"Quem tem boca vai a Roma"
A Internet é uma maravilha -e disso ninguém duvida, suponho. No entanto, se/quando é mal usada, não passa de uma grande bobagem. Uma das tantas provas disso é a
livre circulação de textos "escritos" por Luis Fernando Verissimo, Arnaldo Jabor, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Luis Borges, Mário Quintana,
Pasquale Cipro Neto etc.
Opa! Pasquale Cipro Neto sou eu! E, até prova em contrário, não fui informado de ser o "autor" de algumas bobagens que circulam por aí. Uma delas, que vem com o
pomposo título "Direto do Professor Pascoale", promove uma verdadeira reviravolta em históricos provérbios, que ouvimos desde a tenra idade. A começar pelo nome
do "autor" ("Pascoale" -meu nome é Pasquale), a bobagem é falsa, mais do que falsa.
Pois eu já tinha até me esquecido dessa sandice quando recebi, por e-mail, um texto em que se faz uma análise detida de cada um dos provérbios, cujo sentido é "explicado"
com base nos meus "comentários". Dessa "explicação" decorre uma "correção" na forma dos provérbios.
Não fui atrás da autenticidade do tal texto, já que isso é secundário; o primordial é que a tal lista parece ter voltado a circular. E o pior: as pessoas acreditam
piamente! Quando me param por aí ou me escrevem e me perguntam sobre a tal lista e digo que nunca a escrevi, espanto geral. "Mas como?! Está na internet!".
Isso me lembra algo como "Mas deu na televisão!", frase que confirma que as pessoas acham que, se deu na TV, é verdadeiro. Logo a TV, que virou o território da
não
notícia, da notícia-vaselina, com o mais do que intragável abuso, entre outros, do futuro do pretérito ("De acordo com a polícia, o ladrão teria entrado..." -ora,
se a polícia diz que o ladrão entrou, não é preciso dizer "teria entrado" para fugir da responsabilidade pela veracidade da informação, já que quem escreve "De
acordo
com a polícia, o ladrão entrou pela porta..." não afirma ou informa que o ladrão entrou; afirma ou informa que a polícia diz que o ladrão entrou pela...).
Voltando à tal lista de "minha" autoria, nela se informa que o correto não é "Quem tem boca vai a Roma", mas "Quem tem boca vaia Roma" ("vaia", do verbo "vaiar").
A "explicação"? Lá vai uma delas: "Ou vai me dizer que você nunca vaiou Roma naqueles filmes históricos?" Outra: "No tempo do Império Romano, as pessoas vaiavam...".
Melhor parar.
Só umas informaçõezinhas: sabe como é esse provérbio em espanhol? Lá vai: "Preguntando se llega a Roma". Não é preciso traduzir, é? Sabe como é em italiano? Lá
vai:
"Chi ha (la) lingua arriva a Roma" ("Quem tem [a] língua chega a Roma"). E que tal acrescentar a famosa frase "Todos os caminhos levam a Roma", que em inglês vira
"All roads lead to Rome" e em italiano passa a "Tutte le strade portano a Roma"? Que tal?
Bem, a esta altura, alguém pode estar achando que os provérbios necessariamente se explicam pela lógica da frase, pela história da língua ou da humanidade, o que
não é verdadeiro. Qual seria a explicação "lógica" para o dito "Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento"? Nenhuma, creio. E quem disse que isso é necessário
ou fundamental?
O fundamental, nesse caso, além do aspecto lúdico, sonoro, chistoso etc., é que quem tem um tostão de senso de abstração capta logo o sentido desse dito, por sinal
muito parecido com o de outros, igualmente conhecidos ("As aparências enganam"; "Lobo em pele de cordeiro" etc.).
Devagar com o andor, pois. E com os julgamentos a respeito do que alguém (não) escreve ou pensa. É isso.
** Folha -Entrevista - Daniel Dennet
As pessoas têm de aprender a conviver com os "sem-deus"
Reinaldo José Lopes
Ele afirma que tentar conciliar os dados da biologia evolutiva com a crença em Deus é um ato de desespero intelectual. Os que fazem isso, ataca, "estão apresentando
como ciência o que, na verdade, é uma espécie de confusão na cabeça deles".
Dennett, que estará no Brasil no dia 8 de novembro para participar do seminário Fronteiras do Pensamento, em Porto Alegre (www.fronteirasdopensamento.com.br), conversou
com a Folha por telefone. Leia abaixo a entrevista.
FOLHA - Há um grupo de cientistas nos EUA, como Francis Collins, ex-chefe do Projeto Genoma Humano, que são defensores da teoria da evolução e, ao mesmo tempo,
tentam
conciliá-la com sua fé cristã. Mas têm sido muito atacados, até acusados de criacionistas disfarçados. O sr. concorda com tais críticas?
DANIEL DENNETT - Acho que essas pessoas têm dois padrões diferentes para o que consideram pensamento racional. Quando estão fazendo ciência, adotam um padrão elevadíssimo
e, quando estão tentando reconciliar sua ciência com sua religião, acabam aceitando que esse padrão caia um pouco, tolerando argumentos que nunca tolerariam numa
discussão científica. Não acho que sejam criacionistas, mas acho que eles estão apresentando como ciência o que, na verdade, é uma espécie de confusão na cabeça
deles.
FOLHA - Mas eles deixam claro que a reconciliação não é ciência nem está cientificamente comprovada.
DENNETT - E até que é uma boa tentativa, mas não acho que funcione bem. Podemos colocar da seguinte maneira: a biologia, a teoria evolutiva, não prova de forma
absoluta
que não pode existir um Deus. Se você quer continuar a acreditar que Ele desempenha algum papel, pode até fazer isso com sua consciência tranquila. Mas você deveria
ter em mente que se trata de uma posição que é quase um ato de desespero, não é uma visão positiva de maneira alguma. É uma espécie de último recurso. Terminei
recentemente
um livrinho que deve ser lançado em breve, um debate com o filósofo cristão Alvin Plantinga. E Plantinga argumenta, corretamente, que a teoria evolutiva é logicamente
compatível com a crença num Criador que intervém no processo evolutivo.
Admiti que isso era verdade, mas disse que a evolução também é compatível com a hipótese de que o Superman pousou aqui durante a Explosão Cambriana [evento em que
surgiram todos os principais grupos de animais], há 530 milhões de anos e, assim, possibilitou a origem dos humanos. É uma hipótese totalmente doida, mas é coerente
com tudo o que sabemos sobre biologia evolutiva.
FOLHA - A onda recente de livros escritos por cientistas que também são ateus militantes surgiu, de acordo com os próprios autores, porque a posição acomodacionista
em relação à religião não estava funcionando. E essa nova abordagem? O sr. acha que está funcionando?
DENNETT - Acho que sim, por enquanto, embora estejamos só no começo. Nos EUA, acho que houve uma mudança clara nos padrões de expressão pública. Hoje é muito mais
comum ouvir as pessoas dizerem abertamente que não acreditam em Deus, que elas são "sem-deus". Pesquisas recentes mostram que esse é o grupo que mais cresce na
população.
E, toda vez que alguém se declara abertamente, que se sente encorajado a dizer isso, a atmosfera fica um pouco mais limpa, e a vida fica um pouco mais fácil para
outras pessoas.
Ainda há enormes áreas do país onde, se você disser que não acredita em Deus, vai perder seus amigos, seu negócio. Nesse ponto, os ateus estão mais ou menos na
mesma
posição em que estavam os homossexuais nos anos 1950, ou seja, se você admitir que pertence a esse grupo, sua vida está arruinada.
Temos de mudar isso. Temos de fazer com que seja possível para um morador do "Cinturão da Bíblia" [as áreas mais religiosas dos EUA, nos Estados do Sul e do Meio-Oeste]
dizer com toda a franqueza: "Bem, você pode ter sua religião, se quiser, mas eu não sou religioso" e ser respeitado mesmo assim.
FOLHA - No livro "Quebrando o Encanto", sobre a tentativa de explicar as origens da religião com base na biologia evolutiva, o sr. passa a impressão de defender
mais a ideia de que a religião é só um subproduto de características da mente humana que evoluíram por outros motivos. Sua posição contra a religião pode ter influenciado
essa opinião?
DENNETT - Acho que é importante perceber que as duas visões não são necessariamente conflitantes. Há uma posição óbvia, natural, que diz que primeiro a religião
emerge como subproduto de predisposições psicológicas que não têm nada a ver com a religião, e então, depois que ela passa a existir, acaba sendo aproveitada para
outras funções, evoluindo, digamos, social e culturalmente. Desse jeito, você pode manter ambas as vertentes, e na verdade acho que esse modelo é bem mais plausível
do que uma visão puramente ligada à adaptação, porque é muito difícil imaginar quais teriam sido as pressões de seleção [para que a religião surgisse].
FOLHA - O que o sr. acha da dificuldade das ciências humanas para incorporar a biologia evolutiva na sua maneira de pensar?
DENNETT - Para mim é engraçado ver a quantidade de antidarwinistas "automáticos" existente nas humanidades, na filosofia. Foi o reconhecimento disso que me levou
a escrever "A Perigosa Ideia de Darwin". Hei de ir em frente com bom humor e vou mostrar a eles o quão reacionários estão sendo.
FOLHA - Mas por que a resistência?
DENNETT - Acho que eles estão muito presos à ideia que poderíamos chamar de criatividade de cima para baixo, na qual você tem um autor que é o gênio, a fonte das
ideias. Essa visão está impressa de modo tão fundo nas artes e nas humanidades que a ideia de que na verdade a coisa está de ponta-cabeça, que os próprios grandes
gênios são o produto complexo de processos "sem mente", algorítmicos, de baixo para cima -essa é uma ideia muito difícil de engolir para muita gente. A primeira
coisa que nós temos de mudar é o hábito dos especialistas em ciências humanas de zombar dessas ideias e ridicularizá-las. A zombaria deles é obscurantista, ignorante.
FOLHA - Qual a sua visão sobre o estado atual da pesquisa em inteligência artificial? Por que ainda estamos tão longe de conseguir criar uma máquina consciente?
DENNETT - Algumas pessoas que começaram a estudar a IA [inteligência artificial] não estavam interessadas em consciência, mas apenas em produzir alguns sistemas
cognitivos extremamente competentes. Essa abordagem foi um sucesso. Não chamamos isso de IA, mas agora faz parte das nossas vidas, seja no caso do reconhecimento
de voz, no planejamento de reservas de voo, no controle de diversos elementos dos nossos automóveis. Em certo sentido, tudo isso é inteligência artificial. Quando
as pessoas pensavam em robôs 20 anos ou 30 anos atrás, imaginavam humanoides que seriam mordomos, arrumadeiras ou cozinheiros.
Esses robôs não existem, mas ao menos parte dessas tarefas hoje são rotineiramente delegadas ao controle de computadores. Então, esse primeiro sonho se realizou,
de fato. O outro sonho da IA, o de realmente construir um robô consciente, sempre foi loucamente ambicioso, e uma das coisas que aprendemos foi exatamente a dimensão
dessa dificuldade. A robótica humanoide continua, mas acho que nunca criaremos um robô humanoide consciente. Custaria mais do que pousar na Lua.
FOLHA - Em "A Perigosa Ideia de Darwin" o sr. diz que, ainda que não seja possível ou sensato rezar para o Universo, a ciência proporciona uma espécie de assombro
transcendental diante dele. Nesse ponto, a ciência e a religião não se aproximam?
DENNETT - Sim, eu acho que a melhor ideia da religião é encorajar uma certa modéstia, um respeito e uma reverência pela natureza neste incrível Universo que nós
habitamos. E, claro, isso remonta diretamente a [Baruch] Spinoza [filósofo holandês do século 17], para quem o caminho para estudar Deus é estudar a natureza. Acho
que o respeito e o amor por este mundo maravilhoso no qual existimos, que pode nos inspirar a melhorá-lo para outras pessoas, é a melhor mensagem da religião, e
a ciência pode compartilhar esse sentimento.
FOLHA - O sr. ainda participa de corais de Natal?
DENNETT - Sim, todos os anos fazemos uma festa dedicada a canções natalinas, temos nosso próprio livro de partituras que eu fui montando com todo o carinho ao longo
dos anos. É lindo. Costumam aparecer umas 30 pessoas, talvez algumas delas sejam religiosas, mas a maioria deles é como eu. Somos cristãos culturais -crescemos
com
essas músicas e adoramos, então mantemos a tradição viva. E, sim, a criançada às vezes ainda me confunde com Papai Noel.
** Estadão - José de Souza Martins
O centenário do Biotônico
Cândido Fontoura Silveira (1885-1974) era farmacêutico em Bragança Paulista quando, aos 25 anos de idade, em 1910, criou o Biotônico Fontoura, um fortificante e
antianêmico, rico em ferro.
Quase todo farmacêutico do interior tinha um medicamento de sua invenção. No mais das vezes, era um purgante. Eventualmente, um fortificante. O ideal de saúde era,
então, o da pessoa gorda e mesmo o da criança gorda.
Num romance ambientado nos anos 192o, da Sra. Leandro Dupré, Éramos Seis, que em boa parte se passa numa casa daAvenida Angélica, volta e meia Dona Lola, a personagem,
se refere apreciativamente à robustez de crianças e jovens. Magreza era doença.
Um remédio que abria o apetite tinha tudo para dar certo. Eram comuns, sobretudo na roça, as verminoses, que corroíam a saúde dos roceiros que andavam descalços,
os parasitas penetrando pela planta dos pés, causa de magrezas que marcaram a imagem do caipira.
Fontoura era amigo de Monteiro Lobato (1882-1948) que, em 1914, publica em O Estado de S. Paulo o artigo "Velha praga", no qual define pela primeira vez o perfil
do Jeca preguiçoso.
Por aquela época era comum a edição de almanaques distribuídos nas farmácias, com o calendário, as fases da lua, as épocas de plantio dos diferentes cultivos, anedotas
e conselhos práticos.
Lobato se tornara editor do Almanaque Fontoura, que ao longo dos anos teve milhões de exemplares de tiragem. Em 1924, Fontoura passa a oferecer como brinde, na
compra
de cada vidro do Biotônico, um exemplar do livreto de Lobato, Jeca Tatuzinho.
A obra, ilustrada, conta a história de um Jeca magro, doente, preguiçoso, mal nutrido. Na passagem de um médico de roça por seu rancho, o caipira fica sabendo que
estava na verdade doente, com amarelão. O médico recomenda-lhe o remédio para a doença e de reforço o Biotônico para abrir-lhe o apetite, além de recomendar botinas
ringedeiras para proteção dos pés. O Jeca logo se torna um verdadeiro touro, chega a agarrar uma onça pelos bigodes, manda pôr botinas até em porcos e galinha.
Ao opor-se ao caipira do estereótipo, o Biotônico serviu, entre nós, para difundir a ideologia da modernidade urbana. O livrinho de Lobato teve edição de mais
de
100 milhões de exemplares.
O sucesso do fortificante fez a fortuna de Cândido Fontoura. Mas conta a lenda que um dos fatores dessa fortuna foi também o fato de que ele, teria começado a exportar
seu remédio para os Estados Unidos, onde vigorava a Lei Seca.
O Biotônico tinha originalmente 9,5% de álcool etílico, o que o tornava um inocente aperitivo. Vendido em farmácia, na América puritana, podia ser comprado como
artigo medicinal, sendo, portanto, bebida não pecaminosa.
Algo parecido acontecera com a Coca-cola, uma bebida estimulante, do século 19, originalmente vendida em farmácia.
** Blog de Época- Mulher 7x7
Saiba como usar um perfume e o que está na moda neste inverno
Kátia Mello
Fui a um concerto de música clássica outro dia na Sala São Paulo. Sentou-se na minha frente uma mulher pé-de-jasmim. Eu adoro a árvore, mas não alguém com aquele
perfume doce, enauseante, que nos deixa sem respiração. A cada virada de cabeça da mulher-jasmim, eu me sentia zonza. Tão zonza que me desconcentrei várias vezes
durante a apresentação. Os violinos pareciam estar desafinados. O jeito foi trocar de lugar com a pessoa que me acompanhava. Desconcertado, ele ainda me perguntou:
"Não é o meu perfume?". Mas eu estava segura de onde vinha aquele cheiro: era a mulher-jasmim.
Existem aquelas pessoas que logo de manhã nos sufocam com seus odores nos elevadores, nas salas de espera, nos consultórios. Nas noites, infestam os teatros, os
cinemas, os jantares íntimos. Muitas vezes nem percebem de seu ato e passam impunemente chacoalhando suas madeixas, deixando um rastro enjoativo de perfume que
se
instala sem dó em nossas narinas.
Fiquei pensando quantas mulheres e homens jasmins poderiam ser transformados se soubessem usar a dose certa daquilo que foi criado para atrair e não repelir. E
até
pode ser usado secretamente, como fazia a musa Marilyn Monroe, que dizia dormir com gotículas de Chanel 5.
Para saber como usar um perfume, entrevistei uma das maiores especialistas do país, Renata Ashcar, autora do livro Guia de Perfumes (Duetto Editorial) e responsável
pelo site www.renataashcar.com.br, que traz muitas curiosidades sobre o perfume, seu uso, fabricação e tendências.
Segue a entrevista com Renata:
Como escolher o melhor perfume de acordo com seu estilo, personalidade?
Perfume é como roupa, revela o estilo da pessoa. Mulheres mais modernas e descoladas mostram uma clara preferência por aromas mais leves como os cítricos. Já as
mais femininas acabam optando por florais suaves e cheios de estilo. As sedutoras se rendem aos aromas mais encorpados, com ingredientes como madeiras, resinas,
baunilha. Enfim, existe uma linguagem muito particular que pode ser revelada através da equação perfume x personalidade.
Em que locais do corpo o perfume deve ser aplicado- diz a lenda que é onde desejamos ser beijados. É assim mesmo? Como não exagerar?
Vou dar dicas para acertar na dose:
1) Não se deve aplicar o perfume em roupas: o odor do tecido se mistura ao da fragrância, alterando o resultado - além de haver o risco de manchar a peça.
2) Jamais aplique um perfume antes de exposição ao sol, pois se trata de um produto químico que pode agir como sensibilizante - e provocar manchas na pele.
3) Não misture perfume com desodorantes, cremes ou loções com cheiro diferente.
4) Caso a pele fique irritada com a aplicação de um perfume, é melhor deixá-lo de lado. A reação indica alergia à fragrância ou a algum de seus componentes.
5) Fuja das fragrâncias muito fortes, que provavelmente incomodarão as outras pessoas, podendo causar até dor de cabeça e enjôo.
6) Vale colocar um pouco de perfume na palma das mãos e espalhar fugazmente pelo corpo. Também vale perfumar o rosto: o aroma ficará em contato direto com o olfato
do parceiro na hora do romance. Aliás, dizem que uma mulher deve passar perfume onde gostaria de ser beijada. Afinal, em matéria de sedução, o perfume é um poderoso
aliado.
Quais os perfumes que nunca saem da moda e por favor explique as razões.
Os grandes clássicos como Chanel no.5, Opium, Angel, enfim, acho que existe toda uma aura em torno deles que os tornaram clássicos. Chanel 5 por exemplo se tornou
um clássico por vários motivos. Olfativamente falando ele foi uma revolução na perfumaria da época por trazer entre os seus ingredientes um especial, o aldeído,
que é uma substancia sintética que tem a propriedade de ressaltar ainda mais os ingredientes naturais. Fórmula revolucionária que trouxe um caráter muito especial
ao perfume, repleto de ingredientes naturais e ultra femininos. Ícone também por ser praticamente um dos primeiros perfumes a serem lançados por um estilista. Desde
então, todos os grandes nomes da alta costura passaram a assinar uma fragrância. A simplicidade e elegância da embalagem refletiam perfeitamente o estilo de Chanel.
Na década de 60, o perfume ganhou o endosso de Marilyn Monroe, que assumiu que dormia apenas com algumas gotas do mesmo. Um ícone, endossando outro ícone! Grandes
criações trazem sempre algum tipo de inovação, e depois, sua comunicação reflete de alguma forma influencias diversas, sejam elas de estilo, moda ou cultura.
Qual a tendência de perfumes para esse inverno?
São muitos os lançamentos desta temporada. No campo dos femininos, temos grandes florais com um toque de especiarias. É o caso de Si Lolita, de Lolita Lempicka,
que traz Gillyflower - uma espécie de cravo - combinando ervilha doce e notas de pimenta. Outro grande lançamento é Lola de Marc Jacobs, que revela uma mulher jovem,
feminina, heroína dos tempos modernos. Adorei também o Ricci de Ricci de Nina Ricci, um floral especiado com um delicioso toque gourmand. Peônia e rosas com um
toque
de musk são a assinatura do novo perfume Parisienne de Yves Saint Laurent - ultra-feminino, e a edição limitada de Prada Infusion de tubereuse, flor absolutamente
envolvente que combinada com toques frutais trouxe um caráter muito especial para a fragrância.
Outra flor em voga é a magnólia, recentemente apresentada no perfume Chanel Cristalle Eau Verte, versão modernizada do original criado em 1974 e J´Adore L´Eau,
no qual Dior apresenta uma faceta diferente de seu best-seller. Esta flor também esta presente no coração do elegante floral Reese in Bloom da Avon.
Eu sou como meu avô, adoro andar perfumada e adoro gente perfumada. Mas realmente não suporto quem exagera. E você, conhece alguma história assim de homem ou mulher-pé-de-jasmim?
Renata Coutinho
"Um livro aberto é um cérebro que fala; fechado, um amigo que espera;
esquecido, uma alma que perdoa; destruído, um coração que chora."
(Rabindranath Tagore)
Contatos:
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