqui." Não se sabe como, mas em poucos segundos o homem não só havia saído da cova, mas também transposto os portais do cemitério.
b) São Paulo defendia a tese de que é possível. Embora lhe agregasse a outra dimensão ou área da vida. Filipenses 6:13.
IV. PROBLEMAS DA ÁREA ESPIRITUAL QUE ANULAM A FELICIDADE.
1. Uma consciência culpada.
a) Querem ser felizes (e têm direito de sê-lo).
b) Crêem que violando as leis morais estabelecidas pelo Criador (ou seja, vivendo no pecado) desfrutarão mais da vida.
c) Então ficam as pegadas...
2. Um caso comovente é o do filósofo francês Rousseau (1712-1778). Quando era jovem viveu na cidade de Turin, na casa de uma mulher de Verecelli. Em suas confissões escreveu: "Desta casa levo comigo um terrível sentimento de culpa que depois de 40 anos ainda permanece indelével em minha consciência, e quanto mais velho fico, mais pesada é a carga de minha alma." Ele havia roubado um objeto de valor da dona da casa. Posteriormente, quando foi descoberta a falta, lançou a culpa sobre uma servente da casa, que como resultado perdeu u emprego e a reputação. Rousseau continua: "Acusei-a de ladra, lançando assim, sobre o nome de uma jovem honesta, a miséria e a ruína. Disse-me ela então: 'Você lançou a desgraça sobre mim, mas não desejo estar em seu lugar'. Esta freqüente recordação me produz noites de insônia, como se houvesse ocorrido agora o incidente. É certo que algumas vezes minha consciência esteve adormecida, mas agora ela me atormenta como nunca antes. Esta carga é agora mais pesada sobre meu coração; sua recordação não morre. Tenho que fazer uma confissão."
3. Naturalmente, Deus quer ajudar-nos e o problema tem solução.
a) Porém, até que não compreendamos o valor dessa área da vida não poderemos encaminhar-nos pela senda das soluções.
b) Como seres pensantes, seres moralmente livres que somos, não rode haver soluções profundas sem:
(1) Nossa captação do problema.
(2) Aceitação das soluções.
(3) Prática ou vivência das mesmas.
4. E não se esqueça disto: em nosso idioma, "FELICIDADE" começa com FÉ, e na prática, a fé costuma ser o primeiro passo para a felicidade.
CONCLUSÃO:
1. O ser humano é uma unidade que tem ao menos três áreas:
2. A Felicidade é uma atitude do espírito, profundamente enraizada na carne, que não depende tanto do que se tem como da valorização das coisas, dos fatos e das pessoas.
3. Os hábitos que quebram essa unidade não ajudam a alicerçar a felicidade real.
a) Hábitos físicos
b) Hábitos mentais
c) Hábitos espirituais
4. Os que aprenderam a estudar as leis que regem cada uma dessas áreas e vivem dentro delas, são contados entre as pessoas mais felizes.
5. Que nos propomos fazer?
a) Desenvolver este ciclo inspirado no slogan "VIVER com saúde, amor e paz".
b) Por meio destes programas analisar de um modo ameno as leis que governam cada uma dessas áreas.
c) Com sentido prático, apresentar idéias concretas que nos permitam viver dentro delas e assim ser felizes.
6. Como primeira contribuição, aqui vai uma fórmula para ser feliz:
a) E.D.V.M.
b) Esqueça-se de você mesmo, é o significado.
c) Veja quão bem o disse, em versos, Gabriela Mistral:
"O Prazer de Servir"
Toda a natureza é um anelo de serviço.
Serve a nuvem, serve o ar, serve o sulco.
Onde houver uma árvore para plantar, planta-a tu;
Onde houver um erro que corrigir, corrige-o tu;
Onde houver um esforço de que todos esquivam, aceita-o tu.
Sê aquele que afastou a embaraçosa pedra do caminho, sê o que afastou o ódio dentre os corações e as dificuldades do problema. Existe a alegria de ser sadio e a de ser justo; porém há, sobretudo, a beleza, a imensa alegria de servir.
Que triste seria o mundo se tudo o que existe nele estivesse feito, se não houvesse uma roseira para plantar, um empreendimento em que investir!
Que não te chamem somente os trabalhos fáceis.
É tão bom fazer o que outros recusam!
Porém não caias no erro de que só se fazem méritos com os grandes trabalhos; há pequenos serviços que são bons serviços: adornar uma mesa, ordenar livros, pentear uma criança.
Aquele é o que critica, este é o que destrói, sê tu o que serve. O servir não é tarefa de seres inferiores.
Deus que dá o fruto e a luz, serve. Poderia chamá-Lo assim: O que serve.
Ele tem Seus olhos fixos em nossas mãos e pergunta-nos cada dia: Servistes hoje? A quem? À árvore? A teu amigo? À tua mãe?
O SEGREDO DA FELICIDADE CONJUGAL
INTRODUÇÃO
1. O lar é o ambiente natural e mais propício para que floresça e frutifique a alegria.
a) Não podemos ser felizes sozinhos.
b) Se considerarmos que psicologicamente temos a necessidade de amar e sermos amados, compreenderemos facilmente que uma das formas mais sábias de assegurar o prazer individual é formando lares sólidos que provejam o ambiente adequado para o desenvolvimento da alegria.
2. Contudo, por paradoxal que pareça, não é fácil alcançar a felicidade familiar.
a) A Academia de Ciências Morais e Políticas de Paris estudou o caso de 96.834 casamentos e assinala que somente 17 eram felizes.
b) Qual é a causa de tantos fracassos? Evidentemente não se trata de uma razão mas de muitas, algumas das quais comentaremos,
3. Há os que pensam que a cultura pode garantir a felicidade doméstica.
a) Particularmente sinto um profundo respeito pelas ciências, mas devo dizer que o termômetro da felicidade familiar nem sempre concorda com o da cultura, nem com o da capacidade intelectual.
b) Quando penetramos na intimidade dos grandes homens de todas as épocas, surpreendem-nos pela vida do lar pouco satisfatória que teve uma porcentagem tão alta deles.
c) Sócrates orientou uma corrente de pensamento que chega até nossos dias, mas não pôde orientar satisfatoriamente as relações em seu lar, onde eram muitos os momentos ingratos. Conta-se que em uma ocasião Jantipa, sua esposa, começou a repreendê-lo furiosamente. Era cedo. Como as coisas não melhoravam e Sócrates chegou a cansar-se, saiu de casa. A mulher, fervendo de ódio, arremessou da janela uma bacia de água na cabeça. Sócrates parou, olhou para cima e assim como estava, molhado até os ossos disse:
- Eu já estava prevendo. Depois da trovoada costuma chover.
Lincoln, no tempo em que era advogado, realizava longas viagens recusando voltar ao seu lar quando outros colegas o faziam, pelas amarguras de sua vida conjugal.
E esses problemas continuaram até sua morte.
d) Leon Tolstoi, pensador e novelista russo de grande talento, contraiu matrimônio e teve 13 filhos. Mas não foi feliz em seu lar. Seu diário íntimo reflete a angustiosa tragédia de seu casamento. E assim os exemplos poderiam preencher muitas páginas, mas não seguiremos com eles para dar lugar à enunciação de problemas específicos que deveríamos evitar e princípios que faríamos bem em seguir.
I. A IMATURIDADE CONSPIRA CONTRA A FELICIDADE CONJUGAL
1. Muitos lares fracassam porque aqueles que contraem matrimônio chegam a este ponto sem ter plena consciência do que estão fazendo.
a) Perdem de vista a solenidade dessa união e entram para as bodas nupciais com leviandade.
b) Crêem que o matrimônio é uma espécie de contrato no qual cada uma das partes arrisca o mesmo, e que poderão dissolver diante das desavenças. É correto pensar deste modo?
(1) Não.
(2) O lar não deveria ser estabelecido sobre as bases de um contrato que pode ser dissolvido, mas sabre promessas de valor perpétuo, mesmo diante das dificuldades que poderão surgir.
(3) Mas não é suficiente que concebamos o matrimônio como um contrato para toda a vida. Quando Deus o estabeleceu propôs muito mais que fazer que um homem e uma mulher vivessem juntos para sempre. O Criador quis prover o ambiente de paz e amor onde nascessem e crescessem os filhos. Quis oferecer-nos a oportunidade de dar e receber amor, produzindo assim a maturidade da personalidade.
2. Há pouco tempo atrás, os diários de Buenos Aires publicaram a notícia de uma jovem de 20 anos de idade que castigou sua mãe e a queimou com água fervendo porque esta não lhe permitiu açoitar a seu filhinho. Esta reação colérica fala de um caráter imaturo não capacitado para ser a cabeça de um lar que, contudo, se formou.
3. Ao falar de imaturidade não nos referimos necessariamente a pessoas jovens.
a) Nesse mesmo dia li a notícia de um casal de maior de idade que não soube encontrar uma saída pacífica para suas desavenças. O esposo tomou um pau, sua mulher o imitou e se lançaram um contra o outro em um encarniçado duelo. A esposa ganhou a partida, embora ficasse com várias costelas quebradas e muitas outras lesões. Ambos estão detidos, e quando o esposo sair do hospital - indicava a nota do jornal - passarão à disposição do juiz para prestar conta de seus atos.
b) Um caso extremo! exclamaram muitos. Admito que é assim.
c) Contudo a mesma imaturidade - embora se manifeste com menor ferocidade - está asfixiando a muitos casamentos da atualidade. Se não, pensemos nos gritos encolerizados, estridentes, inoportunos, bruscas represálias que não guardam relação com a magnitude dos fatos, etc.
4. Ao fazer uma análise dos motivos que levam os casais a discutir, teremos que reconhecer que no fundo da maioria das disputas há criancice.
a) Tieche, em seu livro El Arte de Vivir, narra o caso de Felipe e Catalina. Um noite estavam em sua salinha e viram cruzar um rato. Ambos perguntaram-se de onde pôde sair.
– Entrou por aqui, disse Felipe.
– Não, foi por este lado - replicou Catalina.
– Te disse que veio desta direção!
– Não, eu o vi chegar de lá!
A disputa se agravava rapidamente até o ponto de o serão terminar em uma atmosfera carregada de eletricidade, e ambos esposos não se dirigem a palavra por vários dias. Felizmente a cena se produziu poucos dias antes do ano novo, e como é o momento dos novos começos, é necessário arrumar as coisas. Felipe rompe o silêncio e diz:
– Vamos, Catalina! Não devemos passar assim o dia de ano novo. Façamos as pazes, está bem?
– Como não, Felipe!
Confundem-se em um comovedor abraço, e enquanto Catalina seca as lágrimas por cima do ombro de Felipe, acrescenta:
– Mas recorda que o rato veio deste lado, sabes?
– Oh, não! Te asseguro que foi por este outro lado.
E a disputa se renova.
b) Os dois esposos brigam por uma insignificância. Como não têm suficiente maturidade em suas personalidades, deixam-se levar pelo amor próprio e negam-se a ceder. Não é pois estranho que seja incômodo viver nessa casa, e talvez se torne impossível com o tempo.
c) Joseph Sabath, magistrado de Chicago, depois de atuar como árbitro em mais de 40.000 casamentos desgraçados, declarou: "No fundo da maior parte da infelicidade matrimonial, há trivialidades."
(1) Sem dúvida, este homem estava autorizado a dizer essas palavras, pois tinha material em abundância diante de si para emitir juízo.
(2) Muitos outros, com experiência semelhante, mencionam-nos que aqueles que recorrem ao divórcio para solucionar suas diferenças conjugais e depois concretizar outra união, não são felizes. A mesma imaturidade que os levou a ser incapazes de estabilizar o primeiro casamento leva ao precipício a segunda tentativa.
d) Sem dúvida, expressa muita sabedoria aquele provérbio espanhol que diz: "No casamento é preferível a pior tormenta ao naufrágio."
II. O PRIMEIRO PASSO DA SOLUÇÃO: CRESCER EMOCIONALMENTE
- Pois bem - dirá alguém - que devo fazer agora para solucionar as dificuldades com meu esposo?
1. O essencial, no caso de disputa, é dar prova de boa vontade e ter um ânimo perdoador.
2. Até me animaria a dizer que nos convêm imitar o que acontece no Dahomey em ocasiões semelhantes. Os esposos aborrecidos sentam-se nos extremos da choça. Depois de um momento um deles - as más línguas dizem que é o esposo - levanta-se e passeia de um lado para outro repetindo:
– Sou um imbecil, sou um imbecil!
Ambos se reúnem no centro da choça e repetem em diversas ocasiões:
- Somos uns imbecis!
a) Uma vez de acordo quanto ao primeiro ponto é fácil entender a respeito dos demais, e a disputa cessa.
b) Você e eu não vivemos no Dahomey e sem dúvida não somos o que eles dizem ser. Mas, às vezes, quando penso em todas as coisas belas da vida de lares que destruímos, pergunto-me se os que nos contemplam não estarão pensando que não parecemos um pouco.
3. Antes de tomar decisões trágicas e definitivas valeria a pena que provássemos como seria colocar-nos em lugar de nossa esposa, reconhecer nossos defeitos e estar dispostos a perdoar. Com toda segurança que o resultado será visto na solução do que nos havia parecido um beco sem saída.
4. Devemos crescer emocionalmente para evitar uma das razões freqüentes pelas quais surgem dificuldades que é a perda gradual do respeito mútuo entre os casais que, como resultado lógico, culmina na falta de respeito entre pais e filhos.
a) A melhor maneira de não cair nesta situação é evitar a primeira briga.
b) Uma vez que esta se produziu, as seguintes terão lugar com mais facilidade, pois já existe certo grau de desvalorização da instituição matrimonial como do companheiro.
5. Evidentemente nem todos os leitores serão recém-casados, muitos estarão procurando uma solução feliz para uma vida conjugal plena de amargas dificuldades. Os tais terão que colocar muita boa vontade de sua parte e exercer muita renúncia.
6. Conheci o Dr. Santiago A. Chichizola por motivo de uma série de conferências que ministrei em Flores, Buenos Aires. Este proeminente médico que foi por mais de 20 anos diretor do Hospital Alvarez de Buenos Aires narrou-me um incidente que ilustra nitidamente o que queremos dizer.
7. Uma senhora humilde entrevistou uma curandeira para pedir-lhe que realizasse algum mal ou encanto para dominar a seu esposo, que acostumava beber e castigá-la brutalmente. Depois de dar toda sua informação, a atribulada mulher viu que em meio de uma espécie ritual misteriosa a curandeira enchia um frasco escuro de certo líquido e lhe dizia:
- Este frasco contém água milagrosa. A próxima vez que seu marido vier com ameaças e injustiças, você terá que encher a boca de água milagrosa e mantê-la ali todo o tempo que puder. Não a tome nem a jogue fora. Quanto mais tempo a conservar na boca, maior poder terá sobre ele. Logo verá como o dominará completamente.
Logo depois ao regressar para sua casa pôde colocar à prova a receita. O esposo abriu a porta visivelmente alterada e com voz áspera começou a recriminar, a ameaçar, enquanto erguia seus punhos cerrados, a proferir fortes insultos. Diante desse quadro a infeliz esposa tirou dentre suas roupas o frasco e encheu sua boca com a "água milagrosa". O marido continuou com suas injustiças e insolências. Ela manteve a "água milagrosa" na boca durante vários minutos, e finalmente viu que as palavras foram cada vez mais serenas e entre palavras entrecortadas apareceram as primeiras desculpas. Depois de um silêncio longo e finalmente chegou a calma. Então, desocupou a boca da "água milagrosa" que lhe deu tão surpreendente resultado, pois cada vez que quis responder - e os impulsos eram de utilizar o mesmo tom que seu esposo - encontrou que não podia fazê-lo sem tragar ou lançar fora a água. E como "quando um não quer, dois não brigam"...
a) Contei esta história quando em certa oportunidade dissertava sobre a felicidade no lar. Sugeri aos assistentes que aplicassem a moral. Em meio do auditório, sorridentes, escutavam meus pais, os quais levavam quase meio século de casados. Dias depois os visitei e enquanto abraçava o papal, perguntei-lhe como marchavam as coisas.
- E já verás, filho - respondeu - com o frasquinho no bolso.
b) Eu não sou curandeiro e não creio nisso. Mas se me ocorre que alguns de nós deveríamos pensar na possibilidade de aplicar de alguma maneira esta receita, não é verdade?
7. Omito voluntariamente neste capítulo as conseqüências que produz nos filhos a ruptura do vínculo matrimonial, pois será tratado ao falar da delinqüência juvenil. Contudo, será bom dizer claramente que o homem ou a mulher que procuram solucionar suas diferenças conjugais por vias do divórcio devem pensar antes que têm uma responsabilidade contraída com os filhos: Diante deles, da sociedade e diante do Criador. Se nas decisões não estão incluídos os interesses reais dos filhos estaríamos frente a um ato egoísta que não trará alívio e menos ainda felicidade. Onde quer que procurássemos formar um novo lar, a sombra desses pequenos nos perseguirá.
III. O AMOR QUE DÁ CRESCIMENTO EMOCIONAL, CRIA A FELICIDADE CONJUGAL
1. Hamilton enumera o que considera são elementos necessários para um lar feliz. Expressa-o assim: "Seis requisitos são necessários para um lar feliz. A integridade deve ser o arquiteto e o asco o tapeceiro. Deve ser amornado pelo afeto, iluminado pela alegria e a laboriosidade deve ser o ventilador que renova a atmosfera e traz nova saúde; tanto que, sobretudo, como pavilhão protetor e de glória, nada será suficiente exceto a bênção de Deus.
2. É provável que alguém pergunte a si mesmo: Por que incluímos Deus ao falar do casamento? A resposta é clara: parque a experiência demonstra que assim deve ser.
a) Costuma-se dizer que para o matrimônio necessitam-se de dois seres: um homem e uma mulher. Tornou-me muito sábia a declaração do monsenhor Tihamer Toth: "Na realidade necessitam-se de três: um homem, uma mulher... e Deus."
b) Nos Estados Unidos, onde de cada três enlaces produz-se um divórcio, comprovou-se que dentre as famílias que assistem assiduamente aos cultos religiosos só se divorciam um de cada cinqüenta casamentos. Ou seja, apenas dois por cento. Essa é a diferença que existe entre o lar onde se praticam os princípios cristãos e o que os esquece.
3. Finalmente quero dizer que para que a alegria reine no lar este deve estar fundado no amor.
a) Há os que formalizam o compromisso matrimonial por interesses de ordem material e logo choram por não haver encontrado a felicidade que esperavam;
b) Outros chegam ao matrimônio pela força das paixões, que se desvanece quando se murcha a beleza física, e ainda antes, ao desaparecer o deslumbramento inicial.
c) Severo Catalina expressou: "O matrimônio é um magnífico castelo que não tem mais que uma porta: o amor."
d) E quando dizemos amor não nos estamos referindo a um arrebatamento, a uma atitude mística, nem tampouco ao fogo impetuoso das paixões.
e) Falamos desse princípio inspirado no caráter sublime do Criador. Um princípio que rege a vida e que nos leva voluntariamente ao respeito da personalidade alheia e ao desprendimento, à renúncia sem segundas intenções nem malícia, ao bem do ser amado.
4. O amor é tão necessário para manter o lar como foi no momento em que este foi constituído.
a) Através dos anos os cônjuges deveriam buscar a forma de cultiva-lo a fim de manter sua louçania inicial.
b) O esposo deveria manter o trato cortês e as considerações que tinha para sua esposa quando eram noivos e lhe prometia amor eterno. Lembre-se de que sob essa promessa você a tirou da casa de seus pais para fazê-la sua esposa. Quando você uniu sua vida à dela recebeu o produto dos sacrifícios e ilusões de um pai; dos desvelos e esforços que durante anos ofereceu uma mãe que sonhava com a felicidade da que hoje é sua esposa. E você tomou essa menina da casa desses pais com a promessa de amá-la toda a vida. Não esqueça nunca disso.
c) Quando chegarem as datas especiais ou aniversários, dê-lhe um presente, como o fazia antes... e embora não haja datas especiais, qualquer dia é propício para a galanteria e o reconhecimento dos esforços de uma boa esposa.
d) Seus filhas aprenderão o exemplo e lhes será natural e agradável amar e respeitar a mãe. Eles recordarão sempre com respeito e gratidão o trato considerado que você tenha para com ela.
5. Carlyle, depois da morte de sua esposa, escreveu em seu diário: "Oh, se pudesse vê-la outra vez para dizer-lhe que sempre a amei! Oh, que pena! Ela nunca o soube!"
a) Muitas esposas estão sedentas de manifestações de amor por parte de seus esposos e, como a companheira de Carlyle, descem à tumba sem havê-lo percebido no trato cotidiano.
6. O mesmo costuma ocorrer com esposos que não têm a felicidade de ver suas esposas empunhar as agulhas que tecem a felicidade doméstica.
a) Quando vejo 200 homens sozinhos, sentados num salão público, penso: aqui há 200 pobres homens que não sabem o que é companheirismo no lar.
b) Uma revista muito prestigiada, publicou em certa oportunidade uma nota interessante.
Intitulava-se "Como trata você ao seu cachorrinho?"
Toda a página estava cheia de fotografias que ilustravam o trato carinhoso que uma senhora oferece a este animal: como o penteia, acaricia-o, dá-lhe de comer, preocupa-se com seus passeios, etc. etc. Ao dar volta a folha lia-se: "Trata assim ao seu marido?"
a) Um esposo tratado dessa maneira não terá muito interesse em sair de casa.
b) Quando ele sente que é querido, que é tratado como um rei, termina por ficar como um escravo voluntário.
CONCLUSÃO:
Amigos, cultivemos o amor a fim de que o lar seja o reino do pai, o paraíso dos filhos, e o mundo da mãe.
A JUVENTUDE E O SEGREDO DO ÊXITO
INTRODUÇÃO:
1. Como é definida a etapa da juventude.
a) Alguns definem a juventude como a maravilhosa ponte estendida entre o mundo inocente e límpido da infância e o mundo da idade madura.
b) Outros como o elo da esperança e o período do descobrimento da vida.
c) Os mais pessimistas a vêm como a hora mais cruéis e violentas dores.
d) Também há os que reconhecem as lutas dessa fase da vida, mas enfatizam o encanto que se desfruta e que se esbanja nesses anos nos quais se pode viver com mais intensidade o romantismo.
e) José Ingenieros expressou-se assim: "A juventude é medida pelo inquieto afã de renovar-se, pelo desejo de empreender obras dignas, pela incessante floração de sonhos capazes de embelezar a vida. Jovem é o que sente dentro de si o desabrochar de seu próprio destino."
2. É uma fase da vida na qual decidimos o rumo que seguiremos.
a) Dos lucros dessa fase dependerá o mérito de uma existência.
b) Ao mesmo tempo é a época do esforço para afirmar-se e ser alguém.
c) Nessa luta desabrocha freqüentemente a instabilidade.
Um caso ilustrativo é o daquele jovem que escreveu à sua noiva a seguinte carta:
"Minha adorada: Para ver a luz de teus olhos, escalaria as montanhas mais escabrosas e cheias de precipícios. Cruzaria nadando uma torrente mais impetuosa e larga que o Esponto para estar a teu lado. Para sentar a teus pés, desafiaria as violentas tempestades e chuvas torrenciais. Teu para sempre." E assinava. Debaixo podia-se ler: P.S. Amanhã irei ver-te, se não chover."
3. Certo grau de instabilidade na juventude é natural. O alarmante é a desorientação num grande setor dos jovens, que não têm escrúpulos em confessar a confusão em que vivem.
a) A leitura de alguns livros escritos por estes jovens que têm como núcleo diversos movimentos, é francamente desanimadora.
b) Por exemplo, vejamos parágrafos do livro En el Camino, de Jack Kerowac: "Respirávamos névoa no ar frio noturno. Finalmente decidi ocultar-me com ela uma noite mais. Ao diabo o dia de amanhã" (p. 96).
"Rickey tinha uma garrafa. Hoje beberemos e amanhã trabalharemos! Vamos lá, homem. Tome um gole." (P. 98).
"O sol começou a ficar vermelho. Não havíamos feito nada de fundamento. Havia na realidade algo que fazer? Rickey disse: 'Amanhã, amanhã, homem, faremos. Toma outra cerveja, homem. Ali vamos, ali vamos'. Saímos dali cambaleando e fomos a um bar da estrada" (p. 99).
"Gosto muito das coisas e confundo-me e desconcerto-me correndo atrás de uma estrela fugaz após outra até cair. Vivo na noite e não posso remediá-lo. Nada posso oferecer, a não ser minha própria confusão" (pp. 134, 135)
"- Sal, temos que nos mover e não parar até chegar.
"- Para onde vamos, homem?
"- Não sei, mas temos que nos mover" (p. 249).
c) Isso é o que tem e o que pode oferecer um setor da juventude que integra diversas linhas dentro da corrente geral "da nova onda".
4. Cada um tirará as conclusões que achar razoáveis sabre as possibilidades que teria nossa sociedade de sair garbosa no difícil futuro que se vislumbra com estes jovens no poder das diferentes nações do planeta.
5. Porém, demos graças a Deus que esse panorama não é de toda a juventude. Há os que têm toda a segurança que se espera deles.
I. A HISTÓRIA ESTÁ COM OS JOVENS
1. Ao lançar uma olhada retrospectiva à História, vemos que as maiores realizações da humanidade estiveram encadeadas com a juventude.
a) Dante compôs seu primeiro soneto antes ser jovem, aos 9 anos.
b) Tasso compôs seus primeiros versos aos 10 anos.
c) Caldeirão da Barca, aos 13, começou a escrever para o público.
d) Vítor Hugo foi premiado nos jogos florais de Tolosa aos 16 anos.
e) Rafael começou a pintar aos 7 anos.
f) Blas Pascal que morreu antes de completar os 40 anos, foi um dos grandes homens do século XVII.
g) Alexandre iniciou suas formidáveis conquistas militares aos 21 anos de idade.
h) Edson, antes dos 30 anos, já havia fundado seu terceiro laboratório.
i) Sarmento, em torno dos 30 anos, já havia fundado seu jornal El Zonda, havia fundado escolas e escrito seu livro Facundo.
j) Gandhi aos 26 anos iniciou seu movimento de resistência passiva.
k) Churchill, aos 26 anos, iniciou sua carreira parlamentar.
l) Kennedy havia entrado no congresso aos 30 anos.
m) San Martin aos 35 anos já havia ganho sua batalha de São Lourenço.
n) E a lista poderia seguir com uma tremenda abundância de nomes, porque quase todos os grandes homens em todos os campos de atividades humanas já sobressaíam antes dos 30 anos.
o) Até o personagem máximo dos que se pudessem nomear, nosso Senhor Jesus Cristo, foi jovem: começou a pregar aos 30 anos de idade e foi crucificado aos 33.
2. Frente a este acúmulo de fatos podemos compreender que um jovem com aspirações tem grandes possibilidades. O que necessita é descobrir o caminho que conduz ao êxito e segui-lo.
3. Alguns, às vezes, são pessimistas como aqueles que se queixavam diante de um famoso jurista.
- Não há lugar para a juventude em nosso tempo. Todos os altos cargos estão ocupados.
– Jovens - respondeu energicamente - Sempre há lugar no cume!
Analisemos agora alguns princípios fundamentais que permitirão a um jovem abrir caminho e triunfar na vida.
II. PRINCÍPIOS TRIUNFADORES
1. Comecemos com a necessidade de auto-realização.
a) Um dos pontos negativas de nossa época é a falta de sinceridade.
b) Nossos contemporâneos gastam muito tempo procurando aparecer em vez de realizar-se e ser alguém. Em certa medida parecemo-nos como aquele pequeno galpão municipal onde um deputado leu a seguinte inscrição:
"4.156, Serviço Geral da Administração Nacional; Terceira Região; Serviço Municipal de Edifícios Públicos; Divisão Administração de Edifícios; Quarto de Implementos; Depósito de Vassouras."
c) Em muitos aspectos o homem moderno sente-se como enfeitiçado diante dos que têm a habilidade de representar o que não são. Tal é o caso, por exemplo, dos atores.
a) Recordo da oportunidade quando o faleci do doutor Alexandre Fleming visitou nosso país. Um pequeno grupo de pessoas - muito selecionadas certamente - esperou sua chegada e os meios de difusão publicaram discretamente a notícia. Nesses mesmos dias chegou uma famosa atriz cinematográfica. Praticamente toda a cidade foi ao aeroporto. Os diários e revistas dedicaram páginas inteiras com grandes fotografias; os noticiários competiam freneticamente para apresentar as notícias mais chamativas a respeito da mundialmente famosa artista.
b) Ao fazer um balanço uma pessoa pode cair na tentação de tirar conclusões mais ou menos como estas: nossos cidadãos vibraram ante a presença de alguém cujo maior mérito é o de representar o que outro escreve; parecer com o personagem imaginado por um bom argumentista. E lhes foi quase indiferente a presença daquele que foi um verdadeiro benfeitor que salvou milhares de vidas em todas as partes do mundo por meio de seu descobrimento, a penicilina.
(1) Em outras palavras, têm mais interesse nos que se aparecem do que nos que são algo.
(2) Não é estranho, então, o fato de que são poucos os que triunfam.
d) O grande libertador disse: "Serás o que deves ser, ou se não, não serás nada."
(1) Um de meus professores de história, o Professor Guilherme Krieghoff, costumava dizer que a frase original do general San Martin reza da seguinte maneira: "Serás o que deves ser, ou se não, não és nada."
(2) Eu não poderia ser juiz para determinar qual das duas versões é a autêntica, mas considero mais significativa esta última que traça o problema no presente: Já, neste momento, não és nada.
(3) Por não ser o que deve está anulando a você mesmo.
(4) Jovem, se quiser vencer na vida seja leal com você mesmo, não se conforme em ter uma aparência. Esforce-se e seja alguém; realize-se.
e) Da mesma forma como não há duas pessoas que tenham as impressões digitais exatamente iguais, muito menos há duas pessoas que tenham 100% a mesma personalidade.
(1) Só essa razão já seria suficiente para lutar depois do que acabamos de dizer.
f) Recordemos da noz. O que vale não é a casca mas o fruto que se esconde no interior.
(1) É bom que reflitamos bom aspecto, sempre que se harmonize com boas realizações interiores. Do contrário estaríamos caminhando para o fracasso.
(2) Abraão Lincoln foi muito explícito a respeito. Disse: "É possível enganar a todos durante um tempo, a alguns todo o tempo, mas não é possível enganar a todos a todo o tempo."
2. Vocação
Para que possamos cumprir com este objetivo faz-se imprescindível determinar a vocação a seguir na vida.
a) Alguém disse que "o que leva ao êxito não é a distância percorrida, mas o rumo tomado".
b) A escolha da atividade na qual se inverterá a existência marca o rumo a seguir.
c) De nada valeria se corrêssemos freneticamente sem saber para onde nos propusemos chegar, não é verdade?
d) Certo dia Miguel Ângelo passou por um mercado de mármore e viu um pedaço velho, que nenhum outro escultor havia querido adquirir; parecia deformado e pouco prometedor, mas o artista olhou-o detidamente e com interesse. Um de seus amigos achou isto estranho e perguntou-lhe por que se interessava em algo inútil, e Miguel Ângelo respondeu:
- Nesse pedaço de mármore vejo um anjo; vou despertá-lo.
Com genial maestria transformou aquela pedra aparentemente sem valor em uma das cabeças mais bonitas que havia esculpido. É conhecida como a forma de um rosto de anjo e está no palácio dos Médici de Florença.
(1) Dentro de todo jovem dormem grandes possibilidades.
(2) O importante é despertar a vocação e segui-la com lealdade.
e) Um menino maltrapilho oferecia jornal num trem.
- Alô, menino! Vende-me um jornal - disse um dos passageiros.
- E daí, que vai ser quando crescer?
Os olhos da criança brilharam de ansiedade, mas com segurança e arrogância respondeu:
- Senhor, eu serei um inventor.
Um sorriso indulgente desenhou-se no rosto do homem ao observar a mísera figura do menino. Mas o que o cavalheiro não sabia é que o jornal que acabava de comprar havia sido redigido e impresso por esse menino, que tinha uma pequena imprensa no vagão posterior do trem. Passaram os anos e aquele menino patenteou 1.300 inventos utilíssimos.
Chamava-se Tomás Alva Edson.
(1) Em seu coração ardia a chama de uma vocação. Havia orientado seus interesses em uma direção bem definida, e não estranho que haja chegado.
(2) Admitimos que com isto só não é suficiente, que devem dar-se outros passos para chegar ao êxito. Um deles é o da dedicação conscienciosa na procura desse ideal.
f) Conta a condessa de Pardo e Bazar que o conde sonhava. Via a si mesmo passeando em um bosque frondoso. De súbito ouviu o estampido de um disparo; um instante depois uma pomba ferida caía a seus pés. Levantou a infeliz avezinha, e enquanto a contemplava com infinita compaixão, apareceu o caçador que lhe disse:
– Conde, dá-me essa pomba; derrubei-a e pela lei do bosque ela me corresponde.
– Dá-me caçador; permite-me que lhe salve a vida.
– A pomba é minha - insistiu o caçador - não a darei.
– Caçador, dá-me a pomba e em troca pede-me o que quiseres.
– Bem - disse o caçador - dar-te-ei se me deres um pedaço de tua carne que pese tanto como a pomba.
– Concedido, caçador.
O caçador, com habilidade própria do homem do bosque, improvisou uma balança e com sua faca afiada de caça aproximou-se do conde e este lhe disse:
– Corta, não temas.
O caçador cortou, mas a balança indicou que a pomba pesava mais.
– Corta mais, caçador - disse o conde.
E o caçador cortou, mas a pomba pesava mais.
– Volta a cortar, caçador. Não vaciles.
Fez aquilo que se lhe indicava, mas a pomba pesava mais. Finalmente o conde compreendeu.
– Caçador - disse-lhe - coloca-me e todo o meu corpo, todo meu ser, na balança.
E quando tal coisa sucedeu, o conde pesava mais.
(1) Não podemos nos entregar a um ideal pela metade e esperar que nos coroe o êxito.
(2) Devemos colocar nosso coração, nosso esforço e entusiasmo para chegar à meta proposta.
3. Preparação.
a) Uma vez definido o problema da vocação frente à vida, teremos que nos aproximar à preparação.
(1) O jovem que anseia triunfar não pode deixar tudo livre ao acaso.
(2) Os que confiam na boa sorte podem, em casos isolados, obter certos triunfos, mas isso não é alcançar o êxito.
(3) E mesmo no melhor dos casos, o mérito não seria dele, mas da casualidade.
b) A vida presente, com seu crescente tecnicismo, exige homens e mulheres preparados.
(1) O nível de conhecimento intelectual de nossos contemporâneos supera em muito o de nossos antepassados.
(2) Um século e meio atrás era muito razoável a frase de Sarmento: "As coisas devem ser feitas. Bem ou mal, mas há que fazê-las."
(3) Nossos dias exigem jovens devidamente capacitados para fazê-las bem.
(4) Jovens esforçados que tenham escalado os degraus do saber na área de atividades para a qual se dedicarão.
c) Durante os primeiros anos de vida, a diferença entre a criança aplicada e a negligente se deixa ver, mas não tão nitidamente como quando se chega aos anos de maior produtividade.
(1) É ali quando a diferença chega a ser apreciada em toda sua dimensão.
(2) Os anos transcorreram igualmente para Adolfo e Gustavo, aqueles meninos que partilhavam o banco da escola primária e os jogos infantis. Mas - aos 40 anos de idade - vemos Adolfo consertando sapatos (tarefa que de nenhuma maneira desonra a quem a realiza) e Gustavo à frente de uma importante fábrica de automóveis.
(3) Qual é a razão?
Diferente quociente intelectual? Mesmo admitindo que pudesse ser isso, torna-se difícil passar por alto o fato de que o primeiro recusou seguir estudando quando terminou o primário, enquanto que o segundo formou-se na Faculdade de Engenharia.
d) O jovem que triunfa na vida se prepara, embora isto lhe signifique realizar grandes esforços.
(1) Sei de muitos que, devido a situação econômica, trabalham durante o dia e assistem às aulas noturnas.
(2) Um jovem, atualmente bioquímico, colava cartazes para cobrir seus gastos enquanto estudava.
(3) Uma senhorita que lavava louça em várias casas para puder estudar seu curso de Filosofia.
(4) Para eles a vocação era suficientemente forte e a meta razoavelmente apetecível para realizar qualquer tarefa lícita que lhes permitisse chegar ao que seria sua profissão de toda a vida.
e) A falta de recursos não deveria ser razão de desânimo. Muitos jovens pobres chegaram a triunfar.
(1) Rousseau foi filho de um cervejeiro.
(2) Epicuro e Tamerlão foram pastores.
(3) Franklin trabalhou de tipógrafo de imprensa.
(4) Demóstenes foi filho de um ferreiro.
(5) Terêncio nasceu escravo.
(6) O rei Davi foi um pastorzinho de ovelhas.
(7) Lucano foi filho de um oleiro.
(8) Colombo foi filho de um operário.
(9) Milton não era mais que um pobre escriturário.
(10) Cervantes era um simples soldado.
(11) Lincoln foi filho de um pobre lenhador.
(12) De certa forma, Mahatma Gandhi foi um dos dirigentes de mais êxito do século XX. Por ocasião de sua morte, suas posses consistiam em duas xícaras de arroz, uma colher, dois pares de sandálias, uma cópia do Bhagavad Cita, seus óculos e um velho relógio de bolso.
4. Um bom caráter.
a) Alguns jovens com capacidade intelectual destacável ficaram para trás por falhar nisto.
b) Em primeiro lugar um jovem deve ser sincero consigo mesmo para poder descobrir e corrigir seus erros.
(1) Não é fácil.
(2) A mente humana tem diversos mecanismos por meio dos quais procura escapar da realidade quando esta é desfavorável ao eu.
(3) Mas teremos que lutar contra essa tendência e - por tais difícil que seja - contemplarmos como somos na realidade, e como os demais nos vêem.
c) Outro ingrediente valioso do caráter encontramos no espírito de cooperação.
(1) A Universidade de Chicago realizou um estudo sobre 1.000 formandos durante o ano. Descobriu-se que 87% dos que fracassaram, sofreram esse revés por não saber se sair bem com os demais. Somente 13% fracassaram por falta de capacidade. Este dado é de muita utilidade para os que desejam abrir caminho na vida.
(2) Uma inspetora visitou uma escola pela primeira vez para ver o desenvolvimento dos professores e dos alunos. Ao entrar no vestíbulo do edifício lhe chamou a atenção um quadro pregado no quadro de anúncios. Um menino estava parado ao lado, radiante de infantil orgulho.
- Que lindo quadro! Exclamou a inspetora.
- Fizeram-no as meninas e os meninos de seu curso?
- Sim - respondeu o rapazinho.
- E você, que fez?
- Eu lavei os pincéis, senhorita.
Embora fosse uma tarefa humilde, era imprescindível e o menino - que havia aprendido o que era espírito de cooperação - se sentia feliz de havê-la realizado.
d) Ademais, teremos que cultivar a cortesia.
(1) Com freqüência vemos as crianças brincando de ser pessoas importantes. Franzem a testa, dão ordens enérgicas e até desconsideradas.
(2) Também é fácil encontrar alguns subalternos ou chefes de pequenas seções que, crendo que os que ocupam postos semelhantes devem ser "importantes", atuam como essas criaturas.
(3) Mas quando um deles chega até seus superiores - aqueles que realmente valem - vê homens e mulheres corteses, cheios de sábia consideração.
(4) É verdade que alguns que ocupam altas responsabilidades carecem de amabilidade, mas o jovem que deseja triunfar, deve lembrar-se de que para fazê-lo necessitará dos que o rodeiam; que não poderia ter êxito sendo um solitário lutador; e que a cortesia convida à colaboração.
e) Conta-se que certo dia o rei Luís XV saía de Versailles com seu preceptor. Um engraxador de sapatos que estava à porta, tirou o chapéu ao passar Sua Majestade sem que este lhe respondesse o cumprimento. Mas o preceptor o fez.
- Como - perguntou-lhe estranhando o rei, é que cumprimentastes a um perdulário?
- Senhor - respondeu o preceptor - prefiro cumprimentar um perdulário a que digam que o perdulário tem mais educação que eu.
5. Falta algo mais.
a) Se um jovem já conseguiu estas conquistas, vai por um bom caminho, mas isso não é tudo.
Uma vez aconteceu o caso de um estudante que reunia quase todas estas condições, mas que aos olhos do professar com o qual conversava, não estava completo. Trocaram idéias durante vários minutos sem poder entrar em acordo. Finalmente o professor Romero fez ao jovem várias perguntas:
- Quais são os planos que você tem para quando terminar seu curso secundário, Carlos?
- Penso ingressar na Faculdade de Medicina - respondeu o jovem.
- E depois?
- Depois? Bom, suponho que me formarei em Medicina.
- E depois? - voltou a perguntar o professor Romero.
- Sem dúvida que instalarei meu consultório e procurarei garantir minha posição econômica.
- E depois?
- Depois procurarei uma noiva e me casarei com ela - voltou a responder Carlos.
- E depois?
- E... provavelmente virão os filhos - respondeu cada vez mais inquieto o aluno.
- E depois?
- Provavelmente terei netos, nau sei.
- E depois?
- Bom, professor... estarei cada vez mais velhinho...
- E depois?
- Depois, creio que vou morrer...
- O professor fez uma pausa e voltou a interrogar:
- E depois?
Confuso, procurando encontrar uma resposta que não tinha, pois não havia parado para pensar dessa maneira, sentindo sobre seu coração toda a pequenez e vaidade desta vida breve, Carlos disse:
- Depois! ...
a) O jovem que triunfa adquire uma formação tal que desenvolve todas as esferas de seu ser: corpo, intelecto, espírito... E nestes casos não pode faltar Deus; prepara-se conscientemente para enfrentar as grandes realidades da vida agora e depois.
b) Apegado no braço do Todo-Poderoso recebe forças para lutar perseverantemente e alcançar objetivo após objetivo, êxito após êxito até chegar ao triunfo final. Tendo Deus presente em seus planos para esta existência seu caráter se robustecerá de tal modo que serão os homens e as mulheres diferentes que buscam com desespero as grandes empresas de todas as latitudes.
6. Laboriosidade.
a) Alguns jovens que sonham que um dia terão êxito, comportam-se como aquele homem que depois de ser revisado pelo médico manteve o seguinte diálogo: Para ser-lhe franco disse o facultativo - tudo o que você tem é fraqueza.
- Está bem, doutor - respondeu - mas qual é o nome científico para poder dizer a minha esposa?
b) Amigo, basta de desculpas. Se quiser abrir o caminho na vida sacuda a preguiça e dedique-se com amor ao trabalho árduo.
(1) Conforme disse Edson, o êxito de sua vida deve-se a 3% de inspiração e 97% de transpiração.
(2) Para outros gigantes do pensamento a fórmula foi mais ou menos a mesma.
c) Hoje, os gênios apressados caminham como se a fórmula fosse aproximadamente a seguinte: mediadores, influências, o parente próximo, padrinho, etc. Tudo isso, igual a um cargo.
d) Com a verdadeira fórmula:
(1) Edson patenteou 1.300 inventos e foi um benfeitor;
(2) João da Áustria, aos 25 anos venceu em Lepanto.
(3) Pascal cumpriu sua obra mais alta sendo ainda um jovenzinho e quando morreu aos 37 anos, já se havia consagrado um gênio.
(4) J. S. Bach
(5) F. Nightingale, e praticamente todos os que fizeram algo que mereça ser mencionado, aplicaram a fórmula do esforço.
7. Perseverança.
a) O gênio vacila, ensaia, cansa; a tenacidade triunfa.
b) Na vida de Abraão Lincoln encontramos os seguintes dados: Perdeu seu trabalho em 1832; no mesmo ano foi derrotado para a legislatura de Illinois; fracassou nos negócios em 1833; um ano mais tarde foi eleito à legislatura do Estado; em 1835 morreu sua noiva e no ano seguinte sofreu uma crise nervosa; em 1838 foi derrotado para a presidência da legislatura de Illinois; em 1843 foi derrotado em uma candidatura ao congresso, mas aos três anos apresentou-se novamente e foi eleito; em 1848 perdeu a reeleição; foi derrotado para o senado em 1854; foi derrotado em sua candidatura a vice-presidente no ano 1856; aos dois anos se apresentou como candidato a senador e foi derrotado outra vez.
Depois de todas estes. reveses, que teria feito você? Provavelmente não seja fácil responder, mas eu vou lhe dizer o que fez Lincoln: Em 1860 apresentou-se como candidato a presidente dos Estados Unidos e foi eleito. Reeleito para o seguinte período, morreu como um dos grandes homens de sua pátria e que alcançou renome mundial.
c) Conrad Dube, de Quebec, Canadá, foi atacado pela poliomielite com 2 anos de idade. Aprendeu a caminhar aos 10 e começou a falar aos 16. Qualquer um em sua situação teria considerado sepultadas irremissivelmente suas possibilidades físicas e mesmo intelectuais. Quando li a notícia ele tinha 29 anos e acabava de chegar de bicicleta a Copenhague, depois de percorrer 15.300 quilômetros através dos Estados Unidos e Europa. Havia começada já a volta ao mundo de bicicleta.
d) Tamerlão ocultou-se, depois de um combate desastroso, em um edifício em ruínas. Pensativo e desanimado pôs-se a observar uma formiga que, carregada com um grão de cevada, tentava vencer um obstáculo. Contou até 20 tentativas inúteis e disse:
- Esta formiga é tonta, porque se empenha em realizar o impossível.
Mas a formiga continuou com seus esforços e quando o grande conquistador mongol contava a tentativa número 70, a formiga superou o obstáculo com sua carga à força. Então Tamerlão sentia que o inseto lhe havia dado uma bofetada que feriu seu amor próprio. Levantou-se como impulsionado por uma mola e exclamou:
- Somos uns covardes. Quem tenha retrocedido, que avance. Tamerlão não se desencoraje: Avante! - E venceu.
e) Numa calorosa tarde, novembro, enquanto viajava rumo ao estabelecimento educativo onde cursei os estudos secundários, em meio dos apertões e cotoveladas do coletivo, com a transpiração que me corria pelo rosto, li o que o motorista havia colocado escrito acima de uma das janelinhas de seu veículo:
"Fracassar não é terminar, é começar a lutar." Em meio da incomodidade da viagem, e embora nesse momento não tenha entendido, sem dúvida, tudo o que essas palavras queriam significar, senti-me feliz de pensar que tinha um motorista que havia adotado uma filosofia tão sadia.
Embora não tenha conhecido essas palavras e nem mesmo ao condutor que as fez pintar, certo jovem que prestou serviço na Reserva Naval dos Estados Unidos as viveu. Talvez terá pensado que breve chegaria a ser mais que um simples tenente. Mas como ocorreu a tantos outros, não muito tempo depois, recebeu uma carta de 10 caricaturas assinadas pelo almirante-chefe de Operações Navais que lhe informou que não era possível promovê-lo de posto. Procurando não desanimá-lo, em uma de suas partes lhe dizia que muitos dos que não conseguiram progredir na Marinha têm chegado, não obstante, "a conquistar na vida civil posições diretivas dentro dos círculos nos quais lhes toca atuar". Esse jovem, que fracassou como oficial da marinha, sabia que o êxito e a perseverança no trabalho árduo marcham juntas; que '"fracassar não é terminar; é começar a lutar".
Valeu a pena? O leitor saberá julgar. O único que farei é completar a1guns dados biográficos: em 20 de janeiro de 1961 esse homem jovem sentava-se na cadeira presidencial dos Estados Unidos. Chamava-se John Fitzgerald Kennedy.
f) Helen Keller com sua história de lutas desvantajosas é uma constante reprovação para todos aqueles que somos capazes de abandonar uma empresa nobre pelo único motivo de que é difícil chegar à meta. Ao chegar aos 19 meses de vida ficou cega e surda, e pouco depois perdeu o dom da fala. Essa série de calamidades não foi obstáculo para que se convertesse em uma das mulheres mais dinâmicas e famosas de nosso século. Desde o poço de sua cegueira, mudez e surdez nos fez chegar o encanto de suas mensagens otimistas através de mais de uma dezena de obras famosas. Ela cria na luta e na perseverança, por isso chegou, apesar de tudo, ao cume.
CONCLUSÃO:
1. Nesta luta tenaz, persistente, o jovem que triunfa utilizará armas legítimas.
a) Não cairá na ilusão da vida fácil ou na idéia de subir rapidamente deixando de lado alguns princípios éticos.
b) O jovem de êxito quererá desfrutar logo as vitórias obtidas e para isso necessitará ter sua consciência em paz.
2. Além disso, as diretorias das grandes empresas buscam desesperadamente gente capaz nos quais possam confiar para pô-las a cargo de pesadas responsabilidades, jovens com as características enunciadas por E. G. White quando disse:
"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus."
3. Jovem: seja você um deles e encontrará as portas abertas em qualquer parte e verá que seus êxitos não serão transitórios. Será um triunfador para felicidade sua, para alegria de seu lar, para honra de sua pátria e para glória de Deus.
SEGREDOS PARA VENCER AS PREOCUPAÇÕES
INTRODUÇÃO
1. A complexidade do século XX envolve indivíduos e famílias no frenético redemoinho das preocupações.
2. Para que a alegria reine no lar é necessário saber como enfrentar vitoriosamente as preocupações.
3. Em nossos dias misturam-se grandes êxitos com angustiosos problemas.
a) Aumenta o progresso científico e ao mesmo tempo decresce a capacidade de desfrutar estabilidade e paz interior.
b) Bertrand Russell disse a respeito: "A época atual caracteriza-se pelo predomínio de uma intuição de perplexidade impotente. O maior obstáculo de um mundo bom é o medo. No mundo moderno, o medo excessivo, acima do nível que pode ser chamado de razoável, é mais notável que nunca antes."
4. Esse aumento dos temores e ansiedades está causando sérios transtornos de saúde.
a) Não faz muito, em um simpósio reunido em uma cidade, o Dr. Lerner expressou que "A tensão é nosso cárcere portátil." Em forma patética este facultativo destaca a tortuosa experiência daqueles que não encontraram uma forma satisfatória de resolver problemas, ou ao menos de encarar suas preocupações.
b) Provavelmente ninguém escape, neste século tão especial por sua complexidade, a certo grau de tensão nervosa e de preocupações.
c) Não sei se em outras épocas houve quem as tiveram, mas estou absolutamente convencido de que teremos que encontrar uma maneira sábia de vencer nossas preocupações ou pagaremos muito caro em saúde nossa ignorância a respeito.
I. INFLUÊNCIA PSÍQUICO-EMOCIONAL SOBRE A SAÚDE FÍSICA
1. E. G. White, em seu livro A Ciência do Bom Viver, pág. 241, diz: "O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental. Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte".
2. Um estudo de 15.000 pacientes tratados de desarranjos digestivos na Clínica Mayo (Buenos Aires) permitiu descobrir que quatro de cada cinco não tinham uma base física para suas enfermidades do estômago. O medo, a preocupação, o ódio, um egoísmo supremo e a incapacidade para ajustar-se ao mundo das realidades eram em boa parte as causas de suas enfermidades e suas úlceras de estômago.
3. Marcelo I. Fayard cita ao Dr. Slaughter na seguinte declaração: "A úlcera péptica é quase sempre resultado de uma tensão emocional prolongada."
4. Por sua parte, o Dr. Montagne afirma que "as úlceras do estômago não vêm do que se come. Vêm daquilo que está comendo a gente..."
5. Faz poucos meses, li em um dos jornais de lima cidade a notícia do surpreendente resultado de uma pesquisa médica. Os dados provinham de Londres e correspondiam a um trabalha realizado pelo Dr. Harward, psiquiatra de West Sussex, que descobriu que de 69 operados de apendicite, 16 eram sadios! A ansiedade e angústia mentais dos pacientes haviam provocado sintomas semelhantes aos que a enfermidade provoca realmente.
6. A cientista sueca Ulia H. Olin, especialista em demografia das Nações Unidas, no discurso que pronunciou na última reunião da Associação Norte-Americana para o Progresso da Ciência, declarou que "a tensão nervosa causada pela vida nas grandes cidades diminui a fertilidade humana precisamente como sucede com os animais".
7. Praticamente não há aspecto de vida que não fique afetado pelas preocupações quando não são resolvidas satisfatoriamente. Os efeitos sobre a saúde são tão surpreendentes como para justificar a seriedade com que deveríamos enforcara filosofia de vida a adotar, não como paliativo nem para cegar-nos voluntariamente, mas para encarar com decisão e êxito as preocupações.
8. O Dr. Flanares Bumbrar e seus colegas do centro Médico de Nova Iorque têm estudado os casos de 1.500 enfermos de várias enfermidades, e mais da metade provinham de transtornos emocionais.
9. O Dr. Candey Robinson fez um estudo de 50 enfermos que se queixavam de náuseas ou dor de estômago, e em apenas seis tinha uma causa fisiológica concreta desses sintomas, Também disse que 92% dos casos de colite muco-membranosa e de espasmos no cólon, são produzidos por desgostos.
10. É interessante conhecer a influência que exercem as emoções nos casos de asma.
a) É verdade que às vezes se considera o pólen de algumas flores, o pó e muitos outros ele mentos como causadores de alergia asmática, mas os doutores MacDermott e Cobb de Massachusetts descobriram que em 50 casos de asma, 37 evidenciavam uma forma definida de fatores emocionais.
b) Marcelo I. Fayard cita em seu livro A Chave da Felicidade e a Saúde Mental, vários casos interessantes.
(1) Numa cidade, vivia um homem que tinha freqüentes ataques. Mudou-se para outra localidade e ficou bom, até que chegou uma carta na qual comunicava-lhe que de via voltar.
(2) Outro cavalheiro tinha ataques invariavelmente às 17 hs. Um dia o trabalho absorveu-o tanto que não se conscientizou do transcurso do tempo até às 19 horas. Não teve o ataque às 17, mas quando olhou as horas, sofreu o ataque.
(3) Provavelmente o caso mais extremo é o caso de uma senhora, a quem a pólen das rosas produzia ataques alérgicos. Certo dia, ao fazer uma visita, observou que na sala havia um grande ramalhete de rosas. Naturalmente, veio-lhe um violento desmaio. Enquanto explicava o efeito tremendo que lhe produzia o pólen das flores, aproximou-se delas e, surpreendida, descobriu que eram artificiais.
11. D. Carnegie cita um informe do Dr. William I. L. MoGonigle apresentado ante a Associação Dental Norte-Americana com as seguintes palavras: "As emoções desagradáveis como as causadas pelas preocupações, o medo, o enfado ... podem transformar o equilíbrio do cálcio no organismo e originar as cáries." Referiu-se a um paciente que teve uma dentadura perfeita, até que começou a preocupar-se com a repentina enfermidade de sua esposa. Durante as três semanas que ela esteve internada num hospital, ele teve nove cáries. Essas cáries eram causadas pela preocupação. (D. Carnegie, Como Suprimir las Preocupaciones, p. 37.)
12. A mesma influência têm as preocupações sobre a tensão arterial, diabetes, e tantas outras enfermidades que levaram o Dr. Alexis Carrel - prêmio Nobel da medicina em 1912 - a afirmar que "os homens de negócios que não sabem como combater a preocupação, morrem jovens.
13. Complementando o pensamento poderíamos dizer que não é necessário se dedicar aos negócios para sofrer os mesmos resultados. Enquanto não saibamos que fazer com nossas preocupações, não importa o ramo de atividades em que nos desempenhamos, estaremos encurtando nossa vida, ou no melhor dos casos, amargando-a sem necessidade alguma.
14. Deixaremos de enumerar os efeitos físicos das preocupações, pois não é esse o objetivo deste capítulo. Contudo, se o leitor acha que estas preocupações não são exatas, suspenda a leitura e entreviste o seu médico para que o esclareça a respeito. Verá como lhe falará sobre isto e muito mais. Volte a tomar este livro novamente e demore-se nas análises sem prejuízo das soluções que lhe ofereceremos.
II. A AÇÃO AJUDA
1. Para vencer as preocupações, temos que pôr em ação um plano. A atividade faz bem.
2. Fayard opina que "a melhor maneira de multiplicar nossas angústias, consiste em não fazer nada. Enquanto nos colocamos a fazer algo para evitar que se produza o que tememos a angústia nos abandona."
3. Pode ajudar-nos a reflexionar o que aconteceu a certo agricultor.
a) Havia um cavalo velho que caiu em um poço. Como o animal já não lhe servia mais, e vendo que tinha água até os joelhos e não dispunha de meios para tirá-lo, se lhe ocorreu que o usaria como recheio para tapar o poço. De maneira que arregaçou as mangas, tomou sua pá e começou a puxar a terra. A idéia não causou graça para o cavalo. O animal não queria morrer, assim que, à medida que a terra ia cobrindo suas patas ia pisando os torrões que caíam. Assim se foi enchendo o poço até que o cavalo pôde sair e marchar para o canto de sua "querência".
b) Você e eu cremos ser mais inteligentes que um cavalo, e sem dúvida que é assim. Mas neste caso temos que admitir a instintiva sabedoria com a qual atuou aquele animal. Não permitiu que as contingências pouco gratas da vida o esmagassem. Pôs-se em movimento para resolver suas dificuldades e se saiu bem.
c) E. G. White disse: "Devemos ser amos das circunstâncias e não escravos dela." E eu estou de acorda com esse pensamento. Não permitamos que as dificuldades se nos vão acumulando, sejamos nós os que orientemos as coisas, tomemos as rédeas e avancemos.
4. É possível que alguém pense: "Faz anos que estou lutando energicamente e não passo resolver a situação. As forças já começam a faltar-me e invade-me o desânimo diante da idéia do fracasso. Reagirmos e lutar não é o suficiente."
a) E provavelmente tenha razão.
b) Colocar-nos em ação é bom, alivia, mas não é tudo.
c) Se até aqui, estando ativo, não obtive êxito razoável ao que pude aspirar, é porque não apontei na direção correta.
d) Tem que descobrir o plano que dê resultado.
III. O PLANO MAIS EFICAZ QUE CONHEÇO
1. Bernard Shaw disse que "quando se quer que uma pessoa não aprenda uma coisa, temos que tratar de ensiná-la." Não desejo discutir se estava certo ou não. Pelas dúvidas procurarei fazer-lhe caso e deixar que os amáveis leitores exerçam seu juízo crítico para decidir o valor do que diremos.
2. A. E. Housman, professor da Universidade de Cambridge, em uma conferência que pronunciou nessa casa de altos estudos, manifestou: "A verdade maior que jamais se tinha dito e o mais profundo descobrimento moral de todas os tempos foram estas palavras de Jesus: 'Quem encontrar sua vida, perdê-la-á, e quem perder sua vida, por minha causa, achá-la-á'."
a) O mais significativo é que essas palavras foram ditas por um catedrático ateu.
b) Apesar de todos os seus preconceitos contra a religião, chegou a reconhecer o tremendo poder e a grande importância das palavras do Senhor Jesus.
3. Faz um tempo fui convidado para assistir a uma classe de magistério ditada em uma das faculdades de Buenos Aires. Assim que finalizaram os atos, fiquei conversando com um dos membros do pessoal do corpo docente da faculdade. Em um determinado ponto de nosso diálogo, o educador expressou: "As coisas mais grandiosas que posso explicar em minhas aulas para os alunos, são extraídas do Sermão do Monte - uma das partes das Sagradas Escrituras. Se eles o soubessem escutariam com preconceitos; mas nunca lhes digo que isso foi dito por Jesus; nem onde está ou onde aparece o discurso maior de Nosso Senhor Jesus Cristo."
a) Amigos, eu não tenho esses temores.
b) Além disso, quero ser intelectualmente honesto reconhecendo o direito de autor de Jesus.
c) Sei que o melhor que se disse e possa dizer-se sobre a arte de enfrentar nossas preocupações e vencê-las brotam dos lábios de nosso Senhor Jesus.
d) E o mesmo opinou o Dr. Guillermo Sadler em sua monumental obra Modern Psychiatry, pág. 760:
"Os ensinamentos de Jesus aplicados à nossa civilização moderna - aplicados com toda compreensão e não aceitas em forma puramente nominal - nos purificariam, elevariam e vitalizariam de tal maneira que a raça humana chegaria a estar constituída de imediato por uma nova ordem de seres que possuiriam capacidades mentais superiores e uma acrescentada força moral.
"Prescindindo das recompensas futuras da religião, deixando de lado toda discussão sobre a vida do além, valeria a pena que todo homem e mulher vivessem a vida cristã tão-somente pelas recompensas mentais e morais que aquela proporciona aqui no mundo presente. Algum dia o homem despertará, talvez, ao fato de que os ensinamentos de Cristo são poderosos para prevenir e curar a enfermidade. Algum dia nosso tão comentado desenvolvimento científico será colocado em dia e a nível dos ensinamentos do Homem da Galiléia."
4. É altamente significativo e reconfortante o fato de que tantos psicólogos e psiquiatras alguns em forma consciente, outros, quem sabe, sem sabê-lo, estejam empunhando os conselhos do Senhor para restabelecer a estabilidade psíquica, e em outros casos emocional, de seus pacientes. Em especial os ensinamentos contidos no Sermão do Monte.
5. Como é lógico supor, os leitores têm convicções muito diferentes uns dos outros.
a) Alguns serão profundos cristãos.
b) Outros incrédulos.
c) Alguns, talvez, ateus.
d) Haverá os que - sem ser ateus - não vêm a Jesus como o vemos, como cristãos.
e) Com respeito às convicções sinceras de todos, por isso convido-os somente para provar a eficiência dos conselhos de Jesus.
f) Eu o fiz e depois de avaliar os resultados decidi não abandoná-los jamais.
g) Poderia citar psicólogos judeus, ateus e de outras correntes de pensamento que têm conhecido o sublime dos ensinamentos de Cristo.
6. Em vez de expormos as opiniões de outros, transcrevamos alguns parágrafos que o Grande Professor apresenta de métodos a seguir, para vencer as preocupações: [Mat. 6:25-34]
"25 Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?
"26 Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?
"27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?
"28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.
"29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.
"30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?
"31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?
"32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;
"33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.
"34 Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal."
(Estas palavras estão registradas na Santa Bíblia, no Evangelho segundo de São Mateus, capítulo 6, versículo 25 a 34.)
IV. O MÉTODO CRISTÃO PARA VENCER AS PREOCUPAÇÕES
Vivamos com sabedoria o presente, ou utilizando as palavras de Carnegie "vivamos um dia de cada vez".
1. Não queremos dizer com isto que temos que ser desagradecidos com o passado, nem imprevisíveis com respeito ao futuro.
a) Desejamos fazer ressaltar o fato de que o ontem é flor murcha que já cumpriu seu dever, e o futuro é um botão sem abrir que não poderemos desfrutar e de cuja beleza e formosura devemos cuidar.
b) Alguém disse que "Cada dia é unta nova vida para o homem ajuizado". Não permita que o ontem arruine o presente.
c) Tagore disse: "Se choras por haver perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas."
d) É verdade que pode haver na vida de qualquer ser humano erros passados que tenham que ser emendados. Nossas palavras também incluem essa reparação. Se temos que arrumar algo hoje, façamos já, mas não permitamos que as sombras do passado governem o presente.
2. Deveríamos aplicar o mesmo critério com respeito no futuro. Algumas coisas nas quais já estivemos de acordo nos ajudarão a harmonizar também neste ponto.
a) Todos nós concordamos que não é possível colher o trigo antes de que haja sido semeado; que se tornaria sem lógica pensar em descer do ônibus antes de haver subido nele; que não teria sentido procurar dar volta à esquina antes de encontrá-la; que não teria finalidade procurar subir uma montanha, antes de alcançá-la; que façamos o que queiramos não poderemos ver mais além do horizonte.
b) Por que então querer resolver hoje os problemas que nos corresponderá resolver amanhã, ou carregar no presente com as dificuldades que pertencem ao futuro?
c) Quando fazemos assim não estamos sendo justos com a vida nem leais com nós mesmos, pois a ânsia de viver o dia de amanhã com suas fatigas e dificuldades não nos permitirá cumprir nossas responsabilidades presentes.
d) Ao viver sabiamente o dia de hoje estaremos colocando o fundamento sólido que merece o futuro.
3. Se a noiva escuta dos lábios de seu pretendente a proposta de casamento e pensar em quantos pratos terá que lavar até cumprir 10 anos de casada, tenho certeza que até a mais corajosa desmaiaria. Mas não é problema porque cada dia lava os pratos correspondentes a esse dia, e isso pode fazê-lo.
a) Assim também Deus, nosso Senhor, nos dá a vida de um dia cada vez, para que em cada jornada nos defrontemos com as contingências que ela nos traz.
b) Querer viver o futuro seria como querer roubar a Deus uma vida que ainda não nos pertence e que ignoramos se alguma vez nos corresponderia viver.
c) Roberto Luís Stevenson expressou: "Todo o mundo pode suportar sua carga, por pesada que seja, até à noite. Todo o mundo pode realizar seu trabalho, por mais duro que seja, durante o dia. Todos podem viver suavemente, pacientemente, de modo amável e puro, até que o sol se ponha. E isto é tudo o que a vida realmente significa."
4. Um consciencioso estudo da vida nos permitirá descobrir que de cada dez problemas que avistamos no horizonte de nossa vida, sete desaparecerão antes que cheguemos a eles; um será resolvido somente amanhã; outro não tem solução; um, só um, nos compete resolver hoje, e a esse devemos dedicar-nos.
5. Quando nosso Senhor disse: "Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal", queria tirar de sobre nossos ombros esses 90% de carga factícia que levamos e que esgotam nossas energias a tal ponto de tomar defeituosa a solução de nossas dificuldades reais, ou pelo menos muito mais dificultosa.
6. Voltando ao que dizíamos momentos atrás, se em vez de procurar dar voltas à esquina antes de chegar a ela nos dedicássemos a adiantar na reta que ainda temos que percorrer, chegaríamos antes e com menos contratempos. Ao viver um dia cada vez com pureza e integridade, chegaremos ao amanhã com maior felicidade e sem os incômodos de um passado defeituoso; encontraremos que uma grande porcentagem de nossas perplexidades desaparecem e que as restantes podem ser aliviadas alegremente. Jesus quis orientar-nos neste sentido e também a respeito desses 10% de problemas que não têm solução. Falaremos sobre isso a seguir.
Colaboremos com o inevitável.
1. Quando não é possível mudar as coisas, recordemos que ao menos podemos mudar nossa atitude com respeito a elas.
a) Certa moça sentia-se infeliz pelas contínuas discórdias que havia em seu lar. Um dia ela foi vista muito contente, refletindo paz interior. Alguém perguntou:
- Como vão as coisas em seu lar?
- Como sempre - respondeu a jovem - mas agora eu sou diferente.
2. Com respeito aos problemas insolúveis ou situações inevitáveis, devemos ser diferentes do normal das pessoas, e até, talvez da maneira como temos sido até aqui.
a) Milton dizia que "não é uma desdita ser cego e sim não ser capaz de suportar a cegueira".
b) O grande psicólogo prático William James nos disse "Aceita que seja assim. A aceitação do que tem sucedido é o primeiro passo para superar as conseqüências de qualquer desgraça."
c) Não somente para superar as desgraças, mas para vencer as preocupações também.
3. Elsie McCormick opinava que "quando deixamos de lutar pelo inevitável deixamos em liberdade uma energia que nos permite criar uma vida mais rica." Por outro lado, essas energias antes desperdiçadas para lutar contra o impossível, nos permitirão solucionar as coisas que estão ao nosso alcance resolver, e também isso será fonte de alivio.
4. Yousuf Karsh, célebre fotógrafo, foi ao Vaticano para retratar o papa João XXIII acompanhado do bispo Flaton Sheen. Enquanto Karsh preparava a máquina, o papa, dirigindo-se ao bispo Sheen, observou: "Deus sabia há 77 anos que algum dia eu seria papa. Por que não me fez mais fotogênico?" Essa atitude que João XXIII fez em tom de brincadeira é uma realidade amarga na vida de milhares de pessoas que se desgastam em lutar contra o inevitável.
a) Não aceitar o indispensável é uma atitude tão carente de bom senso como querer parar o sol ou "tapar o sol com a peneira".
b) A verdadeira paz de espírito - dizia Lin Yutang - provém da aceitação do pior. Psicologicamente, creio que isto significa uma liberação de energia."
c) Exato! Liberação de uma energia que necessitamos para viver prazerosa e satisfatoriamente o dia de hoje.
5. Dizem que os chineses têm um provérbio que se traduzimos para o português expressa: "O problema tem solução? Então, por que me preocupo?"
6. Se não gostou desse refrão pode ser que encontre lógica nesta outra sentença: "Para os males do mundo pode haver ou não remédios; se houver, vá procurá-los, e se não, não seja néscio."
7. Os psicólogos têm muita fé neste princípio maravilhoso. O maravilhoso é saber que já o tinha sido exposto pelo nosso Senhor nas palavras do Sermão do Monte e que já citamos anteriormente. Depois de falar da confiança com a qual deveríamos enfrentar a vida, disse: "Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?"
a) Se com o preocupar-se uma pessoa pudesse crescer alguns centímetros, muitos viveriam com um complexo a menos, não é verdade?
b) Mas também é certo que o complexo desapareceria se estivessem dispostas a aceitar - que é mais que resignar-se - o inevitável.
c) Papai costumava dizer-nos: "Se com o lamentar pudéssemos ordenar as coisas, eu também o faria todos os dias. Mas as palavras 'que lástima' não solucionam nada." E é verdade, com tudo nem sempre se tomaria fácil aplicar este princípio, capaz de terminar com uma enorme quantidade de preocupações, a menos que aceitemos o outro princípio mencionado por Jesus Cristo.
Tenhamos fé em Deus.
1. Muitos de nós caminhamos na vida como as crianças que ainda não foram à escola.
a) Tomam em suas mãos um livro, olham as páginas impressas, mas não captam seu significado.
b) Isto nos enche de perplexidade a tal ponto de perder o sono, sofrer palpitações, hipertensões, úlceras ou qualquer outra forma como a vida nos cobra nossa falta de fé no futuro e em Deus nosso Senhor.
2. O exemplo de um soldado que foi aprisionado durante a segunda guerra mundial pode nos ajudar. Foi encerrado numa cela semelhante a uma masmorra, mas durante todo o cativeiro ele se manteve com um semblante alegre. Assobiava e cantava, a tal ponto que parecia se sentir mais feliz do que seus captores. Um dia o guardião perguntou-lhe o porquê de sua atitude e esta foi sua resposta:
- Olhe aquela janela lá em cima. Quando olho para fora, posso ver o céu azul. Não há razão para desesperar-se enquanto continue estando ali.
3. Voltava para casa depois de realizar uma de minhas viagens. Através da janelinha vi repetir-se várias vezes a mesma cena. Um homem assentado em seu trator dando voltas à terra deixando um ancinho de discos. Atrás dele, uma grande quantidade de aves brancas esvoaçando com candura e inocência. Seguiam o agricultor e iam comendo as sementes como se ele estivesse realizando essa tarefa para elas. Sem dúvida que na época da semeadura não será interessante ao chacareiro ver que as aves o seguem, mas para elas - repito - o seguirão como se a tarefa estivesse sendo realizada para elas.
a) Ao ler parte do parágrafo das Sagradas Escrituras que já transcrevemos, sentir-nos-íamos inclinados a pensar que de certa forma é assim
(1) O Senhor ensinou: "Portanto vos digo: Não vos preocupeis com vossa vida, que haveis de beber; nem por vosso corpo, que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo que o vestido? Olhai as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimente. Não tendes vós muito mais valor que elas? ... E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Eu, contudo vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas cousas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas. Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
4. O secretário de Oliver Cromwell teve que aprender esta lição. Foi enviado à Europa para uma missão importante. Deveria passar a noite num povoado da costa, mas não pôde dormir. A preocupação o corroía e empurrava-o a dar voltas repetidas vezes em sua cama. De acordo ao velho costume, um servente dormia em seu quarto, e a verdade é que o fazia bem profundamente. Este fato o deixou ainda mais nervoso de maneira que terminou por despertá-lo. O servo, então, perguntou por quê seu amo não podia descansar.
- Tenho medo que minha embaixada não saia bem - respondeu.
Criando um pouco mais de confiança o servo voltou a falar.
- Senhor, posso tomar a liberdade de fazer-lhe uma pergunta ou duas?
- Claro que sim, concedeu o embaixador.
- Governava Deus o mundo antes que nós tivéssemos nascido? - perguntou timidamente o servo.
- Naturalmente.
- E Ele continuará fazendo-o depois de havermos morrido, senhor?
- Sem dúvida que sim.
- Então meu amo - disse com mais segurança - por que não deixa que Ele governe agora também?
Poucos minutos depois ambos dormiam profundamente.
5. O apóstolo S. Pedro, que sem dúvida haverá estado entre os que escutaram os ensinamentos que, naquele dia, o Mestre partilhou da montanha, nos aconselha: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, parque Ele tem cuidado de vós"
6. Amigo, por que você não faz também esta prova? Você verá como os problemas que o preocupam neste momento diminuirão instantaneamente desde o momento em que você focalizar sua fé - não importa se ela é pequena e fraca - no Todo Poderoso Criador do universo. Se Ele cuida das aves, como não Se interessaria em resolver suas dificuldades? O Senhor está esperando somente, que você tenha fé nEle e O deixe operar poderosamente em seu favor.
E agora, encerremos esta conferência com a lição que nos conta um relato oriental. Aconteceu num desses reinos antigos.
Certo rei sentia-se aborrecido com um de seus súditos e desejava eliminá-lo. No entanto, este cumpria com tanta fidelidade e eficiência suas responsabilidades que o monarca não encontrava uma forma para terminar com ele e ao mesmo tempo manter as aparências.
Um dia, apresentou-se-lhe a oportunidade esperada. Outro rei presenteou-lhe uma magnífica coroa de ouro com a parte da frente preparada para colocar ali a inscrição que desejasse. Chamou o súdito, mostrou-lhe a coroa e ordenou-lhe:
- Você terá que encontrar a palavra que gravarei na coroa. Mas tem que ser uma palavra especial. Uma palavra que, quando me encontrar deprimido, preocupado, mergulhado na angústia, levante meus ânimos e me leve ao plano da normalidade, e que quando me encontrar demasiado eufórico, chame-me à reflexão e me coloque novamente no plano da normalidade. Você terá tempo até amanhã para isso. Se até então não encontrar essa palavra, morrerá imperdoavelmente.
O pobre homem sentiu uma corrente gelada correr por sua coluna vertebral, que seu rosto se enchia de um suor frio e que as pernas lhe tremiam. Pensou em sua esposa, que ficaria desamparada, em seus filhos que tanto necessitavam dele; na injustiça da ordem e no inapelável que resultavam as palavras pronunciadas por um soberano, e em quem sabe quantas coisas mais...
Aquela tarde regressou à sua casa um pouco mais cedo que de costume. A esposa notou a preocupação angustiosa que estava passando e interessou-se em saber o que acontecia. Mas, por que preocupá-la também com algo que aparentemente não tinha solução? Negou-se em falar várias vezes, mas diante de cada negativa a mulher redobrava mais e mais sua determinação em saber o que estava acontecendo.
- O que acontece é que você não me quer mais, por isso não me confia mais os seus problemas.
- Minha querida, como você quer que eu lhe confie meus problemas, se não os tenho? - explicava o esposo.
- Como que não os tem se nem sequer quis jantar? É o que eu disse, já não me quer mais...!
Amigo leitor, você sabe como são as esposas, quando querem inteirar-se de alguma coisa, não é verdade? Pois finalmente aconteceu o que havia proposto. Foi pouco depois de deitar-se para dormir. O atribulado esposo deu tantas voltas na cama que não pôde dormir e acabou contando à sua companheira o que havia acontecido.
- Por isso é que estou preocupado, meu amor. Amanhã, na primeira hora do dia o rei me pedirá que lhe diga qual é essa palavra capaz de levantá-lo do poço de suas preocupações e fazê-lo sentir-se normal, e ao mesmo tempo com poder para fazê-lo descer dos cumes de sua euforia. E eu não sei qual é a palavra. Então ordenará minha execução...
- É por isso que está tão preocupado? - replicou a esposa. Mas isso é muito simples! Eu sei qual é a palavra.
- Pois, então diga-me; assim poderei dormir em paz!
- Ah, não! Para que você aprenda a lição por não haver me dito antes, somente lhe direi amanhã bem cedo,
De nada valeram as petições e mesmo as ameaças do esposo. A esposa voltou-se para o outro lado e logo depois, dormia tranqüilamente. os primeiros raios de sol encontraram o súdito daquele rei sem haver conciliado o sono. Apenas despertou sua mulher, quis conhecer a palavra exigida pelo monarca, mas ela disse:
- Depois do desjejum.
Esse foi o desjejum mais amargo que havia servido em toda sua vida, em troca a esposa tomou-o cheia de otimismo.
Finalmente, quando estava despedindo-se para ir rumo ao palácio, a esposa consentiu em dizer qual era essa palavra tão especial. o súdito sentiu que a alma lhe volvia ao corpo. Respirou como se todo o ar do mundo não fosse suficiente para encher seus pulmões e soltou um grande suspiro de alívio. Então exclamou:
- Mas claro! Como não se me tinha ocorrido antes? E foi satisfeito rumo ao palácio.
Sentado no trono, o monarca saboreava com antecipação o que cria que seria seu triunfo. Quando viu aparecer seu súdito, perguntou-lhe maliciosamente:
- Você lembrou da minha incumbência? Já tem essa palavra que quando me encontrar mergulhado no desânimo, nas preocupações e, talvez, no desespero, levante-me o ânimo como para levar-me à linha da normalidade, e que quando me encontrar exageradamente otimista, eufórico, pensando em tocar as nuvens com minhas mãos, me faça descer ao plano da normalidade?
- Sim majestade - respondeu serenamente o servo.
- Pois bem, diga-me.
- Majestade, a palavra capaz de produzir as efeitos que você deseja é: "PASSARÁ".
CONCLUSÃO:
1. Vivamos com plena fé em Deus.
2. Um dia de cada vez.
3. Aceitando o inevitável.
4. Recordando que todo problema, por mais angustioso que seja, passará.
5. Então desaparecerão as preocupações e poderemos desfrutar a paz dAquele que "tem cuidado de nós".
O HORÓSCOPO E AS PROFECIAS
INTRODUÇÃO
1. Há milhões de pessoas que por nada deste mundo tomariam uma decisão importante sem consultar antes as estrelas.
a) Buscam direção nos horóscopos sobre o rumo que devem seguir em assuntos tão delicados e importantes como a profissão, o matrimônio e os negócios.
b) Dizem que no exato momento em que nasce uma pessoa, forma-se no céu um mapa concernente à mesma, e que o segreda do êxito consistiria em descobrir esse plano e segui-lo. Crê em que o caráter e a destino de uma pessoa ficam determinados pela posição das astros no momento de seu nascimento.
2. Os homens de negócios deram-se conta desse interesse.
a) O comércio oferece todo tipo de artigos com os signos do Zodíaco: guardanapos de papel, cortinas, lenços, talco, prendedores, etc., etc., e outras mil coisas que ostentam touros, escorpiões, peixes, leões, capricórnios e demais signos.
3. Por outro lado, para muitos, a astrologia é um bom negócio ao escrever sobre os signos.
a) O mais conhecido dos astrólogos norte-americanos é Carrol Righter, que ganha um dinheirão. Este decano da astrologia escreve uma coluna diária para 306 jornais. É lido por 30 milhões de pessoas e considera-se que sua renda ou entradas anuais não baixam dos 300 mil dólares (Visión, 17-06-72).
b) Talvez por isso (ou talvez não) 1.200 dos 1.750 jornais dos EE.UU. publicam horóscopos.
c) Dizem que nesse pais há 10.000 astrólogos, tempo completo, e 175.000 mais que o fazem em momentos livres.
4. A cada momento fica-se sabendo de coisas bem curiosas, tal como ocorreu em Glendale, Califórnia, onde se publicou um livrinho preparado por um cabeleireiro, intitulado "o horóscopo astrológico de seu cachorro".
5. É curioso falar sobre o que pensam em outras latitudes, mas não esqueçamos que também em nossa terra se crê muito em astrologia.
6. Sem dúvida será bom que, antes de seguir desenvolvendo a conferência, explique-lhes qual será o delineamento da mesma:
a) Em primeiro lugar, falarei um pouco acerca da astrologia: sua história, os fundamentos que se invocam.
b) Depois veremos até que ponto um crente em Deus, pode aceitar ou não a vigência dos horóscopos.
c) Assinalarei também uma fonte, muito digna de confiança, de profecias que nos permite entrar no futuro.
I. FAÇAMOS UM ESTUDO IMPARCIAL DA ASTROLOGIA
1. Comecemos com a sua história:
a) Teria surgido na Babilônia.
b) Chegou ao ocidente pelo Egito, Grécia e Roma.
c) Em Roma dos Césares, o mundo mediterrâneo foi conquistado pela astrologia.
d) Durante a Idade Média, devido à proibição da igreja, ficou, poderíamos dizer, estacionada.
e) No século XVI, aquele amigo e conselheiro de Catarina de Médicis chamado Michel de Notre Dame (Nostra Damus) (1503-1566) voltou a sacudir a imaginação com suas predições.
f) Durante a era da razão ou do Iluminismo, sua falta de base científica demonstrável voltou a escurecê-la.
g) Estranho é o seu ressurgimento nesta época de tanto adiantamento científico e tecnológico.
2. Quando uma pessoa analisa o tema, não se pode desfazer de algumas inquietudes:
a) Além do cortante manifesto assinado por 186 cientistas norte-americanos, entre os quais figuram 18 galardoados com o Prêmio Nobel, negando a astrologia toda base ou fundamento científico (Sete Dias Ilustrados, 31/l0/ 1975), alguém pode pensar no que publicou a revista Eternity.
b) (1) Por que diferentes astrólogos dão interpretações diversas a um mesmo quadro astrológico?
(2) Por que os gêmeos idênticos, nascidos na mesma hora e sob o mesmo signo do Zodíaco, freqüentemente se tornam tão diferentes em sua personalidade e têm marcas opostas de caráter?
(3) Por que as predições astrológicas não encontram apoia nos estudos estatísticos?
* Segundo a astrologia, as pessoas que nascem sob determinados signos estão mais inclinadas para escolher certas profissões. Por exemplo, as crianças nascidas em Libra deveriam ter mais inclinação artística que as outras.
* Contudo, um estudo realizado com 2.000 pintores famosos e músicos destacados demonstrou que tal não era o caso. (Eternity, outubro, 1970).
3. Creio que há um obstáculo maior mesmo para os que crêem na astrologia: o Zodíaco se divide em doze "casas" ou seções. A cada uma destas "casas" corresponde um signo diferente:
0)
1) Áries
2) Touro
3) Gêmeos
4) Câncer
5) Leão
6) Virgem
7) Libra
8) Escorpião
9) Sagitário
10) Capricórnio
11) Aquário
12) Peixes
"O que se torna ridículo em todo este assunto é que a astrologia não se desenvolveu ao mesmo passo que a astronomia. Desde 150 A.C, quando se criou o atual sistema astrológico, o Zodíaco se moveu em uma "casa" completa, e este fato por si só inutiliza e destrói esta pseudo-ciência. Isto significa que todos os que crêem que nasceram sob o signo de Escorpião, realmente nasceram sob Sagitário. Portanto, a astrologia moderna não tem nada que ver com os planetas ou as estrelas reais, mas tão-somente com os astros fictícios." (Eternity, out. 70, citado por S. I. Collins, que apresenta o articulista como autoridade na matéria, em La Personalidad Triunfadora del Joven Moderno, p. 12.
4. Talvez a esta altura você esteja fazendo a mesma pergunta que estou fazendo a mim mesmo: Por que, então, as pessoas crêem nos signos astrológicos? Achei muito interessante a opinião publicada pelo Dr. Humberto Raúl Treiyer, a qual podemos resumir assim:
a) As pessoas preferem pensar que a culpa não está nelas, mas nas estrelas.
– A astrologia proporciona uma fácil escapatória pessoal.
– A pessoa não seria culpada do que faz.
– Tudo estaria determinado pelos astros.
– A responsabilidade das ações individuais seria, então, extrapessoal, extra-humana e até extraterrestre.
– Encontra sulco a velha tendência para as desculpas que como humanos temos e que tão patéticas se mostram em Adão e Eva.
b) O fracasso das religiões tradicionais que tem trazido grandes incertezas sobre a humanidade.
– E o homem, que é religioso por natureza, não pode viver sem crer em algo, mesmo que seja no ateísmo.
c) O desejo de penetrar no futuro incerto.
– A astrologia promete revelá-lo.
– Promete a companhia das estrelas.
d) "Certas pessoas crêem que por haver consultado acerca de seu futuro, já fizeram o quanto era necessário em favor de seu porvir. Custa muito menos trabalho dirigir-se a um astrólogo do que construir a sua própria sorte."
II. PODE UM CRENTE EM DEUS CRER NOS SIGNOS ASTROLÓGICOS?
Para responder esta pergunta devemos saber em que se baseia a astrologia; por que os antigos criam nela.
1. Os antigos, ao dar seus nomes aos planetas, criam que cada planeta tinha um deus diferente que influía sobre o planeta para que, por sua vez, este tivesse influência sobre as pessoas.
a) Por isso criam na influência dos astros sobre as pessoas.
b) Sem a mitologia, a astrologia carecia de sentido.
c) Eles eram politeístas. Criam em muitos deuses.
2. Pode um cristão crer nisto e continuar sendo cristão? Em quantos deuses cremos?
a) Nós os cristãos, pelo menos, não somos politeístas (não cremos em muitos deuses).
b) Os hebreus, muçulmanos e outros, igualmente aos cristãos, crêem que há um só Deus verdadeiro.
3. Sendo que cremos em um só Deus verdadeiro, Criador do Universo, não aceitamos a idéia de que haja um deus diferente em cada planeta.
a) Cremos que os planetas não pensam nem têm um deus em particular.
b) Portanto não há nenhuma influência fora da relação da força da gravidade, que tenha a ver com o destino de uma pessoa.
c) A ausência desses deuses em cada planeta reduz a teoria da relação de influências astrais a uma simples fábula.
4. O profeta bíblico Daniel viveu no próprio berço da astrologia: na Babilônia. Que nos diz a respeito?
a) Ele sabia muito de astrologia, pois seus companheiros de palácio eram os maiores astrólogos do afundo.
b) Também conheceu o futuro, mas ele nos disse como obteve sua informação acerca do amanhã:
Daniel 2:19-23, 27, 28
a) E a seguir revelou 2.500 anos de história que vão desde seus dias até os nossos. E não são predições ambíguas, como as que geralmente aparecem nos horóscopos, que não importa o que acontece, como se se cumprissem. As da Santa Bíblia são bem claras e exatas.
5. Qual é a opinião de Deus?
a) Segundo Deus, há consultas que estão demais.
Deuteronômio 18:9, 10-14; Isaías 47:13-14.
b) Mas ele tem interesse de introduzir-nos no futuro Amós 3:7.
III. AS PROFECIAS LEGÍTMAS
1. Desde a antigüidade é aconselhado ao crente em Deus a buscar seu futuro no Senhor. Isaías 8:19
2. S. Pedro nos diz onde encontrar essa orientação por parte de Deus. 2 S. Pedro 1:19-21.
a) Essa palavra profética é a Sagrada Bíblia.
b) Diz S. Pedro que faremos bem em estar atentos a ela.
c) A razão é muito simples: Deus a inspirou; é Sua revelação para nós.
3. Creio que é digna de confiança.
a) Tem umas 2.300 profecias.
b) Até onde pude investigar, nenhuma delas falhou.
c) Muitas delas estão em pleno cumprimento em nossos dias.
d) Outras ainda se projetam para o futuro.
4. Não lhes parece que em vez de colocar nossa confiança nos astros mortos e inconscientes, deveríamos colocar nossa fé no Criador dos astros?
5. Por isso é que me animo a sugerir crer na Santa Bíblia de Deus que penetra no futuro.
a) Com o mesmo entusiasmo e interesse, que lê em cada dia a página dos horóscopos, leiam a santa Bíblia.
6. Gostariam que em alguma destas noites analisássemos algumas destas interessantes profecias da Bíblia? Não percam o tema do sábado sobre As oito palavras que mudaram a história do mundo.
CONCLUSÃO:
Como conclusão, poderíamos dizer:
1. Evidentemente a astrologia está muito generalizada em nossos dias.
2. Respeitem as opiniões alheias. Porém, sendo que
a) se baseiam em postulados politeístas pagãos;
b) não têm base científica que se passa demonstrar;
c) não têm aceitação no pensamento monoteísta cristão;
d) e Deus não as aprova,
e) parece-me que faríamos bem em definir nossa posição diante dos horóscopos.
3. Animo-me a dizer algo mais: Seria bom considerar o que S. Pedro diz em: 2 S. Pedro 1:19-21.
4. Deus promete uma bênção para aquele que presta atenção às profecias de Apocalipse 1:3.
O QUE FAZER PARA QUE O ORÇAMENTO FAMILIAR SEJA SUFICIENTE
INTRODUCÃO:
1. O tema sempre foi importante, mas provavelmente se intensifique sua vigência numa época como a nossa.
2. Milhares de pessoas estão presas ao círculo econômico. Há uma família para sustentar, obrigações hipotecárias que enfrentar, outras contas que devem ser pagas. Deveriam estar contentes com o trabalho, e poderiam estar, mas para muitos o trabalho é uma série de penosas cargas, entre as quais a sobrevivência torna-se em um constante aguilhão.
3. Não são poucos os casais que enfrentam fortes tensões diante da impossibilidade de manter-se dentro do orçamento.
a) O esposo trabalha arduamente e acha que se esbanja.
b) A esposa que faz a maioria dos gastos, sente-se quase culpada... oprimida... Mas decide gastar. Afinal, o marido queixa-se da mesma forma...
c) As crianças vêem e vivem em uma atmosfera tensa.
d) Falta um plano, um orçamento.
e) Às vezes o esposo retém tanto dinheiro quanto pode, e a esposa tira tanto quanto pode.
f) Não há planejamento nem orçamento.
4. Não crêem que estas tensões se devam a um enfoque exageradamente materialista da vida.
"Mesmo sob condições medianamente ideais, o problema financeiro num lar constitui matéria de relevância. Não se deve necessariamente a que o esposo ou a esposa seja ávido por dinheiro; não que o dinheiro, em si, signifique mais do que a afeição e a harmonia no lar. Apenas representa as coisas materiais que proporcionam um ambiente confortável" (A Felicidade Conjugal, p. 110).
I. POR QUE O DINHEIRO NÃO É SUFICIENTE
1. Naturalmente, já temos perguntado a nós mesmos uma infinidade de vezes: Por que o dinheiro?
a) Suponho que, alguns mais, outros menos, mas todos temos nossa filosofia a respeito.
b) De qualquer forma, que tal, se nos animássemos a esquematizar algumas possíveis causas?
2. Ambições excessivas em relação com as realidades que cabe a cada um viver.
a) Creio na virtude das aspirações sadias. Sem dúvida nunca deveríamos renunciar a elas, pois constituem-se em um motor que impulsiona ao progresso.
b) Aqui estou falando de um ponto assinalado pelo Dr. Haroldo Shryock em seu livro A Felicidade Conjugal. "E ao notar as lutas que têm muitos de meus amigos para ajustar seus gastos e suas rendas, descobri que os ricos têm tanta dificuldade, numa média, como os pobres. Parece que o problema do manejo das finanças não pode ser resolvida tendo simplesmente maiores entradas.
"... o segredo pareceria residir em aprender a controlar o desejo de obter coisas que se podem comprar com dinheiro."
c) Sim, Thomas Adams estava certo então: "O ambicioso sobe por escadas altas e perigosas e nunca se preocupa como vai descer: o desejo de subir anulou o medo da queda".
(1) Provérbios 20:13
(2) Provérbios 6:6
3. Outras vezes o orçamento não é suficiente por falta de organização.
a) Não existe um orçamento.
b) Inclusive pode ocorrer que haja alguém que não tenha nenhuma noção a respeito.
4. Às vezes é problema de educação, ou formação.
Disse um economista:
– Necessita-se de três gerações para passar de um estágio de mangas arregaçadas a outro.
– Queria dizer que através da economia e do trabalho árduo, a primeira geração de uma família acumula um bom capital; a segunda geração herda-o, ou desfruta-o, e o faz diminuir; a terceira geração gasta mal o que fica e, finalmente, deve trabalhar diligentemente. Volta a "arregaçar as mangas da camisa".
II. FALEMOS UM POUCO DE ORÇAMENTOS
1. Alguém disse que o orçamento é algo que nos indica para onde irá o dinheiro, em vez de averiguar para onde foi depois de haver sido gasto.
2. Creio que o General San Martin estava certo ao declarar que todo ser humano deve viver com o que ganha. Sem dúvida, o orçamento nos ajuda a alcançar esse objetivo.
a) Ajuda-nos a determinar em que gastar e em que economizar. Isso é bom, porque como dissera Samuel Johnson: o homem que sabe gastar e sabe economizar é mais feliz, por que desfruta de ambas as coisas.
b) Além disso, dá uma estabilidade muito benéfica.
3. Creio que o orçamento deveria contemplar as necessidades da família.
a) Concordo que há diferentes tipos de necessidades:
(1) Básicas ou primárias, que são inevitáveis.
(2) Secundárias, que são boas.
(3) Supérfluas, ou criadas por nossa ambição.
b) Cada família deveria estabelecer a ordem de prioridades de suas necessidades e depois estudar o grau de factibilidade das mesmas.
4. Como ilustração, façamos uma lista de coisas que deveriam entrar num orçamento que também possa incluir as famílias de recursos escassos:
– Luz
– Gás
– Aluguel
– Comida
– Roupa
– Despesas Escolares
– Gastos médicos
– Gastos gerais
– Gastos do esposo
– Gastos da esposa
– Imprevistos
– Caridade - Provérbios 11:26, 25.
– Deus - Deuteronômio 8:11-16, 17.
a) Deveria ser anotado o dinheiro líquido de que se disporá.
b) Em primeiro lugar se deveria calcular o necessário para os gastos fixos.
c) Depois os gastos necessários.
d) Não se esquecer dos imprevistos. Sempre a soma orçamentada em gastos será menor que o dinheiro disponível.
5. Como manejar em forma prática um orçamento?
a) Os que têm noções de contabilidade não necessitam acessoramento, pois sabem manejar com o débito e o haver.
b) Portanto, daremos um sistema simples para as pessoas que não têm noções de contabilidade ou que não se interessam em deixar-se manejar por normas de contabilidade.
c) O sistema dos envelopes:
(1) Faça a lista de itens.
(2) Determine a quantia necessária de dinheiro para cada item.
(3) Some tudo para comprovar que o que foi orçamentado não excede ao dinheiro disponível.
(4) Dedique um envelope para cada item, rotule-o com o item correspondente, e anote no envelope a soma a dedicar.
(5) No caso do item alimento, dedique um envelope para cada semana e divida o que corresponde a comida nas semanas correspondentes.
(6) Coloque dentro de cada envelope a importância designada para esse fim.
(7) Não "peça emprestado" à semana que virá ou a outro item.
(8) Se no final do mês sobrou algo, distribua novamente essa importância.
d) Este simples método, tão fácil de ser levado à prática, tem sido a solução para muitos. Se não obteve bons resultados com outros métodos, por que não fazer a prova?
III. CONSELHOS PRÁTICOS QUE AJUDAM A ECONOMIZAR
1. Alguns descobriram que se economiza muito dinheiro comprando frutas frescas, da época.
a) Geralmente são mais baratas.
b) Os que gostam de conservar frutas, acham que é possível comprá-las a preços muita baixos para o final da época, e assim têm frutas por baixo preço para todo o ano, ou boa parte do mesmo.
2. Outros são ardorosos defensores de cultivar o terreno.
a) Além de economizar os gastos com verdura, fazem um sadio exercício e uma espécie de sedativo nervoso, que nesta época faz muito bem.
b) Os que fazem isto explicam a satisfação que lhes produz comer o que eles mesmas plantaram. E depois de tudo, essas alegrias inocentes também fazem a vida.
3. Parece que quando se compram casas de boa qualidade, duráveis, a longo prazo, saem mais barato.
4. Alguns asseguram que levar uma caderneta onde possam anotar o quanto gastaram para ver em que foi o dinheiro, ajudam-nos a planejar mais objetivamente os gastos do próximo mês, e isso também permite-lhes economizar.
5. Há os que gostam de comprar fiado, com caderneta, como alguns dizem.
a) Geralmente torna-se mais difícil controlar os gastos e como no final têm que pagar...
b) Por outro lado, os que compram como foi determinado (por exemplo com o sistema dos envelopes) controlam mais facilmente.
c) Ademais, comprando com o que foi determinado costumam conseguir descontos e escolhem comprar onde haja preços vantajosos.
6. Nesta época é difícil evitar os créditos, mas convém ser cuidadoso.
a) Alguém disse: se quiser que o tempo passe voando, assine uma nota promissória para 90 dias.
b) Foi Benjamin Franklin que disse:
"Lembre-se que um remendo em seu paletó e dinheiro no bolso, valem mais que uma dívida em suas costas, sem dinheiro para saldá-la."
7. Outra forma de economizar é comprando proteínas da carne. Mas há outras fontes mais econômicas, e vamos compará-las.
Por exemplo: comparemos por kg de cada um.
PREÇO
PRODUTO
GRAMAS DE PROTEÍNA POR KG
ADEMAIS
Carne bovina
182
27 mg de ferro, 110 de cálcio
Carne frango
216
o dobro de ferro que a carne de vaca.
Feijão
207
Lentilhas
208
Feijão soja
349
2270 de cálcio;
800 de ferro s/ colesterol
Queijo
259
Queijo parmesão
327
Um ovo, 3-4 p/ semana (mais que isso não pelo colesterol)
27,9
Amendoim torrado (não comer mais que uma mão fechada em cada vez)
269
760 mg cálcio
190 mg ferro
8. Há mulheres que economizam muito dinheiro fazendo e reformando suas roupas e as dos filhos.
a) Claro, nem todas gostam. Dizia Oscar Wilde: "O primeiro dever de uma mulher é atender a sua modista. Quanto ao segundo, ninguém o descobriu ainda."
b) Concordo que nem todas as donas têm tempo para fazê-lo, mesmo que elas gostassem.
c) Também sei que há mulheres muito virtuosas e inteligentes, mas que não têm habilidade diante de uma máquina de costura.
d) Por outro lado, os desenhistas de modas, defendendo os seus bolsos e não o de seus clientes, encarregam-se de introduzir variedades suficientes tais como para terminar com qualquer orçamento. Pareceria que os que não se preocupam em estar permanentemente na última moda defendem melhor seu dinheiro.
9. Outras formas de "esticar" seu dinheiro.
a) Economizando o dinheiro gasta em jogos e loterias.
(1) Faça a conta e verá o quanto gasta nisso.
(2) No jogo de três colunas da loteca, há 999 probabilidades de perder e uma só de ganhar. As organizações de loterias nunca ganham menos de 60% do dinheiro jogado. Por isso é que os que realmente ganham são os organizadores do jogo, e não o jogador.
b) O dinheiro gasto em cigarros. (Faça a conta de 1,1/2 maço - 30 cigarros por dia - x 12 meses. Depois comente que geralmente na casa fumam vários. Suponhamos que fumem 2 pessoas. Multiplique o resultado obtido x 2.)
c) O dinheiro gasto em vinho, gostoso, porém não um alimento real (1 litro por mês).
d) (Faça o quadro dos três elementos juntos):
Por mês Por ano
Maços . . . . . . . . . . . . .
Vinho . . . . . . . . . . . . .
Loteria . . . . . . . . . . . . .
T OTA L _______ ________
Em 10 anos: Total do ano x 10 = ________
E se o colocasse a prazo fixo?
Ali tem sua própria loteria!
CONCLUSÃO:
1. O dinheiro não é tudo:
a) Não é a vida.
b) Não é a felicidade.
2. Mas o dinheiro é necessário e oferece um apoio:
a) À vida.
b) À família.
c) À felicidade.
3. Como fazer para que seja suficiente?
a) Organizando os gastos.
b) Buscando fontes de economia.
c) Planejando o orçamento antes de utilizar os fundos.
d) Sendo inflexíveis conosco mesmos, não saindo do orçamento.
4. Vale a pena provar.
a) ILUSTRAÇÃO: Conta-se que um homem esteve preso 20 anos, em uma prisão sem ferrolhos, por não fazer a tentativa de empurrar a porta!
b) Por ali, esta é a porta. Por que não tentar?
A SAÚDE MENTAL E SEUS COMPLEXOS
Pr. Carlos Aeschlimann
INTRODUÇÃO:
1. Todos nós sentimos intenso apega à vida.
a) Por isso procuramos nos proteger das enfermidades e perigos.
b) Em todos os tempos esse poderoso sentimento tem impulsionado os homens a realizar grandes esforços para prolongar a média de vida.
c) Médicos como Sérgio Voronoff e outros têm dedicado sua existência à busca de algum elixir mágico que prolongue a juventude.
2. Que tipo de vida levamos?
a) Blake dizia: 'Em todos os rostos que encontro, vejo sombras de fraqueza e de dor."
b) A existência da grande maioria é uma luta constante.
c) Luta com o meio ambiente que nos sufoca por sua crua concepção materialista.
d) Luta com um sem-fim de falsos inimigos.
3. Contudo, as lutas mais violentas travam-se em nosso ser.
a) O ego, influenciado por tendência hereditária e adquirida.
b) A mente onde combatem as fobias, os complexos, inibições, idéias fixas, etc.
c) A alma que luta com os poderosos gigantes do medo e da ira.
4. Na realidade somos um cúmulo de tendências encontradas e reações inesperadas.
I. A MENTE
1. Consideremos a mente que é a sede das mais elevadas funções.
a) Dela governam-se nossas sistemas, órgãos e sentidos.
b) É, também, a sede da vida racional e emotiva.
2. Os psicólogos explicam que a mente está estruturada em três estágios bem diferentes, o que se pode ilustrar comparando-a com uma casa de três pisos:
a) CONSCIENTE: Seria a planta baixa e corresponde a vivências diárias e à atividade mental do momento.
b) SUBCONSCIENTE: Corresponderia ao porão da casa e é a parte interna da mente que funciona como um enorme arquivo, onde ficam registradas e armazenadas todas as experiências, frustrações, desejos e educação.
c) SUPER EGO OU CONSCIÊNCIA: Seria a planta alta, ou seja, o conjunto de regras morais e princípios de ética que nos têm sido inculcados e que atuam como um censor e freio de nossas ações.
3. Fala-se muito e escreve-se muito acerca da mente, pois foi estabelecida a estreita relação que muitos transtornos físicos acumulam com a mente perturbada ou intranqüila. A eminente escritora Ellen G. White disse: "A condição da mente tem muito que ver com saúde do organismo. Nove décimos das enfermidades de que sofrem os homens têm seu fundamento na mente."
4. Por outro lado as estatísticas pintam-nos um quadro alarmante sobre o estado da saúde mental do mundo.
a) Nos EE.UU. todos os anos morrem 250.000 no poço da loucura.
b) O Dr. Luís Karnosh da Western Reserve University afirma: "A neurose ocupa o segundo lugar depois do resfriado, entre as enfermidades mais comuns."
c) Tudo isso nos diz que o naufrágio da demência e a neurose constituem uma das tristes características deste século.
II. COMO ENLOUQUECEM AS PESSOAS?
A psiquiatria, ciência que estuda a mente, tem estabelecido uma série de conclusões muito interessantes:
1. Ninguém enlouquece de imediato, mas todo resultado de alienação mental é resultado de um processo mais ou menos prolongado. Ao aparecerem sintomas de alienação, é possível fazer muito mediante uma atenção adequada.
2. Também nos transtornos da mente, é melhor prevenir do que curar.
3. Nos casos de alteração mental concorrem três fatores essenciais.
a) Fator hereditário, predisposição biológica ou constitucional.
b) Fator emocional ou psíquico, ou seja, uma situação permanente de conflito sem resolução.
c) Fator desencadeante: um feito fortuito que é como a pedra no caminho.
(1) Pode ser uma infecção.
(2) Uma emoção violenta.
(3) Um susto.
(4) Uma grande desilusão, etc.
4. Somente a conjunção destes três fatores determina a loucura.
a) Há pessoas que apesar de estarem predispostas nunca terão problemas.
b) São os conflitos morais, desmaios, ansiedades e angústias QUE NÃO SE SOLUCIONAM os que afetam a saúde mental.
c) Daí a importância de determinar nossos problemas, averiguar suas causas e buscar as soluções.
III. EVASÃO DA REALIDADE E SEU MECANISMO
1. Quando não se encaram os problemas recorre a evasão da realidade. Isto é, refugiar-se num mundo ilusório e fictício. Entretanto, quanto maior for a evasão, mais pronunciado se torna o transtorno psíquico. Neste processo mental de auto-engano que às vezes se realiza inconscientemente, a mente usa certos ardis para escapar dos problemas apresentados. Vejamos alguns como exemplos:
a) "CATATÍMIA": É a deformação da realidade pela excitação dos sentimentos. Em outras palavras, ver as coisas mais avultadas do que realmente são.
b) REGRESSÃO: Consiste na expressão exagerada dos sentimentos. Chama-se regressão porque regride o indivíduo à etapa infantil. O mesmo ocorre àquele que termina uma discussão com frases que ferem e um grande golpe à porta. A regressão faz com que o indivíduo se expresse emocionalmente em vez de racionalmente.
c) RACIONALIZAÇÃO: Consiste em deformar os verdadeiros motivos, disfarçando-os para que pareçam nobres e dignos. É um dos estratagemas mais comuns do neurótico que geralmente se transforma em hábito permanente. É uma forma de auto-justificação que é usada em vez de analisar com franqueza a motivação dos atos e encontrar as soluções que correspondem.
d) PROJEÇÃO: Por meio desta mania desloca a causa ou a responsabilidade de um conflito a outra pessoa ou objeto. Outras manias mentais são: isolamento, repreensão, desassociação, conversão dos conflitos em doenças físicas, identificação, etc.
2. Estas manias têm como causa básica a ANSIEDADE, que é um estado emotiva crônico, complexo com apreensão e temor como ingrediente principal.
a) A ansiedade é um temor vago e difuso diante dos perigos, às vezes ilusórios: tem seu foco central na dinâmica do comportamento.
3. Há um mecanismo mental que nos permite superar em forma construtiva e nobre; é a sublimação, que recusa derivar por canais ilícitos o excesso de energia psíquica provocada pelos desejos: instintos ou propósitos que a consciência inibe de realizar.
4. Quando o paciente foge da realidade sem enfrentar seus problemas, tem que excitar o uso das manias mentais com o qual se forma um trágico circulo vicioso que vai agravando sua saúde mental e pode converter-se em um estado demencial.
IV. OS COMPLEXOS
1. A maioria dos conflitos que tiram a paz da alma, sobrevêm quando tendências anti-sociais e regressivas, submergidas no subconsciente, lutam para nivelar no campo consciente, mas entram em choque com a censura dos princípios morais da consciência.
a) Os complexos podem ter também suas raízes em experiências desafortunadas na infância, que provocaram uma ferida e trauma no subconsciente, ferida que ao supurar, estorva a vida do jovem ou do adulto.
2. O que é um complexo?
a) Segundo Strecker e Appel, complexo é:
"Uma idéia ou grupo de idéias estreitamente ligados por um laço emocional".
(1) A emoção é o sentimento que dá energia e cor à vida.
(2) O amor, o ódio, a tristeza, a ira, são emoções.
(3) Quando ima idéia está intimamente ligada a uma emoção, forma-se um complexo.
(4) Por exemplo: Alguém tem um complexo de medo da escuridão. Ao pesquisar descobre-se que na infância o indivíduo foi preso num lugar escuro onde experimentou um medo terrível. Agora a idéia de escuro vai ligada à emoção do medo e aí está a presença de um complexo.
3. Complexos bons e maus.
a) Nem todos os complexas são maus. Aquelas idéias matizadas pela emoção, que movem à ação nobre e construtiva, são complexos bons.
(1) Poderíamos mencionar o patriotismo.
(2) O afeto familiar, etc.
b) Outros complexos são inofensivos.
(1) Entre eles se poderia mencionar o colecionar selos.
(2) Moedas.
(3) Qualquer outro hobby.
c) O complexo é prejudicial quando se destrói e inibe, produzindo predisposições, preconceitos, intolerâncias, atos de injustiça, etc.
4. Características do Complexo:
a) O pensamento em vez de ser lógico é emocional, Todo aquele que defende uma idéia, passando por alto o raciocínio, a lógica, as analogias, para atender somente os seus sentimentos, tornando-o em forma enfática e mesmo violenta, está na presença de um complexo.
b) Faz associações com facilidade; a idéia fixa estende-se veementemente. Em todos os temas ou ocasiões, vê uma alusão ou oportunidade para manifestar-se.
c) É insistente: Brota a cada instante e procura expressar-se em todo momento.
5. Os três grandes complexos.
a) Complexo do eu:
(1) Todos temos este complexo.
(2) A ele corresponde o instinto de conservação.
(3) A dignidade pode assumir uma forma perniciosa quando se manifesta em um sem-número de fobias.
(4) Outros complexos que correspondem ao básico do eu, são os complexos de inferioridade, que consistem em subestimar ou sobrestimar nossos méritos ou submissão reais ou aparentes.
b) O complexo sexual.
(1) Em sua forma nobre manifesta-se no amor.
(2) Na ternura.
(3) Os sentimentos maternais e paternais.
(4) Em sua forma perniciosa encontram-se nos ciúmes, as loucuras sexuais, o sadismo e no fetichismo.
c) O complexo gregário:
(1) Nasce da necessidade da sociabilidade.
(2) É bom quando se expressa em forma de amizade, fraternidade, solidariedade, heroísmo.
(3) É mau quando assume as formas de misantropia, tirania, etc.
6. O complexo de inferioridade.
a) Provavelmente, é o complexo mais popularizado e também o mais temido. Strecker e Appel dão a seguinte definição: "O sentimento de inferioridade é uma idéia ou série de idéias fortemente atadas por um vínculo emocional, que nos faz sentir inferiores diante de nossos semelhantes.
b) Há diferenças entre sentimento e complexo de inferioridade.
(1) O sentimento é simples, consciente e não tem nada de mórbido ou deprimente; mas suscita energias, desperta a emulação e a vontade de triunfar.
(2) O complexo é mais complicado, geralmente inconsciente, produz inibição e pode chegar a ser mórbido.
c) São várias as causas que determinam o complexo.
(1) Insatisfações na tenra infância, imposições por parte de companheiros mais velhos, fracassos, castigos injustos, sugestões de inferioridade como ouvir dizer a cada passo: "Não serves para nada", educação sexual defeituosa, etc.
(2) Também influem os defeitos físicos, a falta de educação, a escassez econômica.
(3) Todo desvio do termo médio que seja no aspecto ou na função física.
(4) Muitas vezes os pais são os causadores do complexo, ao orientá-los para profissões para as quais não têm capacidade ou sugerindo-lhes continuamente a idéia de que são e serão inúteis.
(5) A educação puramente repressiva e a falta de carinho são tremendos para a psique da criança.
d) O complexo manifesta-se em formas contraditórias, que flutuam entre:
(1) A atitude derrotista e apática.
(2) Até a desafiante superioridade em que se aparenta um valor e uma segurança que não se possuem.
(3) Outros se refugiam num mundo interior povoado de fantasias.
e) O complexo de inferioridade não é sempre pernicioso.
(1) Pode chegar a ser extraordinariamente fecundo quando estimula o progresso e mantém alerta e dinâmico o indivíduo.
(2) A mesma falta de êxito e perfeição mantém na luta e excita a vontade.
f) O segredo fundamenta-se em adotar compensações adequadas que podem desenvolver perfeições não usadas.
(1) Centenas de artistas, pintores, músicos e escritores, escalaram a fama e a perfeição como compensação por desagradáveis defeitos.
(2) Tal é o caso de Demóstenes, gago que chegou a ser o maior orador da Grécia.
(3) Beethoven, surdo, criou as melodias mais perfeitas.
(4) Miguel Ângelo, de aparência fraca, pintou e esculpiu figuras belíssimas.
(5) Helen Keller, surda, muda e cega, transformou-se em um espírito ricamente cultivado.
g) Ninguém necessita fracassar por causa do complexo de inferioridade, o segredo consiste em aproveitar nossas grandes possibilidades de reação.
7. Fatores que produzem os complexos
a) Podem ser externos como o excesso de trabalho, fadiga ou as frustrações.
b) Mas quase sempre as causas são internas.
(1) Em muitas ocasiões os traumas psíquicos inferidos na mente sensível da criança, por erros na educação, causam um complexo difícil de curar.
(2) Por exemplo: um pai repreende o seu filho na presença de terceiros, dizendo-lhe que é um inútil e imprestável. Passam os anos e logo o jovem e adulto luta com um sofrível complexo de inferioridade, não progride na vida porque está convencido de que é um inútil.
c) Outras vezes os problemas sem serem encarados e resolvidos são uma fonte de complexos.
d) Mesmo assim os conflitos morais, por atos que estão renhidos com os bons princípios, podem causar o agonizante complexo de culpabilidade.
8. Formas de encarar os complexos.
a) Muitos praticam a filosofia da fuga, ou seja, evitar a confrontação com seus problemas, ou consigo mesmo.
b) Outros efetivam o que o Dr. Paul Tournier denomina: "Liquidação menor", que consiste em dar respostas motrizes a nossos problemas.
c) Outros recorrem ao psicanalista.
d) Em casos extremos não falta os que se entregam aos vícios.
e) Quando tudo se afunda, o homem fugiu definitivamente da luta consciente e perde a razão.
V. O PAPEL DA PSIQUIATRIA
1. Esta matéria científica que tem experimentado extraordinários progressos nos últimos decênios, tem indiscutivelmente uma missão muito grande que realizar.
a) No campo da prevenção, oferece conselhos úteis, e no da cura, procedimentos eficazes que têm conseguido resultados louváveis.
2. São ensaiados hoje com relação ao êxito, diversos tipos de psicoterapia, tais como:
a) Eletrochoques
b) Insulinoterapia
c) O uso da "reserpina" e outras drogas que, devidamente dosadas e combinadas, restituem a normalidade parcial ou total a milhares de pacientes.
d) Não esqueceremos o valor extraordinário da terapia ocupacional, que consiste em brindar trabalho útil e produtivo aos pacientes.
3. Contudo, a psiquiatria tem suas limitações.
a) Nem sempre consegue curar e aliviar a todos os enfermos.
b) Em muitas oportunidades deixam raízes do mal que logo voltam a florescer.
VI. UM FATOR INDISPENSÁVEL PARA A SAÚDE MENTAL
1. Para conseguir soluções para os seus problemas, você deve romper as cadeias opressoras dos complexos e conseguir uma transformação feliz da personalidade. O homem necessita de uma ajuda Suprema.
a) O único e grande remédio para os complexos, males da alma humana são: a fé e a confiança em Deus: em uma palavra, os valores eternos do cristianismo.
2. Os psiquiatras e homens da ciência aconselham uma reavaliação dos valores do cristianismo e da aceitação e conformação da vida de seus princípios imortais.
a) O Dr. Carl Jung disse: "À par da decadência da vida religiosa, as neuroses tornam-se notavelmente e mais freqüentes."
b) O Dr. J. A. Hadfield, um dos maiores psiquiatras da Inglaterra escreveu:
"Falando como estudioso da psicoterapia, estou convencida de que a religião cristã é uma das mais valiosas e potentes influências para produzir essa harmonia e essa confiança da alma que se necessita para a saúde de uma grande proporção de pacientes nervosos."
c) E Dr. William Brown, catedrático de filosofia mental de Oxford, expressa: "Estou mais convencido que nunca, de que a religião é a coisa mais importante para a saúde mental."
d) William James, um dos maiores filósofos contemporâneos, declarou: "Natura1nlente o tratamento radical da ansiedade encontra-se na fé cristã."
3. Conta-se que um paciente afligido por profundos conflitos, foi consultar ao célebre Dr. Carl Jung. Este aconselhou-o a prática dos princípios do cristianismo, enfatizando que esta era a melhor terapêutica que podia prescrever. Os imortais princípios do cristianismo genuíno produzem na mente e no coração, forças dinâmicas que ajudam a pessoa a enfrentar os problemas com um novo enfoque. Animados pela segurança da bênção divina, o homem sente-se sustentado e acompanhado nas duras lutas da vida. A mente agoniada encontra a verdadeira paz. Os grandes interrogantes encontram sua lógica resposta.
Com razão disse o Dr. Jung: "Durante os últimos trinta anos pessoas de todas os países civilizados têm-me procurado. Tratei de centenas de pacientes. Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida - isto é de mais de 35 anos - não houve um, cujo problema não fosse em última instância o de encontrar uma perspectiva religiosa para a vida. Posso dizer que todos eles se sentiam enfermos porque haviam perdido o que as religiões vivas de todos os tempos têm dada a seus fiéis, e que nenhum deles foi curado sem reconquistar essa perspectiva religiosa."
CONCLUSÃO:
Vale a pena conhecer esses princípios cristãos que nos levam a um melhor conhecimento de Deus e que podem transformar o rumo de nossa vida. "Cristo e Sua doutrina quando chegam a ser a pauta que rege a vida, constituem o único que pode fazer surgir fortaleza na fraqueza, esperança na incerteza, calma na angústia, paz na convulsão: o único que pode assegurar-nos o mais alto grau de felicidade."
SEIS PALAVRAS QUE MUDARAM A HISTÓRIA DO MUNDO
Nota: Este tema costuma ser de mais impacto quando é ilustrado com muitos diapositivos.
INTRODUÇÃO:
1. A fim de desfrutar melhor este tema, faremos uma breve recapitulação do que cada um de nós temos estudado em nossas aulas de história.
2. Depois analisaremos as seis palavras que mudaram a história do mundo.
3. Veremos seu impressionante cumprimento histórico que chega até nossos dias e ainda penetra no amanhã.
I. BREVE ESQUEMA HISTÓRICO
1. Há vários métodos filosóficos de estudo da História, e todos eles têm seus partidários. Estas filosofias da História obedecem ao modelo que os historiadores asseguram encontrar no passado.
a) Modelo Linear. Que segue uma direção.
(1) Uma interpretação linear pode ser progressiva ou regressiva. A maioria das teorias lineares tem sido progressivas. Por exemplo Kant.
b) Cíclico. Ciclos que se repetiriam indefinidamente em povos e épocas sucessivas. (Osvaldo Spengler toma dos gregos e o compara a estações).
c) Caótico, exibindo, como o declarara H. A. Fischer, somente o jogo do não contingente e o não esperado.
d) Existem várias combinações das possibilidades básicas. Um desenvolvimento cíclico pode estar ligado a um linear para formar um tipo de avanço espiral, como sustenta Vico em seu New Science.
e) Também existe método religioso da História, de Reinhold Niehuhr.
2. Talvez o método mais popular entre os historiadores seja o cíclico, que já mencionamos.
a) Poderíamos resumi-lo em um provérbio: A história se repete.
b) Aparentemente a história lhes daria a razão até certo ponto. Se assim o fora, há 6 palavras que mudaram a História do mundo.
c) Um breve enfoque da História demonstra-nos que durante séculos se cumpriu o aforismo "a história se repete". Pelo ano 605 A.C. surge no panorama histórico o império de Babilônia, impulsionado por Nabucodonosor. Estes são desalojados pelo império Medo-Persa. À queda destes, se sucede o terceiro império universal: os gregos, que com Alexandre à frente, derrotaram os seus antecessores. Até aqui a história se repete: Após a queda de um império universal surge outro e assim sucessivamente. Então surge o império romano que termina com o grego. Mas quando cai Roma (476 D.C.) a história muda e longe de surgir outro império universal, estabelecem-se (no que fora o império romano) 10 reinos que lutam pela supremacia sem consegui-la por nenhum deles, nem tampouco conseguem unir-se. É que as seis palavras das que nos ocuparemos nesta dissertação mudaram o destino do mundo.
II. UMA MARAVILHOSA PREDIÇÃO
1. As seis palavras em questão formam parte de uma admirável profecia bíblica escrita pelo profeta Daniel há 2.500 anos (dados comprovados pela arqueologia moderna).
2. No capítulo 2 do livro da Santa Bíblia escrito pelo profeta já mencionado, Deus ilustrou o desenvolvimento da História desde aquela época até nossos dias, por meio de uma imponente imagem que revelou em um sonho inspirado. Resumiremos o que aparece em Daniel 2:17-36.
a) Após fervorosas orações por parte do profeta e de seu círculo íntimo, o enigma é revelado.
b) O profeta expressa ao rei o conteúdo do sonho e seu significado destacando o fato de que ele, como indivíduo, carecia do poder e da sabedoria para explicar os enigmas que exporia, e que ao fazê-lo expressaria o que Deus havia revelado.
3. O conteúdo da visão. Daniel 2:31-35.
Na visão aparecia uma estranha imagem, de aspecto imponente. A cabeça era de fino ouro; os peitos e braços de prata; o ventre de metal ou bronze; as pernas de ferro; e os pés tinham a fragilidade do barro misturado com a fortaleza do ferro. Então cai uma pedra, não cortada com mão humana, que dá nos pés e esmiuça toda a estátua e ela (a pedra) enche a Terra.
III. SIGNIFICADO NA VISÃO PROFÉTICA
1. Se as coisas houvessem terminado aqui, prestar-se-iam a um sem-número de interpretações. Mas o profeta, inspirado por Deus, dá a interpretação. Daniel 2:36-60.
a) Cada um das elementos constituintes dessa estátua simbólica representava um império, que apareceria em forma sucessiva a partir de Babilônia. Por que a partir de Babilônia?
Daniel 2:37-38.
b) Se compararmos a História com esta profecia, veremos como as características dos impérios estão magnificamente ilustradas nos símbolos preditos pelo profeta.
2. Babilônia foi adequadamente ilustrada com a cabeça de ouro. Na Babilônia houve muito ouro.
a) ILUSTRAÇÃO: A história do ouro é uma controvérsia. Arruinou a milhões e tem elevado a milhares ao pináculo da glória. Na Babilônia havia muito ouro, Mas os persas se apoderaram do mesmo. Quando Alexandre, por sua vez, conquistou a Pérsia, era tanto o ouro que encontrou que lhe foi necessário empregar 2.000 soldados para que trabalhassem durante um mês transportando esse ouro À Macedônia. Os romanos o levaram à Grécia e à Roma, e mais tarde foi tomado pela primeira tribo de bárbaros que entrou em Roma: os Visigodos. Mas os espanhóis, descendentes dos visigodos, não souberam aproveitar esse ouro. No ano de 1492, por ocasião do descobrimento da América, a Espanha encontrava-se à beira da ruína financeira. O ouro da América salvou a Espanha do colapso econômico. Em Lima, Peru, pude-se ver o cadáver de Francisco Pizarro que está em exibição. Não é mais que um montão de ossos, embora estejam conservadas algumas partes do corpo cobertas com músculos secos. Esse é o homem que levou à Espanha o ouro dos incas, o homem que teve entre suas mãos toneladas de ouro. Mas hoje seu cadáver não se diferencia das demais.
"Sie transit gloria mundi." Assim se passam as glórias do mundo.
b) O historiador King, em sua história da Babilônia, fala do templo de Marduk. Nabucodonosor havia feito revestir suas paredes com ouro como se fossem de gesso.
Heródoto afirma que no interior do templo havia uma grande figura sentada de Zeus que, como o trono, o pálio e a mesa que havia diante dela, eram de ouro. Pesavam uns 800 talentos, aproximadamente 30.000 quilos. Dario pensou em roubar a estátua do templo, mas não se animou a realizar esse sacrilégio. Xerxes, seu filho, o fez. Deodoro acha que o valor contido nesse templo era de uns 6.300 talentos babilônicos de ouro, ou seja, mais de 1 bilhão de dólares. (Haveria que atualizar o valor de acordo com a alta do ouro nos últimos anos.)
3. Parecia mentira que a profecia pudesse cumprir-se, porque para as armas daquela época, Babilônia era inexpugnável. Tinha:
* Muralhas: 100 m altura x 30 de largura e um perímetro de 90 km.
* Jardins suspensos.
* Palácios: vários km de circunferência.
* Ruas: eram 50 de 25 km de comprimento que se cruzavam em ângulo reto. (Segundo a descreveu Rawlinson, Lenormant, e Sayce, seguindo a Heródoto).
4. Mas a profecia fazia alusão à queda da Babilônia nas mãos de um segundo império representado, na estátua, pelos braços e peitos de prata. Daniel 2:39. p.p.
a) No ano 539 A.C. Medo Pérsia, um reino importante, porém menor que Babilônia, dominava a este, cumprindo com exatidão a profecia bíblica.
5. E um terceiro reino, como de bronze. Daniel 2:39.
a) Qualquer que tivesse vivido nessa época e houvesse sido um pouco observador poderia haver tirado a seguinte conclusão: A História se repete, Babilônia cumpriu seu ciclo e foi vencida por Medo-Pérsia. Esta cumpriu seu ciclo e foi vencida pela Grécia. Quando esta cumprir seu ciclo, cairá nas mãos de um quarto reino e este de um 5º e de um 6º, etc.
Vejamos o terceiro reino.
b) O brilho como de ouro, mas transitório, que oferece o bronze, poderia ser um símbolo adequado da meteórica carreira de Alexandre Magno, que dirigiu o surgimento do império Greco-Macedônico.
c) No ano 331A.C., o império Greco-Macedônico se apodera da hegemonia que tiveram os Medo-Persas.
d) Em 8 anos, (de 331-323) recorreu e dominou Ásia Menor, Síria, Palestina, Egito, Mesopotâmia, Babilônia, Pérsia, Média, Bactriana, Sogdiana, Beluchistão e vários outros países situados nos confins da Índia. Plutarco compara sua carreira à de um meteoro.
e) O império de Alexandre estendeu-se desde o Indu até o Mediterrâneo, e desde o Danúbio e o Araxes até o oceano Índico.
f) Em três batalhas: Grânico, Iso e Arbela, derrotou todos os exércitos de Dario Godomano.
"Depois da guerra médica - disse Montesquieu - a expedição de Alexandre é o maior acontecimento que a História possa lembrar."
g) Alexandre, com 40.000 soldados de infantaria e 7.000 de cavalaria venceu ao exército persa de 1.000.000 de homens.
Mas o que havia dominado o mundo não pôde dominar a si mesmo e morreu por conseqüência de uma intoxicação alcoólica na cidade da Babilônia na prematura idade de 33 anos.
h) À morte de Alexandre, mais de uma vintena de seus generais viram-se envolvidos em guerras internas, eclipsando o brilho do genial conquistador, até que quatro deles (Cassandro, Seleuco, Licímaco e Ptolomeu) dividem a direção do reino.
6. E um quarto reino como o ferro. Daniel 2:60.
a) A História se repete. Se houvéssemos vivido nos dias de Roma poderíamos haver argumentado: e quando completar seu ciclo cairá e surgirá um 5º reino, e um 6º e um 7º, e assim indefinidamente.
b) O ferro é um símbolo adequada do férreo império romano, que vence a Grécia na batalha de Pidna no 168 A.C., e se constitui em Império Universal.
c) As armas da república, às vezes vencidas na batalha, mas sempre vitoriosas na guerra, avançaram a passos rápidos até o Eufrates, Danúbio, o Rim e o oceano; e a imagem do ouro, da prata ou do bronze que podiam servir para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebrantadas pela férrea monarquia de Roma. (Eduardo Gibbon, Decline and Fall of the Roman Empire, tomo 3, cap. 38. Schubert L., V, J., 61.)
d) Calcula-se que chegaram a ter 70.000 de escravos no império.
e) O império romano alcançou sua maior extensão sob Trajano, no ano 98 de nossa era.
Chegava do Atlântico ao Tigre, e desde a muralha de Antônio na Grã-Bretanha ao Danúbio, os Cárpatos e o Mar Negro pelo norte, até os desertos da África e Arábia pelo sul.
Tinha quase 600 léguas do norte ao sul, e mais de mil do oriente ao ocidente.
7. Mesmo que a lógica, baseada nos antecedentes históricos, houvesse nos dito que ao cair Roma deveria surgir um quinto império universal e outro e outro, o ritmo da história viu-se transformado bruscamente.
a) Chegamos ao momento em que a história muda. Não surge um quinto império universal. Roma é invadida pelas tribos bárbaras, e como resultado fica dividida entre os alamanes, francos, burgúndios, suevos, vândalos, visigodos, anglo-saxões, ostrogodos, lombardos, e hérulos. Estas tribos deram origem aos atuais estados da Europa.
b) A profecia o indicava. Daniel 2:41, 42.
IV. AS SEIS PALAVRAS
1. Daniel 2:43
a) "Não se ligarão um ao outro."
b) Estas seis palavras mudaram o ritmo da História.
2. Muitos grandes militares e políticos lutaram contra estas seis palavras (consciente ou inconscientemente), mas tiveram que humilhar-se.
3. Carlos V.
a) Dizia que em seus domínios o sol nunca se punha. Dominou a América, os Países Baixos, parte da Itália e Alemanha. Mas enfermou-se de reumatismo e teve que abdicar em favor de seus filho Filipe II e se encerrou num convento de Yute.
4. Carlos Magno: Tentou unir o que uma vez foi o império romano. "Seus exércitos venceram em todas as batalhas, mas não conseguiu seu objetivo. Morreu antes. Faz pouco seus restos mortais foram encontrados em Aix Chapella. Estava o esqueleto sentado com uma coroa de ouro sobre sua caveira e seu dedo assinalando um versículo de uma Bíblia manuscrita, o versículo era: 'Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente' Isaías 60:8."
5. Luiz XIV, monarca absolutista do século WII:
a) O colbertismo deu-lhe certa hegemonia.
b) Disse ao seu neto quando este foi enviado para governar a Espanha: "Filho meu, já não há Pireneus."
c) Porém, as seis palavras o fizeram recordar que os Pireneus continuavam de pé...
6. Napoleão:
a) À medida que expandiam seus domínios, criava tronos para seus irmãos e cunhados.
b) A seu filho o chamou: "Rei de Roma."
c) Declarou: "Em cinco anos serei dono do mundo." Não obstante perdeu sua última batalha. Napoleão culpou a chuva, mas em seu desterro de Santa Helena disse: "O Deus Todo-Poderoso era mais forte do que eu.
d) Víctor Hugo, ao falar do conquistador e de por que perdeu a tão bem planejada batalha de Waterloo, disse: "Estorva a Deus."
e) As seis palavras: "não se ligarão um ao outro", foram mais poderosas que seu gênio militar.
7. Vitória e Christian IX da Dinamarca, conhecidos como "os avós da Europa", pareciam estar unindo ou misturando com semente humana, ou com alianças humanas, a Europa. Seus descendentes governavam sobre os diversos tronos.
8. Jorge V tinha nada menos de 100 parentes nas cortes da Europa. O Kaiser Guilherme II era seu primo, assim como o czar da Rússia. A rainha da Noruega era sua irmã e a rainha da Espanha sua prima.
a) Estavam como dizia a profecia: unidos ou aliados por alianças humanas.
b) Mas as seis palavras diziam: "Não se ligarão um ao outro."
c) Embora fossem todos parentes, sobreveio a primeira guerra mundial; pelejaram "como cachorros e gatos", e as seis palavras se cumpriram.
9. Hitler quase o alcança.
a) Declarou: "Fundarei um império que durará mil anos."
b) Chegou a dominar a Polônia, França, Checoslováquia, Romênia, Albânia, Iugoslávia, Grécia, os Países Baixas, Noruega, Bélgica e Holanda. Os exércitos nazistas estiveram a ponto de cruzar o Canal da Mancha para ferir a batalha decisiva pela Europa no próprio território das Ilhas Britânicas.
c) Quando já parecia estabelecer o 5º império universal a partir de Babilônia, espatifou-se contra as seis palavras, e não pôde.
10. Carlos Magno, Carlos V, Luiz XIV, Napoleão, Hitler, Mussolini, os Estados Unidos e a Europa e ainda as próprias Nações Unidas, organização que nos inspira profundo respeito pelos ideais que sustenta, mas que está se tornando impotente contra a Palavra de Deus, tiveram que humilhar-se diante desta profecia.
V. COMO TERMINARÁ A CRISE
1. A profecia não termina aí.
a) Fala de um poder representado pela pedra que pulverizava a estátua e crescia.
b) Finalmente a pedra ocupava o lugar de todos os reinos anteriores.
2. A quem representava essa pedra?
a) Alguém poderia dizer: os EE.UU.
b) Outro: a Rússia.
c) Outro: a China.
d) Outro: o mundo árabe.
e) Ou inclusive: a igreja.
3. Não necessitamos conjeturar.
a) Felizmente, também isso está explicado na profecia.
b) Daniel 2:44-45.
"Nos dias destes reis"', ou seja nossa época, quando querem unir-se e não o conseguem.
c) "O Deus do céu suscitará um reino."
4. Que reino?
a) Quando Jesus nasceu da bem-aventurada virgem Maria há 20 séculos, veio pagar a dívida de nossos pecados, Essa manifestação de Sua misericórdia significou que o reino de Deus, em sua fase de reino da graça, havia chegado até a raça humana.
b) Agora se refere a outra fase: a glória.
5. Há uma frase reveladora: "nem será o reino deixado a outro povo"
a) Quer dizer que não será administrado por seres humanos.
b) Evidentemente o próprio Deus o fará.
c) Será o cumprimento da oração do Pai nosso: "... venha o teu reino."
d) Do Credo: "Está sentado à destra de meus Pai Todo-Poderoso, e desde aí há de vir para julgar os vivos e os mortos."
CONCLUSÃO:
1. Quer dizer, amigo, que estamos vivendo nos últimos dias de nosso mundo enfermo, momentos nos quais Deus intervirá para terminar com tanta miséria, injustiça e dor. Estamos nos dias em que "o Deus do céu levantará um reino que jamais se corromperá." Agora, mais que nunca, cobram atualidade as palavras que o Senhor nos ensinou a orar no Pai nosso: "'Venha o teu Reino."
2. Deus abençoe e ajude para que você e seus queridos façam a devida preparação para esse dia glorioso, e assim serem cidadãos desse reino eterno e feliz.
A EDUCAÇÃO DOS FILHOS
INTRODUÇÃO:
1. Para que reine a alegria no lar são necessários os filhos.
a) Isto pode soar estranho a alguns ouvidos nesta época quando se pensa cada vez mais seriamente em controlar a natalidade.
b) Não discutiremos agora se é correto ou não limitar o número dos nascimentos, mas sim diremos que, quando Deus estabeleceu o santo estado do casamento - no sexto dia da criação - incluiu em Seus planos os filhos, como um elemento que acrescentaria o prazer dos cônjuges.
2. Havia em certa ocasião um casal que pela situação financeira evitou ter filhos. Com o passar dos anos reuniram uma fortuna considerável mas não eram felizes, faltava-lhes algo. A esposa chorava em sua solidão e o esposo sofria. Um dia, estando no escritório de seu secretário, atendeu o telefone. Era uma voz infantil que falava do outro lado, e que com inocência lhe disse: "Papaizinho querido...".
a) Tratava-se da filha de seu secretário.
b) Enquanto secava uma lágrima que procurou conter inutilmente, pensou consigo mesmo: "Este homem, com menos recursos financeiros, é mais feliz do que eu."
3. Não é pequena a responsabilidade dos pais. Por isso, enfatizamos tanto na necessidade de personalidades amadurecidas ao abordar o tema do lar.
O Papa João XXIII disse: "É mais fácil para um pai ter filhos, que para eles, ter um pai que saiba sê-lo."
4. Nesta conferência enfocaremos aspectos práticos quanto à educação dos filhos.
I. ONDE DEVE SER VERIFICADO O PROCESSO EDUCATIVO DO FILHO
O primeiro ponto que analisaremos, é onde educar a criança.
1. Alguns pensam, imediatamente, em boas escolas.
2. Outros procuram professores de maior prestígio e depositam neles sua confiança.
a) Creio que isto é bom, mas não o ponto mais importante.
3. O ponto nevrálgico na educação dos filhos está no lar.
a) Jamais poderemos exagerar sua importância na educação e na formação da personalidade da criança.
4. Vejamos isto em forma bem prática.
a) A criança vive acordada umas 14 horas por dia, ou seja 5.110 horas por ano. Destas, assiste às aulas somente 640 horas contra 4.670 horas que pode passar junto a mãe (se tomamos em conta que assiste às aulas 8 meses integrais por ano, 20 dias ao mês e 6 horas diárias).
b) A professora terá que ver, ao mesmo tempo, com outros 30 alunos enquanto que a mãe o fará no máximo, com outros 3 ou 6.
c) Admitimos que a tarefa do professor é a de ensinar, enquanto que a mãe tem que se dividir entre muitas outras.
d) Contudo, a maioria das crianças vão à escola uns 6 anos depois de haver chegado ao lar.
e) Na escola a professora poderá ensinar matemática, história, geografia, ou qualquer outra matéria do conhecimento humano; mas no lar os pais inculcarão a própria vida por meio do exemplo.
f) Embora seja certo que um professor consciente procure ensinar a seus alunos princípios morais e de urbanidade sadios, os laços insuperáveis de inter-relação de mãe-filho fazem que o lar tenha maiores possibilidades na arte de inculcar princípios de hábitos e vida.
g) Sem que o notemos, as crianças adotam a filosofia da vida, as virtudes e mesmo os defeitos dos maiores.
h) É possível que alguns pais não hajam advertido as crianças, mas elas estão pendentes do espírito mais que das palavras que lhes são ditas. Seus coraçõezinhos ternos captam suas reações. Suas vidas crescerão mais sadias se chegarem a perceber amor e ternura. Não nos conformemos em dar-lhes conselhos, alimentá-las e vesti-las, devemos amá-las e oferecer-lhes compreensão a fim de ajudá-las a se superar na vida.
II. ALGUNS PRINCÍPIOS PRÁTICOS
1 . Compreensão.
a) Um dia Einstein - quando assistia à escola primária - chegou chorando em casa e disse:
– Mamãe, não vou mais à escola. A professora disse-me que sou um inútil em matemática e reprovou-me.
– Pobre Alberto - disse com amor e esperança a mãe - a professora não o entende. Ela não sabe que você é um gênio. E foi verdade. Jamais saberemos o grande valor que pôde ter na vida do grande sábio o espírito compreensivo de sua mãe.
b) Deveríamos nos esforçar para compreender os interesses e os problemas de nossos filhos. Nunca os depreciemos. Essas minúcias - para nossa escala de valores - têm muita importância para eles. Possivelmente podemos entendê-lo melhor por meio do incidente que torturou por vários dias o coração da mãe de Bonnie. Do acampamento de férias a menina enviou-lhe um cartão postal com a seguinte legenda: "Te adverti que se me obrigasse a vir aqui algo horrível iria acontecer, e aconteceu. Abraços, carinhos, Bonnie." Ao final do acampamento a atribulada mãe descobriu que a tragédia consistia em que a menina havia se esquecido em casa sua tartaruga favorita.
c) Ao ser compreensivos com eles partilharemos de suas inquietudes e de seus divertimentos, embora nos aconteça como aquela jovem senhora que se tornou amiga de uma criança que morava em uma casa vizinha e ia visitá-la todos os dias às dez da manhã. Um dia, quando tocou a campainha, quis fazer uma brincadeira ao seu amiguinho. Ao abrir a porta escondeu-se atrás dela, e colocando-se em "quatro pés" apareceu a cabeça e começou a latir: "Au, Au!" Ficou imóvel ao ver que não era seu pequeno amigo que entrava, mas um vendedor ambulante que, diante a esse espetáculo foi-se o mais rápido que pôde, crendo estar, sem dúvida, diante de alguém que não desfrutava de juízo sadio.
Evidentemente a possibilidade de que aconteça algo semelhante com você, é muito remota, mas pode ter a certeza de que a necessidade que os seus filhos têm de compreensão e companheirismo é real e de todos os dias.
2. Um ponto de vital importância é determinar quando começar a educá-los.
a) Teodoro Roosevelt opinava: "o que tenhamos de fazer pelo homem, façamo-lo antes que seja homem."
b) Um educador amigo visitava uma família conhecida no interior da província de Entre Rios. A filhinha da família estava pondo muitas coisas fora de lugar. Diante da pergunta de por quê não a disciplinava, a mãe respondeu:
– Ainda há tempo. Quando completar 6 anos será o momento certo para começar a me preocupar.
– É que levará então seis anos de vantagem - respondeu o educador.
c) É interessante um costume antigo dos chineses. Eles contam a idade de uma pessoa desde sua concepção, ou seja nove meses antes de nascer. Mas eu creio que no terreno da educação dos filhos deveríamos partir antes. E fazendo minhas as palavras de um velho professor digo: Devemos começar 20 anos antes de nascer a criança. Em outras palavras, a educação de uma criança começa com a de seus pais.
III. A DISCIPLINA
1. ILUSTRAÇÃO: Contam que, há muitos anos, viveu um príncipe árabe que desde muito jovem se preocupou em descobrir o melhor método para educar os filhos. Era solteiro ainda e, contudo, esse era seu tema preferido. Durante muito tempo, falou a todos dizendo que tinha seis normas para a educação.
Passou-se o tempo, casou-se e - já idoso - encontrou-se com um de seus velhos amigos que lhe perguntou sobre as atividades de seus últimos anos e finalmente como havia ido com as 6 normas para a educação das crianças.
O príncipe respondeu:
- Quando vivia sem filhos tinha seis normas para educá-los. Agora tenho seis filhos e nenhuma norma.
Provavelmente muitos concordarão comigo que a tarefa não é fácil, mas há normas nas quais podemos confiar e que nos serão de grande ajuda.
2. Objetivo da disciplina.
a) E. G. White em seu livro Educação, pág. 287, escreve: "o objetivo da disciplina é ensinar à criança o governo de si mesma. Devem ensinar-se-lhe a confiança e direção próprias. Portanto, logo que ela seja capaz de entendimento, deve alistar-se a sua razão ao lado da obediência."
3. São Necessárias
a) Bless nos diz: "Assim uma educação demasiado branda pode originar uma ansiedade frente à independência, como uma educação demasiado rígida facilmente será começo de um complexo de inferioridade."
b) Conseguir equilíbrio ao aplicar a disciplina é um ponto de importância.
c) Os pais que, crendo integrar correntes novas de pensamento, têm omitido a disciplina, hoje lamentam profundamente.
d) O equilíbrio psíquico de uma criatura exige disciplina.
4. Harmonia entre os progenitores.
a) Ao estabelecer as normas que a criança cumprirá no lar, deve ter cuidado para que estas sejam poucas, mas suficientes para reger sua conduta.
b) Estas devem enquadrar-se às possibilidades da idade da criança. Se pedir a uma criança algo que está acima de suas possibilidades, ela desanimará ou será levada ao plano da rebelião, e nenhuma dessas coisas são desejáveis.
c) Essas normas terão que ver mais com princípios fundamentais do que com uma longa série de pequenos detalhes.
d) A missão dos Dais está vinculada com a aplicação desses princípios, através dos conselhos e do exemplo cotidiano.
5. Os princípios devem ser apoiados pela conduta.
a) Essas normas não deveriam ser violadas pelos pais, nem se tolerarão transgressões hoje para castigá-las violentamente amanhã.
b) O critério deve ser mantido com uniformidade e espírito de justiça para que a administração da disciplina produza resultados satisfatórios.
c) Quando prometer certo castigo, este deve ser cumprido.
d) O mesmo critério deve ser mantido ao prometer recompensas.
e) Um vai que promete castigo ou prêmio e que chegado o momento de cumpri-lo não o faz, está faltando com a verdade, e sua 1nlagem se desvaloriza na mente do filho.
f) Isto nos coloca diante da necessidade de pensar seriamente antes de prometer. Pôr na balança as possibilidades que temos de cumprir com a palavra empenhada na frente de nossos filhas, tanto como a consideração de se é justo o que estabelecemos.
6. Um ponto sobre o qual temos recebido muitas consultas, é a respeito do momento em que devemos castigar.
a) Creio que o pior momento para fazê-lo é quando estamos nervosos; explicarei o por quê.
b) Um pai que não pode castigar seu filho quando está calmo, demonstra que ao fazê-lo nos momentos de desorientação não procura corrigi-lo, senão vingar-se dele pela frustração que acarreta sua desobediência. E creio firmemente que a missão que temos, como pais, é corrigir e não nos vingar.
7. Dentro das coisas que devemos evitar figuram os "resmungos".
a) Convém trocar de idéias com os filhos sobre a disciplina que será aplicada e esta deve ser cumprida, mas não repreender continuamente.
b) Algumas mães são especialistas nisto, mas quero dizer-lhes que o método não dá bom resultado.
c) Isso cansa as crianças e em vez de conseguir que eles sejam obedientes, conseguirá maior indisciplina.
8. Também não deveríamos gritar.
a) Isso seria confessar tacitamente que se fracassou, que já não ficam razões que invocar.
9. Comum Acordo.
a) Quando os pais tiverem que entrar de acordo sobre algo que será exigido, devem discutir em secreto.
b) A estabilidade emotiva da criança será maior, é advertida que seus progenitores apresentam uma frente unida quanto ao que deve ser feito ou está vedado.
c) Se um deles deu certa ordem, o outro não de veria mudá-la sem o consentimento do primeiro.
d) As crianças são muito hábeis para captar as desavenças entre os pais, e a menos que estes sejam muito espertos a respeito, passarão momentos ingratos.
10. Aceitar o arrependimento e a reabilitação.
a) Surgirão oportunidades para o filho confessar por si mesmo as faltas cometidas. Essa será uma boa oportunidade para cumprimentá-lo e prestar-lhe a ajuda necessária, a fim de corrigir-se.
b) Estas medidas disciplinares procurarão edificar o caráter. Nunca buscarão como objetivo confundir a personalidade do filho.
c) Para isso evitemos envergonhá-los na frente de seus amigos.
11. Esboçamos apenas alguns princípios gerais. Sem dúvida ficam muitos outros sem mencionar com respeito à disciplina. O bom senso do leitor descobri-los-á e lhe permitirá aplicá-los. O importante é que não nos aconteça como Marco Aurélio, que olhando ao seu filho que não tinha mais que um ano de vida, disse:
- Você é a pessoa mais poderosa de toda Roma. Porque você manda em sua mãe, sua mãe manda em mim, e eu governo sobre todos os romanos.
a) O imperador não tinha problemas em reconhecer suas deficiências como pai.
b) Evidentemente é uma virtude conhecer os próprios defeitos, mas maior mérito tem aquele que é capaz de tomar as precauções necessárias para evitá-los e corrigi-los.
IV. A FORMAÇÃO DO CARÁTER PARA A VIDA
1. Ocupemo-nos alguns momentos falando sobre a moral de nossos filhos.
a) Cada pai deve ensinar princípios nobres a seus filhos por palavra e por seu exemplo.
b) Geralmente o problema não está nas conversas e conselhos que costumam ser por demais abundantes, mas na vida que mostramos a nossas filhos.
c) O exemplo a seguir pode ajudar-nos a entender o que estamos procurando dizer. A mãe chama o Ricardinho e nervosa reprova-o:
– Ricardinho, vem aqui que lhe vou a ensinar a não mentir mais. Eu não sei de onde saiu um menino tão mentiroso! Não sabe por acaso, que é muito feio não dizer a verdade? Para que não se esqueça vou lhe castigar.
Quando o menino termina de secar as lágrimas soa a campainha. A mãe olha por entre as cortinas e observa que se trata da senhora Gomes a quem não pode atender por alguma razão. Então chama a Ricardinho e dá-lhe a ordem:
– Diga-lhe que não estou.
O menino sai e desta vez, inocentemente, é veraz. dirigindo-se à senhora Gomes explica:
– A mamãe disse que ela não está.
E o pobre Ricardinho, que havia sido castigado por mentir, recebe agora uma boa repreensão por haver dito a verdade.
d) Creio que esta é a melhor forma de tornar uma criança mentirosa. Esta receita falha somente em raras exceções Por mais sermões que lhe demos, se nossa conduta não es tiver de acordo com as palavras, tudo será inútil.
e) As crianças não necessitam tanto de conselheiros como de modelos a quem imitar. Necessitam ver em seus pais a demonstração prática da veracidade e da virtude.
2. Mencionaremos algo a respeito da laboriosidade.
a) Freqüentemente ouço alguns pais que lutaram arduamente na vida dizerem:
– Eu não quero que meus filhos passem pela mesma vida que eu passei.
Parece-me que é um desejo nobre. Mas se esse desejo inclui o plano de eliminar o trabalho das atividades do filho, faríamos muito bem submeter a um processo de revisão nossas determinações. Aqueles pais que não proporcionam a seus filhos a oportunidade de trabalhar para que "não passem o que eles passaram" na vida, estão privando-os do melhor; do mais nobre; daquilo que os tornou homens de bem e lhes deu certa prosperidade material.
b) O trabalho é necessário para a formação do caráter do jovem ou de uma criança.
(1) Referimo-nos não somente ao aspecto intelectual como também às tarefas físicas.
(2) Jesus nosso Senhor dignificou o trabalho físico como Seu exemplo. Suas mãos calejaram-se empunhando a plaina de carpinteira, o martelo e o serrote.
Quando aos 30 anos de idade começou seu ministério de pregar às multidões, estes não viram um corpo raquítico e flácido, mas um homem vigoroso, de braços com músculos de aço formados pelo trabalho árduo. Esta é outra das lições que devemos ensinar aos nossos filhos.
b) Um bom método para que os filhos aprendam a ter amor pelo trabalho, é permitir que, desde pequenos, nos ajudem nas tarefas simples que não signifiquem um risco para eles.
(1) Certa vez, uma senhora disse-me:
– Quando Norma - que tinha 6 anos - me ajuda a fazer um bolo, demoro mais tempo que quando o faço sozinha, e quase sempre suja mais do que ajuda. Contudo ela se sente útil e está criando amor pelo trabalho.
(2) E é verdade. Essa mãe trabalhou sabiamente.
(3) Pode ser que quando o esposo tenha que colocar um par de parafusos nas dobradiças da porta da garagem, Jorginho, em vez de ajudar, atrapalhe. Mas se ele quer ajudar agora, e não lhe é permitido fazê-lo, o dia que o pai lhe pedir terá pouco interesse em colaborar.
c) Por outro lado, sem chegar ao pessimismo, pense na possibilidade de que um certo dia você poderá faltar.
(1) Se seu filho aprendeu a trabalhar e a ser responsável, de alguma maneira ele abrirá o caminho na vida.
(2) E embora tivesse o privilégio de chegar â velhice, o normal será que ele vá por si mesmo, que desfrute do trabalho e que não lhe seja uma carga enfadonha.
(3) Agora é o momento em que você semeia sementes de êxito ou de fracasso no caráter de seu filho a respeito do trabalho.
3. A moral religiosa
a) Ao enfatizar o tema do casamento, dissemos que devíamos incluir Deus em nossos planos. Agora que estudamos o relativo à glória do lar, que são os filhos, voltamos a enfatizar sobre o mesmo ponto.
b) O doutor Frank Grane não teve problemas em dizer: "O elemento mais essencial de qualquer lar é Deus." Ainda mais quando se pensa em formar o caráter de uma criança.
c) Certo menino estava sentado junto à janela, pensativo, com seu olhar perdido. De súbito interrompeu suas meditações para perguntar;
– Mamãe, Deus está morto?
– Por favor! Como pode pensar nessas coisas? Deus não pode morrer, é eterno. Por que pergunta isso?
– É que antes você sempre me falava de Deus, e agora não o faz mais.
(1) A cena poderia repetir-se em grande quantidade de vezes, para enrubescimento de muitos lares.
(2) As crianças crescem num ambiente onde Deus não é honrado, ou que vivem alheias à realidade de Sua existência, e logo os resultados são vistos...
4. Valor Formativo do Amor.
O último ponto que apresentaremos nesta conferência deveria ser um denominador comum de todos os conselhos anteriores: o amor.
a) As crianças necessitam sentir que são amadas.
b) Têm o direito de sentir que o amor de seus pais é incondicional.
c) Que os amam quando são bons e quando não o são, e que nessas circunstâncias os disciplinam porque os querem e procuram o bem deles.
d) Cornélia, uma gentil matrona romana da antigüidade, recebeu a visita de outra senhora da nobreza a qual lhe pediu que mostrasse suas jóias. A anfitriã saiu da sala por alguns momentos. Quando voltou estava rodeando com seus braços seus dois filhos, rapazes de aspecto robusto.
- Estes são minhas jóias preciosas - disse.
e) Quando assim acontece, e os filhos se sentem bem-vindos e amados no lar, a personalidade deles se desenvolve mais sadia e harmoniosamente.
(1) Nos casos quando ocorre o contrário, as crianças o captam, e faz-lhes um mal inesperado.
(2) Faz já algum tempo um menino de 12 anos foi encontrado refugiado debaixo das tribunas, na quadra do Clube Furacão. Foi descoberto que ele era de Bahia Blanca - Argentina, e que se encontrava ali porque fugiu de sua casa. Quando o interrogaram, sua patética resposta foi:
- Saí de minha casa porque papai não me quer mais...
(3) Sim. Eles necessitam de afeto e nós que os trazemos ao mundo temos a obrigação de oferecê-lo. Esta responsabilidade é incontestável diante da sociedade que tem o direito de esperar que nossos filhos sejam elementos úteis.
a) Mesmo no caso que gostaríamos de exagerar a importância do amor no desenvolvimento do caráter de uma criança, não o poderíamos fazer.
(1) A psicologia assinala cada dia mais nitidamente.
(2) Já nos tempos de Frederico II, que fora imperador da Alemanha, lá pelo século XIII, houve certas experiências que permitem entendê-lo. Este monarca quis saber que idioma falariam as crianças se elas fossem isoladas do contato social. Para averiguar tomou vários recém-nascidos e os encomendou aos cuidados de mães adotivas, encarregando-lhes encarecidamente que não lhes falassem nunca. ordenou que os atendessem esmeradamente e que os alimentassem da melhor forma possível. Mas suas esperanças ficaram frustradas. Depois de uns poucos meses morreu o primeiro menino; depois de um tempo outro, e outro... e o rei teve que suspender a experiência.
"Agora sabemos por que morreram essas crianças que foram tão bem atendidas e alimentadas. A psicologia averiguou que a falta do estímulo afetivo - as carícias, os rostos alegres e as palavras amáveis - concedido pela mãe ou por quem ocupa seu lugar, a criança afunda em uma enfermidade conhecida com o nome de "marasmo"; esta expressão eqüivale a atrofiamento ou fraqueza infantil. Informa-nos Margaret Ribble que há três décadas este mal que afeta particularmente as crianças em seu primeiro ano de vida, foi responsável pela metade das mortes das crianças nessa idade. Filhos de lares acomodados, mas atendidos em forma impessoal por suas mães, freqüentemente entravam neste estado de "morte lenta", ao mesmo tempo que filhos de lares pobres, mas com uma mãe carinhosa e dedicada, venciam as inconveniências da escassez e da falta de higiene e se convertiam em viçosas criaturas.
"Foi descoberto que o elemento que faltava nas áridas vidas dos bebês do primeira grupo (aqui se fala de um estudo realizado com dois grupos de crianças), e que era generosamente oferecido aos que se desenvolviam florescentes apesar das condições pouco propícias, era o amor maternal" - (Sergio Collins, La Família Moderna y sus Problemas, p. 40, 41).
CONCLUSÃO:
1. Ao falar sobre este tema, a doutora Belle Wood Comstock opinou: "Se vocês amam os seus filhos suficientemente, o restante lhes sairá bem."
a) Não quero dizer que todos os demais elementos sejam desnecessários, mas amando-os possuiremos a arte que nos permite enfrentar as transformadoras situações do tratamento com eles e resolvê-las em forma construtiva.
b) Oxalá que estas reflexões despertem inquietudes e ajudem a solucionar dificuldades para que reine a alegria no lar.
2. Até me ocorre pensar que alguém esteja na situação descrita numa página de autor anônimo: "Escuta, filho. Falo com você enquanto dorme. Vejo sua mãozinha empunhada sob a face e seu sorriso colado à fronte molhada de suor. Entrei furtivamente em seu quarto. Há poucos minutos ocupava-me na leitura do jornal quando invadiu me uma sensação sufocante de remorso. Não pude resistir, e com a convicção de culpabilidade encaminhei-me à sua cana.
"Filho meu, estava pensando que me havia aborrecido com você. De manhã o repreendi enquanto se vestia para ir à escola, somente porque havia passado a orla da toalha no rosto em vez de lavá-lo. Fiz você trabalhar porque não havia lustrado os sapatos. Gritei furioso porque encontrei seus brinquedos espalhados pelo chão.
"Durante o almoço também censurei você por derramar suco na mesa. Comeu a comida sem mastigá-la. Colocou os cotovelos sobre a mesa. Passou muita manteiga no pão. E quando você saía para brincar e eu saía para a estação, você acenou sua mãozinha e me despediu com um: "Adeus, papai querido! E eu, com o semblante franzido, repliquei: 'Endireita os ombros!'...
"Você se lembra quando à noite, enquanto eu lia, você entrou na sala, lento, timidamente, com um olhar de pena, com uma expressão assustada nos olhos? Lembra, quando impaciente pela interrupção levantei a vista do jornal, e você parou vacilante na porta? Depois perguntei para você com aspereza: 'O que quer você agora?'.
"Você não me respondeu nada, mas correu precipitadamente e me cercou com seus bracinhos e me beijou repetidas vezes, enquanto estreitava me com o carinho formoso que Deus havia colocado em seu coração, e que nem mesmo meu abandono podia murchar. Depois você retirou-se para descansar. "Bem, filhinho, foi pouco depois disso quando o jornal se deslizou de minhas mãos e invadiu-me um terrível desassossego. Repentinamente contemplei-me tal como era, em todo meu horrível egoísmo, e senti-me angustiado.
"Como me havia deixada levar tanto pelo hábito? - o hábito de queixar-me, de censurar, de repreender - essa era a recompensa que lhe dava porque era uma criança. Não era porque não lhe queria; era porque eu esperava muito de sua idade. Estava medindo você com a vara de meus próprios anos.
"E em seu caráter havia tanto de bom, de agradável e de ingênuo! Filho, você não merece o tratamento que lhe tenho dado. Seu coraçãozinho era tão grande como a aurora que despontava sobre as montanhas. Assim demonstrou seu impulso espontâneo de correr e beijar-me esta noite antes de se retirar para dormir. Nada mais importa neste momento, filhinho. Vim junto à sua caminha na escuridão, e ajoelhei-me, sufocado pela emoção e muito envergonhado. É uma pobre reparação. Sei que você não compreenderia estas coisas se as dissesse quando estiver acordado; contudo devo dizer o que estou dizendo. Devo acender o fogo da reparação. só aqui no seu dormitório, e fazer esta confissão completa de minha culpa. Tenho orado a Deus para que me ajude a cumprir uma nova resolução. Amanhã serei um verdadeiro pai! Serei seu amigo e sofrerei quando você sofrer, sorrirei quando você sorrir. Morderei a língua quando a impaciência me assaltar. Repetirei mais de uma vez: 'Não é mais que uma criança'."
NOTA: Você pode oferecer para enviar-lhes gratuitamente em suas casas, uma cópia do teste para pais que copiamos a seguir. Aproveite a oportunidade para visitar os lares, ou que os instrutores se encarreguem desta parte.
Os doutores Eleonor de Glueck e Sheldon Glueck, aos quais nos referimos ao tratar do tema da delinqüência juvenil, propuseram um questionário a fim de que os pais possam respondê-lo e saibam para que direção seguir no tratamento de seus filhos.
(Continuação...)
PERGUNTAS PARA AMBOS OS PAIS
SIM NÃO
1. Sabem bastante acerca dos amigos de seus filhos? ... ( ) ( )
2. Sentem-se as crianças bem-vindas em seu lar? ......... ( ) ( )
3. Estimulam ativamente as atividades, os interesses e
os entretenimentos de seus filhos? . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
4. Passam, freqüentemente, breves momentos com
seus filhos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
5. Ajudam-nos a resolver seus problemas escolares? . . ( ) ( )
6. Elogiam-nos generosamente por seus esforços e
êxitos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
7. Cumprem seus filhos responsabilidades no lar? . . . ( ) ( )
8. Quando não estão em casa, encarregam a alguém
o cuidado das crianças? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
9. Animam-nos a se unirem a grupos que realizam
atividades adequadas para sua idade? . . . . . . . . . . . ( ) ( )
10. Têm cuidado de não favorecer a um filho mais que
a outro? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
11. Confiam no caráter e nas capacidades de seus filhos? ( ) ( )
12. Demonstram-lhes carinho tomando-os nos braços,
abraçando-os, beijando-os e despedindo-se deles
à noite? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
13. Agrada-lhes passar longos momentos com seus
filhos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
14. Cumprem as promessas feitas a seus filhos? . . . . . . ( ) ( )
15. São coerentes na disciplina, e não severos umas
vezes e indiferentes outras, quando as crianças
fazem as mesmas coisas? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
16. Quando os castigam, sabem as crianças os motivos
pelos quais estão sendo castigadas, e pensam que
foram tratadas com justiça? . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
17. Evitam insistir em um incidente desagradável
depois que tudo terminou? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
18. Procuram compreender os temores, o mau humor,
o desânimo de seus filhos a fim de poder ajudá-los
a dominá-los? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
19. Realiza a família, com freqüência, atividades em
conjunto, tais como jogos, passeios, piqueniques,
passatempos? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
20. Participa a família de pelo menos uma refeição em
conjunto? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
21. Assiste a família em conjunto às reuniões religiosas? ( ) ( )
22. Fazem planos antecipados para a educação de seus
filhos, como férias, etc.? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
23. Crêem que o esposo ou a esposa estão dando um
bom exemplo? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
SOMENTE PARA OS PAIS
24. Partilha V. a responsabilidade da disciplina em vez
de deixá-la toda a cargo da mãe? . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
25. Chega V. cedo em casa para passar alguns momentos
com seus filhos antes que estes durmam? . . . . . . . . ( ) ( )
SOMENTE PARA AS MÃES
26. Você sempre sabe onde estão os seus filhos? ( ) ( )
27. Têm em seu lar um horário certo para as refeições,
banhar e deitar-se? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ( ) ( )
O GRAVE PROBLEMA DA DELINQUÊNCIA JUVENIL
INTRODUÇÃO
1. Assim como nos é difícil desfrutar das belezas de um lago tranqüilo enquanto sofremos de um ataque asmático, e a tormenta de uma enxaqueca acompanhada de uma dor de dente, a família não pode ser feliz enquanto algum de seus membros vive desordenadamente, à margem dos princípios que regem a conduta da sociedade.
2. Por outro lado devemos reconhecer que a família deficiente favorece o surgimento de caracteres defeituosos.
a) Alexis Carrel declarou: "O fracasso da família é o seminário da delinqüência juvenil."
b) Com essas palavras quis destacar a notável influência que o lar exerce neste triste problema social.
3. Alguém disse que "a mão que embala o berço é a mão que move o mundo".
a) Mas hoje não vemos esta mão muito firme.
b) Basta ler os jornais, ligar o rádio ou a televisão para inteirar-nos dos roubos, crimes, atos anti-sociais ou qualquer outra atividade delituosa cometida por jovens, ou mesmo por crianças.
4. Este é um problema que está aumentando e do qual não podemos desinteressar-nos.
a) Temos que fazer algo para freiar essa crescente maré.
b) Temos que fazê-lo por nossos filhos que podem ser presa do delito e pelo futuro desta sociedade na qual nos toca viver.
5. Em primeiro lugar faremos bem em pesquisar quais são as principais causas que produzem o triste quadra da delinqüência juvenil, para podermos combatê-la.
a) Algumas estão dentro da criança ou do jovem.
b) E outras reinam no ambiente.
c) Em forma sumária as enumeraremos.
(1) Dentro das de ordem interna mencionaremos três.
(2) E na ordem externa, cinco.
I. CAUSAS DE ORDEM INTERNA
1. Nos primeiros anos de vida não se exerce muita no julgamento crítico por falta de maturidade suficiente, mas nem por isso se deixa de captar o mundo que a rodeia. Durante esse período observa-se.
a) Uma grande sugestionabilidade.
b) Um desejo de imitação que costuma agigantar se na adolescência por meio do qual se identifica com os personagens que admira e procura, aderido a eles, afirmar seu eu débil e imaturo.
c) Uma fácil excitação emocional que torna fascinante a emoção e às vezes a violência.
2. Estes ingredientes normais na personalidade da criança e do adolescente serão estudados e canalizados cuidadosamente, para o bem de um pai consciente, mas quando se lhes descuidam podem ser postos em ação por um ambiente que predisponha ou precipite ao indesejável quadro da delinqüência juvenil.
II. FATORES DE ORDEM EXTERNA
Estes também têm sua grande influência, pois indiscutivelmente a criança "flutua num meio" (o meio familiar, o meio dos amigos, o meio escolar).
a) Não é um ente isolado.
(1) Forma parte de um grupo social onde há trocas de idéias e emoções.
(2) Onde se refere muito ao que se refere a cânones para a vida e alimento afetivo.
c) Em grande parte o ambiente moldará sua forma de pensar, de falar e de atuar. Eis aqui os principais fatores ambientais que precipitam ao despenhadeiro da delinqüência.
1. Um ambiente viciado. Dentro deste tópico pode riamos mencionar muitas formas de vícios influentes. Mencionaremos somente dois:
a) O alcoolismo. Além do problema que apresenta no campo da genética, um dos primeiros efeitos do álcool é tirar o freio moral e anular a força de vontade.
(1) O único efeito central que produz é depressivo.
(2) Se ao beber, alguns se tornam mais agressivos ou atrevidos, é porque o álcool lhes produz uma depressão de fatores inibitórios.
(3) Os cuidadosos estudos realizados na Universidade de Harvard, mostraram que seis de cada dez crianças delinqüentes tinham pais que bebiam em excesso.
b) O outro aspecto do vício que gostaríamos de mencionar é o jogo.
(1) Este vai destruindo os incentivos para o trabalho ou o esforço, substituindo-os pela ilusão da morte e da vida fácil.
2. Cinema, Televisão e Má Leitura
a) Como muitos adultos os apreciam, sem dúvida, haverá os que o discutirão.
(1) Não estamos cegos e reconhecemos que nem tudo é mau, mas notamos que o bom é escasso.
b) A seguir alguns comentários muito recomendados:
Jean Chazal, conselheiro da Cour D'Appel, de Paris e presidente de L'Assoiation Internationale des Juges des Enfants, disse:
"Não podemos esquecer que a criança que vê diariamente acontecer na tela imagens rápidas e variadas, não se adapta com o ritmo cotidiano da vida. A família, o trabalho, tornam-se monótonos.
Buscará a aventura na irregularidade social.
Não se poderá negar que a imagem cinematográfica é para a criança especialmente sugestiva, é imposta com vigor. É em si um estímulo poderoso e sua força é inclusive acrescentada pelas mesmas condições do espetáculo: a escuridão da sala, o isolamento do espectador, a luminosidade da tela, o ritmo que acompanha a projeção. Compreende-se, então, que alguns filmes sejam especialmente prejudiciais para os jovens espectadores saturados de projeções cinematográficas. São filmes plenos de morbosidades maléficas ou de luxuosa facilidade, nas quais dominam cenas de violência, torturas, roubos e seqüestros.
"Filmes nas quais super-homens realizam aventuras intermináveis e triunfam diante dos mais prodigiosos obstáculos. Filmes onde reina um clima de desespero sexual e brutalidade e nos quais a mulher, abdicando-se de sua dignidade, transforma-se em um simples brinquedo. Não menos prejudiciais são os filmes negros onde os personagens se envilecem e degradam em sua impotente luta contra seu destino implacável ou com acontecimentos agonizantes.
"A visão constante e renovada de tais filmes encaminha a criança na vida do crime e da fuga. A ficção converte-se para ela em realidade, impregnando progressivamente seus atos e suas atividades.
"Tornam-se mais virulentos os impulsos antisociais que já existiam nela, ou que seu meio suscitou."
c) Diante disto, não nos é estranha a notícia publicada pelos brasileiros indicando que 80% dos jovens delinqüentes detidos, cujas idades oscilavam entre 13 e 21 anos de idade, entraram nas vias do crime por causa do cinema. Desejaram competir com o herói e escapar da polícia.
3. As brincadeiras
a) É um fato geralmente aceitável que a criança brinca daquilo que será no futuro...
b) Não nos chama a atenção então, pois depois de aprender as técnicas do crime na tela ou nas leituras, e depois de praticá-las inocentemente em suas brincadeiras de pistoleiros, muitos terminam executando na vida real esses crimes.
4. A Rua
a) A rua, mesmo que havendo nos ensinado muitas lições, não é a melhor escola.
b) Foi com razão que o Dr. M. Benítez em Vagancia Infantil: "Sem dúvida, a rua é o foco de infecção moral mais rápido e mais terrível que se conhece. O vício multiforme vaga nela em todas as horas."
5. O Lar
a) É ali onde podemos regular as influências que penetram na mente de nossos filhas.
b) Onde podemos criar as forças impulsoras da vida psíquica, anímica e espiritual dos mesmos.
c) Onde poderemos colocar ao alcance de nossos pequenos os exemplos de virtude que moldarão seus princípios e realizações.
d) Quando o lar fracassa a personalidade da criança se deforma.
(1) O doutor Berro afirma que "é unânime a convicção de.. que a causa fundamental da delinqüência infantil está na desorganização familiar."
(2) Um estudo dos lares de 500 crianças delinqüentes situadas na Colônia Lar Ricardo Gutiérrez, deu os seguintes resultados: Lares maus, 219; lares deficientes, 61; lares considerados muito bons somente 2.
(3) De sua parte os doutores Eleonor Glueck e Sheldon Glueck, da Universidade de Harvard, fizeram um estudo de 500 rapazes delinqüentes e de 500que não eram, durante 10 anos. A conclusão levantada é a seguinte: se a vida familiar da criança é correta, existe 97% de possibilidades de que essa criança chegue a ser uma pessoa normal, útil. Se as relações familiares são tensas e anormais, há 98% de probabilidades de que a criança chegue a ser delinqüente.
e) A doutora Belle Wood Comstock enumerou alguns problemas do lar que considera influentes no assunto que analisamos:
(1) Pais que carecem de conhecimento necessário a respeito do cuidado das crianças.
(2) Mãe muito solícita.
(3) Pais que se criticam mutuamente.
(4) Pais egoístas que não querem trabalhar por seus filhos.
(5) Mãe cansada que não suporta os seus filhos.
(6) O lar dissolvido.
f) Para que a vida da criança se desenvolva normalmente, ela necessita de um lar bem constituído.
(1) O doutor Alejandro Petre, do Conselho Nacional do Menor, disse-me em conversação recente: "À medida que o tempo se passa e vou entrando em anos, acentua-se mais minha convicção de que uma criança necessita de seu pai e de sua mãe. Não se pode desenvolver harmoniosamente quando eles se separam."
(2) O que foi mencionado por este profissional que leva 40 anos de prática na psiquiatria, e que se encontra à frente do Instituto Agote, concorda com as estatísticas e estudos realizados por outros colegas e sociólogos nas diferentes partes do mundo.
(3) A insegurança e ansiedade produzidas no tenro coração infantil ao ver rachar a muralha de proteção de seu lar e a falta de afeto onde a criança tem direito, fá-la sentir esmagada pela vida. Então buscará satisfações compensadoras em atividades que essa sociedade censura.
g) Quando falamos de lares divididos, referimo-nos em primeiro lugar ao problema do divórcio, e em segundo termo, ao caso igualmente triste, daqueles casais que vivem sob o mesmo teto mas que de fato estão separados.
(1) Casais que por suas contínuas brigas não têm interesse de oferecer amor aos filhos.
(2) John Edgar Hoover, que fora diretor da P.B.I., declarou: "Congenitamente consciente de que é um ser defraudado, a criança descuidada raciocina cega e convulsivamente, atropelando contra os costumes que a rodeiam e que somente o lar verdadeiro possui. É esta reação compensadora que na profissão judicial somos obrigados a denominar delinqüência juvenil. A verdadeira falha, naturalmente, jaz não na criança, mas no lar."
CONCLUSÃO:
1. A criança necessita do amor tanto quanto do alimento e do vestuário.
2. Certa vez, um casal foi a um orfanato com o propósito de adotar uma criança. O diretor propôs a eles conversarem com a criança à qual se haviam afeiçoado. Sentiram-se atraídos pelo pequeno, mas não o disseram. Em troca enumeraram todas as coisas que lhe dariam se chegasse ser adotado: teria uma casa cômoda, roupas novas, poderia passear por diferentes partes do mundo, comprar-lhe-iam muitos brinquedos...
O menino ouviu tudo com indiferença e, enquanto com suas mãos pegava em um dos seus joelhos, e seus olhos olhando à distância, respondeu-lhes:
- Se querem dar-me somente uma casa nova, roupas novas e brinquedos como todas as demais crianças têm, desde já digo-lhes que prefiro ficar aqui.
Quase contendo a respiração pela resposta imprevista, a senhora exclamou:
- O que mais você queria que lhe oferecêssemos?
E a senhora ficou surpreendida quando o menino respondeu:
- Só desejo alguém que me queira. Isso é tudo.
3. De certa forma, isso é tudo o que todas as crianças querem: AMOR. Um carinho genuíno que lhes permita sentir-se seguros frente à vida. Um amor que mova esses pais a buscar as melhores normas de educação para seus pequenos, a fim de capacitá-los para ser cidadãos úteis e triunfantes.
SERÁ INVADIDA A TERRA POR SERES EXTRATERRENOS?
INTRODUÇÃO:
l. Não são poucos os que pensam que em qualquer momento o ser humano entrará em contato com seres extraterrenos mais inteligentes ou evoluídos do que nós.
a) Os que pensam que atualmente estamos sendo estudados por seres de alguma parte do universo.
b) Que os invasores espaciais estariam evitando entrar em contato com os terráqueos.
c) E tantas outras teorias conhecidas por todos.
2. Há muitas diferentes teorias quanto à possibilidade de uma invasão cósmica.
a) Deixando de lado as grotescas caricaturas de presumíveis marcianos ou de selenitas - sabe-se que não existem nem uns nem os outros - hoje homens da ciência começam a delinear seriamente essa possibilidade de uma invasão cósmica.
b) Suponho que a maioria dos presentes tem, em maior ou menor grau, tomado sua posição a respeito.
3. Proponho-me nesta noite:
a) Fazer um delineamento geral.
b) Apresentar a teoria que ao meu conceito mais lógica, coerente e aceitável.
c) No final de minha conferência, farei ilustrações com diapositivos em cores.
I. QUE PENSAM AS PESSOAS?
1. A proliferação desse conjunto de fenômenos rotulados sob a sigla O.V.N.I. (Objetos Voadores Não Identificados).
a) Tão manuseado por especuladores.
b) Investigados também por pessoas sérias, com informações acumuladas em quantidades industriais por diversos organismos.
c) Com dados - dizem alguns - mantidos o mais secretamente possível pela N.A.S.A. e outros órgãos, para evitar o pânico coletivo, tem despertado a imaginação de muitos.
2. Um elemento que faz mais verossímil a idéia de uma eventual invasão da terra por seres extraterrenos é constituído por:
a) Viagens espaciais.
b) Caminhadas lunares.
c) Sondagens a Marte, Vênus
d) E planos para futuras explorações em nosso sistema planetário solar.
e) A isto sorriamos uma exuberante imaginação e já está tudo dito.
3. O próprio Werner Von Braun dizia: "Nós cremos que somos sábios, porém somos apenas alunos. De quem? Não sabemos com precisão. Encontramo-nos frente a seres extraterrenos muito mais inteligentes do que nós. De onde procedem? Do espaço. De qualquer lugar..."
4. É fácil dar rédea solta à imaginação. Mas não estaria demais recordar que aparentemente não haveria vida no restante do sistema planetária solar. Ao menos como a conhecemos em nosso planeta.
5. Talvez antes de fascinar-nos e sonhar com as viagens a outros planetas, far-nos-ia bem pensar em termos concretos: A factibilidade de comunicação com o mundo interestelar não é tão factível:
a) A luz, que viaja a 300.00 km por segundo, tarda:
- À lua: aproximadamente um segundo.
- Ao sol: oito minutos.
- A Alfa do Centauro (a estrela fixa mais próxima): quatro anos. Viajando à velocidade dos foguetes atuais (32.000 km por hora), a viagem de ida e volta demoraria 274.000 anos...!
4. O tema está sacudindo aos religiosos e não religiosos de todas as latitudes. A possibilidade de que os chamados discos voadores estejam tripulados por criaturas angélicas interessa:
a) Ao mundo cristão.
b) Ao muçulmano.
c) Ao budista.
d) Aos lamas do Tibete.
e) Até o Observatório Espectroscópico do Vaticano estaria reunindo antecedentes a respeito (embora estaria trabalhando com lógica reserva e prudência).
7. Há várias idéias curiosas acerca da origem dos O.V.N.I.
a) Seres Que viveriam num mundo subterrâneo.
b) Seres que viveriam num mundo paralelo.
c) Seres provenientes do túnel do tempo.
d) "E se os 'discos voadores' fossem anjos?"
(1) Assim se intitula um ensaio audaz de Daniel Rops.
(2) Manifesta que entre os jesuítas europeus estariam estudando detidamente o fenômeno dos OVNIS.
(3) E que muitos criam que pudessem Ser anjos ou outras criaturas pré-adâmicas.
e) Torna-se sugestiva a revelação bíblica quanto a certo tipo de seres vinculados com nosso planeta. Efésios 6:11-12.
f) Provavelmente não estamos amadurecidos como gostaríamos para emitir um julgamento a respeito da origem dos OVNIS.
g) Mas há algumas coisas relacionadas ao tema de uma eventual invasão de seres extraterrenos plenamente confiáveis.
II. QUAL É A IDÉIA MAIS CORRETA?
1. Respeito as idéias dos demais, assim como me sinta honrado ao ver que respeitam as minhas.
2. Muitas vezes discordamos dos outros, e até creio que em certa medida isso é bom, porque nos leva a investigar mais.
3. É provável que encontremos nisto un1ponto de dissidência com alguns, mas usarei da liberdade que vocês me conferem para expressar-me.
4. Por diversas razões, tenho mais confiança na teoria bíblica do tema:
a) Suas quase 2.300 profecias, sem que falhe uma só delas.
b) Sua antigüidade (a primeira parte da Santa Bíblia foi escrita faz três milênios e meio).
c) O fato de que os manuscritos milenários encontrados em 1947 em Qumram, às margens do Mar Morto, demonstraram sua antigüidade e autenticidade.
d) E muitas razões mais levam-me a ter confiança na Santa Bíblia, e por isso quero apresentar-lhes o que ela diz.
III. UMA INVASÃO CÓSMICA SEGUNDO A BÍBLIA
1. A invasão espacial da qual fala a Bíblia.
a) Não será em OVVIS, mas ocorrerá.
b) Será mais majestosa, mais impressionante, incomparável.
2. Em forma repentina aparecerá nos céus um enorme exército invencível.
a) À frente virá seu comandante como o chefe.
b) Serão tantos que encherão os céus.
c) E com velocidade inaudita para nossas concepções atuais cobrirão toda a terra.
3. As referências são tantas, que alguns estudiosos consideram que há uma média de uma referência em cada 20 versículos.
4. Aqui temos uma, significativa pelo que diz e pela época a que se eleva: Judas 14, 15.
5. É uma doutrina cristã?
a) Evidentemente sim, porque o próprio Jesus a prometeu. S. João 14:1-3.
b) Está no Credo - Mais ou menos gela metade, falando de nosso Senhor Jesus Cristo, diz: "... está sentado à destra de Deus Pai Todo- Poderoso, de onde há de vir para julgar aos vivos e aos mortos..."
c) Está no Pai nosso: "... venha o teu reino..."
6. É uma intervenção lógica.
a) ILUSTRAÇÃ0: É sugestiva a declaração que em 1860 fez o químico francês Marcelín Berthelot:
"Dentro de cem anos de ciência física e química, o homem saberá o que é o átomo. É minha crença que quando a ciência alcançar esta etapa, Deus descerá à Terra com seu grande molho de chaves e dirá à humanidade: "CAVALHEIROS, É HORA DE FECHAR".
b) O Dono de tudo vem para colocar Sua casa em ordem.
(1) Este planeta em rebelião Lhe pertence por direito natural de criação.
(2) Havendo perdido seus habitantes, em vez de desejar o extermínio dos mesmos, pagou o preço da libertação humana.
(3) Deu um tempo suficiente para que, quem o quisesse pudesse ordenar suas coisas com Ele.
(4) A rebelião está chegando a um clima insustentável.
b) Vem para dizer "CAVALHEIROS, É HORA DE FECHAR" O PENOSO CAPÍTULO DA REBELIÃO.
(1) Ajustará as contas com os rebeldes.
(2) Dará definitiva liberação para os que aceitaram, pela fé, a libertação paga com o ouro de Seu sangue na hora da cruz. Salmos 50:3-6.
7. A Bíblia nos dá uma descrição vívida de como será.
a) Será um sucesso impressionante, como se os átomos entrassem em fusão para dar passagem ao imperador do Universo.
b) O próprio Cristo o descreveu. S. Mateus 24:30, 31.
c) (NOTA: Se puder, utilize alguns diapositivos aqui).
8. Creio que, como civilização, estamos amadurecidos para entender e aceitar este tema.
a) No século passado poderíamos haver pergunta do: Como poderia ser?
b) Nesta segunda metade do século XX não necessitamos de nenhum esforço mental para entender sua factibilidade e aceitá-Lo.
(1) Se o homem é capaz de partir da terra para o espaço.
* caminhar sobre a lua.
* enviar naves exploradoras a Marte, Vênus
* e tem tantos projetos mais.
(3) Por que haveria de despertar resistências à idéia de que o Criador do homem haja decidido vir a nosso mundo com todo Seu exército?
c) O que ocorre é que este planeta em rebelião não está preparado para enfrentar a situação.
d) Mas Deus nos enviou Seu manual de instruções para que saibamos que se espera de nós como preparação para esse dia solene. Esse manual é a Santa Bíblia.
e) Deixou-nos uma mensagem muito clara acerca do que espera encontrar nos terráqueos, nesse dia: S. Mateus 24:44; 2 S. Pedro 3:11-14.
CONCLUSÃO:
1. Um prestigioso advogado de Filadélfia, Estados Unidos, tinha uma filhinha que se foi tornando cega gradualmente. O pai abandonou o exercício de sua profissão e viajou para a Europa, consultando de especialista em especialista, em seu intento vão de devolver a vista a sua querida filhinha.
Passaram-se os anos e esse pai, decepcionado, voltou aos Estados Unidos. Então ouviu de um cirurgião oculista do oeste dos EE.UU. que fazia maravilhas. Este lhe disse que havia uma possibilidade mui remota, só uma em mil. Operaram-na. Vendaram-lhe os olhos sem saber como resultaria.
Um mês depois, (era primavera, janelas abertas) o cirurgião acompanhado dos pais da menina, começa a tirar-lhe as vendas. A menina tinha o olhar fixo, estava muda, sem demonstrar que estava enxergando. De súbito gritou:
- Mamãe, mamãe, é este o céu?
2. Breve estaremos naquele lar, onde diremos felizes: "Este é teu reino."
POR QUE VOCÊ ESTÁ DOENTE?
(NOTA: Por alguma razão injustificável perdemos o nome do autor deste tema.)
1. Esta noite gostaria que me acompanhassem ao consultório de um dos milhares de doutores que exercem medicina em nosso país. O interrogatório e consulta, caso que vamos escutar, repete-se uma centena de vezes cada dia como demonstração de um feito que quisera apresentar hoje para vocês.
(O diálogo que segue poderia ser gravado e acompanhado com diapositivos sobre cenas num hospital ou no consultório de um médico.)
O MÉDICO acaba de escrever os dados pessoais no histórico clínico de seu novo paciente, homem um pouco obeso e cujo rosto reflete certa ansiedade.
– O que sente, senhor?
– Pois bem, doutor, desde algum tempo sinta dor freqüente e uma estranha pressão no peito.
– Acentua-se esta dor ao fazer algum esforço?
– Sim, doutor; ao subir escadas ou andar depressa, vem a dor.
– Dorme bem à noite?
– A verdade é que há vários anos custo a conciliar o sono e sempre tomo algum medicamento para dormir.
– Tem bom apetite, não é verdade?
– Muito bom; embora há anos tive úlcera do duodeno e às vezes sinto ardor no estômago que alivia tomando bicarbonato.
– Você fuma?
– Sim, desde jovem, mas não mais de um maço por dia.
– Toma café?
– Fui proibido quando tinha a úlcera, mas agora tomo várias xícaras por dia, embora note que não me faz muito bem para o estômago.
– Usa bebidas alcoólicas?
– Apenas vinho na mesa, e em ocasiões especiais alguma bebida forte, mas sempre sem exceder-me, doutor.
A Lei da Semeadura e da Colheita
O resto do interrogatório continuou revelando os hábitos vitais do paciente, que poderiam ser resumidos assim: vida sedentária, atividade física insuficiente, alimentação excessiva, hábitos tóxicos vários e atitude mental de ansiedade e tensão constantes.
O exame físico, completado com análises, radiografias e um eletrocardiograma, revelou no paciente um princípio de diabetes e arteriosclerose com estreitamento das artérias coronárias (que irrigam o músculo cardíaco), excessiva acidez gástrica e deformação ulcerosa do duodeno. A tarefa mais difícil para o médico, neste caso, não foi chegar ao diagnóstico exato, mas fazer o paciente compreender que seus problemas não poderiam ser resolvidos simplesmente tomando alguns remédios, e que a recuperação de sua saúde requeria mudanças profundas em sua forma de viver, a correção de seus hábitos tóxicos e alimentares, e a reorganização de sua atitude mental frente aos problemas da vida.
No organismo também se cumpre a lei da semeadura e da colheita, e nossos hábitos físicos e mentais de hoje, nosso modo de trabalhar e de descansar, de comer e beber, etc., constituem a semeadura, que determinará em grande medida a colheita de saúde ou enfermidade para os anos futuros.
Eis aqui o fato a que antes me referia e que muitos não entendem ou não querem entender.
Que é a Saúde?
A saúde é o completo bem-estar que resulta do funcionamento normal e harmonioso de todas as funções biológicas e psíquicas de nosso ser.
(A parte que segue deve ser ilustrada com diapositivos, filme, luz negra ou qualquer outro meio que permita seguir a explicação.)
Os diversos órgãos que formam nosso corpo possuem estruturas totalmente distintas umas das outras, adapta das às diversas funções que cada uma realiza. Assim por exemplo o cérebro, centro do controle geral do organismo, está integrado de milhões de pequenos receptores, transmissores ou conectores - as células nervosas - das quais partem finíssimos cabos condutores cobertos de uma delicada capa isolante. Algumas dessas fibras nervosas conduzem estímulos procedentes dos centros nervosos a todos os órgãos do corpo; outras levam aos centros constante informação do que ocorre nos órgãos; e as que procedem dos órgãos dos sentidos transmitem ao cérebro impressões recolhidas no ambiente que nos rodeia.
Finalmente, outro sistema de fibras nervosas - chama das de associação - liga entre si os diversos centros nervosos, completando desse modo a complexa e delicada estrutura do cérebro, cuja frágil consistência acha-se perfeitamente resguardada pela resistente caixa óssea do crânio.
Muito distinta é a arquitetura do coração, outro órgão vital constituído por um poderoso músculo ocorre coberto por uma dupla lâmina deslizante que facilita seus movimentos. Na face interior, o coração acha-se revestido de uma suave membrana que facilita a circulação do sangue por suas quatro cavidades, as quais estão convenientemente separadas por membranas e comunicadas por válvulas que determinam o sentido da corrente sangüínea. Mas o mais admirável deste órgão é o músculo que forma suas paredes, capaz de contrair-se em forma rítmica, constante e automática, e que para repor suas energias e continuar seu trabalho vital e incessante, basta-lhe um instante de repouso que transcorre entre duas contrações.
Igualmente assombroso resultado e a adaptação arquitetônica e funcional de todos os órgãos de nosso corpo, desde a forte estrutura esquelética que possibilita a esbeltez de porte e movimentos, até a delicada glândula endócrina, que verte no sangue que a irriga seu suco hormonal destinado a estimular as funções dos órgãos distantes, adaptando-se és necessidades gerais do organismo.
As diversas funções orgânicas não ocorrem independentemente; acham-se coordenadas de tal modo que todo o conjunto atua como uma única unidade. Esta integração do organismo é mantida por mecanismos nervosos, endócrinos e humorais. Estes três sistemas de controle, atuando simultaneamente sobre todos os órgãos, logram que o conjunto se comporte como um todo.
No estado de saúde, todas as funções orgânicas realizam-se "silenciosamente". Nenhum órgão nos faz sentir sua presença: respiramos livremente, sem pensar nisso. Não percebemos as batidas de nosso coração nem os movimentos do tubo digestivo. O fígado, os rins e todos os demais órgãos cumprem sua função sem provocar sensação alguma. Os "desejos fisiológicos" como o sono, a fome e a sede são gerados pelo organismo apenas quando o cumprimento de uma função biológica requer - a participação consciente do indivíduo. No estado de saúde, a atenção da mente não é atraída a nenhum órgão. Do funcionamento normal e harmonioso de todas as funções biológicas resulta uma agradável sensação de bem-estar que estimula o pensamento para suas mais altas realizações.
Mas a saúde integral implica mais que um mero jogo harmonioso de funções biológicas. Por sobre seu plano físico, tem o homem sua estrutura mental e sua responsabilidade moral. Por isso a verdadeira saúde inclui a normalidade física, o equilíbrio mental e a correção moral do indivíduo.
Leis da Vida
A mãe de um rapaz chamado Joãozinho surpreendido ao ver seu filho de oito anos trepando na árvore do fundo de sua casa, gritou:
Joãozinho, você vai cair!
- Não, mamãe, eu me agarro bem forte -- respondeu o menino, enquanto deslizava sobre um ramo um pouco curvo pelo seu peso.
- Desça rápido! - ordenou a mãe, vendo o perigo.
- Espera um pouco; quero apenas alcançar... Neste instante o estalo do ramo interrompeu a frase do menino, ao quebrar-se sob seu peso. Ao cair Joãozinho apoiou suas mãos no chão e fraturou com a queda os dois ossos do antebraço direito.
Em sua experiência, o menino havia tentado escapar da lei da gravidade, mas esta cumpriu-se implacavelmente, com sérias conseqüências para ele. O médico reduziu a fratura, a imobilizou com gesso, e em quatro semanas Joãozinho estava curado.
É que a resistência e a flexibilidade de um ramo, a força da gravidade, o peso e a queda dos corpos, a dureza dos ossos e a consolidação das fraturas, são todos fenômenos regidos por leis naturais. De fato, as mesmas grandes leis que regulam o movimento dos átomos e os astros regem também as variadas manifestações da vida.
Tudo quanto existe acha-se regido por leis estabelecidas pelo supremo Artífice a fim de manter a ordem e a harmonia indispensáveis para a vida no universo. O homem não escapa dessa regra, e em todos os estratos de seu ser impera também a lei. Como ente físico acha-se submetido às leis físicas, cumprindo, por exemplo, as leis da gravitação e da inércia. (Volte a ilustrar isto com diapositivos.)
O homem, como estrutura química, acha-se submetido às leis químicas que regem a constante transformação de seus alimentos em matéria vivente graças a uma série de complexas e delicadas reações. Neste aspecto da existência o ser humano tampouco pode escapar das nefastas conseqüências de desacato às leis. Assim, a introdução de substâncias tóxicas em seu corpo pode desencadear desequilíbrios químicos incompatíveis com a vida.
Como ser vivo, o homem acha-se submetido também às leis biológicas que regulam toda sua fisiologia. A circulação, a respiração, a digestão, a secreção glandular, o metabolismo e a atividade muscular são regidas por leis cuja observância influi decisivamente na saúde corporal.
A mente do homem tem assim suas próprias leis, existem grandes princípios de higiene do pensamento, de cujo acatamento dependem em grande medida o equilíbrio da personalidade e a saúde mental.
Além e acima das estruturas mencionadas, o homem tem sua natureza moral, que rege toda sua conduta e afeta o comportamento do indivíduo em sua relação com a sociedade e em sua relação com os planos psíquicos e físicos de seu próprio ser. O mesmo grande Autor das leis do átomo, da molécula e da célula, como legislador moral do Universo, tem estabelecido sua lei para reger a conduta de Suas criaturas inteligentes. Da obediência a esta lei depende a saúde espiritual do homem, fator decisivo de seu bem estar físico e mental, e a chave de sua felicidade mais genuína.
Por tudo isso, é dever de cada pessoa, para seu próprio bem e para o bem da humanidade, inteirar-se das leis da vida e obedecer a elas com toda consciência.
Oito Remédios Verdadeiros
O desacato às leis da vida, durante os séculos da história humana, tem trazido como conseqüência o acúmulo de enfermidades e doenças que hoje agravam a nossa espécie. Todos estamos expostos ao sofrimento ou já padecemos, em maior ou menor escala, da enfermidade, e portanto necessitamos de remédios. Existem medicamentos cujo uso oportuno pode resultar em benefício em diversas enfermidades. Tais produtos podem adquirir-se nas farmácias, sendo seu custo proporcional à complexidade de seu método de elaboração. Temos entre eles os hormônios, as vitaminas, os calmantes, os estimulantes, os antibióticos, etc. (Mostrem-se recipientes específicos.) Mas de muito mais valor que estes produtos que consideramos "remédios de emergência", são os verdadeiros remédios que se encontram sempre à nossa disposição sem custo algum, e de cujo uso constante e inteligente dependem fundamentalmente a conservação e a recuperação da saúde. "O ar puro, o sol, a abstinência, o descanso, o exercício, o regime alimentar conveniente, o uso da água e a confiança no poder divino, estes são os verdadeiros remédios."
Analisemos brevemente cada um deles.
O Ar Puro
A constante provisão de ar puro aos pulmões é essencial para a carreta oxigenação do sangue. Os glóbulos vermelhos transportam o oxigênio do pulmão até as células mais distantes na intimidade dos tecidos, e a vida das células e com ela a do organismo dependem desta constante provisão de oxigênio. Qualquer perturbação dos mecanismos destinados a fazer chegar o oxigênio desde o ar que respiramos até a célula que o utiliza, atenta seriamente contra a saúde e a vida.
Por isso é necessário evitar a respiração do ar viciado, como o de lugares mal ventilados onde permanecem numerosas pessoas que vão consumindo o oxigênio e carregando o ambiente com anidrido carbônico, vapor d'água e outras emanações que o tornam insalubre.
Igualmente é perigosa a respiração de ar contaminado por fumaça de tabaco, escape de automotores, perda de gás, emanações de fossas ou chaminés industriais. Vários destes fatores combinados tornam francamente insalubre o ar de algumas cidades. Ademais, toda roupa que oprima o tórax ou impeça sua livre expansão respiratória deve ser evitada.
A ginástica respiratória praticada em breves minutos ao levantar-se pela manhã e antes de deitar-se à noite, aumenta a capacidade vital do indivíduo.
(Nesse momento deve aparecer sobre o estrado o primeiro monitor ou monitora. Pode ser um menino ou uma menina, um rapaz ou uma moça. Escolham pessoas engraçadas e bem habilitadas. Enquanto o pregador explica, o monitor praticará uns exercícios de ginástica respiratória. Deverá ir, de preferência, em traje de ginástica. Quando começar a explicar o seguinte remédio, o monitor se retira.)
Realiza-se ao ar livre ou em frente de uma janela aberta. Consiste em inspirar profundamente pelo nariz tom a cabeça erguida e as mãos apoiadas ao lado do tórax sobre as últimas costelas. Deste modo podem encher-se os pulmões o máximo, porque entram em ação todos os músculos respiratórios. Depois solta o ar pela boca, procurando esvaziar totalmente os pulmões enquanto as mãos comprimem a parte inferior do tórax. Estes movimentos respiratórios devem ser repetidos várias vezes, calmamente, procurando sempre encher e esvaziar os pulmões totalmente.
O hábito de manter-se erguido tanto ao andar como ao estar sentado, facilita em grande medida a função respiratória. Deve cuidar da ventilação adequada dos cômodos, locais de trabalho e particularmente dos quartos cujas janelas, durante as horas de sono, deveriam estar sempre abertas em maior ou menor grau segundo as condições do clima.
A vida ao ar livre é, sem dúvida, o método ideal de aproveitar os benefícios do ar puro sobre a saúde. Deve ser favorecida a permanência das crianças ao ar livre todo o tempo possível.
O Sol
A vida sobre a terra é mantida mediante os raios do sol. Por um lado, os raios caloríficos aquecem a atmosfera e produzem a temperatura necessária para os processos vitais; por outro lado, os raios actínicos promovem o fenômeno da fotossíntese, consistente na formação de substâncias orgânicas a partir das inorgânicas (anidrido carbônico e água) nas folhas dos vegetais, que constituem a base da alimentação humana.
A fração ultravioleta do espectro solar, ao incidir sobre a pele, modifica a estrutura molecular de certas substâncias procedentes da alimentação chamadas provitaninas, transformando-as em vitamina D, fator essencial para a absorção intestinal e a fixação óssea do cálcio. Por isso é importante deixar as crianças em contato com o sol desde os primeiros meses de vida, a fim de favorecer o desenvolvimento normal de seus ossos.
(Ilustrar o que segue com dispositivos ou desenhos.)
A luz do sol exerce um efeito destrutivo sobre numerosos germes patogênicos. Daí a conveniência de permitir sua entrada nas habitações para evitar inúmeras enfermidades contagiosas.
Os que levam a vida sedentária ou trabalham em locais fechados deveriam aproveitar toda oportunidade para submeter-se aos benéficos raios do sol que, ao atuar sobre o corpo humano, produzem efeitos tônicos e estimulantes, melhorando as defesas do organismo.
Os banhos de sol praticados racionalmente constituem a forma mais completa de helioterapia (tratamento pelo sol). A hora mais apropriada, dependendo do clima e da estação. No inverno, próximo ao meio-dia; no verão, de manhã ou â tarde. É possível acondicionar facilmente um lugar adequado, de modo que seja reservada e se possa expor ao sol a totalidade do corpo, com a cabeça sempre bem protegida e à sombra. A exposição ao sol deve ser progressiva. Podem expor-se em forma sucessiva e por tempos crescentes nas diferentes regiões anatômicas, começando dos pês para cima, ou pode expor-se de início todo o corpo de frente ou de costas durante tempos progressivamente crescentes. Geralmente, recomenda-se dois minutos e meio de exposição de frente e outros tantos por trás cada dia até chegar a uma hora de cada lado, como máximo. Nas crianças menores de um ano deve começar com meio minuto por lado e por dia até chegar a trinta minutos. A helioterapia assim praticada, é um excelente preventivo do raquitismo e um estimulante da saúde geral do bebê.
A temperança
A complacência desordenada dos apetites naturais (excessos) ou dos apetites artificiais (vícios) é a causa frutífera de enfermidade física e degradação moral; por isso incluímos a temperança entre os verdadeiros remédios. O consumo habitual de substâncias tóxicas praticado por milhares de pessoas afeiçoadas ao tabaco, ao álcool e a diversos alcalóides (morfina, cocaína, maconha e cafeína) causam prejuízos inexplicáveis à raça humana (mostrar cigarros, bebidas alcoólicas e para o sexo um desenho muito esquematizado em vermelho vivo). A prática de tais vícios é incompatível com a saúde; daí que a abstinência completa de toda prática prejudicial e de todo hábito tóxico seja um fator imprescindível na conservação da saúde, tal como veremos detidamente na segunda parte deste livro.
O Descanso
A reposição das energias físicas e psíquicas gastas durante um dia de vida ativa só pode ser conseguida mediante o repouso do sono. Não existe droga nem procedimento que possa substituir esta desconexão da consciência com a meio exterior, durante a qual as células nervosas recuperam sua capacidade funcional e devolvem o vigor físico e psíquico ao indivíduo.
Tanto como o repouso noturno, o descanso semanal é também imprescindível na conservação das energias psíquicas do ser. A manutenção das faculdades físicas e espirituais ao mais alto nível de produtividade e percepção requer esse parêntese semanal, o dia em que se abandonam as tarefas e preocupações cotidianas e se canalizam os pensamentos e atividades com sentido espiritual para a contemplação da natureza, a prática do altruísmo, a meditação e a adoração.
Muito antes que as leis do trabalho regulassem o descanso semanal nos países civilizados, o Decálogo bíblico ordenou: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar". Cristo ensinou: "O sábado foi feito para o benefício do homem".
Outra forma de descanso essencial, para os que levam uma vida ativa cheia de responsabilidades, são as férias anuais. O aproveitamento inteligente desta ocasião, de modo que redunde na saúde da família, demanda consideração especial. As verdadeiras férias colocarão os que as desfrutam, em ótimas condições físicas e psíquicas para empreender com renovado ânimo e eficácia suas responsabilidades e tarefas. Melhor que a congestionada urbe ou o buliçoso centro turístico, prestam-se para este fim a praia, o campo ou a montanha, onde o contato com a natureza seja direto e possa desfrutar de abundante ar puro, água, sol, uma alimentação simples e um sono noturno reparador.
Poderíamos comparar o sistema nervoso com um banco no qual constantemente depositamos ou do qual retiramos somas de dinheiro de nossa conta pessoal. Os depósitos representam as horas de sono, o dia de repouso semanal e as férias anuais; e a extração de fundos representa a atividade das horas de vigília. A fim de manter aberta nossa conta bancária devemos repor mediante o repouso necessário as energias gastas durante nossas atividades. Os que se atrevem a liberar cheques sem fundos - isto é, a consumir suas reservas nervosas sem efetuar as reposições indispensáveis, trabalhando sem trégua dia após dia e mês após mês, sem o sono noturno necessário - logo sua conta vem cancelada por tempo indefinido.
A estafa física e psíquica acaba por obrigá-los a deter-se e são requeridos meses de repouso e tratamento adequado para recuperar o vigor perdido.
Por tudo isso, o descanso inteligentemente praticado é um dos verdadeiros remédios cujas virtudes preventivas e terapêuticas são essenciais para a boa saúde.
O Exercício
A atividade muscular que tão importantes funções desempenha em toda a fisiologia, tem-se visto reduzida na vida moderna a um mínimo perigoso, a tal ponto que certas pesquisadores afirmam que 50% das mortes devem-se hoje em dia, em última instância, à insuficiência muscular.
O exercício muscular é um dos estímulos fisiológicos das funções circulatória e respiratória. A circulação de retorno, principalmente a nível dos membros inferiores, realiza-se com base na dinâmica muscular que comprime as veias, cujas válvulas orientam o sentido da corrente sangüínea para o coração. Durante o exercício físico produz-se um aumento do caudal de sangue que o coração se põe em movimento; as artérias e os capilares se dilatam para facilitar a passagem, ao aumentado fluxo sangüíneo; e o incremento circulatório a nível das artérias, conjuntamente com as mudanças dinâmicas que o exercício impõe às provas destes vasos, contribui para prevenir a arteriosclerose. O exercício muscular é, além disso a via natural de descarga para a tensão nervosa. O trabalhador intelectual que altera seu esforço mental com algum tipo de atividade muscular, obtém o maior rendimento de suas faculdades. Todos podemos beneficiar-nos da prática diária do exercício físico.
Como é natural, cada idade e cada condição física requer um tipo diferente de exercício. Desde a criança que corre várias horas por dia sem sentir, até o ancião que caminha lentamente apoiado em seu bastão, todos necessitamos dos efeitos saudáveis do exercício.
Os que realizam trabalhos físicos têm por isso mesmo o problema resolvido de sua atividade muscular. Os que mais necessitam empreender com vontade a prática sistemática do exercício são os intelectuais e as pessoas de vida sedentária.
Existem diversas formas de ginástica que podem ser praticadas cientificamente sob a direção de um cinesiologista ou com a ajuda de um bom livro. A ginástica tem a vantagem de pôr em ação, em forma gradual e ordenada, todos os grupos musculares do corpo, e bastam poucos minutos diários para sua realização. Todo exercício deste tipo deve incluir imprescindivelmente a ginástica abdominal, a ginástica da coluna e a ginástica respiratória.
(Novamente aparece um monitor ou monitora. Se antes foi usado um menino agora deve sair uma moça. Se antes atuou uma moça deve fazê-lo agora um rapaz. Não parece correto que estes exercícios sejam feitos por crianças. Os monitores devem atuar num estrada separado do pregador e um pouco elevado para que seja visível por todos.)
Um excelente hábito que vale a pena cultivar, é o de praticar ginástica uns minutos ao levantar-se pela manhã. Começar uma corrida lenta com duração de três a dez minutos, segundo as possibilidades e o treinamento de cada um. Isto põe em movimento a maior parte dos músculos, acelera a circulação e aprofunda a respiração. Deve realizar-se uma série de respirações profundas na forma indicada anteriormente, método que tem a virtude de eliminar rapidamente a fatiga do organismo.
Iniciam-se os exercícios para a coluna vertebral, que mobilizam uma série de músculos não usados habitualmente na vida sedentária e aumentam a flexibilidade geral do corpo. Para isso, estando em posição de pé com as pernas separadas, elevam-se os braços para cima da cabeça e curva as costas para trás, fazendo descer em seguida os braços para frente até o solo. Flexiona a cintura sem dobrar os joelhos. Estes movimentos amplos de flexão e extensão devem ser repetidos alternadamente várias vezes com suavidade sem forçar a flexibilidade própria da coluna. Depois, na mesma posição, com as pernas separadas e os braços estendidos horizontalmente aos lados do corpo, realizam-se movimentos de torção girando todo o tronco para um lado e para o outro várias vezes sem levantar os pés. Finalmente, desde a mesma posição já mencionada, faz-se um giro e flexiona-se procurando aproximar a mão direita ao pé esquerdo enquanto se mantêm ambos os braços estendidos e sem dobrar os joelhos. Volta-se à posição inicial e repete-se o movimento em sentido contrário, aproximando a mão esquerda ao pé direito.
Terminado estes exercícios para a coluna vertebral, inicia-se a ginástica abdominal. Para isso, estando deitado de costas no chão com os braços estendidos para cima da cabeça, inicia-se um movimento de flexão com todo o corpo que leva as mãos para os pés para procurar tocá-los. Depois volta-se lentamente à posição inicial.
Após realizar várias vezes este movimento ensaiará o seguinte que a princípio pode ser fácil: Estando sempre de costas com os braços estendidos, elevam-se ambas as pernas sem dobrar os joelhos e abaixam-se lentamente para voltar a levantá-las antes de que os calcanhares toquem no solo. Este movimento deve ser repetido várias vezes. Antes de terminar esta sessão de ginástica, respirem várias vezes profundamente e estarão prontos para tomar um banho de chuveiro. Os quinze a trinta minutos gastos em tudo isto constituem, junto com um bom desjejum, a melhor preparação física para um dia pleno de atividades e êxito.
Outro tipo de atividade física que pode ser saudável, se for devidamente encarada, é o esporte. Excluímos desta designação todo tipo de competição brutal que implique dar ou receber golpes capazes de causar lesões ao corpo humano.
Esclarecemos também que presenciar uma competição com as escadarias repletas, em meio da tensão e o amontoamento, poderá ser emocionante, mas não é esporte. Existem, contudo, numerosos esportes verdadeiros entre os quais é possível escolher o que é mais saudável segundo a idade e a condição de cada um.
(Aqui pode ilustrar esta parte alusiva ao esporte com diapositivos dos desenhos publicados pela campanha de televisão para promoção do esporte, terminando com o famoso Contamos Contigo! Será uma nota simpática).
Várias atividades físicas, coma as caminhadas ou passeios a pé, os trabalhos realizadas como distração - como a carpintaria, a jardinagem, horticultura, etc. - oferecem a homens e mulheres de toda idade os benefícios deste verdadeiro remédio que é o exercício.
O Regime Alimentar Conveniente
O objetivo da alimentação é oferecer todas as substâncias químicas necessárias para o desenvolvimento, conservação e a função normal do organismo. Graves conseqüências sucedem ao desprezo destes princípios e à prática de hábitos alimentícios que só buscam a gratificação de gostos e apetites mas desconhecem as necessidades reais do organismo.
Consideremos em forma sucinta alguns aspectos do regime alimentar conveniente. Basicamente, os alimentos podem dividir-se nos seguintes grupos: água, sais minerais, vitaminas, proteínas, açúcar ou glicoses, gorduras ou líderes. Nas frutas frescas (mostrem os alimentos indicados e outras semelhantes para ilustrar esta parte e produzir o apetite dos ouvintes. Podem ser naturais ou de plásticos. Indique com uma etiqueta visível o elemento principal que cada alimento contém. Laranja, maçã, etc. e secas: oleaginosas, nozes, etc.); nas verduras, os legumes e os cereais, encontram-se todos os elementos de nutrição que necessitamos. O leite é o alimento insubstituível para a criança.
Quanto à carne, sua inclusão na dieta é optativa, mas de nenhum modo essencial para um regime completo.
O número de refeições diárias varia segundo a idade: seis para o recém-nascido e quatro para a criança desde os seis meses até os três anos. Daí em diante bastam três refeições diárias.
O intervalo entre uma refeição e outra deve permitir a completa digestão de uma comida antes de ingerir a seguinte. O intervalo mínimo entre as refeições é de três horas para o latente e de cinco horas para o adulto. O hábito de comer em qualquer momento, fora das refeições, é prejudicial para a saúde. Uma pequena ingestão fora de hora - uma guloseima, uma fruta ou um pedaço de pão - quebra novamente todo o processo da digestão, e perturba o repouso que o tubo digestivo necessita entre uma refeição e outra.
O comer fora de hora na maioria dos casos é meramente um mau hábito, o qual com vontade pode ser conseguido. Para as crianças, o comer fura de hora diminui o apetite durante as principais refeições, e como estes bocados fora de hora não interrompem seus brinquedos, as mãos sujas que levam à boca os expõem a diversas parasitoses ou infecções gastrointestinais, Cabe aos pais corrigir este mau hábito em seus filhos, o que além dos benefícios digestivos lhes oferece a oportunidade de formar nas crianças hábitos de abstinência e domínio próprio.
Tomar líquidos em abundância durante as comidas induz a uma escassa mastigação dos alimentos, os quais são engolidos umedecidos somente com o líquido de bebida e insuficientemente salivados. Isto dificulta a digestão dos amidos ingeridos. Além disso, a ingestão abundante de líquidos durante as refeições dilui os sucos digestivos e enfraquece seu poder transformador sobre os alimentos; de modo que quanto mais líquido se toma nas refeições mais difícil se torna a digestão do alimento.
A alimentação saudável requer uma cuidadosa preparação dos alimentos. Devem lavar-se prolixamente os que serão comidos crus para evitar parasitose, e devem ser cozidos em forma correta os demais a fim de facilitar sua digestão. A saúde de toda família será beneficiada com uma alimentação simples, sem condimentos fortes nem frituras com gorduras, apresentada com bom gosto e servida num ambiente de afeto e sadio contentamento.
A Água
Aproximadamente 70% do peso total do corpo humano está constituído por água, a qual é ademais o veículo de todos os intercâmbios químicos que correm no organismo, e o elemento imprescindível das funções circulatória, digestiva, urinária e de regulação da temperatura corporal. (Ilustrar com diapositivos.)
A água potável, isto é, apta para ser tomada, deve ser fria, transparente, inodora, de sabor agradável, desprovida de sais tóxicos e de germes patogênicos. Deve ser tomada em abundância fora das refeições.
Tomar pouca água obriga os rins a concentrar os resíduos que expelem em um pequeno volume de urina, o qual pode produzir a precipitação de cristais que formam cálculos renais capazes de originar graves conseqüências.
A água é, além disso, o instrumento insubstituível da higiene corporal. O banho higiênico de preferência deve ser de chuveiro, morno se possível e com sabonete. Deve ser praticado com tanta freqüência como for necessário segundo o tipo de atividades de cada um, mas nunca menos de uma ou duas vezes por semana.
A ducha fresca matinal constitui um excelente hábito que exerce uma ação estimulante sobre o sistema nervoso e uma ação sobre todo o organismo. Por seus efeitos sedativos, o banho de imersão quente ou neutro tomado antes de deitar-se, é muito proveitoso para os que têm insônia.
O emprego da água como tratamento recebe o nome de hidroterapia, a qual, corretamente aplicada, é de benefício positivo em muitas enfermidades. A brevidade do espaço só permite mencionar algumas formas de hidroterapia: (1) Compressas frias e aquecedoras, (2) Fomentos, (3) Ablução, (4) Fricções, (5) Pedilúvios, (6) Banhos de assento e banhos locais, quentes e frios e alternados.
Concluindo: A água pura é a bebida provida pela natureza para saciar a sede dos animais e do homem. Aplicada exteriormente, é um dos meios mais simples e eficazes para regularizar a circulação do sangue. Bebida em abundância, supre as necessidades do organismo e o ajuda a enfrentar as diversas enfermidades que o ameaçam continuamente.
CONCLUSÃO:
Eis aqui o remédio mais eficaz para a enfermidade. Nestes sete remédios está o segredo de uma boa saúde. Porém, havíamos falado de oito remédios, qual é o que falta? Anteriormente definimos a saúde com o funcionamento harmonioso de todas as funções biológicas e psíquicas de nosso ser e dentro das funções psíquicas o equilíbrio mental e a correção mural. O oitavo remédio com e qual concluiremos nossa palestra de hoje, é precisamente de dimensão psíquica, espiritual:
A Confiança no Poder Divino.
No fundo da personalidade humana existe um desejo natural que nenhum bem material, nenhuma conquista intelectual nem nenhum contato humano podem saciar. Freqüentemente confundido com uma paixão dominante - sentimental, intelectual ou artística - ou com a ânsia natural de superação, aquele profundo desejo permanece insaciável apesar de todas as realizações, e somente se satisfaz mediante o contato ou comunhão do homem com a Divindade. Assim se explica o fenômeno histórico de que todos os povos da Terra em todos os tempos tiveram sempre alguma forma de vida religiosa.
A maior porcentagem de irreligiosos pode ser encontrada, sem dúvida, entre os homens modernos, e a profunda insatisfação e ansiedade que isto implica traz aparelhado o alto índice de desequilíbrio e transtornas mentais que vemos hoje em dia. Por outro lado, são vários os psiquiatras modernos que reconhecem a estreita vinculação existente entre a religião e a saúde mental.
Naturalmente, devemos admitir que nem toda religião é um fator positivo de saúde mental. As que fundamentam seu poder sobre a alma humana no temor e no mistério são causa frutífera de enfermidade mental. Mas a religião que se baseia no poder do amor e esclarece com a luz da verdade as grandes incógnitas do coração humano, leva consigo o antídoto eficaz para os grandes tóxicos mentais. Uma religião tal substitui a incerteza pela segurança, a solidão pelo sentimento de comunhão, o temor em todas suas formas pela implícita confiança em Deus, a ambição insaciável pelo sadio contentamento, e o sentimento de culpa pela paz do perdão. A religião que reúne essas características é um verdadeiro remédio e um fator decisiva de estabilidade mental. Procurar descobri-la nos meios que Deus colocou ao nosso alcance será nosso propósito nas palestras posteriores.
O HOMEM QUE ESCREVEU SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA ANTES DE NASCER
INTRODUÇÃO:
1. Alguns pensarão que sou supersticioso ao anunciar um tema assim. Mas para tranqüilidade de vocês quero dizer-lhes que não o sou.
2. Se creio que existiu um homem que escreveu sua própria biografia antes de nascer, não é por superstição, mas porque está perfeitamente comprovado pela história e pela arqueologia.
3. Blas Pascal a estudou e creu nela.
4. Trata-se de Jesus.
a) Não tenha medo de estudar acerca dEle.
b) Trata-se da maior personalidade registrada na História.
c) A Seu respeito escreveu Enrique Rodó:
"Não se explicam os impulsos energéticos de inovação que respondem a uma norma ideal orgânica, sem a consciência de um grande homem; não se explica a origem da caridade crista sem o coração e a vontade de Jesus. Por isso, os que se empenham em desconhecer a realidade histórica desta sublime figura, os que negam a existência pessoal de Jesus não reparam em que sua tese, fugindo de aceitar o que chamam milagre de uma personalidade tão grande, incide na suposição de um milagre maior: o de uma obra tão grande realizada por personalidades relativamente tão pequenas como as que ficam no meio desde o qual se propaga o cristianismo, se se elimina a personalidade do fundador." (José Enrique Rodó, em Liberalismo e Jacobinismo).
"... só Jesus produz a revolução mural que lhe dá direito imprescritível à possessão e ã glória do princípio (da caridade)." (Ibid.)
5. Estas predições são tão tremendas que assustaram os racionalistas do século passado.
a) Eles achavam que estas coisas deveriam ser escritas depois de ocorridos os acontecimentos.
b) Em suas épocas podia-se crer nisso, mas depois de 1967, com a descoberta nos rolos antiquíssimos das cavernas de Qumram, já não é possível negar que se trata de profecias reais.
I. AS DESCOBERTAS DE QUMRAM
1. A descoberta ocorreu em forma acidental, por dois beduínos pastores de cabras.
2. Trata-se da biblioteca de uma comunidade essência, escondida por eles nas cavernas da deserta região do Mar Morto no Oriente Médio.
a) Esta comunidade havia se revoltado contra o império romano e ao compreender que a luta seria dura, e que provavelmente seria arrasada a comunidade, escondeu toda sua biblioteca em covas.
b) Dentre outras coisas, encontraram-se todas as partes que constituem o Antigo Testamento da Santa Bíblia.
3. Ao conferir a Bíblia tal como a temos hoje com esses rolos antiquíssimos que dormiram nas entranhas da montanha par mais de 20 séculos, que descobrimos? Ao menos duas coisas.
a) As Escrituras Bíblicas são antigas, como aceitavam os crentes.
b) O mesmo que lemos hoje estava escrito na antigüidade, ou seja, não só é antiga como também autêntica.
4. Que tem isto a ver com nosso tema?
a) Nesses rolos estão todos os dados biográficos de nosso personagem do tema de hoje, escritos antes do nascimento de nosso Senhor.
b) Esses dados foram subministrados aos profetas, antecipadamente, pelo próprio Jesus.
II. POR QUE DIGO QUE SUA AUTOBIOGRAFIA FOI ESCRITA ANTES DE NASCER
1. O próprio Jesus fez Suas declarações definidas a respeito de Sua preexistência.
a) Existia desde antes de João. S. João 1:15,27.
b) Existia antes de Abraão. S. João 8:58. (1950 A.C.)
c) Antes que existisse o mundo. S. João 17:5.
2. Pretensões absurdas?
a) O mesmo profeta que no século VIII A.C. indicou o lugar de Seu nascimento, disse qual era Sua identidade.
3. Foi Deus conosco.
a) Assim o declarou aquele que predisse Seu nascimento de uma virgem. Isaías 7:14; 9:6.
b) Por isso teve uma eterna preexistência.
c) Portanto foi Ele que, por assim dizer, ditou antecipadamente os dados de Sua biografia aos profetas bíblicos.
III. OS DADOS DE AUTOBIOGRAFIA ANTECIPADA
1. O profeta Miquéias (VIII A.C.), disse onde Ele haveria de nascer. Miquéias 5:2.
a) Quase não se cumpre.
- José e Maria viviam em Nazaré.
* em linha reta, uns 110 km de Belém.
* pelo caminho atual, cerca de 147 km.
b) Edito do recenseamento no lugar onde nasceu.
- Não lhes causou satisfação, pois Maria estava grávida.
d) Chegou a Belém exatamente para dar à luz, e assim cumpriu a profecia.
2. Teria de haver nascido de uma virgem. Isaías 7:14.
a) (Nota: Aqui poderia introduzir alguns diapositivos do nascimento, da virgem e do menino, e se tiver diapositivos do hino Noite de Paz, seria interessante contá-lo com os presentes.)
3. Alguns detalhes a respeito do ministério que haveria de cumprir. Isaías 61:1,2.
(NOTA: Provavelmente não convém ler todos os versículos. Costumo ter toda esta parte escrita no retroprojetor ou no quadro-negro, ou em papel grande, tipo picture-roll e vou deixando à vista das pessoas a parte que vou explicando. Você procura quantos textos lerá. O restante, as pessoas procuram onde estão escritos e você os cita sem ler.)
a) Jesus indicou que se cumpriu nEle. S. Lucas 61:1,2.
b) Curar os quebrantados de coração:
(1) A filha de Jairo. S. Marcos 5:41.
(2) A viúva de Naim. S. Lucas 7:14.
c) "Aos cegas de vistas".
(1) Bartimeu junto à porta de Jericó.
(2) Cego de nascença. João 9.
4. Quanto à Semana da Paixão.
a) Entregue por um amigo. Salmo 55:12-14.
b) O preço da entrega. Zacarias 11:13.
(1) Judas o cumpriu. S. Mateus 27:3-5.
5. Estavam preditos Sua morte e sofrimentos.
a) O mesmo foi dito a Nicodemos. S. João 3:14.
b) Também estava assinalado no Antigo Testamento. Zacarias 12:10.
c) Há um capítulo que é como uma espécie de filme ou videotape que o Senhor mostrou ao profeta, acerca de como seria tudo isso. Isaías 53.
(1) Morreria como os ímpios (53:9). E assim ocorreu: Crucificaram-no.
(2) Com os ricos seria em Sua morte (53:9): Sepultado na tumba de José de Arimatéia.
(3) Depois de nos redimir, viveria (53:10-12): Quer dizer que ressuscitaria. E Oséias nos permite entender que seria no terceiro dia. Oséias 6: 1,2.
(4) Na profecia das 70 semanas é indicada a data exata de Sua morte. Mas isso veremos em outra ocasião, pois a profecia é longa, e muito interessante.
IV. POR QUE O SENHOR ESCREVEU SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA ANTES DE NASCER?
1. O pecado havia separado o homem de Deus.
a) O homem, por si próprio, não podia chegar a Deus.
b) Deus chega ao homem na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.
c) Ele teria que ocupar nosso lugar, etc.
2. Como fazer para que O identifiquem, para evitar a desorientação que pudessem produzir os impostores?
a) Pois fez o que ninguém poderia haver feito. Escreveu Sua própria biografia antes de nascer. Ele o fez dando Sua mensagem aos santos profetas. S. João 14:29.
3. Como se pôde cumprir tudo isto?
a) Porque a Bíblia foi inspirada por Deus. Assim disse o Apóstolo Pedro. 2 S. Pedro 1:19-21.
b) É a palavra de Deus para nós, Seus filhos.
c) Disse Blas Pascal:
"Se um só homem tivesse feito um livro das predições de Jesus Cristo, quanto ao tempo e à maneira de Seu advento, e se Jesus Cristo tivesse vindo em conformidade com essas profecias, isso seria uma força divina. Contudo, aqui há muito mais que isto. É uma sucessão de homens que, durante quatro mil anos, constantemente e sem variação, vêm um após o outro predizendo esse mesmo advento.
É um povo todo que anuncia, e que subsiste desde há quatro mil anos, para dar em um corpo testemunho das certezas que dEle têm, e das que não lhes podem ser extraídas por quantas ameaças e perseguições se lhes infligirem...
A maior das provas de Jesus Cristo está representada nas profecias. É também aquilo para o qual Deus mais proveu; porque o acontecimento que as cumpriu é um milagre que subsiste desde o nascimento da Igreja até o fim. Por isso Deus suscitou profecias durante 1.600 anos; e, durante 400 anos depois, dispersou todas as profecias com todos os judeus que as levavam por todos os âmbitos do mundo. Eis aqui qual foi a preparação para o nascimento de Jesus Cristo, cujo evangelho, devendo ser crido por todo o mundo, necessitou que houvesse não somente profecias que o fizessem crer, mas que essas profecias fossem por todo o mundo para serem abraçadas por ele.
CONCLUSÃO:
1. O Senhor disse: ".., para que creiais". S. João 14:29.
2. E as coisas se cumpriram, por isso eu creio:
a) Em Jesus, de quem falavam essas profecias e
b) Na santa Bíblia, o livro no qual essas profecias estão escritas.
3. ILUSTRAÇÃO: Capitão de barco com sua tripulação em alto mar. Adoeceu. O médico disse-lhe que era um assunto grave, e necessitaria de internação hospitalar. O porto mais próximo está a 3 dias de navegação e não tem mais de 26 horas de vida.
Recomendou-lhe: "Prepare-se para morrer."
O capitão chamou o seu ajudante principal e disse-lhe:
- O médico disse-me que não tenho mais de 26 horas de vida. Traga-me uma Bíblia, leia algo e ore por mim, para que possa enfrentar a morte em paz. O ajudante ficou perplexo. Não tinha Bíblia, não sabia orar... O capitão pediu que viesse o timoneiro. Pediu-lhe o mesmo.
- Capitão, respondeu. - Não tenho Bíblia e não sei orar. Quando era menino minha mãe ensinou-me a fazê-lo, mas esta vida rude do mar fez-me esquecer.
Um deles lembrou que o grumete Guilherme, enquanto conversavam, esteve lendo a Bíblia às escondidas.
- Traga-o imediatamente! - ordenou o fatigado capitão. Preocupado, sem saber porque o chamavam, Guilherme chegou ao camarote do Capitão.
- Guilherme, seu capitão está à morte. Você tem uma Bíblia. Traga-a e leia alga e ore por mim para que eu possa enfrentar a morte.
Enquanto Guilherme trazia a Bíblia, procurava encontrar alguma passagem. Ele a lia para si mesmo, mas não era um clérigo preparado para auxiliar um moribundo. Então recordou da profecia de Isaías 53:6-5 e a leu (lê-la em público).
Após fazer uma pausa, escutou que o capitão dizia dificultosamente:
- Isso é o que necessitava.
Então Guilherme animou-se mais e disse-lhe;
- Capitão Platt, permita-me lê-la como ensinou minha mãe?
- Sim, rapaz, leia-a coma sua mãe o ensinou.
- E o grumete mudou os pronomes por seu próprio nome. Então leu: "Certamente Ele tomou sobre si as enfermidades de Guilherme, e as dores de Guilherme levou sobre si; e Guilherme o reputou por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas transgressões de Guilherme; e moído pelas iniquidades de Guilherme; o castigo da paz de Guilherme estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras Guilherme foi curado."
O grumete ficou em silêncio...
O Capitão, com suas últimas forças, incorporou-se levemente ao mesmo tempo que pedia:
- Rapaz, leia isso de novo. Mas por favor, coloque meu nome onde corresponde.
E Guilherme tornou a ler, colocando o nome do Capitão onde correspondia. Quando a morte emudeceu os lábios daquele curtido lobo do mar, uma invejável expressão de paz brilhava em seu rosto. Havia aceitado a Jesus e O havia recebido em seu coração, como seu Salvador.
4. E disse Jesus: S. João 14:29.
a) Crê você em Jesus e em Sua Santa Palavra?
b) Quantos sentem que deveriam colocar seu nome no devido lugar, para dizer a Deus:
"Creio, Senhor. Aceito a Jesus como meu Salvador tal como ensina Tua santa Palavra."
COMO OBTER FORÇAS PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS
INTRODUÇÃO:
1. No jardim de Tullerias, em Paris, encontra-se a estátua de uma mulher, provavelmente uma bailarina, cujo rosto está coberto com uma máscara. Vista de frente a uma certa distância, deixa ver um sorriso, mas à medida que se aproxima e a olha de perto, principalmente de perfil, vê-se uma grande angústia originada por alguma dor escondida.
Esta mulher quer mostrar ao público um rosto sorridente, mas na realidade está consumida por uma profunda dor.
Tal é a condição de nossa humanidade que procura mostrar sua alegria apesar da profunda ferida causada pelo pecado, o qual a faz sofrer, e finalmente a arrasta precipitando-a à morte.
2. A passagem por esta vida está cheia de problemas. Eclesiastes 2:23.
3. Entre outras coisas a aflição das enfermidades. Salmos 58:3-9.
4. Alguns se deixam esmagar pelos problemas, outros recorrem a Cristo para receber forças e vencer.
5. Estão os cristãos livres de problemas? Que disse o Senhor? S. João 16:33.
I. NÃO ESTAMOS SOZINHOS NA HORA DE NOSSOS PROBLEMAS
1. S. Paulo é claro ao explicar que frente aos problemas da vida o cristão reage diferente, Porque não está só. 2 Coríntios 4:8,9.
2. Não estamos a sós, pois Deus é nosso refúgio. Salmos 46:1.
3. Ele é o pai de toda consolação. Por isso é que nós, cristãos, temos paz em meio das nossas tribulações. 2 Coríntios 1:3,4.
II. COMO COMUNICAR-NOS COM DEUS
1. A única coisa que nos pode recomendar diante de Deus, e o único mérito que podemos ter, é nossa própria necessidade. Quando humildes, re conhecendo nossa miséria, recorremos a Deus e clamamos em nosso desespero, Ele nos ouve. Não é necessário que cumpramos complicados protocolos. Encontramos um exemplo em Salmos 34:6.
a) ILUSTRAÇÃO: Certa noite, um cavalheiro foi a uma farmácia que estava de plantão e pediu remédios para combater a gripe. O farmacêutico, cumprindo com certos requisitos legais, perguntou ao cliente:
- Trouxe sua receita?
- Não, disse o cliente, mas trouxe comigo a gripe.
a) Não são nossas aparências que nos recomendarão diante de Deus, mas a tragédia de nossa necessidade. Esse é o maior argumento que podemos esboçar diante de Deus, o qual deseja derramar Sua graça para nos redimir.
2. Quando abrimos a Deus o nosso coração como a um amigo, estamos realizando um ato que na Bíblia se chama "oração". Deus sempre escuta e responde a oração sincera. Por exemplo: Salmos 102:17.
a) ILUSTRAÇÃO: Um casal saiu para realizar certas atividades e deixou o filhinho, de apenas dois anos, com a avó. Ao regressar viram um quadro realmente comovedor: A criança chorava com angústia e desespero; as lágrimas corriam-lhe pelo rosto, pescoço e mais além ainda; a avó, angustiada, procurava entender a linguagem da criatura que apenas se expressava por meio de monossílabos.
Apenas a porta se abriu, a mãe viu a cena, correu em direção do filho e perguntou-lhe: - Que aconteceu, querido?
A criança respondeu com seu vocabulário de monossílabos, formado por tá, me, to, lo, etc., e a mãe, sorridente, imediatamente disse: - O que ele disse é isto, e isto...
A mãe compreendeu a linguagem do filho. Assim, Deus contemplando as nossas necessidades, entenderá nossa linguagem.
b) Há pessoas que pensam que são demasiadamente insignificantes para que o Senhor as escute.
c) ILUSTRAÇÃO: Perguntaram a uma menina: "Você crê que Deus cuida de você? Você é tão pequena! A menina respondeu assim:
- Meu irmão é menor que eu, e mamãe passa mais tempo cuidando dele do que de mim. Se sou pequena, mais motivo terá Deus para cuidar de mim.
Exatamente isso diz a Sagrada Escritura. Que o Senhor ouviu a oração do desvalido não menospreza seus rogos.
3. A oração do filho de Deus é poderosa. Tiago 5:16.
a) Fulton Shin disse: "Hoje em dia há milhares de pacientes deitados de costas que se sentiriam muito melhor se em troca se colocassem de joelhos."
4. Há uma diferença entre oração e reza. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que cultivemos a oração. Isto e mais que repetir textualmente certas frases. "Orar é o ato de abrir o coração a Deus como a um amigo", e contar-Lhe com nossa própria linguagem nossas tristezas, problemas, e também alegrias. S. Mateus 6:5-8.
III. COMO ORAR
1. Os discípulos sentiram necessidade de aprender a orar.
S. Lucas 11:1.
2. Algumas coisas que se deve ter em conta ao orar são as seguintes:
a) Orar em nome de Jesus, que é nosso único Mediador.
S. João 14:13,14.
b) Orar com fé. S. Marcos 11:22,23.
ILUSTRAÇÃO: Em uma oportunidade, em certo povoado, os habitantes decidiram concentrar-se em uma data definida com o propósito de orar a Deus, cada um de acordo com suas convicções, para que chovesse, pois a seca ameaçava consumir a todos na ruína. O dia e hora indicados, todos acorreram à praça do pequeno povoado.
Todos oraram com fervor e energia. Todas tinham confiança que Deus poderia responder à oração. Mas a única pessoa que levou guarda-chuva foi uma menina de oito anos.
Devemos orar, não com uma fé teórica como a daquele grupo, mas com a fé simples e genuína da criança que, como cria que Deus daria água, já foi diretamente com seu guarda-chuva.
c) Teremos que estar dispostos a obedecer ao Senhor.
1 S. João 3:22.
d) Peçamos que seja feita a vontade dEle, pois é mais sábia.
1. S. João 5:14.
e) ILUSTRAÇÃO: Duas pequenas irmãs estavam em um aposento de sua casa. A maior cuidava da menor que estava empenhada em alcançar algo com uma mão, enquanto a maior procurava impedi-la. A criança começou a chorar. A mãe, ouvindo o choro do outro cômodo, perguntou:
- Por que ela chora, filhinha? Dá-lhe o que ela quer. - Poucos instantes depois, a menina sentiu uma grande dor.
- Que aconteceu agora?
- É que a alcançou com a mão, mamãe.
- Que coisa alcançou? - perguntou a mãe.
- Alcançou uma abelha. Isso é o que ela queria e a senhora disse que lhe desse.
Nem sempre o que as crianças querem é bom para elas, e em alguns casos, mesmo que seja bom, não é o melhor. Mesmo assim, convém que confiemos na sábia vontade de Deus.
É bom que oremos como diz nos diz o Pai Nosso: "Faça-se a Tua vontade..."
- Disse alguém: "O que freqüentemente pedimos a Deus não é que nos permita fazer Sua vontade, mas que aprove a nossa".
- Uma poesia inglesa fala de um soldado que pediu forças para mandar, e recebeu fraqueza para obedecer. Pediu saúde para fazer coisas maiores e recebeu enfermidade para fazer coisas melhores. Pediu riqueza para ser feliz e recebeu pobreza para ser sábio. Pediu força para receber a honra dos homens e recebeu fraqueza para sentir a necessidade de Deus. Pediu todas as coisas para gozar a vida e recebeu a vida para gozar das coisas. Não recebeu nada do que pediu. Mas recebeu tudo o que desejava. Sua oração foi respondida e ele foi mais feliz.
IV. QUANDO ORAR
1. Quando estamos tristes. Salmos 102:17.
2. Em caso de enfermidade. Tiago 5: 13-17.
3. Para dar graças a Deus. Salmos 103: 1-2.
4. Para confessar nossos pecados a Deus. Daniel 9:4,5.
5. Devemos orar sempre. 1 Tessalonicenses 5:17.
V. VALE A PENA?
1. Sim. Ele prometeu responder. S. Mateus 7:7-11.
CONCLUSÃO:
1. (Pode ilustrar este tema contando alguma experiência pessoal na qual apareça a resposta de Deus à oração.)
2. Formule um apelo para cultivar diariamente oração.
UM GUIA SEGURO PARA A VIDA
INTRODUÇÃO:
1. ILUSTRAÇÃO: Nas fábricas e em obras de construção costuma-se ver, colocados em forma proeminente, cartazes que ilustram a forma correta e incorreta de fazer certas coisas. Por exemplo: a forma correta e a errada de levantar uma carga pesada do solo.
a) A forma errada é a de procurar levantá-la sobre a cintura com os joelhos eretos.
b) A forma correta é dobrar os joelhos enquanto se levanta o peso, aliviando assim a tensão das costas e evitando o perigo de danificar os músculos ou tendões.
2. A Santa Bíblia contém a instrução adequada da parte de Deus para ensinar-nos o que devemos fazer ou não, na vida, a fim de termos uma experiência mais frutífera e venturosa.
3. Durante uns poucos minutos procuraremos conhecer algo deste livro maravilhoso. Entre outras coisas procuraremos dar resposta a várias perguntas que geralmente são levantadas acerca da Santa Bíblia.
I. COMO FOI DADA A SANTA BÍBLIA?
Naturalmente, Deus não a mandou por discos voadores, nem a enviou em pára-quedas, do céu. Que método utilizou? A própria Bíblia nos diz o suficiente para respondermos a esta pergunta.
1. Deus deu Sua mensagem utilizando como instrumento de comunicação a homens santos, aos quais revelou Sua mensagem e eles a escreviam. II Pedro 1:21.
2. Como fez Deus para revelar Sua vontade aos santos profetas e aos santos apóstolos?
a) Às vezes falou-lhes em forma direta, tal como falou a Moisés, junto à sarça ardente do deserto.
b) Geralmente Se revelou por meio de sonhos e de visões. Números 12:6. Naturalmente não se refere aos sonhos comuns.
c) Também usou anjos para comunicar Suas mensagens. Apocalipse 1:1-3.
3. Estes santos homens escreveram as mensagens recebidas as quais nos chegam hoje, contidas na Bíblia.
REVELAÇÃO
Por C. Araújo
Se não houvesses falado, que seria,
oh, grande Deus, desta vida miserável
senão enigma cruel, impenetrável,
que a alma sem crenças odiaria?
Mas falou tua eternal sabedoria
prometendo uma vida perdurável
o homem que diante de Ti se vê culpado
e arrependido em Tua bondade confia.
Da vida do homem a jornada
em célica mansão feliz termina,
crendo Tua Palavra revelada.
Com vendas pintam a fé divina,
mas sem razão, que a alma iluminada
vê por onde e aonde se encaminha.
II. QUE OPINA A IGREJA CATÓLICA SOBRE A BÍBLIA?
1. A grande quantidade de diferentes traduções, que muitas vezes conhecemos como versões (versão e tradução são usados como sinônimos na Bíblia), dizíamos que as muitas traduções da Bíblia para o castelhano que a Igreja Católica tem traduzido e difundido, são uma clara demonstração de que o católico tem autorização para lê-la.
2. O famoso cardeal Gibbon, em La Fe de Nuestros Padres, declarou: as Escrituras são as depositárias da Palavra de Deus.
3. O papa Benedito XV, na Encíclica Spiritus Paclitus declarou: "Formulamos o voto de que todos os filhos da igreja se deixem penetrar e fortalecer pela suavidade das Sagradas Escrituras a fim de chegar a um conhecimento perfeito de Jesus Cristo." Nessa mesma encíclica declarou: "Autorizamos ... a leitura piedosa e a meditação assídua das Escrituras divinas."
4. O Concílio Vaticano II, em Constituição Sobre a Sagrada Revelação, capítula VI-20: "Porque nos Sagrados Livros, o Pai que está nos céus Se dirige a Seus filhos e fala com eles; e é tanta a eficácia que radica na Palavra de Deus que é, na verdade, apoio e vigor da Igreja e fortaleza da fé de seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual."
III. A BÍBLIA NA ATUALIDADE
1. Normalmente todos os que conhecem a Bíblia admiram, respeitam e crêem nela.
2. Cada momento encontra-se alguém com preconceito que a ataca, ou alguém que não a conhece, mas que a ataca com muita soltura, como se soubesse do que se trata.
ILUSTRAÇÃO: Em um dos parques de Santiago, Chile, uns amigos conversavam em inglês. Um jovem que estava por viajar para os EE.UU. e desejava praticar inglês pediu que o admitissem na conversação. Esta girava em torno da Bíblia e o que ela diz sobre o fim do mundo, especialmente a fascinante profecia de Daniel, capítulo 2. O jovem reagiu negativamente e disse:
Eu não creio na Bíblia.
– Você já a leu? - perguntou uma pessoa do grupo.
– Sim, foi a resposta.
– Naturalmente que sim!
– Leu - insistiu - o livro do profeta Isaías?
– Claro que sim - respondeu - já lhe disse que li toda a Bíblia.
– Leu também na Bíblia o livro de São Bartolomeu? - voltou a perguntar ao jovem.
– Sim, eu o li na Bíblia porque a conheço muito bem.
Tudo o que fez foi colocar em evidência sua ignorância acerca da Bíblia, porque não existe nela um livro tal de São Bartolomeu.
3. Toda pessoa culta, o menos que poderia fazer é ler a Bíblia, uma vez que é o livro de maior difusão no mundo e que tem exercido a mais poderosa. influência sobre a humanidade.
4. Ademais, a mensagem da Bíblia, tal como a necessidade do oxigênio para a vida, mantêm plena vigência e atualidade no século XX.
Isaías 40:8.
IV. COMO DEVERÍAMOS ESTUDÁ-LA?
1. ILUSTRAÇÃO: Alguns vêm a Bíblia como um jardim vedado no qual não podem andar e cortar à vontade as flores e os frutos do Éden de Deus. Eu a vejo como uma mina que se deve explorar e trabalhar, pois as riquezas que há nela não se podem obter sem trabalho; é uma mina rica em ouro e em pedras preciosas, onde se deve trabalhar dia e noite para encontrá-los.
2. Nosso Senhor Jesus Cristo quis, sem dúvida, dizer algo semelhante em S. João 5:39.
a) Esquadrinhar significa mais que ler e recordar. Significa examinar, inquirir cuidadosa mente.
b) E vale a pena fazê-lo. Não será aborrecido, pois contém um caudal inesgotável de verdades a nosso alcance.
ILUSTRAÇÃO: Os que estiverem dispostos a pesquisar o que a Bíblia diz sobre o tema, farão um descobrimento após outro. Onde lhes parecer que não há mais que desertos, encontrarão riquezas, como os exploradores que atravessam o Saara e têm quase diariamente essa experiência. Aqui descobrem consideráveis reservas de petróleo; mas ali uma corrente subterrânea de água suficiente para abastecer uma cidade de cem mil habitantes. Não faz muito, próximo de Touggourt, descobriu-se uma reserva subterrânea de onze milhões de toneladas de água, o que constituiu um recorde mundial. E tudo isso no coração do Saara. Assim, a herança de Deus reserva surpresas inimagináveis. Vai de uma maravilha a outra â medida que se aprende a conhecê-la.
3. Eu diria que convém ter um plano para estudá-la. Nesse sentido, poderíamos conhecer várias formas:
a) Lê-la correntemente para ter uma noção geral. Para tornar mais fácil a leitura, aconselho-os, a ler o Novo Testamento primeiro, que contém mais coisas conhecidas pela maioria. Depois começar com o Antigo Testamento.
b) Estudá-las por temas. Assim sugere a própria Bíblia.
Isaías 28:10.
c) Se você desejar, tenho uma ajuda muito boa para estudar a Santa Bíblia, como diz neste versículo: "Um pouco aqui, um pouco ali." Ou seja, ver o que diz a Santa Bíblia sobre certo tema aqui, ali, etc. (Nota: Promover o Curso de Cultura Cristã no local de reuniões e, se achar prudente, o Curso Bíblico do Lar, talvez na forma que se sugere a seguir).
(1) Tenho uma série de esboços nos quais cada folhinha se encarrega de um importante tema e faz umas 10 a 12 perguntas vitais; as mais importantes sobre esse te ma. Além disto, mostra em que versículos a Bíblia tem resposta a essa pergunta importante.
(2) Por exemplo: Um esboço está dedicado ao tema da dor - Por que as pessoas sofrem? Outro, do fim do mundo - será certo? Se realmente virá um fim do mundo, quando será e que se há de fazer para se salvar? Outro: Que ensina Deus que deveríamos fazer para ter boa saúde? Outro: Que há além da morte?
(3) Tenho algumas poucas coleções destes esboços e poderia oferecê-las a quem se interessar e também ajudá-los a aprender usá-los para a bênção do lar.
(4) Quantos se interessariam em receber de presente essas folhas guias para o estudo da Bíblia? (Tomar as nomes e endereços dos que quiserem.)
4. Sempre que estudarmos a santa Bíblia seria bom fazer uma oração a Deus pedindo-Lhe que nos ajude a entendê-la, mediante o Espírito Santo.
a) Porque não deveríamos esquecer que foi Ele que a revelou. Portanto Ele será o melhor professor. 2 Pedro 1: 20,21.
b) Porque nosso Senhor Jesus Cristo prometeu que nos enviaria o Espírito Santo para que fosse nosso professor infalível. S. João 14:13,14; S. Mateus 7:26-27.
V. VALE A PENA ESTUDÁ-LA?
1. Sim, porque o Senhor não poderia aceitar a ignorância voluntária a respeito de Sua santa vontade.
a) ILUSTRAÇÃO: No pátio de uma fazenda havia um letreiro que dizia: "Cuidado com o cachorro." Um visitante descuidado leu o letreiro e não lhe fez caso. De repente apareceu o cachorro, e o visitante, assustado, subiu na árvore mais próxima. Ao chegar em cima viu outro letreiro o qual dizia: "Já o havia advertido."
b) No dia do juízo, muitos que rejeitaram estudar a Bíblia e que pretenderão inutilmente ser inocentes, escutarão dos lábios do Senhor: "Já lhe havia dito lá embaixo."
2. Outra razão poderosa pela qual vale a pena estudar a Santa Bíblia é porque dá muito bom resultado.
a) Há poder divino na Santa Bíblia. Romanos 1:16.
b) É um poder para o bem.
c) Transforma a vida:
- Pecadores a santos.
- Viciados a pessoas sem vícios.
- Lares desfeitos, que se reconciliam.
- Pessoas de péssimo caráter, que mudam para melhor.
- Angustiados, que chegar a ter paz interior.
Porque é o poder de Deus para salvação (Pode dar seu testemunho pessoal a respeito).
CONCLUSÃO:
1. A Bíblia é a Palavra de Deus.
2. Devemos estudá-la.
3. Tem poder divino para abençoar-nos e transformar-nos para o bem.
4. Há uma bênção para aquele que a estuda e lhe obedece. Apocalipse 1:3.
O NOIVADO E O AMOR
INTRODUÇÃO
1. Há três momentos fundamentais na vida de todo ser humano.
a) Nascimento
b) Casamento
c) Morte
2. O primeiro e o terceiro escapam ao limite de nossa vontade. Quando percebemos já estamos vivos; quando quisermos lembrar já estaremos mortos.
3. Só podemos conduzir plenamente o segundo, e sendo que exercerá uma influência tão poderosa praticamente em toda nossa vida útil, será sensato dirigir o assunto com prudência e sabedoria.
4. Alguém disse: "O casamento é como uma cidade cercada, os que estão fora querem entrar e os que estão dentro querem sair."
5. Alguns têm uma pressa, uma fúria para entrar nele! Esses são quase sempre os primeiros a querer sair.
6. Daí a importância de considerar hoje o assunto do "Noivado e o amor."
7. Duas considerações oportunas:
a) Responsabilidade
(1) Há mais possibilidades entre as que cremos de que as coisas terminem no casamento. Então virão os filhos.
(2) Influência dos lares sobre os filhos.
(3) Temos a responsabilidade de formar lares sólidos.
a) Prudência
(1) Há mais possibilidades das que cremos de que o noivado se rompa.
(2) Razão: arrebatamento sentimentais.
ILUSTRAÇÃO: Um jovem escreveu a sua namorada a seguinte carta: "Minha adorada: Para ver a luz de teus olhos, escalaria as montanhas mais escabrosas e cheias de precipícios. Cruzaria nadando uma torrente mais impetuosa e larga para o Esponto para estar a teu lado. Para sentar a teus pés, desafiaria as violentas tempestades e chuvas torrenciais. Teu para sempre."
"N.B. Amanhã irei ver-te, se não chover."
(3) Por isso, pela natural inconstância que costuma caracterizar os adolescentes, creio que não está demais recomendar: Cuidado com as intimidades que não correspondem ao namoro.
8. Uma cotação marginal. Nem todos estarão de acordo.
a) É provável que, quando disser algumas coisas, na mente de alguns surja a idéia de:
(1) Postular meu nome como monumento ao antiquário.
(2) Considerarem que nesta época alguns costumes sadios caducaram.
b) Não me ofende nem me incomoda que haja pessoas que pensem assim.
(1) Respeito os que pensam de um modo diferente ao meu.
(2) Creio que não é demais que os tais analisem estas razões, embora não as hajam crido até aqui.
(3) Isso é a que faço com os argumentos das que têm idéias diferentes das minhas.
c) Mas penso que devo dizer porque exporei certos princípios hoje.
(1) Em primeiro lugar porque os fatos demonstrariam que o esquema atual não está fazendo ou tornando a juventude mais feliz.
- Por algum motivo usam drogas.
- Outros bebem.
- Quase todos se atordoam com ruídos.
- Apóiam-se no cigarro.
(2) Em segundo lugar, porque estes princípios normalmente têm dado bons resultados. E para aquele que estiver disposto a pensar, isto significa muito.
I. ETAPAS DO NAMORO
Um namoro inteligente normalmente seguirá estes passos:
1. Atração e admiração mútua.
a) Piscadas - os que a têm medido dizem que uma piscada leva de 1/7 a 1/40 de segundo.
Francamente, não conheço um método mais rápido de meter-se em complicações.
b) É um processo natural:
(1) Infância, primeiro brincam juntos. Depois vem um distanciamento.
(2) Hormônios produzem grandes mudanças que tornam apetecível a presença do sexo oposto.
(3) Juventude - Atração.
2. Monopólio das atenções desse amigo ou amiga especial.
3. Conhecimento (aqui é onde corremos rápido voamos e depois vêm os problemas).
a) Em encontros
b) Através das tarefas comuns.
c) Na casa
d) De improviso.
4. "A grande pergunta."
II. FATORES QUE CONVÉM TER EM COMUM
1. Escolha de amizades.
a) Cônjuge terá que estar por cima dos amigos.
b) "Dize-me com quem andas e direi o que és."
2. Recreação: Está entremeada com os momentos livres da vida.
3. Religião
a) Princípio bíblico - 2 Coríntios 6:14.
b) Lógica: Se você é sincero(a), a religião regera sua filosofia de vida e todos os seus atos conscientes. O ter religiões diferentes significará um abismo difícil de salvar um casal.
c) Por isso, não se trata de discriminação depreciativa. Mas se querem ter afinidade para dar-se bem, a lógica nos diria que um ateu deveria se casar com uma atéia; um católico com uma católica; um protestante com uma protestante, etc.
4. Raça (conveniente, embora não imprescindível)-
a) Tem que ver com costumes, hábitos alimentícios, sistemas de vida.
III. TIPOS DE PESSOAS COM AS QUAIS NÃO SE DEVE CASAR
1. Um alcoólatra.
a) Algumas meninas dizem: É um bêbado simpático."
(1) Talvez para rir dele, sim.
(2) Mas para que seja pai de seus filhos, não.
b) Muitas moças sonham em regenerar um homem - um desejo de sentir-se úteis, sacrificando-se por alguém.
(1) O casamento poucas vezes faz milagres.
(2) Geralmente, depois de casados as coisas pioram.
- A maioria dos solteiros que bebiam, bebem mais depois de casados.
- Poderia confirmar qualquer esposa de bebedor.
c) As Sagradas Escrituras sabem o que dizem.
Provérbios 23: 29-32; 23: 20-21.
(1) Se querem ver como se escorrem pelo fundo de uma garrafa.
- Sua felicidade
- Sua roupa
- O pão e a alegria de seus filhos, case-se com um alcoólatra.
2. O imoral
a) O homem homossexual ou a mulher homossexual ou lésbica.
(1) Às vezes, numa tentativa para resolver seu problema, buscam o casamento. Mas, pobre de seu companheiro!
c) E aquele que não sabe respeitar o seu par.
d) Que primeiro se regenere e depois pense em namorar.
3. O preguiçoso
a) Alguns sabem tocar muito bem guitarra, cantar, dizer palavras amorosas, têm linda aparência.
b) Há meninas com uns olhos bárbaros.
- Um perfil desses que causam admiração.
c) Tanto a mulher como o homem.
(1) Se são preguiçosos, não convêm para o noivado, muito menos para o casamento. Provérbios 24:30-34.
c) Sem ser materialista, devo dizer-lhes que também se deve TER EM CONTA O ASPECTO ECONÔMICO.
d) Lembrem-se sempre que no casamento, além dos beijos e das carícias, que nunca estarão demais, terão que colocar pão na mesa, e batatas, abóbora e algumas outras coisas na panela.
4. O que é atraente somente no sentido físico.
a) Provérbios 11:22.
b) Deve haver atração física.
(1) Para que a cama não seja um pesadelo insuportável.
- Devem gostar fisicamente um do outro.
- Sentir-se atraídos.
(2) Mas se isso é o único que pesa,
- Também haverá sérios problemas.
- Não será fácil harmonizar.
- Uma menina estudante se enamorou. Falava constantemente para suas companheiras a respeita "dele". Uma colega perguntou-lhe: - "O que é que a atrai tanto?"
- "Seu físico de atleta, e sua loira e ondulada cabeleira que flutua no influxo da suave brisa enquanto é iluminada pelos raios de prata da lua...." e suspirava. Passaram-se vários anos. Encontro casual na rua. Séria... Convida a sua antiga companheira para ir a sua casa... até que compreende ela o porquê do entristecimento. Chegou o esposo. Seu corpo já não era tão atlético, pois havia engordado muito, e a loira e abundante cabeleira já não era tão loira nem abundante pois tinha uma fronte que lhe chegava até a nuca.
c) Não exclua esta idéia antes de analisá-la.
- Talvez a considere lógica.
(1) Que acontece quando o único que atrai é o físico?
- Os anos mandam a conta.
- Sobrevêm as rugas.
- A beleza física se desvanece como uma bonita flor que se murcha.
- Já não fica outro nexo de união.
(2) Quando, além do físico, o caráter também atrai.
- Os anos podem carregá-los de rugas, mais que uma passa de uva.
- Mas o caráter, em vez de envelhecer, foi sempre crescendo.
- O amor por toda a pessoa - porque também se enamorou do caráter, longe de desvanecer-se, cresce.
- E quando se vê esses velhinhos que seguem embelezados, dá gosto de olhá-los.
VI. ALGUMAS PERGUNTAS QUE ME FAZEM FREQÜENTEMENTE
1. A quem consultar diante da possibilidade de se noivarem. Creio que convém consultar com pais. Por quê?
a) Normalmente são eles as que mais os amam.
- Os que mais fizeram por vocês.
- Os mais interessados em vê-los triunfar.
c) São os que têm mais experiência na vida.
d) Às vezes:
- Podem ter interesses mesquinhos.
- Podem equivocar-se.
- Podem ser imaturos.
Que fazer então?
- Buscar conselhos com alguma pessoa.
(1) Moralmente sadia.
(2) De experiência.
2. Há algum problema em que tenham diferenças culturais?
a) O ideal: nível cultural semelhante.
(1) Favorece a compreensão.
(2) Dá-lhes interesses em comum.
(3) Se não têm o mesmo nível cultural.
ILUSTRAÇÃO: Certa senhorita com o título de engenheira chegou aos 35 anos sem haver-se casado. Portanto decidiu que casaria com um pedreiro para não ficar solteira. A alvenaria é uma função honrada, mas não está à altura da cultura que possuía aquela mulher. A família dela se opôs tenazmente, porém tudo foi em vão.
- Eu vou educá-lo, prepará-lo. Serei sua professora - respondia sempre.
Uma vez casados, a homem começou a impor-se dizendo que ele era o que mandava no lar. Resultado: o matrimônio terminou na separação.
(1) Aparentemente o homem não gosta que a mulher mande nele.
(2) A mulher costuma satisfazê-lo e sentir-se orgulhosa de seu marido.
(3) Muitas vezes:
- a ternura feminina e
- sua capacidade de adaptação suprem a diferença cultural.
3. A que idade se pode namorar?
a) Uma poesia que em seu tempo foi "muito penetrante" dizia "ela 14 e ele 16".
(1) Parece romântica.
(2) E na verdade, nessa época pelo forte despertar sexual numa idade em que se estão desenvolvendo, a idéia é fascinante.
b) Mas vejamos o que dizem os fatos.
(1) 85% dos casamentos prematuras são um fracasso.
(2) 85% dos casamentos contraídos entre os 18 e 19 anos de idade são infelizes.
c) A melhor idade para o casamento parece ser:
20 - 27 anos para a mulher.
20 - 30 anos para o homem.
4. Quanto deveria durar o noivado?
a) Alguém poderia dizer:
"nem muito, muito, muito;
nem muito, muito, muito."
b) O problema dos noivados muito curtos.
(1) Não chegam a conhecer-se o suficiente.
(2) Oferecem sérios problemas de adaptação matrimonial.
c) O problema desses noivados muito longos.
(conheci um casal cujo noivado durou 21 anos.)
(1) É que às vezes entram no que corresponde somente ao casamento.
d) A duração tem que ver com:
(1) A freqüência com que se vêem.
(2) Idade dos noivos.
(3) Quanto se conhecem.
(4) Capacidade de enfrentar um lar.
5. Entre 6 meses e 2 anos pode ser normalmente boa duração, quando têm, logicamente idade e maturidade suficiente para levar avante um lar.
V. O QUE DEVEM SABER
A. O QUE DEVE SABER O RAPAZ:
1. Virtudes.
ILUSTRAÇÃO: Um dos sete sábios da Grécia teve uma vez um aluno enamorado. O aluno cheio de entusiasmo referia ao professor as qualidades brilhantes de sua futura.
- É bonita como o esplendor da manhã: ZERO (escreveu o professor).
- É rica como a herdeira de Creso: ZERO (voltou a escrever).
- É inteligente: ZERO
- Tem um parentesco muito bom: ZERO
- Tem boa educação: ZER0
O namorado estava atônito. Olhou o seu professor e disse: "Tem um caráter doce e íntegro." O sábio grego mostrou a unidade da esquerda de todos os zeros. Assim adquiriram valor todos os zeros anteriores.
2. Limpa
3. Trabalhadora
4. "Mulher de sua casa"
5. Não muito gastadora
6. Que não seja uma mulher "tipo sargento".
B. O QUE DEVE SABER A MOÇA
1. Uma adolescente comentava: Falamos minha mãe e eu, de mulher para mulher, acerca das virtudes que devia buscar no homem que fosse meu esposo.
Minha mãe insistia que marido e mulher devem ser tão semelhantes na educação e aspirações como seja passível. Eu comentei que os pólos opostos freqüentemente se atraem.
- Minha filha - replicou ela positivamente - por ser somente homem e mulher já são pólos opostos!
a) Semelhança em métodos de vida e ideais.
2. Que não tenha vícios.
3. Que não seja jogador.
4. Ver como trata sua mãe e irmãs. Provavelmente essa será a maneira como tratará a você depois da lua de mel.
5. Cuidado com aquele que pede intimidades.
a) Como lutará para que outros a respeitem se ele for a primeiro a desonra-la?
b) Geralmente, depois de conseguir a que querem, os homens sentem dúvidas: "Se ela fez comigo, que confiança poderia ter de que não faria com outro também?...
6. Que seja trabalhador.
7. Sentir-se feliz com a vocação do noivo.
VI. QUE SEJA POR AMOR
1. Com o amor e os fantasmas acontece a mesma coisa. Muitos falam dos fantasmas, mas poucos os têm visto.
2. Tenham cuidado com essa idéia tão popular de "AMOR À PRIMEIRA VISTA", porque parece ser que, geralmente, depois de casados, o amor encontra um bom oculista e começa a ver tudo. Normalmente, em correto português, deveríamos chamá-lo: "Impulsos à primeira vista".
3. O amor à primeira vista costuma levar a noivados relâmpagos. Não há uma norma infalível, porém esses "noivados relâmpagos " quase sempre levam a um casamento no qual abundam os trovões raios e faiscas.
4. Que é o amor?
a) Escreveu Joana de Ibarbourou:
Amor que andas como um rio vago.
Azul de amor e de melancolia;
Amor, meu amor, delgada flor do lago,
Que dura um ano, que agoniza um dia
E volta a renascer no afago
de um céu, com sua lua todavia.
Amor, meu amor saldado e sempre em dívida,
Jasmim da meia-noite e meio-dia.
c) Soa lindo, e tem parte de razão, porque muito disso há no amor.
- Mas se isso é tudo o que temos, provavelmente tenhamos que aceitar que não é amor.
- O romance é parte do amor, mas o amar é mais que romance.
5. O amor é mais que um combate romântico; que um êxtase poético que nos eleve às alturas do abalo e daí se destile em palavras doces e cativantes versos.
O amor é um princípio que faz o bem e que não danifica o ser amado.
CONCLUSÃO:
Sendo que todo jovem, toda moça tem direito
Ao amor e
À felicidade.
A um amor responsável que conduza a uma felicidade que não entorpeça a alheia.
Desejo a todos, MUITAS FELICIDADES!
POR QUE SOFREM OS INOCENTES?
INTRODUCÃO:
1. Resultaria sumamente difícil pretender negar que o mundo oferece o quadro de duas realidades antagônicas:
a) O amor de Deus - força do bem.
- As evidências o fazem inegável.
b) A realidade do mal - força do mal.
- Expressada pelas injustiças.
- O sofrimento dos inocentes, etc.
2. As duas coisas não provêm da mesma fonte:
a) São forças diferentes.
b) Forças opostas.
3. Ao analisar o fenômeno do mal torna-se evidente que surgiu como uma ação de rebelião contra a força do bem - Deus.
E nosso mundo é evidentemente um planeta em rebelião.
4. Quantas lágrimas correm diariamente em nosso mundo! Cada um vive sua dor. Mas, você já pensou quantas lágrimas são derramadas no mundo?
a) Suponhamos que, como média, cada pessoa der rama uma lágrima por semana.
(1) Alguns não choram.
(2) Mas outros choram muito mais que isto.
(3) Seria uma média baixa.
b) Isto daria 52 lágrimas por pessoa por ano.
(1) Os 4.000.000.000 de habitantes derramam pelo menos 208 bilhões de lágrimas anualmente.
(2) Encheríamos mais de 75.000 barris de um metro de altura. Quantas lágrimas!
c) Em 100 anos faríamos um rio de lágrimas ao redor do mundo. Quantas lágrimas!
5. Que é uma lágrima?
a) Para o químico:
- Apenas uma solução aquosa composta por clorato de sódio e outras substâncias químicas.
b) Para o fisiólogo:
- Um líquido lubrificante para manter os olhos úmidos.
c) Para o estóico:
- Um sinal de fraqueza.
d) Para o epicurista.
- Não tem valor.
"Coma, beba, goze a vida à sua maneira que amanhã morrerá". (nos dirá)
e) Os animais não podem rir a gargalhadas nem derramar lágrimas.
(1) Somente o homem tem a faculdade de exteriorizar assim suas emoções.
f) Para o ser humano, as lágrimas têm significado.
(1) Desde a infância até a velhice, nossa vida está escrita com lágrimas.
g) Que nos dizem as lágrimas?
(1) Falam de um coração ferido.
(2) Falam de uma criança chorando por um brinquedo estragado.
(3) Falam da namorada chorando diante da decepção do ídolo de sua vida.
(4) Da mãe angustiada junto ao caixão do filho.
I. QUAL É A ORIGEM DO MAL
1. Alguém quis defini-lo e disse que "o mal é uma tênue sombra projetada sabre a bem."
2. Nesse caso cabem duas deduções:
a) Não vem da mesma direção que o bem.
- Origina-se no campo oposto.
- E avança em sentido contrário ao bem.
c) Se há uma sombra, necessariamente há um corpo que a projeta. S. João 8:44.
3. Atrás da sombra do antagonismo contra o bem; da rebelião contra Deus, há um grande rebelde: Satanás.
4. A Palavra de Deus diz que a dor e o sofrimento se devem ao pecado. Isaías 24:4-6.
5. a) I S. João 3:8.
b) É saltar o cerco da Santa Lei de Deus.
c) É um viver fora da esfera de obediência aos mandamentos de Deus.
6. E quem inventou o pecado? Quem foi seu Criador? I S. João 3:8.
a) Satanás foi o primeiro em saltar a cerca da santa Lei de Deus.
b) Como pôde o pecado entrar neste mundo?
II. FAÇAMOS UM POUCO DE HISTÓRIA
1. Deus criou o ser humano perfeito. Eclesiastes 7:29.
a) Sentia os melhores desejos para com ele.
b) Essa atitude divina não variou.
2. Para garantir a felicidade e estabilidade de Suas criaturas, estabeleceu leis chamadas a cumprir a função de um cerco protetor. Deuteronômio 6:24.
3. Sendo que as máquinas e os robôs são incapazes de desfrutar, decidiu fazer da criatura humana um ser moralmente livre.
- Com capacidade de escolha - livre arbítrio.
4. Esse é um atributo do próprio Criador.
5. Isso sim, deu-lhe a capacidade de demonstrar.
a) Seu amor.
b) Lealdade ao Supremo Criador.
c) Fé.
Vivendo em harmonia com as leis que lhe foram dadas.
6. Também instruiu terminantemente:
a) Se permanecesse dentro dos limites da obediência, reteria a alegria com as quais havia sido dotado.
b) Se decidisse quebrantar Suas leis, como conseqüência natural, perderia esses bens.
7. A árvore do Éden foi a situação objetiva que pôs à prova a lealdade e o amor do primeiro casal humano diante de Deus, o Criador.
8. Como se concretizou a rebelião:
a) Satanás materializou sua rebelião contra Deus revoltando-se contra Suas leis.
(1) Esta ação é definida na Bíblia como o termo teológico pecado.
b) Depois exportou o pecado.
(1) E o fez sob o disfarce da filosofia de uma pseudo liberação.
9. O homem e a mulher modernos criam estar muito atualizados ao enunciar seus conceitos de "a nova moral" e manejar-se de acordo a seus pró-cânones.
a) Mas se pensarmos um pouquinho descobriremos que essa filosofia não é tão nova como supúnhamos.
- os que conhecem o relato bíblico de Adão e Eva já a encontram ali.
10. A Filosofia de uma estranha liberação.
a) Através da serpente, Satanás sugeriu à primeira mulher que viveu sobre a terra as aparentes bondades de viver à sua maneira.
(1) Que era possível desobedecer à Lei de Deus sem conseqüências reais.
(2) Mais ainda: Gênesis 3: 4,5.
b) Era como dizer:
(1) Vamos lá, moça: Não seja antiquada nem boba!
(2) Está atada por tabus ridículos!
(3) Deve liberar-se!
(4) Quando cortar suas ataduras à Lei de Deus será uma mulher superior; haverá de progredir.
(5) Não creia mais nisso de que haverá juízo ou castigo por desobedecer a Deus.
(6) Não é Deus que deve decidir como viver. É você mesma.
(7) Faça como quiser e não acontecerá nada.
c) E a filosofia de "a nova moral" teve boa aceitação por Eva.
(1) E colocou-a em prática.
(2) E também Adão.
(3) Mas não lhes deu bom resultado.
d) Agora era uma mulher "livre" e Adão um homem "livre". Mas: Livres de quê?
(1) De uma Lei da qual disse S. Paulo:
Romanos 7:12 e em Deuteronômio 4:40.
e) E ocorreu a que ainda costuma ocorrer:
Sofreram conseqüências mais tristes das que imaginavam.
(1) Lástima que, ao menos aparentemente, não aprendemos a lição...
e) O resumo da tragédia pode ser feito com uma só Palavra:
- Impopular
- Resistida
- Produz algo assim como reações alérgicas: Pecaram
- Por que isso é pecar? I São João 3:4.
III. CUSTA ENTENDÊ-LO
1. Por que sofre um inocente? Nem sempre é por causa de um pecado direto ou por culpa de seus pais. S. João 9:1-2.
a) Uma é a culpa direta (culpa individual)
b) Outra a conseqüência de participar da raça humana que, como tal, carrega uma culpa (culpa coletiva).
2. Como explica S. Paulo a expansão do pecado.
Romanos 5:12.
a) Adão e Eva, que haviam sido criados à imagem e semelhança de Deus, depois da queda, trouxeram ao mundo filhos a sua própria imagem e semelhança.
(1) Em conseqüência, Caim e Abel estavam afetados da mortífera enfermidade do pecado, que haviam herdado de seus pais e que desde então haviam de transmitir a todas as gerações.
(2) Somos pecadores hereditários e, por mais que tentemos, não podemos evitar o patrimônio.
3. É difícil encontrar lógica no mistério da iniquidade.
a) Na harmonia eterna, pecar é dissonância; pecar projeta sombras na brancura astral
O justo é uma música e um verso, uma fragrância e um cristal.
Na madeixa santa de luz dos destinos, pecar é negro nó, tosco nó isolador.
Pecar é uma pedra atirada nos caminhos do amor.
Pecar é uma rede de aço para a plumagem sutil.
Membrana na pupila que quer contemplar o ideal, paralisia é do sonho, ávido de voar.
Oh, minha alma, já não cubras tua pura essência obscura, não te afastes do bando que, veloz, traça um grande V trêmulo na expansão remota
Oh, minha alma, une ao coro dos mundos a nota de tua voz!
Amado Nervo
4. O problema do pecado que traz dor e sofrimento
a) Não só ao culpado direto.
b) Também aos inocentes.
É um mistério. Assim o chama S. Paulo: 2 Tess. 2:7.
5. O problema da dor nunca será entendido totalmente.
a) Porque é conseqüência do pecado que reina no mundo.
b) E o pecado não é lógico.
c) Deus não o criou.
Não o planejou.
Não o introduziu no mundo.
Não a quer.
d) O pecado foi fruto do capricho das criaturas que o Senhor fez, e os caprichos são ilógicos.
- Quiseram ser independentes das leis sábias produzidas pelo amor de Deus.
- E não deu certo.
- Não Podia ser de outra maneira.
e) O pecado é uma loucura com maiúsculas.
- E a loucura está divorciada da lógica.
- Tem sua própria lógica, mas está errada.
6. E se torna mais ilógico ainda, porque queremos responsabilizar a Deus.
a) É uma tendência mais antiga do que imaginávamos.
b) Cunharam-na Adão e Eva. Gênesis 3:9-13.
7. Alguns lançam a culpa em Deus. É porque não sabem muito destas coisas.
a) ILUSTRAÇÃO: Operação presenciada por alguém do campo, ou da selva, que tem o seu primeiro contato com a civilização. Tomaria por assassinos o médico cirurgião e sua equipe. Mas na realidade são heróis e estão procurando salvar vidas.
(1) Como era a criação de Deus. Gênesis 1:31.
(2) Pensamentos de paz, e não de mal..." Jeremias 29:11.
8. Por que Satanás se irrita com o ser humano?
a) ILUSTRAÇÃO: Anos atrás, na sul das EE.UU. muitos dos montanheses conservavam rancores. Suponhamos que a família de um ferreiro houvesse declarado a guerra, a morte contra outra família vizinha. O ferreiro era um homem dos mais fortes que havia em toda a região enquanto que o chefe da outra família era um homem magro, que por vários anos não pôde trabalhar... O homem fraco viu que a filha do ferreiro vinha em sua direção. Toma-a, bate-lhe dos pés a cabeça, etc. O ferreiro ao voltar da trabalho, ouve os gemidos, vai até o lugar de onde provém os mesmos e encontra a menina agonizando. O ferreiro pergunta a sua filha como aconteceu; quem foi que a maltratou. E em meio da dor o único que a menina pôde fazer foi dizer o nome da pessoa que a bateu e depois morre nos braços do pai. O ferreiro sofreu a agonia com sua filha. Era o pior que podia haver feito seu inimigo.
b) Da mesma forma, em seu ódio e impotência diante de Deus, Satanás quer ferir o coração do Pai ao bater em suas criaturas.
9. Mesmo que a nossa mente não consiga entender plenamente o problema, valeria a pena que recordássemos, pelo menos, este outro:
a) ILUSTRAÇÃO: Um homem jovem enviuvou. Tinha uma filhinha. Um de seus amigos o convidou para passar alguns dias em sua casa. Ele decidiu enfrentar a situação em sua própria casa, onde teria tantas lembranças de sua esposa. Quando chegou a noite, leu a Bíblia para sua filhinha, orou ao Senhor, vestiu sua filha e a colocou em sua caminha e ele deitou em sua cama. O jovem viúvo não conseguia dormir.
Era meia-noite e ouviu a menina chorar. Levantou-se, tomou-a em seus braços. Ela lhe disse: "Papai, eu não quero chorar, quero ser forte, mas não posso... Papai, você já viu uma noite tão escura como esta?... É tão escura que não posso ver seu rosto. Mas, é verdade papai, que mesmo que não veja o seu rosto, você me ama?" O pai apertou-a contra o seu peito, e em poucos momentos ela dormia.
O pai deitou-a e logo, colocando-se de joelhos, falou as mesmas palavras de sua filha e orou a seu Pai Celestial: "Pai, a noite é muito escura; quase não posso ver o Teu rosto, mas sei que me amas, e em Ti confiarei."
CONCLUSÃO:
1. Embora não possamos entender tudo, sabemos que o Senhor nos vigia, nos compreende e tem poder para ajudar-nos.
2. Em Seu amor, veio "para desfazer as obras do diabo."
I. S. João 3:8.
3. Vamos a Ele com toda confiança. Hebreus 4:14-16.
O GRAVE PROBLEMA DO ALCOOLISMO
Dr. Pedro Tabuenca
Em sua incessante busca da felicidade, o homem e a mulher avançam, amiúde, por caminhos equivocados. Enganando-se a si mesmos, muitas vezes adquirem necessidades artificiais cuja satisfação proporciona ...aparente bem-estar, mas que na realidade os distancia cada vez mais do verdadeiro prazer da vida. A estas necessidades artificiais e malignas as chamamos de vícios, e muitos deles não são outra coisa que intoxicações habituais.
Os tóxicos utilizados vão perturbando as reações normais do organismo frente à agressão química, até que se cria o hábito. Este produz efeitos muito prejudiciais no organismo, como veremos a seguir.
Ação do Álcool sobre o Fígado
O fígado é o grande laboratório químico do organismo; ali realiza-se em grande medida a desintoxicação do sangue. Diversas toxinas são destruídas ou neutralizadas no fígado para sua posterior eliminação. A célula hepática requer uma provisão adequada de vitaminas, proteínas e açúcar, a fim de poder cumprir cabalmente sua função antitóxica.
A pessoa que ingere álcool habitualmente, submete seu fígado a uma constante agressão tóxica, já que todo o álcool que ingere é absorvido pelas mucosas do tubo digestivo e passa através do fígado antes de difundir-se pelo organismo. Além disso, o álcool perturba a nutrição do indivíduo. Isto ocorre, porque não somente dificulta a assimilação de algumas vitaminas, mas também diminui as proteínas e açúcar que se ingerem, devido à perversão do apetite que se produz no alcoólatra.
Tudo isto leva a uma insuficiência da função antitóxica do fígado, que até então está danificado cada vez mais pelo álcool. Afinal se desenvolve a cirrose hepática, enfermidade de lenta evolução, mas freqüentemente fatal. O fígado se endurece. Sua superfície volve-se completamente irregular. Suas veias são comprimidas pelo tecido fibroso e, em conseqüência, é perturbada a circulação do sangue através do órgão. Além disso a síntese das proteínas, que normalmente se realiza no fígado, é afetada.
Estes fatores e outros mais que entram em jogo fazem que se produzam grandes derrames de líquido dentro do abdome. As veias do estômago e do esôfago se dilatam. O mesmo ocorre com as veias do reto, e como resultado produzem hemorróidas. O fígado deixa assim mesmo de produzir algumas substâncias que intervêm na coagulação do sangue, o que contribui para produzir nestes enfermos graves hemorragias.
Ação do Álcool sobre o Estômago
O álcool ingerido com as bebidas produz em primeiro lugar uma ação cáustica e irritante sobre a mucosa do estômago. Esta aumenta a produção de muco e de ácido clorídrico, e perturba deste modo a função digestiva até causar gastrite crônica, atrófica, ou hipertrófica, causa de graves perturbações nutritivas do organismo. Este aumento de secreção ácida do estômago induzido pelo álcool pode favorecer a aparição de úlceras gástricas e duodenais, e contribuir ao fracasso de seu tratamento, fazendo que estas lesões passem à cronicidade.
Ação do Álcool sobre o Pâncreas
O álcool irrita a mucosa duodenal onde desemboca o conduto excretor do pâncreas, e em conseqüência, perturba o livre fluxo do suco pancreático. Por este mecanismo, associado a outros fatores, pode produzir-se uma grave infecção do curso muitas vezes fatal: a pancreatite aguda. Diversas estatísticas assinalam que por volta de 50% destes casos têm como antecedente o álcool.
Ação do Álcool sobre o Aparelho Genital
O álcool causa lesão nas delicadas células germinativas que intervém na formação da descendência. Desse modo causa diversos transtornos nervosos e da personalidade que constituem a herança alcoólica, entre cujas manifestações se observam casos de debilidade mental, imbecilidade, epilepsia e outras enfermidades mentais.
Ação do Álcool sobre o Sistema Nervoso Periférico
O álcool produz a polineurite alcoólica, afeição consistente em lesões dos nervos que conduzem o estímulo motor e sensitivo das extremidades. O resultado é uma perda da força muscular principalmente nas pernas, que dificulta a marcha e pode chegar à paralisia.
Ação do Álcool sobre o Sistema Nervoso Central
É justamente aqui, no sistema nervoso central, onde exerce o álcool as suas ações mais nocivas. O efeito reiterado do álcool sobre o sistema nervoso central produz lesões bem definidas que podem ter distinta localização. No córtex cerebral dos lóbulos frontais pode produzir-se uma esclerose que afeta a terceira capa das células nervosas.
Se tal é o caso, o paciente apresenta crises repetidas de delírium-tremens, durante as quais experimenta intensa agitação, tremores e visões terroríficas.
As fibras nervosas que ligam entre si ambos hemisférios cerebrais, podem também provocar lesões. Como resultado perdem sua capa isolante e sobrevem uma demência de rápida evolução. Esta demência alcoólica ou etílica antes de chegar ao grau extremo de alienação mental, produz uma notável perda da responsabilidade moral do afetado.
Outro tipo de lesão alcoólica é a poliencefalite hemorrágica de Wernicke, caracterizada pela presença de pequenas focos hemorrágicos que constroem os núcleos de substâncias cinzentas, situadas na profundidade do cérebro. Suas manifestações são: transtornos visuais ocasionados pela paralisia dos músculos que regem o movimento dos globos oculares, transtornos do equilíbrio, febre e suores copiosos. Esta infecção pode ser curada ou ao menos ficar estacionada se suprimir totalmente o álcool; mas costuma também evoluir rapidamente para a morte ou para a demência.
O álcool exerce além disso ações imediatas sobre o sistema nervoso central. Podem ser resumidas estas reações dizendo-se que o álcool deprime todas as funções cerebrais, começando pelas mais elevadas como a autocrítica e o autocontrole, e continuando com a ideação e coordenação motora para terminar com as mais simples ou vegetativas, como a respiração ou a circulação. Tudo isto em proporção direta a sua concentração no sangue. Uma vez deprimidas as altas funções psíquicas e anulada a vontade, o álcool reduz a sua vítima à mais desprezível escravidão ao degradar sua personalidade até os mais baixos níveis.
A Embriaguez e os Traumatismos do Crânio
Uma circunstância muito comum é a do ébrio que cai e bate a cabeça contra o solo, de onde é recolhido em estado de inconsciência. Os que o atendem percebem o hálito francamente alcoólico e atribuem a profunda inconsciência tão-somente à embriaguez. É comum que abandonem o sujeito à sua própria sorte pensando que já despertará quando passarem os efeitos do álcool.
Assim é que o bêbado fica estendido onde estava ou é alojado no centro policial mais próximo. O despertar esperado não se produz, mas persiste um profundo estado de coma, com pulsação lenta e respiração estertorosa. O quadro se agrava pouco depois. Aparece febre elevada e o indivíduo morre. A autópsia revela contusão cerebral, hematoma, ou hemorragia meníngea com ou sem fratura craniana.
A fim de evitar a evolução relatada, terá que se pensar na possibilidade de um sério traumatismo craniano diante de qualquer sujeito que é encontrado inconsciente, embora tenha o odor forte de álcool. Deverá, nestes casos, prestar-se ao paciente uma atenção médica adequada. Esta incluirá radiografias de crânio e o controle constante de suas funções vitais e do psiquismo, a fim de oferecer-lhe o tratamento médica ou cirúrgico mais adequado a sua grave situação.
O Álcool e os Acidentes de Trânsito
Uma circunstância que torna sumamente perigosa a ingestão mesmo moderada de bebidas alcoólicas é a condução de veículos. O álcool, inclusive em pequenas doses, deprime os centros coordenadores do cérebro e, em conseqüência, retarda sensivelmente as reações normais de motorista esperto. De modo que apesar de sua lucidez mental aparente e de sua habilidade no volante, o motorista que bebeu álcool demora muito além do normal em atuar ante circunstâncias imprevistas. Isto é a causa constante de numerosos e graves acidentes de trânsito.
Um fato que se torna realmente arriscado é dirigir carro depois de haver bebido. É que os transtornos neuro-musculares tais como o retardamento nas reações psicomotoras, a diminuição da atenção e da perturbação dos reflexos com prolongação do tempo de reação, ocorrem muito antes de que apareçam sintomas de embriaguez. De modo que, nem o motorista, nem os que a acompanham se dão conta do transtorno até que aparece uma circunstância imprevista que requer uma rápida decisão e reação por parte do motorista. Mas as decisões e as reações rápidas são impossíveis quando há álcool na organismo, mesmo em pequenas quantidades.
Isto explica as estatísticas de quase todos os países mais de 50% dos acidentes de estradas são produzidos por conseqüências do álcool.
Tratamento do Alcoolismo
Difícil e desigual é a luta do homem contra o vício. Com o intelecto embotado, a consciência adormecida e a vontade praticamente aniquilada, o alcoólatra se encontra à mercê de seu vício, tão impotente e sem esperanças como o náufrago que se debate só em meio do mar agitado. Unicamente a intervenção sábia e oportuna de uma mão amiga pode ajudá-lo a libertar-se. Sobretudo, temos de mencionar a influência religiosa como arma da maior eficácia na luta do homem contra seus vícios, inclusive a álcool. O estudo fervoroso e sincero da Bíblia dá consolo ao entristecido, proporciona esperança ao oprimido e mostra um novo caminha ao extraviado. Sua influência elevadora não pode ser discutida, pois constantemente sabemos de vidas libertas e de lares transformados, onde a miséria e o vício desapareceram para dar lugar à felicidade e à sobriedade, como testemunho de seu poder.
Fisiologia
Farmalogicamente, o álcool é um veneno protoplasmático, que afeta todas as células, mas especialmente o aparelho digestivo e sistema nervoso, produzindo transtornos da conduta, da personalidade e afetando os nervos periféricos. 90% do álcool ingerido, o fígado se encarrega de transformá-lo em bióxido de carbono e água, que é a última etapa de vários processos prévios.
Etapas Para Chegar ao Alcoolismo
Costume: Consiste na administração repetida de uma droga sem que disto se faça uma verdadeira necessidade, nem a falta de sua administração ocasione nenhum transtorno ao sujeito.
Hábito: É a dependência psíquica, a necessidade compulsiva. A abstenção ocasiona transtornos puramente psíquicos. (Ansiedade, inquietude, desassossego, tal como quando o fumante não tem o cigarro.)
Tolerância: Com a constante administração e sobretudo o aumento progressivo de doses, o organismo 'aprende' a metabolizar quantidades cada vez maiores da droga.
Vício: Enfermidade crônica, progressiva, adquirida, que implica a ingestão compulsiva de quantidades excessivas de álcool e que leva seus estágios mais avançados a seqüelas psicológicas, sociais e físicas, freqüentemente irreversíveis.Com o tempo e o desenvolvimento de tolerância, acrescenta-se a dependência física à dependência psíquica.
Não existem limites bem marcados entre o simples costume e o hábito, nem entre o hábito e o vício. No hábito há a necessidade subjetiva da droga, e a administração da mesma satisfaz essa necessidade e alivia o estado de ansiedade e tensão emocional do indivíduo, dando-lhe a tranqüilidade e sossego. Se não administrar a droga, a sensação angustiosa de todas as formas vai diminuindo ao passar do tempo e por fim desaparece. No vício, por sua vez, a falta da administração produz um síndrome de abstenção, quadro patológico que pode ser mortal se não se tomam as medidas específicas de tratamento.
O vício, pois, é um fenômeno que se desenvolve em fases sucessivas começando com o simples costume, depois do hábito, depois se desenvolve a tolerância e finalmente sobrevém o vício. Tomemos em consideração que as características mais comuns na personalidade do alcoólatra são as seguintes:
1. Baixa tolerância de frustração e angústia.
2. Incapacidade de resistir tensão, ansiedade ou conflitos.
3. Má estruturação da personalidade, que leva à negação da realidade dolorosa.
4. Sensação de isolamento.
5. Depressão afetiva que leva a buscar estimulo ou satisfação.
6. Tendência a atos impulsivos.
7. Narcisismo extremo, exibicionismo, tendência autopunitiva.
8. Freqüentes mudanças de humor, hipocondria.
9. Rebeldia ou hostilidade inconsciente.
10. Sensibilidade anormal.
11. Inibições permanentes.
12. Necessidade bocais intensas.
13. Imaturidade.
14. Conflitos sexuais inadvertidos.
15. Na bebida, o descontente busca consolo; o covarde, valor, o tímido, confiança.
Samuel Johnson 17-09-1974 Lexicógrafo inglês.
Por que se bebe?
A maioria o faz por ignorar ou subestimar seus tremendos efeitos; outros arrastados pelas obrigações sociais ou incitados pela profusa propaganda. Mas ninguém pensa que um de cada quatorze bebedores moderados terminará sendo alcoólatra crônico.
Contudo, a maioria bebe para escapar da realidade da vida. Passado o efeito da bebida suas dificuldades são iguais ou piores, pelo que recorrem ao álcool para libertar-se de seus problemas. Passando o efeito da bebida suas dificuldades são iguais ou piores, pelo que recorrem novamente à bebida.
Desastrosas Conseqüências Sociais
Cada mês nos fazia uma visita ao colégio interno onde estudávamos, um velho e esfarrapado mendigo. Mas não foi pobre sempre. Em sua mocidade estudou e obteve três títulos de doutorado, chegou a ser um próspero industrial. Mas perdeu tudo, sua fábrica, seu lar, seus amigos. Qual é a razão? Entregou-se à bebida.
Entre os efeitos terríveis do álcool está a degradação da personalidade. De nada valem a boa criação, a educação, o êxito comercial. O álcool se apodera do indivíduo e o torna um irresponsável capaz de cometer os piores atentados contra os bons costumes, a moral e a vida de seus semelhantes.
Talvez os efeitos piores são sentidos no âmbito familiar onde a esposa e os filhos são humilhados e vivem em constante tensão e insegurança. Os mais sagrados deveres são abandonados e às vezes se desemboca na dissolução do vínculo matrimonial. O filho fica confuso diante do espetáculo vergonhoso de um pai relaxado pela bebida.
Muitas vezes a tragédia se abate sobre o lar diante do ataque impiedoso de um pai ofuscado pelos efeitos da bebida. O alcoolismo atenta contra a grandeza dos países, constitui uma pavorosa sangria em sua economia, empobrecendo a população, diminuindo sua capacidade de trabalho e sua potencialidade econômica.
É Possível Vencer o Vício do Álcool?
Neste, assim como em outros problemas relativos à saúde, é válida a sentença: "Melhor é prevenir que curar." Portanto, a primeira medida é divulgar por todos os meios possíveis os males do álcool.
Lembremo-nos de que nos Estados Unidos o álcool tem que ver com 95% dos crimes, 20% das mortes por acidentes e é direta ou indiretamente responsável por 75% dos divórcios. No folheto do serviço de propaganda e educação higiênica do departamento de salubridade do México diz: "À ruína econômica e à miséria orgânica agrega-se o fracasso moral. O alcoólatra perde o amor pela família e se converte no verdugo de sua mulher e de seus filhos. Em vez de ser seu sustento, é uma carga intolerável, e os filhos educadas nesse ambiente estão expostos a seguir o mesmo caminho. O alcoólatra perde toda noção de justiça. Faz-se iracundo e cruel, e num ímpeto de loucura, ocasionado pelo veneno que consome, fere ou mata com a maior facilidade. A maior parte dos delitos são cometidos sob a influência do álcool. os presídios estão cheias de vítimas do álcool."
O Dr. Winton Beaven, presidente do Instituto para Prevenção do Alcoolismo, nos Estados Unidos, diz que há que ter em conta os dois seguintes fatos: "Primeiro, o álcool é uma droga que forma hábito. Ninguém está livre de tornar-se alcoólatra; sempre se começa como bebedor ocasional. Segundo, o álcool é uma droga depressiva e freqüentemente é bebida por aqueles que buscam um caminho de escape. É muito possível ser bebedor moderado durante anos e logo, após um choque emocional, converter-se em alcoólatra. A abstinência é o único meio ou método científico garantido para evitar tornar-se alcoólatra.
Há medicamentos como "antabus" "abstensil" e outros que provocam mal-estar ao ingerir o álcool. Tais remédios devem ser prescritos por um médico.
Existem associações como Alcoólatras Anônimos que, mediante um sistema de terapia de grupo conseguiram excelentes resultados.
Transcrevemos a seguir os doze passos tradicionais desta associação:
1. Admitimos que éramos impotentes frente ao álcool, e que nossas vidas haviam se tornado ingovernáveis.
2. Chegamos a acreditar que um poder Superior a nós podia devolver-nos ò razão.
3. Tomamos a decisão de pôr nossa vontade e nossa vida ao cuidado de Deus segundo nossa interpretação dEle.
4. Fizemos um sincero e honesto inventário moral de nós mesmos.
5. Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outros seres humanos, a exata natureza de nossas faltas.
6. Estivemos inteiramente dispostos a permitir que Deus nos tirasse todos estes defeitos de caráter.
7. Humildemente pedimos a Deus que nos livrasse de nossas defeitos.
8. Fizemos uma lista das pessoas que havíamos prejudicado e estivemos dispostos a reparar o mal que pudemos haver-lhes ocasionado.
9. Reparamos diretamente nossos erros às pessoas às quais havíamos prejudicado, exceto nos casos em que ao fazê-lo, prejudicamos a essas pessoas ou outras.
10. Continuamos fazendo nosso inventário pessoal, e quando nos enganarmos estaremos prontos a admiti-lo.
11. Buscamos através da oração e da meditação melhorar nosso contato consciente com Deus, segundo nossa interpretação dEle, pedindo somente que nos fizesse conhecer Sua vontade.
12. Tendo um despertar espiritual como resultado destes passos, procuremos levar esta mensagem a outros alcoólatras e de praticar estes princípios em todos os nossos assuntos.
Nestes conselhos ressalta a necessidade de confiar em Deus para vencer as cadeias opressoras do vício. Ao confiar em Deus contamos com o imenso poder que representa a oração. Todos os conceitos morais são reativados; a personalidade passa por uma radical e dinâmica transformação. A prática genuína do cristianismo nos leva a compreender que nosso corpo é sagrado. A força de vontade se robustece com a convicção de que Deus está ao nosso lado.
Você pude vencer o vício! Convença-se de que o está prejudicando gravemente. Use todo o poder de sua vontade e procure a ajuda inapreciável do Altíssimo. Então não será um escravo, mas uma pessoa livre, sadia e útil.
O QUE FOI QUE QUEBRANTOU O SAGRADO CORACÃO DE JESUS?
INTRODUÇÃO:
1. Se algum de nossos médicos houvesse vivido há 20 séculos e o houvessem levado a 200-250 metros da porta de Damasco, para assinar o atestado de óbito do condenado cujo cadáver pendia de um madeiro naquela colina do Calvário, que teria escrito nesse atestado de óbito?
a) "Certifico que no dia da data, à hora sexta, faleceu Jesus o Nazareno..." de quê?
b) O que quebrantou o sagrado coração de Jesus?
2. Talvez alguém poderia argumentar que não podemos, assim à distância praticar-lhe uma autópsia.
a) É verdade. Contudo, a Bíblia nas dá vários elementos de juízo que nos permitiriam tirar conclusões de confiança.
I. FOI ACASO DEVIDO AOS TORMENTOS E À CRUZ?
1. Em 1977 publicou-se um livro escrito por Martin Hengel cujo título é Crucifixão, que trata da história da crucifixão e outros aspectos que incluíam a forma como se levava a cabo.
a) Estes dados permitem-nos entender que as dores de um crucificado eram muito mais cruéis do que habitualmente imaginamos.
b) Os pintores começaram a pintar quadros de Jesus crucificado depois que esta forma de execução se havia extinguido. Os achados arqueológicos nos indicariam que "ficam a dever muito" em seus quadros.
2. Os condenados à crucifixão primeiro eram cruelmente açoitados.
a) O açoite era um instrumento de castigo sumamente desumano.
b) O chicote que utilizavam consistia em quatro ou cinco bolas de chumbo que estavam unidas a um cabo de madeira por meio de cadeias. De cada bola, que media uns 2 cm de diâmetro, saíam pequenos aguilhões de ferro em todas as direções.
c) O açoitamento não somente rasgava a pele, mas também destroçava os músculos e os tecidos, e se o açoitassem com excesso o réu poderia morrer por isso.
d) Os carrascos que o açoitavam cuidavam para que o condenado não morresse durante os açoites e que estivesse suficientemente vivo e consciente para sofrer as agonias da crucifixão que viriam depois. Isso é o que fizeram cm Jesus nosso Senhor. S. Mateus 27:26.
- Que dizer que Seu sagrado coração, embora sofreste muito, não foi quebrado pelos açoites?
- De que morreu Jesus?
- Vejamos o que significava ser crucificado.
3. A execução foi pública.
a) Depois de açoitado, todo ensangüentado, o réu era conduzido a alguma rua, praça ou lugar repleto de público para Sua execução.
b) Era submetido a escárnio e castigo de vergonha pública.
4. Os condenados à cruz eram despidos completamente de suas roupas e pendiam da cruz completamente despidos, expostos ao ridículo e às críticas do público.
5. Sêneca refere que os impiedosos e sádicos soldados cravavam às vezes, inclusive, os órgãos sexuais dos homens crucificados.
a) Embora os artistas cobrissem em seus quadros piedosa e compassivamente a Jesus com uma tanga, Jesus não foi poupado da vergonha de ser despido antes de ser crucificado.
Assim testemunham os quatro evangelhos.
S. Mat. 27:35; S. Mar. 15:24; S. Luc. 23:14; S. João 19:23,24.
a) Foi Deus o Pai que, mediante escuras trevas, ocultou misericordiosamente a indecorosa cena dos olhos impudicos da multidão durante as últimas três horas de vida de Jesus.
S. Mateus 27:45,46; S. Marcos 15:33; S. Lucas 23:66.
6. Embora as dores da cruz fossem muito intensas, outros detalhes do relato bíblico nos sugeririam que não foram os tormentos da cruz que mataram a Jesus.
II. ALGUNS DETALHES SIGNIFICATIVOS
1. São Lucas, que era médico, escreveu em seu evangelho que o Senhor, havendo clamado em grande voz, morreu. S. Lucas 23:46.
2. São Mateus, declara o mesmo: "E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito". S. Mateus 27:50.
3. Do monte da Caveira, Seu corpo se convulsionou e enquanto densas trevas cobriam a terra, um agudo e penetrante grito de dor rasgou os ares e morreu.
4. São João, que esteve ali e viu tudo com próprios olhos, acrescenta: "Contudo um soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água." S. João 19:14.
a) Dois líquidos diferentes. Se estivessem misturados, se teriam visto como sangue, mas eram sangue e água.
5. Seu tétrico grito ao morrer e a água e o sangue brotando de Sua ferida poderiam mostrar que Cristo morreu de angústia mental. Sob o peso da intensa angústia mental quebrantou-se-lhe o coração.
III. QUAL FOI A ANGÚSTIA QUE QUEBRANTOU SEU SAGRADO CORAÇÃO?
1. Podemos ter a certeza de que não foi porque sentira pena de Si mesmo.
a) Assim demonstra Sua atitude enquanto caminhava rumo ao Calvário. S. Lucas 23:27,28.
b) Da cruz pensou melhor na proteção e amparo de sua mãe que em Sua dor. S. João 19:25-27.
c) Longe de se compadecer por todas as injustiças e humilhações às quais estava sendo submetido, orou em favor de seus malfeitores. S. Lucas 23:33,34.
2. Depois de convertido, São Paulo recebeu uma revelação que esclarece completamente o quadro. I Coríntios 15:3.
3. A piedosa escritora cristã, Ellen G. White, dá a seguinte e significativa explicação em seu livro inspirador O Desejado de Todas as Nações, págs. 752, 753:
"Não era o temor da morte que O oprimia. Nem a dor e a ignomínia da cruz Lhe causavam a inexprimível angústia. ... mas Seu sofrimento provinha do senso da malignidade do pecado, o conhecimento de que, mediante a familiaridade com o mal, o homem se tornara cego à enormidade do mesmo. ...
"Sobre Cristo como nosso substituto e penhor, foi posta a iniqüidade de nós todos. Foi contado como transgressor, a fim de que nos redimisse da condenação da lei. A culpa de todo descendente de Adão pesava-Lhe sobre a alma. A ira de Deus contra o pecado, a terrível manifestação de Seu desagrado por causa da iniqüidade, encheram de consternação a alma de Seu Filho. ... Mas agora, com o terrível peso de culpas que carrega, não pode ver a face reconciliadora do Pai. O afastamento do semblante divino, do Salvador, nessa hora de suprema angústia, penetrou-Lhe o coração com uma dor que nunca poderá ser bem compreendida pelo homem. Tão grande era essa agonia, que Ele mal sentia a dor física. ...
"Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que Sua separação houvesse de ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus."
4. Certo cristão sonhou que estava presenciando o momento em que açoitavam a Cristo. Seu coração se comprimia de dor diante da temível cena a tal ponto que no sonho se lançou sobre o malfeitor para impedir que continuasse com o castigo. Agarrado em sua mão, deteve o chicote. Foi então quando o malfeitor virou o rosto e olhou fixamente para o cristão que, horrorizado, comprovou que o rosto da malfeitor era o seu. Desesperado despertou sentindo que foi ele que havia ferido a Jesus.
5. Isso é justamente o que nos dizia São Paulo. I Coríntios 15:3.
6. Por que foi assim?
a) Não foi por incapacidade. Poderia haver chamado as legiões de anjos para que O protegessem. S. Mateus 26:52-54.
b) De fato, o poder do Senhor derribou a terra. S. João 18:4-6.
c) Fê-lo para salvar-nos.
ILUSTRAÇÃO: Devido à desordem reinante em uma classe, o professor e os alunos resolveram redigir um regulamento que garantisse a disciplina. Como um regulamento sem sanções não vale nada, decidiram que o castigo mínimo seriam dez fortes reguadas sobre as costas despidas. A oportunidade para colocar em prática o documento não se fez esperar. Roubaram o lanche que João, um rapaz forte da classe levava para comer durante o recreio.
No momento não se sabia quem havia cometido tal roubo; mas dias depois, o professor anunciou diante de todos o nome do culpado; o ladrão do lanche era Pedrinho, um pequeno e raquítico rapazinho. Todos, inclusive o professor, teriam perdoado com gosto ao malfeitor; mas era passar por cima do regulamento. Fizeram passar Pedrinho em frente do professor e ordenou-lhe que tirasse seu velho casaco. O rapazinho, desfeito em lágrimas, suplicou que lhe perdoassem, pois havia roubado o lanche porque em sua casa não havia o que comer. Sua mãe, o único sustento da casa, estava prostrada em cama.
Ao perceber que não lhe perdoariam, fez uma última súplica: que não lhe fizessem tirar o casaco. Mas o professor, compreendendo que tinha que ser inflexível para o bem de todos, não aceitou a petição. Então aconteceu algo que encheu de lágrimas os alhos de muitos: ao tirar o casaco de Pedrinho viu que não tinha camisa e que sustentava sua calça com uns cordões que passavam sobre seus ombros!
O professor pegou a régua e começou a bater as costas despidas do rapazinho, mas não chegou a dar mais que duas reguadas pois João, o ofendido, se apresentou com as costas nuas dizendo: "Não o batas mais professor. Se o regulamento tem que ser cumprido eu estou disposto a receber o castigo. As outras oito reguadas, dê-as em mim."
Nós temos violado, e muitas vezes não por fome, e a lei de Deus exige justo castigo. Mas um compassivo Salvador disse: "Não os condenes, Senhor, eu pago o que eles devem." I Timóteo 1:15.
CONCLUSÃO:
1. O que quebrantou o sagrado coração de Jesus?
2. Não foram os sofrimentos dos açoites nem da cruz.
3. Nós o fizemos:
a) Com nossas mentiras, cobiças, adultérios, roubos, idolatrias, ou qualquer outro pecado.
4. E porque nos amou e quis pagar nossas culpas a fim de dar a Deus Pai o direito legal de perdoar-nos, ocupou nosso lugar, carregou nossos pecados e estes fizeram estalar Seu coração de dor.
5. Que fará você agora? Diante do sacrifício do Senhor, somente aparece uma decisão sensata: Crer nEle. S. João 3:16.
COMO LIBERTAR-NOS DO SENTIMENTO DE CULPA
INTRODUÇÃO:
1. Dias atrás falamos da parte que Deus fez para nos salvar. Hoje diremos algo sobre a parte que o homem deve fazer para receber o perdão.
2. Na verdade, ao falar acerca do tema que foi o que quebrantou o sagrado coração de Jesus, explicamos que é necessário aceitar pela fé a Cristo como Salvador pessoal, mas hoje queremos explicar três passos que aqueles que aceitam a Jesus devem dar para receber o perdão.
I. PRIMEIRO PASSO: RECONHECER QUE TEMOS PECADO
1. ILUSTRAÇÃO: A prática não é comum nos nossos dias, mas houve um tempo quando as forças armadas dos Estados Unidos expulsavam a toque de tambor aos de má conduta. O agressor devia marchar diante do oficial e três tambores enquanto se executava a "Marcha da morte". Eram lidas em alta voz as acusações de má conduta e a seguir o acusado marchava por entre os pelotões formados. À medida que passava em frente deles, o oficial ordenava aos soldados: Meia voltai e assim davam as costas para o condenado. Quando, em abril de1962, um marinheiro foi expulso mediante essa grave e dura cerimônia, comentou o seguinte: "Creio que o merecia pelo que fiz."
2. A Palavra de Deus declara que "todos pecaram" e que como conseqüência, além de merecer a "morte" - Romanos 6:23 - estamos destituídos da glória de Deus - Romanos 3:23; ou seja, perdidos eternamente.
a) O pecado não é só uma questão moral, é assunto de vida.
b) Não é somente questão de código, é relação entre o homem e Deus.
c) I São João 3:4. É só uma parte do quadro.
- É rebelião contra uma pessoa.
- Por isso uma pessoa transgride depois o código.
- Por isso há uma separação de Deus que termina na morte eterna. Não se pode evitá-la.
3. É mais fácil ver o problema no outro. Perguntaram a uma menina: "Sabe o que é consciência?" Ela respondeu: "Sim, eu sei. É alguma coisa dentro de mim indicando que aquilo que o meu irmão está fazendo, não está bem.
4. Devemos reconhecer nossos pecados.
a) Mesmo no caso de não querer reconhecê-los, não ganharíamos nada, pois Deus tem conheci mento de nossa situação real.
b) ILUSTRAÇÃO: Um rico proprietário oprimia cruelmente a uma pobre viúva que tinha um filho pequeno. Quando este cresceu, chegou a ser pintor e reproduziu na tela uma das tristes cenas de que havia sido testemunha, pintando com toda nitidez o rosto do fazendeiro. Anos mais tarde o malvado proprietário, ao ver o quadro em lugar proeminente, ficou pálido; tremia como uma folha e oferecia qualquer soma para comprar o quadro e tirá-lo da meio. Mas há um pintor que lá no céu vai desenhando um quadro que reflete exatamente todas as nossas paixões e ações terrestres.
5. O reconhecimento do pecado é o primeiro passo para receber o perdão. S. Lucas 18:13, 14.
II. O SEGUNDO PASSO: ARREPENDIMENTO - RENUNCIAR AO PECADO - ABANTONÁ-LO
1. ILUSTRACÃO: Fiquei surpreendido ao inteirar-me que a Índia é o país que está na linha de frente quanto ao número de cabeças de gado. Os cento e sessenta milhões de vacas que pastam em seus campos excedem às que há nos Estados Unidos, Argentina e Austrália juntos. A Índia tem mais vacas per capita que os carros que cada pessoa possui nos Estados Unidos. A razão desta grande quantidade de vacas encontra-se na religião hindu que considera esse animal um ser sagrado que não tem que ser morta nem comi do. As vacas sagradas da Índia dão pouco porém exigem muito. Consomem uma tremenda quantidade de forragem, e em troca devolvem somente uma pequena quantidade de leite.
Assim também acontece com as "vacas sagradas" do pecado acariciado. "Um só pecado que se conserva irá depravando o caráter e sujeitará ao mau desejo, todas as suas faculdades mais nobres. A eliminação de uma só salvaguarda da consciência, a gratificação de um só hábito pernicioso, uma só negligência com respeito aos altos requerimentos do dever quebrantam as defesas da alma e abrem a caminho a Satanás para que entre e nos extravie."
2. Apesar do pouco que nos pode dar o pecado, e ao trágico de suas conseqüências, muitos não abandonam completamente.
a) ILUSTRAÇÃO: Uma menina orava da seguinte maneira: Faze-me boa porém não muito; somente o suficiente para que não me castiguem.
3. O arrependimento é imprescindível.
a) "Cuidais vós que esses galileus... foram mais pecadores do que todos os galileus? Vos digo: Não, antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis" S. Lucas 13:2,3.
- Em outras palavras, o que quis dizer foi que, não importa que uma pessoa marra voluntariamente, por acidente ou de morte natural; sua ruína será a mesma, a menos que se haja voltado para Deus arrependida.
4. Muitos têm ensinado que para arrepender-se têm que chorar certo tempo por seus pecados e preparar-se para a salvação.
5. Como é o verdadeiro arrependimento:
a) Nenhum arrependimento que não opere reforma é genuíno. A justiça de Cristo não é um manto para cobrir pecados que não tenham sido confessados, nem abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. A santidade é integridade para com Deus: é a entrega total do coração e da vida para que revelem os princípios do céu".
b) "O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e abandono do mesmo. Não renunciamos ao pecado a menos que vejamos sua pecaminosidade; enquanto não o repudiarmos de coração, não haverá mudança real na vida".
c) "Arrepender-se é distanciar-se do eu e dirigir-se a Cristo, para que pela fé Ele possa viver em nós; as obras boas se manifestarão."
6. O emocionalismo produzido artificialmente em algumas reuniões tem sido um tropeço para muitas almas sinceras. Mas o tipo de arrependimento de que necessitamos é a verdadeiro arrependimento bíblico, que envolve três coisas:
* O intelecto
* As emoções
* A vontade
7. Que significa para Jesus a palavra arrepender-se? Por que se repete tanto na Bíblia?
a) Segundo os dicionários modernos, arrepender-se é "ter pesar de faltas ou delitos cometidos, mudar de parecer, etc."
b) Mas a palavra que Jesus empregava em grego ou hebraico significa muito mais que sentir simplesmente pesar ou lamentar o pecado.
c) A palavra bíblica arrepender-se significa "mudar ou voltar".
d) É uma palavra de poder ou ação.
e) Significa uma completa revolução no indivíduo.
f) Quando a Bíblia nos admoesta a arrepender-nos do pecado, quer dizer que devemos dar meia volta e marchar na direção oposta ao pecado e tudo o que ele implica.
III. O TERCEIRO PASSO: CONFESSAR OS PECADOS A DEUS POR MEIO DE JESUS NOSSO SENHOR
1. Todos temos pecado. Talvez neste momento não nos apercebamos de que há em nossa vida grandes faltas. Satanás murmura: "Oculta-as. Nega-as. Talvez nunca sejam descobertas." Mas o Espírito Santo insta: "Confessa-as, arrepende-te".
2. Devemos confessar nossos pecados a Deus assim como nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou fazê-lo:
a) Ensinou-nos a orar: "Pai nosso que estás no Céu..." e entre outras coisas devíamos orar: "e perdoa-nos ..."
b) Portanto nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que devemos confessar nossos pecados diretamente a Deus por meio da oração.
3. Por meio do nome de Jesus há perdão e salvação. Atos 4:11, 12.
V. O QUE FAZ DEUS
1. A Medicina dispõe de uma quantidade de substâncias que têm ação específica sobre diferentes doenças. A insulina atua sobre a diabete. A quinina combate a malária. Os antibióticos são empregados contra as infeções. No espiritual o sangue de Cristo é de uso específico contra o pecado. Só ele pode limpar o coração da mancha do pecado. Só ele pode lavar a culpa que se adere com tanta persistência à alma. Nada há que o homem possa fazer; é um remédio específico para o pecado.
2. Há poder no sangue de Jesus para limpar todo pecado. I João 1:7.
3. Se confessarmos, por meio da oração, Ele perdoará. I João 1:9.
4. Ele promete esquecer para sempre nossos pecados. Isaías 43:25.
CONCLUSÃO:
1. Não acha você que este é um bom momento para confessar nossos pecados a Deus? Eu creio que sim.
2. Que lhe lhes parece se nos ajoelhássemos respeitosamente diante de Deus, em uma atitude de humilde arrependimento e orarmos ao Senhor para pedir perdão? Ele prometeu perdoar e esquecer para sempre.
3. A todos aqueles que junto comigo quiserem pedir perdão a Deus por seus pecados, convido-os a ajoelharem-se, assim como eu estou fazendo. (Uma vez ajoelhados, continue explicando.)
4. Cada um, mentalmente, sem pronunciar palavra audível, confesse seus pecados a Deus. Fechemos os olhos, para que nada nos distraia e confessemos ao Senhor todas as nossas faltas.
5. Depois que tenhamos orado todos em silêncio, eu orarei em nome de todos a Deus.
6. (Oração silenciosa de uns 10 segundos a um minuto.)
7. Oração em voz alta (faça-a você).
A LUTA PELO PÃO E A NOVA MORAL
INTRODUÇÃO:
1. A vida é uma verdadeira e contínua luta.
2. A luta pelo pão é dura.
a) Podemos conseguir muitas coisas mais do que há 200 ou 300 anos, mas é necessário lutar arduamente.
b) Dois trabalhos.
c) O pai e a mãe trabalhando.
d) Atraso do pagamento.
e) Falta de trabalho.
I. EVIDENTEMENTE HÁ UM SÉRIO DESEQUILÍBRIO ECONÔMICO NA SOCIEDADE ATUAL
- Isto tem levada muitos a lamentáveis extremismos.
- Que comentário faz a Bíblia, sobre o tema, para os nossos dias?
1. Todos têm direito às riquezas naturais. Eclesiastes 5:9.
2. O mandamento "NÃO FURTARÁS" - Êxodo 20:15 - garante os direitos individuais.
- Este mandamento é violado atualmente no mundo, de diversas maneiras.
a) Exploração.
b) Desonestidade.
c) Não pagar o salário justo. Jeremias 22;13.
d) Não trabalhando irresponsavelmente. Colossenses 3:22-25.
II. TEM ALGUM SIGNIFICADO A ATUAL LUTA PELO PÃO?
1. O que dizem as estatísticas:
a) Apesar do fabuloso aumento da ciência, há fome.
b) Segundo J. Fourastié e C. Vimont "A maior parte da humanidade
- 80% - vive em países de miséria, cujas condições de vida são inferiores às européias ou dos Estados Unidos em uma desproporção tão grande como a que existe entre um e dez ou doze.
c) As Nações Unidas informaram que "quase a METADE dos habitantes de nosso planeta encontram-se em estado grave de desnutrição. Deste total, uns 500 milhões padecem fome em grau perigoso. A deficiência na alimentação é a causa, cada ano, da morte de 25 milhões de seres humanos e de que muitos milhões mais sofram de fraqueza."
d) A isto somamos o clima de greves e violências, e teremos um panorama bem fúnebre.
2. A Bíblia diz que como sinal de identificação da época quando Jesus nosso Senhor viria para julgar os vivos e os mortas, viveríamos os sucessos atuais.
a) Haveria uma luta pelo pão. Tiago 5;1-8.
b) E fome. S. Mateus 24:7.
III. HÁ AINDA MUITOS SINAIS
- Vejamos somente alguns deles, rapidamente.
1. A "nova moral" 2 Timóteo 3:1-6.
a) Dá quase a sensação de que estivéssemos lendo um jornal de nossos dias, refletindo a tremenda perda de moralidade. Estes sucessos ocorrerão "nos últimos dias" da história humana. Nos dias da segunda vinda de Cristo.
b) Estão se cumprindo estas coisas?
São "dias perigosos" e de pouca moral?
ILUSTRAÇÃO: As duas revoluções sexuais nos Estados Unidos. A revista Time (em inglês) fez uma interessante revelação:
(1) Depois da primeira guerra mundial, a conflito das meninas de 15 anos era se deixariam seus namorados beijarem nos lábios ou não.
(2) Depois da segunda guerra mundial, o conflito das meninas de 15 anos é se terão relações sexuais com seus namorados ou não.
ILUSTRAÇÃO: O Dr. Alfredo C. Kinsey (autor de dois livros sobre moral pública, muito discutidos) entrevistou (nos Estados Unidos) 5.940 mulheres e 5.300 homens. (11.240 entrevistados)
* Experiência sexual pré-marital: Homens: 83%; Mulheres: 50%
* Infidelidade conjugal: Homens: 50%; Mulheres: 26%
(Tenhamos em conta que nem todos contam o que têm feito)
ILUSTRAÇÃO: Na Argentina "Uma pesquisa de SETE DIAS" - realizada nos primeiros dias de Agosto de 1969 - permitiu estabelecer que 70% dos apartamentos de um ambiente que foi construído na Capital Federal são adquiridos ou alugados por homens casados para serem utilizados em suas aventuras extraconjugais."
ILUSTRAÇÃO: Enumerarei algumas das muitas notícias aparecidas ultimamente nos diários:
Hamburgo: "As autoridades de Hamburgo estão muito alarmadas pelo crescente número de alunas de segundo grau em estado de gravidez na cidade. Atualmente são umas 465 estudantes próximas de ser mães. A média da idade não passa dos 16 anos. O que mais preocupa é o aumento... nos últimos oito anos se duplicou.
Bonn: "Meu avô é o pai de meu filho." Esta e a patética confissão de uma menina de 18 anos. Faz quase um mês havia tido um menino cujo cadáver foi encontrado no banheiro da escola que freqüentava. O avô que conta 67 anos de idade, está preso."
São Domingos: "Uma menina de 9 anos engravidou..."
Mar del Plata: A polícia deteve na localidade de Los Pinos a João Antonio Cabucoy Liempe, chileno, viúvo de 40 anos de idade por abusos e por violentar a sua filha de 14 anos. A menor encontra-se próxima à maternidade.
c) E que diremos...?
- As experiências nos países nórdicos com casamentos coletivos.
- Homossexualismo.
- Relações sexuais ilícitas, etc.
3. Embora nos doa, devemos reconhecer que tudo está se cumprindo.
(Volte a ler 2 Timóteo 3:1-6.)
CONCLUSÃO:
QUE SIGNIFICADO TEM O CUMPRIMENTO DE TODAS ESTAS PROFECIAS BÍBLICAS?
Nosso Senhor Jesus Cristo, pessoalmente e através dos santos apóstolos e santos profetas, indicou que nos ajudaria a saber em que época viria para julgar os vivos e os mortos.
1. Ele disse que ninguém sabe o dia nem a hora. S . Mateus 24:36.
2. Mas nos deu os sinais para conhecer a época. O cumprimento desses sinais estava destinado a fortalecer nossa fé. S. João 14:29.
a) Eu creio que tudo está se cumprindo. Por isso creio firmemente que o Senhor breve voltará para julgar os vivos e os mortos.
b) Quantos crêem também que tudo está se cumprindo e que breve o Senhor virá?
(Peça para que levantem as mãos.)
10 - 1 = 0
INTRODUÇÃO:
1. Nosso tema: 10 - 1 = 0
2. Creio que para entendermos ou deixar bem claro o tema, deveríamos definir ou determinar conceitos.
a) O resultado depende da matéria ou assunto com a qual está relacionado.
b) Mas também poderia depender das conseqüências ou alcances finais.
3. Quando se trata de laranjas, cruzeiros, aviões, coisas, pessoas, etc. 10 - 1 = 9.
a) Desde o ponto de vista contábil, é assim.
4. Mas há outras coisas onde 10 - 1 não é igual a 9, mas a zero.
I. QUANDO É QUE 10 - 1 = 0?
1. Suponhamos que seu carro estrague enquanto está subindo pela encosta de uma montanha. Suponhamos também que um caminhoneiro compreensivo ata uma corrente de 10 anéis no pára-choque de trás do caminhão e no pára-choque dianteiro de seu carro e começa a rebocá-lo. Que aconteceria se quebrasse um elo?
a) Mesmo que desde o ponto de vista numérico, 10 - 1 = 9, neste caso você não aceitaria esta premissa como válida.
b) Pensando nos resultados ou conseqüências, ao cortar um dos 10 anéis e mesmo aceitando que os outros 9 estejam bons, você reconhecerá que é como se não existissem, ou seja, 10 - l = 0.
2. Ou imagine você diante de um enorme cachorro feroz procurando avançar, mas que está atado por uma corrente de 10 elos... Quantos elos teriam que quebrar para você demonstrar sua forma física.
a) Ocorre-me que você não aceitaria o argumento de que, depois de tudo, ainda ficam 9 anéis perfeitos.
b) Depois de ver as conseqüências, você entende que, neste caso, 10 - 1 = 0.
3. Suponhamos que você está dependurado.
Debaixo de você há um imenso precipício. Você pendurado por uma corrente de 10 elos
(leve uma corrente para ilustrar o tema, ou desenhe uma no quadro-negro. Explique o que é um anel ou elo porque - embora pareça mentira, alguns não conhecem a palavra).
Suponhamos que eu chego. Dirijo-me ao precipício, olho a corrente e falo para você: "Estou necessitando de um pedaço de ferro para adornar um tinteiro. Vou cortar um elo e você está pendurado...
Que diria você?
- NÃO!
- Mas, o que você faria se eu lhe cortar um elo? Não são por acaso 10? Você ficaria com 9. Quantos elos lhe faltaria cortar para que você caia embaixo? UM. São 10, mas se cortar um, é como se não houvesse nenhum. Nesse caso, 10-1 = 0.
II. ASSIM OCORRE COM A MATEMÁTICA DE DEUS
1. A Santa Bíblia de Deus considera nossa atitude a respeito dos Dez Mandamentos não desde o ponto de vista numérico, mas desde o ponto de vista das conseqüências finais. Tiago 2:10-12.
a) Na matemática de Deus:
10 mandamentos
- 1 mandamento
0 mandamento
(Escreva-o no quadro-negro ou no flanelógrafo).
b) Por diversas razões, muitos querem iludir esta realidade.
2. ILUSTRAÇÃO: Hoje em dia todos estão buscando bons negócios e liquidações. Queremos comprar alguma coisa pagando menos que seu valor real e, se é possível, ganhá-la sem pagar nada. Por isso as loterias e os jogos estão progredindo cada vez mais. Por isso milhares de pessoas que poderiam estar trabalhando estão pedindo esmolas. Outros estão roubando. Fazem qualquer coisa por não trabalhar e ter uma vida fácil.
Este espírito já contaminou a igreja moderna. Há pessoas que buscam uma religião mais fácil. Buscam religião a preço de liquidação. Uma religião sem responsabilidades; sem obediência a Deus; sem normas. Mas não há caminho fácil para o céu.
3. Tomam a Lei de Deus e buscam descontos.
a) Crêem que guardar a maioria dos mandamentos é suficiente. Que de qualquer modo continuarão sendo bons cristãos, aceitos diante de Deus.
b) Pensam que se desobedecerem a um só dos 10 mandamentos, isto não tem nada de mau. E os demais seres humanos - que "olham o que homem olha" - dizem que os tais são bons cristãos.
c) Mas Deus "olha, não o que o homem olha" Que opina Ele? Tiago 2:10-12.
4. ILUSTRAÇÃO: Certa senhora estava assistindo a um jogo de tênis. Como ela não compreendia as regras do jogo exclamou: "Por que não tiram a rede?" Ela, na sua opinião, achava que a rede incomodava aos jogadores porque a bola sempre batia na rede e que deviam tirá-la para que o jogo se tornasse mais fácil. Mas que seria do jogo sem a pede? Ela não compreendia o jogo.
E quem retira a lei do caminho cristão, não compreende o plano da salvação.
a) De acordo ao que líamos em I S. João 3:4, se tirarmos a lei estamos em pecado, e os que estão em pecado não estão na graça; não são salvos. O que tira a lei não sabe bem o que está fazendo.
5. Outros pensam que os que querem se salvar e entrar no reino dos céus não devem guardar a lei de Deus. Esse é outro erro. Vejam o que disse nosso Senhor Jesus Cristo ao "jovem rico". S. Mateus 19:16-17.
III. JESUS E A LEI DE DEUS
1. Alguns entendem mal algumas coisas e chegam a afirmar que Jesus, nosso Senhor, esteve contra a lei. Esse é um grave erro.
2. Ele guardou os mandamentos de Deus. S. João 15:10.
a) É lógico. Se não houvesse pecado. E Ele não pecou, (I S. João 3:4, onde explica que o que não guarda a Lei está pecando.)
b) Guardou todos os mandamentos, pois "10 - 1 =0"
3. Outros dizem que Jesus nosso Senhor mudou os mandamentos. Isso não é verdade. Jesus não mente, e vejam o que Ele próprio disse em: S. Mateus 5:17, 18.
a) Não veio para mudar a lei (5:17).
b) Enquanto houver céu e terra não se poderá mudar nem uma letra nem um sinal (5:18).
c) Portanto:
(1) Não mudou,
(2) Não autorizou ninguém para mudar nada.
d) Então tenham bem em conta que 10 - 1 = 0.
Guarde os 10 ...
ILUSTRAÇÃO: É reconfortante saber que há algumas coisas que não mudam em um mundo onde as transformações são a norma. Tal é, por exemplo, uma barra de platina iridiada que se encontra na Repartição de Pesos e Medidas da cidade de Washington.
Em 1962 foi substituída por um instrumento que mede o metro Padrão em termos de 1.656.763,83 longitudes de onda da luz vermelha alaranjada que provem do gás crípton 86, excitado eletricamente. Esta mudança efetuou-se para dar-lhe uma exatidão ainda maior.
Em 1956 levou-se a Paris a barra métrica norte-americana para ser conferida com a medida internacional que durante mais de 150 anos havia sido conservada em uma temperatura constante. Em 65 anos somente três vezes foi efetuada uma comprovação desta espécie.
Encontrou-se que a barra não havia sofrido mudança alguma.
Há outras coisas que não mudaram. Dois e dois ainda são quatro. O tempo que necessita a Terra para girar em torno de seu eixo não mudou. Assim também acontece com a Lei de Deus. O salmista disse: "A Lei de Deus é perfeita". É a norma pela qual devem ser medidas todas as idéias, ações e leis menores. Jesus disse quanto a sua permanência: "Até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei." S. Mateus 5:17, 18.
Enquanto virmos que o sol brilha no céu; enquanto percebermos debaixo de nossos pés o sólido terreno, poderemos saber que a lei de Deus não foi cancelada, mudada ou destruída.
4. Isso foi o que S. Paulo ensinou.
Depois de explicar, brilhantemente, que somos salvos do pecado, ou seja, justificados, unicamente pela fé na graça de Deus, esclarece que essa fé não nos autoriza a pecar (desobedecer à lei). Romanos 3:31.
IV. ALGO MAIS
1. ILUSTRAÇÃO: Ouvi um pregador afirmar: "Não guarde mais os Dez Mandamentos, porque foram abolidos na cruz. Se eu guardasse demonstraria falta de fé no sacrifício de Cristo, e é como se Cristo houvesse morrido em vão."
Será que Ele morreu para nos dar licença de pecar? Não gostaria de ter esse pastor como vizinho. Teria de sempre fechar bem a minha casa, porque para ele não é pecado roubar. Teria de me proteger sempre contra ele, porque para ele não é pecado matar. Teria que duvidar sempre de suas palavras porque ao não estar obrigado a guardar a lei pode-se também mentir. Teria que proteger a minha esposa porque para não guardar a lei ele teria que adulterar de vez em quando.
Eu digo com humildade, com respeito: Qualquer religião que não guarda os dez mandamentos, está contra Deus. Jesus não morreu para permitir que pequemos. Ele morreu para nos livrar do pecado.
2. Alguém poderia dizer: "Que pensa você a meu respeito, que não guardo os Dez Mandamentos? A verdade é que não me faltaria vontade de dizê-lo, porque eu sei o que diz a Bíblia. Mas é muito difícil.
O apóstolo S. Joio tinha mais coragem que eu. Vejam o que escreveu na Bíblia sobre os que se julgam bons cristãos e não guardam os mandamentos. I S. João 2:4.
3. O amor de Deus deve ser demonstrado:
a) Não guardamos os Mandamentos para que nos ame. Ele nos ama desde antes que nascêssemos. Diz a Bíblia: "desde antes da fundação do mundo".
b) Guardamos Seus Mandamentos, porque o amor de Deus tem feito que cheguemos a amar, e como prova de amor queremos obedecer Sua lei. I S. João 2:3.
4. Permita-me dizer que os Dez Mandamentos não são leis somente, são amor. Os primeiros quatro nos dizem que amemos a Deus sobre todas as coisas; os últimos seis nos dizem que amemos às outras pessoas tanto como nos amamos a nós mesmos.
5. ILUSTRAÇÃO: Um velho violinista era pobre, mas tinha um violino que encantava com seu belo som. Alguém perguntou-lhe sobre o seu instrumento. Tomou-o ternamente em seus braços e disse: - Muita luz do sol deve haver entrado nesta madeira, e agora sai o que entrou.
a) É tanto o amor de Deus que entrou em nossa vida, que o pouco que podemos fazer é permitir que saia de nossa alma a doce música da obediência.
b) Assim nos diz a Palavra de Deus. I S. João 5:3.
6. "As relações de um homem são estabelecidas em duas direções: por um lado tem uma obrigação para com Deus e pelo outro uma obrigação para com o homem; tem tanto uma relação vertical como horizontal."
CONCLUSÃO:
Se até aqui fomos rebeldes quando a obedecer a Lei de Deus, ou alguns de Seus mandamentos, sigamos os passos do plano divino para ocultar-nos sob a graça.
a) Reconheçamos que agimos mal; pecamos.
b) Arrependamo-nos.
c) Confessemos ao Senhor; peçamos perdão.
d) Abandonemos essa idéia de desobedecer e sejamos obedientes.
"POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTA LECE" - Filipenses 4:13.
1. Não neguemos a Jesus essa prova de amor. S. João 14:15.
2. Apelo a ser fiéis. Oração.
A PREPARAÇÃO PARA A ÚLTIMA NOITE DA TERRA
INTRODUÇÃO:
1. Queiramos ou não, o Senhor virá.
a) E os que estiverem com sua vida em harmonia com a Sua vontade, terão a liberação definitiva e o gozo da vida eterna, e
b) Os que não estiverem adequadamente preparados receberão a condenação conforme as suas obras. Sendo assim, a pergunta mais significativa que poderíamos fazer é: Que devo fazer para ser salvo?
2. Esta pergunta foi feita a nosso Senhor Jesus Cristo e também a S. Paulo. As respostas que ambos deram, e que a alguns religiosos extremistas pareceram contraditórias, apresentam duas fases da mesma verdade que são complementadas maravilhosamente.
a) Segundo Paulo, para ser salvo é necessário crer em Jesus. Atos 16:30,31.
b) Segundo nosso Senhor Jesus Cristo, para entrar na vida eterna é necessário guardar os mandamentos. S. Mateus 19:16,17.
I. CRER EM JESUS
1. A santa Bíblia nos ensina que o ser humano, infelizmente, por natureza está perdido.
a) "O salário do pecado é a morte." Romanos 6:23.
b) E não pense: "Morro e irei direto para a glória de Deus." Romanos 3:23. Em outras palavras: perdido.
c) E essa é a condição de todos, "porque todos pecaram", Romanos 3:23.
2. A melhor coisa que somos capazes de fazer, como seres humanos, é obras de pecadores; obras pecaminosas. Isaías 64:6.
a) Essa é uma razão pela qual ninguém se pode salvar acumulando obras, pois seria acumular obras pecaminosas, nada mais.
3. Por isso é que Deus derramou Sua graça, que não merecíamos, e nos dá a salvação por meio de Jesus Cristo. Romanos 3:23-25.
4. E podemos ter confiança absoluta de que esse presente é eficaz, pois brota da justiça e misericórdia puras de Deus. Não intervém nenhuma obra humana pecaminosa. Efésios 2:8,9.
5. Como podemos receber essa graça salvadora?
a) Já vimos que não por obras.
b) O único caminho é pela fé. Romanos 5:1,2.
II. E QUE FAZEMOS COM A LEI?
1. Como meio ou tábua de salvação, não serve. Romanos 3:20.
2. Quer dizer que não mais temos que obedecer a ela?
a) Na linguagem secular, desobedecer à lei (que S. João chama pecado) é delinqüência, A lógica me diz que nenhum indulto que me dêem por graça significa que se me confira o direito de ser um delinqüente.
b) Segundo o apóstolo S. João, violar a lei é cometer pecado.
I João 3:4. A lógica me diz que Jesus, nosso Senhor, não me perdoa do pecado para dar-me o direito de ser um pecador (desobediente à lei).
c) O mesmo ensina S. Paulo:
(1) A lei não me perdoa. Ela é a norma que me indica se estou limpo ou sujo. É algo assim como um espelho, que não me lava, mas me diz: "Está sujo, necessita lavar-se."
(2) O único que me lava do pecado é o sangue de Cristo, cujos méritos recebemos por fé e nos são outorgadas pela graça.
(3) Que fazemos então com a lei? Não obedecemos mais a ela? E ele respondeu enfaticamente: NÃO, PELO CONTRÁRIO! Agora que somos salvos ou perdoados, estamos moralmente mais comprometidos que antes a obedecer a ela. Lemos isto em Romanos 3:31.
3. Por isso Jesus disse ao jovem rico: "Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos". S. Mateus 19:17.
a) Ao menos teoricamente, havia ido a Jesus, era porque cria nEle.
b) Por isso é que Jesus falou da conduta natural do crente: guardar os mandamentos.
4. Não guardamos os mandamentos para nos salvar. Guardamo-los porque somos salvos. Igual a uma figueira: não dá figos para ser figueira, mas dá figos porque é figueira. De súbito, Jesus amaldiçoou a figueira que não deu frutos, pois não tinha razão de ser se não os desse. Assim também, a cristão sem frutos não é tal.
5. Se lhe custa trabalho captar todo o quadro, não se preocupe. Vejamos um só exemplo, e para não nos equivocarmos, tomemos um caso onde Jesus atuou. Se Jesus ensinou o que lemos na Bíblia, logicamente era verdade. S. João 8:1-11.
a) Trouxeram-lhe uma mulher condenada. Não importa o que fizera ou prometera, já se havia comprovado que era adúltera e isso já a condenava. Suas futuras obras não podiam mudar essa realidade. O único que merecia era morrer.
b) Quando Jesus a perdoou, fê-lo só pela graça. Não havia outro caminho para salvá-la.
Tinha direito de continuar adulterando (violando a lei)?
c) Disse-lhe Jesus: "Nem eu também te condeno - te perdôo - vai-te e não peques mais." S. João 8:11.
d) Dito em outras palavras: Salva pela graça para obedecer. O mesmo ensinou S. Paulo em Romanos 3:31.
III. SOMOS SALVOS POR UMA FÉ VIVA
1. O que a Bíblia quer dizer é que somos salvos somente Pela fé, mas uma fé viva.
a) A fé me permite receber o presente da graça e nascer para uma nova vida.
b) A nova vida não é a existência de uma múmia.
Atua, e quando atua o faz guardando os mandamentos de Deus que não podia guardar antes de se converter. Filipenses 4:13.
2. Por isso é que São Paulo disse aos convertidos: "Aquele que furtava, não furte mais." Efésios 4:28.
3. Porque a fé que não opera não é uma fé viva.
Não é a fé que salva. Tiago 2:18-20.
CONCLUSÃO:
1. Que devo fazer para estar preparado para a vinda do Senhor? Que devo fazer para ser salvo? Ter uma fé viva.
a) Crer em Jesus, aceitá-Lo como o único meio de salvação. Aceitar a justificação pela fé em Jesus, atentando para Suas palavras.
(1) Ele disse à mulher adúltera a quem perdoou pela graça, para viver uma nova vida: "Vai-te e não peques mais" (Não desobedeças mais à lei).
(2) Ao jovem rico, que manifestava crer nEle, disse: "Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos."
2. Tudo isto podemos entender melhor estudando cada dia a Bíblia.
3. Sente resistência para guardar os mandamentos?
a) ILUSTRAÇÃO: Na época da escravidão estavam arrematando um escravo robusto, chamado José. Mas o homem não queria obedecer a seu amo. Entre o grupo dos compradores presentes, havia um homem com semblante muito bom, que subia sistematicamente as ofertas. E José notou-o. Cada vez que alguém oferecia mais, este cavalheiro subia novamente a oferta. Então José começou a dizer-lhe: "Não desperdice seu dinheiro, porque eu não vil trabalhar!"
Mas o cavalheiro não fazia caso dos comentários do escravo José. Continuava subindo a oferta, e José insistia: "Não vale a pena que me compre, não vou trabalhar!
Finalmente ninguém se animou a pagar mais, e esse cavalheiro recebeu a documentação que testemunhava que era o legítimo dono de José. Enquanto iam na carruagem, José, com os braços cruzados com desprezo sobre seu robusto peito sem roupas, repetia: "Embora me mate, eu não vou trabalhar!"
Ao chegar à residência do novo amo de José, entraram no escritório e o escravo rejeitou o oferecimento bondoso de se assentar. José viu que o patrão escrevia em papel ofício e finalmente assinava algo que parecia ser uma espécie de documento. Enquanto isso José continuava dizendo com acento de desprezo: "Eu não vou trabalhar!"
- José - perguntou o patrão - você sabe ler?
- Sim, mas não trabalharei, mesmo que me mate!
- Bem, - disse o patrão - este documento é seu, leia-o.
De má vontade José estirou a mão e começou a ler. De súbito mudou de semblante. Começou a ficar emocionado e as lágrimas lhe corriam pelo rosto. Finalmente, comovido ao ver que esse documento dizia que lhe era concedido o direito de ser um homem livre, exclamou:
- Mas senhor, o senhor pagou tudo isso por mim Para dar-me a liberdade?
- Efetivamente, José, e agora você é um homem livre.
Mais comovido ainda José exclamou:
- Pois então, senhor, serei seu escravo voluntário. Mande, que José obedece!
4. O homem não convertido é um José que, mesmo que o matem, não vai obedecer. Romanos 8:7.
5. Aquele que aceita a Jesus, nasce para uma nova vida pela graça e por amor: "Serei um escravo voluntário. Manda, senhor, que eu obedeço." S. João 14:15.
6. Qual dos dois momentos da experiência de José está vivendo você?
O Senhor vem buscar os Seus amigos.
SANGUE, BALAS E TERREMOTO
INTRODUÇÃO:
1. Antes de Jesus ir para o Céu fez esta promessa S. João 14:3: "Virei outra vez". Se Ele fez essa promessa já é o suficiente. Creio que Ele virá.
ILUSTRAÇÃO: Em um juízo, um advogado pediu ao juiz que cancelassem o julgamento porque seu cliente estava ausente. O juiz perguntou:
– Por que está ausente? O advogado respondeu:
– Em primeiro lugar, meu cliente morreu. Em segundo ...
– Pode parar - disse o juiz. - Não faz falta outros motivos. O primeiro já é suficiente.
a) Ao ler S. João 14:1-3, descobrimos que não necessitamos de outros motivos para crer que o Senhor voltará. Ele o prometeu.
b) Mas em Seu amor e misericórdia nos deixou uma grande quantidade de elementos de juízo que pudessem fortalecer nossa fé tais como: "sinais da segunda vinda de Cristo".
2. Um capítulo onde se fala bastante a respeito é S. Mateus 24.
a) Os apóstolos fizeram uma pergunta dupla a Jesus.
S. Mateus 24:3.
b) Parte da resposta envolve nosso tema de hoje.
S. Mateus 24:4-7.
3. A partir desta declaração do Senhor, iremos agrupando algumas declarações bíblicas sobre o mesmo.
a) Isso nos dará mais elementos de conceitos.
b) Devagar, nos permitirá ver a harmonia ou unidade dos enunciados bíblicos, embora hajam sido escritos em épocas diferentes.
I. NO MUNDO DA POLÍTICA
1. Confusão.
O mal iria de nação em nação. Jeremias 25:31, 32.
2. Os elementos de paz se transformariam em armas para a guerra.
a) Faz alguns anos - os anos considerados de paz - os EE.UU. aprovaram o seguinte orçamento: "Os 85 milhões de dólares cuja aprovação foi solicitada, representavam uma inversão de 10 milhões de dólares por hora, e de 161.000 dólares por minuto. Se cada dólar fosse colocado em uma só linha - diz o comunicado - faria uma reta de 13 milhões de km, ou seja, 240 vezes a circunferência da Terra. Finalmente seria mister que uma pessoa vivesse 11.416 anos para contar o orçamento, dólar por dólar, à razão de um por segundo, durante oito horas por dia e quarenta horas por semana e quarenta horas semanais." - El Desenlace del Drama Mundial, F. Chaij, p. 36.
3. Mais de uma pessoa poderia argumentar, e com razão, que guerras sempre houve.
a) Oswald Spengler disse que "a história dos homens é a história de suas guerras". - Años de Decisión, p. 16.
b) Faz alguns anos, um professor de Bruxelas estudou todas as guerras que ocorreram durante 3.357 anos de história a partir de 1.496 A.C.
A conclusão é surpreendente. Desses 3.357 anos a humanidade usou somente 227 anos para a paz e 3.130 anos para a guerra! Como uma média, houve 14 anos de luta por 1 ano de paz.
c) Uma ilustração gráfica do paradoxo de nosso século está no Palácio da Paz, em Haia, Holanda.
"Muita significativo foi um editorial do diário Le Matin do ano 1911, quando o palácio da Paz de Haia estava na metade para ser terminado. Dizia assim: "Quando se decidiu sua construção, estalou a guerra angloboer, e os estados maiores elaboravam planos para a guerra russo-japonesa, Ao colocar-se a pedra angular o Káiser da Alemanha realizou sua viagem a Tânger, que marcou a começo das complicações marroco-européias. Quando terminou o primeiro piso, a Áustria apossou se de Bosnia e Herzegovina. Ao completar o segundo piso, surgiu a controvérsia franco-alemã, quando o teto foi colocado, estalou a guerra turco-italiana. Pensem que mesmo os pintores, vidraceiros e decoradores, ainda não haviam começado seus trabalhos. Quando o edifício se completar não sabemos o que acontecerá."
E veio a grande Guerra de 1914.
d) Por isso dizíamos: sempre houve guerras.
Mas esse tipo de guerras, conforme as palavras do Senhor, não seriam sinal do fim.
4. No terreno das guerras, o sinal seria as guerras de todas contra todos: Guerras Mundiais. S. Mateus 24: 6, 7.
a) E isso ocorreu somente duas vezes em toda a história da humanidade.
(1) A primeira: 1914 - 1918
(2) A segunda: 1938/39 - 1945
(3) Os resultados foram trágicos. Por exemplo, em relação com a segunda guerra mundial, a Cruz Vermelha Internacional havia dado a conhecer os seguintes dados:
32.000.000 mortos nos campos de batalha.
26.000.000 mortos nos campos de concentração.
20.000.000 mortos por bombardeios aéreos.
20.000.000 mortas abandonados em caminhos, trens de fuga, etc.
TOTAL 98.000.000
b) Além de entender, ao menos em parte, a magnitude que alcançou esta conflagração, não podemos passar por alto um fato muito sério: Estamos vivendo no século das duas guerras mundiais; ainda há sobreviventes da primeira guerra mundial e a maioria de nós vivemos nos dias da segunda guerra. Em outras palavras, animar-me-ia dizer que somos a geração que verá a vinda do Senhor em glória
II. E TERREMOTOS ...
1. Na mesma oportunidade na qual o Senhor assinalou as guerras mundiais como elemento de juízo para identificar a época na qual voltaria, disse que os terremotos se constituiriam em outro sinal. S. Mateus 24:7.
2. A Associação Britânica para o avanço da ciência publicou há tempos um relatório compilado pelo Dr. João Milne:
Século I : 15 Terremotos
Século II : 11 Terremotos
Século III : 18 Terremotos
Século IV : 14 Terremotos
Século V : 15 Terremotos
Século VI : 13 Terremotos
Século VII : 17 Terremotos
Século VIII : 35 Terremotos
Século IX : 59 Terremotos
Século X : 32 Terremotos
Século XI : 53 Terremotos
Século XII : 84 Terremotos
Século XIII : 115 Terremotos
Século XIV : 117 Terremotos
Século XV : 174 Terremotos
Século XVI : 253 Terremotos
Século XVII : 378 Terremotos
Século XVIII : 640 Terremotos e o de Lisboa.
Século XIX : 2.119 Terremotos
Século XX : 2.500 Terremotos (1901 - 1950)
Vítimas: do 1º terremoto até o de 1755 houve 1.250.000.
Vítimas dos terremotos de 1756 - 1950 houve 1.7000.000.
Em 200 anos mais vítimas que em 1755 anteriores.
- Há 25 terremotos em 24 horas.
Com danos, 1 cada 82 horas.
3. É provável que esse estudo esteja relacionado com terremotos de certa envergadura, pois de acordo com o que estabelece uma autoridade, são registrados anualmente nos sismógrafos do mundo um milhão de terremotos: Destes, em termo médio, dez são terremotos maiores, cem potencialmente destruidores, e mil causam prejuízos." Nelson's Encyclopedia, Volume 4, pp. 203, 204 - Art. "Terremotos."
CONCLUSÃO:
1. Por que razão o Senhor deu estas profecias?
a) Referindo-se a outro corpo de profecias registradas na Bíblia, o Senhor fez uma declaração que, sem dúvida, poderia ser tomada como uma espécie de princípio em Seu trato com os seres humanos. S. João 14:29.
2. Nesse caso, o cumprimento das profecias leva-me a crer.
a) Não somente porque a Bíblia é a Palavra de Deus.
b) Também me inspira a crer na capacidade de Jesus de penetrar no futuro e predizê-lo.
c) E além disso: creio que Ele breve virá, pois tudo o que colocou como sinais, está se cumprindo.
3. Nesse caso, corresponde uma reflexão oportuna:
a) Não deveríamos nos preparar a fim de recebê-Lo sem problemas de nossa parte?
4. Apelo.
AS FÉRIAS DO DIABO
(A idéia central foi tirada de um tema do Pastor E.E. Cleveland e reelaborada.)
INTRODUÇÃO:
1. Intitularei o tema de hoje de: As Férias do Diabo.
a) Não porque sejam divertidas.
b) Nem por ser voluntárias.
c) Mas porque será um longo período de recesso de suas atividades.
2. Ainda não começaram.
a) As injustiças expressadas através da dor dos inocentes, dos órfãos, das guerras.
b) As calamidades e sofrimentos.
c) E uma infinidade mais de etcéteras, demonstram que ainda está solto e ativo no planeta terra.
I. ALGUÉM PODERÁ OPOR-SE À SUA EXISTÊNCIA
1. Alguém disse a um colega meu: "Satanás não existe, pois eu tenho cinqüenta anos e nunca me encontrei com ele." O colega respondeu-lhe: "Sabe por que você nunca se encontrou com Satanás? É simplesmente porque você sempre andou com ele."
2. Conta-se que certa bandido que vivia com sua quadrilha nas montanhas da Itália, era o terror dos habitantes do vale próximo. Em vista dos roubos de que eram vítimas constantes, viviam alerta, e isto começou a dificultar as atividades da ladrão. Então, para acalmar os habitantes do vale, com maior tranqüilidade inventou o seguinte estratagema: Mandou um de seus homens espalhar por todas as partes a noticia de que ele havia sido assassinado. O povo, acreditando estar a salvo dos terríveis assaltos, descuidou da vigilância, abandonou suas casas em dias de festa dando uma magnífica e cômoda oportunidade ao malfeitor.
a) Naturalmente que a mesma técnica funciona muito bem para Satanás.
b) Os que negam sua existência não fazem nada para evitar suas armadilhas e ficam à mercê dele.
3. Claro que não existe na forma ridícula pintada por Fernando da Cruz, pelos anos de 1620. Mas que ele existe, existe.
a) É suficiente tentar viver todo um dia sem fazer uma má ação, sem um mau pensamento, sem um deseja mau, para descobrir que existe.
4. Ademais, a Bíblia fala sobre o assunto.
(NOTA: enumerar a seguinte informação, mas não ler cada texto, pois seria longo e cansativo para os que não têm ainda o costume de ler muitos textos.)
Identificação de Satanás: (Com slides, se tiver)
a) O anjo do abismo. Apocalipse 9:11.
b) O príncipe deste mundo. S. João 12:31.
c) O príncipe das trevas. Efésios 6:12.
d) Leão rugidor. I. S. Pedro 5:8.
e) Belzebu. S. Mateus 12:24.
f) Acusador dos irmãos. Apocalipse 12:10.
g) O Dragão. Apocalipse 12:7.
h) A serpente. Apocalipse 20:2.
i) Satanás. Jó 2:6.
II. QUE FAZ AGORA?
1. Foi expulso do Céu por sua rebelião. Apocalipse12:7-9.
2. Tomou este planeta como uma espécie de refém, e procura incitar a rebelião contra Deus, e ao mesmo tempo semear todo o mal possível. I S. Pedro 5:8.
3. Seus métodos:
a) Apela à fraqueza natural.
b) Apela aos temores humanos.
c) Apela ao amor próprio.
d) Tem semeado o pecado em suas diversas formas.
I S. João 3:4 e 8.
4. Lamentavelmente tem tido muito êxito. I S. João 5:19.
QUE SOLUÇÕES HAVERIA?
1. Para o problema do pecado Deus apresenta duas soluções: Uma presente e a outra futura.
2. Solução presente:
a) Arrependimento e conversão. Provérbios 28:13.
b) Inclui uma mudança de vida naquele que abandonar todo o pecado. E é lógico que seja assim.
ILUSTRAÇÃO: Suponhamos que esteja a bordo de um navio em alto mar e descubro que está entrando água no navio por três ou quatro partes. Poderia tapar um dos buracos, mas isso só não é suficiente, a não ser que tape todos os buracos, para que o navio não se afunde.
- Não importa se a filtração é grande ou pequena.
- A não ser que acabemos com a filtração e desagüemos o casco, cedo ou tarde afundaremos.
c) Abandonar um vício eqüivale a tirar tão-somente um galho da árvore que deveria ser arrancada toda.
- O blasfemador deixará de maldizer, mas se não abandonar todos seus pecados, estaremos diante de uma genuína conversão?
- A obra de Deus é arrancar a árvore pela raiz.
- Deus quer que voltemos as costas a todos os pecados.
d) ILUSTRAÇÃO: Um homem cometeu um crime e foi condenado à morte. Este tinha um irmão de influência que trabalhou incansavelmente até que obteve a absolvição. Com o indulto no bolso foi até ao cárcere para ver o seu irmão. Uma vez na cela disse-lhe:
- Que farias se te perdoassem a vida.
- A primeira coisa que eu faria seria procurar o juiz que me sentenciou e dar-lhe o seu merecimento, e depois procuraria as testemunhas que declararam contra mim e as exterminaria
Com todo o pesar na alma, o irmão saiu da cela conservando o indulto no bolso.
Jamais o usou, e fez-se justiça. Com essa atitude, não podia ser perdoado.
(1) Isso é exatamente o que diz a Bíblia.
(2) (LER OUTRA VEZ) Provérbios 28:13.
3. A futura solução para o problema do pecado:
As férias do diabo. Satanás será amarrado por uma corrente de circunstâncias. Apocalipse 20:1-2.
a) Quando o nosso Senhor Jesus vier para julgar os vivos e os mortos, e os justos serão arrebatados ao Céu.
I Tessalonicenses 4:16, 17.
b) Os ímpios serão destruídos ante Sua presença.
2 Tessalonicenses 2:8.
c) Satanás ficará sozinho, com tempo suficiente para refletir sobre a obra que fizera.
(1) Esse milênio de "férias" não será nada divertido.
(2) Não o desejo para ninguém.
d) O final do milênio será menos divertido para Satanás, porém analisaremos isto em outro dia.
CONCLUSÃO
1. Satanás semeou mal e destruição sobre a terra.
2. Lamentavelmente nos afetou com o pecado.
3. O Senhor o desarraigará definitivamente.
4. Enquanto esperamos a restauração final, amparemo-nos na solução que neste momento nos é oferecida.
a) Aceitar a Cristo.
b) Arrepender-nos.
c) Mudar de vida. S. João 6:37.
QUANDO O DINHEIRO FOR ATIRADO NAS RUAS DE .... SEM QUE NINGUÉM O RECOLHA
INTRODUÇÃO:
1. A sociedade moderna está montada em grande medida no dinheiro.
2. Alguns o amam demasiado, outros o depreciam.
3. Há os que o consideram pecaminoso. Que diz a Palavra de Deus?
I. O DINHEIRO, BEM USADO, É UMA BÊNÇÃO
1. Vejamos situações concretas nas quais o dinheiro é uma bênção.
a) Obras de benevolência.
b) Manutenção e progresso da igreja.
c) Manutenção, educação e bem-estar da família.
d) Propagação dos princípios morais.
2. O dinheiro é comparado a um escudo. Eclesiastes 7:12.
a) Quando alguém perde o trabalho e tem algumas economias, esse dinheiro é um escudo que o protege...
b) Quando sobrevém uma crise e você tem alguma economia ...
c) Enfermidade grave, custosa ... você tem alguma economia que lhe permite pagar médico, internação, remédios, operação, etc. ... é um escudo.
d) Você necessita de hospital, farmácia...etc.
- Edifício hospital.
- Edifício farmácia.
- Edifício Laboratório.
- Manutenção de médicos.
- Manutenção dos farmacêuticos.
- Manutenção de laboratórios e pessoal.
- Enfermeiras, etc.
Todo esse pessoal que lhe salvará a vida, não poderia existir sem que seja mantidos, e na sociedade moderna isto é feito com o dinheiro.
II. QUANDO O DINHEIRO NÃO É BOM
(NOTA: Aqui você encontrará algo mais de material além do necessário. Escolha-o de acordo ao que achar melhor, o que deve ser usado desta seção.)
1. ILUSTRAÇÃO: Juan Ruskin conta que, em uma viagem que realizava a vapor, conheceu um homem que levava um pesado cinturão cheio de moedas de ouro. Uma forte tempestade provocou o naufrágio daquele vapor e Ruskin teve de lançar-se ao mar onde se manteve preso a uma madeira até que o resgataram. Conta que enquanto estava no mar, viu o homem do cinturão atirar-se à água, mas não saiu flutuando. Afundou-se devido ao peso do ouro. E depois Ruskin perguntou a si mesmo: "Aquele homem possuía o dinheiro ou o dinheiro o possuía?"
2. O pecado da Cobiça:
a) S. Lucas 12:15.
b) O que devia ser somente um meio para conseguir um fim nobre, converte-se em uma finalidade injusta em si mesma. Líamos acerca disto de um escritor que estabelecia que as coisas são os meios de que nos valemos para cumprir os fins da vida; são os instrumentos dóceis ou difíceis, mas nada mais que instrumentos. E depois acrescenta:
"Há, contudo, os que invertem a ordem. Não se servem das coisas, mas ocupam-se em servi-las. Longe de considerá-las meios, transformam-nas em fins, vigiam-nas, cultivam-nas e sentem-se submetidos a elas. Já não têm coisas: são as coisas que os têm. Logo dão um passo definitivo: vivem observando-as, temendo que em qualquer momento se dissipem no ar e soltem a corda que as prendem em sua mão. Porque no instante em essas coisas não existirem, ou lhes forem alheias, já não seriam eles mesmos e sentiriam escurecer sua vida, cegar-se as únicas fontes do escasso e triste prazer de que se encontram capazes."
3. Frutos da Cobiça.
a) Por conseguir dinheiro, muitos:
- roubam
- mentem
- divertem-se
- matam
- casam-se
c) Diz-se que um famoso médico francês foi chamado à cabeceira de um milionário muito conhecido que se encontrava sumamente enfermo. Quando chegou à casa do milionário, saíram para recebê-lo dois sobrinhos daquele homem rico, os quais, com toda solicitude, o conduziram ao quarto do enfermo. O médico examinou conscienciosamente o paciente e depois passou ao salão onde os dois sobrinhos o esperavam. Um deles, com um mal dissimulado afã, perguntou-lhe:
- Diga-nos, doutor, há alguma esperança?
O médico, que se havia apercebido dos desejos dos jovens de herdar os bens do tio milionário, respondeu com um sorriso:
- Nenhum esperança, senhores. Seu tio será curado facilmente.
4. O amor ao dinheiro.
a) Eclesiastes 5:10,15.
5. Amar o dinheiro é uma maldição.
a) I Timóteo 6:10.
6. O pecado da cobiça está condenada por um dos dez mandamentos.
a) Êxodo 20:17.
7. Há algo mais importante que o dinheiro.
a) Provérbios 16:16.
b) Provérbios 22:1.
8. Remédio contra a cobiça: Arrependimento e Conversão.
a) Atos 3:19.
b) O exemplo de 2aqueu. S. Lucas 19:8.
III. O DINHEIRO TEM SUAS LIMITAÇÕES
1. Com o dinheiro
a) Pode-se comprar uma casa e mobiliá-la, mas NÃO se pode comprar um lar.
b) Pode-se pagar a um médico, mas não se pode comprar a vida.
c) Pode-se comprar um juiz, mas não a justiça nem a verdade.
2. Uma coisa que não se pode comprar com o dinheiro.
a) Romanos 6:23
3. Não se pode comprar a salvação com o dinheiro.
a) Deus não é um comerciante para vender a vida eterna.
- É um Pai amante que tem misericórdia de nós e procura tirar-nos do lamaçal do pecado.
- Ama-nos tanto que ainda não nos destruiu.
- Ama-nos tanto que está disposto a nos perdoar se O aceitarmos como Salvador pessoal.
- Porém, todo esse perdão é gratuita. Romanos 3:23-25.
4. Uma adequada tábua de valores.
a) S. Lucas 12:15.
IV. HÁ UM ACONTECIMENTO QUE OCORRERÁ BREVE E QUE MUDARÁ NOSSA ATITUDE PARA COM O DINHEIRO
1. Na segunda vinda de Cristo.
a) Ele prometeu. S. João 14:1-3.
2. Aquele dia está muito próximo. S. Lucas 21:15-28, 34.
3. Nesse dia o dinheiro será jogado nas ruas, mas não haverá interesse em recolhê-lo.
a) Provérbios 11:4. Não lhes servirá para nada.
b) Ezequiel 7:19. Lançarão nas ruas ...
c) Isaías 2:17-21. Os que confiam no dinheiro terão um medo desesperador.
CONCLUSÃO:
Deixe que outros confiem nas riquezas; você confie em Deus.
Breve chegará esse dia; entregue-se a Cristo hoje.
(Faça um fervoroso apelo para entregarem a vida a Jesus, a fim de estarem preparados para esse dia.)
(Oração)
DEUS RECLAMA SEU DIREITO DE AUTOR
INTRODUÇÃO:
1. Quando vemos um bonito quadro, o que é que nos vem à mente?
a) Quem o pintou?
b) Queremos conhecer o seu autor.
c) E reconhecemos seus direitos sobre sua obra.
2. Vemos um carro novo.
a) De que marca é? Quem é seu fabricante?
3. Lemos um bom livro, interessa-nos saber quem é seu autor.
a) Valorizamos seu talento.
b) Respeitamos seu direito de autor.
c) É honesto reconhecê-lo.
d) Há leis que amparam o direito de autor.
4. Se pensarmos com sensatez, reconheceremos que o mundo não pôde fazer a si mesmo.
a) Há muitas maravilhas que proclamam a mão de um Criador.
b) Não somente maravilhas, tudo assinala um propósito que é o de proteger e tornar felizes as Suas criaturas.
I. SOMOS DE DEUS POR DIREITO DE CRIAÇÃO
1. De fato, a Santa Bíblia diz que há os que o negam.
a) Embora não sejam chamados necessariamente sábios. Sal. 14:1.
b) Embora, aparentemente, não seja esse o único desvio. Sal.14:2-3.
(1) Talvez nos esqueçamos de reconhecer o direito de autor do Criador.
2. O pecador não entende isso porque está enfermo. De quê? por motivo da morte número 1.
a) Qual é a causa de morte número 1?
(1) As cardiovasculares, nos diria um médico.
(2) Mas essa talvez não seja a número 1.
b) A enfermidade mortal n.º 1.
"EGOÍTE" (EU, EU e sempre EU)
(NOTA: Seria necessário ilustrar com as palavras: bronquite, encefalite, meningite, artrite, colite, etc.)
3. A egoíte é grave.
a) Foi o primeiro problema de Satanás.
b) Contagiou a Adão e Eva.
c) A egoíte poderia levá-lo a ser desonesto por não reconhecer nem respeitar o direito de autor.
(1) O mundo é de Deus. Salmos 24:1,2.
(2) Mas o homem apoderou-se dele.
- Não respeita o equilíbrio ecológico.
- Explora-o egoisticamente.
4. Tem o homem direito de desfrutar da terra?
a) As instruções do dono. Gênesis 2:15.
(1) O homem foi posto como administrador ou mordomo.
(2) Foi lhe dado o direito de viver nela. Gênesis 2:16.
(3) Porém foi estabelecido um sinal de lealdade em sua mordomia ou gestão administrativa. Gênesis 2:17.
c) Objetivo: Recordar sempre que eles não eram donos, mas mordomos ou administradores.
d) Quando o homem adoeceu de "egoíte".
(1) Lançou mão do que Deus havia reservado.
(2) Ao não reconhecer o direito de seu autor, roubou, e perdeu o paraíso.
(3) E o mal continua. Malaquias 3:7-11.
5. O doente de "egoíte" tem outros sintomas.
a) Sente-se dono de sua própria vida.
(1) Por isso quer viver segundo a sua própria vontade.
(2) E não lhe vai muito bem.
(3) E lhe será dito pior no juízo.
b) Está tão cego que não capta o amor de Deus, nosso dono.
6. Mas o homem pertence a Deus.
a) Ele O proclamou. Isaías 43:1.
(1) Criador.
(2) Redentor.
(3) Pai.
(4) Mantenedor (Colossenses 1:17).
7. A natureza mostra-nos o amor de Deus como Criador.
(NOTA: Se tiver diapositivos de flores, seria bom usá-los aqui.)
a) Poderia haver feito tudo uniforme, igual.
b) Poderia haver feito em branco e preto.
c) Poderia haver-nos feito cegos.
d) Poderia haver-nos feito daltônicos.
e) Nos fez com a capacidade de gozar da natureza.
8. Poderia haver-nos feito tipo robô - sem capacidade de prazeres.
9. Quem sofre de "egoíte" não consegue interpretar esse amor.
a) Depois de receber tantos benefícios e bênçãos de Deus, pretende ignorar suas responsabilidades para com o Criador.
b) Como os filhos ingratos.
c) ILUSTRAÇÃO: Mãe viúva. Filha única, contadora, 34 anos: "Eu ganho meu dinheiro, não tenho por quê dar-lhe nada; não tenho por quê prestar-lhe contas."
- Esta mãe narrou-me isto chorando.
- Não reconhece os direitos de mãe.
II. SOMOS DE DEUS POR SER O NOSSO MANTENEDOR
Colossenses 1:17.
1. Não nos deixou libertos para nossa própria sorte.
a) Leis de semeadura e colheita.
b) Circulação - atmosfera - água ... crescem as plantas.
c) Capacidade de assimilar a comida.
d) Ar, etc.
2. Forças para trabalhar. Deuteronômio 8:11, 17.
a) Alguns dizem: NÃO.
b) Quando adoecem clamam.
3. Ele adoeceu de "egoíte".
a) Não reconhece a Deus e seus direitos.
b) Ainda exige.
c) Nunca dá.
d) Esquece que o dono é Deus, que dá por amar, mas que retém seus direitos.
e) Você imagina:
(1) Cria um filho.
(2) Materialmente.
(3) Culturalmente.
(4) Afetivamente.
f) Chega aos 18 - 20 anos.
(1) Consegue trabalho.
(2) "O que eu ganho é meu. Não tenho motivo para dar-lhe nada."
(3) Não reconhecemos os direitos de pai.
NÃO ENTENDE POR QUE DAR.
4. Deus é um pai em desgraça.
a) Isaías 1:2-3.
b) O mais triste é que com nossa atitude demonstramos um "egoísmo" trágico.
III. SOMOS DE DEUS POR REDENÇÃO
1 . Romanos 5:6-8.
a) NOTA: Se tiver diapositivos alusivos aqui haveria um bom momento para serem utilizados.
2. Somos dEle por criação, mas ao cairmos cativos de Satanás como se fôssemos seus reféns, Deus pagou o resgate.
a) Por isso Lhe pertencemos por direito de redenção. Isaías 43:1.
b) ILUSTRAÇÃO: Um menino fabricou um lindo bote. Brincando no lago, enquanto se descuidou, um vento forte o levou. Vários dias depois reconheceu-o em uma vitrine, entrou na loja e disse:
- Dê-me meu barquinho!
- Será teu se me pagar.
- Mas, fui eu quem o fez.
- Só será teu se o pagar...
O pai cedeu, deu o dinheiro e o comprou. Ao sair, enquanto o abraçava, exclamou:
- Meu barquinho, tu és duas vezes meu. Meu porque te fiz e meu porque te comprei!
De Cristo somos duas vezes. Somos dEle porque nos fez e porque nos comprou.
IV. SOMOS DE DEUS POR ADOÇÃO:
1. Mostra Seu amor de Pai: "Chamei-te pelo teu nome, tu és meu" Isaías 43:1.
2. Adotou-nos como filhos legítimos.
a) Amor dos que adotam.
b) Às vezes os filhos adotivos o entendem, outros não. Nem por isso os pais deixam de amá-los.
c) Como filhos:
- direitos
- obrigações
- herança
3. O mecanismo.
a) São anotados no registro civil e no livro de casamento.
b) Nasce da água e do espírito.
(1) O grande registro civil: É anotado no Céu.
(2) A esposa fiel (a igreja que guarda os mandamentos e tem a fé de Jesus).
São anotados em seus registros (= livro de casamento).
CONCLUSÃO
1. Isaías 43:1.
2. Reconhecemos o direito de propriedade de Deus.
3. Deponhamos a rebelião.
4. Entreguemo-nos a Ele sem reservas.
O HOMEM A QUEM DEUS QUIS MATAR
INTRODUÇÃO:
1. Quando anunciamos o tema.
a) Mais de uma pessoa deverá ter pensado: "Não, não pode ser".
b) Será que Deus quis matar a alguém?
2. A sua surpresa será maior quando eu lhe disser o nome: Foi nada menos que Moisés.
a) Deus o havia escolhido para fazer uma grande obra: a libertação de Seu povo que se encontrava em escravidão.
b) Nesse momento encontramo-lo indo para cumprir com a obra recomendada, mas Deus saiu ao seu encontro com um propósito muito sério: Êxodo 4:24.
I. POR QUE DEUS O QUIS MATAR?
1. Porque Moisés deixou de cumprir um dos mandamentos de Deus; havia sido desobediente, e não se pode brincar com as coisas de Deus.
2. Surpreendam-se! O Novo Testamento diz o mesmo.
a) O homem que foi redimido pelo sangue de Cristo.
b) Não quer submeter sua conduta à lei (está em pecado segundo I João 3:4).
c) Não está amparado pela graça.
d) É o homem que Deus quer matar. Hebreus 10:26-27.
II. ESTE ASSUNTO DESPERTA RESISTÊNCIA
1. Perceberam as oposições que desperta o que eu acabo de enunciar? Alguém dirá: "Não me parece lógico."
a) Não pretendamos que as coisas de Deus sejam lógicas a mentalidades pecadoras. S. Paulo relata isto bem claro. Rom. 8:7.
b) Portanto, ao resistir à lei de Deus, tudo o que estou demonstrando é que sou carnal, e não espiritual.
2. Assim, como no cinema há censura: cortam e/ou proíbem o que crêem que é mau; autorizam o que acham que é bom; e contudo, cada coisa é vista...! Parece que na vida religiosa muitos querem passar, pela censura de seu próprio critério, a Palavra de Deus.
a) Lêem, mas obedecem só ao que harmoniza com seu próprio modo de pensar.
b) Desfazem-se daquilo que os contradiz.
3. Mas o princípio bíblico é: "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores". Romanos 13:1.
a) Nesse caso, sendo Deus a autoridade Suprema.
b) Todos nós devemos ser submissos a Ele.
c) Muitos, em sua cegueira, procuram submeter a Bíblia a seu próprio critério.
4. Talvez a oposição esteja entrelaçada, no fundo, com o que muitos me têm dito (e é uma idéia freqüente): "Ficou muito claro, mas não sinto em meu coração vontade de guardar a Lei de Deus."
a) Então:
(1) Deixam de lado os claros mandamentos de Deus.
(2) Operam como eles sentem.
(3) Crêem que o fazem corretamente.
b) Cuidado: quando o homem faz justiça de acordo aos seus sentimentos e/ou critério, acontecem coisas raras.
ILUSTRAÇÃO: Um cidadão egípcio completou 20 anos de cárcere por homicídio. Quando foi condenado, negou haver cometido o crime. Mas as evidências estavam contra ele e pegou 20 anos de prisão. Posto em liberdade, ao voltar para o seu povo, encontrou a presumida vítima e em perfeito estado de saúde.
Essa é a justiça humana. É claro que neste caso, o ex-presidiário enfurecido, matou aquele que poderia lhe ter evitado esses anos de prisão e não o fez, e levou o seu cadáver à policia. Foi processado e condenado de novo, mas como já havia cumprido a pena, foi posto em liberdade.
c) A justiça humana é uma expressão de boa vontade; um intento saudável de arrumar as coisas.
(1) Mas não é a expressão da perfeição.
(2) Por isso é que não me parece sensato submeter a Lei de Deus aos retoques da justiça humana, aos sentimentos pessoais.
5. Há uma razão bíblica pela qual não devemos basear nossa conduta religiosa só em nossos sentimentos. Jeremias 17:9.
a) Talvez seja por isso que Deus teve o trabalho de escrever com Seu próprio dedo nas tábuas de pedra os Dez Mandamentos.
b) Para evitar toda distorção.
6. Como me mataria Deus?
a) Aquele que não crê, já está condenado. S. João 3:18.
b) O problema daquele que não quer guardar a Lei é:
(1) Que ao negar-se a obedecer está matando essa fé pela qual havia sido salvo. Tiago 2:17,20.
(2) E Deus não é Deus dos mortos. Mateus 22:32.
c) Portanto, fica sem Salvador.
(1) Está perdido.
(2) Isso é terrível! Hebreus 10:26, 27, 31.
7. Seguindo o processo, nós o entenderemos melhor.
(NOTA: Este gráfico pode ser apresentado em flanelógrafo ou em retroprojetor, ou desenhado no quadro-negro.)
Explicar como passaram de vida para a morte e como passar da morte para a vida.
(NOTA: A cruz não deve estar no início.)
- Tenha somente as linhas dos dois caminhos.
- À medida que se explica, acrescente o texto que aparece escrito.
1. O caminho de Deus é o caminho para a Vida.
(NOTA: Coloque as palavras: DEUS, VIDA.
2. Deus colocou Adão no caminho da vida.
(NOTA: Situe-o visualmente no caminho da vida. Pode ser com uma figura, ou simplesmente um ponto.)
3. Disse-lhe que para permanecer na vida e devia obedecer.
(NOTA: Coloque a palavra OBEDIÊNCIA.)
4. Enquanto Adão obedeceu permaneceu no caminho da vida.
5. Ao desobedecer à lei, saiu do caminho da vida e entrou no caminho da morte.
(NOTA: Coloque o outro caminho DESOBEDIÊNCIA. Pode ser colocada uma flecha que visualize a passagem de vida para morte.)
6. A cruz foi levantada para dar-nos vida. Tirarmos do caminho da desobediência e colocar nos no caminho de vida - obediência.
NOTA:
(1) Coloque a cruz entre os dois caminhos;
(2) Inverta a flecha: estava de vida a morte, que fique de morte para a vida;
(3) Tire Adão de obediência e coloque-o no caminho da desobediência.
III. COLOQUEMOS CADA COISA EM SEU LUGAR
1. Somos salvos pela fé, e somente pela fé na graça de Deus. Mas a fé não ocupa o lugar da obediência ou fidelidade, como queira chamá-la. Romanos 3:31.
2. Os sacrifícios e penitências não podem ocupar o lugar da obediência. I Samuel 15:22,23.
3. A tradição não pode ocupar o lugar da obediência.
S. Mateus 15:3,7,8.
IV. NÃO É INJUSTO
1. Não é injusto que uma criança obedeça a seu pai.
a) Conforme: Há pais maus, deslocados, injustos.
b) Mas se o pai é equilibrado, justo, carinhoso, é justo que a criança obedeça a seu pai.
2. Deus é:
a) Amoroso.
b) Justo.
c) Sábio.
3. Muitos de nós que oramos "Pai Nosso que estás no céu..."
a) Não queremos obedecer Suas leis.
b) Isso não muda a Deus.
c) Revela quem somos nós. I S. Pedro 1:14.
CONCLUSÃO:
1. Vejam que contraste há entre um homem rebelde, a quem Deus quis matar, e o tipo de homem de Apocalipse 2:10.
2. Peçamos a Deus em oração que nos ajude a ser cristãos deste tipo, aos quais Deus quer dar a coroa da vida.
O DIA QUANDO DEUS FEZ UMA FESTA
(Este tema está inspirado num tema do Pastor E.E. Cleveland, intitulado "O Aniversário da Mãe de Adão".)
INTRODUCÃO:
Foi a primeira festa que houve sobre a Terra. Deus havia terminado a Criação e a festejou.
1. Mas não foi uma festa como as que a maioria dos seres humanos fazem atualmente:
a) Onde bebem bebidas alcoólicas.
b) Aproveitam para praticar o pecado.
c) Pernoitam e arruinam sua saúde.
3. A festa de Deus foi diferente. Muito bonita.
a) Foi uma festa espiritual.
I. QUANDO E COMO FOI A FESTA DE DEUS
1. No primeiro domingo que houve na terra, Deus criou a luz. Gênesis 1:1-5.
a) Dizemos o primeiro domingo, porque o domingo é o primeiro dia da semana.
b) Aqui temos um calendário (leve com você um para a reunião). A coluna do domingo, que está aqui de vermelho, é o primeiro dia da semana.
c) Sei que muitos pensaram sempre que era o domingo era o sétimo dia, mas não é. No almanaque diz que é o sábado (contar: DOMINGO l.º, SEGUNDA-FEIRA 2.º, etc. Até chegar no SÁBADO 7º)
d) No dicionário diz: DOMINGO (Procure no dicionário que deve ser levado com você): "Primeiro dia da semana".
e) Agora busquemos SÁBADO. Aqui diz: "Sétimo dia da semana começada no domingo". (É preferível que algum dos assistentes leia.)
2. No dia de segunda-feira fez a expansão... (leia) Gênesis 1:7,8.
3. No dia de terça-feira Deus trabalhou. Gênesis 1:11-13.
4. Na quarta-feira Deus trabalhou. Gênesis 1:16-19.
5. Na quinta-feira Deus trabalhou. Gênesis 1:20-23.
6. Na sexta-feira Deus trabalhou.
a) Criou os animais maiores. Gênesis 1:24.
b) Criou o ser humano. Gênesis 1:26,27.
c) Comprovou que tudo era "muito bom". Gênesis 1:31.
7. Chegou o sábado, foi o primeiro sábado da Terra.
Então estabeleceu a mais bela e sublime festa.
Uma festa espiritual como monumento comemorativo da criação.
Gênesis 2:1-3.
a) Toda a raça humana existente participou nesse momento, pois Adão e Eva, criados na sexta-feira, eram toda a raça humana nesse momento.
b) Deus somente considerou completa Sua obra quando incluiu na semana o sábado, o sétimo dia, não como dia de trabalho, mas como dia de repouso, dia de festa espiritual. Gênesis 2:1.
c) Deus pôs o selo de seu exemplo ao repousar nesse sábado. Gênesis 2:1 ú.p.
d) Nas festas costumamos ter expressões de desejos e bons augúrios. Deus fez mais que isso. Como é Todo-Poderoso dotou o sábado de atributos especiais fazendo-o um dia especial, diferente. "E abençoou o dia sétimo e o santificou." Gênesis 2:3.
VISTAS LUMINOSAS (sem necessidade de dar nenhuma outra indicação, ao chegar este momento se acende o projetor, apagam-se as luzes, e você continua falando como se não houvesse ocorrido nada. Os slides são da Série "Século XX"').
12-16 O sábado foi feito como o dia de repouso e de festa espiritual para ser consagrado a Deus, na criação. Foi o primeiro sétimo dia do mundo.
12-17 Na santa Bíblia diz: "E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera".
12-18 Portanto, o sábado não é um dia comum. O primeiro domingo (ASSINALE A PRIMEIRA COLUNA DO 1.º DIA), Deus usou para criar como dia de trabalho, a primeira segunda-feira, 2.º dia, Deus usou como dia laboral (ASSINALE A 2.ª COLUNA).
A primeira terça-feira, 3.º dia da semana (ASSINALE-A) foi de trabalho; o mesmo que na quarta feira, 4.º (ASSINALE-A); e a primeira quinta-feira 5.º dia (ASSINALE-A) e a primeira sexta-feira, 6.º dia (ASSINALE-A).
Mas o primeiro sábado, esse primeiro sétimo dia, esse dia não foi de trabalho. O sétimo dia que Deus abençoou e santificou como dia de repouso.
12-19 A Bíblia declara que "o sétimo dia será repouso para o Senhor teu Deus." Assim como Deus repousou na criação, dando-nos exemplo, Ele estabeleceu que cada sábado fosse um dia de festa espiritual para ser consagrado a Ele. Portanto, já não é um dia comum. Não nos pertence. Deus o reservou para Ele. Devemos consagrá-lo para Ele.
12-20 Há três sinais diferentes sobre esse dia.
Primeiro: O exemplo de Deus: "Deus repousou no sétimo dia". Ele não se cansa. A razão de ser desse repouso por parte de Deus é para dar exemplo, o qual faz inamovível nossa obrigação.
Em segundo lugar: "Deus abençoou esse dia". Embora Deus queira nos abençoar todos os dias, o sábado é o único dia que Ele abençoou. Abençoou-o como o dia de repouso. Não é um dia qualquer. Nenhum outro dia foi abençoado por Ele como o dia de repouso.
Em terceiro lugar: "Deus santificou o dia de sábado". Santificar quer dizer: "Pôr à parte para uso sagrado". Portanto, se Deus separou o sábado para as coisas sagradas, não temos direito de usá-lo para nossos trabalhos (SEM NECESSIDADE DE INDICÁ-LO VERBALMENTE, ACENDEM-SE AS LUZES E VOCÊ CONTINUA EXPLICANDO O TEMA SEM INTERROMPÊ-LO.)
8. ILUSTRAÇÃO: Durante a guerra de secessão, uma moça armada de um atiçador de ferro, uniu-se ao exército do Norte antes da decisiva batalha de Geettysburg.
- Que esperava fazer com esse atiçador contra o exército do Sul? - perguntou-lhe alguém, depois da batalha.
- Nada. Só queria mostrar de que lado estava - foi a resposta.
a) Ao deixar de trabalhar cada sábado; assistir às reuniões religiosas; ler a Bíblia; fazer obras missionárias; em uma palavra, dedicá-lo a Deus como festa religiosa, estamos demonstrando de que lado estamos: se do lado de Deus, com os que Lhe obedecem, ou do lado dos que não têm interesse em obedecer a Ele. Eu, embora custe sacrifícios, decidi colocar-me do lado de Deus.
9. ILUSTRAÇÃO: Um jovem do Congo esteve uma noite em uma estação missionária observando como as moças costuravam. Notou que o fio sempre se guia a agulha. Essa noite orou: "Senhor, sê Tu a agulha e eu serei a linha."
a) Deixemo-nos guiar pelo Senhor. O que Ele mandar, façamos.
b) Ele foi como a agulha. Fez primeiro e espera que nós O sigamos.
II. DEUS TORNOU OBRIGATÓRIA ESTA FESTA DE GUARDA
1. Quando deu os Dez Mandamentos, um dos dez indicava que cada sábado temos que dá-lo integralmente a Deus. Os Dez Mandamentos estão na Bíblia em Êxodo capítulo 20
(SE TIVER A BÍBLIA CATÓLICA, LEIA NAS DUAS, COMPARANDO O MANDAMEN TO NAS DUAS TRADUÇÕES.)
2. O mandamento do sábado está em Êxodo 20:8-11.
3. Ali diz por quê temos que guardá-lo:
a) Êxodo 20:11.
b) Esta festa é um monumento da criação.
Ao tê-la em conta estamos adorando a como Deus Criador.
4. A forma de guardá-lo: Êxodo 20:8-10; Isaías 58:13,14.
5. É obrigatório, pois é um dos Dez Mandamentos.
Lembra você quanto é 10 -1? Tiago 2:10-12.
6. ILUSTRAÇÃO: Todos conhecemos a emoção de ver um desfile militar, e nosso coração terá sentido o estremecimento que acompanha a música marcial. Resplandecentes em seus bonitos uniformes, suas baionetas brilhando ao sol, os soldados num desfile oferecem um espetáculo imponente. Mas o que prova se um soldado vale, não é a forma em que reluz no desfile, mas o que faz no campo de batalha. Ali na imunda sujeira da trincheira, sofrendo alternadamente o frio ou o calor, farejando a morte no ar, ouvindo os gritos dos feridos e os queixumes dos moribundos, ele sabe que cada momento pode ser o último para ele. Um bom soldado suporta esta dificuldade, e é isso o que prova seu valor como soldado.
a) Todos dizemos ser cristãos e crer em Cristo nosso Senhor.
"Desfilamos" bem. Mas no caso do sábado mostramos perante Deus.
III. O EXEMPLO DO SENHOR E DOS SANTOS
1. Nosso Senhor o guardava. S. Lucas 4:16.
2. A bem-aventurada virgem Maria e as outras mulheres também.
S. Lucas 24:54-56.
3. Os Santos Apóstolos ensinaram que há que guardar os mandamentos. I S. João 2:3, 4.
4. No céu continuará sendo guardado. Isaías 66:22,23.
5. Por que Jesus não mudou e explicou que ninguém podia mudar nem uma simples letra ou um til dos Mandamentos? S. Mateus 5:17,18.
VISTAS LUMINOSAS
(NOTA: Costumamos usar diapositivos como estes, do Século XX. Se não tiver, não importa. Nesse caso faça o apelo agora, neste ponto.)
13 - 7 Pode Deus mudar Sua própria Lei?
13 - 8 Deus não pode mudar Sua própria lei, pois isto iria contra Seu caráter.
"Deus NÃO MUDA". Na Bíblia, por meio do profeta Malaquias diz: "Porque eu, o Senhor, NÃO MUDO".
S. Tiago diz: "Do Pai ... no qual não há mudança, nem sombra de variação."
13-12 Deus é o autor dos Dez Mandamentos, e pela Santa Bíblia sabemos que "os atos de Deus permanecem para sempre." Em Eclesiastes explica: "Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente: nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar."
17- 8 É porque a Lei de Deus não pode ser mudada, que para redimir-nos Jesus morreu no Calvário:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crer nao pereça, mas tenha a vida eterna."
8 - 16 Aquele que morreu por nós nos mostra o caminho da vida eterna, por meio dos Dez Mandamentos e por meio de Seu exemplo. Ele guardou o santo sábado, morreu por você e espera que você não perca a salvação por deixar de ser fiel nisto.
7- 3 Com Sua morte dá-nos a segurança eterna num mundo melhor.
7-23 Onde, segundo o registro bíblico, "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. DEUS HABITARÁ COM ELES. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles."
19-44 Que formoso será poder desfrutar das glórias que Cristo ganhou para nós com Seu sacrifício.
12-33 Segundo a Palavra de Deus, "O sábado será para os salvos na Nova Terra".
18-5 O Senhor nos indicou o caminho. Espera que sigamos Suas instruções para poder levar-nos quando vier. Marcou-nos o caminho em Seus Mandamentos e com Seu exemplo.
São João registrou Suas palavras na Bíblia: "Se alguém me serve, siga-me."
ILUSTRAÇÃO: Uma professora perguntou à sua classe: "Como fazem os anjos a vontade de Deus?"
- "Diretamente", respondeu um aluno.
- "Fazem de todo coração", disse outra.
- "Fazem muito bem".
Depois de uma pausa uma meninazinha disse:
- "Fazem sem fazer Perguntas".
16-27 Breve virá nas nuvens do céu, com poder e grande glória. Nesse dia levará os fiéis para as moradas eternas.
1-27 Ele morreu por você. Está você disposto a ser fiel a Ele, embora isto lhe custe algum sacrifício?
(FAÇA UM APELO PARA GUARDAR O SÁBADO, COM AS LUZES APAGADAS E ESTE DISPOSITIVO. CONVIDE OS QUE GUARDARÃO O SÁBADO A COLOCAR-SE DE PÉ, OU LEVANTAR AS MÃOS E ORE POR ELES.)
Anuncie a hora da próxima reunião de sábado de manhã.
Costumo chamá-la de "FESTA SABÁTICA".
O SEXO E AS MOÇAS
INTRODUÇÃO:
1. Em uma época como esta, em que se fala e vê tanto sobre o sexo, é necessário que analisemos corretamente o assunto.
A juventude encontra-se em grande parte desorientada e é necessário que deixemos bem claro várias coisas.
2. Naturalmente também leremos algumas das muitas coisas que a Bíblia diz a respeito.
3. Às vezes há os que se surpreendem de que fale biblicamente do sexo.
a) Crêem que esse é um tema sujo.
b) Um tema para revistas pornográficas e palestras meio secretas.
I. QUEM INVENTOU O SEXO?
1. Quem criou o sexo?
a) Quem criou as glândulas produtoras de hormônios que levam ao apetite sexual?
b) Quem criou os órgãos sexuais?
c) Quem estabeleceu a função sexual?
d) Não foi o Diabo. Foi Deus. Gênesis 1:26-28.
e) Satanás perverteu o sentido.
2. Como em tudo o que é belo, há leis que protegem sua formosura.
a) Todo jogo: - futebol, basquete, tênis, etc., tem suas regras.
b) Sem essas regras de conduta não haveria esportes.
- mesmo os entretenimentos mais simples têm suas regras.
c) Quando se trata do jogo do amor e do sexo, tudo é mais bonito respeitadas as suas leis.
3. Tudo o que Deus criou não funciona por acaso.
a) Deus estabeleceu leis.
b) Sujeitou tudo às leis para garantir a felicidade de Suas criaturas.
c) O sexo também está chamado a ser regido por leis.
II. É ANTIQUADA A IDÉIA DE SUBMETER O EXERCÍCIO DO SEXO A LEIS?
1. Admito que haja quem creia nisso.
a) Respeito-os
b) Ao mesmo tempo tenho razões para satisfazer os porquês dos que não se harmonizam com minha forma de pensar.
2. Biologicamente falando, o sexo está sujeito a leis.
a) Por essa razão os médicos podem calcular a época em que nascerá o bebê.
b) E as comadres do bairro, as adolescentes curiosas, e até os que não são curiosos, sabem que a fulana está por ser mãe.
- Porque há leis que regem o surgimento e desenvolvimento da vida, e conhecê-las permite-nos saber o que está ocorrendo dentro dessa mulher.
- E por que está sucedendo.
c) Disse que o sexo, biologicamente falando, está sujeito a leis, porque mesmo que até o momento do parto não saibamos qual o sexo da criança que haverá de nascer, o sexo já está determinado desde o momento em que começa o processo da concepção.
3. Um exemplo das leis biológicas vemos na maneira como se desenvolve, quantitativamente falando, a vida.
a) Até o quinto mês multiplica-se o mês por seu próprio quadrado.
(1) Um feto de 1 cm tem 1 mês.
(2) Um feto de 2 meses tem 4 cm.
(3) Um de 3 meses, tem 9 cm.
(4) Um de 4 meses, tem16 cm.
(5) Um de 5 meses, tem 25 cm.
b) A partir do 5.º mês lunar continua-se multiplicando o mês por 5.
(1) Ao nascer (10.º mês lunar), se nasceu na época certa, mede uns 50 cm.
b) Se continuasse crescendo ao ritmo dos primeiros cinco meses de gravidez, quando a estatura é igual em centímetros ao quadrado dos meses de gestação:
- Ao nascer teria um metro de estatura.
- Aos 2 anos, mediria 576 m.
- Aos 60 anos, mediria mais de 5 km de altura: 5.840 m.
Mas nunca acontecem estas coisas, porque há leis que regulam tudo. São leis biológicas.
4. Nos animais o sexo obedece somente a leis biológicas.
a) Por isso têm capacidade sexual só na época do cio.
b) É só instinto.
5. O ser humano tem capacidade sexual durante os 365 dias do ano. No homem, Deus fez o sexo mais complexo, mais intenso, e mais belo.
a) Ligou o sexo com todas as áreas de seu ser.
b) Deve funcionar em harmonia com todas as leis de seu ser.
c) Creio que os que praticam o sexo somente no plano físico, estão diminuindo-o.
(1) Seria mutilar o sexo.
(2) Vivê-lo como um animal.
(3) No ser humano o sexo, que inclui o corpo, é muito mais que isso.
6. Creio que podemos tirar uma conclusão lógica:
a) Sendo que a vida está sujeita a leis; que o sexo está sujeito a leis; estas leis devem ser respeitadas.
b) A existência dessas leis descarta a possibilidade de que tudo seja fruto da casualidade como uma postura anticientífica.
c) Portanto, é lógico pensar em que o próprio Autor da vida seja o autor das leis que a regem e o sexo é parte dela.
d) Sendo que o sexo no homem não é somente um ato físico, mas que também entram em jogo aspectos emocionais profundos, é lógico pensar que o Autor da vida haja estabelecido também leis que tenham a ver com a conduta a seguir para salvaguardar a saúde emocional. Portanto, é lógico aceitar a vigência de uma lei moral ao que está relacionado ao sexo.
- Essa lei está expressa nos 10 Mandamentos dados por esse Deus, autor da vida.
7. A violação das leis cria confusão e desordem:
a) Na vida civil.
b) Nos esportes.
c) No sexo também, não é a exceção.
d) O autor do sexo - que o fez tão bem, tão lindo como para apaixonar-nos - estabeleceu que a relação sexual está limitada ao esposo e à esposa exclusivamente.
- Não concede o direito ao uso sexual fora destes limites.
III. HÁ PRÁTICAS SEXUAIS QUE NÃO SE HARMONIZAM COM AS LEIS DO SEXO ESTABELECIDAS PELO CRIADOR
1. A homossexualidade.
a) Embora haja os que pretendam justificá-la.
b) As leis biológicas não a justificam.
O fato de que se trata de uma relação sexual sempre infecunda, demonstra que o sexo não foi planejado para a prática homossexual.
c) As leis morais também não a adotam. I Coríntios 6 9-11.
2. A fornicação. I Tessalonicenses 4:3.
3. E se alguém caiu? Tem seu destino já selado?
a) Jesus nosso Senhor enfrentou um caso assim. S. João 8:3-9.
b) Que disse o Senhor. S. João 8:10,11.
CONCLUSÃO:
1. Todo ser humano tem direito a viver o sexo.
a) Em plenitude.
b) Tendo prazer no mesmo.
2. Porém, dentro das leis biológicas, psicológicas e morais estabelecidas pelo criador.
3. Quando é vivido dentro do marco estabelecida velo Autor da vida, o sexo é mais pleno, mais bonito e produz mais felicidade.
4. Lembre-se sempre de que o sexo é para ser vivido em toda a vida, não para estropiá-lo nem deturpá-lo.
5. Siga o plano de Deus para o sexo e sentirá que:
a) É lindo.
b) É vivificante.
c) É maravilhosamente santo.
A PERGUNTA QUE DEUS, O TODO-PODEROSO, NÃO PODE RESPONDER
INTRODUÇÃO:
1. Deus não quer a morte do que morre. Ezequiel 18:32.
2. Deus deu o Seu Filho. S. João 3:16.
3. O Filho deu-Se a Si mesmo por nós.
I. PERGUNTA TERRÍVEL
1. Depois de tudo o que Cristo fez por nós, ninguém no céu nem na Terra poderia dar uma resposta satisfatória a esta pergunta encontrada em: Hebreus 2:1-3 : "... como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?..."
2. A única alternativa que fica. Hebreus 10:26, 27, 31.
3. Não pode ficar impune aquele que menospreza a salvação que Deus nos oferece por meio da cruz de Cristo.
a) Há muitos que não têm interesse na salvação por meio da cruz de Cristo. Não ficarão sem castigo.
b) Há outros que com seu critério anulam a cruz de Cristo, inutilizam-na. Não ficarão sem castigo.
II. HÁ DUAS FORMAS PARA SE TORNAR INÚTIL A CRUZ DE CRISTO
1. Primeira: Ao procurar justificar-me pelas obras da lei.
a) Gálatas 2:16,21.
b) Se quiser ofender a alguém, procure pagar seu presente.
- Se você me presenteia um relógio que custou $ 500.000.000 dólares, e eu insisto em pagar algo e tiro uma moeda de $ 0,10, paguei algo realmente? - Não. Tudo o que consegui foi ofendê-lo.
c) Aquele que quer salvar os méritos de suas obras, não paga nada a Deus, mas ofende-O tornando inútil a cruz. Não ficarão sem castigo.
2. Segunda: Podemos tornar inútil a cruz de Cristo negando a vigência da lei.
a) ILUSTRAÇÃO: Fazer passar à frente sete crianças. Colocar um nome em cada uma é cada vez que você colocar sua mão sobre a cabeça de alguma delas, pedir ao público que repita com você o nome da criança. Os nomes são: (1) PECADO, (2) LEI, (3) GRAÇA, (4) JESUS, (5) EVANGELHO, (6) PREGADOR, (7) IGREJA.
(Praticar com o público uma ou duas vezes o nome de cada uma, que o público repita em coro cada caso. As crianças ficarão em fila olhando para o público. Ler I S. João 3:4 e então comece a aplicação.)
Segundo os ensinamentos bíblicos "pecado" (colocar a mão sobre a criança n.º 1) é transgressão ou desobediência da "Lei" (colocar a mão sobre a criança n.º 2, e o público dirá em coro "Lei" junto com você).
Quando uma pessoa desobedece a (colocar a mão sobre a cabeça do menino n.º 2) "Lei" (todos nesse momento repetem) está cometendo "pecado" (quando corresponde dizer "pecado" ponha sua mão na cabeça do menino n.º 1) e com o público dizer em coro. (E assim sucessivamente. Cada vez que aparecer os termos sublinhados coloca sua mão na cabeça da criança e todas se repetirão em coro.) Para isso foi necessária a "graça" para livrar-nos do "pecado" que é transgressão da "Lei". Deus, por meio de Sua "graça", deu a "Jesus" que Se entregou voluntariamente para nos livrar do "pecado".
Evangelho: As boas novas de salvação por meio de "Jesus" que por Sua "graça" morreu para nos libertar do "pecado" que é a transgressão da "Lei". O "pregador" deve anunciar o "evangelho" da salvação em "Jesus" que voltou Sua "graça" para livrar-nos do "pecado" que é desobediência da "Lei". Feliz é a "Igreja" que tem um "pregador" que anuncia o "Evangelho" para que as pessoas aceitem a "Jesus" e Sua "graça" para remissão do "pecado" que é transgressão ou desobediência da "Lei".
Bem, dissemos que aquele que despreza a lei está tornando inútil a cruz de Cristo. Faremos uma demonstração agora mesmo. Leiamos na Bíblia:
Romanos 4:15: "Porque onde não há lei também não há transgressão."
Romanos 5:13: "...Mas o pecado não é imputado, não havendo lei".
Agora apliquemos isto em nossa ilustração.
Suponhamos que tiramos a lei. Achamos que está demais; que não precisamos obedecê-la.
(Tiramos da plataforma o menino n.º 2 que representa a "lei")
Se não há lei, há pecado? O que lemos?
Então, se não há pecado, tiremo-lo, está de mais (sai o menino n.º 1 "pecado").
Se não há pecado, para que queremos a graça? Já não nos fará falta (tiremos o menino n.º 3, "graça"). Portanto, por não houver pecado, não necessito de Jesus Cristo meu Salvador (tirar o menino n.º 4 "Jesus").
O Evangelho deixa de existir e perde o seu valor (tirar o menino n.º 5 "evangelho"). E o pregador está demais, não tem nada para fazer (tirar o menino n.º 7 "igreja").
(Nesta altura a plataforma deverá estar completamente vazia. Isto produzirá seu impacto, então você diz:)
Como vemos, ao anular a santa Lei ficamos sem nada. Aquele que despreza a lei, despreza a Cristo e torna inútil a cruz de Cristo.
Não ficará sem castigo!
3. É UMA PERGUNTA QUE NINGUÉM PODE RESPONDER SATISFATORIAMENTE . Hebreus 2:3 pp.
4. Não ficará sem castigo, que terrível. Hebreus 10:31.
CONCLUSÃO:
Amigo, aceite a Jesus como Salvador pessoal e obedeça aos mandamentos segundo Ele mesmo nos ensinou. S. João 14:15.
Apelo.
O PAI NÃO A FEZ, O FILHO NÃO QUIS FAZÊ-LA, OS APÓSTOLOS NÃO PUDERAM, QUEM A FEZ?
(Para este tema, aconselhamos que escreva no quadro-negro, antes do início da reunião, todas as referências bíblicas que falam sobre o domingo, na forma que indicados a seguir (pode ser usado no flanelógrafo também.)
O DOMINGO NO NOVO TESTAMENTO
S. Mateus 28:1
S. Marcos 16:1,9
S. Lucas 24:1
S. João 20:1, 19.
Atos 20:7
I Coríntios 16:2
A seguir vá analisando texto por texto e, com o consentimento do público, apague todos aqueles que não ordenam a santificação do domingo (para causar impacto na mente do público pelo fato de que o Novo Testamento não ensina nada sobre santificação do domingo como o dia de guarda).
INTRODUÇÃO:
1. Hoje analisaremos um tema muito importante; tem a ver com um dos Dez Mandamentos de Deus. Êxodo 20: 8-11.
2. (Ler também a tradução católica, comprovar qual é o sétimo dia e que dia da semana é o domingo. Isto por meio do dicionário e do calendário.)
3. Se o dia que Deus manda guardar é o sábado, por que muitos guardam o domingo? Analisemos biblicamente o tema.
I. O DOMINGO NO NOVO TESTAMENTO
1. A explicação que se costuma dar é que Jesus nosso Senhor ressuscitou nesse dia, e então deveria ser guardado. Há base bíblica para afirmar isto?
2. (NOTA: Analise os versículos que falam do domingo na forma indicada antes da introdução.)
a) Ao ler o primeiro texto e analisá-lo pode perguntar, por exemplo:
"Diz aqui que devemos santificar o domingo?" Então podemos apagá-lo.
- E assim sucessivamente.
b) Ao chegar em S. João 20:1, 19, 26 demonstre que os judeus estavam escondidos por medo.
- Ali diz.
- Não era para festejar a ressurreição porque nem eles mesmos criam. S. Marcos 16:11-14 - S. Lucas 24:36-43.
II. HÁ UM DIA DE REPOUSO NO NOVO TESTAMENTO?
1. Sim, é o dia que está entre a crucifixão (sexta-feira) e o dia da ressurreição (domingo).
a) Jesus ressuscitou no primeiro dia da semana. S. Marcos 16:9.
b) O dia de repouso está entre o dia da crucifixão e o da ressurreição. S. Marcos 16:1,2.
c) Portanto é o sábado.
2. Guardou-o Jesus nosso Senhor. S. Lucas 4:16,31.
3. Guardaram-no a bem-aventurada virgem Maria e as outras mulheres piedosas. S. Lucas 23:54-56.
4. Então, por que alguns guardam o domingo?
a) Teremos que reconhecer que não há base bíblica.
- Tudo o que há na Bíblia é o que nos ficou no quadro-negro, e quanto ficou? NADA.
b) Então é uma tradição. (NOTA: Escreva no quadro: TRADIÇÃO).
5. Que disse Jesus sobre isto? Aprova-o?
S. Mateus 15:3; S. Marcos 7:6,7.
III. QUEM A FEZ? (A mudança do sábado para o domingo)
1. O Pai não a fez. Malaquias 3:6 - Tiago 1:17.
2. O Filho não quis fazê-la. S. Mateus 5:17.
3. Os apóstolos não puderam. S. Mateus 5:18.
4. Quem a fez? Daniel 7:25.
a) (Falar do chifre pequeno, porém não dizer quem é. No entanto, faça notar que está contra Deus porque fala contra Deus e perseguirá os Seus santos.)
b) Sendo que a mudança do sábado para o domingo obedece a iniciativa contrária a Deus, um bom cristão, a quem fará caso?
Ao chifrinho pequeno ou a Deus?
CONCLUSÃO:
Quem são os santos. Apocalipse 14:12.
Há uma luta, um conflito contra Cristo e Seus mandamentos. O Senhor pede que nos coloquemos do lado dEle. S. João 14:15.
Apelo.
OS 7 SELOS DO APOCALIPSE
INTRODUÇÃO:
1. Muitas vezes ouvimos falar de:
a) Os 7 selos do Apocalipse.
b) Os 7 cavalos do Apocalipse.
c) Os 4 cavaleiros do Apocalipse.
2. As três coisas integram a mesma profecia.
a) Os 4 cavalos, com seus respectivos cavaleiros, aparecem nos 4 primeiros selos.
3. Que representam os 7 selos.
a) Evidentemente representam a história da igreja em suas diversas etapas.
b) Como no final do 6g selo é descrita a segunda vinda do Senhor, é evidente que os selos do Apocalipse cobrem a história da igreja desde sua fundação até a segunda vinda de Cristo.
I. O PRIMEIRO SELO - Apocalipse 6:1-2.
(Nota: Se tiver diapositivos dos cavalos, utilize-os.)
1. Por meio de símbolos mostrar a história da primeira etapa da igreja.
* Deus utiliza ajudas audiovisuais.
a) Cavalo branco: Símbolo da pureza.
b) Cavaleiro com arco: Símbolo de luta.
c) Coroa, mais a frase "saiu vencendo e para vencer": Vitória.
d) Em resumo: Seria uma etapa de lutas e vitórias e ao mesmo tempo de pureza.
e) É a época dos apóstolos: 31-100 D.C.
2. Para entender o sentido das lutas da igreja, far-nos-á bem ter bem esclarecidos os objetivos que o Senhor teve ao estabelecer a igreja:
a) Foi fundada para que pregasse. S. Marcos 16:15,16.
b) Para que fosse coluna e apoio da verdade.
3. Por isso suportaram as lutas que vieram:
a) Eles haviam recebido a doutrina pura (cavalo branco) e não estavam dispostos a deixá-la manchar.
b) Eles receberam o encargo de pregar, e o fizeram embora lhes custasse a vida.
4. Se quisermos saber qual é a verdadeira doutrina, devemos buscá-la na época da igreja apostólica, a do cavalo branco.
5. O que lhes custou manter pura a doutrinal
(Nota: resuma os incidentes que serão citados a seguir, lendo os textos chaves. Se tiver diapositivos adequados, use-os; ficarão bem.)
a) Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29.
b) Atos 6:8; 7:60 (o apedrejamento de Estevão)
6. Mas houve vitórias!
a) Pentecostes, 3.000 batizados em um dia.
b) A conversão de Saulo.
c) O evangelho pregado em todo o mundo conhecido. Colossenses 1:6, 23.
II. O SEGUNDO SELO - Apocalipse 6: 3,4.
1. Cavalo vermelho, espada, poder para matar.
a) É a igreja das catacumbas.
Desde a morte de S. João, o último apóstolo, até o ano 313 quando foi assinado o edito de tolerância.
2. Durante esse período se desatam as 10 perseguições gerais do império Romano contra o cristianismo.
a) Os cristãos morriam, mártires, no circo romano, devorados pelas feras, queimados vivos, etc.
b) Muitos dos que presenciavam o espetáculo para se divertirem, terminavam convertendo-se.
c) Para salvar suas vidas, muitos se refugiavam nas catacumbas, que era galerias subterrâneas utilizadas como cemitérios.
3. Já está operando o "mistério de iniquidade" na igreja, mas há algo que o freia.
4. Manter a verdade no alto custou muito sangue dos mártires.
III. O TERCEIRO SELO - Apocalipse 6: 5,6.
1. Lamentavelmente, as coisas começam a mudar de cor.
a) A igreja que enfrentou lutas para manter a brancura doutrinariamente;
b) A igreja que entregou o sangue de seus mártires durante o cavalo vermelho.
c) Agora é representada pela antítese do branco: um cavalo negro.
d) Morrem muitas doutrinas. A doutrina suja-se.
e) Abrange o período de 313-538.
2. Já S. Paulo profetizou algo sobre isto.
a) Atos 20:27-31.
Depois de sua morte se lançaria a perder a igreja...
b) 2 Tessalonincenses 2: 3-6.
- Em seu momento surgiria o anticristo dentro da igreja.
- Operaria até a segunda vinda do Senhor.
c) 2 Timóteo 4:1-4.
- Apartaram o ouvido da verdade.
- Voltaram-se às fábulas.
d) Não explica isto porque foi deixado o sábado bíblico e adotado o domingo que não é bíblico?
3. S. Pedro também o profetizou. 2 Pedro 2: 1-3.
4. Por isso dizíamos que as coisas mudariam de cor.
a) Da pureza do cavalo branco
b) As perseguições do cavalo vermelho.
c) A igreja passou à apostasia do cavalo negro.
5. O cavaleiro tem uma balança.
a) Onde se usa a balança? No comércio, armazéns, etc.
b) Comercialização e materialismo na Igreja.
6. No ano 313 Constantino assinou o Edito de Milão, dando liberdade de culto aos cristãos, disse estar convertido, mas introduziu muito paganismo na igreja.
7. No dia 7 de março de 321, Constantino dita lei dominical mais antiga que se conhece.
8. Muitos cristãos não aceitaram a mudança e começa a tristeza: a massa dos cristãos, os quais se desbarataram doutrinariamente, persegue aos que ficaram fiéis.
IV. O QUARTO SELO - Apocalipse 6: 7-8.
1. Cavalo amarelo anêmico (jelós)
a) Cor do temor e da morte.
b) Símbolo de uma aflição espantosa, sofrida durante a inquisição.
c) Cavaleiro tinha por nome Morte e o sepulcro o seguia.
2. Vai desde 538, quando o edito do imperador Justiniano entra em vigência, condenando até com a pena de morte os que não acataram a doutrina do bispo de Roma, até 1517.
3. Os nominalmente cristãos se tornam mais agressivos em perseguir aos realmente cristãos.
a) É a época da inquisição.
V. O QUINTO SELO - Apocalipse 6:9-11.
1. Símbolo: Almas dos mártires debaixo do altar.
a) Altar de bronze do Santuário hebreu: era conhecido por S. João e pelos estudiosos da Bíblia de agora também.
b) Mártires podem ser considerados como sacrifícios apresentados a Deus.
c) A vida no sangue - Levítico 17:11.
d) Sangue das vítimas ... ao pé do altar. Levítico 4:7.
2. Roupas brancas.
a) Manto longo como sinal de distinção.
- Apesar da morte ignominiosa são reconhecidos por Deus como vencedores.
3. "Um pouco de tempo".
4. Período: 1517 - 1755.
CONCLUSÃO:
5. O que vimos até aqui move sentimentos em contraste:
a) Emociona ver a fé e a fidelidade dos cristãos dos cavalos branco e vermelho; a sacrificada fidelidade dos cristãos da minoria, os quais se mantiveram fiéis embora a maioria se desbaratou doutrinariamente.
b) Apenas ver que a massa da cristandade, como já havia sido profetizado, se haja extraviado da verdade.
6. Deus nos ajude a adotar a fé dos mártires.
a) Aceitar somente a doutrina da época pura:
A era apostólica, a do cavalo branco.
b) E a firmeza da época das catacumbas.
7. Amanhã veremos o 6º selo e o tempo do fim.
O SEXTO SELO E O TEMPO DO FIM
INTRODUÇÃO:
1. Vimos que os selos do Apocalipse poderiam representar as diversas etapas da igreja desde sua fundação até a segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
a) É como se cada selo fosse um livro.
b) Cada livro ou selo estaria dedicado a uma etapa.
c) Somente que, em vez de ser escrito como história, foi apresentado como profecia (escrito antes de que ocorressem os sucessos).
2.
31 100 313 538 1517
3. O 6.º selo representa o tempo do fim.
a) Podemos dizer, é o 6.º livro nas profecias relativas à igreja;
b) As últimas páginas, podemos dizer assim, já mostram a aparição do Senhor nas nuvens do céu, com poder e grande glória.
I. COMO E QUANDO COMEÇARIA O 6.º SELO
(Nota: Costumo escrever em coluna, numa folha longa de papel madeira, os sinais da segunda vinda de cristo. Algumas ainda não foram dadas, além de todas as que foram estudadas até aqui. Serve de recapitulação e ao mesmo tempo de acumulação de informações para ajudar a captar mais claramente a iminência do regresso do Senhor. Enrolo a tira de papel madeira (como um livro antigo) e vou desenrolando-a aos poucos à medida que comento ou recapitulo os sinais. As coisas estão dispostas para que ao abri-lo em sua primeira parte apareçam escritos os sinais. Apocalipse 6:12-13.
Em várias partes, talvez você deseje ilustrar alguns sinais com diapositivos o que o ajudará bastante.
Um pouco mais abaixo vai a lista de sinais que utilizei em minha última campanha. Você pode confeccionar a sua, ou utilizar esta, total ou parcialmente.)
O tempo do fim começa com quatro sucessos chamativos em ordem: Apocalipse 6:12-13.
a) Grande terremoto.
b) Escurecimento do sol.
c) Escurecimento da lua.
d) Chuva de estrelas.
Diríamos: Quando leu as primeiras páginas do livro que descreve a última etapa, viu que... (e ali se enumeram estes 4 sucessos)
1. O grande terremoto:
a) Foi identificado por muitos teólogos como o grande terremoto de Lisboa, de 1-11-1780.
2. O escurecimento do sol:
a) Ocorreu em 19 de maio de 1780.
b) (Nota: Ao final deste tema aparece uma duplicação do artigo publicada no Diário Clarín de Buenos Aires, de 19-5-1980, enviado pelo Pastor Isaías Gullón.)
Utilize esse artigo ao explicar esta parte.
c) (Se tiver diapositivos, utilize-as aqui e também para o restante.)
3. Escurecimento da lua:
a) Na mesma noite do escurecimento do sol: 19/05/1780.
4. A chuva de estrelas:
a) Em 13 de novembro de 1833.
b) "Provavelmente a chuva meteórica mais admirável dentre todas já observadas foi a que ocorreu na noite de 13 de novembro de 1833" (Carlos Ayún, Manual de Astronomia)
c) Nesta ocasião, caíram as estrelas como flocos de neve. O mais importante da observação realizada, é que todas pareciam vir da mesma região dos céus, ou seja, a constelação do Leão." - (Nueva Enciclopedia Internacional, tomo 15, página 495.)
d) Esses quatro episódios deram abertura ao tempo do fim, o qual culminará com a segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
II. QUE OUTRAS COISAS ACONTECERÃO NO TEMPO DO FIM?
(NOTA: Ao ir desdobrando o rolo pode comentar e/ou recapitular os sinais. A seguir aparecem):
1. A lista de sinais, na disposição e ordem que utilizei na última campanha.
2. Algumas ilustrações que poderiam ser úteis para intercalar em alguns pontos.
3. Alguns versículos que podem ser utilizados com o gráfico.
UNIFORMISMO
ESCARNECEDORES
FALSOS MILAGRES
FALSOS CRISTOS
POTÊNCIAS CÉUS ABALADOS
ANGÚSTIA
HIPOCRISIA
ESQUECIMENTO DE DEUS
AMANTES DOS PRAZERES
PREOCUPAÇOES
TEMERIDADE
INIMIGOS DO BEM
IMPLACÁVEIS
DISSOLUÇÃO
CALÚNIAS
CRUELDADE
DESAFETO
IRRELIGIOSIDADE
INGRATIDÃO
REBELDES, FILHOS
DIFAMAÇÕES
SOBERBA
FANFARRICE
AVARE2A
EGOCENTRISMO
TEMPOS PERIGOSOS
DIVÓRCIOS
ALCOOLISMO
GLUTONARIA
PESTES
TERREMOTOS
FOMES
LUTA PELO PÃO
CHUVA DE ESTRELAS
ESCURECIMENTO DA LUA
ESCURECIMENTO DO SOL
GRANDE TERREMOTO
SELAMENTO
PERSEGUIÇAO "CHUVA SERÔDIA"
UNIÃO DE IGREJAS
"NÃO SE UNIRÃO"
"PEQUENO CHIFRE"
APOSTASIA
AUMENTO DA MALDADE
GUERRAS MUNDIAIS
CORRIDA ARMAMENTISTA
"PAZ E SEGURANÇA"
PREGAÇÃO DO EVANGELHO
GUARDA DOS MANDAMENTOS
FALTA DE FÉ
ALGUNS VERSÍCULOS ÚTEIS
* Apocalipse 6:12, 13
* S. Mateus 24:37, 39
* 2 Timóteo 3:1-6
* 2 Pedro 3:3,4
* S. Lucas 18:8
* Apocalipse 14:12
* S. Mateus 24:14
ALGUMAS ILUSTRAÇÕES ÚTEIS
1. Guerras e rumores de guerras.
"Parecia que estávamos marchando, arrastados por uma corrente firme contra a nossa própria vontade, contra a vontade de todas as raças, povos e toda classe social, para uma horrível catástrofe. Todo o mundo desejaria deter este curso de ação, mas não sabe como fazê-lo" Winston Churchill.
2. Angústia das Nações.
"Milhares e milhares de pacientes sofrem conflitos emotivos porque não podem ajustar-se satisfatoriamente ao mundo que os rodela. constituem entre 60 e 75% dos que recorrem aos consultórios médicos para escutar o diagnóstico:
"Você fisicamente não tem nada. Tudo é questão de nervos." (El Cristiano y la Tensión Nerviosa, de Little, p. 8.)
3. Sadismo
"Encontraram numa caixa no deserto da Califórnia, uma criança presa fazia 2 meses, como castigo, desnutrida, e cheia de moscas." "Blithe, Califórnia (UP) - O menino de 6 anos, Anthony Paul Gibbons, passou quase dois meses preso dentro de uma caixa de madeira no deserto, aparentemente como castigo por haver iniciado um incêndio em um rancho, segundo informações do escritório do delegado. Oito pessoas foram detidas em relação com o caso, acusadas de haver causado dor física e angústia mental a Anthony, o que de acordo com o delegado, vivia no rancho em companhia de suas duas irmãs, de 11 e 7 anos, respectivamente. Os pais das crianças, James Herbert Gibbons e sua esposa, residentes em Los Angeles, estão separados.
Dois homens encontraram o menino dentro da caixa, no sábado passado. Os homens que iam ao rancho comprar cavalos, viram a caixa no deserto e decidiram abri-la, encontrando Anthony sentado sobre um catre. "Dentro da grande caixa, além do catre havia um balde, um cobertor e milhares de moscas" disse um dos homens.
Segundo o informante havia indícios segundo os quais Anthony pôde haver estado dentro da caixa desde o dia l.º de junho - 56 dias - . O incêndio pelo qual presumivelmente o castigaram ocorreu no dia 20 de maio. Hoje foi informado que Anthony está em bom estado físico num lar de crianças em Indio (Califórnia), depois de haver sido tratado contra a desnutrição e da desidratação. A criança foi considerada como um menino inteligente, os 8 detidos, 6 homens e duas mulheres, de idades entre 20 e 30 anos, são de Los Angeles. (La Razón, 20/7/69.)
4. Tempos Perigosos
Roubo por telefone.
Nova Iorque (EFE). Um roubo audaz foi cometido na localidade de Salem, em Oregon. O curioso "assalto" de que foi objeto uma sucursal do Banco Comercial de Salem, cometeu-se por telefone. Os funcionários do banco receberam uma chamada telefônica. Através do fio uma voz lhes informou que os mantinha cobertos com um potencial fuzil dotado de mira telescópica. Pediu-lhes que colocassem o dinheiro disponível em uma bolsa de papel e que a deixassem junto a uma cabine telefônica próxima. Assim o fizeram os funcionários que depositaram a bolsa com um total de 14.000 dólares. Avisaram mais tarde à polícia, mas a bolsa havia desaparecido e ninguém pôde ver alguma pessoa se aproximar da cabine telefônica para recolher o dinheiro. (La Razón, 1/7/67.)
5. América Latina também tem problemas.
Dos 12.200 presos que tem o Peru, alojados em 149 penitenciárias, a maioria está reclusa por delitos contra a propriedade ou contra a moral.
Lima (UP) - No Peru há uma população penal de 12.200 pessoas, distribuídas em149 centros de reclusão, segundo os primeiros resultados do censo carcerário que se realizou em todo o país. Em Lima há 4.000 presos, dos quais 1.800 estão na penitenciária da ilha "El Frontón" frente ao porto da Callao.
Os demais estão distribuídos no centro de inculpáveis do sexta quartel no cárcere do Palácio da Justiça e no moderno centro de inculpáveis de Lurigancho. Tem-se estabelecida que a maioria dos presos estão julgados ou sentenciados por delitos contra o patrimônio e em segundo lugar por atentados contra a honra. A finalidade do censo é estabelecer as fichas jurídicas dos inculpáveis as condições dos locais e dos bens patrimoniais. (La Razón, 21/6/67.)
6. O que há que vir!
"Uma falsa doutora convenceu a uma jovem mulher de que estava enfeitiçada e que todos os seus objetos de valor - jóias, dinheiro e roupas - eram invejadas e portanto deveria entregá-los. A crédula deu à curandeira, ademais, 70.000 pesos em efetivo. A polícia descobriu que outras duas mulheres haviam sido enganadas com o mesmo truque e que a mão santa se fazia passar par filósofa e dava aulas de cultura geral a 1.200 pesos por aluna! ... Os detalhes:
- A jovem senhora Noemí Fernandes de Iapichino, de 30 anos de idade, havia sido operada por uma enfermidade na região dorsal. Como não melhorava foi visitar a "doutora" Maria Angélica Cano de Tufro, Argentina, de 59 anos, viúva, domiciliada em Sarmento 2009.
Esta com uma habilidade de palavreado surpreendente convenceu a sua "paciente" de que estava "enfeitiçada". Assim a diagnosticou depois de ler-lhe as cartas. E advertiu-a de que todos os seus objetos de valor, jóias, roupas, etc. estavam "invejadas", motivo pelo qual os devia entregar imediatamente. A cândida senhora acedeu ao requerimento, entregando-lhe além disso, 70 mil pesos em dinheiro.
As autoridades da 5a. comissária tomaram conhecimento do fato e procederam à detenção da "doutora". Logo se estabeleceu que também havia enganado a Maria Celeste Bassi de Almirón, de 45 anos e Ana Maria Riarte, de 29, as quais também foram despojadas de numerosos enfeites de valor. A esta última havia receitado uma gota para curar seu nervosismo. A acusada se fazia passar também por "doutora" em filosofia e recebia 1.200 pesos por cada aluna para a qual compartia "cultura Geral." (La Razón, 20/12/66)
7. Alguns Testemunhos
Antes de morrer, o ex-presidente Kennedy disse:
"O espaço é um grande mar; precisamos viajar sobre este mar ou estamos perdidos".
O grande cientista Werner Von Braun disse: "Alguns acham que a Terra é um lugar perigoso que não oferece os perigos do espaço. Esta terra está cheia de tempestades, ventos, terremotos e maremotos, está cheia de pessoas perigosas armadas com armas termonucleares."
III. A QUE ALTURA ESTAMOS DO TEMPO DO FIM?
(Nota: Até então já deverá ter desenrolado e comentado todo o rolo.)
1. (NOTA: Faça uma leitura de sinal par sinal, indicando que já se cumpriu.)
CONCLUSÃO
1. É algo parecido ao que ocorre com a gravidez:
a) É um processo que tem seu tempo.
b) A princípio só o sabem ele e ela.
c) Depois o médico, a mamãe e alguma amiga íntima.
d) Depois, alguma comadre curiosa e os adolescentes do bairro os quais estão pendentes de cada alteração que possa ser notícia sobre o assunto.
e) Finalmente, quando as coisas tomam mais volume, qualquer pessoa pode percebê-lo.
f) Contudo, o dia exato ninguém o sabe.
Nem os pais, até que surpreendentemente chegam as dores e, a nova vida...
2. Isso é o que diz S. Paulo. I Tessalonicenses 5:1-3.
a) As coisas já têm tomado volume suficiente para que entendamos que, embora não saibamos o dia nem a hora, estamos na época.
3. Apelo para preparar-se.
SERÁ DESTRUÍDA A TERRA POR UMA GUERRA ATÔMICA?
INTRODUÇÃO:
1. Vimos seis dos sete selos do Apocalipse.
a) Notamos que o 6.º selo representa o tempo do fim.
b) O 7º já é a Segunda Vinda do Senhor.
2. O que analisaremos hoje é algo semelhante a um parêntese ou a uma cunha introduzida entre o fim do tempo do Fim e da Segunda Vinda do Senhor.
a) Alguns teólogos deram-lhe o nome de parêntese do selamento.
b) A compreensão deste parêntese nos ajudará a ensaiar uma resposta à pergunta que intitula nossa conferência de hoje: Será destruída a terra por uma guerra atômica?
3. O parêntese do selamento está em Apocalipse 7:1-3.
I. O SIGNIFICADO DOS SIMBOLOS
1. Que significariam os ventos.
a) Haveria um antecedente profético em Jeremias 49:36,37.
b) Aqui, evidentemente, poderiam significar guerras.
2. Que significariam os quatro ângulos da terra?
a) O conceito da terra apresentado pela Bíblia é o correto, antecipando-se em muitos séculos à ciência.
(1) A Terra é redonda. Isaías 40:22.
(2) Suspensa na espaço. Jó 26:7.
c) Portanto, esses 4 ângulos não estão relacionados com a forma geográfica, mas deveria ser tomado como uma expressão idiomática equivalente à nossa, quando dizemos: os 4 pontos cardeais.
3. Quer dizer que aqui estaria falando de ventos de guerra que soprariam dos 4 pontos cardeais.
a) Nesse caso estaria referindo-se a uma guerra mundial
4. De que guerra mundial estaria falando aqui?
a) Da primeira guerra mundial?
(1) Foi muito sangrenta.
(2) Para o seu fim foram utilizados os aviões, mas de uma forma muito empírica.
(3) Não parecera estar falando dela.
b) Da segunda guerra mundial?
(1) O que foi aprendido na primeira guerra mundial foi visivelmente aperfeiçoado. A aviação foi uma arma tática.
(2) Morreu muita gente. De acordo a Cruz Vermelha Internacional, durante a segunda guerra mundial morreram 98.000.000 de pessoas.
(3) Mas não poderíamos dizer que essa seria a guerra mundial da qual fala Apocalipse 7.
c) Por que não poderiam ser a primeira nem a segunda?
(1) A guerra que se estaria freiando é tal que danificaria a terra, o mar e as árvores, e até a própria estrutura da terra.
(2) Embora as guerras mencionadas anteriormente fizeram muito dano, não alcançaram a magnitude referida nestes versículos.
(3) Mas a forma como terminou a segunda guerra mundial nos ajudou a entender como poderia cumprir-se esta profecia: Mediante uma guerra atômica.
II. O PODER DO ÁTOMO
1. Hoje o átomo é o gigante de nossa época.
a) Um gigante bem pequeno por certo.
b) Tão pequeno que cabem milhões deles na ponta de um alfinete.
c) Tão pequeno que se pudéssemos aumentar uma gota de Água ao tamanho do mundo, cada átomo teria o tamanho de uma laranja.
2. E o homem abriu este pequeno átomo e dele extraiu uma força que revolucionou o mundo.
3. A história das armas termonucleares é bem recente.
a) A radioatividade foi descoberta por H. Becquerel, em 1896.
b) Estudada par Pedro e Maria Curie, E. Rutheford e outros, descobrindo as leis gerais da estrutura atômica.
c) Em1940, ao menos teoricamente, o átomo poderia ser partido e era possível realizar algum tipo de fissão atômica.
d) Os EE.UU. entram na guerra e o presidente Roosevelt autorizou o "Projeto Manhattan".
e) No dia 2 de dezembro de 1942, às 2:25 horas da tarde, na Universidade de Chicago, o cientista Jorge Weil retirou a vara de controle cádmioprateada de uma pilha de urânio e grafite e pela primeira vez na história foi posta em liberdade a energia do átomo.
Um sorriso iluminou o rosto dos 42 homens da ciência presentes, que prorromperam em aplausos em honra de Enrique Fermi, cientista ganhador do primeiro prêmio Nobel, a quem se devia, principalmente, o êxito da experiência.
f) No dia 6 de agosto de 1945. Explode a primeira bomba atômica exterminando a cidade de Hiroshima.
g) No dia 9 de agosto de 1945. Cai sobre Nagasaki a segunda bomba atômica, e o Japão decide entregar-se. Terminou a segunda guerra mundial, mas começou a perigosa era atômica.
4. As perspectivas desde então até agora não têm sido demasiadamente tranqüilizantes, pois embora o Átomo tenha sido utilizado eu muitas tarefas benéficas e pacíficas, as armas se aperfeiçoaram perigosamente.
a) As bombas de hidrogênio e de cobalto puseram quase no plano de brinquedos as de Hiroshima e Nagasaki.
b) Agora seu poder destrutivo é medido eu Megatones. Um Megatão eqüivale a um milhão de toneladas de TNT.
c) Deveriam ser motivo de reflexão as palavras ditas há vários anos atrás, pelo professor austríaco Dr. Hans Thirring, que descobriu o princípio da bomba de hidrogênio:
"A bomba de hidrogênio deve ser chamada apropriadamente, a 'bomba do fim do mundo', porque uma só bomba grande, encaixada em cobalto, poderia por fim em todo ser vivente. ... a explosão de uma bomba tal irradiaria morte e destruição sabre milhares de quilômetros quadrados; mas a ação radioativa desprendida seria suficiente para matar todas as vidas orgânicas neste mundo. Sim, aves, bestas, peixes, plantas e a raça humana em sua totalidade. Não há resposta. Não pode haver. Isto é uma possibilidade matemática e física. Naturalmente, é demasiado tarde para parar o desenvolvimento desta ou qualquer outra arma atômica." (citado por Walter Schubert, La Voz de la Juventud, p. 180)
5. Faz alguns anos, um psiquiatra canadense, Dr. Brook Chisholm, que fora o diretor geral da organização sanitária Mundial, declarou: "Poderia exterminar o gênero humano com somente 7 onças de um agente biológico conhecido" e declarou que esta substância terminaria com a vida do planeta em 6 horas. (El Desenlace del Drama Mundial p...).
6. Por outro lado considerar-se-ia que os EE.UU. teriam um estoque de armas suficientemente grande para destruir a Rússia 25 vezes. E sem dúvida, a Rússia não está muito longe para tanto.
a) Um passo errado poderia escrever a página final da história do mundo.
b) Poderia trazer a meia noite da destruição.
7. Em meio de tantas idéias, reais e trágicas ao mesmo tempo, torna-se divertido o que um leitor escreveu em um dos diários soviéticos perguntando que atitude devia tomar no caso de que uma bomba atômica caísse em Moscou. Responderam-lhe explicando que se despisse e, envolvendo-se em um lençol, fosse caminhando devagar até o cemitério mais próximo. Outro leitor perguntou o que significava isso, ir andando devagar, e a resposta foi genial: "Para evitar o pânico".
II. ESTE SERIA O TEMPO
1. Ao fazer um balanço das conseqüências que teria uma guerra com as armas termonucleares, com as quais o ser humano conta na atualidade, é evidente que estamos na época em que se poderia desatar a guerra mundial predita em Apocalipse.
2. Outra profecia do mesmo limo nos amplia o panorama. Apocalipse 11:18.
a) O Senhor viria numa época de ódio e tensões internacionais (como agora).
b) Uma época na qual o homem estaria em condições de destruir a Terra (como agora).
c) E aparentemente se lançaria a essa guerra fatídica e final, mas o Senhor a interromperia. Essa idéia se desprenderia da frase: "E de destruir os que destroem a Terra."
3. Tal como descreve S. Pedro as cenas da segunda vinda de crista. 2 S. Pedro 3:10-12.
III. O FREIO
1. Voltemos outra vez à passagem bíblica inicial. Apocalipse 7:1-3.
a) Ali menciona sobre anjos detendo as ventos dessa guerra final.
b) A intervenção de outro anjo que pede aos anteriores que não permitam que se solte ainda essa guerra, sugere a idéia de que em algum momento se houvesse soltado, mas que se reteria ou retardaria o processo.
c) A passagem bíblica permite entender que não se reteriam esses ventos da guerra final indefinidamente, mas seriam retidos "até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus".
2. Uma breve análise da história dos últimos anos poderia sugerir-nos que várias vezes têm-se retido esses ventos.
a) Se uma pessoa compara as causas pelas quais se desataram as duas primeiras guerras mundiais, poderia pensar que depois disso houve problemas piores, que poderiam haver rompido esta última guerra; que mais de uma vez as nuvens ficaram muito negras e as ameaças definidas.
b) Pensemos em um só caso (outubro de 1962), a confrontação Kennedy-Kruschev pelos barcos russos que se encontravam em viagem para Cuba, com projéteis nucleares a bordo e barcos de guerra norte-americanos e aviões avançando rapidamente para interceptá-los.
Se o bloqueio falhasse, Kennedy havia decidido que ordenaria invadir cuba com 250.000 soldados. E ambas as frotas enfrentaram-se, e de súbito, cada um voltou para sua casa, enquanto o mundo recobrava outra vez os ânimos.
c) E assim poderíamos citar muitas outras crises.
(1) Claro, poderíamos dizer que, pelo medo, não o farão.
(2) O medo também descontrola....
3. Mas não podemos ignorar que, como se afirma, um erro pode causar a guerra nuclear. E não somente uma vez.
a) Em 1961 líamos nos diários que o ex-senador australiano Thomas Morrow indicou que nesse ano os EE.UU. quase destruíram o mundo.
Disse que "a rede automática de alarme contra ataques de foguetes na zona de Nova Iorque registrou erroneamente um sinal de que a Rússia havia disparado um foguete nuclear até os Estados Unidos."
"Morrow disse que, felizmente, um canadense que estava encarregado dos controles nesse momento e que o mesmo tendo dúvidas de que se tratava de um foguete, não havia apertado o botão para enviar um foguete semelhante para a Rússia, como eram suas instruções.
"Essa dúvida - disse Morrow -, salvou o mundo, porque a erro poderia haver provocado um ataque dos Estados Unidos com a Rússia, que esta naturalmente haveria respondido."
"Morrow disse que o alarme falso foi provocado por um sinal que rebateu na lua." (Los Andes, Mendoza, 10-5-61)
b) Não sabemos quantas vezes isso aconteceu, mas sabemos que entre a última parte de 1979 e a primeira de 1980, no lapso de sete semanas, acorreu três vezes mais. (E duas numa semana.)
(1) Uma em novembro de 1979. Outra no dia 3 de junho de 1980.
(2) "O alerta de novembro que durou seis minutos, foi causado quando um computador enviou acidentalmente a várias bases da rede de comunicações da defesa estadunidense, uma fita gravada usada para exercícios contendo uma imitação de ataque das armas soviéticas. Depois o interceptor de aviões de reação dos Estados Unidos e do Canadá suspendeu a operação." (Clarín, B. Aires, 18/6/80.)
(3) "Os dois alertas nucleares dados pelo computador na terça e sexta-feira (3 e 6 de junho de 1980) foram a segunda e terceira vez em 7 meses, que o mau funcionamento do aparelho alojado no Comando de Defesa Aérea da América do Norte (NORAD), de colorado Springs, estado do Colorado, anunciou um lançamento de projéteis. "Em ambas oportunidades, o mesmo computador acendeu os dispositivos nos tabuleiros do Departamento de Defesa, a sede do SAC em Omaha, Nebraska, e na sala de assentamento da casa Branca, com a informação de que se dirigiam aos Estados Unidos, projéteis de balas intercontinentais lançados de submarinos..." (Clarín, Buenos Aires, 9-6-80.)
(4) "... os planos de emergência colocaram-se em marcha, e que de um avião "747" especial ficou disposto para decolar da base aérea de Andrews, com o maior dirigente da nação a bordo...
"Paralelamente, cem bombardeiros B-52 do comando Estratégico do Ar, armados com balas atômicas, chegaram a colocar seus motores em marcha, prontos para responder ao presumido ataque soviético." (Clarín, B. Aires, 14-6-80.)
(5) Naturalmente, houve expressões fortes em diversas partes do mundo:
- "Em Londres, parlamentares britânicos pediram hoje uma reunião de emergência na câmara dos comuns para a raiz do erro de computação no comando estratégico aéreo dos Estados Unidos, que conforme disseram, "colocou a humanidade no umbral de uma extinção nuclear". (Clarín, B. Aires, 9/6/80.)
- A agência TASS disse que essas "falhas" eletrônicas do Pentágono não têm justificativas, podem causar um preço demasiado alto para os povos do mundo." (Ibid.)
- O General (engenheiro) Víctor Staroduboy declarou em Moscou (segundo um despacho de TASS) que a Rússia "não pode ignorar a colocação em estado de alerta dos meios nucleares estratégicos norte-americanos, embora os propósitos reais de tais ações, sejam ignorados." "Que levam o mundo a um limite extraordinariamente perigoso."
4. Naturalmente que cada um terá sua própria interpretação destes fatos, mas uma pessoa poderia pensar muito bem, que uma vez mais os ventos estiveram a ponto de se desatarem, e o Senhor voltou a retê-los para que alguns sinceros mais, que ainda não houvessem recebido o selo de Deus em suas testas, tenham ainda a oportunidade de recebê-lo.
CONCLUSÃO
1. Evidentemente, tudo está preparado. Apocalipse 11:18.
2. As coisas já não ocorreram porque têm sido detidas par intervenção de Deus.
3. Mas essa detenção não operará indefinidamente.
Há um "até"... Apocalipse 7:3.
4. Não lhe parece que seria importante saber qual é esse selo de Deus? Esse será nosso próximo tema.
O SELO DE DEUS
INTRODUÇÃO:
1. Na conferência anterior falamos sobre o selamento. Apoc. 7:1-3.
2. Que nos mostrariam as evidências:
a) Que os ventos já estariam sendo retidos.
b) Que continuam sendo retidos com dificuldade.
3. A passagem bíblica indicaria que não serão retidos indefinidamente.
a) Estariam sendo retidos a fim de que sejam selados os servos de Deus.
b) Seriam retidos "até que sejam selados os servos de Deus, em suas testas".
4. Ficava-nos pendente o estudo de qual é, ou que é, o selo de Deus.
I. QUE É OU QUAL É O SELO DE DEUS
1. Em Apocalipse 7 não fala do selo do Evangelho de Efésios 4:30, que é posta pelo Espírito Santo e nos da a certeza de sermos filhos de Deus
a) Esse selo já o têm os de Apocalipse 7 antes de ser selados em suas testas.
b) Como sabemos? Porque já são servos de Deus Apoc. 7:3.
c) Evidentemente aqui fala de um selo que devem receber os que já são convertidos, os que já são discípulos.
2. Deus mesmo esclarece onde está Seu selo: Está em Sua santa Lei. Isaías 8:16.
3. Muitos se irritam quando me ouvem dizer isto: Que diz a Novo Testamento? São realmente do Senhor os que são desobedientes à Lei? É muito triste ler isto, porém vejamos o que diz:
a) I S. João 2:3,4.
b) Romanos 8:7-8.
4. Como podemos certificar-nos de que o selo está na Lei?
a) Para o cristão, basta que Deus o tenha dito. De todos os modos, vejamos outras evidências que fortaleçam nossa fé.
b) Busquemos na lei para ver se encontramos nela as três características fundamentais de um selo completo:
(1) Nome
(2) Cargo
(3) Jurisdição
c) Ao analisar calmamente a lei, descobrimos que somente o mandamento do dia de repouso reúne estas três características.
Êxodo 20:8-11.
Nome: JEOVÁ
Cargo: CRIADOR
Jurisdição: UNIVERSO
d) Evidentemente nosso raciocínio não estava errado. Ao menos coincide com a opinião de Deus, que diz o mesmo.
Ezequiel 20:12,20.
5. E não creio que poderíamos supor que o selo era somente para judeus.
a) O plano de Deus abrangia a todas as nações.
b) Os não judeus sinceros deviam adotar o selo de Deus.
Isaías 56:1-7.
c) E não esqueçamos que Jesus mencionou esta profecia quando limpou o templo dos mercadores.
II. É O MESMO QUALQUER DIA?
1. Que estaríamos expressando ao guardar qualquer um dos sete dias?
a) Seria simplesmente por necessidade de descanso.
b) Motivo: Nossa razão.
c) Assim atuou Caim, mas Deus não aceitou essa Filosofia.
2. Que expressamos quando guardamos o 7.º dia, requerido por Deus?
a) A razão não está em nós, mas no Senhor.
b) Fazemo-lo como sinal de lealdade para com Ele.
c) É aí quando se constitui em selo.
3. No Novo Testamento nos ensina que o dia de repouso é o que está entre o dia da crucifixão (sexta-feira) e o da ressurreição (domingo). S. Lucas 23:52-24:1.
a) Por isso é que a bem-aventurada virgem Maria e as outras mulheres piedosas guardaram no mesmo em uma emergência tão séria como o foi a morte do Senhor.
III. AS PROFECIAS ANUNCIAVAM UM ATAQUE CONTRA A LEI DE DEUS.
1. Satanás é o grande rebelde.
a) Exaltou-se contra Deus.
b) Arrastou a terceira parte dos anjos.
c) Conseguiu transformar a terra em um planeta em rebelião.
2. Ele atua por meio de instrumentos insuspeitáveis.
a) No Éden ele o fez por meio da serpente.
b) Em nossa época, por meio da ponta pequena. Daniel 7:25.
3. Satanás é muito astuto.
a) Se houvesse atacado toda a lei, ninguém o aceitaria.
b) Então se pôs roupagem de moralista e tirou somente o selo da lei.
4. Que efeitos produziu o tirar o selo na lei.
a) Mais ou menos o mesmo que se produz quando recebemos um decreto sem assinatura nem selo.
(1) Não lhe damos importância.
(2) Perde seu valor.
b) E não é exatamente essa a atitude que adotou o século XX para com a lei de Deus? E a causa salta à vista...
c) Satanás sabia muito bem. Infelizmente entraram no jogo muitos cristãos.
- Mas dou graças a Deus porque há os que estão vivendo este sinal de lealdade.
IV. O PORQUÊ DO SELO
1. O homem do campo o entende muito bem.
a) Quando ele coloca uma marca no seu gado, ele o faz para identificá-lo a respeito do gado alheio.
b) É um sinal de poder ou de propriedade.
2. O selo na santa Lei demonstra quem é seu Autor; dá-lhe autoridade. O selo no cristão demonstra a quem pertence esse cristão.
a) Exatamente igual que quando colocamos nossos dados num livro, por exemplo na Bíblia.
b) Tem escrito o nome de vocês, por isso é distinguida das demais.
c) Pertence-lhes.
d) Assim também faz o Senhor. coloca-nos um selo para diferenciar-nos dos que dizem ser cristãos e quando (muito breve) chegar o momento, virá nos buscar e nos levar para Sua casa.
3. O selo na Lei é coisa de Deus.
a) Ele o colocou onde lhe ditou Sua soberana sabedoria.
b) Queiramo-lo ou não, é assim e não podemos mudá-lo.
4. Mas o selo no ser humano é um assunto que tem duas extremidades:
a) Numa está o Senhor, que deseja selá-lo.
b) Na outra está você, que se deve decidir a aceitá-lo.
CONCLUSÃO
1. Aceitou você em sua vida a cristo como seu Senhor e Salvador?
2. Sendo que você pertence a Ele, aceitou em sua vida o selo de Deus?
3. Isto é mais sério do que muitos supõem. Hebreus 12:25.
4. Apelo:
a) Ao receber o selo de Deus.
b) Queremos orar pelos que se decidirem receber o selo de Deus e ajudá-los a resolver os problemas que se lhes poderiam apresentar.
(1) Se desejar nossas orações, coloque um X no papel dos sorteios.
(2) Se necessita de ajuda, marque com dois XX no papel.
O CIGARRO E A SAÚDE
(Recompilação de um Manual por J.O. Braña, União Colombo-Venezuelana, 1975.)
INTRODUCÃO:
1. Uma breve história do tabaco.
a) Um dos sentimentos naturais do homem é o intenso apego à vida e à liberdade.
(1) Uma das mais negras instituições criadas para satisfazer o luxo e o afã de domínio, é a escravidão. Abolida por B. Juárez e Lincoln.
NINGUÉM PERMITIRÁ, HOJE, SER ESCRAVIZADO.
(2) Em nossos esforços para conservar a vida, ninguém permitiria que nos obrigassem a tomar uma dose mortal de veneno com o pretexto de tomá-la em pequenas doses.
(3) Finalmente, ninguém permitiria que se nos tirasse a vida vários anos antes de nossa morte natural.
b) Embora pareça incrível, o homem ingere voluntariamente um produto que tem precisamente esses efeitos.
- Torna-o um verdadeiro escravo com as cadeias opressoras do hábito.
- Ingere um veneno mortífero, porém em doses.
- Tem compostos cancerígenos.
- Encurta a vida.
- É O VÍCIO DO CIGARRO.
c) História do tabaco.
(1) De certas plantas americanas chamadas solanáceas virosas, provêm da batata, do tomate e do tabaco.
(2) O uso do tabaco nos EE.UU. é remoto, pois em um baixo relevo Maia do século VI ou VII aparece um sacerdote fumando.
(3) No dia seguinte do descobrimento da América, Colombo faz referência a folhas secas provavelmente de Tabaco.
(4) Três semanas mais tarde em Cuba, Rodrigo Jérez e Luis de Torres, enviados para explorar uma parte dessa ilha, observaram homens e mulheres de certa região que fumavam.
(5) Rodrigo Jérez e Luis de Torres adquiriram o hábito e ao chegarem a Espanha, foram encarcerados pela Inquisição.
(6) Na França o propagador foi Juan Nicot.
(Através de Juan Nicot, é que o veneno principal do tabaco se chama Nicotina).
(7) Sir Walter Raleigh foi propagador na Inglaterra.
(8) Até antes da primeira guerra mundial fumava-se em cachimbos ou charutos.
(9) Após a guerra começou o uso do cigarro e a grande indústria começou em 1920.
d) Consumo tremendo e sua incidência na economia.
(1) O consumo nos EE.UU. aumenta à razão de 12 bilhões de cigarros por ano. Atualmente conservem-se 542 bilhões.
(2) Na Argentina 24.800.000.000 de cigarros.
A cada minuto acendem-se 23.800 cigarros.
(3) Anualmente gastam-se nos EE.UU. 3.000.000.000 de dólares, tanto como o orçamento para a educação.
I. OS PERIGOS DO TABACO
1. Os venenos do tabaco - 21 venenos no total.
a) Nicotina É um alcalóide líquido, incolor, muito solúvel na água.
- Sua ação principal no sistema nervoso neuro-vegetativo.
- Excita e depois o deprime.
- A nicotina é uma das substâncias mais tóxicas que se conhecem, sendo 60 miligramas a dose mortal. Tal dose encontra-se em 3 cigarros.
- É absorvida através da mucosa da boca, nariz, tubo digestivo, pulmões e mesmo a pele.
- A maior parte é transformada pelo fígado, também é eliminada pelos pulmões, saliva e o leite materno das mães que fumam.
b) Alcatrão
- 1 quilo tabaco = 120 grs. alcatrão.
- *Fumador standard - 12 quilos por ano = 1 quilo de alcatrão.
- O mais comum é o benzopireno, que produz irritação dos tecidos formando um terreno propícia para o câncer.
c) Monóxido de Carbono.
- É o gás causador das asfixias.
d) Anidrido de Carbono.
- * Fumante Médio
- Produz enjôos e dores de cabeça.
e) Outros venenos.
- Furfurol: 50 vezes mais venenoso que o Álcool.
- Colidina: Alcalóide tão venenoso como a nicotina.
- Acroleína: Veneno produzida por combustível de papel.
- Piridina.
- Ácido Prússico: Um dos tóxicos mais violentos que se conhecem.
2. Por que as pessoas fumam?
a) Porque desconhecem em toda sua pavorosa magnitude os funestos efeitos do tabaco. Sabem em geral que é mau. Mas ignoram todo o mal que ingerem.
b) As crianças e os adolescentes o fazem para sentir-se homens. Estimulados pelo mau exemplo dos pais ou iniciados no vício pelas más companhias.
c) A mulher que antes não fumava, agora o faz mais que o homem em seu afã de imitar ao homem e demonstrar sua emancipação.
d) Como recurso para tratar de mitigar o nervosismo e angústia criados pelos problemas no lar, os conflitos emocionais, concorrência, etc.
e) Simples ato de imitação, porque todos o fazem.
f) Como sinal de pretendida distinção social.
- Pensam que é um gesto de cortesia convidar para fumar.
g) Para combater a solidão e o aborrecimento.
- O homem teme encontrar-se a si mesmo.
h) Para acalmar os nervos. Muitos iniciam com a hábito nos momentos de angústia, fracasso ou ansiedade.
i) O prazer bucal adquirido pelo ato de fumar.
j) A principal causa é o hábito formado. A nicotina como alcalóide produz o hábito.
É tão forte o hábito que milhares, embora desejem, sentem a vontade, absolutamente impotente para deixá-lo.
3. Testemunho importante.
a) Ao falar em nome da religião, começa dizendo o professor Bonjour: "Não desejo fazê-lo desde o ponto de vista sectário. Desejo incluir todas as religiões e aos que as professam. Acaba de demonstrar-se pelas declarações feitas anteriormente por autoridades na matéria que o hábito de fumar é prejudicial. É um vício perigoso para a integridade física e intelectual do indivíduo. Prepara o terreno para a proliferação de enfermidades graves e incuráveis. Tira a capacidade para o cumprimento fiel dos deveres naturais da vida. Agrava a economia em milhares de lares. Também é culpado de mortes prematuras, que significam orfandade e viuvez com suas gravíssimas conseqüências para os seres inocentes. Diante de tais resultados indiscutíveis e demonstrados, poderia a religião - qualquer que seja - admitir o tabagismo em seus adeptos? A resposta é óbvia.
"Se quem professa esta religião a cumpre tal como ensina nas Sagradas Escrituras, terá uma sadia filosofia da vida. Saberá para que vivemos, e este fato dar-lhe-á uma firme força de vontade para renunciar a tudo o que seja maligno para seu corpo e seu espírito.
"Além disso - acrescenta nosso teólogo - o cristianismo nos ensina o valor indiscutível da fé e da prece. Jesus declarou: "Pedi e dar-se-vos-á", a condição de que exercêssemos fé e fizéssemos também nossa parte.
"Milhares de pessoas vivem hoje livres do tabagismo, graças por terem utilizado estas duas alavancas maravilhosas: a fé e a oração. Estas pessoas agora sabem que o Deus que criou o homem também procura o bem-estar de todos os filhos de Adão, e por isso livra-os de toda coisa má para sua vida."
E assim resumimos o conteúdo desta mesa redonda, que sempre contou com o interesse e a entusiasta participação dos distintos públicos.
II. O QUE HÁ POR TRÁS DA FUMAÇA DO CIGARRO?
l. Seus efeitos sobre o organismo.
a) Efeito sobre o coração e artérias.
(1) Redução do calibre das artérias e veias.
(2) Enfermidade de Leo Buerger, obstrução progressiva dos vasos sangüíneas nas pernas.
(3) Aumento da pressão arterial.
(4) Nos diabéticos, o fumar dobra a possibilidade de arteriosclerose.
(5) Aumenta o número de batidas (10 a 30 por minuto).
(6) Num terço dos fumantes afeta as coronárias.
(7) Nos enfermos como angina de peito ou enfarte do miocárdio, o uso do cigarro provoca ou piora os sintomas.
b) Ação sobre o aparelho digestivo.
(1) A princípio o fumante tem acessos de vômitos e diarréia.
(2) Aumento das contrações do cólon.
(3) Diminuem as contrações indicadoras do apetite produzindo perda do mesmo.
(4) Favorece a úlcera de estômago e do duodeno.
c) Ação sabre o aparelho circulatório.
(1) Irrita as mucosas do nariz, faringe, laringe, traquéia e dos brônquios.
(2) Efeito funesto sobre a voz, produzindo: "A tosse do fumante".
(3) Afeta a capacidade pulmonar e do desenvolvimento do tórax.
d) Órgãos dos sentidos.
(1) Diminuição franca da delicadeza do sentido do gosto e do olfato.
(2) Na vista irrita a conjuntiva pelo fumo.
(3) Agravam-se as infecções da retina.
(4) É causador da ambiopia nicotínica que pode terminar na cegueira.
e) Na gravidez e na amamentação.
(1) Aumenta as pulsações do bebê em 5 - 10 por minuto.
(2) Transmite a nicotina pelo leite entre 0,14 e 0,47 mg por litro.
f) O cigarro e o câncer.
(1) Conceitos do famoso homem da ciência, o argentino Dr. Angel Roffo: "O conceito de que o cigarro é um produtor de câncer, tem deixada na atualidade o campo das suposições e hipóteses, para adquirir o valor de fatos verificados pela experiência. Estamos atualmente em condições de produzir nos animais um câncer com a fumaça do cigarro ou com produtos extraídos da mesmo."
(2) Ainda não se conhece o mecanismo de produção do câncer.
(3) Mas há uma clara relação de causa a efeito entre o hábito de fumar e o câncer.
(4) Todos os órgãos que entram em contato com a fumaça do cigarro estão expostos a contrair câncer.
(5) Câncer no pulmão.
- 800% mais nos fumantes do que nos não fumantes.
- Na Inglaterra, o câncer pulmonar é 20 vezes mais freqüente nos fumantes.
- O aumento de câncer do pulmão tem seguido uma linha paralela ao aumento do consumo de cigarros.
g) Encurta a vida
(1) Primeiro na Inglaterra, depois nos EE.UU., fizeram estudos definitivos sobre a incidência deste vício na saúde.
(2) As conclusões foram terminantes e as companhias de cigarras sofreram um golpe tremendo.
(3) Darei somente uma síntese da primeira conclusão desta comissão: "O número de mortes prematuras ocorridas entre os fumantes supera notoriamente ao das que se registram entre os que não fumam. Estudos científicos, baseados em 1.123.000 pessoas, demonstraram que, tomando em conta todas as causas de morte, a mortalidade entre os fumantes é superior a 70% a média de falecimentos que ocorrem entre os que não fumam."
2. Portanto, fumar é atentar diretamente contra nossa própria vida.
a) Incluir aqui uma ilustração acerca dos terríveis efeitos do cigarro sobre a saúde.
III. COMO VENCER O HÁBITO
1. Como deixar o hábito de fumar?
a) ILUSTRAÇÃO: "A verdade os libertará". Um estudante viu no microscópio e sentiu os terríveis danos causados pelo cigarro e convencido da pernicioso que era, deixou-o.
(1) Convém conhecer todo o mal e prejuízo que ocasiona.
(2) Lembremo-nos que há duas grandes causas de morte: a) Afecções cardíacas. b) Câncer. Nas duas o hábito de fumar exerce tremenda influência.
b) O melhor método é abandoná-lo brusca e completamente. A maior parte dos que desejam fazê-lo em forma gradual, fracassam.
(1) Devem ter em conta que nos primeiros dias pode se sentir um mal-estar, mas os benefícios posteriores o compensarão amplamente.
c) Um regime alimentar simples e saudável.
(1) Sem substâncias irritantes.
(2) Ao sentir muito desejo de fumar, pode-se comer uma fruta ou pastilhas de frutas.
d) Para fazer oposição ao enraizado hábito de fumar.
(1) Encontrar e anotar um bom número de razões.
(2) Renovar diariamente a resolução de deixá-lo.
(3) Bochechos: 1 grama de nitrato de prata em 400 gramas de égua destilada. NÃO ENGOLIR A SOLUCÃO.
e) Uma boa ocasião para deixar o hábito, é um forte resfriado quando naturalmente o hábito é incômodo.
f) A indispensável ajuda da parte espiritual.
(1) Fumar é atentar contra nosso corpo que Deus nos deu para cuidá-lo.
(2) Para vencer o terrível vício há que pedir ajuda ao Altíssimo, FÉ-ORAÇÃO. Entrega total a DEUS.
2. Comentar o plano Como Deixar de Fumar em Cinco Dias.
a) Fazer alusão a este plano eficaz da Igreja Adventista que está dando volta ao mundo com maravilhosos resultados.
CONCLUSÃO:
O hábito de fumar é um inimigo traiçoeiro e terrível da saúde. Muitas pessoas iniciaram este vício maligno por mera imitação dos grandes amigos. Depois o alcalóide que contém, cria a hábito e a vontade é anulada e impotente para abandonar o vício.
A ciência tem-se pronunciado indicando claramente suas conseqüências fatais, tal como já dissemos no decorrer desta conferência. O pior é que o cigarro está enganando a muitas pessoas jovens e amadurecidas no sentido de que não produz efeitos imediatos mas cumulativos. Quer dizer que fumar é hipotecar o futuro.
Não se torture mais com o vício. Termine de uma vez por todas esta situação. Decida agora mesmo deixar a cigarro e não voltar mais a fumá-lo. Repita consigo mesmo a partir deste momento: "Estou decidido, não fumarei mais." Tenha em mente esta decisão quando alguém lhe oferecer um cigarro ou se lhe sobrevier a tentação de pegá-la. Mantenha-se lutando uns dias que a vitória será sua. Repita sua decisão durante o dia, desde o despertar da manhã até ao entregar pelo sono, à noite.
Lembre-se que nesta luta você não está sozinho. Pode confiar no poder divino que está à nossa disposição. A vontade de Deus é que todos sejamos livres, que tenhamos saúde e felicidade.
O HOMEM A QUEM DEUS ESQUECEU
INTRODUÇÃO:
1. Muitos se riem do pecado. Crêem que não tem importância.
2. ILUSTRAÇÃO: Em uma oportunidade, um jovem engenheiro conseguiu que se lhe atribuísse a tarefa de construir um dique sobre um rio que de aparência era pequeno. Como a obra não parecia revestir demasiada importância, o engenheiro preocupou-se pouco por ela. Nessa época quando fez seus estudos, o leito do rio estava seco. Deixou que seus auxiliares trabalhassem, empregaram materiais que não eram de primeira qualidade, porque supunha que a pressão da água seria pouca. Uma vez terminado o trabalho, enviou um telegrama aos que dirigiam a comunidade que lhe encomendara a ponte, nos seguintes termos:
- Eis aqui a dique, onde está a água?
Não passou muito tempo e então chegou a temporada das chuvas. Esse ano foram mais copiosas do que nunca, de modo que a água começou a correr pelas ladeiras das montanhas e fazer subir em forma cada vez mais perigosa o nível do rio. O dique começou a suportar uma tremenda pressão e não levou muitos dias até que se produziu a primeira fresta, e de repente as águas varreram o dique como se se tratasse de um insignificante obstáculo. Os moradores do lugar enviaram urgentemente um telegrama ao jovem engenheiro que dizia:
- Eis aqui a água, onde está o dique?
3. Muitos consideram que podem resistir ao pecado, e falam dele como se se tratasse de um ato insignificante e inofensivo. Mas se equivocam. Romanos 3:23.
I. NÃO PODEREMOS NOS SALVAR SOZINHOS
1. As Sagradas Escrituras nos explicam que não podemos purificar-nos, por nós mesmos, de nossos pecados. Jeremias 2:22.
2. O ser humano por natureza está habituado ao pecado. Tem uma debilidade que não lhe permiti agir de outra forma. Jeremias 13:23.
a) É provável que as formas de vida que adotemos nos permitam parecer autênticos cristão.
b) Podemos ter práticas religiosas louváveis conforme os princípios de Deus.
c) Mas se em nosso coração não nascemos de novo pelo poder e pela graça de Deus, de nada servirá.
d) Muitos pretendem purificar-se dos pecados por meio das penitências. Isto é insuficiente.
e) ILUSTRAÇÃO: Um jovem estudante contava o que aconteceu certa ocasião na classe. Voltaram a ter por segundo ano consecutivo a mesma professora de caligrafia. O que lhe chamou a atenção foi que a professora teve no ano anterior um cabelo de cor preta, mas que no início deste segundo ano se apresentava como se fosse uma ruiva. Este jovem não pôde evitar que o pensamento de brincadeira com relação à Sagrada Escritura, surgisse em sua alma: diz a Bíblia que o negro não pode mudar suas manchas, mas evidentemente a professora de caligrafia pôde fazer o que a Sagrada Escritura mostrava como improvável.
Não haviam transcorrido mais que umas poucas semanas quando o jovem compreendeu que evidentemente a Palavra de Deus tem razão. O cabelo da professora tinha começado a crescer, de modo que debaixo da cabeleira ruiva tinha um centímetro e meio, ou dois centímetros, de cabelo intensamente negro. De modo que esta mulher parecia como se tivesse uma boi na vermelha sobre seu cabelo negro.
Tinha tingido seu cabelo, mas não o tinha mudado realmente. Embora a parte externa desse a aparência de ser vermelha, suas raízes continuavam sendo tão negras como antes. Não tinha mudado.
Do mesmo modo podemos tingir-nos com obras de justiça e de santidade; poderemos agir como se fôssemos justos, mas a menos que Cristo tenha mudado as raízes de nossos pensamentos e sentimentos tudo será inútil.
Quando aflorar a realidade de nosso interior, será tão negra e pecaminosa como sempre.
3. Que podemos fazer?
a) ILUSTRAÇÃO: A conduta seguida pelos caçadores em certas regiões da Índia pode ajudar-nos a entendê-lo.
Na época quando as chuvas são muito escassas ou não chove e os pastos se ressecam, os caçadores enfrentam um sério perigo: os incêndios. Freqüentemente essas altas pastagens se incendeiam por diferentes motivos, e o vento começa a soprar em forma perigosíssima as chamas. Até o mais veloz dos cavalos seria incapaz de escapar das chamas. Mas o caçador sabe o que deve fazer. Vendo vir o fogo põe-se de costas para o vento e incendeia a parte do pasto que tem diante dele. O vento fará com que as chamas consumam o pasto que tem diante de si, e uma vez que isto tenha acontecido, ele se colocará na parte da terra que já foi devastada pelo fogo e fica serenamente à espera de que o vento faça avançar as chamas pelo resto do pasto. Quando as chamas chegam ao lugar em que se encontra, não farão dano, porque esse lugar já foi devastado pelo fogo.
Existe um monte que já foi devastado pela ira de Deus: O Calvário.
Ali o manso e inocente Cristo Jesus carregou a dívida de nossos pecados. Deus castigou nossos pecados. E se chegarmos agora por meio da fé, ao pé da cruz, receberemos o perdão de nossos pecados. I Timóteo 1:15.
4. Se chegarmos por meio da fé até o Senhor, produzir-se-á ao pé da cruz o milagre da justificação. Deus nos atribuirá os méritos de Cristo e nos considerará como se nunca tivéssemos pecado. I Coríntios 6:9-11.
II. O QUE NECESSITAMOS FAZER
1. Reconhecer que somos pecadores. S. Lucas 18:13.
a) Só o que é consciente de sua enfermidade aceitará o conselho médico de submeter-se a tratamento.
b) Até que não entendamos que somos pecadores e aceitemos a malignidade do pecado e suas tremendas conseqüências eternas, não estaremos em condições de receber o perdão de Deus.
2. Arrepender-nos de nossos pecados passados. Salmos 51:1-13.
a) "Não é genuíno nenhum arrependimento que não opere a reforma. A justiça de Cristo não é uma capa para encobrir pecados não confessados e não abandonados; é um princípio de vida que transforma o caráter e rege a conduta. Santidade é integridade para com Deus; é a inteira entrega da alma e da vida para habitação das princípios da céu" (O Desejado de Todas as Nações, p. 555, 556).
b) "O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renuncia mas ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida" (Caminho a Cristo, p. 23).
3. Converter-nos. Atos 3:19.
a) Isto significa uma mudança de direção em nossa vida. Antes marchávamos voluntariamente para o pecado; amávamos o pecado; buscávamos pecar; sentíamo-nos cômodos aparentemente com nossa conduta.
b) Agora daremos as costas ao pecado e avançaremos pela fé para Deus, tomados de Sua mão. Amaremos ao Senhor; amaremos Sua santa Lei; amaremos Sua Santa Palavra; procuraremos viver com aqueles que um dia entrarão no Reino dos céus.
c) É uma mudança de atitude frente a Deus e ao Pecado. O ponto de partida desta mudança é nossa compreensão de que somos pecadores, e a aceitação de Cristo como salvador pessoal.
4. Confessar nossos pecados a Deus. Prov. 28:13; Salmos 32:3-5.
5. Aproximar-nos de Deus por meio de Jesus Cristo nosso Senhor.
S. João 14:6.
a) O Senhor prometeu que nos receberia. S. João 6:37.
b) Ele prometeu e cumprirá. Portanto apagará cada um de nossos pecados. I S. João 1:9.
III. O HOMEM DETERMINA A MEDIDA DO PERDÃO DE DEUS
1. No Pai Nosso o Senhor ensinou-nos que assim deveríamos orar: "E perdoa nossas dívidas assim como nós perdoamos..."
2. Na medida em que eu estou disposto a perdoar receberei o perdão do Senhor.
a) Como filhos de Deus, o Senhor quer que amemos e perdoemos a Seus outros filhos.
IV. O HOMEM A QUEM DEUS ESQUECEU
1. Quando um homem quer se salvar por si mesmo, Deus declara: "Teu pecado está sempre gravado diante de mim". Jeremias 2:22.
2. Mas quando um homem reconhece que é pecador;
a) Compreende que não pode se libertar por si mesmo do pecado;
b) Sente dor e arrependimento por haver pecado;
c) Está arrependido desta conduta, e decidiu abandoná-la;
d) Aceita a Cristo como seu Salvador e
e) Confessa a Deus seus pecados;
f) Aceitando pela fé que o sangue de Cristo pode lavá-lo;
g) Quando esse homem se decide fazer como os demais, da mesma maneira como espera que Deus trate a ele.
Quando um homem fez tudo isto, chegou a ser um homem a quem Deus esqueceu. Isaías 43:25.
3. Desse homem pecador Deus disse que se esqueceria para sempre.
a) Seus pecados castigaram o corpo de Cristo cravado na cruz.
b) Agora considera que veio à existência um novo homem, criado em Cristo Jesus, para as boas obras.
c) Deus produziu no coração dessa pessoa um novo nascimento.
4. Um homem e uma mulher podem adotar uma criança; dar-lhe seu sobrenome; dar-lhe sua herança; dar lhe uma educação e bem-estar econômico e social; mas há uma coisa que não podem fazer por ela: É dar-lhe seu caráter. Os amigos e vizinhos poderão acariciar a cabeça dessa criança e dizer a seus pais: "É igualzinho ao pai ou a mãe." Os pais com discrição sorrirão, guardarão silêncio, porque eles sabem que não é certo. Sabem que o adotaram, mas não puderam compartilhar sua natureza.
a) Quando um homem tiver seguido os passos que já mencionamos, Deus considerará que esse velho homem terminou. Deus esquecerá desse velho homem porque dentro desse corpo Deus criou uma nova vida; produziu o milagre do novo nascimento do qual Jesus falou a Nicodemos. Este novo homem foi gerado não por um ser humano, mas pela vontade de Deus. Isto significa que Deus tem implantado Sua justiça, Seu amor, Sua natureza dentro dessa pessoa que O aceitou.
5. Deus promete sepultar para sempre os pecados daquele que aceita seguir os passos por Ele indicados no plano de salvação.
Miquéias 7:18.
CONCLUSÃO:
1. Chamado a confessar os pecados ao Senhor por meio de oração.
2. Oração final.
QUATRO COISAS QUE DEUS NÃO PODE FAZER
(A idéia central deste tema foi extraída de um sermão do Pastor E. E. Cleveland)
INTRODUÇÃO:
1. Hoje falaremos acerca de quatro coisas que Deus, sendo Todo-Poderoso, não pode fazer.
2. Vocês dirão que é uma blasfêmia assegurar que haja quatro coisas que Deus não pode fazer. Verão que não sou blasfemo. Que respeito profundamente ao Todo-Poderoso, e ainda assim posso demonstrar o que lhes disse.
3. Antes de tudo, quero deixar a certeza de que creio firmemente em que Deus é Todo-Poderoso.
a) Nesse caso vocês se perguntarão: como pode, então, assegurar que existam quatro coisas que Deus não está em condições de fazer?
I. DEUS NÃO PODE MENTIR
1. A primeira coisa que Deus não pode fazer, é mentir. S. Paulo explica-nos que Deus não mente. Tito 1:2.
2. É impossível que Deus minta. Hebreus 6:18.
a) Deus não pode mentir.
b) Isso iria contra Sua natureza.
3. Deus não é homem para que minta. Números 23:19,20.
a) (NOTA: Pergunte ao público quantos deles estão de acordo que Deus não mente; que devido a Sua natureza não pode mentir.)
b) Muitos tratam a Deus como um mentiroso. Quando Ele disse que não mudou nem se pode mudar Sua santa Lei e os homens dizem que foi mudada, querem fazer passar a Deus como mentiroso.
c) Deus não mente, não pode mentir, e não considerará como inocente ao que O faça passar por mentiroso.
II. DEUS NÃO PODE MUDAR
1. Ele mesmo o declarou. Malaquias 3:6.
a) Sabemos que Deus não é um homem para que minta. Se Ele declarou que não muda, assim é.
b) Não pode mudar porque Ele disse e não mente.
c) Não pode mudar porque Deus é eterno, e se mudasse deixaria de sê-lo.
2. Segundo a Palavra de Deus, não temos direito de tentar mudar o que saiu da boca de Deus. Isaías 45:23. Apliquemos esse princípio a uma situação objetiva.
a) Se a Bíblia não autoriza a mudar; que se revogue o que Ele falou.
b) No monte Sinai Deus falou. Nessa ocasião os seres humanos escutaram dos lábios do próprio Deus, o decreto dos Dez Mandamentos, e não pode ser revogado o que saiu dos lábios de Deus, pois a lei é tão eterna como seu Autor. Pretender fazer uma mudança seria como que tratar de mentiroso a Deus, e isso seria terrível!
c) ILUSTRAÇAO: Em uma oportunidade uma criança que vivia nas cordilheiras, perguntou a seu pai o significado da palavra eternidade. Para o pai foi um pouco difícil encontrar uma maneira prática de explicar a uma criança uma idéia tão abstrata como é a eternidade. Nada do que a menina conhecia poderia dar uma idéia próxima à eternidade. Mas de súbito, encontrou a maneira de ajudá-la a entender este pensamento. Mostrando uma das mais altas montanhas da cordilheira, disse à sua filhinha:
- Está vendo aquela enorme montanha, tão alta?
- Sim, respondeu a menina.
- Imagina você que uma pomba viesse uma vez em cada mil anos, e que com a pontinha de sua asa, roçasse a parte mais alta daquela montanha. Quando a pomba terminasse de gastar toda a montanha, roçando com a ponta de sua asa o pico da mesma, uma só vez em cada mil anos, somente estava começando a primeira parte da eternidade.
Então a menina, pensativa, exclamou:
- Então a eternidade não se acabará nunca!
d) Isso mesmo disse Jesus com respeito a Sua santa Lei.
S. Mateus 5:17,18.
- Ele declarou que não veio mudar.
- Declarou que jamais mudaria nem uma letra nem um sinal. "Até que a terra e o céu se passem" (em outras palavras, tão eterna como os céus e a terra). "Nem um jota nem um til passarão da lei" (em outras palavras, nem uma letra nem um sinal será mudada da santa Lei de Deus enquanto os céus e a terra continuem de pé).
3. Não existe nem a mais remota possibilidade de que Deus mude. Tiago 1:17.
a) (Peça a consentimento do público com relação a este ponto: "Quantos acham que Deus realmente não pode mudar, porque é eterno?" Peça que levantem a mão.)
III. DEUS NÃO PODE OUVIR A ORAÇÃO DAQUELE QUE TRANSGRIDE SUA SANTA LEI
1. A oração é o meio que temos para falar com Deus, estar em contato ou comunhão com nosso Senhor.
2. Dizem as Sagradas Escrituras que o pecado nos separou de Deus. Isaías 59: 1,2.
a) O pecado separa o ouvido de Deus para não escutar.
b) O que é pecado? Segundo a Palavra de Deus é desobediência da santa Lei. I S. João 3:4.
c) O pecado, ou seja a desobediência da santa Lei de Deus, desliga-nos de Deus.
3. Por isso diz a Palavra de Deus que aquele que não está disposto a guardar os mandamentos pronuncia uma oração abominável aos ouvidos de nosso Senhor. Provérbios 28:9.
4. Davi sabia muito bem. Salmos 66:18.
5. O cristão que diz estar em comunhão com Deus e não quer obedecer Seus mandamentos, é considerado por S. João na Bíblia, como um mentiroso. I S. João 2:3-4.
a) Isso repugna a Deus.
b) O Senhor não pode aceitar os lábios mentirosos. Prov. 12:22.
c) Por essa razão, é lógico aceitar a posição de Deus: Ele não pode ouvir a oração daquele que despreza voluntariamente obedecer Sua santa Lei.
IV. DEUS NÃO PODE SALVAR AO HOMEM CONTRA A SUA PRÓPRIA VONTADE
1. Deus deu ao homem livre arbítrio, portanto é o primeiro em respeitá-lo.
a) Nenhum homem é arrastado até Deus o Pai, como o homicida é arrastado ao comissário, ou ao patíbulo.
b) Embora o Pai Se deleite em atrair-nos a Ele, nega-se terminantemente a obrigar a consciência.
c) Se Deus obrigasse alguma pessoa a salvar-se contra sua própria vontade, o céu seria um inferno para ela. Estaria ali como um prisioneiro... amargurado. Como ele não está disposto a viver de acordo às normas que Deus estabeleceu, e que imperarão no céu, não poderá sentir-se feliz nesse lugar. Portanto, é justo que Deus não salve a um homem contra a vontade deste.
2. Nas Sagradas Escrituras diz-se que Deus, não salvará um homem contra Sua própria vontade, convida terna e carinhosamente aos pecadores para achegarem-se a Ele para ordenar suas contas e serem salvos. Isaías 1:18,19.
3. Deus não pode salvar um homem contra sua própria vontade, porque quem se submete ao pecado se constitui em escravo do pecado. Romanos 6:16.
4. Mas Deus tem poder para salvar aquele que aceita Sua salvação. Apocalipse 22:17.
a) ILUSTRAÇÃO: O filho de um cavalheiro da alta sociedade corrompeu sua conduta. Foi admoestado várias vezes por seu pai para que mudasse sua maneira de viver, mas em vez de fazê-lo para o bem fê-lo para o mal. Sua conduta piorou a tal extremo que o pai se viu obrigado a expulsá-lo de casa.
Passaram-se alguns anos durante os quais o jovem desceu mais e mais na vida do delito, na imoralidade, na corrupção, na desintegração de seu caráter e de sua personalidade.
Em certa oportunidade foi encontrado por um amigo do pai, que ao vê-lo tão miseravelmente vestido, tão mal de saúde, com uma conduta que envergonharia tanto a seu já entristecido pai, decidiu aconselhá-lo para que mudasse de vida e que tentasse conseguir o perdão de seu pai. O jovem não aceitou.
Dois anos mais tarde, refletindo na linha de conduta que havia seguido durante esses últimos anos, e enquanto conversava novamente com o mesmo amigo de seu pai que lhe havia dado tão bons conselhos tempos atrás, decidiu provar.
Com muita vergonha e medo, chegou até a casa de seu velho pai. Bateu à porta, fez-se anunciar pela pessoa de serviço que o atendeu e quando se encontrou diante de seu pai, soluçando pela vergonha e emoção, pediu perdão. O pai, comovido, abraçou o seu filho enquanto dizia:
- Já há muito tempo terias recebido meu perdão se tivesses vinda pedi-lo. Já te perdoei em meu coração faz anos. Se tivesses vindo aqui antes já o terias recebido. Estava te esperando para perdoar-te e reintegrar-te ao lar.
b) O mesmo ocorre exatamente conosco diante de Deus. Arruinados pela pecado; degenerada nossa personalidade; afligidos e com intranqüilidade; de consciência pela situação que sorrateiramente chega a captar nosso coração, podemos desejar um mudança, mas talvez tenhamos temor de sermos rejeitados pelo Senhor. É provável que sintamos que não mereçamos o perdão e isto é verdade. Mas também é verdade que o Senhor, ao dar o Seu Filho para que morresse por nós na cruz, já tenha decidido em Seu coração perdoar-nos tão logo formos a Ele para solicitar o perdão de nossas faltas. Jesus assegurou que Ele está disposto a receber-nos. S. João 6:37.
CONCLUSÃO:
(NOTA: Faça um fervoroso apelo para que aceitem a Cristo como Salvador; para pedir-Lhe perdão dos pecados, confiando nos méritos do sangue do Senhor. Mostre-lhes (porém em forma muita breve; este é o momento de apelo e não de dissertação) que Deus não pode salvar a um homem contra sua própria vontade, mas que está esperando que você chegue arrependido a Ele, para receber dEle o perdão e a salvação.)
TRANSPLANTES CARDÍACOS
INTRODUÇÃO:
1. No final da década de 60, o Dr. Christian Barnard anunciou que havia realizado seu primeiro transplante cardíaco. Esta notícia comoveu o mundo.
a) A cidade de Cabo converteu-se num centro de admiração e de polêmicas ao mesmo tempo.
b) Toda uma série de discussões acerca da legitimidade ou não de tal tipo de cirurgia deu volta ao mundo.
2. Pouco depois realizavam-se transplantes cardíacos em outros países.
a) No dia 31 de maio de 1968, na clínica Modelo de Lanús, após 223 minutos de intervenção, o Dr. Bellizi realizava o primeiro transplante argentino.
b) Dentro de poucos dias, outro.
c) Foi, então, que o envolveram num processo que durou 10 anos.
3. Em 3 de outubro de 1977, foi promulgada na Argentina a lei 21.541 abrindo uma possibilidade geral para realizar este tipo de operação. Nessa lei estabelece-se com clareza a definição da marte clínica e as pautas para determiná-la:
a) Ausência de respostas a estímulos externos;
b) Eletroencefalograma plano;
c) Pupilas fixas vitrificadas;
d) Ausência de respiração espontânea;
e) Ausência de reflexos oculocefálicos:
f) Provas calóricas vestibulares negativas;
g) Prova da Atropina negativa;
h) Como se isso fosse pouco, a lei prevê, além disso, as condições e requisitos para que qualquer pessoa possa doar seus órgãos em vida.
4. Foi o Dr. René Favaloro, auxiliado por uma equipe constituída de 30 profissionais, que realizou a primeira intervenção deste tipo depois de promulgada a lei 21.541.
a) Transplantou ao suboficial da prefeitura, Domingos Penha, o coração do açougueiro André Eduardo Tedesco, morto aos 45 anos de idade por motivo de um derrame cerebral.
b) A façanha foi realizada na madrugada de 25 de maio de 1980.
5. Mas hoje quero falar também dos transplantes como metáfora. Farei referência a algo assim como um transplante cardíaco moral, ou melhor, espiritual.
I. POR QUE AS PESSOAS SE SUBMETEM A UMA OPERAÇÃO DESTE TIPO?
1. As cirurgias de transplante de coração correm um alta risco.
2. A técnica é bem prolixa e são tomadas precauções pertinentes. É uma tarefa minuciosa que exige respeito às conexões que logo se unirão com as artérias e veias do receptor.
a) Naturalmente que a veia cava é cortada em sua intercessão no ventrículo direito;
b) Em seguida seciona-se a aorta torácica ascendente junto ao tronco brônquio-encefálico.
c) Depois corta-se o tronco da artéria pulmonar a nível de sua bifurcação.
d) Finalmente, cortam-se as quatro veias pulmonares correspondentes ao ventrículo esquerdo.
e) O coração é colocado num recipiente com uma solução especial (por exemplo, uma solução fisiológica refrigerada Ringer Lactato) a uma temperatura de 4 graus.
3. A técnica mais difundida assinala que os trabalhos cirúrgicos começam com o paciente anestesiado e dotado de um respirador automático. Enquanto um cirurgião descobre a artéria femoral direita, outro abre o tórax mediante uma incisão longitudinal desde a jugular até o umbigo, abrindo em sentido vertical o esterno, com uma serra oscilante. Expostos ambos hemisférios, aparece o pericárdio que se abre longitudinalmente.
Neste ponto torna-se imprescindível conectar ao paciente o aparelho de circulação extra-corpórea, que substitui a função do coração até quando lhe seja colocado o do doador. A extirpação do coração do receptor segue um caminho diferente ao método utilizado para o doador. Embora seja igual ao caso anterior, prestando uma atenção especial à seção das artérias e veias que logo serão ligadas ao novo coração. Uma vez extraído, no "sacapericardio" as artérias e as vasos ficam maiores.
É o momento de implantar o coração do doador e começar a dar os pontos. Primeiro, une-se o ventrículo esquerdo do receptor com o do doador, depois a artéria pulmonar e, finalmente a aorta.
Poucos minutos depois o coração começa a mostrar os primeiros movimentos ventriculares e superficiais, que são a expressão da chamada fibrilação ventricular. A partir daí, as batidas do coração transplantado vão se tornando cada vez mais vigorosas e pode-se desligar do paciente o aparelho de circulação extra-corpórea.
3. Quais são os resultados obtidos?
a) Segundo o Dr. Gellizi, nas EE.UU. estariam sobrevivendo mais de 50% dos pacientes cardio-enxertados. (Sete Dias, 28/5 a 3/6/80.)
b) O Dr. Christian Barnard escreveu: "... fizemos 34 transplantes; 14 foram os pacientes que sobreviveram, um dos quais completou 11 anos com a coração enxertado. Chegamos a de terminar que 75%, pelo menos, consegue viver um ano." (La Semana, 28/5/80.)
4. Sendo que os riscos são muitos, pergunta-se: Por que existem pessoas que se submetem a este tipo de cirurgia? À resposta é óbvia:
a) Submetem-se porque sabem que é a única esperança que lhes fica, pois seu coração está danificado e não lhes oferece nenhuma garantia.
b) Quem se submete a este tipo de operação?
(1) Enfermidades das artérias coronárias que não hajam provocada muitos enfartes, mas tornando-o inválido pela irreversibilidade ou pela freqüência da crise.
(2) Enfermidades do miocárdio, como a miocardite, que não se pode resolver por meio da terapia médica e que, indefectivelmente evolucionam para a insuficiência irreversível do miocárdio.
(3) Enfermidade da válvula cardíaca que torna impossível o êxito da cirurgia.
(4) Vícios congênitos graves.
c) No caso do suboficial Domingos Penha, sua esposa declarou: "Sofria de uma insuficiência cardíaca que o impedia de fazer qualquer tarefa; aborrecia-se, agitava-se e terminava esgotado mesmo depois de mínimos esforços." (La Semana, 28/5/80.)
d) Por isso é que o Dr. Favarolo lhe havia dito que a sua única esperança seria um transplante. (Ibid.)
e) Quisera dizer que, perdidos por perdidos, diante da única esperança, decidem arriscar.
II. HÁ SÉCULOS, O SENHOR VEM FALANDO DE UM TRANSPLANTE CARDÍACO MAIS IMPORTANTE.
1. Fala do coração espiritual.
a) Essa espécie de Bomba emocional, espiritual e racional que impulsiona a vida psíquico espiritual de uma pessoa.
b) É a mesma que impulsiona essa área de nosso ser que nos distingue dos animais.
2. De acordo ao diagnóstico do Senhor, não podemos confiar demasiadamente nesse coração. Jeremias 17:9.
3. O Senhor oferece a única solução: Um transplante realizado com Sua mão divina. Ezequiel 36:25-27.
4. Alguns minimizam ou ignoram o diagnóstico do grande cirurgião cardíaco celestial.
a) Não querem aceitar o diagnóstico realista da natureza humana. Até que não O reconheçam, tudo será inútil.
b) Há os que pretendem tratar do problema com calmantes para a consciência.
- Mas isto não é solução.
- Seria apressar a crise.
- Na melhor dos casos seria entorpecer o moribunda e impedir-lhe, dessa forma, de tomar uma decisão que lhe salve a vida.
5. Há os que pensam que por estar integrados a uma igreja já estão com o seu problema religioso resolvido, mas sem um coração novo, não alcançam.
a) ILUSTRAÇÃO: Faz alguns anos, em certa cidade da Inglaterra desapareceu uma menina chamada Mary. Seus pais a consideravam seu maior tesouro, e agora está desaparecida.
Os pais, os vizinhos e a polícia fizeram uma campanha para encontrá-la, mas não tiveram êxito.
Era tarde, o pai e um policial estavam passando em frente de uma igreja e o policial se decidiu entrar para ver se a menina não estava ali. Em uma sala contígua estava um ministro mostrando um filme educativo a um grupo de crianças. O policial pediu permissão ao ministro para fazer um anúncio ali mesmo, na escuridão. Disse em alta voz:
- Se Mary Jones, uma menina que desapareceu da casa de seus pais, estiver aqui venha comigo imediatamente. Seu pai está esperando lá fora.
Ninguém respondeu, e a polícia e o pai continuaram a procura em outra parte.
Quando terminou o filme e as luzes foram acesas, o ministro viu Mary entre as outras crianças. Ele perguntou a ela:
- Filhinha, por que você não respondeu quando a polícia a chamou? Seus pais pensam que você está desaparecida.
Ela respondeu:
- Não estou perdida, estou aqui na igreja e sei onde estou!
Há muitos hoje que estio perdidos para a vida eterna sem saber, embora estejam indo à igreja.
6. Mas o novo nascimento é:
a) Muito mais que ir à igreja.
b) Mais que procurar fazer o que é justo.
c) Mais que remediar algo da vida.
d) Mais que ser batizado meramente.
e) Mais que participar da comunhão ou ceia do Senhor.
f) Mais que fazer nossas preces ou nossas orações regularmente.
g) Envolve uma mudança completa e radical como resultado de haver recebido a cristo na vida. 2 Coríntios 5:17.
III. COMO SE PRODUZ
1. Há uma diferença com os transplantes físicos:
a) Quando se faz um transplante cardíaco, tira do paciente um coração velho, que está mal e enxerta-lhe outro que funciona melhor, mas que também não é novo, já funcionou 20, 30 ou 40 anos, segundo o caso.
b) Mas Deus não se propõe nos tirar um coração velho para nos transplantar outro coração! Efésios 4:22-25.
- Que comece batendo no ritmo e com a intensidade da vontade de Deus.
- A amar as coisas que Deus ama.
- A deixar de lado as coisas que Deus proíbe.
- A programar com alegria a vida segundo os planos de Deus.
2. Mas também há semelhanças. Em ambos os casos faz falta um doador.
a) Não sei o que você pensa, mas a mim me custa pensar em um doador como uma pessoa que não ama ao seu próximo. Parece-me que no mínimo, alguém é capaz de se colocar no lugar de outro.
b) Tomemos o caso de André Tedesco. Aos 28 anos sofreu um derrame cerebral que o levou ao estado de coma durante 45 dias. Quando recuperou a consciência entendeu que, "a partir daqui vivo, gratuitamente". Mas essa experiência difícil de sua vida permitiu-lhe entender a tragédia dos demais. Por isso fez a decisão de que na sua morte doaria seu coração.
Disse ele: "Sou um agradecido à VIDA, com letras maiúsculas; a vivi duas vezes. Por isso quero ajudar a outros para que não passem por esse transe que a mim me tocou passar."
c) Os que tiveram o privilégio de nascer de novo pela graça de Deus, mediante Jesus Cristo, agradecidos por esse dom de Deus, desejamos partilhá-lo também com você. Vejamos o mais emocionante:
d) Jesus cristo nos entende e Ele é o grande Doador.
(1) Como Tedesco, porém em um grau maior, capta nossa trágica situação com amorosa simpatia. Hebreus 4:14-16.
(2) E é por isso, porque nos ama, que morreu por nós e autorizou a Deus o Pai para nos enxertar seu sagrado coração. Romanos 5:6-8.
3. Outra semelhança: Devemos nos entregar.
a) Há operações simples nas quais um médico pode operar-se a si mesmo, utilizando anestesia local (por exemplo, no dedo do pé).
b) Mas ninguém é capaz de fazer em si mesmo um transplante cardíaco. Outro tem que fazer a operação.
- Deve entregar-se ao cirurgião e sua equipe para que realizem o transplante.
c) Do mesmo modo devemos nos entregar ao grande cardiologista celestial.
(1) Submeter nossa mente à mente de Cristo.
(2) Entregar a nossa vontade, afetos e desejos a Cristo.
(3) Devemos submeter nossa vontade, nossos afetos e desejos aos de Cristo. I Coríntios 2:16.
(4) Devemos aceitar a vontade de Deus em nossa vida com a mesma simplicidade com a qual o paciente se entrega ao cirurgião.
4. Um dos problemas mais sérios executados pelas transplantes cardíacos é a rejeição. A alguns se lhes implantam um coração que o organismo rejeita.
a) Deus respeita o livre arbítrio. Por isso torna-nos responsáveis de nossas decisões.
b) Ele somente nos dará um novo coração se O aceitarmos.
5. Não é o paciente que determina como operar e o que deve ser tirado ou enxertado.
a) Ele se submete, entrega-se e deixa que o médico faça coma quiser, ou como sabe.
b) Diríamos que esse é um ato de fé expressado na entrega.
c) Pois não seremos nós que indicaremos a Deus como e o que deve ser feito.
(1) Deixemos que Ele opere como sabe, mesmo que decida tirar-nos coisas muito intimas e queridas.
6. Uma parte vital é o tratamento pré-operatório, a fim de colocar o paciente em condições de ser operado. Assim também ocorre na ordem espiritual.
a) Num transplante o pré-operatório é muito delicado.
b) Qual é o pré-operatório prescrito pelo Senhor?
(1) Arrependimento.
(2) Renunciar ao pecado.
(3) Uma mudança de raiz.
CONCLUSÃO:
1. Amigo, amiga: Embora gostaríamos de dizer outra coisa, tarde ou cedo teremos que reconhecer que nosso coração espiritual, assim pecador, não dá mais.
a) A duras penas vai "levando"
b) Mas não está em condições de viver a eternidade.
2. Necessitamos de um novo coração.
3. Deus nos oferece hoje, a oportunidade de recebê-Lo.
S. João 1:12-13.
4. Se tão somente você deixasse de oferecer resistência à obra do Espírito Santo.
a) Deus tiraria seu velho coração.
b) Enxertar-lhe-ia o sagrado coração de Jesus.
c) Poria em você a mente, os sentimentos, os desejos, a vontade de Cristo.
5. Diga agora, em sua alma, um SIM ao Senhor.
6. (Apelo e oração.)
O HOMEM QUE NASCEU QUATRO VEZES
(Este tema foi inspirado pelo Pastor E.E. Cleveland em um Manual para pastores.)
INTRODUÇÃO:
1. Falaremos hoje de um tema que, para os nossos ouvidos, soa muito estranho. "O homem que nasceu quatro vezes"
2. Explicarei documentando biblicamente.
a) Por quê e como nasceu quatro vezes.
b) Quem é e que relação tem conosco.
c) E se é caso único, ou houve, existe ou poderá haver outros.
3. Naturalmente, é muito interessante, porém, mais que isso ainda, é um assunto vital. Poderia significar a diferença entre a vida e a morte para mais de uma pessoa.
I. FALEMOS DE SEU PRIMEIRO NASCIMENTO:
NASCIDO DE MULHER
(Se tiver um quadro-negro, escreva este título ou pregue num flanelógrafo.)
1. Jó chama-o: nascido de mulher. Jó 14:1.
a) Refere-se ao nascimento físico, ao nascimento natural.
2. Quais são as características deste homem nascido de mulher?
a) É pecador. Jó 15:14-16.
b) Está, portanto, em uma situação desesperadora. Isaías 1:4-6.
c) Está perdido.
(1) O que o pecador merece é a morte. Romanos 6:23.
(2) Mas não é questão de morrer e ir à glória de Deus. Diz a Bíblia que estamos destituídos da glória de Deus. Romanos 3:23. 3.
3. Talvez você sentiu, muitas vezes, vontade de mudar, mas não pôde. E o motivo pelo qual não pôde fazê-lo, é porque ninguém pode mudar realmente para o bem por si só. Romanos 7:24.
4. Nosso Senhor Jesus Cristo tem a solução real que necessitamos: nascer de nova. S. João 3:3.
a) Como é possível? "Pode acaso um homem velho entrar outra vez no ventre de sua mãe e nascer de novo?"
b) Creio que se houvéssemos estado ali teríamos dito ao Senhor: "Por que não nos explica um pouco mais?"
c) Em certa medida isto era o que Nicodemos estava pedindo. E na Bíblia está a explicação.
II. NASCIDO DO ESPÍRITO
(Escreva ou coloque a frase debaixo de nascido de mulher.)
1. Foi dito pelo Senhor e é muito necessário.
Mais: é imprescindível. Romanos 8:13,14.
2. Implica uma revolução total dos pensamentos e das ações de uma pessoa.
a) Afeta sua vida familiar.
b) Suas atividades comerciais.
c) Suas recreações e diversões...
d) Altera seus hábitos de alimentação e de bebida.
e) Modifica sua filosofia quanto ao emprego do dinheiro.
3. Talvez até então haja usado uma linguagem profana.
a) Acostumou-se tanto a proferir juras e palavras mis que já não se dá conta.
b) Repentinamente ou em forma gradual - segundo o caso - o Espírito Santo inunda seu coração e nasce de novo, espiritualmente.
c) Então cobra a consciência da linguagem que utilizava.
d) Começa a descartar as palavras vulgares.
4. Estava habituado a tomar bebidas alcoólicas ou a fumar, ou a outras práticas maléficas.
a) Não se dava conta de que lhe faziam mal.
b) Ou o entendia, mas não lhe dava importância.
c) Mas ao entrar no coração o poder do Espírito de Deus:
(1) Sente vontade de mudar.
(2) Decide abandonar seus vícios.
(3) E finalmente abandona-os.
5. Também há uma mudança em sua atitude familiar.
a) Começa a exigir menos e dar mais.
b) A ser menos egoísta e mais considerado.
c) O mau gênio vai se corrigindo.
d) Há menos brigas.
e) Começa a estudar a Bíblia e a orar.
6. E o mesmo poderíamos dizer de seus divertimentos, de sua atitude para com os mandamentos de Deus, frente ao dinheiro e de seus sentimentos em geral. Está vivendo o novo nascimento!
7. Como pode ser? dirá alguém. Eu não o entendo.
a) Não importa que não o entendamos, mas graças a Deus podemos experimentá-lo.
b) Assim como não podemos gerar a nós mesmos fisicamente, também não podemos mudar-nos sozinhos.
c) Mas a mudança é possível.
d) Que devemos fazer? Entregar-nos ao Senhor.
e) A transformação Ele a faz. Faz-nos outra pessoa espiritualmente.
f) Quando o homem
(1) Confessou
(2) Arrependeu-se
(3) Converteu-se, está apto para experimentar o outro nascimento do qual fala nosso Senhor Jesus.
III. NASCIDO DA ÁGUA
(Escreva ou coloque a frase debaixo de nascido do Espírito) S. João 3:5.
1. É o batismo.
a) Como expressão natural do novo nascimento, deve ser batizado.
b) Assim ensinou S. Pedro. Atos 2:37,38. Ele sabia o que estava dizendo.
2. É importante notar que o batismo que a Bíblia menciona, não é o que a maioria conhecia até aqui.
a) Não é molhar a cabecinha de um bebê que não sabe o que é pecado nem arrependimento.
b) Não me entendam mal: respeito as idéias dos outros, mas a única forma de ensinar algo bem, é falando claro.
c) Somente ao molhar uma cabeça não se vive experiência ensinada na santa Bíblia.
3. São Paulo ensina como deve ser o verdadeiro batismo para que tenha validade. Romanos 6:3-6.
a) Sepultados na Água pelo batismo (Rom. 6:4)
(1) O velho homem.
(2) O homem ou a mulher de pecado.
(3) Esse homem ou mulher nascidos de mulher e que têm crucificado o pecado na alma, devem ser sepultados na água como símbolo de que estão sepultando a velha vida.
b) Ao sair da água simbolizam que têm nascido de novo. Romanos 6:4 e 6.
c) Essa velha vida fica ali, sepultada para sempre.
d) Ao sair da água é uma nova criatura para a qual Deus não pedirá mais contas do passado. Talvez você já pensou mais de uma vez: "Ah, se eu pudesse começar de novo!" Porque creu que já estava perdido totalmente. E Deus lhe diz:
- Não se pode; deve nascer outra vez.
- Eu o quero.
- E posso dar-te esse novo nascimento se decidires agora.
IV. NASCIDO DA PALAVRA
(Escreva debaixo de nascido da água) I Pedro 1:23-25.
1. Refere-se a uma mudança que se opera na vida pela influência da santa Bíblia.
2. Ao estudá-la, ilumina as nossas idéias.
a) Mostra-nos onde estávamos equivocados.
b) Corrige nossos erros.
c) Porque a Bíblia é o manual de instruções de Deus para a novo nascimento.
V. QUEM É O HOMEM QUE NASCEU QUATRO VEZES?
1. Eu sou um deles.
a) Nasci de mulher
(1) Tive um nascimento físico.
(2) Isso permite-me viver como um ser humano.
(3) Mas isso não me capacitava para o céu porque eu sabia que havia pecado.
b) Ao ler a Palavra de Deus.
(1) Entendi as coisas.
(2) Encontrei-me com Jesus Cristo meu Salvador e O aceitei.
(3) O Espírito Santo tocou-me e levou-me a viver o arrependimento, a confissão e a saber que havia sido perdoado.
b) (CONTE O TESTEMUNHO DO DIA DE SEU BATISMO; COMO ENTROU NAS ÁGUAS BATISMAIS SABENDO QUE ERA PECADOR, PORÉM ARREPENDIDO; QUANDO O PASTOR IMERGIU SEU CORPO POR UM SEGUNDO SOB A ÁGUA SUA VELHA VIDA FICOU ALI SEPULTADA PARA SEMPRE; COMO AO SAIR DA ÁGUA FÊ-LO UMA NOVA CRIATURA COM A DECISÃO DE VIVER PARA DEUS GUARDANDO SUA PALAVRA: COMO ESSA EXPERIÊNCIA MUDOU SUA VIDA.)
2. Eu sou o único?
a) Não.
b) Muitos mais já viveram essa experiência.
c) Todos que a desejarem poderão vivê-la. S. Marcos 16:15,16.
d) Muitos de vocês podem nascer de novo para a vida eterna se tão-somente crêem, a aceitam, pedem e a vivem.
3. Na realidade, vocês já estão vivendo mais do que imaginavam.
a) Todos vocês foram nascidos de mulher (Assinale a linha correspondente no quadro-negro ou flanelógrafo).
(1) Por isso estão aqui hoje.
(2) Mas isso não é suficiente: "Aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."
b) Ao mesmo tempo estão lendo a Bíblia.
(1) Quantos de vocês já sentiram uma mudança, para o bem, como influência da Santa Bíblia?
(2) Vocês estão nascendo pela Palavra (Assinale no quadro-negro ou flanelógrafo a linha que diz: Nascido da Palavra).
c) Quer dizer que lhes está faltando uma só coisa para completar a mudança que lhes dá o direito ao céu: Viver a gloriosa experiência de sepultar a velha vida nas águas batismais e nascer da água.
(1) Faltar-lhe-ia isso para viver uma mudança completa diante de Deus.
4. Você a deseja; Deus também o quer.
CONCLUSÃO
1. Hoje gostaria de fazer uma oração especial por aqueles que desejam viver esta gloriosa experiência.
2. Quantos de vocês gostariam de nascer da água e do espírito, conforme nos ensinou nosso Senhor Jesus cristo?
3. Oração.
70 SEMANAS DE PROFECIAS NOS ROLOS DO MAR MORTO
INTRODUÇÃO
1. As 70 semanas de profecias estão registradas no livro do profeta Daniel, o qual forma parte do cânon Bíblico.
a) Foi escrito no século VII A.C.
b) Entre os achados de Qumram, às margens do Mar Morto, foram encontradas cópias deste livro.
2. Sua autenticidade e antigüidade são confirmadas pelos Rolos do Mar Morto.
3. Antes de analisar a profecia em si, daremos uma rápida síntese de alguns dos aspectos mais interessantes acerca dos achados arqueológicos ocorridos às margens do Mar Morto. Depois discutiremos esta fascinante e significativa profecia.
(NOTA: Falar sobre os achadas de Qumram, poderá consumir muito do tempo quê você gostaria de dedicar ã profecia em si. De acordo ao tipo de público que estiver assistindo, você se decida se dará essa parte ou não.)
I. OS ACHADOS DE QUMRAM
1. Em 1947.
- Por dois beduínos da tribo semi-nômade dos ????????.
- Um deles, o Pastor ???????????????, referiu seu achado casual.
2. Em 1947 apareceram pela primeira vez sete manuscritos em Belém.
a) Quatro deles vieram a ser propriedade do metropolitano sírio ortodoxo ????????????????.
b) Este, em1948, apresentou-os à American School of Oriental Research.
c) J. C. Trever e W. C. Brownlee (de Asor) reconheceram imediatamente seu valor.
d) W. F. Albright realizou um exame de perícia.
e) Em11/04/1948, M. Burrows, diretor de Asor, deu a informação dos manuscritos à imprensa.
3. Os manuscritos restantes da caverna I foram comprados em 1947 (em dezembro de 1947) por E. L. Sukenik para a Universidade Hebraica de Jerusalém.
4. Em 1954, Y. Yadin pôde adquirir para a Universidade Hebraica de Jerusalém os rolos dos sírios enviados provisoriamente a Asor.
5. No dia 12/02/1955 o governo israelita deu a conhecer a posse de todas os manuscritos do primeiro achado.
6. Até janeiro de 1956, o governa jordaniano através do Department of Antiquities com o apoio da Ecole Archeologique Francaise de Jerusalém:
a) Comprou dos beduínos ???????? os rolos que ainda tinham.
b) Realizou cinco campanhas de escavações.
c) Resultado: resguardou restos de uns 600 manuscritos provenientes de 11 cavernas.
7. Depois da "guerra dos seis dias" (de 5 a 10/6/67), todos os manuscritos do museu do governo jordano, passaram a ser propriedade de Israel. (Dados de Sacramentum Mundi, Enciclopédia Teológica, Edit. Herder, T.V, pp. 718,719)
8. Estes achados dão muita força às profecias bíblicas.
a) Porque demonstram sua autenticidade.
b) Porque demonstram sua antigüidade.
II. INTRODUÇÃO À PROFECIA DAS 70 SEMANAS
1. Ao analisar as 70 semanas alguém pergunta a si mesmo:
- Por que Deus deu as profecias?
Entre outras razoes poderíamos mencionar:
a) O prazer que Deus sente ao Se comunicar com Suas criaturas.
b) A necessidade que temos de Sua orientação. Amós 3:7.
c) Deus demonstra que Ele é o dono do futuro. Isaías 41:21-23.
d) Não o faz par vaidade ou amor próprio.
(1) Ele o faz por amor a nós.
(2) Para ajudar-nos a crescer em nossa fé. S. João 14:29.
(3) A maior expressão do amor de Deus para nós: A morte de Jesus. Romanos 5:6-8.
3. Esta profecia entrelaça ambas as coisas (dar-nos fé e permitir-nos receber a Jesus), pois nos permitirá captar com indiscutível nitidez que Jesus é o Messias.
a) Deus havia traçado Seu plano redentor desde a eternidade.
I S. Pedro 1:18-20.
b) Como faria para ajudar-nos a crer? S. João 14:29.
c) Por isso o acúmulo grande e nítido de profecias messiânicas.
4. Em determinada época, demos uma conferência na qual assinalamos vários aspectos da vida de Jesus profetizados antes que ocorressem as fatos. Por exemplo:
a) O lugar de Seu nascimento.
b) O nascimento virginal.
c) A obra que realizaria.
d) A traição de Judas.
e) O julgamento.
f) A morte.
g) A forma de sua morte.
h) A sepultura.
i) A ressurreição.
j) Por meio da lei ritual foi-lhes dado algo assim como um plano da salvação para que entendessem como Cristo morreria.
(1) É exatamente igual a nós.
Por meio da Santa ceia, para recordar Sua morte e anunciá-la até que Ele venha.
5. Agora descobriremos na profecia das 70 semanas, predições até para os estudiosos mais exigentes.
a) Ali anuncia o ano de Seu batismo;
b) O ano de Sua crucifixão;
c) O momento no qual se encheria a taça da paciência do Senhor diante da rejeição por parte de Seu povo escolhido.
6. Tudo isso nas 70 semanas de profecias contidas nos rolos de Qumram, às margens do Mar Morto.
a) Mas isso está escrito na santa Bíblia há uns 2.500 anos.
b) O mais importante dos manuscritos do Mar Morto é que demonstram que o que lemos hoje na Bíblia é antigo e autêntico, como se há muito tempo havíamos aceitado por fé os cristãos.
III. A PROFECIA EM SI
1. Estas 70 semanas não são literais, mas proféticas. Portanto, faremos bem em ver que valor tem na Bíblia um dia profético.
a) Por exemplo: Em um mapa lemos: E: 1 cm " 1km.
(1) A escala nos indicaria:
1 cm = 1 km
b) Qual é a escala bíblica? Por outras casos proféticos poderíamos dizer que é assim:
(1) E: 1 dia profético = 1 ano.
(2) Exemplo: Ezequiel 4:4-6
c) Já Tomás Goodwing (1600-1680) apresentou este princípio de interpretação.
2. Portanto se trataria de 70 semanas de anos.
a) 70 semanas x 7 = 490 dias proféticos.
b) 490 dias proféticos = 490 anos reais.
3. Quando se começariam a contar? Daniel 9:23-27
a) Desde a saída do decreto para restaurar e edificar Jerusalém.
b) O decreto que se tornou efetivo nesta restauração foi o de Artaxerxes Longímano, do ano 457 A.C.
4. 7 Semanas, e se reconstituiria a praça e o muro
a) Isto ocorreu no ano 408 A.C. Aos 49 anos (7 semanas proféticas x 7 = 49.)
5. Mais 62 semanas (7+62 = 69 semanas proféticas)
a) Nesse momento seria ungido o Santo dos santos.
b) O computador profético leva-nos até o ano 27 D.C. que coincide com o ano 780 da fundação de Roma e com o ano 15 de Tibério césar (ou seja 15 anos desde que Tibério filho de Augusto, era co-regente com este). (Três formas distintas de referir-se à mesma data.)
c) Essa é a data do batismo de Jesus. S. Lucas 3:1-3, 21,22.
d) A esse ato - o batismo de Jesus - S. Pedro chamou-o de ungimento do Senhor mediante o Espírito Santo. Atos 10:38.
e) Em outras palavras: O Santo dos santos, Jesus, foi ungido pelo Espírito Santo por ocasião do batismo, isto é, exatamente às 7 + 62 semanas proféticas desde o decreto de Artaxerxes. Exatamente no ano profetizado 6 séculos antes!
6. Mas ainda há mais:
a) Na semana restante (1.ª 70 antes) confirmaria o pacto a muitos. (Sem dúvida, o pacto da graça por meio do qual nos redimiria) (Dan. 9:27)
b) Isto incluiria (Dan. 9:24)
(1) Terminar a corrupção.
(2) Pôr fim ao pecado.
(3) Expiar a iniqüidade.
(4) Trazer a justiça perdurável.
c) Fá-lo-ia por meio do Sacrifício do Messias. (Dan. 9:26,27)
(1) O Messias não morreria de morte natural, tirar-Lhe-iam a vida.
d) O Messias seria morto. Quando?
(1) Na última semana profética (Dan. 9:26).
(2) Na metade dessa semana de anos. Ou seja aos 3 anos e meio do batismo.
(3) E isso foi exatamente o que ocorreu!
Jesus foi morto aos 3 anos e meio (páscoa) depois de Seu batismo. No momento preciso que marcava a profecia!
CONCLUSÃO
1. I S. João 14:29.
2. Podemos confiar na Santa Bíblia como Palavra de Deus, verdadeira e infalível.
3. Podemos confiar em Jesus.
a) Como o Messias.
b) Como Senhor e Salvador.
c) Como Mediador.
4. Eu O aceitei como meu Senhor, meu único e suficiente Salvador, meu único e suficiente Mediador.
a) Por isso, embora sendo um pecador, tenho esperança de perdão;
b) Embora eu seja fraco, tenho confiança que Ele continuará mudando minha vida para o bem;
c) Embora viva num mundo sem esperança, do qual sou parte, tenho esperança frente ao amanhã.
5. Não gostaria você de aceitar hoje a Jesus como o único e suficiente Salvador; único e suficiente Mediador?
a) Também há perdão para você.
b) Também há vida para você.
6. Não gostaria de aceitar a Jesus como seu Senhor?
a) Ele tomará sua vida e transformá-la-á.
b) Tomará sua vida e guiá-la-á pelo caminho da vida eterna.
c) (Apelo e oração).
O QUE ACONTECE QUANDO UMA PESSOA MORRE?
INTRODUÇÃO
1. "A primeira noite no cemitério."
Eduardo Wilde, levado por seu fino humorismo, deu este sugestivo título a um de seus relatos.
Nele, refere-nos que o protagonista do conto, depois de morto, sofre de ciúmes pela viúva que deixou no mundo.
a) Em primeira instância, a idéia é engraçada.
b) Depois começamos a pensar:
(1) Que acontece com a pessoa quando morre?
(2) Desfruta de nossas alegrias e sofre com nossos pesares?
(3) Onde vão e que acontece com os mortos?
2. Sem dúvida que cada um de nós poderia explicar o que acha, e isto seria realmente interessante.
3. Contudo, quando descobríssemos a grande diversidade de opiniões que reuniríamos, talvez nos sentíssemos frustrados.
4. Ocorre-me pensar que, afinal de contas, embora seja interessante saber o que acham as pessoas e que elas saibam o que pensamos, o que é realmente importante é conhecer o que Deus nos revelou em Sua santa Palavra.
a) E como ali fala bastante e bem claro, não haverá problemas em sabermos.
b) E isso é o que vamos fazer hoje.
I. A MORTE É O PROCESSO INVERSO AO DA VIDA
1. Poderia ser-nos de incalculável ajuda a análise do que aconteceu quando Deus deu vida ao ser humano. Gênesis 2:7.
a) Deus uniu dois elementos os quais deram origem a um terceiro, dependente da união harmoniosa dos dois primeiros.
b) PÓ + SOPRO = ALMA (ou SER) VIVENTE.
c) Portanto, ao analisar como compôs a vida humana, poderíamos começar a suspeitar que talvez a alma não teria, como muitos pensam, existência própria.
2. A alma é o resultado da União harmoniosa de dois elementos, assim como acontece, por exemplo, com a água:
H2
+ O
ÁGUA
a) Dais átomos de hidrogênio, harmoniosamente ligados a um átomo de oxigênio, é igual a uma molécula de égua.
b) Formam uma unidade indivisível.
c) Se a dividimos, deixa de ser água.
d) Assim acontece com a Alma. É o resultado da União harmoniosa de dois elementos manejados por Deus ao criar a vida humana: o pó mais o sopro de vida.
3. É como a luz.
a) Lâmpada + energia = Luz
b) E a ilustração é válida.
(1) Se não, pensemos em um eletroencefalograma, que mede as ondas desse cérebro que produz a luz da consciência, da razão, dos pensamentos.
(2) Por que há corrente no cérebro?
II. QUE ACONTECE AO MORRER?
1. O pó volta à terra, como antes, e o sopro de vida, semelhante à energia elétrica, volta a sua usina de origem.
a) Igual quando desligamos a lâmpada da corrente.
b) Que ocorre com a luz? Apaga-se.
c) Isso diz a santa Bíblia: A luz da consciência. Apaga-se. Eclesiastes 9:5,6.
2. É como se separássemos o oxigênio do hidrogênio na molécula de água. Deixaria de existir (morreria, diríamos) como água.
a) O mesmo acontece com o ser humano ao morrer. O corpo separado da energia de vida, deixa de ser como ser humano.
b) Ezequiel 18:20.
3. Por isso que nosso Senhor Jesus cristo comparou a morte a um sonho. S. João 11:11-14.
a) Os que dormem estão inconscientes.
b) Assim também os mortos, como os que dormem, estão inconscientes.
4. Quer dizer que eles agora não sofrem num inferno nem num purgatório. Agora estão inconscientes como os que dormem.
II. HÁ ESPERANÇA?
1. No caso de Lázaro, Jesus disse: "Vou despertá-lo do sono", e o ressuscitou.
2. Único caso? Felizmente não.
3. Ele mesmo ressuscitou e ressuscitará os fiéis também.
I Coríntios 15:22-23.
OS ADIVINHOS CONHECEM O FUTURO? DE ONDE OBTÊM SUA INFORMAÇÃO?
1. O costume de consultar a adivinhos e agoureiros é mais antigo do que imaginamos.
a) Recordemos a célebre pitonisa de Delfos, sentada sobre um banco de três pés, em uma cova.
b) A pitonisa da cidade de Górdio, que oferecia aos poderosos o nó górdio, com a promessa de que quem o desatasse, seria dono do mundo. Um dia apareceu por ali Alexandre Magno. Ao ver o nó, ele se deu conta de que não poderia desatá-lo, mas não estava disposto a renunciar à empresa, de modo que, desembainhando a espada, cortou-o de um só golpe. Ante tanta decisão, e embora não tivesse desatado o nó, a pitonisa deu a sentença - quem pode saber com que temor o pronunciou - "Serás dono do mundo"!
2. Também é antigo o costume de predizer em forma ambígua:
a) Um dia Pirro consultou os oráculos para saber se devia ou não atacar. O augúrio da predição foi:
- Se cruzas o rio, vejo um exército vencedor.
E Pirro cruzou o rio, e houve um exército vencedor... mas foi o inimigo. Pirro foi derrotado.
3. Mas o assunto não se remonta somente à antigüidade.
a) Diz-se que Hitler tinha um famoso vidente chamado Hanussen.
b) O czar e a czarina da Rússia ao não menos famoso e célebre Rasputin.
4. Na América Latina também se pratica o mesmo:
a) O jornal "El Pais" fez uma pesquisa para constatar o grau de difusão das artes de adivinhos. De 30 pessoas interrogadas, 20 se mantêm em contato regular com algum adivinho. Dos 10 restantes, nove disseram que fazia mais ou menos seis meses que não consultavam nenhum agoureiro (adivinho) e somente um disse que jamais havia consultado.
Em Montevidéu há cerca de 350 agoureiros. Para ser atendido em algum consultório, é precisa pedir com um mês de antecedência. O preço não é menos que 1 dólar (ou equivalente).
b) A revista "Vision" disse ter informações de que em Buenos Aires há cerca de uma centena de adivinhos.
5. E que ocorre na Espanha?
Calcula-se que em Madri há ao redor de 500 Bruxas profissionais que jogam cartas, lêem a palma da mão, fazem passes mágicos, etc. Nem todos, porém, são dos subúrbios. Alguns são de origem nobre, e estão instalados em pleno centro e bairros residenciais, discretamente visitados por damas aristocráticas, e homens de negócios.
6. Casos parecidos poderíamos mencionar dos Estados Unidos, Inglaterra (onde se calcula que deve haver uns 43.000 adivinhos), Alemanha, França, Itália, etc.
7. É certo também que nem sempre se saem bem com seus cartomantes. Há pouco tempo, um jornal de Buenos Aires falava de Ian Cavescu, romeno de 45 anos, um fiel crente nos astros, pitonisas, adivinhos e quiromantes. Seu afã de esquadrinhar o futuro o levou até uma cigana muito conhecida por saber "atirar as cartas".
No entanto, quando os presságios dela não coincidiram com os dele, protestou tão violentamente que a cigana não encontrou nada melhor que "atirar as cartas" de novo, mas desta vez, na cabeça dele, com caixa e tudo - que era de metal bem pesado. Hoje Cavescu vê suas próprias "estrelas", mas lá do hospital.
8. À margem de tudo isto, creio que cabe a pergunta: Conhecem realmente o futuro, os adivinhos de onde obtêm esta informação?
a) Muitas vezes acertam.
b) Também erra muito, porque quem realmente conhece o futuro é Deus.
I. HÁ ALGO QUE PODEM CONHECER MUITO BEM: O PASSADO
1. Às vezes nos contam coisas de nossa vida que eram secretas.
a) Ninguém as sabia.
b) É como se houvessem estado ali ao nosso lado, vendo-nos. Isto deixa muitos boquiabertos.
c) Como o sabem?
2. Conhecem nosso passado.
a) Porque a maioria deles trabalha com espíritos.
b) Esses espíritos nos vêem, embora não os vejamos.
c) Por isso conhecem nossa vida presente e passada.
d) Sobre o futuro, porém, o assunto é diferente.
3. É lógico, você poderia me perguntar: "Está seguro de que não conhecem o futuro?"
a) Muitas coisas que predisseram se cumprem, mas outras não.
b) Alguém poderia supor que esses espíritos calculam, mas não conhecem o futuro.
c) ILUSTRAÇÃO: Há muito tempo, líamos num jornal de Buenos Aires esta notícia:
"Em uma investigação levada a efeito por agentes da Brigada de Investigações (comando), foi detido um audaz charlatão que, como na maioria dos casos, simulava curar males do corpo e da alma. (Então citavam o nome da pessoa.) No momento da investigação os agentes seqüestraram cartas denominadas 'a sorte dos videntes', receitas e fórmulas para curas, fotografias com orações, livros 'O Tesouro dos Milagres' e 'Orações da cruz de Caravaca' e outros elementos comprobatórios de suas atividades."
Um dos policiais simulou ser um dos seus pacientes, e ao ser atendido pelo "irmão", inteirou-se de que tinha "estômago caído". Nesse instante apareceram os demais membros da comissão e procederam à detenção do curandeiro, o qual qualificou os policiais como "enviados do diabo". Sem dúvida, o "irmão José" meditará agora sobre algum sistema de localizá-los.
d) Se quiséssemos ser mais objetivos, poderíamos dizer: Se é que realmente conhecem o futuro, por que não tiram sempre o prêmio da loteria ou outros prêmios semelhantes?
4. Em contraste com este panorama incerto, faremos bem de recordar que na Bíblia há perto de 2.300 profecias ou predições.
a) Que eu saiba, nenhuma falhou.
b) Ali não há cálculo senão conhecimento antecipado.
c) Ocorre que foi revelada por uma mente que sabe: A de Deus.
II. QUAIS SÃO OS ESPÍRITOS COM OS QUAIS TRABALHAM?
1. Aparentemente os adivinhos são guiados pelos mesmos espíritos que aparecem nas sessões de espiritismo. Isaías 8:19.
2. Esses espíritos se apresentam como se fossem os mortos, mas na realidade não o são.
a) Os mortos nada sabem, estão inconscientes. Eclesiastes 9:5.
3. Há lógica nisso, que os mortos nada sabem.
a) Os pensamentos são gerados no cérebro.
b) É por isso que quando o cérebro dorme, ficamos inconscientes.
c) Quando o cérebro está adormecido quimicamente por anestesia, a pessoa fica tão inconsciente que podem operá-lo, extrair ou transplantar-lhe órgãos e ela não sente nada até que desperte.
d) Isso torna lógico e razoável o que diz a Bíblia: "quando o cérebro é destruído pela morte, o homem fica inconsciente". Eclesiastes 9:5.
e) Por isso é que com toda a verdade e lógica, a Santa Bíblia revela que eles não intervém em nada do que se faz na terra. Eclesiastes 9:6.
4. Quer dizer que os espíritos com que os adivinhos manejam são espíritos sim, mas não são os mortos, pois estão inconscientes.
5. Quem poderiam ser?
a) Há poderes invisíveis: os anjos.
b) A terceira parte deles se rebelou contra Deus.
c) Foram expulsos do céu.
6. Estes anjos rebeldes podem operar milagres.
a) Inclusive diante dos governas. Apocalipse 16:14.
b) Os adivinhos da época em que se escreveu a Bíblia negociavam com eles. Há antecedentes bíblicos a esse respeito. Atos 16:16-19.
7. Sendo que as condições parecem ser as mesmas, não seria demasiado supormos que agora ocorra o mesmo.
III. COMO PODE SER QUE NESTA ÉPOCA HAJA TANTA GENTE QUE CREIA EM ADIVINHOS?
1. Talvez porque há muitas superstições que apreciamos e aceitamos.
2. As pessoas preferem um adivinho ao invés da Bíblia, talvez por razões como estas:
a) Porque a Bíblia:
(1) Lhes diz as coisas que vão ocorrer.
(2) E também as coisas que devem fazer.
(3) Como devem viver diante de Deus.
c) A Bíblia lhes diz que terão que prestar contas diante do Dono do futuro.
(1) Que se devem arrepender dos seus pecados.
(2) Aceitar a Cristo Jesus como Salvador e Senhor de suas vidas.
(3) Abandonar todo o pecado.
(4) Viver como Deus manda, guardando os Seus mandamentos.
c) Porque as pessoas:
(1) Querem conhecer o futuro;
(2) Mas não querem ser leais a Deus, o Dono do futuro.
IV. QUE ATITUDE DEVERIA ADOTAR UM CRISTÃO?
1. Pode consultar os adivinhos?
a) Não pergunto se costumam fazê-lo - infelizmente alguns o fazem.
b) Não pergunto se querem fazê-lo - muitos querem.
c) Pergunto: Pode?
2. O rei Manassés o fez.
a) Que avaliação dessa conduta temos na Palavra de Deus?
II Reis 21:6.
3. O rei Saul decidiu, numa crise pessoal, consultar uma adivinha.
a) Sabia que era errado, mas o fez. I Samuel 28:7.
b) Deus o reprovou. I Crônicas 10:13.
4. Deus é muito explícito: Deuteronômio 18:10-14.
5. Inclusive devíamos queimar os livros que tratam do assunto de adivinhação, magia, espiritismo, etc. Atos 19:18-20.
6. Não entremos em terreno proibido. Como muitos sabem, por experiência própria, esses espíritos têm poder para afligir.
7. Como livrar-nos desses espíritos?
a) Abrindo nosso coração a Cristo:
(1) Entregando-nos ao Senhor.
(2) Permitindo que Ele entre em nossa vida e a governe.
(3) I São João 4:4.
(4) Quando esteve na terra, libertou os endemoninhados. Por exemplo: S. Marcos 1:5-13.
(5) Antes de subir aos céus declarou que tem todos os poderes. S. Mateus 28:18-20.
CONCLUSÃO
1 . Meu melhor conselho:
a) II S. Pedro 1:19-21.
b) Hebreus 4:14-16.
2. Oração.
O SENTIMENTO PRODUTOR DE PAZ INTERIOR
INTRODUÇÃO
1. O sistema de vida do homem contemporâneo tem demonstrado ser o método mais eficaz para:
a) Ter elementos de conforto.
b) Ter mais cultura.
c) Possuir mais bens.
d) Perder a paz.
2. Entramos na vertigem competitiva...
3. Buscamos a paz mediante sedativos e tranqüilizantes.
4. Como se pode fazer para ter paz num mundo convulsionado?
a) Provavelmente nos custe aceitar o melhor meio para consegui-lo, porque não é:
(1) O modo de vida habitual, hoje.
(2) Contrário aos impulsos instintivos do não convertido.
b) Logicamente, para conseguir o que não temos, teríamos que mudar.
5. Hoje falarei do amor, como sentimento produtor de paz interior.
I. IMPORTÂNCIA DO AMOR
1. O Dr. Perio Wright, do centro módico inglês do Instituto de Diretores, acaba de destruir a enraizada convicção de que as afecções cardíacas entre os executivos têm como causa o excesso de trabalho. O motivo agora parece ser os protestos e os resmungos das esposas pouco compreensivas. Pelo menos, isso é o que permite supor o estudo praticado em 4.000 integrantes do citada instituto. Dos afetados por desordens cardíacas mais ou menos sérias, 80% estavam casados com mulheres de caráter alterado e gênio violento. Por ser a causa deste resultado, se ria muita casualidade, não é verdade?
2. "Segundo minhas investigações e as de um número sempre crescente de psiquiatras, psicólogos e verdadeiros educadores, o fator do amor verdadeiro, falando em geral, exerce em 80% das casos registrados seus efeitos benéficos sobre os seres humanos normais e anormais."
(Dr. Pitirim A. Sorokin, autor de mais de 30 volumes sobre sociologia, filosofia, psicologia, participando na obra "Incidentes críticos em Psicoterapia" de Stanely e Corsini, p. 26.)
3. É significativamente importante o amor nas crianças. Sua ausência poderia produzir transtornos tão sérios como o marasmo.
a) Pouco tempo depois da segunda guerra mundial, em certo orfanato da Europa aconteceu o triste caso de um grupo de 97 criaturas, cuja idade oscilava entre os três meses e os três anos, que - segundo o informativo médico - adoeceram ou morreram por falta de amor. Foram vestidas e alimentadas convenientemente e foi-lhes dada toda atenção médica necessária. Só faltava um elemento. O pessoal da instituição era desesperadamente escasso, e cada enfermeira devia cuidar de um grupo demasiado numeroso de orfãozinhos desvalidos. Apenas podiam alimentar, vestir e banhar as criaturas. Não tinham tempo para estar a seu lado, para consolá-las ou para demonstrar-lhes algum tipo de afeto.
Depois de três semanas de internação apareceram sintomas de sérias anormalidades. Ao final de cinco meses a condição das crianças se havia agravado rapidamente. Alguns enlouqueceram por causa da solidão e do temor, 27 morreram em seu primeiro ano de vida, e sete mais morreram em seu segundo ano. Outros 21 que conseguiram sobreviver, ficaram tão prejudicados por esta experiência que foram classificados como neuróticos incuráveis. A falta de amor havia destruído a vida de mais da metade do grupo.
4. Lamentavelmente nosso século XX, embora pronuncia muitas vezes a palavra amor, na prática o tem deixado de lado.
a) ILUSTRAÇÃO: É curioso, e até talvez significativo, o descobrimento feito por um jornalista inglês que, ao estudar a Enciclopédia Britânica, constatou que na primeira edição desta obra magna, do ano 1769, a palavra 'átomo' foi tratada em quatro linhas, enquanto a palavra 'amor' se haviam dedicado cinco páginas. Na última edição nem se menciona a palavra 'amor', mas o artigo 'átomo' compreende cinco páginas. Um jornalista alemão sentiu-se muito afetado ao ler esta notícia e tomando o Léxico Bockhaus do ano 1943, encontrou o mesmo. Havia muito material sobre o átomo, mas a palavra "amor' faltava por completo. (A edição de 1913 ainda tem um quarto de coluna sabre a palavra 'amor', enquanto o artigo sobre o átomo cobre quatro páginas)" (El Predicador Evangélico, Janeiro/Março de 1959, p. 240).
5. Vendo as coisas com objetividade, parece-nos que nesta época agimos baseados da filosofia do "não te metas."
a) ILUSTRAÇÃO: Isto foi comprovado tempos atrás na França, onde para estudar a disposição dos automobilistas de ajudar os acidentados, colocou-se em uma das estradas um boneco simulando um homem acidentado. A experiência foi altamente reveladora: 35 carros passaram pelo lugar e desviaram-se para não se complicar com aquele homem presumivelmente atropelado. Somente o carro n.º 36 parou para oferecer sua ajuda humanitária.
b) Não sei se a experiência teria sido melhor em nossa querida terra.
6. E contudo quanto necessitamos de amor para manter nosso equilíbrio interior!
a) ILUSTRAÇÃO: Uma vez perguntaram ao famoso psiquiatra, Carlos Menninger, o que deve fazer uma pessoa que está a ponto de sofrer um colapso nervoso. Por estranha que pareça sua resposta, ele não disse que era necessário consultar a um psiquiatra, mas aconselhou:
- Deve fechar sua casa com chave e ir em busca de alguém que se encontre necessitado, e fazer algo por ele.
II. AMAR É SINAL DE MATURIDADE
1. O ser humano nasce indefeso.
a) Receberá todo o necessário de fora.
b) "Aquele que não chora..." fica sem comer.
c) O egocentrismo é, em certa medida, necessário.
2. Cresce fisicamente, ou é um atrofiado, um anão.
a) Cada vez se movimenta mais, começa a brincar.
b) Começa a trabalhar e amparar-se a si mesma.
c) Chega a tornar-se independente.
3. Cresce intelectualmente.
a) Começa a conquistar a si mesmo e a conquistar a sua mãe.
b) Depois conquista o restante do círculo familiar.
c) Conquista a vizinhança e as amizades.
d) O meio escolar.
e) A cidade, o país, etc. Vai crescendo.
4. Deve crescer emocionalmente.
a) Mediante o pranto reclama que lhe dêem.
b) Começa a captar a idéia de posse: "MEU".
c) Deve começar a partilhar seus brinquedos, etc.
d) Começa a servir ao círculo onde vive.
e) Sair do eu, para entrar no nós. Ou será um anão, um atrofiado emotivo.
5. O sair do eu e mudar para o nós é um sinal de crescimento; de maturidade.
a) Significa que estamos começando a captar a vida em suas realidades mais profundas.
b) Escreveu Juan Donne, pregador e poeta do século XVII, acerca dos sinos que soavam para anunciar as coisas importantes:
"Nenhum homem é uma ilha. Cada homem é um pedaço do continente, uma parte do total. Se o mar arrasta um torrão, Europa perde algo, como se houvesse desaparecido um promontório, como se houvesse sido o terreno de seu amigo ou o seu própria. A morte de cada homem me diminui, porque formo parte da humanidade, e portanto, nunca mande perguntar por quem dobram os sinos. Dobram por você."
III. QUE É AMAR?
1. Milhares acham que amam; é mentira, não amam!
a) A crônica policial mostra-nos cada dia pessoas que diziam "amar apaixonadamente." Lamentavelmente terminaram matando o objeto de seu amor.
2. Amor é mais que dar.
a) Existe a generosidade neurótica, que não é amor.
b) Por outro lado o caráter mercantil desta época só dá se em troca receber. S. Mateus 5:46-48.
3. É mais que amabilidade.
ILUSTRAÇÃO: Três escoteiros vieram ao seu chefe para informar-lhe que haviam realizado o bem que lhes correspondia para esse dia.
- Que fizeram? - perguntou o chefe.
- Ajudamos a uma senhora anciã a cruzar a rua.
- Os três ajudaram a mesma senhora?
- Sim.
- Mas eram necessários os três para fazer isso?
- Bom, sim. Porque ela não queria cruzar a rua.
4. É mais que sentimentalismo.
a) Não consiste em ser amado mas em amar.
b) Não depende do objeto, mas é uma faculdade do sujeito.
5. O amor não é um sentimentalismo, mas um princípio ativo, reitor da vida.
a) Disse E. G. White:
b) "O amor é um precioso dom que recebemos de Deus. É carinho puro e não um sentimentalismo, mas um princípio ativo, heróico e capaz de ações sacrificadas e ternas."
c) Segundo Erich Fromm: "O amor é uma atividade, não um afeto passivo; é um estar contínuo, não um súbito arranque. No sentido mais geral, pode descrever o caráter ativo da amor afirmando que amar é fundamentalmente dar, não receber."
d) Por isso gosto do que disse alguém: "O amor é para o homem o que a lei da gravidade é para o Universo. Sem ele só há caos."
6. Talvez a definição mais equilibrada e bonita que encontrei seja a que S. Paulo descreveu na Santa Bíblia. I Coríntios 13:1-8 pp.
IV. COMO FAZER PARA AMAR
1. O coração natural, o do homem pecador não convertido, não pode experimentar o perfeito amor.
2. E. G. White tem a solução: "O que é necessário é o amor de Cristo no coração. Quando a eu está imerso em cristo, o amor brota espontaneamente". (Beneficência Social, pág. 82)
3. O amor aceso por Cristo no coração produzirá paz interior.
4. Como e por que a presença de Cristo atrai paz?
a) Deus é amor.
b) Ao permitir-Lhe tomar passe de nossa vida:
(1) Muda nossa natureza.
(2) Dá-nos um novo coração.
(3) Enxerta em nós o coração espiritual de Jesus.
c) A vida de Cristo em nós chega a ser uma vida de amor.
CONCLUSÃO:
1. Permitamos que o Senhor entre em nossa vida.
2. Ele a encherá de amor.
3. Então será muito fácil amar.
4. E o resultado será a paz interior. Filipenses 4:7.
TRÊS FORMAS DE POSTERGAR SEUS FUNERAIS
INTRODUÇÃO:
1. Quando uma pessoa pergunta a alguém:
- Como estás?
A resposta convencional, quase invariável, é:
- Bem!
Mas a continuação da resposta costuma incluir
a) A descrição de algum cansaço crônico.
b) Alguma operação.
c) Algum remédio que se está tomando.
d) Alguma deficiência vitamínica.
e) E tantos etc. mais.
2. Quase poderíamos dividir a humanidade em dois grupos grandes e um pequeno:
a) O pequeno: gente realmente sadia.
b) Os dois maiores dividem a humanidade em
(1) "Enfermos ambulantes" e
(2) "Enfermos prostrados".
3. Mas não era esse o plano original de Deus ao criar o ser humano, pois fez para Adio um corpo planejado para viver sempre sadio e feliz.
a) Devia gozar de uma dieta escolhida que incluía a Árvore da Vida.
b) Se não houvesse pecado, jamais se saberia o que eram
(1) Cáries
(2) Queda do cabelo
(3) Problemas cardíacos
(4) Cálculos renais
(5) Velhice
(6) Morte, etc. etc.
c) Deus havia feito planos
(1) Para a vida, não para a morte;
(2) Para a saúde, não para a enfermidade;
(3) Para a energia e o dinamismo, não para o cansaço e a dor.
4. Pelo pecado, e com o correr dos séculos, este maravilhoso organismo ao qual demos o nome de corpo humano tem funcionado cada vez pior.
5. Mesmo depois de haver entrado o pecado, Deus não ignorou Suas criaturas.
a) Através de Moisés revelou a Seu povo vários princípios de vida sadia que, apesar das conseqüências do pecado, permitiriam evitar muitas de suas conseqüências imediatas.
b) Deus propôs dar boa saúde a Suas criaturas que estivessem dispostas a viver em harmonia com as leis da vida estabelecidas por Ele. Êxodo 15:26; 23:25.
6. É nosso plano discutir hoje as vantagens de respeitar essas leis da vida e especificamente o objetivaremos em torno de três práticas contemporâneas.
I. ALGUNS PRINCÍPIOS BÁSICOS
Com o propósito de entender melhor o tema de hoje, vejamos primeiro alguns princípios básicos quanto a saúde.
1. Nosso Senhor não quer nos ver enfermos.
a) Ao ver as multidões sofridas. "teve grande compaixão deles". S. Mateus 9:36.
(1) Havia criado um ser humano sadio e feliz.
(2) O pecado - transgressão da lei - fê-lo adoecer moral e fisicamente.
b) "Jesus andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo." Atos 10:38.
"... pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo." Mateus 4:23.
c) Muitos que falam de cura.
(1) Têm razão, o Senhor cura.
(2) Mas se enganam ao crer que curará contra as leis da vida.
(3) Entendam-me.
- Se nos negamos a viver de acordo com as leis da saúde, não pretendamos sanidade nem saúde.
c) Nosso Senhor quer que respeitemos as leis da saúde como deveríamos respeitar a lei dos Dez Mandamentos.
(1) É lógico:
- O corpo humano não mudou.
- Temos um organismo igual ao de nossos antepassados.
- Fraco, porém igual.
(2) Portanto:
- As mesmas leis da saúde postas por Deus para eles, são válidas agora.
2. Outro ponto muito importante é o seguinte:
Deus fez o ser humano como uma unidade com pelo menos três áreas as quais constituem algo assim, como um triângulo equilátero: Área física, área mental e área espiritual. Área Física
a) Para que possamos ter felicidade é necessário conservar o equilíbrio e a saúde dessas três áreas.
b) Mas: A fim de que a pessoa possa considerar-se sã, teria que gozar de saúde nas três áreas de seu ser simultaneamente, pois bastará que uma dessas áreas adoeça para que o indivíduo deva ser considerado enfermo.
3. Outro ponto vital: com o objetivo de preservar a saúde e felicidade de Suas criaturas, o Criador estabeleceu leis, as quais regeriam a normalidade e o bem-estar de cada uma dessas áreas e, portanto, do indivíduo.
a) As leis biológicas, destinadas a protegê-lo na área física.
b) As leis psicológicas, destinadas a proteger seu bem-estar na área mental.
c) As leis morais, destinadas a proteger seu bem-estar na área espiritual.
4. Sendo que as leis mencionadas foram todas estabelecidas pelo Criador para proteger e reger a vida, creio que deveriam ser consideradas em igualdade.
a) As leis biológicas e psicológicas deveriam ser consideradas tio sagradas como as morais, expressadas basicamente pelos Dez Mandamentos.
b) E vice-versa: As leis morais deveriam ser consideradas tão leis da vida, imutáveis, como as leis biológicas e as psicológicas.
5. Voltando às leis da saúde, podemos entender que há ao menos duas razões básicas pelas quais devemos respeitar as leis da saúde.
a) Porque nos fará bem.
b) Porque a verdadeira religião e as leis da saúde estão mais relacionadas do que imaginávamos.
6. Até aqui, tendo em conta I S. João 3:4, tínhamos claro que os que não respeitavam a lei dos Dez Mandamentos estão em pecado.
a) Víamos isto muito claro, pais quem vive às margens da lei, está pecando.
7. Mas agora estamos entendendo que as outras áreas também foram criadas por Deus para viver dentro delas. São tão leis de origem divina e tão leis da vida como as morais.
a) Portanto passar por cima delas, viver às margens delas implica uma violação pecaminosa.
b) Sendo que hoje falaremos de três hábitos negativos que vulneram as leis biológicas, tal como é vista pelo Autor da vida (Deus), apliquemos o princípio analisado, à área física.
(1) 1 Coríntios 3:16-18.
(2) 1 Coríntios 6:19-20.
(3) 1 Coríntios 10:31.
(4) Por isso propôs não tocar naquilo que a Bíblia chama de "imundo". II Coríntios 6:17.
8. Depois destes enunciados acerca de princípios básicos, vamos às três práticas contemporâneas as quais, suprimidas, nos permitiriam postergar nossos funerais.
II. PRIMEIRA FORMA DE POSTERGAR SEUS FUNERAIS: ABSTENÇÃO DE CARNES IMUNDAS.
1. Muitas vezes escutei o argumento de que Deus é o Criador de tudo e que se pode comer de tudo, se é que é feito com oração. Minha objeção creio que se pode fundamentar com fatos concretos:
a) O cianureto foi feito por Deus, mas não como comestível.
b) A Terra foi feita por Deus, mas não para ser comida.
c) E assim poderíamos fazer uma longa lista de coisas ou seres que dão equilíbrio à Criação, mas que não foram feitas como comestíveis.
2. Um dos animais que Deus chama imundo (não se pode comer), e que dói deixar: Levítico 11:3, 7.
a) São chamados indistintamente: porco, cerdo, suíno.
b) Quando as pessoas querem comê-lo acham mais elegante chamá-lo de cerdo, leitão.
c) Mas eu, mesmo que as cores de uma fatia de presunto sejam bonitas, vejo o porco tão porco, que prefiro chamá-lo de porco.
(1) (Descrever o chiqueiro)
(2) É um lixeiro ambulante ("Porco limpo nunca engorda", diz o refrão).
(3) Se não tiver outra coisa, come até os filhos, e... tudo o que sobra...
d) O porco imundo, sujo, não deve entrar na boca de um cristão.
3. Sem dúvida que Deus deve ter muitas boas razões mais (talvez desconhecidas ainda para a ciência) mas pelo menos já conhecemos várias que se podem invocar pelas quais dar ao Senhor a razão.
Há algumas enfermidades que se podem vincular com o porco.
a) Triquinose
b) Solitária (tóxica) está relacionada com o porco.
c) Disenteria Baladiana com evacuações diarréias; com sangue) .
d) Pique Onigua (Pulga muito daninha para a pele) e que está associada com o porco.
e) A carne de porco tem gordura intestinal (forma parte do próprio tecido).
Isso dificulta a digestão. Além disso os tecidos gordurosos são fonte de colesterol dietético.
Deus sabe porque a proíbe; você e eu devemos levar isso em conta.
III. SEGUNDA FORMA: NÃO FUMAR
1. O tabaco é uma erva tóxica.
a) Não foi criada para consumo humano.
b) Deveria ser mantida fora do corpo.
2. Atualmente a ciência médica opina que:
a) Os fumantes têm 110% mais de possibilidades de morrer de câncer do que quem nunca fumou.
b) Quanto ao câncer do pulmão, os fumantes têm 700% mais de possibilidades de morrer desta doença.
c) Têm também 10 vezes mais de probabilidades de morrer de enfisema.
d) E 103% mais de probabilidades de morrer de enfermidades cardíacas.
e) Afetam também a parte arterial do cérebro.
f) Afeta igualmente à mulher e a criança que está sendo gerada, se a futura mamãe fuma.
g) Isto não é tudo, mas é suficiente para decidir deixar de fumar definitivamente.
3. Estas e outras razões moveram os médicos norte-americanos para que 51% deles deixassem de fumar. Somente 22% deles fumam atualmente.
4. Se lhe custa muito deixar de fumar, faça parte, e fale conosco após a conferência, procuraremos ajudá-lo. Não se esqueça de que temos um curso gratuito para deixar de fumar em cinco dias.
IV. TERCEIRA FORMA DE POSTERGAR SEUS FUNERAIS: DEIXAR AS BEBIDAS ALCOÓLICAS.
1. As pessoas gostam de beber, mas a maioria sabe que não lhe faz bem.
a) Porque é um tóxico depressor do sistema nervoso.
(1) Pertence à família do éter e do clorofórmio.
(2) Na antigüidade era o único anestésico para as amputações.
c) É um produto de resíduos produzido pela fermentação de frutas, cereais, tubérculos ou melaço.
2. Uma vez li um breve artigo intitulado:
Um honesto anúncio de licores. Dizia assim:
"O seguinte é um honesto anúncio de licores. No dia 24 de fevereiro de 1886 apareceu no jornal Democrat, de Boise, Idaho, EE.UU., um aviso de 'O Salão da Verdade Despida', cujo proprietário é o Sr. Santiago Lawrence: "Amigos e vizinhos, tendo aberto recentemente um cômodo ou salão para a venda do fogo líquido, aproveito esta oportunidade para informar-vos que iniciei as tarefas que contribuirão para formar bêbados, indigentes e mendigos que logo hão de ser sustentados pela parte sóbria, industriosa e respeitável da sociedade.
"Trabalharei com bebidas alcoólicas, as quais incitam os homens a cometer desordens, roubos e crimes, e portanto diminuem o bem-estar, aumentam as perdas e põem em perigo a sociedade toda.
"Encarregar-me-ei, em pouco tempo, por pouco dinheiro e com grandes possibilidades de êxito; de preparar vítimas para os asilos, cárceres e para a própria forca.
"Oferecerei um artigo que aumentará os acidentes, multiplicará o número de enfermidades penosas, e transformará em seres incuráveis os que agora são sadios e salvos.
"Negociarei com drogas que tiram algo de vida, muito da razão, muito dos bens e toda a paz; drogas que farão que os pais cheguem a ser maus, as esposas viúvas, as crianças órfãs, e todos mendigos.
"Farei que muitos da geração que agora surge, cresçam na ignorância e tornem-se uma carga e um estorvo para a nação. Farei que as mães se esqueçam de seus filhos, e que a crueldade tome o lugar do amor.
"Algumas vezes perverterei os ministros das religiões, corromperei a pureza da igreja e causarei morte temporal, espiritual e eterna; e se alguém for impertinente a ponto de perguntar-me porque tenho a audácia de ocasionar tanta miséria às pessoas, minha honrada resposta será: 'Dinheiro'. O espírito do comércio é lucrativo, e muitos professos cristãos o apoiam voluntariamente.
"Do governo dos Estados Unidos adquiri o direito de destruir o caráter, destruir a saúde, encurtar vidas e arruinar as almas daqueles que escolhem honrar-me com seu costume.
"Comprometo-me fazer tudo o que prometi. Solicita-se de todos os que desejarem acarretar sobre si mesmos ou sobre seus amigos qualquer um dos males especificados acima, que se reunam comigo em meu bar, onde, por pouco dinheiro, lhes proporcionarei certos meios de poder fazê-lo." (Apareceu em "Programas e Planos" quarto trimestre 1958.)
CONCLUSÃO:
1. Deus é o Criador.
a) Sabe como funciona melhor o organismo.
b) Sabe o que deveríamos evitar.
c) Tem direito de exigir obediência a Suas leis.
2. Nós, como filhos, comprados por Seu sangue, que faremos?
I S. Pedro 1:14.
PEDRO, A PEDRA E A IGREJA
INTRODUÇÃO:
1. Muitos dizem que quando Jesus, Nosso Senhor, declarou: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha igreja", estava dizendo:
a) Tu és papa e:
b) Teus sucessores o serão.
2. E tantas vezes o disseram que:
a) Quase foi feito um sinal no cérebro e
b) Quase não se pode apagá-lo.
3. Mas para ser honestos: Que é o que realmente vale?
a) O que nos disseram?
b) Ou o que realmente disse o Senhor?
4. O que disse e o que não disse o Senhor?
a) A Bíblia, que não mente, o disse bem claro.
I. QUE DISSE E O QUE NÃO DISSE
Leiamos a passagem bíblica. S. Mateus 16:13-23.
1. Descobrimos primeiramente: a igreja não foi fundada em Roma. Foi fundada em Cesaréia de Filipe. (16:13)
2. Outra coisa: Não é Pedro quem funda a igreja, mas sim Cristo, nosso Senhor.
3. A igreja não é de Pedro, é de Cristo.
4. Diz ali: Tu és papa? (16:18).
a) Verdadeiramente não.
b) Ali não diz: Tu és papa. Diz: "Tu és Pedro", e utiliza a palavra ?????? = canto arredondado, ou pedra pequena, pedrinha, pedra movediça.
5. Diz ali: Teus sucessores serão papas?
a) Verdadeiramente não. Em nenhuma parte menciona um sucessor.
b) Dizer que ali diz o que não diz, eqüivaleria a mentir. E não queremos fazê-lo.
6. Diz ali: "Sobre ti, Pedro, edificarei minha igreja"?
a) Para sermos honestos, teremos que reconhecer que não (16:18).
b) A ?????? (cascalho) disse:
"Sobre esta ????? (que é outra coisa diferente que ??????; ????? = acatilado, Rocha, manto rochoso) edificarei minha igreja."
c) No original bíblico, um é ?????? e outra é a ?????.
d) Se houvesse sido sobre ??????, deveria haver dito: "Sobre ti".
- Existe esta forma gramatical no grego.
- Usou-a ao falar das chaves. "A ti...
e) Alguém poderia argumentar que tampouco disse que seria sobre outro. Isto é o que deve ríamos ver.
II. S. PEDRO É UM E A PEDRA SOBRE A QUAL FOI EDIFICADA A IGREJA É OUTRA
1. Como podemos demonstrar?
a) Não irei filosofar.
b) Existem argumentos lingüísticos.
(1) Derivados do sentido gramatical de ?????? e ?????.
(2) Mas você poderia pensar: "Os que não estudamos grego, como poderíamos prová-lo?"
c) Mas seria mais prático:
(1) O homem em questão - São Pedro.
- Esteve ali.
- Sabia grego e aramaico (língua utilizada pelos hebreus dessa época).
- Escutou o que Jesus disse.
- Sua opinião é digna de confiança.
2. S. Pedro esclarece quem é a Pedra. I S. Pedro 2:1-8.
a) É Jesus
b) S. Pedro não diz: sobre mim.
c) Ele disse: Sobre o Senhor.
III. POR QUE SÃO PEDRO ENTENDEU QUE JESUS ERA A PEDRA?
1. S. Pedro conhecia as Sagradas Escrituras do Velho Testamento.
a) Por isso citou-as freqüentemente tanto em seus discursos como em suas duas epístolas bíblicas.
2. Ele sabia que Rocha é nome próprio de Deus.
a) Deuteronômio 32:18, 3, 4.
b) Habacuque 1:12.
c) O erudito católico apostólico romano, Monsenhor Dr. Juan Straubinger, em uma nota de rodapé de I Coríntios 10:4 (Novo Testamento Tradução de Dr. Félix Torres de Amat, anotado por Mons. Dr. Juan Straubinger, Editorial Guadalupe, IX.ª edição, 1958) diz: "Rocha é, no Velho Testamento, nome de Deus... A qual rocha era Cristo..."
3. Portanto, S. Pedro sabendo que Rocha é nome próprio de Deus, compreendeu bem que:
a) Sendo ele (Pedro) homem, poderia ser ?????? (cascalho), mas ????? (=Rocha = Deus), nunca.
b) Pretender que ele fosse Deus seria uma blasfêmia. Algo assim como ser o anticristo.
c) Jesus, sim, era a ????? (= Rocha = Deus), porque Jesus é Deus.
4. Aquele dia S. Pedro entendeu as duas coisas:
a) que ele era um canto (esquina) arredondado, um cascalho tosco e movediço.
(1) Esteve ao lado do Senhor quando recebeu a revelação.
(2) Logo foi instrumento de Satanás. S. Mateus 16:21-23.
(3) Evidentemente era um cascalho movediço, não apto para alicerce de uma igreja.
b) Também entendeu por revelação que Jesus era uma Rocha firme, inabalável.
5. Como sei que nesse dia Deus Pai revelou a São Pedro que Jesus era Deus - A Rocha?
a) Ali o diz: S. Mateus 16:15-17.
(1) Deus revelou a S. Pedro que Jesus era:
- Cristo.
- Filho de Deus.
(2) Na linguagem deles, isto significava DIVINO.
ILUSTRAÇÃO: Filho da Paz - pacífico.
Filho da consolação - Consolador.
Filho de Deus - Divino.
b) Até os inimigos de Jesus e dos apóstolos entendiam assim.
(1) S. João 10:24-25.
- Queriam que definisse se era ou não o Cristo.
(2) S. João 10:36.
- Consideraram uma blasfêmia digna de morte que Jesus declarara ser o Filho de Deus.
(3) S. João 10:30-33
- Por declarar ser Cristo, o Filho de Deus, eles entenderam que Se faria igual a Deus.
c) Vamos voltar ao diálogo de Cesaréia de Filipe (S. Mateus 16) e apliquemos o que acabamos de descobrir:
(1) A expressão: Jesus, Filho de Deus = Deus.
(2) Deus = Rocha.
ROCHA = DEUS = CRISTO FILHO DE DEUS.
d) S. Mateus 16:13-18.
(1) O que descobriu S. Pedro?
(2) O que disse o Senhor?
- Que Jesus é: Cristo, Filho de Deus = Deus = Pedra.
- Tu és ?????? = cascalho movediço = Humano
* bonachão
* impulsivo
* volúvel
- Sobre a ????? (o que acabas de confessar: Que eu, Jesus, Sou a Pedra ou Rocha (ou seja, Deus), edificarei minha igreja.
IV. DIGAMO-LO DE OUTRA MANEIPA
Alguém dirá: "Quando existem muitos detalhes, faço confusão. Não existe uma maneira mais simples de entendê-lo?"
- Sim, há.
- Deixemos tudo o que aprendemos e simplifiquemos as coisas:
1. Pensemos por alguns momentos com mentalidade católica. Eles crêem:
a) Que S. Pedro foi o primeiro papa.
b) Que quando um papa fala
- Como cabeça da igreja.
- Por revelação de Deus.
- Definindo uma doutrina, FALA EX-CATEDRA.
* É infalível
* O que declara é norma de fé.
* É indiscutível e inapelável.
c) Nesse caso, em Atos 4, S. Pedro falou ex-cátedra, foi infalível.
(1) Falou cheio do Espírito Santo (4:8).
(2) Definiu quem é a Pedra (4:10-11).
2. Coloquemos as coisas em seu lugar:
Se a igreja não foi fundada por São Pedro nem sobre São Pedro,
Não é correto invocar uma sucessão ininterrupta de papas a partir dele.
3. São Paulo esclarece várias coisas: Efésios 2:20-22.
a) A pedra básica: Cristo.
b) Os apóstolos e profetas, em pé de igualdade.
c) Baseados neles: Sua carne ou sua doutrina?
- Sua doutrina. S. João 6:63.
d) O que é edificar a igreja?
- Reunir membros = ensinar - batizar.
4. Não podemos pretender colocar outro fundamento à igreja, que não seja Jesus.
a) S. Pedro, cheio do Espírito Santo, foi infalível ao dizer:
Atos 4:11 que Jesus é a pedra.
b) S. Paulo também o disse: I Coríntios 3:11.
CONCLUSÃO:
1. O momento é chegado de:
a) Deixar os homens.
b) Para seguir ao Senhor.
2. Somente em Cristo há salvação.
a) S. Pedro foi muito claro. Atos 4:8, 10-12.
b) Demos atenção à Palavra do Senhor.
CENTO E OITENTA MILHÕES POR UMA PÉROLA
INTRODUÇÃO
1. Segundo o famoso mineralogista Heriberto P. Whitlock, há quatro pedras preciosas. São elas: diamante, rubi, safira e esmeralda.
2. Há outras pedras valiosas, mas não são consideradas preciosas senão semipreciosas. Por exemplo: topázio, granada, turmalina, zircão, berilo e opala.
3. Também há outras de menos valor, como ametista, calcedônia, crisópraso, ágata, ônix, jaspe.
4. Houve um tempo que o rubi era a gema mais valiosa do mundo. Aparentemente, Salomão viveu nessa época.
5. Dizem que hoje seria a esmeralda a mais apreciada e que seguiriam em ordem de importância o rubi e o diamante.
6. Mas não é dessas gemas que lhes vou falar hoje.
Nosso tema girará em torno de uma significativa parábola de nosso Senhor Jesus Crista. Está em S. Mateus 13:45-46.
I. QUE REPRESENTA ESSA PÉROLA TÃO VALIOSA NA PARÁBOLA?
1. Essa pérola representa Cristo, porque:
a) Hoje como ontem, possuindo todo o ouro do mundo, porém sem possuí-Lo, estaríamos perdidos,
b) Hoje como ontem, sem nada dos bens materiais, mas com Cristo somos salvos.
2. Atualmente continuam encontrando valiosíssimos diamantes. Não faz muito, os diários publicaram a notícia da descoberta de um diamante de quase 200 gramas, o terceiro jamais encontrado em ordem de tamanho e peso. Foi avaliado em onze milhões setecentos mil dólares. A enorme gema foi encontrada numa jazida de Serra Leoa. Foi batizado como "Estrela de Serra Leoa." A informação jornalística assinalava que tinha o tamanho de um ovo de galinha e quando o encontraram parecia um pedaço de vidro esmerilado ou um pedaço de gelo despedaçado, com superfícies ásperas e desiguais.
3. Que aconteceria se você ou eu o tivéssemos vis to atirado no campo, ou na rua?
a) Eu, pelo menos, não teria agachado para pegá-lo.
b) Talvez um adolescente lhe houvesse dado uns dois pontapés.
c) O que acontece é que, ao não entender da matéria, não haveríamos dado o seu verdadeiro valor.
4. E que aconteceria se ficássemos sabendo que algum de nossos vizinhos estava vendendo tudo para comprar esse pedaço de vidro despedaçado?
a) O mais provável é que o teríamos criticado.
b) Inclusive, algum mais satírico o teria tomado como motivo de críticas e deboches.
c) Ou talvez, os mais indulgentes teriam suposto que lhe sobreviera alguma enfermidade mental.
5. Somente os entendidos teriam compreendido que o homem em questão estava fazendo o negócio de sua vida.
6. E assim acontece também com Cristo.
a) Enquanto alguns zombam.
b) Outros criticam.
c) Os demais não entendem.
d) Os que pensam com sensatez compreendem que vale a pena deixar qualquer coisa com o propósito de tê-lo.
S. Mateus 13:45-46.
II. DEVEMOS DEIXAR TUDO QUE NOS IMPEDE DE SEGUIR A CRISTO
1. O caminho para a vida eterna é um caminho estreito. De renúncia.
2. Muitos desejam uma religião cômoda e barata que lhes permita fazer o que desejam. A verdadeira religião não pode ser barata, nem engendrar cristãos de tipo barato. Nunca muito custou pouco.
3. ILUSTRAÇÃO: Um cavalheiro tinha em suas mãos um pacote de bombons. Aproximou-se a um sobrinho que brincava com suas bolinhas e disse:
- Ponha sua mão no pacote e tire todos os bombons que puder. O menino introduziu sua mão no pacote mas não pôde tirar nenhum bombom, parque tinha as mãos cheias de bolinhas e não as queria soltar. Então o tio lhe insinuou:
- Se quiseres os bombons, primeiro terás que soltar as bolinhas.
O menino negou-se a fazê-lo, pois considerava as bolinhas como seu tesouro mais importante.
a) Não é possível herdar o reino dos céus enquanto retemos o pecado em nosso coração.
b) Devemos renunciar ao pecado para aceitar a Cristo.
c) Se há algo ou alguém que nos impede seguir fielmente ao Senhor, deveríamos desfazer-nos disso que nos freia. Cristo vale mais que qualquer outra coisa na Terra ou no céu.
4. A Bíblia fala de um homem, a quem conhecemos como o "jovem rico", que não esteve disposto a renúncia. S. Mateus 19:16-22.
a) Era um jovem com inquietudes religiosas.
b) Sentia carinho e apreço por Jesus.
c) Porém, não estava disposto a deixar seu egoísmo, suas posses materiais para ser fiel. O amor ao dinheiro o impedia de ser um bom cristão, Jesus o fez notar, mas ele não esteve disposto a renunciar.
III. ÀS VEZES O OBSTÁCULO PODE SER AS PRESSÕES FAMILIARES
1. A família que se opõe: S. Mateus 10:36-39.
2. A verdade sempre foi impopular. Também atualmente encontrará oposição, às vezes até de nossos entes mais queridos.
3. Alguém terá problemas com a observância do sábado. Dirá: Temo perder o emprego etc.
4. Alguns dizem: "É MUITO DIFÍCIL NO SÉCULO VINTE".
a) Era mais difícil no tempo de Jesus.
b) Vejamos o caso do cego de nascença. S. João 9:1-22.
- A resposta de seus pais. S. João 9:20-22.
c) Que implicava ser expulso da sinagoga?
- Segundo a lei judia ninguém podia, em todo o território da nação, dar emprego para essa pessoa; seus pais deviam expulsá-lo do lar; ninguém podia hospedá-lo; nem sequer podiam dar-lhe um prato de comida.
- De maneira que ser fiel a Cristo nesse momento era mais difícil do que imaginamos hoje.
- Mas houve muitos que, graças a Deus, estiveram dispostos a desfazer-se de tudo para ter a Cristo.
5. A idéia de renúncia também foi explicada por Jesus com as palavras de S. Lucas 9:23-25.
a) Segundo os pais da igreja isto significa fazer qualquer coisa contrária à natureza humana.
b) Significa que teremos que aceitar a carga que represente ser fiel a Deus.
Estar dispostos a suportar a oposição e as lutas sabendo que é um privilégio de nossa parte resisti-las por causa do Senhor.
6. Devemos perseverar custe o que custar.
a) ILUSTRAÇÃO: Durante a guerra civil nos Estados Unidos, havia uma elevação ocupada pelo inimigo com uma bateria que matava os soldados a centenas. O General que da outra colina observava a luta com seus binóculos, viu que seu exército era impotente para tomar aquele elevação.
Mandou chamar o Capitão da companhia que ele atacava e ordenou-lhe:
- Capitão, tome essa colina e desaloje a bateria.
- Meu General, procurarei fazê-lo - respondeu o capitão.
Deu meia volta, e já esta indo, quando escutou novamente a voz imperativa do General que lhe ordenava:
- Capitão!
Ao voltar e ao perfilar-se escutou:
- Tome a colina e desaloje dali o inimigo.
- Meu General, farei todo o possível.
Deu meia volta, e marchava, quando o General, inconformado com a resposta e irritado pela incompreensão, disse-lhe mais severamente:
- Capitão!
O oficial voltou a perfilar-se.
- Diga-me capitão: "Tomarei a colina ou morrerei!"
O capitão deu meia volta e se foi. Conta a história que o capitão tomou a colina e a vitória foi ganha.
b) O Senhor espera de nós firmeza e perseverança. Não se conforma com esforços mornos ou medíocres. Espera de nós o melhor.
IV. CENTO OITENTA MILHÕES POR UMA PÉROLA
1. ILUSTRAÇÃO: Alguns anos antes de estourar a guerra mundial, estava sendo dirigida uma série de conferências no Japão. Assistiu ali uma senhorita da alta sociedade. Seus pais eram condes. A senhorita era filha única. Tinha uma ampla cultura, pois possuía o doutorado em Filosofia, falava japonês, alemão, francês e inglês.
Depois de escutar as conferências, convencida da verdade bíblica, resolveu abandonar o "shintoísmo" para abraçar a verdade ensinada pela igreja adventista. Aceitando incondicionalmente a Jesus como Salvador pessoal, começou a guardar o sábado e a esperar a segunda vinda de Cristo.
Quando seus pais se inteiraram de que havia mudado de religião, começaram as sérias dificuldades. Vivia num palácio, acostumada a uma vida de luxos, sem saber o que eram as tarefas domésticas, pois havia muito pessoal de serviço.
O pai chamou-a e disse:
- Minha filha, você não pode seguir com essa religião cristã adventista. Como pode abandonar o "shintoísmo"! Você sabe que sou Conde; o que pensará a sociedade; que dirão os círculos governamentais dessa religião fanática, quando são todos shintoístas aqui!
Carinhosamente, a filha procurou convencer o pai de que somente a Bíblia personifica a verdade Divina e que ela somente podia crer em Deus como revelado nesse livro e em Jesus como nosso Senhor. Mas os preconceitos do pai lhe impediram ver a beleza do plano de salvação.
Quase diariamente a jovem tinha sérios desgostas, até que certo dia o pai lhe disse que se não renunciasse ã religião teria que abandonar o lar. A mãe quis intervir em favor da filha, mas não teve êxito. O pai disse afinal: - Você tem duas horas para preparar suas malas e abandonar este lugar.
Angustiada a senhorita teve que preparar suas malas sozinha, pois foi a primeira vez que em sua vida o pai havia ordenado que ninguém a ajudasse. Em seus ouvidos ressoavam as palavras de Jesus nosso Senhor: "Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim". E isto a animou a cantar o hino (NOTA: seria apropriado que neste momento alguma pessoa da igreja que tenha boa voz cantasse o hino do Hinário Adventista do Sétimo Dia, n.º 518, a primeira estrofe).
A Jesus seguir eu quero, Seja a sorte, sim, qualquer;
Onde quer que vá meu Mestre, Seguirei, sem mais temer.
Ó, Jesus, seguir-Te quero; Tu morreste, foi por mim,
Mesmo que Te neguem todos, Eu Te sigo até o fim.
Após reunir todos os seus pertences, pegou o dinheiro que tinha e colocou-o na carteira. Nesse momento entra o pai com a ordem de que a levasse ela mesma sua bagagem até o carro que a deixou ali, como o pai havia ordenado.
Encontrou-se perplexa e sozinha. Pôs-se a pensar. Pensou em alugar um quarto num hotel. Assim o fez. De súbito disse a si mesma:
- Sei falar alemão, inglês e francês. Vou dar aulas de línguas e ganharei a vida assim.
Colocou um anúncio no jornal e em poucos dias teve uma quantidade suficiente de alunos para custear suas despesas. Assim vivia só mas tranqüila, guardando o sábado como fiel filha de Deus até que certo dia parou um carro em frente de sua casa e dele desceu seu venerável pai, com o propósito de vê-la.
Abraçou-a chorando e disse:
- Filha, estes três meses que você esteve ausente de casa foram um inferno para sua mãe e para mim. Temos chorado todos os dias e não podemos viver mais sem você. Volte para casa e continue com sua religião. Faça o que quiser quando voltar para casa. Só lhe peço uma coisa: Quando eu morrer - coisa que pode acontecer em qualquer momento, pois os médicos dizem que não sobreviverei a outro ataque de coração - queime incenso ao meu espírito, de acordo ao rito shintoísta.
Esse pedido se devia ao fato de que crêem os shintoístas que, morto o pai seu espírito se transforma em uma espécie de deus, intermediário entre Deus e seus filhos. Isto os obriga a queimar incenso em sua honra em certas ocasiões.
A filha respondeu-lhe:
- Papai, eu te quero muito, como também a mamãe. Desejo voltar para casa. Mas não posso prometer o que me pede, pois faltaria ao primeiro e segundo mandamentos que dizem que não tenho que ter outros deuses ou imagens, como poderei cumprir com teu desejo, honrando sua imagem como a de uma divindade? Isto é contra a santa Bíblia, e não poderei fazê-lo sem cometer pecado.
O pai, um tanto irado disse:
- Terás que fazê-lo!
A filha respondeu-lhe com toda sinceridade e amor:
- Papai, eu poderia dizer-lhe que o farei, mas uma vez que você esteja morto não o faria. Você não saberá, mas procedendo assim desobedeceria o nono mandamento da lei de Deus, que manda não mentir. Deus exige que eu guarde os Dez Mandamentos, querido paizinho, por isso não poderei prometer o que me pede. Mas cuidarei de você com toda carinho, enquanto estiver vivo, porque você é meu pai.
Pela segunda vez o pai quis obrigá-la... Irritado gritou: - Está bem. Ficará deserdada. Adotarei uma filha. Você está morta para nós.
Poucos dias depois adotou outra filha. Esta menina que havia aceitado a Cristo esteve disposta a perder sua herança avaliada em centro e oitenta milhões antes que perder a Cristo, a Pérola de Grande Preço. O caminho para ela apresentava-se árduo, mas sabia que o Senhor a esperava ao final do mesmo.
(NOTA: Aqui seria bom que a mesma pessoa cantasse a segunda estrofe e o coro do hino 518.)
Um tempo depois este homem morreu repentinamente e de acordo com a ameaça feita havia legado toda sua fortuna de cento e oitenta milhões de reais à filha adotiva. A filha legítima não lamentava a perda da herança, pelo contrário. Dizia:
- Prefiro a pérola verdadeira da salvação aos cento e oitenta milhões de meu pai.
(NOTA: Pode cantar a terceira estrofe e o coro do hino 518.)
CONCLUSÃO
Apelo para seguir a Cristo a qualquer preço; a deixar tudo o que impeça ir a Jesus; a vender tudo para comprar a Cristo, a Pérola de Grande Preço.
VITAMINAS PARA A ALMA
INTRODUÇÃO:
1. Em grego a palavra homem (é um vocábulo genérico que designa ao mesmo tempo a mulher), significa um "ser que tem o rosto voltado para o alto". Quando olhamos para o alto, nossas vidas tenderão naturalmente a elevar-se e então, tiraremos nossa inspiração dAquele que no alto habita, e que sempre conduz os seus filhos por caminhos de sinceridade e de verdade.
2. A época atual empurra o ser humano a um ritmo tão intenso de atividades que lhe rouba a capa cidade - em muitos casos - de meditar, de encontrar-se consigo mesmo e com Deus.
3. A pessoa vive num nível que é quase igual ao de um animal. Seus prazeres são quase exclusivamente físicos. Suas ambições e atividades são, em grande parte, materiais. Vê a vida em seu aspecto temporal: uma rotina contínua de ganhar, gastar, comprar, vender, comer, dormir.
4. Mas um dia sobrevém uma crise, uma desgraça inesperada ou um reverso da vida que o faz compreender a fragilidade do material, e não sabe bem como pedir a Deus; não sabe orar.
5. Os discípulos fizeram um pedido muito inteligente. S. Lucas 11:1.
I. NÃO SABEMOS ORAR
1. Muitas vezes não fazemos nossa parte.
a) ILUSTRAÇAO: Gladstone, o famoso estadista inglês, gostava de contar o caso de uma meninazinha chamada Júlia, cujo irmão havia construído uma armadilha para pegar pardal. Como a menina era muito compassiva, orou para que a armadilha não funcionasse. Passaram vários dias, nos quais o rosto de Júlia estava radiante de confiança no que havia orado. Notando-a tão segura de que a armadilha falharia, sua mãe perguntou-lhe:
- Júlia, como pode estar tão segura?
Com um sorriso, ela respondeu:
- Porque faz três dias a quebrei com um pontapé.
Como Júlia, o cristão faz sua parte para que suas orações sejam respondidas. Se ora para vencer o hábito de ler fotonovelas, elimina de sua casa toda publicação que as contenha. Se pede pela vitória sobre o fumo, atira os cigarros ao lixo. Se deseja vencer o hábito de ir ao cinema, não olha para os cartazes. Se ora pela salvação de seus entes queridos, proporciona-lhes publicações com o Evangelho, fala com eles das verdades, da Palavra de Deus ou escreve-lhes falando da necessidade que temos de Cristo.
Se pede por uma boa saúde, siga as regras da vida sadia. Se ora pelo êxito em suas tarefas escolares, faça sua parte estudando fielmente.
b) Há algo que devemos fazer, e Deus espera que o façamos: Romper com o pecado. Salmos 66:18.
2. Muitas vezes não oramos bem, pois pronunciamos orações egoístas. Deus não pode respondê-las. Tiago 4:2, 3.
a) A oração egoísta não vai diretamente a Deus, pois gira em torno do eu, daquele que a pronuncia.
II. O QUE É ORAR?
1. É mais que rezar. S. Mateus 6:7.
2. É um ato íntimo. S. Mateus 6:6.
a) E. G. White diz que é "o ato de abrir o coração a Deus como a um amigo".
b) ILUSTRAÇÃO: Em seu livro Gift From the Sea (Dom do Mar), Anne Lindbergh leva-nos consigo ao fundo do oceano e descreve a vida fascinante e diferente nesse remoto e silencioso mundo de água. Fala-nos da inspiração que recebeu de sua reflexiva relação com ele. Não obstante, esclarece uma coisa em sua introdução. Os dons do mar, disse: "não devem ser procurados, ou cavados para que sejam encontrados; a pessoa deve estar vazia, aberta, á espera de um dos dons do mar".
c) Quando todas as demais vozes ficam caladas, e na quietude esperamos diante dele o silêncio da alma, a voz de Deus torna-se mais distinta (nítida).
III. COMO ORAR?
1. As cartas que não são bem endereçadas, geralmente não chegam ao destinatário. Assim também acontece com as orações.
a) Devemos orar a Deus como a um Pai, Jesus ensinou-nos a orar: "Pai nosso que estás nos céus..."
b) Devemos pedir em nome de Jesus. S. João 14:13,14.
2. Peçamos que seja feita a Sua vontade.
a) No Pai nosso Jesus ensinou: "... seja feita a Tua vontade..."
b) O que pedimos a Deus, freqüentemente, não é que nos permita fazer Sua vontade, mas que aprove a nossa."
3. Oremos com fé. Tiago 1:6,7.
a) ILUSTRAÇÃO: Embora seja aceitável, o testemunho dos sentidos não o é de todo. Por exemplo: - São demasiado rápidos para o olho os destros movimentos de um prestidigitador. - Pensemos nas ilusões de ética conhecidas com o nome de ilusionismo. Há os de cidades, paisagens, barcos, trens e de muitos outros tipos.
Em 1890, os habitantes de Yuma, Estados Unidos, viram um grande barco que parecia navegar pelo céu. Na realidade, o barco estava no Golfo da Califórnia, a mais de 150 quilômetros de distância.
Na localidade de Bagadad, no deserto de Mojaya, na Califórnia, às vezes se vê no céu uma cidade que se crê que é a de São José, que se encontra a uns 800 Kms de distância.
b) A fé não é sentimento. É confiança, simplesmente confiança. Pode-se ter confiança com lágrimas ou sem lágrimas. Jesus cristo declarou Seu amor por você. Crê você nEle?
Declara que todos os seus pecados foram perdoados de acordo com sua fé. Acredita você nisso? Ele afirma Sua habilidade para curar as fraquezas humanas. Ponha-O à prova! E se num esforço sincero, às vezes fracassamos, promete perdoar e restaurar. Coloque sua mão trêmula em Cristo e comece tudo de novo.
c) A oração de fé é uma fonte de poder.
S. Marcos 11:22-24; Tiago 5:16.
d) Na parede de uma central elétrica estão escritos estes versos:
Há algum rio que seja invencível,
ou alguma montanha imperfurável?
Especializamo-nos em todo o impossível.
Fazendo o que ninguém pode fazer.
Esta é a linguagem da fé. Apresenta um espírito que olha cada dificuldade como um desafio para um esforço maior, uma atividade mais intensa e um acréscimo da imaginação.
- Deus Se compraz em fazer o impossível se for para o bem de Seus filhos.
e) "A oração não é somente adoração; é também uma invisível emanação do espírito de adoração humano, a mais poderosa forma de energia que uma pessoa pode gerar...
Seus resultados são susceptíveis de medir-se em termos de um aumento do ânimo físico, maior poder intelectual, mais vigor e uma compreensão mais profunda das realidades que estão à base das relações humanas."
V. DEUS RESPONDE?
1. Temos ao nosso lado a palavra de honra do Senhor. S. Mat. 7:7-11.
2. ILUSTRAÇÃO: O escritor A. Powel Davies conta a história de um jovem que lhe foi pedir conselhos. Estava enamorado de uma moça, e queria averiguar se ela estava disposta a casar-se com ele. O Senhor Davies sugeriu-lhe:
- Pergunte a ela.
- Mas ela poderia dizer-me que não.
- Nesse caso teria a resposta que busca.
- Bem - prosseguiu o namorado -, quando estou com ela, fico nervoso, e mesmo que me esforce, as palavras me saem mal.
- Não se preocupe - replicou-lhe o escritor até mesmo as palavras equivocadas farão com que ela capte a idéia corretamente, e se ela o quiser, de todos os modos se casará com você. O jovem seguiu o conselho e obteve resultado favorável.
Muitas pessoas pensam que há alguma maneira para alcançar os alvos sem realizar esforço, particularmente sem esforço da vontade.
Mas Jesus disse: "Pedi... buscai... batei ..."
3. Deus escuta antes aquilo que imaginamos.
a) ILUSTRAÇÃO: O carrilhão (conjunto de sinos) da grande torre de Londres é ouvido na Austrália, a 20.000 km de distância, antes que na rua onde se encontra a famosa torre.
Transmitido pela onda radiofônica chega à Austrália em menos tempo do que necessita para chegar sem a ajuda da rádio da torre ao solo.
b) Assim a oração elevada a Deus desde o coração sincero, chegará ao Criador em menos tempo do que aquele que usa em formulá-la.
4. Não sei que método usa, mas sei que ouve.
a) Se os homens podem ouvir à distância, muito mais Deus pode ouvir.
b) ILUSTRAÇÃO: No dia 11 de Março de 1960, os Estados Unidos lançaram o "Pioneer V", um satélite de 45 kg que devia girar em órbita solar. A bordo da pequena esfera havia transmissores de rádio: um de cinco watts e o outro de 150. O último sofreu pequenas defeitos técnicos. Mas o menor manteve contato com os equipamentos da Terra até que o satélite se introduziu mais de 36 milhões de km no espaço.
Se o homem finito pode lançar satélites e captar os sinais que são transmitidos desde milhões de quilômetros, necessita-se de muita fé para crer que Deus, infinito, ouve as nossas orações? Se Deus pode colocar em órbita uma estrela como Betelgeuse, de Órion, com um diâmetro entre 400 e 500 milhões de quilômetros, tão grande que a órbita completa de nossa terra em volta do sol poderia situar-se dentro dela e ainda sobraria muitos milhões de quilômetros, e cujo volume é de 30 milhões de vezes maior que o sol, duvidaríamos que Sua sabedoria e poder Lhe permitem ouvir as orações de Seus filhos da Terra?
5. Sei que Ele responde.
a) ILUSTRAÇÃO: (NOTA: conte um fato que lhe tenha ocorrido, ou que tenha acontecido a uma pessoa conhecida sua. O testemunho pessoal é insubstituível.)
CONCLUSÃO
1. Um bom conselho de S. Paulo. I Tessalonicenses 5:17.
a) Bem que valeria a pena aplica-lo.
b) A oração transforma as coisas. Se não, pelo menos nos transforma e o resultado é igualmente bom.
2. "É o alento para a alma" (E. G. White).
3. Apelo para orar.
4. Oração.
NOTA: Desta noite em diante, anime as pessoas que tenham pedidos especiais de oração para que os apresentem e ore com elas.
COMO IDENTIFICAR A IGREJA VERDADEIRA
(A idéia original deste tema foi extraída de uma conferência do Pastor Salim Japas.)
INTRODUÇÃO:
1. Basta olhar ao nosso redor para descobrir que existem muitas igrejas.
2. É bom escutá-las um pouca para descobrir várias idéias que têm em comum.
a) Geralmente encontra-se pessoas muito sinceras em todas as religiões.
b) Geralmente todos eles crêem estar dentro da igreja verdadeira.
c) Se até você e eu, embora estejamos em igrejas diferentes, sentimos no esconderijo de nossa consciência: minha igreja é a verdadeira; todas as demais estão erradas.
3. Diante deste panorama, alguém exclamou uma vez:
"Se tão somente a igreja tivesse carteira de identidade, quantos problemas evitaríamos para identificá-la".
4. Alegre-se! Ela tem! É para o final de nosso tema de hoje vou mostrar-lhes.
5. Mas primeiro vejamos a igreja do Senhor em uma significativa parábola bíblica:
I. A PARÁBOLA SOBRE A IGREJA QUE ESTÁ NOS DOIS TESTAMENTOS.
1. Quando Nosso Senhor Jesus cristo esteve na terra, costumava ensinar por meio de parábolas.
2. Esta parábola sobre a igreja deve ter sido mui to clara para aqueles dias, pois
a) Eram pessoas, em grande parte, do campo.
b) Uns mais, outras menos, mas todos tinham sua vinha.
c) E Jesus utiliza a vinha como figura da igreja.
3. A parábola no Novo Testamento. S. Mateus 21:33.
a) Uma vinha com um cerco.
4. A parábola no Antigo Testamento. Isaías 5:1,2.
a) Uma vinha cercada.
b) A vinha representa os que foram nessa época o povo de Deus. Isaías 5:7.
c) Quer dizer que quando no Novo Testamento o Senhor falou da parábola da vinha, seus ouvintes sabiam de que estava falando.
d) Estava falando da igreja do Senhor.
A igreja é a mesma.
e) Como os hebreus não deram os frutos adequados, foram arrancados.
f) Mas Cristo, o tronco, permanece.
g) O mesmo depois de Sua ascensão:
(1) Os fiéis ficam com Ele.
(2) Os que não forem firmes, serão arrancados.
5. (Em S. João 15, encontramos outros elementos que nos levam a entender que Jesus Cristo é a vida e a essência dessa vinha; é a raiz e o tronco que a sustém. S. João 15:1,5.)
II. O MURO AO REDOR DA VINHA
1. Como vimos, a vinha foi colocada dentro de um cercado. Isaías 5:1,2.
2. Que poderia representar esta cerca?
a) Sendo que a igreja é uma entidade espiritual, a lógica nos diria que tinha que se tratar de algo espiritual que exerceria a função de cerca.
b) Quais são as funções básicas de uma cerca?
Encontrei pelo menos duas:
(1) Marcar o limite entre o terreno do Senhor e o terreno alheio.
(2) Proteção. Ou seja: Um limite de proteção, além do qual não há segurança.
c) Evidentemente teria que se tratar de alguma norma capaz de preservar, de proteger a igreja e de mantê-la dentro do terreno de Deus.
3. Proporei "a priori" o que pode ser a cerca, e imediatamente fundamentá-la-ei biblicamente. Proponho que a cerca protetora colocada por Deus para manter a Sua igreja dentro de Seu terreno, dentro de cujos limites há segurança, além de cujos limites não há segurança, é a Santa Lei de Deus.
a) Porque S. Paulo a chamou de Santa, justa e boa. Rom. 7:12.
b) É uma cerca eminentemente espiritual. Assim ensinou S. Paulo. Romanos 7:14.
c) Quem permanece dentro do terreno determinado pela Santa Lei de Deus tem paz e segurança. Salmos 119:165.
d) Que acontece com quem salta por cima da cerca da Santa Lei de Deus e vive à margem da Lei; fora da cerca da Lei?
(1) Segundo I S. João 3:4, ao saltar por cima da cerca da Santa Lei de Deus, pecamos. O terreno que está fora da cerca da Lei é o do pecado. Esse terreno não é o de Deus, mas de Satanás.
Assim como quem vive à margem da lei civil é um delinqüente, vive em delito, quem vive à margem da Lei de Deus é um pecador e está no terreno que não é de Deus; no terreno de Satanás.
(2) Isso acarreta a morte. Romanos 6:23.
(3) E a destituição da glória de Deus. Romanos 3:23. Ou seja: estão perdidos.
4. Onde pensa você que o Senhor vai guardar a sua igreja?
a) Pagou muito caro par ela. O preço foi Seu próprio sangue.
b) Certamente quer cuidá-la bem.
c) O único lugar natural.
(1) Não é o terreno de Satanás.
(2) É o terreno de Deus: dentro da cerca.
5. Por outro lado, a lógica nos diria que o Senhor quer que a cerca fique firme.
a) Toda tentativa de romper a cerca não vem de Deus.
b) Proviria de um inimigo; de alguém desejoso de estragar e destruir a vinha do Senhor.
III. O ANTICRISTO ABRE BRECHAS NA CERCA DA SANTA LEI DE DEUS
1. Por um lado temos bem definida a posição de Nosso Senhor Jesus Cristo com respeito à Santa Lei. S. Mateus 5:17-19.
2. Por outro, a profecia fala de planos sinistros que executaria o anticristo, representado na profecia de Daniel como o chifre pequeno. Daniel 7:25.
a) Mudar a Lei
b) Romper a cerca
3. Quando lemos os 10 Mandamentos na Santa Bíblia e os comparamos com a realidade católica refletida no resumo dos mandamentos no catecismo, vemos que, lamentavelmente, foram abertos os buracos (NOTA: Comparar com a tradução católica): Êxodo 20:3-17.
a) O 2º Mandamento, que proíbe a adoração reverência às imagens e
b) O 4º Mandamento, que ordena santificar o sábado santo.
4. Os protestantes fizeram arranjos em um, o que tem que ver com a adoração das imagens.
a) E têm razão, porque o mandamento é mandamento. Está bem claro.
b) Foi promulgado para ser cumprido.
5. O problema é que deixaram os buracos do dia do repouso.
a) Fazem-me lembrar a anedota que contava meu cunhado, com relação ao italiano que viajava, anos atrás, em um trem.
Era inverno, a primeira hora da manhã e este amigo tinha a janela aberta. Entrava um frio que congelava, creio que até as idéias! A pobre senhora que dividia o assento com ele, timidamente, sugeriu que ele fechasse a janela, pois ela estava tremendo de frio.
O mencionado homem, em sua simpática meia língua respondeu: - "Es iguale".
Sempre aparece algum comedido. Assim que outro passageiro, que viajava de pé, impacientou-se e aos gritos exigiu que fosse fechada a janela. Mas como o homem de nosso relato insistisse em seu "es iguale" o defensor da senhora começou a chamar o guarda, até que o italiano disse:
- "Mas es iguale!"
E enquanto fechava a janela que não tinha vidro, tirou seu braço para fora.
(1) Tinha razão. Como a janela não tinha vidro, era igual tê-la aberta ou fechada.
a) Sabe? Por momentos parece-me que a cristandade está passando algo parecido.
(1) Por um lado, os protestantes se preocupam em reparar a cerca da Santa Lei tirando as imagens. E insistem em que tenham que obedecer o preceito de tirar as imagens, pois Deus o ordena e tem razão.
(2) Por outro lado, mantêm rompida a cerca em relação ao dia de repouso.
(3) E o diabo, que vê tudo isso, embora não seja italiano, sorri enquanto diz:
- "Mas! es iguale!" Mesmo que consertarem um, enquanto deixarem o outro quebrado, a igreja vai em direção ao pecado e o pecado introduz-se na igreja.
- Em outras palavras: Já não há limite entre o terreno de Deus e o terreno de Satanás.
- Não importa se está dentro ou fora da igreja, da cerca quebrada, ou em qualquer dos dois casos, é igual.
- Já não há proteção divina.
Em troca, a igreja que está dentro da cerca perfeita vive uma situação muito diferente:
(NOTA: colocar uma cerca perfeita perto de uma estragada.)
Alguém poderia ir-se de encontro ao pecado.
(NOTA: desenhar uma flecha saindo de dentro para fora, assinalando a palavra pecado.)
Mas a igreja não. Ela permanece em seu devido lugar.
(1) Bem delimitado seu terreno do de Satanás.
(2) Dentro dos limites da vontade expressa de Deus.
IV. ALGUNS ENTENDEM MAL A MISSÃO DO SENHOR
Creio ser muito importante que em relação com este tema nos defrontemos com a pergunta: Para que veio o Senhor?
1. Para destruir a cerca da Lei?
a) Não! Essa era a obra do anticristo.
b) Não creio que alguém pretendesse realmente que cristo viesse fazer a obra do anticristo.
2. Tirar-nos da cerca da Lei para que vivamos à margem da Lei?
a) Por favor! Isso é o que fez Satanás com Adão e Eva no Jardim do Éden.
b) Não cremos que Jesus veio fazer a obra do diabo. Ao contrário. Ele veio desfazer as obras do diabo. I S. João 3:8.
3. A Santa Bíblia é muito clara: Veio salvar-nos do pecado.
a) Perdoar-nos por graça.
b) Guardar-nos dentro da cerca.
(1) Dentro de qualquer cerca? Se estiver quebrada, estar dentro ou fora "es iguale"
(2) Salva-nos do pecado por graça e guarda-nos dentro da cerca sãos; esse é Seu terreno, o de fora é terreno de Satanás.
c) Assim fez com a mulher encontrada no próprio ato do adultério;
(1) Encontrou-a vivendo às margens da Lei, no pecado, no terreno de Satanás.
(2) Perdoou-a pela graça.
(3) Disse-lhe: "vai e não peques mais", ou seja, não desobedeças mais à lei; não sigas às margens da lei, fora da cerca.
(4) Quer dizer que a perdoou por graça para viver dentro da cerca da Santa Lei.
V. A CARTEIRA DE IDENTIDADE DA IGREJA
1. Toda carteira de identidade tem pelo menos duas características identificadoras importantes:
a) A foto da pessoa
b) Suas impressões digitais.
2. Às vezes há pessoas que são muito parecidas. Inclusive há os que trabalham em dublagem. Mas quando se tomam as impressões digitais descobre-se quem é quem.
a) O rosto pode ser maquiado
b) Mas as marcas dactiloscópicas não se podem maquiar.
3. A carteira de identidade da igreja está em Apocalipse 14:12.
a) A Foto: A Fé em Jesus.
- Muitos se parecem.
- Cantam os mesmos hinos.
- Falam de Jesus
- Mas quando operam (metem a mão) o que acontece?
b) As impressões digitais (as marcas de sua situação): Guardam os mandamentos de Deus.
4. É como se falássemos de uma ponte com dois pilares:
a) A igreja, diríamos, está firmada sobre dois pilares:
(1) A fé em Jesus
(2) Os mandamentos de Deus
b) Uma ponte assentada sobre dois pilares.
(1) Se tirarmos um, o que acontece?
(2) O mesmo acontece com a igreja.
c) Aos judeus faltam-lhes um pilar.
(1) Não têm a fé em Jesus.
(2) Destruíram-se
(3) Não são a igreja
(4) A igreja verdadeira é uma igreja cristã.
d) A católicos e protestantes:
(1) Falta-lhes um pilar
(2) Não guardam a Lei
(3) Desmoronam-se frente a Deus
(4) Não são a igreja
(5) Têm a cerca quebrada
(6) Não há segurança ali.
e) A igreja verdadeira:
(1) É uma igreja cristã (tem a fé em Jesus)
(2) Guarda os Mandamentos de Deus
- A foto mais as impressões digitais.
CONCLUSÃO
1. Todas as igrejas dizem ser a igreja verdadeira, mas as cercas falam.
2. Apelo para entrar e permanecer dentro da cerca da Santa Lei de Deus.
AS CASAS MAL-ASSOMBRADAS E OS FANTASMAS
1. Os que já entraram em contato com camponeses argentinos, recordarão de terem ouvido falar de "feitiços".
a) De onde provêm essas crenças?
b) São bastante antigas.
2. Os índios pampas criam na existência de um espírito grande e bom, chamado "soychu" que se opunha um espírito maligno denominado "Gualichu".
a) Davam grande importância a "Gualichu".
b) Temiam-no e procuravam conjurar seus poderes mediante os feiticeiros.
c) Assinalavam lugares maléficos, como baixadas e salinas do "Gualichu".
d) As superstições dos índios que falavam línguas chechehet se acrescentaram quando a grande tribo, aproximando-se pela primeira vez às pessoas de Buenos Aires, haviam-se contagiado de varíola, dizimando-se durante a fuga veloz na qual recorreram duzentas léguas para o sul.
3. Contudo, não somente no campo se fala do tema. Também na cidade. Embora mude de terminologia, todos os dias ouvimos falar de:
a) Casas mal-assombradas.
b) Aparecimentos.
c) Fantasmas.
d) Maldições.
4. São fatos reais?
a) Admitamos que, às vezes, são frutos da superstição, do medo, e nada mais.
b) Mas em alguns casos parece que não somente fora assunto de interpretações distorcidas por causa do medo.
5. Embora pareça mentira, Ricardo Cavendish, em seu livro Las Artes Negras, menciona atualmente que ainda se usam como objetos sagrados:
a) Velas feitas com sebo humano.
b) A cabeça de um gato preto engordado com carne humana.
c) Um morcego afogado no sangue.
d) Chifres de bode que copulou com uma moça.
e) O crânio ou caveira de um homicida.
6. Mas o interesse desta conferência não é dar uma aula de bruxarias. O objetivo é outro mais importante.
a) Ao falar acerca das casas mal-assombradas e dos fantasmas, ocorre-me que o mais importante seria abordar a pergunta: Quem são esses espíritos que aparecem?
b) Onde encontrar a resposta?
(1) Sem dúvida que cada um tem mais ou menos sua idéia a respeito.
(2) Também creio que não é demais conhecer a orientação que Deus nos dá na Santa Bíblia.
7. Sendo que muitos insistem que existem espíritos conscientes dos mortos, faríamos bem em recapitular o que Deus explica, o que acontece quando uma pessoa morre.
I. A SANTA BÍBLIA ENSINA O QUE ACONTECE QUANDO UMA PESSOA MORRE
1. A alma (a capacidade de pensar, captar, sentir) é o resultado da normal e harmoniosa relação de dois elementos que por si só não têm consciência:
a) O pó mais o sopro de vida. Gênesis 2:7.
b) Algo semelhante a isto:
2. O exemplo é mais valioso do que imaginamos.
a) Porque há corrente elétrica no cérebro.
(1) Isso é o que registra um eletroencefalograma.
(2) Esses traços irregulares e rítmicos dilatam as descargas dessa diminuta porei real corrente do cérebro.
b) E a luz da consciência só existe quando essa corrente circula com normalidade por essas espécies de maravilhosos transistores que são nossos neurônios.
3. A Bíblia nos ensina que, pelo pecado, a "alma vivente" chegou a ser mortal. Ezequiel 18:20.
4. A realidade da Bíblia nos ensina que a Bíblia tem razão:
a) Os pensamentos dependem de um cérebro vivo.
b) Um cérebro - adormecido
- anestesiado
- estragado
não pensa.
c) Quando uma pessoa morre seu cérebro se descompõe, se destrói.
- Seus pensamentos são como a luz que se apaga.
d) O mesmo diz a Bíblia. S. João 11:11-14.
- Na morte, a pessoa fica inconsciente.
5. A idéia de que os mortos vivem não é bíblica, mas está muito difundida.
a) Adquire formas e cores muito variadas através do tempo e das culturas.
b) Mas havia se introduzido na cristandade proveniente do paganismo.
II. QUEM SÃO ESSES ESPÍRITOS?
1. Convêm sabê-lo, pois diante do problema, muitos buscam auxílio com médiuns, espíritos, bruxos e feiticeiros... Buscam apoio em qualquer um que faça milagres. Mas, cuidado: 2 Coríntios 11:13-15.
2. Há espíritos de demônios.
a) Que fazem milagres. Apocalipse 16:14.
b) São milagres mentirosos para a perdição. 2 Tess. 2:8-12.
(1) Alguns se deslumbram com os milagres.
(2) Crêem que, onde há milagre, isso é de Deus.
(3) Mas estes versículos são bem claros.
3. O que fazer para descobrir se são anjos caídos ou não, os que protagonizam essas aparições?
a) É muito fácil desmascara-las, os demônios têm sua doutrina.
b) S. Paulo diz que há doutrina de demônios. I Timóteo 4:1.
4. Alguém poderia dizer: Como poderia você demonstrar que a doutrina de que os mortos vivem, é a doutrina de demônios?
a) Para isso teria que demonstrar que Satanás a ensinou.
5. Vejamos o que aconteceu na primeira sessão de espíritos que houve sobre a terra.
a) Deus havia dito: Se pecares, morrerás.
O pecador não seria imortal. Gênesis 2:16.
b) Satanás disse: o pecador é imortal. "Não morrereis".
c) Assim como Satanás se opõe a Deus, a doutrina de Satanás se opôs à revelação de Deus.
ILUSTRAÇÃO GRÁFICA
d) Esta foi a primeira sessão espírita que houve sobre a terra:
(1) Um espírito (Satanás)
(2) Falando a um ser humano (Eva)
(3) Por meio da serpente (a serpente atuou como médium)
(4) Proclamando a doutrina básica do espiritismo: que o pecador é imortal. Embora morreu, vive.
6. Isto explica por que a doutrina de que os mortos vivem está tão generalizada.
a) Quase tanto como o pecado.
(1) Porque as duas têm o mesma pai: SATANÁS.
(2) Ambas as coisas foram introduzidas ao mesmo tempo na Terra.
c) Isso explica também por que é doutrina básica, praticamente de todas as religiões que estão fora do círculo protetor que Deus pôs em torno de Sua igreja.
7. Por isso, o falar com esses seres que dizem ser os mortos é uma prática de origem satânica.
a) Deus o proíbe. Deuteronômio 18:10-12.
b) Deveríamos queimar esses livros. Atos 19:18-19.
c) Os que praticam essas coisas não se salvarão. Apoc. 21:8.
III. HÁ PODER EM JESUS
1. Se alguém tem problema com as aparições desses seres que dizem ser os mortos, deveria recordar:
a) Que Jesus o ama.
b) Que Jesus é Todo-Poderoso. S. Mateus 28:18.
2. Quando Ele esteve na Terra, libertou das garras dos maus espíritos, a todos aqueles que eram sinceros.
a) Um exemplo: S. Mateus 8:28-32.
3. Ele prometeu dar-nos uma vida vitoriosa. S. João 16:33.
CONCLUSÃO
1. Hoje os mortos estão como se estivessem dormindo: inconscientes.
2. Satanás e seus agentes espirituais semearam o engano de que eles vivem e aparecem.
3. O filho de Deus não deve participar de sessões espíritas.
4. Se alguém se sente atormentado, busque a Jesus, e Ele o libertará. Hebreus 4:14-16.
O HOMEM QUE NASCEU COM CABELOS BRANCOS
INTRODUCÃO:
1. De onde veio este título?
a) De uma conversa entre Jesus e Nicodemos.
b) Quem era Nicodemos?
(1) Um professor religioso.
(2) Um líder.
(3) Membro da suprema corte de seus dias.
c) Em meio a um diálogo muito significativo, Nicodemos expôs a aparente impossibilidade de nascer sendo velho. S. João 3:3-6.
I. DE QUE ESTAVA FALANDO JESUS E POR QUÊ?
1. Não estava dizendo que temos que nascer fisicamente outra vez (3:6).
2. Disse que embora um homem tenha cabelos brancos (seja velho) pode nascer de novo. Mas: DEVE nascer outra vez se quiser entrar no reino dos céus. (3:5)
a) Se não houvéssemos nascido outra vez, poderíamos ver muitos países, mas há um: "o reino dos céus", que não poderíamos ver.
Poderemos encontrar em todas as partes árvores formosas, mas "a árvore da vida" nunca.
Poderemos ver os rios da terra e navegar por eles. Mas jamais poderíamos ver o rio da vida, que flui do trono de Deus, a menos que tenhamos nascido de novo.
Poderemos ver aos reis e senhores da Terra, mas não poderíamos ver o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Poderemos ir a Londres, ir a Torre e ver a coroa da rainha da Inglaterra, deslumbrante e dispendiosa, mas não poderemos ver jamais a coroa da vida a menos que tenhamos nascido outra vez...
Poderemos escutar a música dos mais famosos intérpretes, pessoalmente, ou com equipamentos "estéreos", mas a menos que tenhamos nascido outra vez não poderíamos escutar o "cântico de Moisés e do cordeiro".
Poderemos ver as lindas residências da Terra e ainda morar nelas, mas tenhamos presente que jamais veremos as mansões que Cristo foi preparar a menos que tenhamos nascido de novo.
Poderemos ver a nossa piedosa mãe esta noite e saber que esta noite estará rogando por nós, mas nunca veremos o rosto de Cristo a menos que tenhamos nascido de novo.
Poderemos ver as mais lindas coisas que haja sobre esta Terra, mas a menos que nasçamos outra vez não poderemos desfrutar dessas "coisas que o olho não viu, e que não subiram ao coração do homem".
3. Alguém poderia pensar: Por que Deus Exige Tanto?
a) Não é tanto, porque quando abandonamos o pecado não estamos deixando nada bom.
b) Essa exigência ê um ato de amar do senhor.
ILUSTRAÇÃO: Se Deus permitisse que entrassem no reino dos céus homens e mulheres que não tenham nascido de novo, não obraria com justiça nem com amor.
Em primeiro lugar, o que não tivesse nascido de novo não poderia sentir-se cômodo ali. Sentir-se-ia como encarcerado, pois não poderia realizar as ações que ele ama em seu coração. Ali tudo se regerá de acordo com a santa Lei de Deus; de acordo com a Sua santa e divina vontade.
Se tomassem das ruas de Buenos Aires a um homem que não tenha nascido de novo e o introduzissem na Santa Cidade, caminhando sobre o pavimento cristalino da cidade de Deus, e em baixo da sombra da árvore da vida diria: - Eu não quero estar aqui.
A exclusão dos não convertidos do céu não é um ato de preferência da parte de Deus, nem tão pouco uma atitude vingativa e de revanche. Algo assim como se Deus tivesse dito: - Pois já que você não quis fazer caso, vá para fora!
Eu sou mais forte e agora me desligo.
O que é que você está pensando!
A exclusão dos não convertidos é um ato de amor da parte de Deus. Ele não quer fazê-lo, mas sabe que se levasse para o céu os não convertidos, não estaria respeitando sua determinação.
Ninguém pode ser feliz à força, nem sequer no próprio céu.
4. Por que é tão necessário?
a) Pelo pecado estávamos mortos... Efésios 2:1-3.
II. QUE SIGNIFICA HAVER NASCIDO DE NOVO?
1. É mais que uma reforma externa.
a) ILUSTRAÇAO: certa fábula antiga fala de um porco e um cordeiro. Um lavrador levou o porco à casa. Deu-lhe um banho, poliu suas unhas, perfumou-o e atou-lhe uma fita em volta do pescoço e o pôs na sala. O porco estava encantador. Tão limpo e perfumado estava que até parecia que poderia conviver com os amigos que chegaram de visita. Por alguns minutos foi um agradável companheiro. Mas tio logo abriu-se a porta, o porco abandonou a sala e saltou ao primeiro charco que encontrou. Por quê? Porque em seu coração não tinha deixado de ser um porco, sua natureza não tinha mudado. Havia mudado exteriormente, mas não interiormente.
2. Inclui a vontade.
Embora tenha uma aceitação intelectual de Cristo e uma experiência emocional, ainda não é suficiente.
- Deve haver uma conversão da vontade.
- Deve haver uma determinação de obedecer a Cristo e segui-Lo.
- Sua vontade deve submeter-se à vontade de Deus.
- O eu deve elevar-se na cruz.
- Seu único desejo deve ser o de agradar a Deus.
3. Devemos renunciar ao pecado.
O que renuncia um trabalho - não vai mais sabe que esse já não é seu lugar.
O cristianismo necessita renunciar ao pecado.
- Não ir mais ao pecado.
- Saber que esse já não é nosso lugar.
4. Significa uma mudança completa:
a) O batismo é sua expressão mais gráfica e clara.
b) Nascer da água.
(1) Necessário: S. João 3:5.
(2) É o batismo. Romanos 6:3-5.
(3) Significa uma mudança completa.
- Não servir mais ao pecado: Romanos 6:6.
- Para S. Paulo significava uma mudança de fé. Atos 9:17,18,24.
- Pode ser o mesmo para você. II Coríntios 6:14-17, 18.
- Uma mudança completa. II Coríntios 5:17.
c) Os frutos.
Em certa aldeia um homem muito vil que vendia lenha a seus vizinhos e que sempre tirava vantagem cortando os troncos mais curtos que os 4 pés = 1,20 m acostumados. Um dia correu a notícia de que o homem se tinha convertido. Ninguém acreditou. Enquanto se discutia o assunto, um dia, um freguês saiu de sua loja e disse:
- É certo. Está convertido.
- Como sabes? perguntaram-lhe.
- Medi a lenha que cortou. Tem uns bons quatro pés.
Realmente era outro homem...
a) Efésios 4:28-32.
I. DEUS PERDOA OS PECADOS DESTE HOMEM OU DESSA MULHER QUE NASCERAM DE NOVO
1. Assim o ensinou s. Pedro. Atos 2:37-38.
2. A vida deles fica segura nas mãos de Deus. Colossenses 3:1-4.
CONCLUSÃO:
1. Estamos orando para que Deus nos dê um novo nascimento?
a) Davi o fazia, e creio que faríamos bem em fazer o mesmo. Salmos 51:10.
b) Às vezes parece-me que alguns não somente não oram por um novo nascimento senão que até têm medo de converter-se.
- Porque amam o que não corresponde.
- Porque querem seguir assim, embora não tenha certeza.
c) Mas Jesus disse: "o que não nascer ... não pode entrar..."
O Senhor volta a dizer-nos: S. João 3:3-5.
A ÚLTIMA CEIA DE AVES DA TERRA
INTRODUÇÃO:
1. Todos sabemos que as coisas não andam bem, que vivemos em dias decisivos. Joel 3:14.
2. Também no plano individual, diante de Deus, esta é uma hora de grandes decisões.
3. Alguns operam como se cressem que se pode estar no termo médio entre Deus e Satanás. Porém estão enganados. Parecem-se ao remador do relato.
ILUSTRAÇÃO: Um homem tinha que cruzar de uma margem à outra, mas como o rio estava muito agitado pelas correntezas, ninguém queria cruzá-lo. Finalmente (e com tarifa especial) alguém aceitou fazer a viagem. Quando se encontravam no meio do rio as coisas se complicaram mais ainda. O passageiro escutou surpreendido que ao dar um golpe de remo, o remador dizia: "Diabo maravilhoso", e no seguinte: "Deus bendito"; e assim ia alternando. Diabo maravilhoso; Deus bendito.
Tocado pela curiosidade, o passageiro perguntou o porquê de tão curiosa atitude. A resposta foi:
- Digo "Deus bendito" para que me cuide, e "diabo maravilhoso" para que não me destrua.
Queria ficar bem com Deus e com o diabo, e isso não pode ser. Há que fazer uma decisão. Não podemos "florescer" com Deus e com Satanás.
I . DEUS ADMOESTA
1. É muito serio deixar de atender as admoestações que vêm da parte de Deus. Hebreus 12:25.
2. Postergar pode ser trágico. Talvez nos aconteça como Esaú. Hebreus 12:17.
3. Deus fez todo o necessário para salvar-nos; se desprezamos as oportunidades não fica outra alternativa ao não ser esperar o castigo da parte de Deus. Hebreus 10:26,27,31.
II. DEUS CASTIGARÁ
1. Quando o Senhor vier dará a vida eterna aos fiéis, mas também castigará aos que desprezam as oportunidades de entrar em Sua graça salvadora.
2. (Descrever a segunda vinda de Cristo, desde a pequena nuvenzinha até a grandeza de Sua presença enchendo todo o céu com Seus anjos e Sua glória. A esta altura, sem fazer anúncio algum, ligue o projetor e apaguem as luzes para projetar 4 ou 5 slides sobre a segunda vinda de cristo, e em especial mostre por último os ímpios fugindo desesperados.)
3. Deus castigará, será terrível.
a) Tão grande como Seu amor é Sua justiça.
b) Tão grande como Sua graça serão Seus juízos.
Tão grande como sua misericórdia será o castigo.
Tão imenso como seu perdão será o castigo.
c) Isaías 2:19,21.
Isaías 26:21.
Jeremias 25:30-33.
III. A CEIA
1. O Senhor convocará todas as aves e animais para comer a carne e beber o sangue daqueles que se rebelaram contra Ele.
Apoc. 19: 17,18; Jeremias 7:33; Ezequiel 39:17-19.
2. (Descreva vividamente a cena. As aves comendo carne com avidez até rebentar: bebendo o sangue dos que se rebelaram contra Deus e cambaleando, bêbados, por tanto sangue, etc., assim como está descrito nas passagens bíblicas. Se tiver alguns diapositivos para ilustrar seria átimo, porém não muitos, 3 ou 4 é o suficiente.)
CONCLUSÃO:
1. Ninguém tem necessidade de que seu corpo sirva de alimento para as aves.
2. Se ordenar hoje sua vida com Deus, nesse dia você irá para o céu com Ele.
3. Apelo. Utilize Deuteronômio 30:19.
A PORTA SANTA
INTRODUCÃO:
1. Aqueles que estiveram em Roma e no Vaticano em 1975, recordarão que esse foi o 26.º ano santo.
2. Entre as coisas mais interessantes que terão visitado, estão as 4 portas santas, as quais estão lacradas e só estão abertas à visitação pública nos anos chamados santos.
3. Sem dúvida, poderemos aprender coisas bem interessantes ao analisarmos o assunto das portas santas.
4. Comecemos com a história dos anos santos.
I. HISTÓRIA DO ANO SANTO E O SENTIDO QUE LHE É ATRIBUÍDO
1. Pelo Natal do ano 1299, começou a circular um rumor entre os peregrinos que chegavam a Roma:
a) O papa, em virtude do Ano Novo, concederia um amplo e generoso perdão; e uma remissão de todas as culpas e pecados cometidos.
b) Faziam alusão a uma ocorrência semelhante nos anos de 1200, 1100 e 1000.
2. O rumor chegou ao palácio papal.
a) Bonifácio VIII, napolitano sagaz, reuniu seus cardeais e lhes pediu que investigassem a fundo os arquivos.
b) Não encontraram nenhum documento que comprovasse a hipotética indulgência do ano 1200.
3. Bonifácio VIII, atento ao clamor popular, promulgou a Bula intitulada "Antiquera habet fido relatio", em 22 de fevereiro de 1300.
a) Ofereceria uma indulgência plena àqueles que durante o ano 1300 e sucessivos anos centenários freqüentassem por 30 dias se eram residentes e por 15 dias, se se tratava de estrangeiros, continua ou alternadamente a duas basílicas: São Pedro no Vaticano e São Paulo, fora, localizada no caminho que vai para Ostia, confessando seus pecados e arrependendo-se sinceramente.
4. O segundo ano santo.
a) Foi um êxito. Assistiram a ele e uns milhões de peregrinos.
b) Foi em 1350.
c) Os períodos foram encurtados. Clemente VI recebeu em Avignon o pedido de fazê-lo com mais freqüência.
d) Foram incorporados S. João de Latrão e Santa Maria a Maior.
5. Períodos mais curtos.
a) Urbano VI, com 33 anos (idade de cristo).
Seria em1383. Morreu. Foi em1390.
b) Bonifácio IX: ordena o seguinte para ele.
c) Urbano VI: em 1423.
d) Paulo II: em1450.
e) Finalmente fica a tradição de fazê-lo cada 25 anos.
II. ACERCA DAS PORTAS SANTAS
1. Virtudes atribuídas ao passar pela "Porta Santa".
a) Como são abertas ao público uma vez cada 25 anos (mais ou menos).
(1) quem passa por elas tem indulgência plena.
2. A porta da basílica de São Pedro.
a) Instituída por Bonifácio VIII em 22-2-1300 (Bula Antiquera habet fido relatio). Junto com a de São Paulo, fora dos muros de Roma.
b) É a quinta porta, na extrema à direita.
3. O ritual na Porta de São Pedro.
Alexandre VI, no século XVI, revisou as cláusulas de seus predecessores, codificando a liturgia e introduzindo o cerimonial da Porta Santa.
a) A porta que está tapada por uma parede de reboque liso, com uma cruz negra, permanece assim fechada por 1/4 de século.
b) No começo do ano: Acompanhado por seu cortejo, entre hinos e salmos alusivos, majestosamente vestido, o Papa caminha até a porta.
(1) Bate na porta 3 vezes com um martelo de prata e cabo de marfim enquanto pronuncia palavras rituais.
(2) A parede que foi previamente secionada, é demolida por operários.
(3) Com uma vela acesa na mão esquerda e uma cruz na direita, penetra na nave.
(4) Há uma marcha em procissão até a capela mais próxima, onde se exibe a "Piedade" de Miguel Ângelo.
(5) Dirige uma breve alocução e conclui o ato.
c) Simultaneamente, cardeais incumbidos pelo Papa abrem as portas santas das outras três igrejas.
d) No final do ano santo:
(1) O último a sair é o Papa.
(2) Com uma colher de prata coloca os primeiros três tijolos.
(3) Os operários terminam a tarefa.
4. A basílica de São Paulo fora dos muros
a) Localizada no caminho para hóstia, fora do cinturão murado que protegia a cidade.
b) Sua porta Santa foi instituída junto com a de S. Pedro, pelo Papa Bonifácio VIII.
(1) (Bula Antiquera habet fido relatio)
(2) (22-2-1300)
5. A basílica de São João de Latrão.
a) Instituída ao ser estabelecido o 2.º ano santo que foi em 1350, por clemente VI.
6. A basílica de Santa Maria Maior.
a) Foi a quarta a ser estabelecida, no Esquilino.
III. É BÍBLICO TUDO ISSO?
1. Qual é o método para obter perdão?
a) Chegar a Roma?
b) Cruzar a Porta Santa, no ano santo?
c) Comprar indulgências?
(1) São Pedro não concordava. Atos 8:20-22.
2. Qual é a base desse sistema?
a) Méritos humanas.
b) Esforços humanos.
c) Pagar o perdão.
(1) Com dinheiro.
(2) Com penitência.
(3) Com sacrifícios próprios.
3. Lutero tentou fazer isso quando subia a "Escada de Pilatos".
a) Por decreto Papal se prometia indulgência a todo aquele que subisse de joelhos a "escada de Pilatos".
(1) Que havia sido levada milagrosamente de Jerusalém para Roma.
(2) Essa foi a escada que Lutero subia, que rendo livrar a alma do seu tio do purgatório, quando veio à sua mente, Romanos 1:17.
4. Porque é inaceitável a idéia de "salvar os mortos".
a) Romanos 14:12.
b) Ezequiel 18:20.
c) Hebreus 9:27.
d) Estão inconscientes. Eclesiastes 9:5-6.
5. De acordo com o que Deus diz, como se salva o pecador?
a) Méritos humanos não servem.
(1) Não importa que métodos busquemos.
- Jeremias 2:22
- Jeremias 13:23.
Somos pecadores por natureza, e tudo que a natureza pecaminosa pode praticar são atos pecaminosos.
(3) Aquilo que temos de melhor em nós não serve para resolver o problema do pecado. Isaías 64:6.
b) Não há método humano que possa pagar a salvação.
c) Deus só nos justifica pela graça. Romanos 3:24-26.
d) Não há sequer um só vestígio da justiça humana. Efésios 2:8,9.
e) "o justo viverá pela fé." Romanos 1:17.
IV. HÁ UMA ÚNICA PORTA SANTA QUE SALVA
1. Não é nenhuma das quatro instituídas por Roma.
a) Essas representam os méritos, as obras praticadas pelo ser humano.
b) Oferecem uma salvação decretada por homens.
2. A única Porta Santa pela qual conseguimos perdão é Cristo.
S. João 10:7-10.
3. Como se entra através de Cristo?
a) Crendo em Jesus. S. João 3:16.
b) Expressando toda essa confiança e fé em Cristo como único e suficiente Salvador, mediante o batismo. Atos 2:37-38.
(1) Crendo em Seu amor.
(2) Crendo que Ele morreu por nós.
(3) Crendo que Seu sangue tem poder para lavar-nos do pecado. I S. João 1:7.
c) Que acontece se pecamos depois? I S. João 2:1 e 1:9.
CONCLUSÃO:
1. Assim como Ele disse ser o único caminho para Deus, S. João 14:6, disse também "Eu sou a porta" S. João 10:7-10.
2. Cada 25 anos? 2 Coríntios 6:2.
O CRISTÃO "PINTAINHO DE PATO"
INTRODUÇÃO:
1. Os que já viram uma galinha chocar ovos de pato, recordarão quão engraçado foi observar a este pobre animal quando seus filhos por choco (não por geração), livres da prisão do ovo, libertam-se logo do cuidado maternal que a galinha quer exercer sobre eles. Bastará que haja ali por perto uma lagoa para que os patinhos se metam a nadar, diante do visível terror da sua progenitora postiça.
2. Quantas vezes acontece o mesmo a Cristo.
a) Assim como para a galinha nasceram filhotes estranhos, o Senhor vê com tristeza que muitos de Seus filhos não são leais à voz do Seu Espírito, nem aos Seus mandatos expressamente indicados em Sua santa Palavra.
3. Jesus falou de cristãos com "SANGUE DE PATO". S. Mat. 23:37.
4. Assim como os estranhos filhotes da galinha, Jesus vê com tristeza que há cristãos que têm:
a) Uma mentalidade que não se adapta aos planos de Deus.
b) Trabalham independentemente da vontade do Senhor.
c) Liberam-se do cuidado do Senhor, e se colocam em um plano no qual o Senhor não pode ajudá-los.
I. DEU-NOS O SÁBADO
1. Segundo o relato bíblico. Deus nos criou, portanto somos propriedade dEle.
a) Em Seu amor e misericórdia, Deus proveu o Éden de tudo que era necessária para que homem fosse ditoso e feliz.
b) Proveu um lar ideal.
c) Criou o casal, ao qual abençoou com o propósito de acrescentar o gozo e a felicidade de nossos primeiros pais.
d) Estabeleceu leis e normas que asseguraram a perpetuidade da felicidade da raça humana.
Enquanto nossos primeiros pais e seus descendentes se mantivessem dentro dessas normas, haveria gozo e felicidade.
e) Mas a raça humana não se manteve leal a essas normas de amor.
2. Fez o sábado para nós. S. Marcos 2:27,28.
a) Foi feito para o bem e por causa do homem.
b) Não disse, do judeu, ou do maometano, ou do cristão somente, ou de alguma raça. Usa a expressão que significa raça humana.
c) Ao estabelecer o sábado para o homem na Criação, o fez juntamente com Adão e Eva, os quais representavam toda a raça humana existente nesse momento. Portanto, quando Jesus Nosso Senhor disse que foi feito por causa do homem, estava indicando que o havia feita para toda a raça humana, para o bem da raça humana.
3. O Senhor quis abrigar-nos debaixo de Suas asas, acrescentando assim a nossa felicidade.
a) Em muitos casos, porém, podem aplicar-se as palavras do Senhor: "... quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintainhos debaixo de suas asas, e tu não quiseste!"
b) O Senhor em Sua misericórdia fez o sábado para o nosso bem, mas alguns não o querem.
c) Baseiam-se em suas próprias opiniões e não no mandamento de Deus.
d) Agem como cristãos "Pintainhos de Pato".
Não se adaptam ao plano de Deus. Têm uma mentalidade diferente da de Deus, e o mais triste é que ao saírem da esfera que Deus lhes indicou, colocam-se num plano no qual o Senhor não poderá ajudá-los para a salvação eterna.
II. VEIO PARA SALVAR-NOS
1. O Senhor declarou que quis ajuntar-nos como a galinha intenta juntar seus pintinhos debaixo de suas asas.
a) Esteve disposto ao sacrifício por nós. I Timóteo 1:15.
b) A história da ciência nuclear também tem seus mártires. Em 21 de maio de 1946, em Los Alamos, Estados Unidos, um jovem cientista participava de experiências com energia nuclear, na preparação de uma explosão no Pacífico. Ele havia realizado esta experiência muitas vezes e com êxito. Estava experimentando com Urânio 235, querendo determinar o que os cientistas chamam de Massa crítica, que causa uma reação nuclear. Foi aproximando os dois elementos gradualmente até a posição em que começou a reação, e então separou-os com uma ferramenta adequada.
Um dia, quando havia chegado o momento de separar os elementos, a chave escapou de suas mãos. Em um instante a sala foi iluminada com um nevoeiro azul. Não havia tempo para pegar a ferramenta. Em vez de fugir, o jovem Luiz Slotin pegou as massas radioativas e separou-as com as mãos. Compreendeu muito bem o perigo que isto significava para ele, mas não se importou. Salvou a vida de sete pessoas que estavam na sala.
Minutos depois, esperando uma ambulância junto com seu colega Al Graves, que também se havia queimada, disse-lhe serenamente:
- Você vai se recuperar, mas eu não tenho esperança.
E tinha razão. Nove dias depois - dias de sofrimento indescritíveis - morreu.
c) Há 20 séculos o Filho de Deus entrou em um mundo cheio de radiação, não radiação nuclear, mas radiação do pecado.
d) Veio salvar os homens, e seus inimigos gritavam: "Salvou aos outros e a si mesmo não pode salvar." Disseram a verdade. Não podia salvar a outros e ao mesmo tempo salvar-Se a Si mesmo. Ele veio para nos salvar, e deu Sua vida para redimir-nos do pecado.
2. Ele é o único que salva. Atos 4:12.
3. O Senhor, que tanto Se sacrificou, para poder abrigar-nos debaixo de Suas asas e dar-nos a certeza da salvação, contempla com tristeza que muitos não querem ir a Ele para ter a vida eterna. S. João 5:40.
a) São cristãos "pintainhos do pato". Não querem se colocar sob as asas protetoras do Senhor. Têm mentalidade própria. Trabalham independentemente da vontade do Senhor.
b) Tratam de salvar-se por obras. Efésios 2:8, 9.
- Libertam-se do cuidado protetor do Senhor, colocam-se em um plano no qual Deus não pode ajudá-los.
- Têm uma mentalidade própria, operam independentemente da vontade de Deus.
- Isso causa tristeza ao coração do Senhor porque compreende que não poderá salvá-los.
c) Buscam outros mediadores. I Timóteo 2:5.
- São cristãos "pintainhos do pato"
- Isso entristece ao Senhor
- Ele declara com tristeza "e não quereis vir a Mim, para terdes vida"
III. INDICA-NOS QUE DEVEMOS NOS BATIZAR
1. O Senhor sabe, como o indica Sua Palavra, que o homem natural está morto em delitos e pecados. Efésios 2:1.
2. O Senhor veio para dar-nos vida, colocar-nos debaixo de Suas asas. Para isso é necessário seguir Suas instruções.
a) Nicodemos chegou junto ao Senhor. Jesus sabia que Nicodemos, como todos nós, estava morto em delitos e pecados. como Jesus queria dar-lhe vida, mostrou-lhe o que necessitava. S. João 3:3,5.
b) Muitos, no entanto, agem independentemente da vontade do Senhor. Têm um plano no qual o Senhor não pode ajudá-los.
c) Pensam que é o mesmo se batizar ou não. Mas Jesus disse que "aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus".
3. Jesus quer nos colocar debaixo de Suas asas, por isso nos disse: S. Marcos 16:16.
CONCLUSÃO
1. ILUSTRAÇÃO: Um agricultor contemplava emociona do seus formosos trigais, que prometiam uma extraordinária colheita. Uns dias antes da data na qual ele havia decidido fazer a colheita dos campos, o fogo consumiu tudo. Arrasou as espigas maduras e também seus planos e compromissos que havia assumido confiando nos dividendos que a colheita lhe daria.
Muito desanimado, começou a percorrer o campo queimado, em companhia de um de seus amigos. Com as mãos nos bolsos e olhando fixamente ao solo, iam comentando com amargura, como seus planos se haviam destroçado. Em seguida passou junto a um montículo carbonizado e, sem pensar, como para descarregar algo de sua tensão nervosa, deu um pontapé nesse montículo que voou pelo ar, deixando descoberto uma cena comovente. Quando o agricultor aplicou um pontapé nesse monte carbonizado, viu que um grupo de pintinhos corria em todas as direções.
Que havia ocorrido? Evidentemente essa galinha, ao virem as chamas, chamou desesperadamente os pintinhos e os cobriu com suas asas. O fogo veio, destruiu a colheita e também tirou a vida dessa pobre galinha que morreu carbonizada, mas os pintinhos que se colocaram debaixo de suas asas salvaram suas vidas.
a) Sem dúvida, a galinha deve ter manifestado desespero para ter a todos seus pintinhos debaixo de suas asas. Quem sabe algum deles não aceitou o apelo da galinha.
b) A galinha não podia obriga-los a estar debaixo de suas asas, e sofria porque sabia que não tinha outra forma de se salvar.
2. Na cruz do Calvário, o Senhor estendeu Seus braços sobre o madeiro e Suas mãos foram cravadas. Ele estava colocando-nos debaixo da esfera de Seu amor. Morreu para salvar-nos.
a) Ele deseja colocar-nos todos debaixo de Suas asas protetoras. Sofre diante da idéia de que algum de nós chegue a ser um cristão "pintainho do pato".
b) Salmos 91:1-4.
3. (NOTA: Faça um fervoroso apelo para colocar-nos debaixo da esfera de proteção do Senhor, aceitá-Lo como Salvador, e estar dispostos a seguir Suas instruções a fim de estarmos colocados no plano em que Deus possa proteger-nos e dar-nos a vida eterna.)
HÁ ESPERANÇA PARA NOSSOS MORTOS?
INTRODUÇÃO:
1. Hoje, quando choramos nossos mortos, há esperança para eles?
2. Alguns crêem que tudo terminou, outros têm idéias variadas e estranhas. Nosso coração, no entanto, necessita mais que idéias humanas. Necessita do bálsamo da revelação de Deus.
I. É MUITO HUMANO SOFRER PELA SEPARAÇÃO DOS NOSSOS AMADOS
1. O pranto é uma das formas de exteriorizar nossas emoções.
2. Dizem as Escrituras Sagradas que Jesus uma vez chorou.
a) Havia morrido seu amigo Lázaro. S. João 11:18,19.
b) Marta e Maria estavam tristes, chorando sua dor.
c) O Senhor junto à tumba. S. João 11:32-36.
- Jesus se solidarizou com a dor humana produzida pela separação.
- Sofreu com os enfermos, porque os amava.
3. Hoje, quando choramos pelos nossos mortos, Deus nos diz que há uma esperança segura.
a) Está no credo. Termina dizendo: "Creio na ressurreição real da carne e na vida perdurável. Amém."
b) Está na Santa Bíblia, que deve ser a base de nossa fé. Quando Jesus se encontrou com a irmã de Lázaro, assegurou-lhe isso.
- A fé expressa por Marta. S. João 11:21,22.
- A segurança que lhe deu o Senhor. S. João 11:23.
- Marta sabia algo. S. João 11:24.
- O que o Senhor prometeu também nos abrange.
- Disse algo para todos. S. João 11:25,26.
- Marta o creu. S. João 11:27.
- (Convide as pessoas a terem a mesma confiança que teve a irmã de Lázaro na promessa de Jesus. Este será o apelo desta noite.)
4. As palavras de Jesus eram mais que uma expressão de vontade.
a) Não chorou por fraqueza. Amava as irmãs de Lázaro e se comoveu diante da dor delas.
b) A prova de que não era um pranto, fruto da fraqueza e de que um dia cumpriria a promessa - ressuscitar a todos os que nEle crêem deu-lhe nesse dia ao ressuscitar a Lázaro. S. João11:43, 44.
II. ESSA ESPERANÇA TAMBÉM É PARA NÓS
1. Em outra passagem das Sagradas Escrituras, nos é assegurado. S. João 5:28, 29.
2. Nestes dias milhares e milhares desfilam cada hora em frente aos sepulcros dos cemitérios, ignorando que há uma esperança para os que descansam ali; Jesus o prometeu e Ele não mente.
3. Essa promessa também inclui a seus amados e aos meus.
III. HÁ UMA GARANTIA DA PARTE DE DEUS
1. Não só pelo que fez a Lázaro.
2. Nem tão pouco pelo fato de ter ressuscitado aquela pobre viúva que chorava a morte de seu filho único. S. Lucas 7:12-15.
3. A ressurreição da filha de Jairo nos dá algo mais de confiança.
S. Lucas 8:40,41; 49-55.
- Mas isto não é a maior prova para confiarmos.
4. A ressurreição de Cristo é a garantia da parte de Deus que nos demonstra que Ele poderá cumprir sua promessa de ressuscitar-nos.
I Tessalonicenses 4:13, 14.
5. VISTAS LUMINOSAS ILUSTRANDO O SEGUINTE:
O relato bíblico conta que o Senhor morreu e foi sepultado. colocaram diante de Sua tumba selada, guardas fortemente armados para vigiá-la e assim evitar que os discípulos ou outra pessoa intentassem levar o Seu corpo. Mas ao terceiro dia o Senhor ressuscitou.
HINO: 584 (Hinário Cantai ao Senhor)
Sua tumba vazia é testemunho claro de Seu poder sobre a morte e de Sua capacidade para cumprir a promessa de ressuscitar os que confiam nEle.
CONCLUSÃO
1. Sim, há esperança para nossos mortos. Jesus morreu para salvar tanto a eles como a nós.
2. A ressurreição de Cristo é a melhor garantia de que Ele cumprirá Sua promessa de ressuscitar os fiéis em Sua segunda vinda, para dar-lhes a vida eterna.
3. Vamos ter uma oração de gratidão ao Senhor por esta gloriosa esperança.
LAGARTAS VOADORAS
INTRODUÇÃO
1. Os alunos de um velho hindu Guru pediram-lhe autorização para realizar uma peregrinação a fim de banhar-se nos rios sagrados. O Guru autorizou a viagem, mas deu-lhes a seguinte indicação:
- Quero que cada um de vocês leve consigo uma cabaça e que a mergulhe consigo nas águas dos rios sagrados cada vez que se banharem neles.
O contingente partiu alegremente e realizou uma grande peregrinação que levou vários meses. Finalmente voltaram e notificaram ao velho Guru que haviam cumprido com sua ordem.
Nessa noite o mestre ofereceu-lhes uma ceia especial. Os primeiros pratos foram saborosos, mas o que deveria ter sido o prato principal - um guisado de cabaças - tinha um gosto insuportável. Era muito amargo, diríamos que tinha gosto de cabaça estragada. Os alunos, com delicadeza, manifestaram isso ao professor, que respondeu:
- Que estranho! Foi preparado com as cabaças que vocês banharam nos rios sagrados. Será possível que toda a purificação externa não tenha sido suficiente para manter em estado satisfatório a parte interior?
2. Do mesmo modo, muitos de nossos contemporâneos procuram manter um aspecto exterior aceitável em sua vida física e também religiosa ou espiritual, mas se esquecem do valor do interior.
Não resolvem todos os seus problemas espirituais e o fazem de maneira superficial. A menos que resolvamos nossos problemas em sua base, nada adiantará o aspecto exterior.
I. PRECISAMOS NASCER DE NOVO
1. Estas palavras foram ditas por nosso Senhor Jesus Cristo a um homem que chegou a Ele de noite. S. João 3:3.
2. Quem era Nicodemos?
a) Um homem muito respeitado.
b) Dizem as Escrituras que era fariseu, e esta era a seita mais estrita da religião hebraica.
c) Nicodemos era dirigente desta seita. Era membro do corpo de governantes, portanto satisfaria todas as normas culturais, físicas e religiosas de seu tempo.
d) Praticava fielmente sua religião. Sem dúvida ele jejuava, guardava o dia de repouso, orava, dizimava e cria fielmente nas Sagradas Escrituras.
e) Em nossos tempos teria sida um dirigente muito respeitado em qualquer uma de nossas igrejas.
f) Em cultura e etiqueta, Nicodemos era inatacável. Comportava-se com todo decoro.
3. Nicodemos aceitou estas palavras?
a) Para Nicodemos, mais do que nascer de novo, interessava-lhe saber a maneira como funcionava.
Perguntou: como pode um homem nascer de novo? S. João 3:4.
b) Queria discutir o novo nascimento em vez de experimentá-lo.
c) Não disse: "Como posso eu...?
Disse: "Como pode um homem ..,?
d) Até se lhe tivessem permitido, teria até discutido sobre o tema.
Muitos insistem hoje em entrar no reino dos céus através da razão (cabeça) antes que pelo coração. Insistem em estar convencidos antes que convertidos.
4. Nicodemos objetou: "Como pode um homem nascer sendo velho?" S. João 3:4.
a) Não lhe interessava nascer de novo. O que o interessava era como funcionava.
b) Perguntou: "Como pode um homem ...?" em lugar de perguntar como Posso EU?... que era o mais importante.
c) Preferia DISCUTIR o novo nascimento em vez de experimentá-lo.
5. Alguns de nós passamos a vida consertando, remendando o caráter, em lugar de modificá-lo a fundo.
a) Procuramos remendar o caráter por meio de uma boa educação, o que é louvável, mas não é suficiente.
b) Normalmente procuramos dissimular, e isso pode resolver ao olho humano, mas não serve na presença de Deus.
ILUSTRAÇÃO: Em certa escola estavam celebrando uma data cívica. Visitava a escola, nesta oportunidade, um inspetor do Ministério da Educação. As autoridades escolares pediram ao inspetor que dirigisse algumas palavras aos alunos, alusivas à data cívica. O inspetor aceitou. Para motivar as suas palavras, ele apontou com o dedo para um grande laço de fitas com as cores da pátria, que cobria uma considerável parte da parede da frente do salão de atos e perguntou aos alunos:
- Quem de vocês poderia dizer-me por que razão as professoras colocaram este grande laço de fita com as cores da nossa insígnia pátria, sobre esta parede?
Várias crianças levantaram a mão, mas uma delas o fez com especial entusiasmo. O senhor Inspetor pediu-lhe que respondesse. Com muita clareza o menino respondeu:
- Para tapar uma grande mancha que há na parede, debaixo desse laço de fita!
Muitas vezes, debaixo de algumas obras virtuosas que realizamos, se escondem feias manchas de caráter que os demais não vêem, mas Deus o vê. Nosso Senhor vê tudo que há debaixo da nassa aparência. Hebreus 4:13.
II. COMO POSSO NASCER DE NOVO
1. Muitos de nossos contemporâneos - e talvez alguns de nós mesmos - procuram melhorar a velha natureza. Isso não serve.
2. Deus não se propõe a melhorar nossa velha natureza, senão dar-nos UMA NOVA VIDA, dar-nos a oportunidade de NASCER OUTRA VEZ.
3. Qual é nossa parte? Recebê-Lo, crer. S. João 1:12.
4. Qual é a parte de Deus? Dar-nos-á um novo nascimento no qual ele será nossa pai. S. João 1:13.
5. Isso é incompreensível, mas real. S. João 3:7, 8.
a) Para Nicodemos era difícil entendê-lo. Talvez alguns de nós tenhamos uma mentalidade semelhante a ele e digamos: O que vejo, não creio. Não posso ver a mão de Deus operando o novo nascimento em forma visível para meus olhos físicos, portanto não o aceito.
b) Como provaria você que a esperança existe no coração humano?
- Pode-se provar com equações matemáticas? Eu duvido.
- Pode-se vê-la com os olhos físicos? Não.
Vemos os frutos da esperança, porém não podemos observar fisicamente a fé em si.
- Apesar de que não a vemos, a esperança é real e a aceitamos. É a força que impulsiona a indústria, constrói nações e vivifica a raça humana.
c) Quem poderia explicar o milagre da vida física?
- Mesmo o mais notável obstetra não poderia fazer com que fosse racional o milagre do nascimento físico.
Pode explicar-nos os passos que vão ocorrendo enquanto a vida é gerada e quando ocorre o nascimento, mas não poderia fazer racional a explicação desses passos. No entanto, nós a aceitamos, seríamos néscios se não o fizéssemos.
c) Assim há muitas outras coisas que não entendemos, mas aceitamos. Dizia um célebre pregador: "Como é possível que uma vaca vermelha, coma pasto verde, que cresce em terra preta e dê leite branco?" Eu não entendo, mas não tenha nenhum escrúpulo de tomar este leite.
O mesmo ocorre com tantas outras coisas que não entendemos, mas aceitamos. Por que teríamos que ser tão rebeldes em aceitar a re alidade do novo nascimento que Deus pode operar em nosso coração, apenas porque nossa mente não consegue entendê-lo plenamente? Os frutos que se produzem na vida de uma pessoa convertida demonstram que é real, portanto aceitemo-lo.
III. É COMO AS LAGARTAS VOADORAS
1. A vida consiste em uma série de renascimento e despertamentos.
a) A menina que brinca com suas bonecas logo experimenta um despertar, um novo nascimento.
- Um dia cruza os umbrais da puberdade.
- A atenção dela passa das bonecas aos jovenzinhos.
- A natureza operou nela uma transformação, é uma nova criatura.
- Sua aparência muda. Seu aspecto físico não é o daquela menina que brincava com bonecas, agora tem um aspecto de uma senhorita.
- Seus desejos mudam.
- Seus companheiros mudam.
- Um milagre? Sim, mas perfeito e natural; se não ocorresse na menina não seria normal.
No caso do nova nascimento não é natural, porque o coração pecaminoso não o deseja.
2. Para que Deus opere o novo nascimento, você terá que desejá-lo.
a) Terá que ir a Jesus. S. João 6:37.
b) Cristo vê com tristeza alguns que não querem ir a Ele.
S. João 5:40.
c) Isso é realmente uma pena, pois aquele que vai a Cristo terá sua alma saciada. Apocalipse 22:7.
3. Aqueles que desejarem nascer de novo, receberão um novo coração. Embora não o entendam, poderão experimentá-lo. É o mesmo que acontece com as lagartas voadoras.
a) Vocês dirão que as lagartas não voam. Em princípio eu também estou de acordo, mas demonstrarei que há lagartas voadoras.
b) Pensemos um momento em uma pobre e miserável lagarta. Vive uma vida triste, intranscedente, cheia de calamidades e riscos, enquanto se arrasta pela terra e barro. Muitas vezes as aves decidem utilizá-las como alimento; algumas que conseguem sobreviver ficam machucadas, devido a pedras pontiagudas, outras são pisoteadas e só a duras penas sobrevivem, embora seu corpo tenha sido notavelmente ferido; quase todas elas passam pelo barro, sujando-se cada vez mais; elas também enfrentam os inseticidas que o homem usa para exterminá-las.
Se ela consegue escapar de todos estes perigos e riscos, esta miserável lagarta aproxima-se de uma árvore e com dificuldade procura subir em seu tronco. Ali fica, quieta, indefesa, aderida ao tronco da árvore. Durante alguns dias ficará ali inativa, esperando algo, algo que ela não pode fazer, mas que se produzirá por uma força especial em seu interior. Imediatamente a crisálida começa a ter convulsões e a sacudir-se. A carcaça quebra-se e aparecem uma lindas asas coloridas que começam a estirar-se. Sua vida de lagarta morreu e nasceu como borboleta. É uma lagarta voadora.
Como lagarta, está morta para sua vida rasteira, suja e miserável. Nasceu de novo; agora é uma borboleta capaz de alcançar alturas que nenhuma lagarta poderia alcançar.
Como isso pode nos ajudar a entender as palavras de nosso senhor Jesus cristo?
Nenhum de nós pode por si mesmo desfazer-se dos pecados passados. A vida de muitos de nós parece em vários aspectos com a da pobre lagarta; arrastamo-nos em meio a misérias e dificuldades, pisoteados pelos demais, suportando os agudos aguilhões da dor, as injustiças, as incompreensões, embarrados pelo pecado; temos feito várias tentativas para elevar-nos desse plano, mas não temos sido capazes de fazê-lo. No entanto agora vislumbramos à distância o madeiro.
Compreendemos que Cristo morreu para salvar-nos do pecado e que seu sangue tem poder para limpar nossa consciência, e assim embarrados, pisados, devemos acercar-nos do madeiro.
Por meio da fé devemos aceitar ao Senhor como nosso Salvador, arrependidos dos pecados passados.
Devemos apegar-nos aos méritos da cruz do Senhor. E uma vez que nada temos podido fazer por nós mesmos, fiquemos à espera do que nos dará o Senhor. Como a pobre lagarta espera, apegada ao tronco da árvore, até que seja transformada, devemos esperar em Deus. Apegarmos pela fé no Senhor e pedir-Lhe um novo nascimento. O senhor então operará em nós a maravilhosa transformação. Se aceitamos pela fé o poder do sangue de cristo, Ele lavará nossos pecados e nos dará uma vida nova. Então poderemos elevar-nos a alturas espirituais que não conseguimos antes, e Ele nos dará um novo nascimento. Apagará os pecados da vida passada e fará que se reproduzam em você os frutos de uma vida cristã consagrada. O senhor quer operar por você. Permita que Ele o faça.
3. (NOTA: Apelo para entregar o coração a Cristo para que dê um novo nascimento.)
A CAMA PEQUENA E O COBERTOR CURTO
(Inspirado num tema do Pastor E. E. Cleveland)
INTRODUCÃO:
1. Texto que trouxe inspiração ao título: Isaías 28:20.
2. Em forma metafórica poderia preferir-se a situação incômoda na qual se encontrarão muitos por ocasião da vinda do Senhor. Isaías 28:21.
3. (NOTA: Descrever a tragédia de quem quer estirar-se, mas a cama não dá; quer cobrir os pés e fica descoberto em cima, ou cobrir-se acima e os pés ficam descobertos, etc.)
4. Ensaiemos uma aplicação. Que poderiam representar essa cama e esses cobertores?
a) A cama pequena: Tradição.
Não tem o comprimento da vontade de Deus.
Não tem a medida das justas exigências divinas. Por exemplo, vejamos a opinião de Jesus. S. Mateus 15:3,7-9.
b) O cobertor curto. As desculpas.
A desculpa é uma razão que não é a razão; uma razão elegante que procura cobrir a verdadeira razão da qual, por algum motivo, envergonhamo-nos; geralmente não tem peso.
Neste caso é uma razão do tipo cobertor curto, pois não cobre tudo o que deveria ser coberto; não cobre tudo o que a vontade de Deus deseja que seja coberto.
I. NOSSO SENHOR JESUS CRISTO CENSUROU
Nosso Senhor Jesus Cristo censurou os que querem cobrir-se com os cobertorzinhos de suas escusas, ao contar a parábola que se registra em S. Lucas 14:16-20.
1. Comprei um campo: Preso à terra. Vestidos, modas, diversões; tudo o que nos prende ao esquema do mundo pecador.
2. Fazenda: Poderia haver esperado... Um celeiro, negócios, autos.... "Quando terminar"...."sou jovem ainda..."
3. Casei...
Para muitos a família, as relações e compromissos sociais, os amigos, o que dirão, terminam sendo impedimentos.
4. Qual foi a reação do Senhor?
a) Já conhecem
- Foram convidados a unir-se a seu Salvador e à igreja fiel.
- Foram visitados.
- O batistério foi preparado.
c) Assim que se escusam para não entrar na festa?
d) S. Lucas 14:21-24.
II. VEJAMOS ALGUNS COBERTORZINHOS DOS MAIS POPULARES
Alguns são muito atrativos: cheios de franjas de romantismo; bem coloridos pelas emoções; bem tecidinhos com sofismas. Mas todos eles são curtos: Não cobrem o que deve ser coberto; não cobrem tudo o que a vontade de Deus quer que seja coberto.
1. "Eu respeitaria tudo o que Deus manda na Bíblia, mas não vejo claramente o caminho."
2. Os que se desculpam hoje: "Obedeceria, mas... não vejo claramente meu caminho..."
Alguém dizia:
a) Quando me casei não tinha dinheiro (agora também não o tenho).
(1) Tinha amor e fé.
(2) Baseados nisso unimos nossas vidas.
b) Quando há amor e fé é fácil decidir-se.
c) Hebreus 10:38.
3. Você pensa que sua indecisão o tem encoberto.
Disse Deus:
a) Deve-se a indecisão por não haver queimado seus navios.
b) Essa indecisão o leva à perdição porque é gesto de covardia. Apocalipse 21:7,8.
c) ILUSTRAÇÃO: Há séculos, quando as asas da águia romana lançavam sua tétrica sombra sobre o mundo, aqueles audazes guerreiros guiados por César, levantaram para a conquista da Inglaterra. Quando os navios inimigos apareceram no horizonte, milhares de britânicos reuniram-se valorosamente nos alcantilados para defender sua terra. Para sua surpresa, os romanos ao desembarcarem, o primeiro que fizeram foi colocar fogo em suas embarcações. Quando as ferozes labaredas consumiram os barcos, ficou interceptado para os audazes invasores o único meio de retirada. Com um espírito tão indômito, como poderiam deixar de triunfar? Não era estranho que a pequena aldeia às margens do Tibre chegasse a ser senhora do mundo.
4. "Eu bem sei que esta é a verdade, que devo segui-la, mas como vou ficar contra a maioria? Devo seguir a maioria." E crêem que com isso estão cobertos.
a) "Entrai pela porta ..." S. Mateus 7:13.
Querer estar com a maioria e querer estar com os que se perdem.
CAMINHO LARGO
b) A maioria em sua totalidade esteve equivocada.
- Noé (nos dias de)
- Cristo (nos dias de)
- Galileu
- Colombo
c) Pilatos seguiu a maioria.
ILUSTRACÃO: Faz alguns anos publicou-se um livro com o título de Cartas do Inferno. Nele descreve-se a Pôncio Pilatos lavando as mãos num regato. Continua lavando-se para sempre. Alguém lhe perguntava: "Que estás fazendo, Pilatos? O procurador romano levanta as mãos, que no momento de sair da água se tornam vermelhas como o carmesim, e grita: Nunca se limparão! Nunca se limparão!
Não, Pilatos, nunca se limparão! Quando você esteve frente à luz do mundo, preferiu andar nas trevas. Quando deveria reconhecer que era pecador, você se distanciou do Único que podia salvá-lo. Quando sua alma pôde ser lavada e limpa no sangue de Cristo, você pediu um recipiente e lavou as mãos culpadas na água. Perdeu sua oportunidade, Pilatos. Você desprezou o remédio específico para o pecado: o sangue de Cristo.
a) Escasseiam hoje os dirigentes dos povos.
Temos em troca as pesquisas da opinião pública, do resultado das quais vivem pendentes os funcionários escolhidos pela vontade popular. Isto parece ridículo, particularmente se consideramos que tais pessoas dar sempre 14% de "indecisos". Suponhamos que na ano 60 da era cristã se houvesse efetuado em Roma uma destas pesquisas de opinião pública. O resultado teria sido o seguinte:
- Por Júpiter
- Por Mitra
- Por Jesus Cristo
- Indecisos
63 por cento.
21 por cento.
2 por cento.
14 por cento.
Suponhamos que, se São Paulo houvesse se conduzido por estas cifras: com segurança que iria aos bárbaros e voltar-se-ia à Palestina principalmente depois de havê-los ouvido dizer a todos os contrários: "Enforquemos esse judeu calvo."
Felizmente, para os cristãos, São Paulo, que não se orientava por pesquisas, levou avante a promulgação da doutrina que no final saiu vitoriosa, apesar do Império Romano, Júpiter, Mitra e até a própria deusa de Vestal.
e) São Paulo:
(1) Não se decidiu ficar com a maioria.
(2) Decidiu-se ficar com a verdade.
(3) E embora fez progredir muito o evangelho:
- A igreja sempre foi a minoria.
- Inclusive perseguida.
(4) Quando Constantino a tornou em maioria:
- Sujou-a
- Foi a hora da grande apostasia.
ILUSTRACÃO: Atreva-se a ser diferente:
Henry David Thoreau, um dos maiores literatos defensores do individualismo (falando do por quê Abraão ia com o "passo trocado" em Ur dos Caldeus) disse: "Abraão escutou um tambor diferente."
"Se um homem marcha com o passo trocado a respeito de seus companheiros, talvez seja porque ouve um tambor diferente. Deixai-o marchar com a música que ouve, quer seja ritmada ou longe disso."
f) Deus quer salvar as pessoas:
(1) Que não se guiem pelo tambor da maioria.
(2) Gente capaz de ouvir um tambor diferente.
(3) Capaz de ouvir o tambor da verdade de Deus.
5. "Eu obedeceria ao Senhor, e até me batizaria. Mas, compreenda-me! Perderia os meus amigos."
a) E acham que com isso estão cobertos.
b) Mas esse é um cobertor muito pequeno...
c) Não compreendei que agindo assim estão perdendo o seu melhor amigo. S. João 15:13-14.
(1) Estão desprezando a prova de amor que nos deu: o sangue da cruz.
d) Se for por causa de Cristo que se perdem, alegrem-se.
Luc. 6:22,23.
6. "EU SEI QUE DEVERIA ME BATIZAR MAS ESTÁ CONTRA A RELIGIÃO DE MEUS PAIS."
- Busquemos S. João 12:26 (ler depois)
a) Jesus nossa Senhor teve a melhor mãe do mundo: A santa Virgem Maria.
(1) Ela tinha sua religião
(2) Era judia
(3) Sendo judia teve grandes revelações de Deus.
Por exemplo: - A Anunciação
(4) Grandes milagres: - A fuga para o Egito, etc.
b) Um dia Jesus descobriu
(1) Que a religião de sua mãe era errada.
(2) Que os judeus haviam saído do caminho do Senhor.
c) Então Jesus abandonou a religião de sua mãe.
(1) Estabeleceu uma igreja com toda a verdade.
(2) Não desonrou a Sua mãe.
(3) Finalmente até Sua mãe O seguiu. S. João 12:26.
d) Por isso, quando Jesus vê que alguns dizem:
(1) Tudo é verdade. Eu obedeceria, mas não posso porque está contra a religião de meus pais."
(2) E crêem que com isso está tudo ajustado, diz:
(3) ESSE COBERTOR É MUITO CURTO.
- Atos 17:30
* Pensam que com isso se cobrirão, mas,
* É um cobertor
- Quentinho, mas
- pequeno.
- Não cobre a vontade de Deus.
- A religião não é um sobrenome.
Não deveria ser uma tradição.
- É "RELIGARE" É uma relação dinâmica e pessoal com Deus.
- Se há conflito entre a religião de seus pais da terra e a de seu Pai Celestial, EU O ACONSELHO A SEGUIR A RELIGIÃO DE SEU PAI QUE ESTÁ NO CÉU.
Tiago 4:17.
8. "Perderei meu emprego." Esta sim, parece boa! É forte! - PORÉM PEQUENA. S. Mateus 10:38.
9. "A Bíblia é tão clara que já não tenho dúvidas. A Igreja Adventista é a verdadeira. Sei que eu também deveria ser adventista, mas estou seguindo a minha religião há tanto tempo, como vou trocá-la?"
Rom. 13:11.
a) Não é o costume que salva.
(1) É Jesus.
b) Mesmo que o costume seja um cobertor muito suave.
(1) É muito pequeno.
(2) Há costumes desobedientes ao Senhor.
(3) Acostumamo-nos a eles,
- mas nem por isso deixam de estar mal.
ILUSTRAÇÃO: O salto é a parte do sapato que geralmente se gasta em forma desigual. Eu tinha um par, cujos saltos davam pena. Levei-os ao sapateiro e ficaram como novos. Mas em vez de andar mais cômodo, o pé começou a doer, ressentido por aquela mudança de posição. Havia andado tanto tempo 'fora de esquadro", que o normal parecia estranho.
c) Mesmo que a mudança incomode.
(1) Sim, significa deixar o erro e obedecer a verdade: HÁ QUE FAZÊ-LO.
(2) Sim, significa deixar de seguir os homens para seguir a Cristo: HÁ QUE FAZÊ-LO.
III. PORÉM, HÁ MAIS COBERTORES
Parecemos (os humanos) os maiorais em cobertorzinhos.
10. "Eu gostaria, mas coloque-se em meu lugar. Meus filhos não querem. Como vou quebrar a harmonia de meu lar?"
a) Esse é um cobertor bem quentinho porque:
(1) Tem que ver com as emoções.
(2) Mas é muito pequeno.
(3) Cobre apenas o coração.
(4) Não chega ser razoável.
b) Quando a salvação está em jogo, não há sentimentalismo que alcance. S. Lucas 12:51-53.
c) Pode soar duro, mas é assim.
d) ILUSTRAÇÃO: Romanenghi conta que uma senhorita relatou o seguinte incidente: Seu pai ficou paralítico pouco tempo depois de ela haver nascido. Desde muito pequena costumou vê-lo sentado em sua cadeira de rodas. Teria uns cinco anos, quando certo dia foi comentada na casa a possibilidade de que o pai voltaria a caminhar. Ao ouvir aquilo ela se pôs a chorar, pois achava impossível que tal coisa pudesse ocorrer.
Não podia imaginar o seu pai em outra postura que aquela; e em vez de alegrar-se com a boa notícia, em sua inocência ficou espantada ao pensar que seu progenitor pudesse andar por seus próprios meios. Para ela o normal era que permanecesse naquele estado.
e) Agora chorarão
(1) Porque não compreendem.
(2) Logo compreenderão depois.
e) Seu exemplo poderá conduzi-las a eles.
f) Mais triste seria chorar: sem consolo, sem solução, no dia do juízo.
g) ILUSTRACÃO: O irmão E. Pereyra era pastor da igreja de Palermo, Argentina, e havia um homem que trabalhava no vapor que fazia o percurso, Buenos Aires-Montevidéu. (Vapor Buenos Aires).
Um dia o homem disse para o Pastor... - Estou feliz, pastor, pois o ano que vem me aposento.
A última viagem. Vou me aposentar, terei o sábado livre e me batizarei. Afundou-se o vapor...
i) Por que apressar-se? Jeremias 8:20; Joel 3:14.
CONCLUSÃO
1. Quando estava para terminar as conferências em Santa Fé, batizei um contador público.
a) Ao despedir-me disse:
- Graças a Deus, já não me cubro mais com cobertorzinhos.
- Já estava batizado.
2. O sábado pode ser sua oportunidade.
a) Aqueles que de uma ou de outra forma estão querendo cobrir-se com os cobertorzinhos de suas desculpas, deveriam voltar a meditar em S. Mateus 7:13-14.
A PONTE QUEBRADA
INTRODUÇÃO:
1. A maioria de nós não buscamos vingança, mas guardamos rancor.
2. Às vezes achamos que não temos rancor porque dissemos que perdoamos. Mas não nos enganemos, nem todos os que dizemos perdoar estamos fazendo-o.
I. UMA ATITUDE FREQÜENTE ANTE AS OFENSAS
1. Às vezes nos tornamos parecidos como caso de uma meninazinha que caminhava pela rua. O cachorro de uma casa (um enorme cachorro) começou a latir ameaçadoramente. Ela ficou aterrorizada. Um desconhecido auxiliou-a.
- Já passou tudo.
- Sim, - disse chorando - mas dentro ainda continuam os latidos.
(Seus olhos refletiam a atitude pouco amigável do cachorro.)
2. Perdoemos sem guardar os latidos para outra ocasião melhor.
3. Disse alguém:
a) Diante de uma ofensa, a única atitude digna é passá-la por alto; se não for possível, então deve superá-la; se não conseguimos superá-la, teremos que sorrir dela; e se não pudermos sorrir, então o mais provável é que tenhamos merecido essa ofensa.
b) ... E tínhamos algo de razão, não?
4. Segundo João Batista Alberdi, "o maior, o mais magnânimo, é aquele que sabe perdoar as pequenas e grandes ofensas."
5. Não são poucos os que dizem: "Sim, perdôo-lhe, mas faço de conta que você está morto. Não quero vê-lo mais."
a) Será isso perdão?
b) Imagina você o que aconteceria conosco se Deus nos tratasse dessa maneira?
6. Certo pregador disse a um general que dizia que nunca perdoaria: "Então você não deve pecar nunca."
a) Foi Herbert que disse: "Aquele que não pode perdoar aos outros, quebra a ponte sobre a qual ele mesmo deve passar se quiser chegar ao céu algum dia; porque não há ninguém que não necessite ser perdoado."
b) Creio que Herbert estava certo.
c) Isso é o que nos ensina nosso Senhor Jesus Cristo em S. Mateus 6:14,15.
7. Você já percebeu? Cada vez que oramos o Pai Nosso, nós mesmos estabelecemos a medida do perdão que receberemos.
a) No Pai Nosso aprendemos a orar:
"E perdoa-nos as nassas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores..."
b) Quanto perdoamos?
- 50%?
- 90%?
c) Como eu necessito de 100% de perdão, estou orando ao Senhor para que me ajude a perdoar todas as ofensas.
II. E SOBRE "OLHO POR OLHO E DENTE POR DENTE"?
Alguns querem se agarrar ao "olho por olho e dente por dente", para não perdoar. Mas, que queria dizer com isso?
1. Era um princípio que praticamente estava presente nas leis de todos os povos.
2. Conceito dominante da mente daqueles dias.
a) Viam no delito ou no crime tão somente uma ofensa particular que concernia a aquele que havia sido objeto dela.
3. Hoje o crime ofende a sociedade e esta tem suas normas restritivas que coloca em execução.
4. Para entender o texto, convém situar-nos na época e condições dominantes quando se pronunciaram essas palavras no Antigo Testamento.
5. O povo de Israel acabava de sair de uma escravidão de quatro séculos, no Egito.
a) Ali, haviam perdido os conceitos que enobreciam a vida e o caráter de seus pais.
b) Haviam-se criado (várias gerações), sob o impulso de ordens brutais, desumanas, fortalecidas pelo açoite.
c) Haviam perdido o sentido da tolerância.
Eram violentos em suas vinganças.
d) Nas suas vinganças devolviam muito mais do mal que haviam recebido.
6. Esta ordem limitava seus excessos.
7. Socialmente falando, aquele povo ao sair do Egito:
a) Carecia da capacidade de viver uma vida livre dentro da sociedade organizada.
b) Haviam conhecido somente a lei do abuso.
c) Agora livres... sentiam-se impulsionados a se impor uns aos outros por meio do abuso, a única lei que conheciam bem.
d) Tinham que aprender o sentido dos privilégios da liberdade recém-adquirida, e também as limitações que ela impunha.
- Aquele que usasse de violência seria submetido ao mesmo tratamento...
8. De certa forma era uma medida de transição.
a) Para evitar abusos nesse momento;
b) Desaparecidas essas circunstâncias deviam crescer em amor.
9. Não há nenhum lugar onde Deus nos autorize a vingança. Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, a lei do "olho por olho e dente por dente" era administrada por autoridades devidamente constituídas e não por particulares.
De acordo com o apóstolo Paulo, a autoridade civil "é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal." Romanos 13:4.
10. Nos dias do Sermão da Montanha ainda dominava suas mentes a lei do talião.
a) Estavam oprimidos pela escravidão romana.
b) Estavam sedentos de justiça e vingança.
c) E o que ensinou nosso Senhor Jesus Cristo?
S. Mateus 5:38, 39, 44-48.
(1) Mansidão
(2) Perdão
(3) Amor
11. Na vida cristã não há lugar, porque quebraríamos a ponte... para a vingança.
III. DEUS DESEJA QUE ENTRE OS SEUS FILHOS REINE O AMOR
1. Se há uma coisa que entristece a um pai ou a uma mãe, é ver que seus filhos se odeiam. Porque um é tão filho como o outro.
2. Se não sabemos perdoar, ferimos, ofendemos a Deus.
a) Os outros também são filhos de Deus e necessitam de amor e de misericórdia.
3. O ódio é pecado. I S. João 3:14-15.
CONCLUSÃO:
1. Por que o Senhor nos pede isso? S. Mateus 5:43-48.
2. Ele nos deixou o exemplo. Enquanto morria, da cruz, orou: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem."
3. Peçamos a Deus que nos ajude a amar o suficiente como para perdoar.
A DOÇURA DAS AMARGURAS
INTRODUÇÃO:
1. Alguém disse que, apesar dos momentos felizes que vivemos, "a maioria de nossas satisfações crescem entre nossas cruzes".
2. O PESCADOR, DE HEMINGWAY, serve como ilustração das duras lutas que a alguns lhes toca viver. O ilustre escritor, desaparecido há muito tempo em forma trágica, deixou-nos, dentre outras obras famosas, uma intitulada: O Velho e o Mar. Nela refere-se às peripécias de um pescador ancião da Havana que, depois de haver passado oitenta e quatro dias sem pescar nada com o anzol, tentou uma vez mais provar é sorte. Penetra-se nas águas do mar, e depois de três dias de fastidiosa vigília, comendo somente alguns pedaços de peixes crus e bebendo da única garrafa de água que levava, consegue finalmente aniquilar o maior peixe já visto em toda sua vida. Não podendo, por seu tamanho, colocá-lo no barco, amarrou-o atrás e empreendeu o regresso. Mas o sangue que manava dos ferimentos do animal atraiu logo os tubarões. O velho travou, então, árdua luta com eles. Com facadas e com os remos matou alguns, mas o número era cada vez maior e a voracidade dos tubarões deu para acabar com o enorme peixe do qual chegou à praia somente o esqueleto.
3. Quão reais são as palavras do Senhor! S. João 18:33.
I. NEM SEMPRE ENTENDEREMOS O PORQUÊ
1. ILUSTRAÇÃO: Alguns de nós caminhamos na vida como as crianças que ainda não foram à escola. Pegam um livro, olham as páginas impressas, mas não captam seu significado.
2. Enquanto sofremos, seria bom recordar que nem sempre tudo está tão mal como nos parece. Duas pessoas que olham uma mesma cena ou sucesso dão versões bastante diferentes, pois geralmente "vemos" o que se adapta à nossa maneira de pensar, de ser. Isto pode ser ilustrado com um teste que se apresenta aos estudantes. Coloca-se uma grande folha de papel branco na parede da classe, e depois marca-se um ponto preto. O professar pergunta: "O que vêem?" Quase sem exceção os alunos respondem: Um ponto preto." Não dizem: "Vejo uma grande folha branca." Do mesmo modo, no terreno da vida, alguns só vêem os espinhos, em vez de rosas; as maldades em vez das flores, vêem os defeitos dos demais e não seus pontos fortes de caráter.
3. São Pedro nos dá bons conselhos. I Pedro 4:12-16, 19.
4. A Bíblia apresenta-nos fatos que nos ajudam a entender um pouco mais,
a) A Bíblia ensina claramente o que as ciências naturais parecem tão pouco dispostas a admitir: que a natureza, assim como revela um Criador, revela também um corruptor.
- O homem culpa o Criador pela obra do corruptor.
5. Mas, mesmo que haja algumas tantas coisas que não entendamos de tudo, há dois fatos chaves que podemos entender:
a) Todas as coisas contribuem juntamente para o bem. Rom. 8:28.
- Não diz que todas as coisas são boas, mas sim que "contribuem".
ILUSTRAÇÃO: Um rapazinho conduzia a sua irmãzinha pelo áspero caminho de uma montanha Quando seus pés começaram a doer, ela queixou-se: "Isto não é um caminho. São puras rochas e pedregulhos," respondeu-lhe: "Claro, subimos à força de pancadas."
b) Deus nos dará a saída; nunca nos dará uma carga que não possamos carregar. I Coríntios 10:13.
6. Se não entendemos o "porquê" procuremos captar "que" espera Deus de nós nesse momento.
a) ILUSTRAÇÃO: Karen Strohle, ex-missionária na Índia, foi afetada de uma séria enfermidade pulmonar, os médicos mandaram-na para a Finlândia para que morresse ali. Comprou uma pequena granja e ela mesma a cuidava. Um dia uma máquina decepou-lhe a mão direita. Entrou no hospital cantando e louvando a Deus. Ao sair do hospital fez de sua granja uma casa de descanso para o corpo e para a alma, onde diariamente se estuda a Bíblia, Enquanto viajava rumo a uma reunião especial, levando um grande pacote de roupa para os pobres, contou sua história e mostrando o gancho de aço que tinha no lugar de sua mão direita, explicava: "Quando me amputaram a mão eu não disse: Por que, Senhor? mas: Para que, Senhor?" Agora que permitiu que isto acontecesse, que trabalho me dará para que faça?
II. DOIS TIPOS DE DOR
1. Muitas estão perplexos ao ver progredir os maus. Salmos 37:7-17
2. São Paulo nos explica que há, pelo menos, dois tipos de dor:
2 Coríntios 7:9,10.
a) A dor "segundo o mundo" é destrutiva.
- O alcoólatra que tem uma luta com outros ébrios, sofre conseqüências lógicas. É uma dor lamentável. Talvez deixam por um lado mortos, órfãos e pelo outro encarcerados, desamparo e sempre vergonha.
- Que mérito pode haver nisto? I Pedro 2:20, 21.
- Disto já basta. I Pedro 4:3-5.
c) A dor "segundo Deus", é construtiva, da qual não se deve arrepender. 2 Coríntios 7:9,10.
- É passageira; submete à prova nossa fé. I Pedro 1:5-7.
3. A "dor segundo Deus" está destinada a extrair o nosso melhor e a separá-lo do supérfluo, inútil.
a) Tribul: pau usado pelos gregos e romanos para bater o trigo e a palha. Depois disso ficava separado o trigo.
b) Deus permite que o "tribul" da vida nos balance muitas vezes para que em nós seja separada a palha do valioso trigo.
III. UM PROPÓSITO
- Embora não o entendamos de todo, recordemos que DEUS NOS AMA, E TEM UM PROPÓSITO PARA NOSSA VIDA.
1. "Quando passar a luz do mundo, será descoberto um privilégio nas dificuldades, ordem na confusão, êxito no aparente fracasso. Serão vistos nas calamidades, bênçãos disfarçadas; nas dores, misericórdia."
2. Muitas provas são bênçãos disfarçadas de problemas. Por exemplo: Um ministro dizia que às vezes o propósito das pequenas dificuldades era prevenir outras maiores. Ilustrou isto relatando o caso de um meninozinho que ia em seu velocípede descendo uma ladeira. Como se divertia! Mas quando chegou à base, a roda dianteira entrou na areia e o menino foi jogado do lado do caminho. Com o joelho sangrando e chorando correu para contar a sua mãe a "terrível desgraça" que lhe havia acontecido. Não podia compreender que sua "terrível desgraça" na realidade havia sido uma bênção. Salvou-o de uma morte certa. Justamente quando uma roda se havia atolado na areia lançando-o junto ao caminho, um enorme caminhão havia passado em grande velocidade pela estrada em que desembocava essa rua, precisamente pelo lugar onde haveria estado o velocípede se não houvesse ocorrido o acidente.
3. Deus deseja preparar-nos para o céu.
a) ILUSTRAÇAO: Um amigo de Moody perdeu seu trabalho, sua esposa e seu lar, mas continuou mantendo a fé. Um dia parou para observar uns operários que lavravam pedras para um grande templo. Um deles cinzelava uma pedra em forma triangular. Perguntou-lhe: "Que vai você fazer com isso?" O operário respondeu-lhe: "Você está vendo aquele oco próximo à cúpula do edifício? Pois bem, estou dando forma a esta pedra aqui embaixo para que possa encaixá-la ali em cima."
IV. QUE DEUS SEJA O CENTRO
1. No escudo da cidade de Lubeck há uma roda, e no centro dela está escrito: "Deus in rota" (Deus na roda).
a) No curso da vida, o centro firme e imutável é Deus, e não importa se estamos no ponto do êxito, acima, ou nas lutas e provas de abaixo. Deus é o centro e se somos fiéis, Ele, o centro, está sempre à mesma distância e unido a todos os seus pontos.
b) A maneira de reagir frente às provas nos ajudará a crescer emocionalmente e espiritualmente, ou nos afundará cada vez mais.
- Se o centro for o "EU", começará a lastimar-se, amargurar-se, rebelar-se, cegar-se derrubar-se.
- Se o centro for Cristo, haverá paz em meio da dor.
2. ILUSTRAÇÃO: Durante a Segunda Guerra mundial, um soldado foi tomado prisioneiro pelo inimigo. Foi encarcerado numa cela semelhante a uma masmorra; mas durante todo o cativeiro, manteve-se assobiando e cantando, e parecia sentir-se muito mais feliz do que seus captores. Um dia o guarda perguntou-lhe por quê se mantinha tão imperturbável, e esta foi a resposta: "Olhe aquela janela lá em cima. Quando olho para fora, posso ver o céu azul. Não há razão para desesperar-me enquanto o céu continuar ali."
3. Depositemos nossa fé e confiança nEle. I São Pedro 5:7.
a) Aprendamos uma lição com uma senhora que fora apresentada a outra como fulana de tal. Esta é um senhora de muita fé.
- Não diga isso - disse ela -, sou uma mulher de pouca fé, mas de um grande Deus.
b) Um irlandês disse numa ocasião que ele, às vezes, "tremia, mas a Rocha nunca ". Necessitamos descansar em base firme.
c) Ouvi certa vez que um capitão de mar, quando estava morrendo, disse: - Glória a Deus! A âncora está segura! Tinha confiança em Cristo. Sua âncora estava segura, pois se afirmava em Cristo.
CONCLUSÃO
1. Por mais lúgubre que você veja as coisas, calo que tudo nas mãos de Deus e siga adiante.
2. "A situação extrema do homem é a oportunidade de Deus."
3. Aceitemos o convite de Cristo nosso Senhor. S. Mat. 11:28-30.
4. Apelo e oração.
O MELHOR AMIGO DO DIABO
(Este tema foi inspirado de uma conferência do Pastor E. E. Cleveland)
INTRODUÇÃO:
1. O tema de hoje está baseado num incidente da época dos apóstolos; o mesmo está escrito na Bíblia. Atos 13:7-10.
2. Elimas teve um problema duplo.
a) Não quis obedecer a Deus.
b) Procurou afastar os outros que desejavam obedecer.
3. Um homem nestas condições torna-se o melhor amigo do Diabo.
I. COMO SÃO PAULO DEFINIU ESTE CASO
1. Antes, permitam-me contar uma ilustração.
ILUSTRACÃO: A Toupeira chamada Geomys Bursarius.
a) Recebeu esse nome pelas bolsinhas que estão situadas fora da boca e têm a capacidade de dilatar-se para conter o alimento que levará aos depósitos de sua cova.
b) Quando a toupeira sente fome come sua ração de raízes, bulbos ou talos subterrâneos no lugar.
c) Mas se está satisfeita, leva os comestíveis para a cova, metendo-os nas bolsinhas forradas de pelo e os transporta para os seus depósitos subterrâneos.
d) Para descarregar sua mercadoria, a toupeira comprime de fora as bolsinhas com as mãos.
2. As toupeiras são grandes escavadoras.
a) Tem cabeça larga, pescoço robusto e poderosos músculos em seus ombros.
b) Suas mãos fortes têm três grossas unhas e compridas que se parecem a um forcado de cavar.
c) Até seus longos dentes são usados para cavar.
3. Apesar de todas essas curiosidades, temos que reconhecer que a maioria dos animais que vivem quase toda sua vida sob a terra fazem mais dano ao homem do que o bem.
a) Não vamos lançar a culpa à toupeira, naturalmente. Ela simplesmente segue seu instinto.
b) Mas é difícil encontrar qualidades boas num animal que causa tanto dano e produz tão poucos benefícios.
4. Por exemplo.
a) Não somente prejudicam as raízes das árvores e cultivos.
b) Em Idaho escavaram um túnel até um canal de irrigação fazendo que a água fosse parar em suas covas em vez de umedecer os 7.000 hectares que devia irrigar.
c) Em Colorado, EE.UU., socavaram a plataforma ferroviária de tal maneira que cederam os dormentes e as vias, descarrilando uma locomotiva.
5. Há pessoas muito ativas e aparentemente nobres, e sem dúvida bem intencionadas, mas só isso não é o suficiente.
a) Além de fazer muito, deve fazer o que convêm e o que corresponde.
b) Se uma pessoa faz n que não deve, quanto mais fizer será pior.
6. Um homem ou uma mulher que não quer obedecer a Deus e procura desanimar a outros ou impedir-lhes que façam o que Deus manda, quanto mais ativo for, mais dano fará.
7. Neste caso S. Paulo qualificou a Elimas como:
a) Cheio de todo o engano e de toda a malícia.
b) Filho do diabo.
c) Inimigo de toda a justiça. Atos 13:10.
8. A maldição de Deus caiu contra ele. Atos 13:11.
II. ESTUDEMOS UM POUCO MAIS O CRITÉRIO DE DEUS
1. Quanto a não obedecer.
a) A ignorância voluntária é pecaminosa, Deus não a aprova. Oséias 4:6.
2. Crer somente, porém não viver o que se crê, também não está bem.
a) Nossa conduta demonstra de que lado estamos.
b) ILUSTRAÇÃO. Durante a guerra de secessão, uma moça armada de um atiçador de ferro se uniu ao exército do Norte antes da batalha decisiva de Geettysburg.
- O que esperava você fazer com esse atiçador contra o exército do Sul? - perguntou-lhe alguém depois da batalha.
- Nada. Só queria mostrar de que lado estava - foi a resposta.
c) Aquele que pratica o que sabe, está demonstrando de que lado está: do lado do Senhor.
d) Aquele que não pratica o que sabe, não estaria demonstrando estar do lado do Senhor.
3. Segundo a Palavra de Deus, conhecer a vontade do Senhor e não pratica-la é pecado. Tiago 4:17.
a) Por isso, pelo fato de estar em pecado, é que não se salvará.
III. O IMPEDIR AOS OUTROS QUE QUEREM FAZER O QUE DEUS PEDE
1. O problema é bastante antigo. Desde os dias de Cristo havia dirigentes religiosos que não praticavam e procuravam impedir os que tinham desejo de fazê-lo. S. Mateus 23:13.
2. Mas o problema não foi extinguido.
a) Quando um religioso procura impedir que alguém leia a Bíblia, ou obedeça algum dos mandamentos de Deus, está reeditando a mesma conduta. Às vezes, poderia estar fazendo com sinceridade.
b) Ou quando um cai impede o seu filho que viva de acordo com Palavra de Deus, está na mesma situação.
(1) Lembre-se que o Senhor também morreu por essa criança e não deveríamos impedi-la de chegar ao Senhor.
(2) Sem dúvida, foi por isso que Jesus foi muito terminante a respeito. S. Lucas 17:1,2.
c) Ou quando um filho ou uma filha procuram, talvez por sentimentalismo, de impedir o batismo de seus pais, poderiam estar cometendo o mesmo erro.
d) Ou um esposo ou esposa; ou um amiga ou amiga, ou parente, ou quem quer que seja.
3. O problema que enfrenta, quem não cumpre e nem deixa o outro cumprir é sério, porque Jesus não aceita essa forma de conduta. Ele disse que a maldição de Deus cairá sobre tal. S. Mateus 5:19.
IV. SERIA PERIGOSO AMPARAR-SE NO MELHOR AMIGO DO DIABO
1. Às vezes por fraqueza ou indecisão poderíamos ceder à tentação de amparar-nos na intransigência do melhor amigo do diabo.
2. Mas não esqueçamos que somos indivíduos moralmente livres e, portanto, responsáveis.
a) Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Rom. 14:12.
3. Quando há um dever que cumprir, nenhuma pressão emocional poderia justificar uma desobediência.
a) O Senhor não abandonou a tarefa de salvar-nos porque o diabo procurará desanimá-lo.
b) Satanás até usou S. Pedro para desanimar a Jesus da idéia de morrer para salvar-nos, apelando ao sentimentalismo. S. Mateus 16:21-26.
c) Mas Jesus seguiu em frente da mesma forma.
d) ILUSTRACÃO: Durante a guerra civil espanhola de 1936 a 1939, o Alcáçar de Toledo esteve submetido a um bombardeio constante de 42 dias pelas forças governamentais. O comandante do Alcáçar decidiu resistir a toda custa.
Independentemente da posição política que cada um pudesse adotar, situando-se de um ou outro bando dos dois que contendiam, há uma situação pai-filho, que toca as fibras sensíveis da alma. Esta patética história está narrada numa placa colocada numa capelinha, dentro da fortaleza, onde conta o sacrifício requerido para não render o forte. Os sitiadores haviam capturado o filho do comandante da Fortaleza e telefonaram ao pai:
- Renda-se. Temos o seu filho. E para comprovar que era verdade, fizeram que o próprio menino falasse por telefone.
- Estão dizendo, papai, que se o senhor não se render, me matarão.
Houve um prolongado silêncio. Sacrificaria sua consciência devido ao profundo amor que sentia por seu filho?
- Meu filho, entrega tua alma a Deus. Grita viva a Espanha, e morre como um patriota. Adeus, meu filho.
Tal foi a resposta do pai.
O comandante foi ã parte traseira da Fortaleza e se ajoelhou para orar. Enquanto lhe corriam as lágrimas, ouviu o tiro que tirou a vida de seu rebento.
Independentemente da posição política que houvéssemos adotado, não podemos deixar de reconhecer que de acordo a seus ideais, esse guerreiro havia feito o tremendo sacrifício por seu próprio filho.
Esta ilustração diminui diante do grande sacrifício feito por Deus em nosso favor. Para que não nos perdêssemos e tivéssemos "vida eterna", Ele "nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós" Romanos 8:32.
4. Diante das pressões do melhor amigo do diabo, há um só caminho.
a) S. Pedro e os apóstolos foram encarcerados pelo melhor amigo do Diabo (os dirigentes religiosos que não obedeciam nem deixavam obedecer).
b) Os melhores amigos do diabo proibiram-lhes, sob ameaças, seguir avante na própria vida cristã.
c) Mas S. Pedro e os apóstolos definiram o que deveriam fazer. Atos 5:29.
V. A PALAVRA DE DEUS TRIUNFARÁ MESMO A DESPEITO DO MELHOR AMIGO DO DIABO.
1. Apesar de todas as ameaças e obstáculos, quais foram os resultados? Atos 5:28.
2. A razão é muito simples: Deus acompanha Sua obra, apesar do melhor amigo do diabo. Isaías 55:11.
3. E a história se repetirá vez após vezes.
4. E junto com a Palavra de Deus, triunfarão os amigos do Senhor.
a) Quem são eles?
b) O Senhor disse-lhe: S. João 15:14.
CONCLUSÃO:
1. Não vamos criticar os amigos da diabo.
a) É suficiente saber que se perderão.
b) Oremos por eles para que Deus os transforme.
2. Procuremos, em troca, ser bons amigos de Deus. Se possível, os melhores.
a) Cumprindo a vontade do Senhor.
b) Ajudando a outros a obedecê-la.
3. Para isso, é necessário que nos entreguemos sinceramente a Deus.
4. Seja nossa oração:
Sim, dar-te-ei meu coração! Entrego-o
ardendo em chama de ambições puras
e livre de terrenas ligaduras
está outra vez recém-nascido e novo.
Se tão submisso até Teus pés o levo,
é para que a salves da amargura;
vem de transitar sendas escuras
e levá-lo sem Ti já não me atrevo.
Abre-Lhe, pois teus braços como uma criança;
guarda-o para Ti; dá-lhe carinho,
e ensinando-o a orar fá-lo sublime.
E assim, unidos os dois, vamos ao mundo
para mostrar-Lhe este amor, grande e profundo,
para ver se se consola ou se redime.
A Jesus de
Miguel Rasch Isla.
UM AMOR ESCRITO COM SANGUE
INTRODUÇÃO:
1. ILUSTRACÃO: Uma garrafa contendo uma carta de amor flutuou no mar durante 51 anos.
"Uma garrafa que continha uma mensagem, arremessada ao mar nos tempos da primeira guerra mundial, foi encontrada em uma praia da Austrália ocidental depois de 51 anos. Dentro havia uma carta escrita por um cabo do exército australiano, e foi lançada ao mar de uma nave que se dirigia para a África do Sul. A garrafa foi encontrada nestes dias por um agricultor de Manjimup, Bob Maunder, semi-enterrada e sem a tampa. No interior estava a carta amarelada pelo tempo e pelo sal, mas ainda era legível.
"Quem encontrar estas linhas - disse - transmita gentilmente à senhorita Kate Harris, Park Monsion South Yarra, Vitória-Austrália. Profundo amor a Kate. Tudo bem. Eu e Jack estamos no mar na rota Adelaide-África do Sul. assinado: Cabo Mark Young. - (25-9-19161'~. (La Razón, 22-8-1967).
2. É interessante pensar numa carta de amor que, depois de flutuar 51 anos tenha sido encontrada.
3. Há outra história de amor que chega até nós depois de haver flutuado durante séculos nos mares da história.
a) É um amor diferente dos amores humanos, que muitas vezes são gravados nas árvores, com iniciais e corações, e que nem sempre perduram.
b) Está escrito na santa Bíblia. É um amor eterno. Jeremias 31:3.
c) E alcança sua máxima expressão na cruz do Calvário.
I. É O AMOR DO FILHO, MAS TAMBÉM DO PAI
1. ILUSTRACÃO: Um pintor pintou um quadro da crucifixão um tanto diferente aos tradicionais, Vê-se em sua obra, por trás da cruz e perfurados pelos mesmos cravos que traspassam as mãos do Filho, as mãos do Pai.
a) Com isso, o artista quis significar que o Pai, desde os céus, sofria ao mesmo tempo a dor do Filho. Que as dores da cruz também quebrantaram o Pai.
b) Esta mesma idéia é captada na Bíblia. S. João 3:16.
2. O fato de "dar" o Seu Filho por nós é prova de que, como Jesus, o Pai nos ama.
a) Ninguém poderia haver obrigado o Todo-Poderoso a dar. Ele o fez por Sua própria vontade, por amor.
b) ILUSTRAÇÃO: Oriente. Terrível fome num povoado. Uma família, para não morrer de fome, pensou na possibilidade de vender um de seus quatro filhos. Nessa noite, sentados junto à pequena mesa vazia, procuraram decidir qual dos quatro venderiam. As crianças dormiam quando o casal começou a deliberar.
Venderiam o primogênito? Não, os pais não o quiseram. E o segundo filho? Era a cópia fiel do pai e a mãe não quis fazê-lo. Como o terceiro era tão parecido com a mãe, o pai disse que preferiria morrer de fome a se desfazer dele. Ficava somente o último. Era tão pequenino e frágil, como vender o mais querido dos quatro? Chorando, os pais concluíram que não poderiam vender a nenhum. Preferiram morrer de fome a se desfazer de qualquer um de seus quatro filhos.
- Deus nosso Senhor não escolheu um dentre quatro, o qual foi muito doloroso. Diz as Sagradas Escrituras que deu o seu Filho Unigênito. (Como lemos em S. João 3:16).
II. VIMO-LO DESDE BELÉM ATÉ O GÓLGOTA
1. Só o fato de haver nascido como um ser humano foi uma prova de amor.
a) (NOTA: Explique o lugar que por natureza ocupava e Sua renúncia). Filipenses 2:5-8.
2. Ao nascer em Belém, Deus mostrou Sua boa vontade parai com os homens.
- Cena de pobreza do estábulo.
- Ele era o Soberano do Universo.
- HINO "Noite de Paz" (Podem usar os diapositivos).
III. FOI UMA HISTÓRIA ESCRITA COM SANGUE
1. É na cruz que essa história de amor atinge sua maior intensidade. Efésios 1:17-19.
a) ILUSTRAÇÃO: Entre as vítimas da comuna da França (Paris), estava um bispo católico romano que conhecia em sua experiência a Cristo. A janela tinha forma de cruz e nela escreveu: largura, longitude, altura, e profundidade (como está no desenho).
(1) É na cruz de Cristo que podemos ver as dimensões do amor de Deus. Tão largo e tão comprido que alcança a todo pecador; tão profundo que se encrava em nossas misérias; tão alto que chega até o trono de Deus e consegue a misericórdia e o perdão para nós.
2. A maior prova de amor e amizade. S. João 15:13.
a) REGENERAÇÃO
Pelo homem perdido
com os braços abertos na cruz tosca e dura
se arriscou Jesus Cristo
e por dar-lhe a vida
santidade e formosura,
sofreu no Calvário
a suprema amargura.
Francisco E. Estrello.
b) Essa história não foi escrita sobre papel, senão sobre as toscas madeiras da cruz.
c) Não foi escrita com tinta. Foi escrita com sangue.
(1) Suas mãos foram por sua vez tinteiro e pena para escrevê-la.
CONCLUSÃO:
1. Ele nos ama e está disposto a interceder por nós se o desejamos.
2. Um bom conselho de São Paulo. Hebreus 4:16.
3. Aceitemos hoje o amor de cristo em nossa vida, e por meio da fé cheguemos ao trono de graça para sermos auxiliados pelo Senhor.
RECEITA PARA TER UMA BOA SAÚDE ESPIRITUAL
INTRODUÇÃO:
1. Cada uma das áreas do ser têm suas necessidades, as quais devem ser cobertas a fim de produzir boa saúde.
2. Na área física, por exemplo:
a) Necessidade de respirar.
b) Necessidade de comer.
c) Necessidade de ingerir líquidos.
d) Necessidade de exercício.
e) Necessidade de descanso.
3. Na ordem psicológica, por exemplo:
a) Necessidade de maturidade emocional.
b) Necessidade de amar.
I. NECESSITAMOS RESPIRAR ESPIRITUALMENTE
1. Assim como o oxigênio é imprescindível.
a) Um ar pobre de oxigênio produz sonolência.
b) Se a deficiência de oxigênio é muito significativa, produz-se um princípio de asfixia.
c) Se for mais notável ainda, chegaria a morrer de asfixia.
d) 5 a 7 minutos sem oxigênio os neurônios (células do cérebro) morrem.
2. Também há uma atividade espiritual eqüivalente à respiração a qual se constitui em vital importância. imprescindível para manter a vida da alma.
a) E. G. White diz que a oração é sopro da alma; algo como a respiração.
b) Assim como muitos têm o bom costume de fazer inspirações profundas três vezes por dia, Davi costumava dedicar tempo específico para orar três vezes por dia. Salmos 55:17.
c) Mas deveríamos estar todo o dia numa atitude de comunhão com Deus, como os que fazem seus trabalhos acompanhada por outros. Provavelmente isso é o que S. Paulo quis dizer em I Tessalonicenses 5:17.
3. Portanto, o primeiro ponto de nossa receita é: Não descuidar da oração.
a) É como respirar.
b) Não podemos viver sem respirar.
c) Não podemos viver sem orar.
II. NECESSITAMOS COMER ESPIRITUALMENTE
1. Fisicamente procuramos comer todas os dias.
a) Mais de uma vez.
b) Consideramos uma desgraça não poder comer; ou comer pouco, ou comer mal.
c) Se não comêssemos, tornar-nos-íamos desnutridos.
(1) Da dieta obtemos a energia, as vitaminas, as proteínas formadoras e reparadoras de tecidos, etc.
2. Também há uma fonte de alimento espiritual. Jeremias 15:16.
a) Aqui está o alimento que a alma necessita.
b) O necessário para crescer.
c) O necessário para adquirir força.
3. Alimente-se da Palavra de Deus cada dia.
a) Estude, se possível, a devoção matinal cada manhã.
b) A lição da Escola Sabatina cada noite.
c) Leia diariamente uma parte da Bíblia. Se for possível faça o ano bíblico.
III. NECESSITAMOS DE EXERCÍCIO ESPIRITUALMENTE
1. As funções físicas que não se exercitam, tendem a atrofiar-se.
2. Um bom atleta treina, faz exercício.
3. Há atividades missionárias que necessitamos fazer durante toda a vida para manter o vigor espiritual:
a) Atividades internas:
(1) Ajudar nos trabalhos da igreja.
(2) Segundo o dom que tiver, ocupar os cargos que lhe forem solicitados, cada ano.
(3) Se não lhe derem um cargo neste ano, ou em outro qualquer, procure ajudar àqueles que receberam.
b) Atividades externas:
(1) Partilhar a fé com descrente.
(2) Participar nas atividades missionárias organizadas da igreja.
IV. NECESSITAMOS DE MATURIDADE ESPIRITUAL
1. Na ordem emocional, a maturidade pode ser captada, entre outras coisas, pela capacidade de sentir prazer ao dar.
a) É sinal de que temos saído do eu (egocentrismo) para voltarmos para o nós (altruísmo).
2. A princípio o bebê não dá nada.
a) Só recebe.
b) É que não está em condições de dar, é muito pequeno.
c) Depois dá algo.
d) Quanto mais cresce e amadurece, mais dá.
e) Integra-se à família e ajuda no seu sustento.
f) Até chegar a ser o cabeça de família e seu braço forte.
3. Assim acontece espiritualmente.
a) Deus espera que nós que nascemos de novo cresçamos e amadureçamos.
b) Que experimentemos o prazer de ser parte da família de Deus e que entre todos a levemos avante.
c) Em parte, creio que essa é uma das razões pelas quais Deus nos pede os dízimos e as ofertas. Para tirar-nos do egoísmo e ajudar-nos a amadurecer.
4. Por isso, irmão, ajude sistematicamente a igreja. Malaquias 3:10.
V. NECESSITAMOS DE DESCANSO ESPIRITUAL
1. Hoje falamos da necessidade do exercício, mas se não descansarmos cairemos num esgotamento perigoso.
2. Não se esqueça do sábado.
a) É fonte de repouso físico como espiritual.
3. Lembre-se de ir a Cristo cada dia, pois nos prometeu repouso. S. Mateus 11:28-30.
VI. NECESSITAMOS AMAR ESPIRITUALMENTE
1. O Senhor nos indicou o caminho. S. Mateus 22:37-40.
2. A igreja oferece-nos um marco adequado para amar.
a) Por meio dos cultos poderemos cultivar e expressar nosso amor a Deus.
b) Mediante o companheirismo que nos provê ao estarmos juntos em cada reunião, torna-nos membros da família de Deus.
(1) Não estamos sozinhos: temos irmãos.
(2) Temos a quem amar: aos irmãos da igreja.
(3) Isso nos ajudará a amar até os nossos inimigos.
3. Não se esqueça nunca de que a igreja é sua família.
a) Deus é nosso Pai.
b) Todos nós somos irmãos.
4. S. Paulo dá-nos um conselho muito oportuno a respeito. Hebreus 10:22-25.
CONCLUSÃO:
1. Ore sempre.
2. Estude a Bíblia diariamente.
3. Faça trabalho missionário, tanto para dentro como para fora da igreja.
4. Ajude a manutenção da Casa de Deus.
5. Cuide de seu repouso:
a) Guardando o sábado.
b) Seguindo permanentemente a Cristo.
6. Assista sempre às reuniões.
7. Filipenses 4:7.
ESQUEMA SUGESTIVO PARA AS CONFERÊNCIAS
DATA TEMA OBSERV. A INCLUIR
1ª. Semana
Sábado Como ser feliz em um mundo angustiado
Domingo O segredo da felicidade conjugal
2.ª Feira A juventude e o segredo do êxito
3ª Feira Segredos para vencer as preocupações
4ª Feira O horóscopo e as profecias
5ª Feira O que fazer para que o orçamento familiar alcance
6ª Feira A saúde mental e seus complexos
2ª. Semana
Sábado Seis palavras que mudaram a história do mundo
Domingo A educação dos filhos
2.ª Feira O grave problema da delinqüência juvenil
3.ª Feira Será invadida a terra por seres extraterrenos?
4.ª Feira Por que você está doente?
5.ª Feira O homem que escreveu sua própria biografia
antes de nascer
6.ª Feira Como obter forças para enfrentar os problemas
3ª. Semana
Sábado Um guia seguro para a vida Inicia-se a Invest. Bíblica
Domingo O noivado e o amor
2.ª Feira Por que sofrem os inocentes?
3.ª Feira O grave problema do alcoolismo
4.ª Feira O que foi que quebrantou o sagrado
coração de Jesus?
5.ª Feira Como libertar-nos do sentimento de culpa
6.ª Feira A luta pelo pão e a nova moral
4ª. Semana
Sábado 10 - 1 = 0
Domingo A preparação para a última noite da Terra
2.ª Feira Sangue, balas e terremoto
3.ª Feira As férias do Diabo
4.ª Feira Quando o dinheiro for atirado nas ruas
sem que ninguém o recolha
5.ª Feira Deus reclama seu direito de autor
6.ª Feira O homem a quem Deus quis matar
5ª. Semana
Sábado O dia quando Deus fez uma festa Convidar para o
Domingo O sexo e as Moças próximo sábado
2.ª Feira A pergunta que Deus, o Todo-Poderoso, às 9 horas
não pode responder
3.ª Feira O Pai não a fez, o Filho não quis fazê-la,
os Apóstolos não puderam, quem a fez?
4.ª Feira Os sete selos do Apocalipse
5.ª Feira O sexto selo e o tempo do fim
6.ª Feira Será destruída a terra por uma guerra atômica?
6ª. Semana
Sábado O selo de Deus Reunião social
Domingo O cigarro e a saúde após a conferência
2.ª Feira O homem a quem Deus esqueceu
3.ª Feira Quatro coisas que Deus não pode fazer
4.ª Feira Transplantes cardíacos
5.ª Feira O homem que nasceu quatro vezes
6.ª Feira Setenta semanas de profecias nos Rolos
do Mar Morto
7ª. Semana
Sábado O que acontece quando uma pessoa morre?
Domingo Os adivinhos conhecem o futuro?
De onde obtém sua informação?
2.ª Feira O sentimento produtor de paz interior
3.ª Feira Três formas de postergar seus funerais
4.ª Feira Pedro, a pedra e a igreja
5.ª Feira Centro e oitenta milhões por uma pérola
6.ª Feira Vitaminas para a alma
8ª. Semana
Sábado Como identificar a igreja verdadeira Primeiro batismo
Domingo As casas mal-assombradas e os fantasmas
2.ª Feira O homem que nasceu com cabelos brancos
3.ª Feira A última ceia de aves da Terra
4.ª Feira A porta santa
5.ª Feira Deus reclama seu direito de autor
6.ª Feira O cristão "pintainho do pato"
9ª. Semana
Sábado Há esperança para nossos mortos? Segundo batismo
Domingo Lagartas voadoras
2.ª Feira A cama pequena e o cobertor curto
3.ª Feira A ponte quebrada
4.ª Feira A doçura das amarguras
5.ª Feira O melhor amigo do diabo
6.ª Feira Um amor escrito com sangue
Sábado Receita para ter uma boa saúde espiritual Terceiro batismo
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